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Umberto Eco (Alexandria, 5 de janeiro de 1932 — Milão, 19 de fevereiro de 2016), foi um escritor, filósofo, professor, semiólogo, linguista e bibliófilo italiano de fama internacional. Foi titular da cadeira de Semiótica e diretor da Escola Superior de ciências humanas na Universidade de Bolonha. Ensinou temporariamente em Yale, na Universidade Columbia, em Harvard, Collège de France e Universidade de Toronto. Colaborador em diversos periódicos acadêmicos, dentre eles colunista da revista semanal italiana L'Espresso, na qual escreveu sobre uma infinidade de temas. Eco foi, ainda, notório escritor de romances, entre os quais "O nome da rosa" e "O pêndulo de Foucault". Junto com o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, lançou em 2010 "N’espérez pas vous débarrasser des livres" (publicado em Portugal com o título "A Obsessão do Fogo", e no Brasil como "Não contem com o fim do livro"). [https://pt.wikipedia.org/wiki/Umberto_Eco]


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Blog action day - A pobreza no Semi-Árido do Brasil.



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. Estas três fotos foram feitas na região do Semi-Arido brasileiro, no Vale do Rio São Francisco. No Brasil, para se buscar exemplos de miséria e pobreza não é necessário ir até a África. Ali mesmo, no quintal do Brasil, que é a região dos sertões do Nordeste e do Semi-Árido, nós, cidadãos do Brasil, temos - também - a nossa "África" (uso figurado)
Trabalhei muitos anos para uma empresa do Governo Federal - a Cia. de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF) - cujo foco de atuação é, exatamente, promover o combate à pobreza nessas regiões. Conheci muito de perto vários focos de miséria que são, simplesmente, indescritíveis com palavras e até mesmo com imagens.
As ações dos governos, municipal, estadual e federal, existem, mas de eficácia duvidosa na maioria dos bolsões de pobreza lá existentes. São milhares de famílias - todos sobreviventes diários na luta contra a fome, a falta de água, de moradia e das mínimas condições de vida humana conhecidas.
No atual governo, um dos seus programas prioritários, conhecido de todos os brasileiros, o Bolsa Família, segundo pesquisas e estatísticas minorou muito as condições de bem viver das populações carentes. Todavia estamos, nós brasileiros, longe, muito longe de se conseguir resultados efetivos e duradouros. Na verdade, quase tudo que se realizou com dinheiro público ao longo da história foram ações paliativas.
Três aspectos fundamentais trabalham contra o atingimento de melhores números de IDH
  1. Descontinuidade das ações governamentais - como não há planejamento integrado, cada ator, dentro desse drama, tem seu próprio script e age descoordenadamente. Seja por questões de política partidária ou por descontinuidade de governos o fato é que não há efetividade para os (parcos) recursos orçamentários e financeiros disponibilizados para o desenvolvimento daquelas regiões.
  2. Corrução - Com um forte envolvimento de interesses políticos eleitoreiros nas administrações municipais, principalmente, e nas demais esferas da administração pública, a sombra da corrução ronda cada centavo que é destinado - no orçamento - para o desenvolvimento regional daquelas áreas. Como é quase inexistente uma administração municipal incorruptível de cidades pequenas e pobres nessas regiões mais pobres ainda, o desvio de recursos, a falta de transparência nas contas públicas e as negociatas com licitações e contratos fajutos são uma constante. Traduzindo: o dinheiro destinado aos pobres não chega ao seu destino.
  3. Incompetência da administração - Nem preciso me estender muito nesse item. Os gerentes das cidades mais pobres do Brasil são, na maciça maioria, um contingente de analfabetos gerenciais lidando com milhares de pessoas e recursos técnicos. Existem até prefeitos e vereadores analfabetos. Tecnicamente sabem "assinar" o nome, mas na verdade não tem sequer condição intelectual de gerenciar qualquer coisa.

Este é o tema que trago para O Blog Action Day. A falta de prioridade - no sentido de administrar bem e com qualidade os recursos dispobilizados - em escolher gerentes e líderes verdadeiros para dirigir os destinos da região. É necessário adotar o combate - ferrenho e permanente - à corrução. Finalmente, dentro da temática, coloco a necessidade de se preparar - ou articular - um plano integrado para o desenvolvimento do Semi-Arido.

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