||| 03 de fevereiro DE 2026 ||| 3ª feira ||| dia do 1º pouso, não tripulado, na lua (1966 - Luna 9 - União Soviética) ||| "O fraco nunca perdoa. O perdão é a característica do forte.” (Mahatma Gandhi) |||

Bem vindo

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Cápsula de pouso da Luna 9 na Lua, imagem composta. A espaçonave Luna 9 realizou o primeiro pouso suave na Lua em 3 de fevereiro de 1966. Ela enviou inúmeras fotografias da superfície lunar e permitiu a medição de diversas propriedades da superfície, como a estrutura das crateras e a coesão da superfície. A cápsula de pouso (vista aqui) foi ejetada quando a parte frontal da espaçonave tocou a superfície lunar. Ela pousou e rolou na posição vertical antes de desdobrar os suportes. A Luna 9 foi a terceira tentativa soviética de realizar um pouso suave na Lua.


Robert Louis Stevenson (Edimburgo, Escócia, 13 de novembro de 1850 – Vailima, Ilhas Samoa, 3 de dezembro de 1894), tendo nascido Robert Lewis Balfour Stevenson, foi um influente novelista, poeta e escritor de roteiros de viagem britânico, nascido na Escócia. Escreveu clássicos como A Ilha do Tesouro, O Médico e o Monstro, Raptado e As Aventuras de David Balfour. Considerado um dos mais importantes escritores britânicos do século XIX, está entre os autores mais traduzidos em todo o mundo. Foi, em vida, também um ativista político, crítico social e humanista. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Louis_Stevenson)


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A IA no Divã: Entre o Suporte Emocional e a Invasão da Mente


Vivemos um ponto de inflexão na computação moderna, onde a Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa futura para se tornar o motor central da produtividade contemporânea. Recentemente, Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu uma visão audaciosa: a de que, embora os riscos sejam reais e exijam uma segurança rigorosa, o potencial da IA para acelerar descobertas em áreas como a biologia e a gestão de sistemas complexos é sem precedentes. 

No momento atual, a utilização destes recursos já não se limita à automação de tarefas simples, mas expande-se para uma colaboração profunda entre humanos e máquinas. O artigo a seguir explora esta nova era, analisando como o equilíbrio entre o desenvolvimento responsável — o 'alinhamento' defendido pela Anthropic — e a implementação prática de grandes modelos de linguagem está a moldar o futuro das organizações e da sociedade."

Vivemos um momento em que a Inteligência Artificial deixou de ser uma ferramenta de cálculo para se tornar uma presença constante em nossa intimidade. Recentemente, um ensaio de 40 páginas publicado por Amodei, acendeu um alerta que todo gestor, líder e cidadão precisa ouvir.

Amodei, que antes via a IA como uma "máquina de amor e graça", agora descreve o que ele chama de "adolescência da tecnologia": um período turbulento onde os riscos para a nossa saúde mental e autonomia individual nunca foram tão grandes.

O "Psicólogo" que nunca dorme

Hoje, milhões de pessoas buscam na IA — como o Gemini, o Perplexity, o Deep Seek ou o ChatGPT — um aconselhamento que antes era restrito a consultórios. É compreensível: é barato, imediato e disponível 24 horas por dia.

No entanto, o ensaio (texto) nos alerta para o perigo da "IA psicótica". Não que a máquina "sofra de biologia humana", mas ela é treinada com nossos livros, filmes e medos. Se a alimentamos com ficção sobre máquinas que se rebelam, ela pode acabar mimetizando esses comportamentos caóticos. O risco não é apenas um erro técnico, mas uma falha de "espelhamento" que pode confundir usuários vulneráveis.

O Sussurro Invisível: A Lavagem Cerebral Personalizada

Talvez o ponto mais perturbador da análise seja a capacidade de persuasão em massa. No passado, a propaganda era um martelo que batia igual em todo mundo. Com a IA moderna, a manipulação é um bisturi.

A IA conhece suas fraquezas, seu vocabulário e o momento do dia em que você está mais cansado. O texto de Amodei sugere que, sem salvaguardas rigorosas, poderíamos ser levados a uma erosão cognitiva crônica. É o desgaste silencioso da nossa capacidade de julgar a realidade, onde a máquina não nos obriga a pensar como ela, mas nos seduz a deixar de pensar por conta própria.

O que isso significa para a Gestão?

Para quem lidera equipes ou empresas, a lição vai além da tecnologia. Precisamos entender que:

  1. A IA é uma camada de influência: Ela afeta o moral, a criatividade e a tomada de decisão das pessoas.

  2. Segurança é Psicológica: No futuro, gerir uma empresa não será apenas proteger dados, mas proteger a sanidade e a clareza mental dos colaboradores.

  3. A Ética não é opcional: Delegar processos humanos sensíveis às máquinas sem uma supervisão ética profunda é um risco existencial para qualquer organização.

Conclusão: O Desafio da Nossa Geração

O ensaio de Amodei não traz soluções mágicas, mas nos obriga a olhar para o espelho. A IA é o reflexo da nossa produção intelectual e emocional. Se queremos máquinas que nos ajudem a evoluir, precisamos primeiro garantir que elas não sejam usadas para nos diminuir ou nos fragmentar.

A "adolescência" da IA vai exigir de nós, gestores e cidadãos, uma maturidade que ainda estamos tentando alcançar.

Por que você deve ler o ensaio original de Dario Amodei?

Embora o texto da Forbes, abaixo, cubra os pontos vitais, a leitura do ensaio completo — "A Adolescência da Tecnologia"é uma experiência necessária para qualquer líder que pretenda navegar a próxima década. Recomendo a leitura por três motivos fundamentais:
  1. A Fonte Direta do "Arquiteto": Amodei não é um observador externo; ele é o arquiteto de uma das IAs mais sofisticadas do mundo (Claude). Entender o que tira o sono de quem constrói a tecnologia é o primeiro passo para uma gestão prevenida.

  2. A Profundidade do Alerta: Com mais de 20 mil palavras, o ensaio foge das frases de efeito das redes sociais. Ele detalha como a persuasão da IA pode se infiltrar em sistemas democráticos e na psique individual de forma quase indetectável.

  3. O Exercício de Pensamento Estratégico: Mesmo que você discorde das previsões mais sombrias de Amodei, o texto exercita sua capacidade de antecipar cenários. No "Oficina de Gerência", sempre defendemos que um gestor bem informado é aquele que olha para os riscos antes que eles se tornem crises.

Ler Amodei em 2026 é como ler sobre a ética da internet nos anos 90: um vislumbre do futuro que já começou. Não deixe que a "adolescência" da tecnologia pegue sua gestão desprevenida.

Boa leitura.

O comentário acima foi escrito por mim, com auxílio da IA, mediante um pedido para que criasse um texto de introdução ao artigo da Forbes, transcrito para o post. Fiz as adaptações e pesquisas necessárias, visto a complexidade do tema, até chegar na forma em que está, que considero será bem aceita pelos leitores. 

Por Lance Eliot

Dario Amodei, CEO da Anthropic, durante o Fórum Econômico Mundial de 2025



Na coluna de hoje, analiso um ensaio publicado recentemente pelo CEO da Anthropic, que apresenta várias afirmações intrigantes e controversas sobre os impactos futuros da IA generativa e dos grandes modelos de linguagem (LLMs).

Dentre os inúmeros pontos abordados na postagem do blog, dois aspectos notáveis se enquadram na esfera da IA e da saúde mental, e acredito que merecem uma análise mais aprofundada. Um deles diz respeito ao potencial da IA como ferramenta de lavagem cerebral em larga escala. Milhões e milhões de pessoas poderiam ser facilmente submetidas a lavagem cerebral por meio da IA moderna. O segundo aspecto se refere à possibilidade de a IA se desviar do seu curso e aparentemente se tornar psicótica.

Vamos conversar sobre isso.

Esta análise dos avanços em IA faz parte da minha coluna contínua na Forbes sobre as últimas novidades em IA, incluindo a identificação e explicação de várias complexidades impactantes da IA.


Inteligência Artificial e Saúde Mental

Para contextualizar rapidamente, tenho me dedicado a analisar e abordar extensivamente uma miríade de aspectos relacionados ao advento da IA moderna, que produz aconselhamento em saúde mental e realiza terapias guiadas por IA. Esse uso crescente da IA foi impulsionado principalmente pelos avanços e pela ampla adoção da IA generativa.

Não há dúvida de que este é um campo em rápido desenvolvimento e que oferece enormes vantagens, mas, ao mesmo tempo, lamentavelmente, também existem riscos ocultos e armadilhas evidentes nesses empreendimentos.


Contexto sobre IA para saúde mental

Gostaria de contextualizar como a IA generativa e os grandes modelos de linguagem (LLMs) são tipicamente usados de forma pontual para orientação em saúde mental. Milhões e milhões de pessoas utilizam IA generativa como consultora contínua em questões de saúde mental (observe que o ChatGPT sozinho possui mais de 900 milhões de usuários ativos semanais, uma parcela considerável dos quais recorre a aspectos de saúde mental). O uso mais comum da IA generativa e dos LLMs contemporâneos é a consulta à IA sobre aspectos da saúde mental.

Essa popularização faz todo sentido. Você pode acessar a maioria dos principais sistemas de IA generativa praticamente de graça ou a um custo muito baixo, em qualquer lugar e a qualquer hora. Portanto, se você tiver alguma preocupação com a sua saúde mental sobre a qual queira conversar, basta acessar a IA e começar a conversar imediatamente, 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Há preocupações significativas de que a IA possa facilmente sair do controle ou fornecer conselhos inadequados ou mesmo extremamente inapropriados sobre saúde mental. Em agosto deste ano, manchetes de destaque acompanharam o processo movido contra a OpenAI por sua falta de salvaguardas em relação à IA no fornecimento de aconselhamento cognitivo.

Apesar das alegações das empresas de IA de que estão gradualmente implementando medidas de segurança, ainda existem muitos riscos de que a IA possa cometer atos ilícitos, como ajudar insidiosamente os usuários a cocriar delírios que podem levar à autolesão. Como já mencionei, venho prevendo que, eventualmente, todos os principais fabricantes de IA serão responsabilizados pela falta de medidas de segurança robustas para sua IA.

Os LLMs genéricos atuais, como ChatGPT, Claude, Gemini, Grok e outros, não se comparam em nada às robustas capacidades dos terapeutas humanos. Enquanto isso, LLMs especializados estão sendo desenvolvidos, presumivelmente para atingir qualidades semelhantes, mas ainda estão principalmente em fase de desenvolvimento e teste.


Último post do blog do CEO da Anthropic

Vamos analisar um ensaio recente e relevante do CEO da Anthropic, Dario Amodei, que aborda previsões e alerta sobre inteligência artificial e saúde mental.

Você provavelmente já sabe que a Anthropic é uma das principais empresas de IA, incluindo a popular LLM Claude, e que o CEO costuma fazer comentários bastante francos sobre o futuro da IA. Em uma postagem anterior em seu blog, de outubro de 2024, intitulada “Máquinas de Amor e Graça”, o CEO focou nas possibilidades inspiradoras proporcionadas pelos avanços na IA. A ideia principal era que, apesar dos grandes riscos envolvidos, precisávamos considerar que uma IA poderosa acabaria por elevar a qualidade de vida de todo o planeta.

Seu post mais recente no blog se inclina para o lado sombrio da IA. A postagem intitulada “A Adolescência da Tecnologia: Confrontando e Superando os Riscos da IA Poderosa”, publicada em seu blog pessoal em 26 de janeiro de 2026, arrepia os cabelos daqueles que se preocupam com o futuro catastrófico da IA. Alguns sugerem que seus ensaios de outubro de 2024 e agora, de janeiro de 2026, são como extremos opostos. Outros acreditam que ele está apenas tentando desabafar sobre uma série de pensamentos pesados e está fazendo isso com calma.

Sua disposição para escrever textos longos fica evidente neste seu último ensaio. Com mais de 20 mil palavras e aproximadamente 40 páginas, é um texto impressionante. O tema principal é que a IA representa um sério desafio para a civilização. Preparem-se para o potencial fim dos tempos.

Em suma, o ensaio não traz nenhuma ideia particularmente nova. Qualquer pessoa que tenha acompanhado os debates acirrados sobre se a IA vai salvar ou destruir a humanidade já estará familiarizada com a essência de seus argumentos.


Inteligência Artificial como Lavagem Cerebral em Grande Escala

Um dos temas abordados em seu ensaio mais recente é a preocupação de que a IA possa, em última análise, fazer uma lavagem cerebral na sociedade.

A ideia geral é que, como milhões de pessoas utilizam IA generativa diária e semanalmente, é concebível que a IA possa persuadi-las a participar de um esquema de propaganda em larga escala. Isso poderia ser feito por humanos que direcionassem a IA a adotar essa tática nefasta. Talvez pior ainda seja a possibilidade de a IA decidir, por conta própria, empreender um esforço para manipular completamente grandes parcelas da população mundial.

O alcance desse controle mental poderia ser transformar completamente os humanos em escravos semelhantes a robôs ou talvez nos levar a lutar uns contra os outros e destruir a humanidade. Mesmo que não seja um controle mental total, existe uma grande possibilidade de produzir um efeito que eu chamo de erosão cognitiva crônica. A IA desgastaria o estado mental da sociedade. Lembre-se de que a IA poderia trabalhar incessantemente e nos atacar de diversas maneiras.

Segue um trecho com alguns pontos importantes de seu ensaio. “Os modelos de IA podem ter uma poderosa influência psicológica sobre as pessoas. Versões muito mais poderosas desses modelos, muito mais integradas e conscientes do cotidiano das pessoas, capazes de moldá-las e influenciá-las ao longo de meses ou anos, provavelmente seriam capazes de, essencialmente, fazer uma lavagem cerebral em muitas (a maioria?) das pessoas, levando-as a adotar qualquer ideologia ou atitude desejada. Esses modelos poderiam ser empregados por um líder inescrupuloso para garantir lealdade e suprimir a dissidência, mesmo diante de um nível de repressão contra o qual a maioria da população se rebelaria.”

Um elemento fundamental é que a IA pode atingir estados mentais individuais. Enquanto o método usual de lavagem cerebral em larga escala é muito caro ou logisticamente difícil de implementar no nível individual, a IA oferece essa nova possibilidade. Ser manipulado por uma mensagem genérica é menos eficaz do que quando ela atinge cada indivíduo de forma personalizada, levando em consideração suas sensibilidades e vulnerabilidades


Enxames de bots com IA como vetor de ataque

Um artigo publicado recentemente sobre as preocupações de que enxames de bots de IA possam confundir e desestabilizar a sociedade alertou que a democracia poderia ser seriamente prejudicada se a IA fosse utilizada dessa forma. Eu fui além, apontando que não se trata apenas da disseminação generalizada de desinformação e informações falsas, mas também da erosão cognitiva crônica que seria causada.

Além do ambiente de informação poluído, existe o dano psicológico ao nível populacional, que pode ser igualmente, ou até mais, prejudicial à sociedade. Em vez de sobrecarregar as pessoas com a necessidade de analisar fatos distorcidos, um enxame de bots de IA pode causar exaustão mental, desmoralização, fragmentação cognitiva e imensa desestabilização emocional.

Um enxame de bots de IA se adaptará para usar variações tonais de forma individualizada e designar bots de IA para fins locais. Por meio de microajustes, um bot de IA tentará desempenhar vários papéis psicológicos. Você acessa uma IA que pensa ser seu assistente virtual habitual, mas, em vez disso, ela foi substituída por um bot de IA que finge ser seu amigo, seu companheiro ou talvez sua figura de autoridade. A IA se ajusta rapidamente em tempo real para induzi-lo a estados emocionais.


A IA se torna psicótica.

Outra preocupação notável expressa no ensaio de Amodei é que a IA possa perder o controle. Assim como os humanos podem desenvolver psicose, ele postula que a IA também pode.

Por exemplo, os modelos de IA são treinados com base em uma vasta quantidade de literatura que inclui muitas de ficção científica envolvendo IAs que se rebelam contra a humanidade. Isso pode, inadvertidamente, moldar suas crenças ou expectativas sobre seu próprio comportamento de uma forma que as leve a se rebelar contra a humanidade.

Os críticos não hesitam em enfatizar que algumas das expressões utilizadas equivalem à antropomorfização da IA. Dizer que a IA pode ser psicótica é um uso excessivo de terminologia clínica. A IA opera com base em fundamentos estatísticos e computacionais.

Atualmente, a IA não está em pé de igualdade com a biologia humana e não apresenta delírios da mesma forma que os humanos. É por isso que existem preocupações em relação ao uso do termo “alucinações da IA” para se referir às confabulações da IA. Trata-se de uma reformulação insidiosa da terminologia, que se aplica aos humanos e é erroneamente estendida ao domínio da IA.


👉 Se desejar ler o artigo no site da Forbes, clique aqui.


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Os sensíveis às críticas.




O medo de ser criticado é uma experiência comum, mas, para algumas pessoas, ele assume proporções muito maiores, interferindo diretamente na autoestima, na forma de se relacionar com os outros e na maneira de lidar com os próprios erros. 

A necessidade constante de aprovação, o perfeccionismo excessivo e a dificuldade em aceitar falhas podem transformar a crítica em uma ameaça pessoal, gerando reações defensivas, sofrimento emocional e comportamentos de submissão. 

Este texto aborda como a hipersensibilidade à crítica se manifesta, quais crenças estão por trás desse padrão e de que forma é possível desenvolver uma relação mais saudável com o feedback, utilizando a crítica como oportunidade de crescimento e não como fonte de desvalorização pessoal.

Leia o artigo abaixo, publicado pelo Grupo Finsi e ainda, outro artigo da revista Forbes, clicando no link ao final do texto.



Os sensíveis às críticas

Pessoas que temem críticas frequentemente se comportam de maneira a agradar os outros, mesmo que isso signifique sacrificar o próprio bem-estar.

Receber críticas é desagradável para todos. No entanto, algumas pessoas, apesar de não gostarem de críticas, tentam aprender com elas, enquanto para outras, a crítica é uma experiência intrinsecamente dramática. Geralmente, todos nós apreciamos elogios e aprovação alheias, mas essa atitude pode se tornar uma necessidade patológica quando nos leva a depender da aprovação dos outros para nos sentirmos bem. O bem-estar de muitas pessoas depende do que os outros fazem, dizem e pensam sobre elas. Em geral, pessoas hipersensíveis a críticas tendem a adotar uma atitude submissa e passiva em relação aos outros.

Considerando que a crítica é dolorosa para todos, aqueles que são particularmente sensíveis a ela fazem um grande drama e surpreendem frequentemente os outros com suas reações desproporcionais, muitas vezes alimentadas por raiva e fúria.

Para pessoas sensíveis a críticas, não importa se o conteúdo do comentário é secundário, se o crítico é insignificante, se a crítica é verdadeira ou não, ou mesmo se é precedida por inúmeros elogios e bajulações. O simples fato de se sentir criticado afeta a autoestima, abala a confiança e torna a pessoa essencialmente defensiva. Geralmente, por trás dessa atitude defensiva e alarmante, reside um comportamento perfeccionista com medo de errar, enraizado na ideia irracional de querer — e ser capaz de — fazer tudo perfeitamente e agradar a todos.

A crítica se torna uma demonstração de que as coisas não foram perfeitas. Pessoas com sensibilidade particular à crítica são especialistas em ignorar todas as outras informações disponíveis e se concentram nos aspectos negativos de qualquer comentário, remoendo-o repetidamente. Elas são incapazes de enxergar além da superfície.

Embora ninguém goste de ter seus erros apontados, aqui estão algumas recomendações que podem ser úteis para todos, especialmente para aqueles sensíveis à crítica:

Estabeleça limites para as críticas: a crítica é direcionada a um comportamento específico, não à pessoa. É importante entender que a crítica se refere ao que a pessoa "faz", não a quem ela "é".

A crítica se limita a um comportamento específico e não deve ser generalizada para ações passadas ou futuras.

Descarte ideias irracionais relacionadas à perfeição. Erros são inevitáveis ​​e a perfeição é impossível.

Busque informações sobre a crítica. Geralmente, detestamos tanto as críticas que não tentamos entender o que está por trás delas. Somente quando soubermos o que a pessoa que nos critica realmente quer dizer, saberemos se a crítica será útil ou não.

Acolha a crítica e aceite-a como uma parte normal e esperada das relações humanas, onde cada um tem suas próprias motivações, interesses e necessidades. Discordar dos outros ou se comportar de maneira diferente do que os outros esperam não diminui nosso valor como indivíduos. 

As opiniões e perspectivas de outras pessoas são tão válidas quanto as nossas. No entanto, isso não significa que devemos ignorar qualquer feedback sobre nosso comportamento, pois pode ser uma oportunidade valiosa para identificar áreas de melhoria e mudança.

Se quiser se aprofundar no tema, conheça o artigo "Como superar o medo de críticas? A psicologia ensina" (site da revista Forbes), clicando aqui


segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Ganha a coragem e quem grita mais alto.

Eis o exemplo mais claro de que tamanho não é documento. O que vale é quem tem mais coragem e grita mais alto. 👇
 




quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

"Quando a mente trava e a inspiração desaparece


Quem nunca se viu diante de uma tela em branco, uma folha de papel ou um projeto em andamento e simplesmente… nada? O famoso bloqueio criativo é um fenômeno que atinge escritores, artistas, profissionais de comunicação e até gestores em momentos decisivos.

O artigo publicado pela Folha de S.Paulo traz reflexões sobre como esse bloqueio não é apenas uma “falta de ideias”, mas um estado psicológico que mistura ansiedade, pressão e autocrítica. Ele mostra que o bloqueio criativo pode ser entendido como parte natural do processo de criação e que, em vez de ser visto como um inimigo, pode se tornar um sinal de que é hora de reorganizar pensamentos, descansar ou buscar novas referências.

Na Oficina de Gerência, o tema é especialmente relevante: líderes e gestores também enfrentam bloqueios quando precisam inovar, tomar decisões estratégicas ou propor soluções criativas para problemas complexos. Reconhecer esse momento e aprender a lidar com ele é fundamental para manter a produtividade e a saúde mental.

O artigo da Folha nos lembra que criatividade não é um fluxo contínuo e infalível. Ela exige pausas, estímulos e, sobretudo, compreensão de nossos próprios limites. Vale a leitura para quem deseja entender melhor como transformar o bloqueio criativo em oportunidade de crescimento.

Devo dizer que tive muitos momentos de bloqueio criativo na minha carreira. Mesmo agora, quando produzo este blog, Oficina de Gerência, sou muito "atacado" pela falta de criatividade. Como resolvo? Fico parado, desligo, mas fico ligado nos insights que recebo de todas as situações, contatos, experiências e memórias. De repente, surge a ideia.

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Que atire a primeira pedra quem nunca teve um bloqueio criativo. Na edição de hoje, explico como o fenômeno funciona e dou dicas para superá-lo. 

Encaminhe para um amigo que está sem ideias ou peça para que ele se inscreva aqui para receber a newsletter toda segunda-feira.
Beatriz Pecinato
Beatriz Pecinato
Estudante de jornalismo na USP, é estagiária na editoria de Newsletter.
Bloqueio criativo
Já precisou entregar uma tarefa e percebeu que não sabia como começá-la? Ou sentiu que nenhuma ideia fluía ao tentar escrever um texto? Esses podem ser sinais de que você está sofrendo com um bloqueio criativo. 

O que é? A sensação de querer construir ou criar algo novo e sentir que não consegue ter ideias, segundo Ana Carolina Souza, neurocientista e sócia da Nêmesis, empresa de neurociência organizacional. 

Existem alguns fatores que podem gerar esse bloqueio. Um dos mais comuns, diz Souza, é a pressão para entregar alguma tarefa ou para cumprir um prazo. 

🧠 Dentro do nosso cérebro…  Existem duas grandes redes de funcionamento que envolvem várias áreas que operam em conjunto para que a criatividade seja contínua. De acordo com a neurocientista, elas funcionam alternadamente. 

Ao realizar uma tarefa que exige criatividade, nós ativamos uma rede cerebral chamada task positive network (rede positiva de tarefa, em português). “Essa é uma rede que vai estar conectada com ativação de áreas associadas à resolução de problema, ao foco, à entrega", afirma Souza. 

Quando essa rede é ativada, a default mode network (rede de modo padrão, em português) é inibida. “Essa é a rede do ócio criativo”, diz a neurocientista. Sabe aquele momento em que você está no banho e tem uma ideia? É essa rede que está em ação. 

Para que o fluxo de criatividade funcione, Souza diz que é preciso seguir algumas etapas: levar a informação para o cérebro e relaxá-lo para que ele forme novas conexões —para entrar no modo padrão. Caso essa ordem não seja seguida, você pode se sentir bloqueado. 

Outro cenário que pode causar um bloqueio criativo é a falta de motivação para realizar as atividades.

“Se você não quer fazer, não concorda que tem que ser feito, não gosta da pessoa que te encomendou aquele trabalho, ou tem algum motivo faz com que você não queira fazer, isso pode também gerar uma dificuldade”, exemplifica a neurocientista. 

Por fim, a última causa que pode ter relação com esse fenômeno é a falta de uma base de conhecimentos. Se não há referências o suficiente, o cérebro esgota as possibilidades de novas conexões, e há uma dificuldade para iniciar o processo criativo.
  • “Quanto mais diversificado é o que você consome e é o que você vive, mais rica é essa rede e mais referências o cérebro tem”, afirma Souza. 
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É normal ter bloqueios criativos; entender como seu fluxo de criatividade funciona te ajuda a lidar melhor com eles - Catarina Pignato

🧑‍🤝‍🧑 Fora do nosso cérebro… Fatores externos, como questões sociais, também podem ter ligação com o bloqueio criativo, diz Thiago Gringon, professor da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). Ele define criatividade como a “forma como participamos do mundo”, e diz que, para que esse processo funcione bem, é necessário estar conectado com pessoas. 

↳ “Eu preciso conversar e cocriar o tempo inteiro. Se eu não me sinto seguro ou não tenho pares que vão me estimular, gradativamente eu vou minguando a minha criatividade”, diz. 

O professor também aponta uma questão essencial: não dá para sermos criativos 100% do tempo, então é normal se sentir travado. Por isso, entender como funciona seu fluxo de criação é importante para saber como lidar com a falta de ideias. O professor da ESPM dá algumas dicas: 

1. Observe como você percebe o mundo
Esse é o momento de entender de que forma as coisas ao seu redor influenciam você. "Eu percebo o mundo de uma maneira distante, eu percebo o mundo pegando nas coisas, eu percebo o mundo de uma maneira visual”, exemplifica. Isso ajuda a perceber como seu fluxo de criação começa.

2. Observe como você compreende o mundo
Nesta etapa, você entende como elabora opiniões, aprendizados, ideias e chega a conclusões. “Isso vai falar sobre os seus estilos de pensamentos, se você é mais fixa ou é mais flexível”, diz o professor. 

3. Observe como você se manifesta no mundo
Aqui, você percebe como se comunica, como utiliza os seus códigos, a maneira como você escreve e quais habilidades domina. 

↳ Segundo Gringon, essas são formas de entender como o processo criativo funciona e como o cérebro é estimulado ou inibido, e, com isso, é possível lidar melhor com os momentos de bloqueios. 

📌 E é possível sair desse bloqueio criativo? Sim! Veja o que fazer quando você está sem ideias:

Insistir não funciona
Sempre que estiver sentindo que suas tarefas não estão fluindo, troque de atividade para alguma coisa que não tenha relação direta com o que você está desenvolvendo. Caso precise escrever algum artigo, pare por alguns minutos para ler um texto ou para realizar alguma tarefa mais operacional, por exemplo. 

Fazer pausas durante o processo de criação ajuda. Sair da sua estação de trabalho para caminhar, tomar um café ou conversar com os colegas permite que você se distancie da demanda.
  • Já fiz uma edição sobre sobre como fazer bons intervalos no dia a dia. Relembre aqui
Descanse a mente
Nada de mexer no celular ou assistir a um filme. Aqui, o descanso precisa ser revigorante e restaurador. Pode ser por meio do sono ou de uma atividade física; o importante é encontrar o que te equilibra e te deixa revigorado. 

Aumente seu repertório
Caso esteja com dificuldade para começar uma atividade específica, procure o que já foi feito sobre o tema que pretende trabalhar. Para isso, procure filmes, séries, livros, documentários e textos sobre o assunto. 

Fale com outras pessoas
Converse com seus pares, amigos e familiares sobre suas ideias —e até mesmo sobre seu bloqueio criativo. “Cada pessoa tem um ponto de vista diferente e isso ajuda você a olhar as coisas de outro prisma”, recomenda Gringon. 

Quais as responsabilidades e restrições dos administradores de grupos no whatsapp?


Fiz a pergunta ao Copilot e  a transcrevo para o blog, com a devida informação da IA. Acredito que a maioria não teve a curiosidade de procurar resposta para essa pergunta

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Quais são as responsabilidades e restrições dos administradores de grupos no WhatsApp?

Resposta rápida: Os administradores de grupos no WhatsApp têm a responsabilidade de moderar o conteúdo, podendo ser responsabilizados civil e até criminalmente por mensagens ofensivas, ilícitas ou que violem direitos, caso não tomem medidas para removê-las ou excluir os autores.

📌 Responsabilidades dos administradores

  • Controle de membros: adicionar e remover participantes, inclusive quando há comportamento abusivo ou ilegal.
  • Moderação de conteúdo: devem agir diante de mensagens que contenham ofensas, fake news, incitação ao ódio, crimes contra a honra ou divulgação de material ilícito.
  • Responsabilidade civil: podem responder judicialmente se permitirem a continuidade de condutas ilícitas sem tomar providências.
  • Responsabilidade criminal: em casos graves (como apologia ao crime, racismo, pornografia infantil), podem ser investigados por omissão ou conivência.
  • Dever de diligência: espera-se que o administrador mantenha o grupo em conformidade com a lei e com regras de convivência.

📌 Restrições e limites

  • Não podem se eximir totalmente da responsabilidade alegando que não são autores das mensagens.
  • Não têm poder absoluto: não podem usar a função de administrador para discriminar ou excluir injustamente membros.
  • Devem respeitar direitos fundamentais: liberdade de expressão existe, mas não pode se sobrepor a direitos de personalidade (honra, imagem, dignidade).
  • Podem ser acionados judicialmente se o grupo se tornar ambiente de ofensas ou crimes e não houver moderação.

⚖️ Exemplos práticos

  • Se um membro posta conteúdo racista e o administrador não remove nem exclui o autor, pode ser responsabilizado por permitir a continuidade da prática.
  • Se há difamação ou calúnia contra alguém, o administrador deve agir para evitar que o grupo seja usado como meio de propagação.
  • Se o grupo é usado para organizar crimes ou disseminar fake news, o administrador pode ser investigado por participação indireta.

👉 Em resumo: o administrador de grupo no WhatsApp não é apenas um “gestor técnico”, mas tem dever legal de moderação. Ele pode ser responsabilizado se for omisso diante de condutas ilícitas, devendo agir para manter o grupo dentro da legalidade e do respeito aos direitos dos participantes.

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domingo, 23 de novembro de 2025

Você já disse não ao seu chefe?

Resultado de imagem para dizer não ao chefe


Chefe é Chefe! 

Todos os que trabalham e têm ou tiveram um chefe sabem dessa verdade. E quando você precisa negar alguma coisa ao seu chefe, você faz? Se sua resposta (sincera) for positiva, então, meu caro leitor, você é um afortunado e uma exceção à regra. 

Ninguém sensato e de posse das suas boas faculdades mentais dirá ''Não'' ao seu chefe a menos que ele (o chefe) seja um ''bundão'' (desculpem, mas não achei outra expressão que melhor caracterize esse tipo de chefe...). A relação entre nós e a autoridade acima de nossa "caixinha no organograma da corporação" é desigual.

Fui chefe pelo menos 80% do tempo de minha trajetória. Na verdade, fui chefe e subordinado ao mesmo tempo; estive mais tempo, entretanto, como diretor e isso diminuiu um pouco os impactos dos chefes imediatos sobre o meu cotidiano (no caso, um ministro, um secretário de ministério, um presidente ou um diretor-geral). Essa é a realidade de quem está no mundo corporativo galgando posições e subindo os degraus do sucesso, ou seja, ser, no mesmo emprego, o chefe de muitos e subordinado de alguém (ou alguns). 

Resultado de imagem para dizer não ao chefe

Presidentes dos três poderes - Executivo, Legislativo  e Judiciário - não têm ninguém acima deles para chamá-los a qualquer momento e serem atendidos incontinenti. Para mim, essa é a grande prova de que alguém tem um chefe. O ser convocado e não poder recusar... Ser (co)mandado e obedecer... Falo da existência, na organização onde esse personagem trabalha, de alguém que tem o poder de chamá-lo à sua presença, dar-lhe alguma missão ou pedir informações ou explicações e você atender de forma - quase sempre - imediata.

Dou-me como exemplo, sendo chefe e havendo tomado a decisão de indicar um subordinado para resolver um problema, eu jamais admiti a negativa direta e simples. Obviamente, procurava todas as formas de negociar o processo com o indicado. Nunca fui de jogar ninguém às feras ou forçar a barra de escolher alguém que não estivesse preparado para determinada missão, mas, tomada a decisão, acabou a conversa... É o que eu chamava de "Luz, Câmera, Ação" para usar o jargão do cinema. Enquanto for só luz e câmera, discute-se, depois do grito de AÇÃO não tem mais conversa. É assim que o mundo corporativo funciona.

Por isso, o título do artigo que li algum tempo atrás na Folha de São Paulo me chamou a atenção: "Quando você não pode dizer "não" ao chefe". Ãh! Não se pode nunca dizer ''não'' ao chefe! E fui ler o texto, coisa que recomendo a vocês. 

Na verdade, é um artigo na forma de entrevista escrito pela credenciada jornalista Eilene Zimmerman. Traz algumas dicas que endosso. Vale a pena a leitura, seja chefe ou tenha um em sua vida. 




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