29 de jan. de 2013

A Arte da Sabedoria Mundana - "Saber Mudar" (Aforismo 198)


A
presento no blog mais um aforismo de Baltasar Gracián, o de número 198 do seu livro "A Arte da Sabedoria Mundana". Mantendo meu compromisso de transcrever aqui no blog muitos dos trezentos pensamentos que o teólogo espanhol do século 17 escreveu. Sobre esta série (até agora, com este, serão três aforismos publicados) escrevi uma "nota de rodapé" ao final do post a respeito desse meu projeto.
Sobre o aforismo deste post, como sempre, Gracián aborda um tema provocante. O foco maior está nas relações que as nações, sociedades e pessoas mantêm com seus filhos mais ilustres. Chegou a escrever que "As mães pátrias se comportam como madrastas para com os superiores".
O aforismo traduz em poucas palavras, estilo que consagrou Gracián, essa atitude desagradável e preconceituosa com a qual os grupos sociais tratam as pessoas que a ele pertenceram quando chegam a alcançar o êxito e o sucesso pessoal dentro do próprio sítio onde nasceu. E sabemos que é assim mesmo.
Os aforismos nos conduzem às reflexões sobre nossos próprios pensamentos e valores. Eles não indicam as receitas ou o aconselhamentos de como se deva proceder em relação aos temas que abordam. Apenas os coloca de maneira genial e suscita consideração, meditação, ponderação... É sempre um exercício de inteligência ler os aforismo de Baltasar Gracián.
Leia você mesmo e tire suas conclusões.
Quadro pertencente ao acervo do Museo de America, os reis espanhóis recebem Colombo
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 Saber Mudar
(Aforismo 198 transcrito do livro "A Arte da Sabedoria Mundana" de Baltasar Gracián).

Há nações que só alcançam a estima após mudarem de lugar, e a regra é especialmente válida nas altas posições.
As mães pátrias se comportam como madrastas para com os superiores.
A inveja encontra solo fértil e reina sobre tudo, lembrando as imperfeições do início em vez da grandeza alcançada mais tarde.
Um mero alfinete ganhou apreço ao viajar do Velho Mundo para o Novo, e uma conta de vidro fez as pessoas desprezarem o diamante. (¹)
Tudo o que é estrangeiro goza de estima, seja por ter vindo de longe, seja porque é visto depois de elaborado e já perfeito.
Alguns foram desprezados em seu próprio cantinho, mas alcançaram fama mundial. São louvados por sua própria gente porque esta os vê a distância, e pelos estrangeiros por terem vindo de longe.
A estátua do altar nunca será venerada por alguém que a viu quando não passava de um tronco de árvore na floresta.
 
(¹) Alusão à exploração europeia do Novo Mundo.
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Este é mais um aforismo de Baltasar Gracián na sua obra destacada aqui no blog pelo post "Possuir a arte da conversação"
Este aforismo trata - com a ironia refinada de Gracián - as mudanças de valores que ocorreram na Europa à época da exploração do Novo Mundo. A última frase é lapidar. A imagem foi retirada do site novomilenio.inf.br

26 de jan. de 2013

"A nível de" ou "Em nível de" ? Saia dessa encruzilhada.

E
sta é uma das maiores encruzilhadas que as pessoas preocupadas com a qualidade da sua linguagem oral e escrita têm que enfrentar. Já vi muita gente desse mesmo grupo tropeçar para "escolher" se vai falar "a nível de" ou "ao nível de" e ainda tem "em nível de". Ufa!
Como tenho pontuado o blog com posts que fazem parte dessa busca de melhorar o nível (ops!) daqueles que passam por esse espaço volto ao tema das "Dicas de Português" (clique aqui para visitar a tag) para disponibilizar todos os posts publicados sobre o tema.
O melhor texto que encontrei dos muitos que pesquisei foi esse que está abaixo. Está explicado por uma pessoa qualificada (Sabrina Vilário) e com linguagem muito clara. Por favor, leiam e a partir daqui saibam qual o caminho a seguir naquela encruzilhada referida lá no começo desse breve comentário. Mas não se assustem se, mesmo conhecendo a regra, aqui e ali ainda surjam novos cruzamentos a serem ultrapassados. Nosso idioma não fácil!

http://www.brasilescola.com/img/logo.pngA nível de ou em nível de?

É muito comum, principalmente em linguagem informal, a expressão “a nível de”.
Contudo, seu emprego não é aceito pelos gramáticos, bem como de outra expressão: “em nível de”.
Na linguagem coloquial, as construções citadas acima têm significado aproximado de outras locuções, como “em âmbito”, “em termos de status”. Contudo, é melhor que o falante use palavras de sentidos indiscutíveis, para que não sofra constrangimentos em determinados ambientes sociais.
Então, quando for dizer orações do tipo: “Em (A) nível de capital, a Itália está praticamente falida.”, prefira dizer: “A Itália está praticamente falida, pois não tem capital.”
Porém, o uso de “a nível de” está correto quando a preposição “a” está aliada ao artigo “o” e significa “à mesma altura”:

a) Não posso dizer que quem mata está ao nível de pessoas que roubam, no que diz respeito às consequências.
b) Hoje, Florianópolis acordou ao nível do mar.
Da mesma forma, a expressão "em nível de" está empregada corretamente quando equivale a "de âmbito" ou "com status de":
a) A pesquisa será realizada em nível nacional.
b) A votação da nova lei federal será feita em nível de direção.

O importante é saber que as expressões "a nível de" e "em nível de" não estão erradas, mas são  refutadas pelos gramáticos, ou seja, pela norma culta da língua. Há sim um exagero e o uso equivocado de tais locuções que já tomaram o lugar de outras como: "com relação", no âmbito", "em relação a", "no que concerne", "quanto a", dentre outras. Esse fato não é bom, pois delimita a língua portuguesa, a qual é vasta, versátil e rica em vocabulário!

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras

Vai Daniel!!! Não seja um "daniel" na vida real.


A

ssisti a esse vídeo (real) onde o personagem principal é o "Daniel". Ele não aparece nas imagens, só se ouve a voz. Imagino que deva ser um jovem de no máximo uns vinte anos. No vídeo, o nosso "herói" está dirigindo um automóvel em alta velocidade e vai "transmitindo" -  com emoção e entusiasmo juvenis - sua façanha como se estivesse narrando uma partida de futebol. Muito divertido.
Em dado momento algo acontece (para quem não viu o vídeo fica a surpresa para não perder a graça) e quem estiver assistindo não vai conter uma risada apesar do inusitado da situação. Convido-os a clicar no play, assisti-lo (é bem curtinho, só 43 segundos) e depois voltar a ler o post. Vamos lá.
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Muito bem, vamos continuar.
Meu objetivo no post é aproveitar a "proeza" do Daniel e escrever sobre os muitos danieis (ficou meio esquisito, mas...) que encontramos à nossa volta e ao longo da vida. Alguns colegas de trabalho, outros na vida social, alguns na família... Enfim em todos os nossos círculos eles estão presentes. Característica comum: ainda não têm a habilidade de controlar seus "automóveis" nas rodovias e pisam no acelerador, como Daniel, e logo ali à frente, na curva um pouco mais fechada acontece o acidente. Da mesma forma que no vídeo. 
Deem uma paradinha na leitura e busquem na memória algum daniel que conheceu. Não é igualzinho ao nosso personagem?
http://2.bp.blogspot.com/-IjO9V8d-fNE/T5682jFfFMI/AAAAAAAAAbI/LleK0FE78aM/s1600/pressa.jpgLembro-me de um daniel que conheci. Jovem, competente e com muita vontade de crescer na empresa. Ambicioso. Estava sempre se apresentando para cumprir as tarefas sem examinar direito se estava dentro das suas habilidades e do seu tempo útil. Sabe aqueles caras que o chefe pergunta se tem alguém para trabalhar nos  sábados e ele levanta o dedo antes do patrão terminar a frase? Pois é, o "meu daniel" era assim. Certo dia ele "cavou" junto ao dono da construtora (sim, era uma construtora onde trabalhei como engenheiro de obras) a elaboração de um edital de concorrência muito importante. Ele tinha experiência em montar propostas para editais mais simples. O diretor caiu na conversa entusiasmada do daniel e colocou o edital na conta dele.  Aquele era uma barra pesada. Resumo da ópera, o cara errou na proposta, um erro daqueles grosseiros... Pura falta de experiência e a empresa perdeu a concorrência. Foi demitido.
Poderia citar vários episódios que já vi ou me foram narrados nesse mesmo padrão. Acontece a toda hora nas corporações. E então? 
Sugiro que volte a ver o vídeo e convido-o, meu caro amigo leitor, a criar uma historinha sobre o episódio que acabou de assistir. Procure traçar a linha paralela com situações potenciais em sua vida. Fica claro que Daniel não tinha experiência para dirigir em rodovias.
Como ele chegou ali? Como o Daniel chegou a pegar no volante daquele carro? Planejou aquela viagem ou foi sem planejamento? Aventure-se em fazer algumas reflexões sobre as bobagens que Daniel cometeu. O que deve ter acontecido antes de pegar o carro? Por exemplo, será que o amigo o convenceu a dar aquele passeio? Como ele se comportou durante o percurso e depois quando pagou o preço da proeza.
É mais ou menos assim que acontece na selva corporativa. Ambição sem suporte técnico, despreparo profissional, pressa em queimar etapas essenciais para a escalada do sucesso... Todas essas coisas que estão ai disponíveis para leitura, aprendizado por meio de cursos de formação e melhoria pessoal, por exemplo, com um processo de coaching e muito mais para quem queira aprender e aplicar, mas estes recursos e ferramentas são sempre ignoradas pelos danieis
Então, meu caro leitor e principalmente se for um potencial daniel, não pise no acelerador do automóvel da sua carreira se não tiver experiência para dirigir em rodovias. Vá devagar, atenção às curvas, respeite o que estiver fazendo sem se distrair e por ai vai. O risco é acontecer o capotamento como no caso do já famoso Daniel e na vida real o cara ser demitido ou atrasar sua carreira.
Não seja um daniel!!!

22 de jan. de 2013

Não se deixe manipular pela mídia. Veja como é feito.

N
ão, não vou escrever sobre a posse do presidente Barack Obama. Todas as mídias do mundo inteiro estão tratando do assunto. O meu objetivo com o post é mostrar como a opinião pública brasileira - e vou ficar só pelo Brasil mesmo - é manipulada, distorcida e principalmente mal informada. É a cultura de "vender o produto a qualquer preço". Jornais, que disputam a tapas e cotoveladas os seus espaços, não fogem à regra. A manchete principal da primeira página é a embalagem que vai destacar o jornal nas vendas das bancas de revistas e na sua imagem institucional. É o que fica para história... E para o leitor comum.
Veja a imagem acima. São as capas dos três jornais de tiragem nacional mais vendidos. Influentes como todo grande jornal "O Globo" e a "Folha de São Paulo" não titubearam em colocar a mesma manchete para destacar a cobertura da posse do presidente norte-americano. Só "O Estado de São Paulo" (o menos lido dos três, diga-se de passagem) colocou a manchete que reflete melhor a abrangência do discurso de Barack Obama. Nada mais injusto e distorcido com a verdade do que disse Obama em seu discurso de posse.
Quem lê a manchete da Folha ou d'O Globo vai concluir que a fala do presidente teve como destaque a defesa dos gays e imigrantes. Nada menos verdadeiro. A referência feita aos gays, no discurso, foi de apenas um parágrafo onde Obama disse o seguinte:
  • "Nossa jornada não estará completa até que os nossos irmãos e irmãs gays forem tratados como qualquer outra pessoa perante a lei, pois se realmente fomos criados como iguais, certamente o amor que atribuímos uns aos outros deve ser igual também."
Sobre os imigrantes disse logo a seguir:
  • "Nossa jornada não estará completa até que encontremos uma maneira melhor de acolher os esforçados e esperançosos imigrantes que ainda veem os estados Unidos como uma terra de oportunidades, até que jovens e brilhantes estudantes e engenheiros sejam incorporados em nossa força de trabalho, em vez de expulsos de nosso país."
E foi só. Registre-se que o discurso de Obama tem dezenas de parágrafos (Copiei-o por inteiro - veja link no final do post - e preenchi cinco páginas do Word com a fonte Arial 12). E os jornais dão destaque para apenas dois parágrafos? Foi a mesma coisa com os telejornais da noite de ontem. Todos "vendendo" seus produtos e pouca preocupação com a informação ao cliente, o leitor.
O trecho onde a imprensa está colocando mais foco tem seis parágrafos e define, entre muitos outros, os principais compromissos que o presidente assumiu com a nação no seu discurso. Leia-os abaixo onde grifei o foco de cada frase:
 http://ep01.epimg.net/internacional/imagenes/2013/01/21/estados_unidos/1358798707_612346_1358798920_portadilla_normal.jpg
  • “Agora, é tarefa de nossa geração continuar o que aqueles pioneiros começaram, pois nossa jornada não estará completa até que nossas esposas, nossas mães e filhas puderem ganhar a vida de acordo com a medida justa de seus esforços”.
  • Nossa jornada não estará completa até que os nossos irmãos e irmãs gays forem tratados como qualquer outra pessoa perante a lei, pois se realmente fomos criados como iguais, certamente o amor que atribuímos uns aos outros deve ser igual também.
  • Nossa jornada não estará completa até que nenhum cidadão seja obrigado a esperar durante horas para exercer seu direito de voto.
  • Nossa jornada não estará completa até que encontremos uma maneira melhor de acolher os esforçados e esperançosos imigrantes que ainda veem os Estados Unidos como uma terra de oportunidades, até que jovens e brilhantes estudantes e engenheiros sejam incorporados em nossa força de trabalho, em vez de expulsos de nosso país.
  • “Essa é a tarefa de nossa geração – transformar esses esforços, esses direitos, esses valores de vida e liberdade e a busca verdadeira pela felicidade em algo real para todos os norte-americanos.”
É sobre essa manipulação de quem tem a responsabilidade de informar corretamente que produzi esse post. Aqueles que o lerem poderão ou não concordar comigo, mas se pelo menos um leitor começar a prestar atenção nessa distorção que os meios de comunicação de massa no impõem a cada dia bem... Já me darei por satisfeito.

Leia o discurso de Obama por inteiro

Não ande com quem o faça parecer menos dotado. (A Arte da Sabedoria Mundana)

"Não cultive a companhia daqueles que o farão parecer menos dotado, tanto por serem superiores quanto inferiores. 
Aquele que excede em perfeição excede em estima. O outro fará sempre o papel principal, e você, o secundário, e se conseguir algum res­peito, serão restos e sobras. 
Quando sozinha, a lua compete com as estrelas, mas, tão logo o sol sai, ou não aparece, ou desaparece. 
Não se aproxime de quem possa eclipsá-lo, mas apenas daquele que fará com que pareça melhor. Desta forma, a discreta da fábula de Marcial conseguia parecer bela e radiante entre suas criadas feias, sem trato. 
Não ande com um estorvo do lado, nem exalte outros em detrimento de sua própria reputação. Para crescer, associe-se aos superiores; uma vez crescido, aos medianos." (Aforismo 152 transcrito do livro "A Arte da Sabedoria Mundana" de Baltazar Gracián)
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Este é um dos muitos aforismos de Baltazar Gracián retirado da sua obra  "A Arte da Sabedoria Mundana").   Em 2010 publiquei alguns posts com os aforismos deste genial filósofo e teólogo espanhol do século 17 que constam na sua obra prima (imagem ao lado).Durante muitos anos e ainda continua sendo, o livro foi uma das minhas leituras de cabeceira e de viagens. Estava sempre ao meu alcance. Acho que o li por inteiro pelo menos umas três vezes de forma aleatória, pois os aforismos não precisam ser lidos em sequência.
Não lembro por que razão deixei de publicar os textos maravilhosos de Gracián. Coisas inexplicáveis que acontecem com os blogs e seus blogueiros.
Recentemente, revirando o “baú de antiguidades” da Oficina de Gerência deparei-me com o post acima que publiquei em março de 2008, imaginem! Ainda nem dominava direito as manhas de produzir um blog. Então pensei comigo mesmo, vou voltar a postar os aforismos de Baltazar Gracián para compartilhá-los com os leitores e amigos.
Este é o primeiro post desse retorno. Espero publicar - a partir de fevereiro - pelo menos um aforismo a cada  semana e promover a curiosidade para que os  leitores do blog adquiram o livro. Podem crer que não vão se arrepender e pelo contrário, vão agradecer ao blog  a oportunidade de poder ter sempre à mão essa fonte de sabedoria.
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Para conhecer os aforismos de Baltazar Gracián clique aqui e leia o texto completo (em PDF) e no original em espanhol. É um link para colecionador. Se quiserem adquirir o livro aconselho que o façam em nosso idioma muito embora existam vários links de e-books disponíveis.

20 de jan. de 2013

Lance Armstrong, Paulo Maluf, Marta Suplicy e Monica Belluci.. Todos juntos e dizendo pérolas.

H
á muito tempo eu não transcrevia para o blog as páginas da Veja e da Folha com as chamadas "Frases da Semana". São bem divertidas. Publicava-as nos domingos que é sempre um dia mais leve na blogosfera; menos frequência e ninguém quer muito saber de coisa séria na internet.
As “Frases” que durante um tempo estiveram aqui no blog eram sempre destacadas do site "Bombou na Web" da revista Época (mantenho um link para ele na aba lateral), da revista Veja ou da Folha de São Paulo.  Elas ainda estão nos arquivos do blog se alguém quiser procurá-las. Parei de produzir os posts porque além de darem muito trabalho também não eram muito acessados. Achei que não valia a pena, embora me divertissem muito.
Continuei, porque gosto muito, a acompanhar as "Frases" normalmente, mas sem pretensão de voltar a postá-las. Eis então que me surge hoje esta página do caderno Cotidiano da Folha de São Paulo com pérolas que não dá para deixar escapar como vocês verão abaixo. 
Não resisti. Deu trabalho – pois tenho que capturar a imagem da edição digital da Folha e depois dividir em duas parte e acertar o tamanho para poder caber no blog de forma simétrica - mas valeu a pena. É muita bobagem junta. Ah! A imagem ao lado é o fac-símile em tamanho reduzido da página "Eles Disseram". Abaixo está a mesma página dividida em duas, para pode caber no post.
Divirtam-se.

O otimismo começa a ocupar espaço especial na escala dos valores da sociedade.

G
ostei muito da reportagem de capa da revista Veja dessa semana. Com o poder que a publicação tem ela conseguiu mobilizar uma forte equipe de repórteres e marcou um gol de placa.
Trazer a matéria inteira de uma revista para um blog é um negócio trabalhoso. Muitas páginas e os leitores de blog não gostam muito de textos longos. A propósito confesso que eu mesmo estou trabalhando fortemente para melhorar meu poder de concisão. Escrever e fazer papel de copydesk sobre o próprio texto não é confortável, mas estou me esforçando.
Nesse post consegui colocar em forma de fac-símile as duas páginas de abertura da reportagem e algumas das "razões" que a revista listou e escolheu para justificar o objetivo da matéria que é o de apostar no otimismo dos brasileiros para 2013 tornando-lhes a vida melhor e com mais qualidade. 
Sou um otimista natural. Simplesmente não sei ser pessimista. Conheço muitas pessoas dos dois "times". Posso dizer que tenho muita vivência por pertencer ao grupo dos otimistas e  outro tanto de experiência por observar e analisar incessantemente o lado de lá, dos pessimistas.
Como pessoa comum a gente até pode escolher com quem conviver - se otimista ou pessimista - com as exceções que todos conhecemos, mas como "habitante" do mundo corporativo isso nem sempre é possível. 
Obviamente sempre tive mais sucesso com os otimistas e foi com esse grupo que caminhei nos meus êxitos e sucessos, mas também tive muitos pessimistas competentes fazendo parte das minhas equipes. 
A questão é que o pessimista dá um trabalho danado para se "administrar" um pessimista. Exige atenção especial e um esforço de convencimento, que nem sempre estamos dispostos a fazer, para as mudanças que às vezes são necessárias nas corporações. O pessimista está sempre contra as mudanças. É o seu jeito, sua forma de ver o mundo... Se for competente temos que mostrar-lhes nossa visão e buscar a sua aceitação da mudança.
A matéria da Veja aborda a questão de forma mais ampla, porém ao final vai cair no mesmo canal. O otimismo é o motor das boas coisas que ocorrem à nossa volta tanto quanto o amor. Não era muito considerado nesse nível e ainda não ganhou o status de uma emoção. É mais visto como uma atitude ou comportamento, mas eu acho que é mais que isso. A reportagem vai ajudar os leitores a refletir.
Para não carregar demais o espaço do post, coloquei em tamanho natural apenas as duas páginas de introdução da reportagem. As demais páginas estão em tamanho menor e para ser lidas o leitor do blog deve clicar sobre elas.
Das vinte e cinco razões listadas pela revista transcrevi apenas oito. Se houver interesse maior e não for assinante, sugiro que adquira a revista que como sempre está muito boa ou espere que a matéria seja liberada no site . 

Clique e acesse o site
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Abaixo, estão oito das 25 razões que a revista Veja pesquisou e listou como motivos para tornar a sociedade brasileira mais otimista. Confiram.