Setembro Amarelo

Setembro Amarelo

quinta-feira, setembro 16, 2021

Pais de jovens e adolescentes, conheçam o "Pode Falar" - Excelente iniciativa da UNICEF.



 
Trago à Oficina de Gerência, a título de campanha humanitária e informação qualificada, o conhecimento do canal "Pode Falar", na Internet

A melhor apresentação do que seja o "Pode Falar" encontrei no texto abaixo, em um site de Tocantins, cujo link está ao final da matéria.

Achei a iniciativa extraordinária, porquanto dirigida a jovens - dos 13 aos 24 anos - que terão, com acesso fácil, seguro e anônimo na Internet, canais variados para se expressar e conversar com especialistas em ajuda psicológica  e saúde mental, nestes tempos tão difíceis para eles e para os pais.

A Oficina de Gerência não é um blog dirigido a jovens e adolescentes, mas entrou nessa campanha, na esperança de chegar aos pais, amigos e parentes desse segmento da sociedade tão vulnerável às ameaças trazidas pela vida de adultos (que estão prestes a enfrentar), entre as quais despontam o suicídio, a depressão, a violência social...

Infelizmente não tenho percebido campanhas de publicidade que fizessem jus a uma iniciativa tão nobre, nas diversas mídias (TVs, rádios, redes sociais, jornais e revistas). O "Pode Falar" existe desde 9 de fevereiro e é triste ver que nesse tempo todo, não tem o devido conhecimento do grande público. 

Convido-os, pois, a conhecer o "Pode Falar" e espero que, como eu, fiquem encantados pela sua proposta.

"Com o objetivo de incentivar adolescentes e jovens com idades entre 13 e 24 anos a preservar a saúde mental durante a pandemia de Covid-19, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou o canal “Pode Falar”, uma plataforma voltada para o atendimento, de maneira anônima e gratuita, de usar o canal para buscar ajuda e assim manter a saúde psicológica."

"O mês de setembro é dedicado a prevenção ao suicídio e preservação da saúde mental. A iniciativa da UNICEF e suas parceiras, possibilita aos adolescentes e jovens acesso fácil a assistência psicológica amparando os que adquiriram problemas e também auxilia nos cuidados daqueles que estão enfrentando obstáculos que podem afetar a saúde mental."

“A importância de disponibilizar atendimento gratuito para que todos os adolescentes e jovens tenham fácil acesso a assistência psicológica é importantíssima. Falar sobre saúde mental com esse público é estimular o hábito do autocuidado, dessa forma prevenindo problemas com a saúde que afetem diretamente a vida dessas pessoas”.

A plataforma foi criada em parceria com organizações da sociedade civil, com o governo, setor privado e pessoas engajadas pelos direitos de crianças e adolescentes, sendo dividida em três etapas. Na primeira intitulada, “Quero me cuidar”, os usuários que acessarem o canal poderão receber vídeos, guias e manuais com orientação para o autocuidado. A segunda sessão, “Quero me inspirar”, permite participar de um processo colaborativo entre pares de dicas sobre como ficar bem; na terceira, “Quero falar”, os adolescentes podem receber atendimento humano de escuta qualificada, oferecido por organizações parceiras."

"Além do atendimento virtual, o canal também conta com depoimentos de adolescentes e jovens que enfrentaram situações difíceis e ainda assim conseguiram superar seus problemas." (Texto extraído e adaptado do site surgiu.com.br)

Vejam abaixo o vídeo de apresentação do Pode Falar:


Continuando o post, apresento uma série de imagens que vão propiciar as informações de proposta e funcionamento dessa notável iniciativa da UNICEF e mais uma série de entidades sociais de renome e credibilidade:












Agora é só clicar em Podefalar.org.br e começar a participar dessa campanha divulgando para suas comunidades, redes e grupos, a existência dessa iniciativa para ajudar jovens e adolescentes que estejam com problemas, a enfrentá-los de forma segura, anônima e especializada.

segunda-feira, setembro 13, 2021

Eficiência ou eficácia em vendas? Conheça a diferença entre as duas...



A piada no post não é nova. Anda "rodando" pela internet e "bateu", de novo, no meu e-mail. 

Olhei para ela assim, meio desconfiado e pensei em deletá-la, mas aí pensei... Por que não a aproveitar no blog? Afinal de contas é uma "piada corporativa" e cabe perfeitamente no conteúdo da Oficina de Gerência. 

Tem uma mensagem. Fala de vendas e vendedores e vai além disso. 

A historinha ilustra bem a diferença entre os conceitos de "eficiência e eficácia". 

Difícil encontrar boas metáforas para essa dicotomia. Leiam, divirtam-se e descubram os conceitos por vocês mesmos


Você é um bom vendedor ?

"Um garotão inteligente, vindo da roça, candidatou-se a um emprego numa grande loja de departamentos da cidade. Na verdade, era a maior loja de departamentos do mundo, tudo podia ser comprado ali.

O gerente perguntou ao rapaz:

- Você já trabalhou alguma vez?
- Sim, eu fazia negócios na roça.

O gerente gostou do jeitão simples do moço e disse: Pode começar amanhã, no fim da tarde venho ver como se saiu.

O dia foi longo e árduo para o rapaz.

Às 17h30 o gerente se acercou do novo empregado para verificar sua produtividade e perguntou:

- Quantas vendas você fez hoje?
- Uma!

- Só uma? A maioria dos meus vendedores faz de 30 a 40 vendas por dia.
- De quanto foi a sua venda?

- Dois milhões e meio de reais. 

O gerente arregalou os olhos, sentiu a taquicardia e ainda teve folego para continuar:

- Como conseguiu isso?

- Bem, o cliente entrou na loja e eu lhe vendi um anzol pequeno, depois um anzol médio e finalmente um anzol bem grande. Depois vendi uma linha fina de pescar, uma de resistência média e uma bem grossa. Para pescaria pesada, sabe. Perguntei onde ele ia pescar e ele me disse que ia fazer pesca oceânica. 

O gerente mal conseguia conter a emoção.
 
- Continue meu jovem, continue... 

- Então eu sugeri que talvez ele fosse precisar de um barco. Levei-o até a seção de náutica e lhe vendi uma lancha importada, de primeira linha. 

O gerente, embascado, mal podia acreditar no que estava ouvindo. O jovem vendedor continuou sua história tão calmo quanto a havia iniciado.

-Aí eu disse a ele que talvez um carro pequeno não fosse capaz de puxar a lancha e o levei à seção de carros e lhe vendi uma caminhonete com tração nas quatro rodas.

Perplexo, o gerente perguntou:
-Você vendeu tudo isso a um cliente que veio aqui para comprar um pequeno anzol?

-Não senhor. Ele entrou aqui para comprar um pacote de absorventes para a mulher, e eu disse:

"já que o seu fim de semana está perdido, por que o senhor não vai pescar?"



Este post foi publicado no blog em Janeiro de 2009 (imagine só!). Dei uma remexida no "Baú de Antiguidades" e o encontrei. O tema continua oportuno. A piada é antiga, mas não perdeu a atualidade.  Logo, resolvi renovar a publicação e trazê-lo para 12 anos adiante. Curioso é que o post continua interessante como se tivesse sido criado hoje.

Veja abaixo o comentário que a leitora e amiga Jaqueline Amorim escreveu e a minha resposta que serve como um  complemento para o tema do post.
  1. Isso que é eficiência não é mesmo grande Herbert? Já conhecia este texto, acredito que em nossa área, poucos não o conhecem mas, para quem chegou agora e não captou a mensagem, segue o help:

    Ser Eficaz é fazer a coisa certa, ou seja, todos os vendedores estavam lá vendendo. Todos são eficazes...

    Ser Eficiente é fazer a coisa certa e com o maior nível de aproveitamento possível, ou seja, é ser mais que eficaz. Uma pessoa eficiente é eficaz porém, uma pessoa eficaz nem sempre é eficiente. O vendedor da historinha foi eficiente pois aproveitou o máximo que o cliente podia pagar para vender. Ele fez apenas uma venda que valeu por todas as vendas dos demais vendedores. Ele fez o máximo possível utilizando um recurso mínimo (um único cliente).Estou certa amigo??

    Beijos!!!

  2. Querida Jaqueline,
    Você se arriscou aonde muita gente especializada não ousa ir.
    Definir eficácia e eficiência corporativas é um desafio.
    Para começo de conversa qualquer dicionário que você ler apresentará a ambos como sinônimos. Na terminologia dos administradores corporativos os conceitos são diferentes. Embora ambos estejam ligados ao cumprimento de metas e objetivos, eficácia está mais relacionada com a forma de alcançar os resultados finais e eficiência mais conjugada com os recursos disponíveis para se atingir os mesmos resultados.
    Percebe a dificuldade de se classificar simplesmente esse de eficaz e aquele de eficiente? Considere que estas características são meramente predominantes nas personalidades das pessoas. Ninguém é cem por cento eficaz ou eficiente.
    No exemplo da nossa história o vendedor pode ser classificado em que categoria? Ele foi eficaz, pois atingiu um valor de vendas inimaginável; mas também foi eficiente, pois vendeu muito, em curto prazo, sem dar descontos (custos) e ainda agradou ao cliente.
    A propósito, o seu comentário me inspirou a escrever um novo artigo, sobre o tema, que pretendo publicar neste fim de semana se conseguir ser eficiente (...ou ser eficaz?)


quarta-feira, setembro 08, 2021

A "Oficina de Gerência" chega à marca de 1.500.000 de visitantes

 



Por meio deste post agradeço, a todos e cada um, dos 1.500.000  visitantes que compareceram às páginas da Oficina de Gerência prestigiando o blog e proporcionando mais de 3.8000.000 de visualizações.

Herbert Drummond


terça-feira, setembro 07, 2021

A maçonaria está presente na Independência do Brasil

 


Considerando a sociedade em geral, pouco se sabe sobre o papel da Maçonaria na Independência do Brasil; e foi uma participação decisiva. Há muito material de consulta sobre esse tema no Google e outras fontes na internet e mais uma vasta bibliografia maçônica, tanto quanto, de livro e artigos maçônicos sobre essa participação. Todavia os registros não são do conhecimento geral na História Geral do Brasil.

Cito a respeito um trecho que extrai do site Brasil Escola :
  • "A Independência do Brasil não teria sido possível sem a interferência da maçonaria. Desde o século XVIII havia maçons no Brasil, e muitos deles envolveram-se em movimentos políticos contra a Coroa Portuguesa. Foi o caso da Inconfidência Mineira, por exemplo.

    Em 17 de junho de 1822, quando a reação brasileira às pretensões das cortes portuguesas já estava em seu auge, houve a criação da organização maçônica Grande Oriente do Brasil, que se apartava do Grande Oriente Lusitano, que já tinha lojas maçônicas no Brasil. 

  • D. Pedro I, em 2 de agosto de 1822, foi iniciado em uma das lojas tipicamente brasileiras, chamada “Comércio e Artes”, adotando o codinome de Guatimozin. Os articuladores da Independência eram maçons e faziam parte do Grande Oriente Brasílico. Entre os principais, estavam José Bonifácio de Andrada e SilvaJoaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira. Os três foram responsáveis por convencer D. Pedro a aderir de vez à causa da Independência, ainda que Bonifácio fosse rival dos dois últimos." (clique aqui para conhecer o texto completo)

Naqueles tempos, início do século 19, a maçonaria desfrutava de grande prestígio. O Rio de Janeiro era capital do Brasil e concentrava as grandes decisões do País; era o grande centro político, cultural, artístico e social do Brasil sob domínio da coroa portuguesa.

A maçonaria tipicamente brasileira era composta, na sua maioria, por pessoas da classe média, políticos, oficiais militares, funcionários públicos  e outros segmentos das burguesia. Como dito acima, a loja de maior prestígio tinha a denominação de "Comércio e Artes". 

Nessa loja eram constantes e se disseminavam na sociedade, os discursos contra Portugal e a favor da Independência. D. Pedro, que era o Grão Mestre da Maçonaria no Brasil, tinha conhecimento e aprovava, ainda que veladamente, esse movimento.

As pressões da Maçonaria - principalmente e por seu prestígio - e claro, de outros segmentos da sociedade chegou ao ápice quando Portugal rebaixou o Brasil de sua posição no império lusitano  e se preparou para enviar tropas para submeter o Brasil ao seu tacão.

D. Pedro estava em São Paulo (para tratar de assuntos políticos, mas na verdade para visitar sua amante a Marquesa de Santos) - havia passado o comando político do Governo para sua esposa, D. Leopoldina. 

"Após receberem mais um ultimato de Portugal, Leopoldina, convocou o Conselho de Estado no Rio de Janeiro e assinou, em 2 de setembro, um decreto declarando o Brasil oficialmente separado de Portugal." Ao receber as notícias, através de cartas da esposa, outros amigos e maçons, D. Pedro deu o famoso "Grito do Ipiranga". (clique aqui para conhecer o texto completo).

Para complementar o post, transcrevo abaixo um artigo do site "História Hoje" que retrata muito bem o que foi a influência dos maçons e da Ordem, na Independência do Brasil


Leiam o trecho de um artigo que está com o link colocado abaixo, que demonstra os tempos confusos em que viviam os brasileiros e particularmente os maçons em torno do verdadeira história da proclamação da Independência do Brasil.
  • "E, assim, a história registrou que a independência brasileira foi proclamada por um grão-mestre maçom, D. Pedro I, cuja ascensão na maçonaria foi meteórica. Registros oficiais apontam que sua iniciação se deu na Loja Comércio e Arte, no dia 02 de agosto de 1822, com o nome de Guatimozim – em homenagem ao último imperador asteca –, que teria sido promovido ao grau de mestre três dias mais tarde e elevado ao posto máximo da organização, o de grão mestre, dois meses depois, sobre o exercício de tal incumbência por D. Pedro, que ele exerceu a função por apenas 17 dias. Em 21 de outubro (uma semana após a aclamação como imperador), mandou fechar e investigar as lojas que haviam ajudado a proclamar a Independência. Quatro dias mais tarde, sem que as investigações sequer tivessem começado, determinou a reabertura dos trabalhos “com seu antigo vigor."   
Para quem se interessar pela história da maçonaria, D. Pedro I e a Independência, recomendo a leitura do texto de um maçom que encontrei na minha busca. Recomendo a leitura para complementar o tema do post. Clique aqui para conhecê-lo



A Maçonaria e a Independência do Brasil

 Em fins de 1821, a Maçonaria Brasileira estava cindida em duas ordens: a “Azul” e a “Vermelha”. A Grande Loja da Maçonaria “Azul” teria membros em São Paulo. No Rio de Janeiro funcionavam, então, já separadas, as Lojas da Maçonaria “Azul” e da Maçonaria “Vermelha”. Esta chefiada por Joaquim Gonçalves Ledo, Cônego Januário da Cunha Barbosa, José Clemente Pereira, entre outros. Aquela tinha à sua frente José Joaquim da Rocha, José Mariano de Azeredo Coutinho, Antônio e Luís de Meneses Vasconcelos Drummond, Pedro Dias Paes Leme, entre outros. Não havia nítida separação entre os irmãos maçons: muitos de tendência “vermelha”, isto é, republicanos, achavam-se nas lojas “Azuis”, rente aos monarquistas, e vice-versa. Outros faziam-no por espionagem. Mesmo assim encontramos um ou outro irmão “Vermelho” em loja “Azul”, ou irmão “Azul” em loja “Vermelha”, porque isso interessava ao jogo político.

Ao mesmo tempo foi fundado, na casa do maçom José Joaquim da Rocha, na Rua da Ajuda, o “Clube da Resistência”, depois transformado no “Clube da Independência”. As tratativas iniciais tinham como objetivo sensibilizar D. Pedro para resistir ao comando das Cortes, convidar o Presidente do Senado, o maçom José Clemente Pereira, a aderir ao movimento, bem como ampliar os contados com maçons de Minas Gerais e São Paulo. Longe dos olhos das autoridades, outras reuniões de cunho maçônico eram realizadas tanto no Clube quanto no Convento de Santo Antônio, organizadas pelo Frei Francisco Sampaio.

Com a reinstalação da Loja “Comércio e Artes”, em 1821, quando obteve liberdade de atuação, a maçonaria conheceu grande expansão no Brasil, principalmente na cidade do Rio de Janeiro. Com o tema da “independência” na pauta de todas as reuniões, fazia-se agitação e proselitismo em favor da ideia. Alguns membros, como o liberal radical Ledo, eram partidários de uma independência democrática e republicana. Ledo chefiava a “Maçonaria Vermelha”, em contraposição ao grupo simpático à “Maçonaria Azul”, que defendia a proposta de uma monarquia constitucional parlamentar. Em comum, os grupos tinham o absolutismo como inimigo, e o liberalismo e a representação do povo no legislativo como princípios fundamentais.

Gonçalves Ledo
A partir de outubro daquele ano, começaram a aparecer pelas ruas do Rio de Janeiro panfletos denunciando as intenções das Cortes e concitando o príncipe a assumir a direção do movimento em defesa da autonomia do país. Segundo historiadores, a propaganda deflagrada pela maçonaria “vermelha” era, sim, para separar politicamente o Brasil de Portugal, pois a independência já fora considerada conquistada, desde 1815, quando da elevação da colônia a Reino Unido de Portugal e Algarves. Para esse grupo, com a separação, surgiria fatalmente a república, pois não havia no Brasil uma monarquia própria.

Apesar de, em 1822, a cidade de São Paulo possuir alguns maçons, eles não eram em número suficiente para formar uma Loja, diferente do Rio de Janeiro, que contava com a Loja Comercio e Arte. Seu fundador, Joaquim Gonçalves Ledo, em apaixonado discurso pronunciado em reunião do Grande Oriente do Brasil, dirigido ao então Regente, a 20 de agosto, incitou-o, em nome da Maçonaria, a dissolver os laços que nos uniam a Portugal. Alguns meses antes, cientes de que sem o apoio de São Paulo e Minas Gerais não haveria independência, a Loja carioca tinha enviado Paulo Barbosa para Minas e Pedro Dias Paes Leme para São Paulo, aonde chegou no início de dezembro de 1821, para medir os ânimos paulistas.

Em meio às tensões, sondado sobre se atenderia ao pedido dos povos do Brasil para permanecer deste lado do Atlântico, D. Pedro respondeu que sim e, em cartas ao pai, dava conta do andamento da situação, de sua disfarçada atuação nela, os dos fatos que se precipitavam. No Rio de Janeiro começou a receber assinaturas para que não partisse. Os apoios de Minas Gerais e São Paulo logo chegariam. O governo paulista, quanto a Câmara Municipal, desde que tomaram ciência dos decretos resolveram escrever ao Príncipe e mais. Resolveram propor uma ação conjunta com Minas. Na deputação incumbida de se entender com o D. Pedro, nomeada no dia 22, encontrava-se Martim Francisco. Para essa província, foi despachado Pedro Dias Pais Leme que chegou a cidade numa noite chuvosa de 23 de dezembro levando a mensagem da capital. Ela era clara. A capital e o próprio Regente eram pela permanência no Brasil. Bonifácio encontrava-se acamado, atacado de erisipela.

Três representações foram então encaminhadas a D. Pedro, rogando a sua permanência no Brasil e o descumprimento aos Decretos 124 e 125. A representação dos fluminenses foi redigida pelo Frei Francisco Sampaio, Orador da Loja “Comércio e Artes”. A dos mineiros foi liderada pelo mesmo Pedro Dias, maçom e amigo de D. Pedro. De São Paulo, Bonifácio, presidente da junta governativa enviou um documento, em 24 de dezembro de 1821, no qual criticava duramente a decisão das Cortes de Lisboa.

  • Texto de Mary del Priore.

sábado, setembro 04, 2021

O que a memória ama, fica eterno - Adélia Prado


A Oficina de Gerência traz para seus leitores, neste post, uma surpresa. Surpresa agradável, tenho certeza. Vocês vão ouvir um belíssimo texto da poetisa  Adélia Prado, na magistral interpretação do ator Nelson Freitas. 

Como poema não se comenta digo apenas que trata de um tema muito caro a todos nós. Poema é sentimento e sensibilidade, portanto e sem delongas vamos a ele.

Quem se interessar em conhecer o texto escrito, ele está logo na sequência do vídeo.




O que a memória ama, fica eterno

Adélia Prado

Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender. O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano.
É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.
Diante do tempo envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.
Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.
A capacidade de se emocionar vem daí: quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, àquela época...
Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ou 30 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos... mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.
A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre "as crianças", não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Prá eles a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite... ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.
Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos, e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.
Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve, daqui seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

sexta-feira, setembro 03, 2021

Carros voadores. Você conhece algum?

 

. 👀

Trago ao blog um assunto diferente, mas que tem tudo a ver com as atualidades do mundo em que vivemos. Primeiramente, permitam que lhes apresente um website da melhor qualidade naquilo que  propõe  como seu "core business", ou seja a engenharia sob todas as formas e segmentos. O link está anexado ao logotipo da empresa, abaixo. Recomendo que o visitem.

O assunto é o estágio do futurismo que as próximas gerações vão conhecer. No caso aqui trata-se de um "carro voador". Isso mesmo! Carro que voa. Lembram-se daquele DeLorean DMC-12  que nos empolgou a todos, na série de filmes "De Volta para o Futuro? Pois é, quem diria que estão testando carros que pode voar!

Mas atenção, não se emocionem demais porque, pelo que vi no vídeos, ainda estamos longe de nos deslocarmos para o trabalho ou visitar as casas dos amigos ou parentes em um DeLorean.

O que me fascinou foi a capacidade e a inventividade de jovens talentos. O "veículo" da matéria está sendo desenvolvido por uma startup como verão no texto do artigo.

Achei que valeria a pena apresentar aos leitores do blog essa matéria bem atual. 

👀

Clique aqui e conheça o excelente site

Carro voador é testado no Japão e já tem previsão de lançamento
 Foto de Rafael Pires Jenei Rafael Pires Jenei28/02/2021

O mundo em que um carro voador e já tem até data de previsão de lançamento já existe.

O carro, conhecido como SD-03, pertence a uma startup chamada Skydrive, e no ano passado já realizou teste em um voo de 4 minutos.

De acordo com a startup, o SD-03 é atualmente o menor carro voador do mundo, tendo as seguintes medidas:

  • quatro metros de comprimento;
  • quatro metros de largura;
  • dois metros de altura.
O carro voador foi projetado para estacionar em vagas de estacionamento disponíveis para dois modelos de carros tradicionais.

O voo ocorreu em uma área de testes em Toyota, uma cidade no Japão, no início de agosto.

O resultado do teste foi positivo, e a expectativa é de lançar os veículos voadores leves e tripulados no ano de 2023.

Em seguida, confira o vídeo disponibilizado do veículo em ação, na cidade de Toyota:

Voo teste do carro voador 


👀

No vídeo abaixo você poderá conhecer outros modelos de protótipos de carros voadores que estão sendo pesquisados no planeta.

0 NOVOS CARROS VOADORES REAIS QUE JÁ FORAM TESTADOS


terça-feira, agosto 31, 2021

Dia do Blog é, também, o Dia do Blogueiro.

 

💗

H

oje, 31 de agosto, é o Dia do Blog. Gostaria de fazer o registro sobre algo que amo muitíssimo, o meu blog, Oficina de Gerência. No mesmo diapasão, amo todos os blogs e por tabela, admiro, de forma superlativa, todos os irmãos blogueiros.

As pessoas pensam que é fácil produzir um blog. Pois não é mesmo! É necessário primeiramente gostar de escrever (com máxima atenção às armadilhas do idioma) e de criar textos com imagens, desenhos vídeos e tudo o mais que possa ilustrar - de forma simpática, divertida e atrativa - a mensagem que o blogueiro quer passar aos seus leitores. E no final de cada post fazer a configuração e a edição de textos, links e fotos. 

É preciso também ter força de vontade para escrever regularmente e para os blogueiros profissionais, escrever diariamente, haja o houver. Afinal os blogs - todos - têm seu público que são vorazes e exigentes leitores. Querem cada vez mais novidades. São insaciáveis. E ai do blogueiro que não atender suas expectativas...

É necessário ter inspiração sempre criativa e ter uma marca pessoal para se destacar em meio a uma concorrência que se contam aos milhares na blogosfera.

Blogosfera

Iniciei minha "carreira blogueira" em 2007 com a Oficina de Gerência. Muito timidamente pois não tinha ideia de como funcionava esse universo. Tive muita ajuda de blogueiros mais experientes (muitos deles já encerraram seus blogs). Lembro aqui, principalmente a Luma, do blog "Luz de Luma" e é por meio dela e de seu blog extraordinário e vencedor, que homenageio todos os blogueiros brasileiros e do exterior, nesse dia especial.

Houve época em que profetizaram a morte dos blogs. As redes sociais emergiram com força e continuam a ganhar imensas legiões de seguidores e visualizações. Os blogs sofreram um impacto, mas sobreviveram. E sabem o  porquê?  Os blogs são mídias que precisam de temáticas para evoluir. Um blog de qualquer coisa não terá vida longa. 

Um blog para existir deve ter texto mais completo e limpo, mensagem, propósito, inteligência e principalmente, respeito aos seus leitores.  Os blogs opinam e influenciam opiniões; transmitem experiências pessoais, trazem cultura nos seus conteúdos. Convenhamos... não é o caso das redes sociais. Por isso os blogs estão vivos, vivíssimos e cada vez mais inspirados e criando nichos conforme caminha a humanidade.


Não há como duvidar de que os blogs têm uma longa vida pela frente, principalmente por suas capacidades de se adaptarem aos tempos e necessidades da sociedade; de se modernizarem acompanhando as tecnologias da internet e por terem a liberdade de abordar qualquer dos campos da atividade humana.

Nós, blogueiros, amadores ou profissionais, estamos de parabéns por podermos comemorar mais um 31 de agosto... e que venham muitos mais pela frente. A blogosfera é um ambiente democrático e mutante. Não morrerá jamais.

(Autor- Herbert Drummond)

segunda-feira, agosto 30, 2021

Os déspotas corporativos. Você terá um (ou vários) deles em sua vida...


O cão incompetente

Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou.
Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou.

Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia um bilhete na boca. Ele pegou o bilhete e leu:

- Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor. Assinado...  
Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 Reais. Então ele pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica, junto com o troco, e pôs na boca do cachorro.

O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, ele decidiu seguir o animal.

O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua.

O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada.

Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta.

Tornou a fazer isso. Ninguém respondeu na casa.

Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes.

Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro.

O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo:

-'Por Deus do céu, o que você está fazendo? O seu cão é um gênio!' A pessoa respondeu:

- 'Um gênio?

Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido ESQUECE a chave!!!


Os déspotas corporativos. Você terá um (ou vários) deles em sua vida...

Autor: Herbert Drummond

Tenho (quase) certeza de que o leitor já presenciou ou tomou conhecimento de algo semelhante no mundo dos humanos. Falo por mim. Já vi e conheci vários exemplos semelhantes seja no mundo corporativo ou na vida social.

Porque estas cenas constrangedoras ocorrem?  Respondo: pela falta de lideranças experientes e hábeis na relação com pessoas notadamente se forem inteligentes e talentosas. 

Em (quase) todos os casos que presenciei o agressor era pessoa grosseira, rude e sem formação humanista. Na linguagem popular, "um casca grossa". 

Normalmente o tratamento incivilizado e áspero de um chefe com os subordinados ou sua inaptidão para reconhecer as suas qualidades e só destacar seus defeitos é uma característica comum aos (falsos) líderes ou gerentes que impõem sua arrogância como forma de convivência com as pessoas que lhe estão abaixo no organograma.
 

Costumo dizer que a arrogância é irmã da vaidade e ambas, filhas do orgulho. Uma função corporativa com poder acima da competência de um líder o conduz ao desprezo pelo respeito às pessoas que lhe são dependentes. 

Listo características comuns a essas pobres almas: empáfia, imodéstia, presunção, soberba e, sobretudo, as demonstrações públicas de má educação, mau humor e rispidez. 

Confesso que já tangenciei este “campo minado”. Em algum momento de minha carreira onde desfrutei de relativo poder cheguei a exibir comportamento e atitude como as descritas acima. Paguei um preço alto, mas consegui perceber o defeito a tempo e corrigir meu rumo. Posso dizer que "tenho autoridade" para abordar esse tema.

Para os jovens recentemente iniciados nos mercados de trabalho oriento para que jamais penetrem no raio de ação de destes “déspotas corporativos”. Mas vou logo avisando que não é fácil.
 Se você tem talento e é bom no faz com muita probabilidade, ao longo da carreira, vai cruzar – e mais de uma vez - com alguns destes tipos. E em determinado momento até será tentado a pertencer ao seu “clube”. Se isto acontecer espero que, alcançando o sucesso, consiga se livrar do canto dessa sereia que é a arrogância. 

Para aqueles que ainda estão “virgens” nos meandros do sistema chefia/subordinado deixo-lhes alguns conselhos trazidos da minha vivência: 
  • Afastem-se o quanto antes destes (falsos) lideres ou chefes. Não percam oportunidades de pedir transferência para outros setores.
  • Não confiem neles e nem atrelem suas carreiras às trajetórias (de sucesso aparente) deles.
  • Lembrem-se de que esta figuras são pessoas que “usam” os subordinados como degraus da escada que planejaram para seu próprio objetivo. 
  • Não se deixem enganar pelas atitudes brandas, maneirosas e melífluas que eles normalmente adotam para compensar  seus atos de grosseria anteriores. 
  • Mantenham uma postura de independência em relação aos seus empregos.
  • Não demonstrem que têm medo de serem demitidos pois isso será usado contra vocês.