28 de jun. de 2020

Amazing Grace - Coro de 50 paises - Magnífico!


Começam a aparecer no nosso planeta os exemplos das mudanças que as nações e a humanidade deverão vivenciar no período pós-pandemia.

Este vídeo é uma demonstração inequívoca dessas transformações que estão chegando. 

Oxalá o gênero humano consiga perceber as lições que pode extrair de algo tão devastador quanto à ocorrência do COVID-19 no planeta Terra.

Assistam o vídeo e além de sentirem a emoção de como podemos realizar coisas lindas e emocionantes quando as pessoas estão unidas a objetivos comuns; percebam também as possibilidades que podem ser exploradas e pesquisadas por conta das mudanças comportamentais que a pandemia está nos obrigando a adotar.


 


26 de jun. de 2020

Percepção de clima na empresa é habilidade gerencial.

  

Clima Organizacional é fator de risco para o sucesso  gerencial.
(por Herbert Drummond)


Está tudo "andando muito bem" em determinado setor da empresa e de repente... KABUM! Estoura o maior conflito.

Pode ter sido um desentendimento turbulento entre dois subordinados ou um problema disciplinar com um dos mais importantes colaboradores ou qualquer outro fato que provoque um desequilíbrio flagrante nas relações interpessoais. Ou seja, o chefe, gerente ou líder foi surpreendido com um distúrbio de grandes proporções e bem debaixo do seu nariz.

O que aconteceu que a chefia não percebeu ou não foi informada antes? A assessoria falhou? Onde estava o “sistema de comunicações” que não alertou antes? Como isto foi acontecer? Onde estavam os sistemas de alarme contra desarmonias interpessoais? A famosa "Rádio Corredor"  não noticiou nada?

Estas crises podem acontecer em qualquer ambiente corporativo, mas não são comuns ou melhor, não podem ser consideradas comuns. Seja no gabinete do presidente ou diretor de uma grande indústria, de um ministro de estado ou governador ou mesmo no pequeno departamento ou divisão de uma empresa qualquer elas podem acontecer de uma hora para outra.

Onde existirem pessoas trabalhando lado a lado, em conjunto e sob uma mesma chefia o risco dos conflitos interpessoais ou entre departamentos ou  áreas direcionais estará sempre latente. Não vamos nos deter nas razões dessas crises internas. A bibliografia é densa a esse respeito. Vamos, entretanto nos fixar no aspecto prático da questão que é a prevenção.

A maneira mais eficaz de se prevenir os conflitos ou pelo menos amenizá-los é se montar um eficaz esquema de... "vigilância". Parece óbvio e é, mas são poucos os gerentes que se estruturam e conseguem montar e principalmente liderar esses "radares". 

É aqui que se torna fundamental que uma estrutura de comando possa contar - formal ou informalmente - com um "chefe de gabinete", um "imediato". Essa figura, que deve ser reconhecido como sendo da total e irrestrita confiança do comandante, para a ser o responsável pelas "coisas" do gabinete, aí incluída a manutenção do clima organizacional. Ele é o operador do sistema.

Para início de conversa, tal sistema terá um componente significativo de êxito se for apoiado na hierarquia informal e invisível. E não se assustem os menos iniciados nas feitiçarias do mundo corporativo. Toda e qualquer organização com hierarquia formal, terá, necessariamente, uma "hierarquia informal" em plena atividade intramuros. 

É da informação “dos corredores“ que surgem os primeiros sinais de fumaça sobre a crise que está se formando no sistema. Um conflito dessa natureza dificilmente surge sem aviso prévio. Não é uma granada que explode de repente, mas uma bomba-relógio que foi instalada em certo momento e fica ali no seu tic-tac só esperando o momento de explodir. O medidor para prever a tempestade e evitá-la é a habilidade do gerente para “sentir” o clima de tensão.
Resultado de imagem para desentendimento
Não é necessária uma dissertação para entender que esta aptidão, essa competência  para perceber as crises deve ser desenvolvida pelo sexto sentido dos gerentes que ambicionem uma carreira ascendente. 

Não se constrói uma camada espessa de experiência nesse nível se - primordialmente - dois fatores não estiverem conectados à atenção de quem comanda:

1. A preocupação permanente com a estabilidade e a harmonia do ambiente de trabalho: sim, porque existem chefes (propositadamente não os chamo de gerentes) que não se ligam “nessas coisas” de ambiente organizacional. Simplesmente “tocam“ seus departamentos e esse negócio de conflitos de interesses ou fofocas não faz parte de suas obrigações. Colocam em suas cabeças que "não são pagos para estar cuidando de marmanjos".

2. A manutenção obsessiva do foco de trabalho nas atividades do setor: um conflito normalmente nasce dentro do próprio ambiente de trabalho e é fruto de diferenças internas por favorecimentos, disputas de méritos, confronto de egos inflados ou simplesmente por rixas pessoais. Se o gerente conseguir manter sua equipe motivada e direcionada para as atividades e objetivos do departamento ou da seção muito raramente haverá espaços para os desentendimentos negativos que ameacem a estabilidade do grupo. É simplesmente a chamada prioridade para a tarefa sem dar tempo para a ociosidade corporativa.

Por este motivo o talento que deve ser estudado e aprimorado, por quem se  projeta ser gerente ou líder e não meramente um chefe comum, deve ser aquele que o faça desenvolver a “percepção extra-sensorial”  para  pressagiar, pressentir, prever, profetizar e prognosticar o clima organizacional diuturnamente.

Chegou a hora de procurar uma definição para esse negócio de Clima Organizacional. No Google são inúmeras, escolhi uma delas que considerei a mais técnica:

  • "Clima Organizacional é o indicador de satisfação dos membros de uma empresa, em relação a diferentes aspectos da cultura ou realidade aparente da organização, tais como: políticas de RH, modelo de gestão, processo de comunicação, valorização profissional e identificação com a empresa"
Não há descanso ou folga nessa competência gerencial porque as crises e os conflitos são feras que estão à solta e sempre prontas para atacar. Não existe metodologia para isto. Cada gerente terá seu estilo, seus mecanismos, suas ferramentas e sua maneira para ajustar as defesas contra as diferenças ameaçadoras na sua equipe.
O que se deve ter em mente é que um motim, uma subversão ou uma desordem no ambiente de trabalho só acontecerá com a responsabilidade (ou por irresponsabilidade) do chefe, seja por omissão, falta de habilidade ou simples incompetência. 




25 de jun. de 2020

Emocione-se com o poder das palavras e transforme o mundo...




Entre os principais ensinamentos que procuro transmitir para meus filhos e netos, aos meus amigos, às pessoas  do meu círculo de amizades e a todos os que convivem comigo é o especial cuidado (muito especial mesmo!) com as palavras que usamos. Sejam elas ditas ou escritas.

Procuremos na história quantas vezes o mundo, as nações e os povos foram sacudidos por discursos, frases e opiniões. Quem mais do que Jesus Cristo usou das palavras para transformar a humanidade. Moisés e os Dez Mandamentos...  Churchill com seu "Sangue, suor e lagrimas"... Martin Luther King com "I have a dream"... Seria uma lista infindável buscar exemplos do poder das palavras na história.

Já fiz o trajeto na estrada da juventude e é lá que as palavras são expressas sem os cuidados para que não causem feridas e dissabores. Todavia, entre os jovens elas devem - até certos limites - ser perdoadas porque eles ainda não conhecem direito os seus poderes. Sim! As palavras, sim senhor, são muito poderosas!

É a experiência, a vivência, a cultura pessoal, a inteligência e o hábito - entre muitos outros atributos de personalidade e comportamento - que vão formar o cadinho que os  fará (os jovens) alcançar a sabedoria de permitir que seus pensamentos, expressos por suas palavras, possam apregoar, disseminar, irradiar, multiplicar e contribuir para a formação da corrente de energia que movimenta as forças cósmicas do bem.
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É isso! As palavras devem ser a exata manifestação de nossa natureza, de nossos valores, de nossa formação humana e profissional. As palavras curam e provocam doenças, trazem paz e produzem ódio, ensinam e embrutecem, levam as nações à guerra ou à paz... Transformam o mundo à nossa volta.

Aqui, na Oficina de Gerência, trazemos o tema à baila para chamar a atenção da comunidade das corporações para que cultivem, desde o mais cedo de suas vidas, o hábito de bem usar as palavras. Na fala e na escrita. Façam disso uma competência, um talento, uma habilidade. Nada a perder, tudo a ganhar.


O (emocionante) vídeo abaixo - com milhões de acessos no YouTube - nos mostra um belo exemplo desse poder. Não deixem de assisti-lo e refletir sobre sua poderosa mensagem.






Publiquei esse vídeo com um pequeno texto de apresentação em outubro de 2013 Imaginem! Fiz uma revisitação nos posts do blog que tiveram maior numero de visitas e aceitação. E topei com este. Tenho-o em minha coleção pessoal, mas não lembrava dele. É um dos mais lindos que conheço. Me emociono todas as vezes que o assisto.

24 de jun. de 2020

Será mesmo que você é insubstituível? É isso que deseja?




A primeira questão que coloco para o leitor é o que ele acha do jargão "ninguém é insubstituível"? É verdadeiro? É falso? É exagerado?

Fique certo que qualquer das respostas terá o seu grau de acerto. Numa corporação - seja qual for - existirão sempre os substituíveis, os insubstituíveis e aqueles que são necessários, mas não são nem substituíveis e nem insubstituíveis. Parece confuso, não é mesmo? Vou procurar explicar.

Na minha conceituação, me posiciono, para as pessoas que conviveram sob minha liderança e/ou para os colegas ou amigos no trabalho, sob o argumento de que nunca me preocupei com isso. Verdade! Sempre operei com a visão de que em algum momento eu seria substituído. Serviço remunerado e na administração pública é assim mesmo. Não há permanência. Liderança, comando, chefia são cargos de confiança e essa foi a carreira que escolhi. Logo nunca trabalhei procurando ser insubstituível. O inverso é um absurdo comportamental. Ninguém trabalha para ser substituível... Pelo menos nunca conheci esse espécimen!

Dessa forma, consegui traduzir de uma forma diferenciada as minhas passagens pelos postos de trabalho e pelas funções que ocupei, como técnico ou como dirigente. Explico: fixei no meu estilo de trabalho que, ao invés de procurar ser insubstituível (e conheço muita gente trabalha com esse propósito), busquei ser... inesquecível. Uau! O que significa isso?

Pin em Fernando PessoaVamos lá. Ser "inesquecível", comparado aos conceitos de substituível e insubstituível, significa, por exemplo, você ter conseguido - durante o período em que haja permanecido no cargo/função - criar, desenvolver ou implantar um ou mais planos, projetos e empreendimentos que tenham propiciado um upgrade no ranking de uma equipe, de um departamento ou uma empresa face à expectativa que se espera daquele  grupo. Que seja um trabalho tão significativo que por muito tempo não será esquecido por quem dele haja participado ou tenha conhecido. Um programa que tenha projetado seus criadores/desenvolvedores para uma mudança de status mais elevado. 

Nem sempre se chega ao êxito final, mas o simples fato de haver buscado atingir esse alvo, já o terá tornado memorável. Procure nas suas memórias exemplos de personagens inolvidáveis que você haja conhecido ou tenha exemplos na história da humanidade. Quem são seus grandes personagens na história do mundo? Com certeza conhece muitos. É um bom exercício.

Por isso, quando você abraçar uma causa, um trabalho, um propósito ou um escopo, não pretenda ser insubstituível, deseje ser, simplesmente, inesquecível. E se conseguir imbuir sua equipe nesse padrão, tenha certeza de que terá atingido seu objetivo como profissional.



👇 A título meramente de ilustração transcrevo abaixo um antigo texto que encontrei nos arquivos do site Administradores.com que trata do tema com leveza, atualidade e instrução. 

Será mesmo que você é substituível?

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E o Beethoven?
- Como? - o encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven?
Silêncio.
Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico (até hoje o Flamengo está órfão de um Zico)?
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'gaps'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:
"Estamos todos muitos tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único....com toda certeza ninguém te substituirá!
No mundo sempre existirão pessoas que vão amar você pelo que você é, e outras que vão odiá-lo pelo mesmo motivo. Acostume-se a isso e viva sempre de cabeça erguida e com muita paz de espírito
Pense nessa frase da  Santa Madre Teresa de Calcutá:
  • "Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso. O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor."
https://administradores.com.br/artigos/sera-mesmo-que-voce-e-substituivel



23 de jun. de 2020

Contenção Emocional

Trago para o blog um excelente texto que extrai do  Blog Finsi (que é espanhol) e considero uma infinita fonte de informações para a Oficina de Gerência há mais de dez anos. Tenho até um tag voltada para as postagens baseadas no Finsi (clique aqui).

O texto que escolhi está traduzido do espanhol (via Google Tradutor) e versa sobre o tema das emoções, sob o título "Contenção Emocional". Na verdade sobre o controle das nossas emoções. Não é exatamente um artigo sobre Inteligência Emocional (IE), mas tangencia essa importante habilidade, hoje tão estudada e requerida nas vidas das pessoas, mormente nos ambientes sociais e corporativos.

A autora do texto é a consultora e articulista Nuria Fernandéz López, natural de Madrid-Espanha, que escreve artigos de alta qualidade para o Blog Finsi. Na Oficina de Gerência temos vários posts traduzindos dela.

Partindo do princípio de que é cada vez maior a procura, e mais pesquisada ainda a competência no trato das emoções, nas relações humanas e corporativas, considero que o artigo se ajusta bem à linha editorial da Oficina de Gerência.

O ponto central abordado pela Dra. Nuria são os sentimentos e seu gerenciamento. Cito um dos parágrafos que dá uma ideia-força daquilo que está apresentado na matéria:
  • (...) "A emoção e o sentimento são usados ​​como sinônimos na linguagem coloquial e mesmo na linguagem científica, no entanto, o sentimento é o componente subjetivo ou cognitivo das emoções, ou seja, a experiência subjetiva das emoções." (...) - O grifo é meu.
Recomendo a leitura, principalmente para aqueles que fazem parte, em qualquer nível, das estruturas corporativas e/ou sociais. O teor do artigo exige uma especial atenção para a plena compreensão, mas asseguro que vale a pena. Deverá suscitar alguns novos insigths comportamentais nos leitores.

Ao final do post transcrevi o texto original (espanhol) para aqueles que se interessarem. Bom proveito.



Clique no logotipo e conheça o Blogo Finsi

Contenção Emocional

Nuria Fernández López (clique na foto) 
"As emoções não podem ser controladas de fora, mas devem ser controladas de dentro de sua própria vida." (Livro “Emoções Tóxicas”)

Vivemos em um mundo em que as pessoas são educadas a ignorar e cancelar os próprios sentimentos e os dos outros, apesar de a emocionalidade ser um aspecto fundamental da vida das pessoas.

Desde tenra idade, recebemos mensagens que podem nos fazer sentir culpados, expressando sentimentos como raiva, vergonha, culpa ou raiva. É possível que uma certa modéstia e medo seja gerada ao expressar certos sentimentos por medo de ferir os sentimentos dos outros, se expressarmos os nossos. O resultado desse cancelamento emocional, quando mal administrado, é que em muitos casos termina em quadros de ansiedade, fobias, depressão ou em diferentes tipos de sintomas psicossomáticos, além de promover em muitos casos a adoção de uma perspectiva negativa e pessimista de a vida.

Apesar de, em muitos casos, não ser fácil identificar seus próprios sentimentos, muito menos expressá-los, é importante entender que o gerenciamento emocional adequado pode evitar o perigo de se tornar uma pessoa propensa a ansiedade, tensão e até fobias.

Há vários aspectos básicos que devemos conhecer em relação às emoções e que influenciam diretamente o gerenciamento adequado.

1.     Sentimentos envolvem uma reação de todo o corpo

O cérebro reage aos sentimentos. Assim, durante momentos de estresse emocional, o corpo experimenta reações corporais, como aumento da frequência cardíaca, respiração, transpiração e até tremores.

2.   Os sentimentos são influenciados por nossos pensamentos e percepções

A maneira como percebemos ou interpretamos uma situação gera certos sentimentos. Os sentimentos também são afetados pelo estresse, e os pensamentos automáticos geralmente determinam nosso humor.

3.   Os sentimentos podem ser simples e complexos

Sentimentos simples são raiva, dor, tristeza, medo, amor ou alegria.

Sentimentos complexos duram mais e estão ligados ao nosso processo de pensamento. Sentimentos simples tendem a ter vida curta, mais reativos e ligados a reações físicas involuntárias mediadas pelo sistema nervoso autônomo. Medo e pânico podem ser emoções básicas, enquanto a ansiedade é um exemplo de um sentimento mais complexo.

4.   Sentimentos dão energia

Identificar seus próprios sentimentos e expressá-los aumenta o nível de controle e satisfação pessoal; sentimentos reprimidos podem levar a imagens de ansiedade e tensão.

5.    Sentimentos são contagiosos

Uma pessoa deprimida, é fácil para ela espalhar esse sentimento e logo seu ambiente acaba se sentindo triste e deprimido. O mesmo acontecerá com entusiasmo, por isso é bom passar tempo com pessoas que mantêm e mostram uma atitude positiva.

6.   Os sentimentos não estão certos ou errados

Todos os seres humanos experimentam emoções como raiva, inveja, ciúme, tristeza, frustração e irritação, e isso é algo completamente legítimo. Não os reconhecer como tal nos fará reprimir aqueles sentimentos que consideramos "politicamente incorretos", com todas as suas consequências.

7.    Temos a tendência de suprimir nossos sentimentos.

A supressão de sentimentos pode ser consciente ou inconsciente. Quando crianças, às vezes somos ensinados a reprimir nossos sentimentos e essa repressão acaba se tornando um hábito. O resultado é que, como adultos, muitas vezes não sabemos como identificá-los e começamos a ignorá-los e retê-los. O fato-chave de tudo isso é que os sentimentos geralmente retidos e ignorados acabam se manifestando através de sintomas físicos e psicológicos. Quando suprimimos nossos sentimentos por um longo tempo, eles podem ser expressos como dores de cabeça, úlceras, pressão alta, asma ou problemas cardíacos, tensão muscular no pescoço, nas costas, nos ombros, na mandíbula, entre outros; todos eles conhecidos como sintomas psicossomáticos. Ao aprender a identificar e gerenciar sentimentos retidos de maneira mais eficaz, esses sintomas tendem a diminuir e até desaparecer.

A emoção e o sentimento são usados ​​como sinônimos na linguagem coloquial e mesmo na linguagem científica, no entanto, o sentimento é o componente subjetivo ou cognitivo das emoções, ou seja, a experiência subjetiva das emoções.


Como ponto final, resta acrescentar o que já é óbvio neste momento. É importante prestar atenção às suas próprias necessidades e desejos, aprender a identificar nossas reações emocionais e não tentar reter sentimentos, mas para aprender a expressá-las, é muito possível que qualquer consequência derivada da expressão emocional, por mais negativa que antecipemos, será muito menos negativo do que as consequências da contínua repressão e contenção.


Contencion  Emocional







Nuria Fernández López
"Las emociones no pueden ser controladas desde fuera, sino que deben ser controladas desde dentro de tu propia vida". (Libro Emociones Toxicas)
Vivimos en un mundo en el que se educa a las personas para ignorar y anular los sentimientos, propios y ajenos a pesar de que la emocionalidad es un aspecto fundamental en la vida de las personas.

Desde bien temprana edad recibimos mensajes que pueden hacernos sentir culpables al expresar sentimientos como la  ira, vergüenza, culpa o enfado. Es posible que se genere un cierto pudor y miedo a la hora de expresar ciertos sentimientos por miedo a herir los sentimientos de otros si expresamos los nuestros. El resultado de esta anulación emocional cuando está mal gestionada, es que en muchos casos acaba desembocando en cuadros de ansiedad, fobias, depresión, o en distinto tipo de sintomatología psicosomática, además de propiciar en muchos casos la adopción de una perspectiva negativa y pesimista de la vida.

A pesar de que en muchos casos no resulta fácil identificar los propios sentimientos y mucho menos expresarlos, es importante que comprendamos que una adecuada gestión emocional pueda evitarnos el peligro de convertirnos en una persona propensa a la ansiedad, la tensión e incluso las fobias.

Existen una serie de aspectos básicos que debemos saber con respecto a las emociones y que influyen de forma directa en su adecuada gestión.


Los sentimientos implican una reacción de todo el cuerpo
El cerebro reacciona a los sentimientos. De este modo, durante momentos de estrés emocional, el cuerpo experimenta reacciones corporales, como el aumento de la frecuencia cardíaca, la respiración, la transpiración,  e incluso temblores.

Los sentimientos son influenciados por nuestros pensamientos y percepciones
La forma en que percibimos o interpretamos una situación, da lugar a ciertos sentimientos. Los sentimientos también se ven afectados por el estrés, y a menudo, los pensamientos automáticos determinan nuestro estado de ánimo.

Los sentimientos pueden ser simples y complejos
Los sentimientos simples son la ira, el dolor, la tristeza, el miedo, el amor o la alegría.
Los  sentimientos complejos duran más tiempo y también están vinculados a nuestro proceso de pensamiento. Los sentimientos simples tienden a ser de corta duración, más reactivos, y están vinculados a reacciones físicas involuntarias mediadas por el sistema nervioso autónomo. El miedo y el pánico pueden ser emociones básicas, mientras que la ansiedad  es un ejemplo de un sentimiento más complejo.

Los sentimientos dan energía
Identificar los propios sentimientos y expresarlos incrementa el nivel de control y satisfacción personal, los sentimientos reprimidos pueden conducir a cuadros de  ansiedad y tensión.

Los sentimientos son contagiosos
Una persona deprimida, es fácil que contagie ese sentimiento y pronto su entorno acabe sintiéndose triste y decaído. Lo mismo pasará con el entusiasmo, por lo que es bueno pasar tiempo con gente que mantiene y manifiesta una actitud positiva.  

Los sentimientos no son correctos o incorrectos
Todos los seres humanos experimentan  emociones como la ira, la envidia, los celos, la tristeza, la frustración y la irritación, y es algo completamente legítimo. No reconocerlo como tal hará que reprimamos aquellos sentimientos que consideramos "políticamente incorrectos", con todas sus consecuencias.

Tenemos la tendencia a reprimir nuestros sentimientos.
La supresión de los sentimientos puede ser consciente o inconsciente. De  niños a veces se nos enseña a reprimir nuestros sentimientos y esta represión acaba convirtiéndose en un hábito. El resultado es que de adultos, con mucha frecuencia, no sabemos identificarlos, y comenzamos a ignorarlos y retenerlos. El hecho clave de todo esto es que por lo general los sentimientos retenidos e ignorados acaban manifestándose a través de síntomas tanto físicos como  psicológicos. Cuando suprimimos nuestros sentimientos durante mucho tiempo, éstos pueden expresarse como dolores de cabeza, úlceras, tensión arterial alta, asma o problemas cardíacos, tensión muscular en el cuello, en la espalda, en los hombros, en los maxilares,  entre otros; todos ellos conocidos como síntomas psicosomáticos. Cuando se aprende a identificar y manejar de una forma más eficaz los sentimientos retenidos tienden a reducirse estos síntomas e incluso a desaparecer.

Emoción y sentimiento  se utilizan como sinónimos en el lenguaje coloquial e incluso en el lenguaje científico, sin embargo, el sentimiento es el componente subjetivo o cognitivo de las emociones, es decir la experiencia subjetiva de las emociones.
Como punto final queda añadir lo que a estas alturas ya resulta obvio. Es importante prestar atención a las propias necesidades y deseos, aprender a identificar nuestras reacciones emocionales y no tratar de retener los sentimientos, sino de aprender a expresarlos, es muy posible que cualquier consecuencia derivada de la expresión emocional por muy negativa que anticipemos que sea, será mucho menos negativa que las consecuencias de la represión y contención continua.







22 de jun. de 2020

Chegou um novo chefe... e é você. O que fazer?

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"O primeiro dia de um líder (clique no link para conhecer) é o título de um artigo escrito por Renato Ricci, conhecido consultor e autor de livros. Se pesquisarem no Google vão encontrar diversos outros textos sobre o instigante tema do(s) "primeiro(s) dia(s) no comando de uma estrutura corporativa". 

O texto do Ricci é didático. Aborda de forma prática algumas situações comuns para quem enfrentará o início de um novo comando. Vale a pena conhece-lo. Todavia, insiro aqui alguns complementos.

Tivesse sido eu o autor, ao invés de ter colocado o título no singular eu o apresentaria no plural como "Os primeiros dias de um líder". Sim, porque as pressões veladas, abertas e/ou latentes que um profissional recebe ao assumir nova função de comando sempre ultrapassam o primeiro dia. Estendem-se muitas vezes por vários dias e até semanas. Sendo ácido no meu comentário, às vezes duram até a saída (prematura) do dito cujo (são muitos os exemplos).

Desacertos, estratégias apressadas, erros de cálculo, avaliações precipitadas e mais uma coleção desses monstrinhos que atormentam os primeiros dias de quem - sem possuir a necessária experiência - assume uma função de comando em ambiente estranho, são recorrentes e inevitáveis.

Dessa experiência posso falar com conhecimento de causa. Não foram poucas as vezes em que tive de assumir postos de gerência onde era um elemento estranho ao grupo e algumas vezes até um "intruso" ou um "interventor". Tenho muitas histórias para contar sobre o tema. 

Um dos casos mais difíceis que tive de enfrentar foi quando assumi a função de Diretor-Geral de um importante órgão federal que era (e ainda é) absolutamente corporativo. Lá estava eu, um "paisano" no meio do tiroteio entre as várias facções que disputavam o poder intramuros. Devo dizer que entrei sabendo que era cultura do grupo não ceder espaço a quem viesse "de fora". Topei o desafio.

Não deu outra! Tive que pedir exoneração para não prejudicar a administração do presidente da instituição que me havia convidado e colocado na função contra a opinião de dois terços do agrupamento, que desejava alguém "da casa" para o cargo. Só que eu não tinha a experiência de haver vivenciado uma situação assim. Mesmo assim ainda suportei oito meses na panela de pressão. Dias "inesquecíveis"! Costumo dizer nas minhas poucas palestras, quando conto o causo, que fui "expulso" pelo spiritus corpus daquela comunidade.

Revendo o caso de cabeça fria percebi que cometi erros básicos. O principal deles foi querer promover alterações profundas na estrutura organizacional (mudando pessoas de lugar, quebrando territórios conquistas, e alterando estruturas e personogramas) sem ter o necessário respaldo da comunidade. Pura arrogância minha. Eles não me conheciam e eu não os conhecia. Não sabiam quem eu era e a minha história. Não dei tempo à comunidade para me conceder o "certificado de líder". É uma boa história. 


Aprendi na própria carne e nunca mais deixei de agir "comme Il fait " em casos semelhantes. Por outras diversas vezes, depois dessa experiência malfadada, voltei a exercer funções de direção em condições semelhantes, mas aprendi a lição e não tive mais esse tipo de problemas de adaptação.

Várias dicas que o autor do artigo acima citado colocou no texto são efetivas, todavia muitas delas, apesar de verdadeiras, são óbvias por demais. Por exemplo, “Comece pelo começo""Apresente-se, diga bom dia" (mesmo se isto for contra a sua índole)"Olhe as pessoas nos olhos, conecte-se, esteja aberto” ou ainda “Almoce com alguém. Não se isole”. Na verdade, essas são regras de conduta para qualquer situação de noviciado.

Todavia, gostei de algumas outras dicas como: 
  • Não comece pelos problemas"; 
  • "Diminua a sua ansiedade em impor seu estilo"; 
  • "Que tal descobrir quais são as coisas bacanas que sua equipe já fez no passado?";
  • "Quem sabe descobrir logo de cara um novo talento.” 
  • “Alinhe sua comunicação com o estilo de sua equipe: 
  • Como a equipe interage? 
  • O que funciona bem? 
  • O que deve ser melhorado? 
  • Quais novos canais de comunicação você pode explorar?”.
O principal ponto a ser atingido por quem vai enfrentar a situação de assumir o comando de um time e/ou de um determinado projeto é mostrar segurança nas primeiras observações e comentários (mesmo que se sinta inseguro). Se não souber o que dizer, não diga nada, fique calado. Todos estarão muito curiosos sobre o grau de experiência do “novo chefe”. Ficar calado, só ouvindo é bom, aumenta o "mistério" em torno do chefe. Esse mistério, nessa fase, é bem recebido pelo inconsciente coletivo do grupo. Ah! Outra coisa, não se exiba para a turma. Nada de fazer publicidade do currículo ou contar suas "histórias" de sucesso. Também não queira ser exageradamente simpático. Afável sim, mas sem cansar...

O grupo vai querer saber logo de cara se o novo comandante tem “bagagem e quilometragem" para enfrentar o desafio de liderá-los. Por isso mesmo ele deve ter muito cuidado com o que diz e faz nesse início (tempo indeterminado, mas curto) de nova gestão. Todos os holofotes estarão sobre o “novato”. Se pagar mico nos primeiros dias a gafe será potencializada, virará "notícia" e vai percorrer as salas do setor sob o comando dele e da empresa como um todo. A “rádio corredor” não vai perdoar e deixar escapar um tropeção no novo diretor ou do gerente promovido.


Meu bom conselho de experiência é que conheçam e não esqueçam a Equação da Liderança sobre a qual tenho escrito muitas vezes aqui no blog Oficina de Gerência; 

Clique na figura para visitar a postagem

Se compreenderem bem o conceito, aplicá-lo e explorá-lo com competência e persistência, garanto que os novos líderes irão conseguir sair-se bem e ocupar o espaço de comando com as bênçãos do grupo.

👀

Ah! Não esquecer nunca que a liderança é uma licença, um diploma temporal, um certificado que o grupo de potenciais liderados concede, a priori, ao líder depois examiná-lo nos “primeiros dias” e o terem aprovado "sub judice". Do jeito que concede essa permissão para liderá-lo, o grupo a retira se o líder não conseguir entregar os resultados que todos almejam. Acreditem nisso. É a pura verdade!