||| 23 de setembro DE 2026 ||| 4ª feira ||| Comemorações em 23 de Setembro: # Dia da Síndrome das Pernas Inquietas # Dia de Combate ao Estresse # Dia do Soldador # Dia do Sorvete # Dia do Técnico em Edificações # Dia do Técnico Industrial # Dia dos Filhos # Dia Internacional Contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças # Dia Internacional das Línguas de Sinais # Dia Nacional dos Profissionais de Nível Técnico # Início do signo de Libra # ||| .............. Reflexão: "Um simples pensamento de gratidão elevado ao céu é a mais perfeita oração." ( G. E. Lessing ) . |||

 

Bem vindo

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O Dia dos Filhos é comemorado anualmente em 23 de setembro. Esta data foi criada com o intuito de ajudar a fortalecer os laços filiais que ligam pais e filhos. No agitado mundo contemporâneo, muitos pais trabalham muito e acabam não aproveitando os momentos livres para acompanhar o cotidiano e relação com seus próprios filhos e filhas. No Dia dos Filhos, o objetivo é justamente chamar a atenção dos pais e dos filhos para que possam repensar suas rotinas e separar um tempo especial dedicado exclusivamente à família. Origem do Dia dos Filhos: na realidade, o dia 23 de setembro é a comemoração do Dia dos Filhos em Portugal, que começou a se popularizar nas terras brasileiras, a exemplo da tradição portuguesa. E, além do dia 23 de setembro, nos últimos anos também tem sido comum celebrar o dia dos filhos em 5 de abril. (Nota - a imagem acima é criação do CHATGPT / Nano Banana)

pensamento dia

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Frase

Frase
Rabindranath Tagore (Calcutá, 7 de maio de 1861 – 7 de agosto de 1941), alcunha Gurudev, foi um polímata bengali. Como poeta, romancista, músico e dramaturgo, reformulou a literatura e a música bengali no final do século XIX e início do século XX. Como autor de Gitânjali, que em português se chamou "Oferenda Lírica" e seus "versos profundamente sensíveis, frescos e belos", sendo o primeiro não-europeu a conquistar, em 1913, o Nobel de Literatura. As canções poéticas de Tagore eram vistas como espirituais e mercuriais; no entanto, sua "prosa elegante e poesia mágica" permanecem amplamente desconhecidas fora de Bengala. Ele é às vezes referido como "o Bardo de Bengala". Tagore foi talvez a figura literária mais importante da literatura bengali. Foi um destacado representante da cultura hindu, cuja influência e popularidade internacional talvez só poderia ser comparada com a de Gandhi, a quem Tagore chamou 'Mahatma' devido a sua profunda admiração por ele. Um brâmane pirali de Calcutá, Tagore já escrevia poemas aos oito anos. Com a idade de dezesseis anos, publicou sua primeira poesia substancial sob o pseudônimo Bhanushingho ("Leão do Sol") e escreveu seus primeiros contos e dramas em 1877. Como humanista, universalista, internacionalista e ardente antinacionalista, denunciou o Raj britânico e advogou a sua independência da Grã-Bretanha. Como expoente do Renascimento de Bengala, ele avançou um vasto cânone que incluía pinturas, esboços e rabiscos, centenas de textos e cerca de duas mil músicas; seu legado também permanece na instituição que ele fundou, a Universidade Visva-Bharati. [https://pt.wikipedia.org/wiki/Rabindranath_Tagore] -(Nota - a imagem abaixo é criação do CHATGPT / Nano Banana)

 

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

A "Caixinha de Ferramentas" do Futuro: As 10 Soft Skills mais requisitadas para 2025/2026

 


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Você já deve ter ouvido que "profissionais são contratados pelas habilidades técnicas, mas demitidos pelo comportamento". No cenário corporativo atual, essa máxima nunca foi tão verdadeira. No blog da Oficina de Gerência, sempre reforçamos que gerir processos é fundamental, mas a capacidade de gerir a si mesmo e as próprias interações é o que realmente define um líder de sucesso.

As chamadas soft skills deixaram de ser um diferencial para se tornarem o alicerce da carreira. Elas funcionam como uma "caixinha de ferramentas" mental que determina como lidamos com o estresse, como negociamos prazos e como reagimos às mudanças constantes do mercado. Mas, afinal, o que as empresas realmente estão buscando agora?

Para responder a isso, trago hoje ao blog, um artigo de Beatriz Pecinato, publicado na seção "Carreiras", da Folha de São Paulo, que explora as dez competências mais demandadas para 2025/2026, com base na pesquisa Leadership Outlook. Entenda como essas habilidades impactam seus resultados e, mais importante, como você pode começar a desenvolvê-las hoje mesmo.


O que são, de fato, as Soft Skills?

Segundo Christiane D'Angelo, psicopedagoga e fundadora da Potência 4.0, as soft skills são um conjunto de habilidades comportamentais, mentais e socioemocionais. Elas determinam como você atua em três esferas essenciais:

  1. Interação pessoal: Como você lida consigo mesmo.

  2. Interação interpessoal: Como você se relaciona com os outros.

  3. Interação com o mundo: Como você lida com ambientes sociais e o trabalho.


As 10 Competências que o Mercado Exige

Abaixo, detalhamos as habilidades mapeadas pelo Evermonte Institute que serão o fiel da balança nos próximos anos:

1. Comunicação e Escuta Ativa

Não é apenas falar, mas garantir que a mensagem foi compreendida. A escuta ativa exige captar, refletir e processar o que foi dito antes de responder. Comunicações truncadas são as maiores geradoras de estresse e conflitos nas equipes.

2. Inteligência Emocional

A capacidade de gerenciar as próprias emoções e as dos outros. Baseia-se em cinco pilares: autoconsciência, autogestão, empatia, automotivação e habilidades sociais. É o que permite construir relações sólidas com times e clientes.

3. Orientação a Resultados

Em um mundo cheio de distrações digitais, manter o foco em metas e objetivos é um diferencial competitivo. Profissionais proativos que se organizam para cumprir tarefas com clareza ganham destaque.

4. Resiliência

Mais do que paciência, é a capacidade de extrair aprendizados de crises e reagir para resolver o problema de fato, gastando menos energia em cada novo desafio.

5. Agilidade

Prazos curtos e mudanças rápidas exigem velocidade. Essa habilidade está ligada à capacidade de identificar e corrigir erros de forma eficaz, sem paralisar diante da falha.

6. Pensamento Crítico

Analisar informações e argumentos baseando-se em evidências. Sem pensamento crítico, o gestor não consegue avaliar riscos e consequências reais para uma tomada de decisão segura.

7. Tomada de Decisões

Vai desde grandes mudanças de carreira até as pequenas escolhas diárias. Decidir com clareza é uma habilidade que impacta diretamente a produtividade da equipe.

8. Negociação

Não se trata de "vencer", mas de chegar a acordos benéficos para todos. No dia a dia, estamos negociando prazos, ideias e recursos o tempo todo.

9. Flexibilidade

A rigidez de pensamento é um obstáculo. Ser flexível permite se adequar a diferentes contextos e, principalmente, trabalhar bem com pessoas que possuem visões de mundo divergentes da sua.

10. Criatividade

A capacidade de encontrar rotas e soluções que ninguém pensou antes. É o motor de crescimento e inovação de qualquer companhia.


Como desenvolver o que não se aprende em livros técnicos?

Não existe fórmula mágica, mas Beatriz Pecinato e os especialistas consultados sugerem três passos práticos:

  • Autoconhecimento: Identifique seus pontos fortes e onde você costuma falhar sob pressão.

  • Cultura de Feedback: Pergunte honestamente a colegas e amigos quais comportamentos seus precisam ser ajustados.

  • Estudo Contínuo: Existem mentorias e cursos focados especificamente em inteligência emocional e liderança comportamental.

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Clique aqui e conheça a seção na FSP

Veja as dez soft skills mais requisitadas pelas empresas

Beatriz Pecinato


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Se você acompanha notícias sobre o universo corporativo, não deve achar estranho ler o termo "soft skills" em mais uma matéria. De fato, esse é um assunto muito popular quando falamos sobre mercado de trabalho.

Antes, uma definição: as soft skills são um conjunto de habilidades comportamentais, mentais e socioemocionais que fazem as pessoas se comportarem desta ou daquela maneira, explica Christiane D'Angelo, psicopedagoga e fundadora da Potência 4.0 Aprimoramento de Habilidades, empresa de consultoria e treinamentos.

É como se fosse uma "caixinha de ferramentas" que os profissionais precisam ter para atuar em diversas situações, diz Eduardo Mardegan, sócio da Evermonte Executive Search e líder da operação em São Paulo.

Resiliência, criatividade e comunicação são algumas das soft skills mais requisitadas pelas empresas - Insta Photos/Adobe Stock

O nível de desenvolvimento delas determina a maneira como as pessoas atuam nessas três esferas:

  • Interação pessoal: como o indivíduo lida com questões pessoais;
  • Interação interpessoal: como se relaciona com os outros;
  • Interação com o mundo: como lida com questões que acontecem fora de si, e em diferentes ambientes sociais.

Em que momento o universo corporativo aparece nesta discussão? A terceira esfera, a da "interação com o mundo" engloba também o ambiente de trabalho.

A Pesquisa Leadership Outlook, do Evermonte Institute, mapeou quais são as dez competências mais demandadas para 2025. Explico com detalhes quais são elas a seguir:

Comunicação e escuta ativa

É a base do relacionamento humano, pontua D'Angelo. Quando mandamos ou recebemos uma mensagem — seja falada ou escrita —, ela precisa ser compreendida.


A escuta ativa não significa simplesmente ouvir o que está sendo dito, e sim captar a mensagem, refletir, compreender o que foi dito e dar uma resposta.

"Uma comunicação truncada e ineficiente, gera no ambiente de trabalho um nível muito alto de estresse e conflitos, e aí as pessoas vão muitas vezes deixando que isso chegue a situações muito indesejáveis" diz D'Angelo.

Inteligência emocional

É a capacidade de lidar, reconhecer, identificar, gerenciar e nomear as emoções, pensamentos e comportamentos dos outros e de si mesmo.

Possui cinco pilares, segundo a psicopedagoga: autoconsciência, autogestão, empatia, auto-motivação e habilidades sociais.

Saber utilizar esses fundamentos no trabalho confere ao profissional um grande diferencial. "Essa skill é importante porque é a capacidade de construir relações, e isso impacta muito nos times e na criação de relações com clientes" exemplifica Mardegan.

Orientação a resultados

É a capacidade de focar em metas, objetivos e demonstrar proatividade. Em um mundo extremamente conectado, o cérebro se perde muito facilmente (clique no link e conheça) e é difícil conseguir manter o foco.

Colaboradores com essa habilidade conseguem se organizar melhor no dia a dia e cumprir tarefas com mais facilidade.

Resiliência

Não diz respeito apenas a ter paciência com os problemas. Essa habilidade envolve extrair aprendizados de situações difíceis, se adaptar para estar mais fortalecido e despender menos energia em novos desafios.
  • "É saber lidar com as adversidades, aprender com os erros e reagir e resolver o problema de fato" pontua Mardegan.

Desenvolver essa soft skill é importante porque o mundo corporativo é instável, e é necessário ter jogo de cintura para contornar os inúmeros cenários..

Agilidade

As informações estão cada vez mais aceleradas e os prazos cada vez mais curtos, comenta Mardegan. Por isso, essa habilidade está diretamente conectada com a alta velocidade que o mercado demanda.

Além disso, essa soft skill também está ligada à capacidade de identificar e corrigir os erros de maneira rápida e eficaz.

Pensamento crítico

É a capacidade de analisar as informações, premissas, argumentos, e agir baseado em evidências. Inclusive, está diretamente ligada com a tomada de decisões.

Pensar criticamente é importante para o ambiente de trabalho porque, sem isso, os colaboradores podem não saber identificar quais informações são realmente relevantes, e não conseguir avaliar riscos e consequências necessários para tomar uma decisão.

Tomada de decisões

A primeira coisa que vem à mente quando pensamos nessa habilidade são as grandes decisões, como fazer uma pós-graduação, sair de um emprego ou mudar de estado, por exemplo.

Porém, não são apenas elas que impactam nossa vida. Essa soft skill também diz respeito às pequenas decisões tomadas todos os dias.

Negociação

Aqui, não estamos falando apenas da capacidade de fechar bons negócios, e sim da habilidade de conseguir chegar a acordos benéficos para todas as partes envolvidas nas mais variadas situações.


Exemplo: "Eu não vou simplesmente reagir, tentar impor algo, ou até me submeter a alguma coisa. Vou conversar, entender a situação e buscar uma alternativa que possa contemplar os lados envolvidos" exemplifica a psicopedagoga.

No dia a dia de trabalho, os colaboradores estão negociando prazos, projetos e ideias o tempo todo. É importante saber quando é necessário ceder, ou insistir em tarefas e objetivos.

Flexibilidade

Se você tem uma rigidez de pensamento e conduta, e só aceita fazer as coisas do seu jeito, por exemplo, pode haver uma dificuldade para se adaptar em determinados contextos.

Por isso, ser um profissional flexível é requisitado pelas companhias, porque esses indivíduos se adequam de maneira mais rápida aos diferentes desafios e conseguem interagir com facilidade com pessoas que tenham visões diferentes.

Criatividade

Profissionais com essa habilidade conseguem propor diferentes soluções e encontrar rotas que outras pessoas não pensaram antes, o que é benéfico para o crescimento das companhias.
  • Já fizemos uma edição sobre como ser uma pessoa mais criativa no trabalho. Leia aqui (clique no link e conheça).

Como desenvolver essas habilidades? Infelizmente, não existe uma fórmula mágica que te ensina a ser um profissional mais flexível ou resiliente.

Porém, é possível fazer alguns exercícios para tentar melhorar essas habilidades:

  1. Tenha consciência sobre seus pontos fortes e fracos: saber quais soft skills precisam ser aprimoradas é o primeiro passo;
  2. Peça feedback para sua equipe, amigos e família: caso não tenha certeza sobre quais pontos você precisa melhorar, fale com as pessoas que convivem com você no dia a dia e pergunte quais são suas falhas;
  3. Procure cursos ou mentorias sobre os assuntos: ler e estudar sobre as habilidades que você não domina pode lhe trazer clareza e te ajudar a desenvolvê-las

Se desejar ler o artigo no site original, clique aqui.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

"Quando a mente trava e a inspiração desaparece


Quem nunca se viu diante de uma tela em branco, uma folha de papel ou um projeto em andamento e simplesmente… nada? O famoso bloqueio criativo é um fenômeno que atinge escritores, artistas, profissionais de comunicação e até gestores em momentos decisivos.

O artigo publicado pela Folha de S.Paulo traz reflexões sobre como esse bloqueio não é apenas uma “falta de ideias”, mas um estado psicológico que mistura ansiedade, pressão e autocrítica. Ele mostra que o bloqueio criativo pode ser entendido como parte natural do processo de criação e que, em vez de ser visto como um inimigo, pode se tornar um sinal de que é hora de reorganizar pensamentos, descansar ou buscar novas referências.

Na Oficina de Gerência, o tema é especialmente relevante: líderes e gestores também enfrentam bloqueios quando precisam inovar, tomar decisões estratégicas ou propor soluções criativas para problemas complexos. Reconhecer esse momento e aprender a lidar com ele é fundamental para manter a produtividade e a saúde mental.

O artigo da Folha nos lembra que criatividade não é um fluxo contínuo e infalível. Ela exige pausas, estímulos e, sobretudo, compreensão de nossos próprios limites. Vale a leitura para quem deseja entender melhor como transformar o bloqueio criativo em oportunidade de crescimento.

Devo dizer que tive muitos momentos de bloqueio criativo na minha carreira. Mesmo agora, quando produzo este blog, Oficina de Gerência, sou muito "atacado" pela falta de criatividade. Como resolvo? Fico parado, desligo, mas fico ligado nos insights que recebo de todas as situações, contatos, experiências e memórias. De repente, surge a ideia.

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Que atire a primeira pedra quem nunca teve um bloqueio criativo. Na edição de hoje, explico como o fenômeno funciona e dou dicas para superá-lo. 

Encaminhe para um amigo que está sem ideias ou peça para que ele se inscreva aqui para receber a newsletter toda segunda-feira.
Beatriz Pecinato
Beatriz Pecinato
Estudante de jornalismo na USP, é estagiária na editoria de Newsletter.
Bloqueio criativo
Já precisou entregar uma tarefa e percebeu que não sabia como começá-la? Ou sentiu que nenhuma ideia fluía ao tentar escrever um texto? Esses podem ser sinais de que você está sofrendo com um bloqueio criativo. 

O que é? A sensação de querer construir ou criar algo novo e sentir que não consegue ter ideias, segundo Ana Carolina Souza, neurocientista e sócia da Nêmesis, empresa de neurociência organizacional. 

Existem alguns fatores que podem gerar esse bloqueio. Um dos mais comuns, diz Souza, é a pressão para entregar alguma tarefa ou para cumprir um prazo. 

🧠 Dentro do nosso cérebro…  Existem duas grandes redes de funcionamento que envolvem várias áreas que operam em conjunto para que a criatividade seja contínua. De acordo com a neurocientista, elas funcionam alternadamente. 

Ao realizar uma tarefa que exige criatividade, nós ativamos uma rede cerebral chamada task positive network (rede positiva de tarefa, em português). “Essa é uma rede que vai estar conectada com ativação de áreas associadas à resolução de problema, ao foco, à entrega", afirma Souza. 

Quando essa rede é ativada, a default mode network (rede de modo padrão, em português) é inibida. “Essa é a rede do ócio criativo”, diz a neurocientista. Sabe aquele momento em que você está no banho e tem uma ideia? É essa rede que está em ação. 

Para que o fluxo de criatividade funcione, Souza diz que é preciso seguir algumas etapas: levar a informação para o cérebro e relaxá-lo para que ele forme novas conexões —para entrar no modo padrão. Caso essa ordem não seja seguida, você pode se sentir bloqueado. 

Outro cenário que pode causar um bloqueio criativo é a falta de motivação para realizar as atividades.

“Se você não quer fazer, não concorda que tem que ser feito, não gosta da pessoa que te encomendou aquele trabalho, ou tem algum motivo faz com que você não queira fazer, isso pode também gerar uma dificuldade”, exemplifica a neurocientista. 

Por fim, a última causa que pode ter relação com esse fenômeno é a falta de uma base de conhecimentos. Se não há referências o suficiente, o cérebro esgota as possibilidades de novas conexões, e há uma dificuldade para iniciar o processo criativo.
  • “Quanto mais diversificado é o que você consome e é o que você vive, mais rica é essa rede e mais referências o cérebro tem”, afirma Souza. 
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É normal ter bloqueios criativos; entender como seu fluxo de criatividade funciona te ajuda a lidar melhor com eles - Catarina Pignato

🧑‍🤝‍🧑 Fora do nosso cérebro… Fatores externos, como questões sociais, também podem ter ligação com o bloqueio criativo, diz Thiago Gringon, professor da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). Ele define criatividade como a “forma como participamos do mundo”, e diz que, para que esse processo funcione bem, é necessário estar conectado com pessoas. 

↳ “Eu preciso conversar e cocriar o tempo inteiro. Se eu não me sinto seguro ou não tenho pares que vão me estimular, gradativamente eu vou minguando a minha criatividade”, diz. 

O professor também aponta uma questão essencial: não dá para sermos criativos 100% do tempo, então é normal se sentir travado. Por isso, entender como funciona seu fluxo de criação é importante para saber como lidar com a falta de ideias. O professor da ESPM dá algumas dicas: 

1. Observe como você percebe o mundo
Esse é o momento de entender de que forma as coisas ao seu redor influenciam você. "Eu percebo o mundo de uma maneira distante, eu percebo o mundo pegando nas coisas, eu percebo o mundo de uma maneira visual”, exemplifica. Isso ajuda a perceber como seu fluxo de criação começa.

2. Observe como você compreende o mundo
Nesta etapa, você entende como elabora opiniões, aprendizados, ideias e chega a conclusões. “Isso vai falar sobre os seus estilos de pensamentos, se você é mais fixa ou é mais flexível”, diz o professor. 

3. Observe como você se manifesta no mundo
Aqui, você percebe como se comunica, como utiliza os seus códigos, a maneira como você escreve e quais habilidades domina. 

↳ Segundo Gringon, essas são formas de entender como o processo criativo funciona e como o cérebro é estimulado ou inibido, e, com isso, é possível lidar melhor com os momentos de bloqueios. 

📌 E é possível sair desse bloqueio criativo? Sim! Veja o que fazer quando você está sem ideias:

Insistir não funciona
Sempre que estiver sentindo que suas tarefas não estão fluindo, troque de atividade para alguma coisa que não tenha relação direta com o que você está desenvolvendo. Caso precise escrever algum artigo, pare por alguns minutos para ler um texto ou para realizar alguma tarefa mais operacional, por exemplo. 

Fazer pausas durante o processo de criação ajuda. Sair da sua estação de trabalho para caminhar, tomar um café ou conversar com os colegas permite que você se distancie da demanda.
  • Já fiz uma edição sobre sobre como fazer bons intervalos no dia a dia. Relembre aqui
Descanse a mente
Nada de mexer no celular ou assistir a um filme. Aqui, o descanso precisa ser revigorante e restaurador. Pode ser por meio do sono ou de uma atividade física; o importante é encontrar o que te equilibra e te deixa revigorado. 

Aumente seu repertório
Caso esteja com dificuldade para começar uma atividade específica, procure o que já foi feito sobre o tema que pretende trabalhar. Para isso, procure filmes, séries, livros, documentários e textos sobre o assunto. 

Fale com outras pessoas
Converse com seus pares, amigos e familiares sobre suas ideias —e até mesmo sobre seu bloqueio criativo. “Cada pessoa tem um ponto de vista diferente e isso ajuda você a olhar as coisas de outro prisma”, recomenda Gringon. 

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Desmotivação... Preste atenção em você e nos seus colaboradores

 

Dentre os dez principais comportamentos corporativos, a desmotivação certamente estará presente em qualquer pesquisa realizada ao redor do planeta Terra. 


Quem de nós não se sentiu insatisfeito com o seu trabalho na empresa? Pode ser sinal da desmotivação. Não tenho formação acadêmica em psicologia, mas posso afirmar que este ser humano não existe.


Inicialmente, devemos esclarecer que a desmotivação não é um comportamento ou uma atitude. É um estado emocional que afeta a vida das pessoas, sua produtividade, saúde mental, relacionamentos e pode levar à depressão.


Eu tenho observado que as empresas geralmente não estão preocupadas com a falta de motivação dos seus funcionários. É um erro, e grande.


São muitos e diversos os fatores ligados à desmotivação no trabalho. Há muitos escritos sobre o tema na internet e trouxe um deles aqui para o blog. Escolhi um da seção Carreiras, da Folha de São Paulo, que gosto muito. 


Sugiro aos leitores, interessados nos assuntos corporativos do blog - sobretudo aqueles que exercem funções de comando - que procure investigar o tema; e identificar os casos de desmotivação que estão - e certamente estão - ocorrendo debaixo dos seus olhos. 


Boa leitura e bom proveito.

Desmotivado no trabalho? Veja como reconquistar o ânimo

Newsletter FolhaCarreiras explica causas do problema e traz dicas para reverter a situação


Tamara Nassif

Imagine que você trabalha numa empresa com 100 funcionários, dos quais apenas 23 se consideram engajados no trabalho.

Parece pouco? É o que aponta a pesquisa Estado do Ambiente de Trabalho Global do Instituto Gallup, publicada em junho.

Desmotivação no trabalho prejudica o desempenho do profissional e abre espaço para fenômenos como o quiet quitting e job hopping - Adobe Stock

"Uma enorme maioria das pessoas só continua onde está por necessidade", afirma Renata Rivetti, diretora da Reconnect Happiness At Work, empresa especializada em felicidade corporativa e liderança positiva.

  • Além da insatisfação, a desmotivação no trabalho prejudica o desempenho do profissional e abre espaço para fenômenos como o quiet quitting job hopping.

O que explica a desmotivação?

1) Falta de estímulos

Às vezes, a rotina se instala e, com ela, a monotonia. A ausência de desafios, novos aprendizados e exercícios para aprimorar pontos fortes pode levar à desmotivação. "Falta o senso de realização", diz Rivetti.

E o contrário também é verdadeiro: o excesso de tarefas e a sobrecarga, segundo a especialista, fazem o gás desaparecer.

2) Pouca flexibilidade

A pandemia jogou luz sobre a necessidade de equilibrar vida pessoal e profissional. Ambientes de trabalho que oferecem pouca flexibilidade são desestimulantes, dizem os especialistas.

  • "É aqui que entra o polêmico home office. Alguns profissionais se desmotivam por não terem a possibilidade de trabalhar remotamente, por exemplo", afirma Adriano Lima, especialista em RH e autor do livro "Você em Ação".

3) Relações com colegas e gestores

Cultivar boas relações no ambiente de trabalho tem relação direta com a motivação. Mas nem sempre é fácil.

Pode ser que os colegas te inspirem desconfiança ou sejam difíceis de lidar. Às vezes, o problema é a gestão –e é aí que a situação se agrava.

"As pessoas, hoje, não deixam as empresas. Deixam seus gestores", diz Lima.

  • Chefes autocráticos, que ainda entendem a dinâmica da relação como um "eu mando, você obedece", estão entre os principais fatores de desmotivação;
  • Ambientes tóxicos de trabalho, também.

4) Empresa incongruente

Sabe quando a organização diz estar preocupada com causas sociais, como diversidade, inclusão e sustentabilidade, mas, internamente, age na direção contrária? É a famosa incongruência.


  • Para a geração Z, ela gera o sentimento de injustiça e frustração, diz Juliana Seidl, psicóloga e orientadora de carreiras.

Ela também pode aparecer em relação aos valores dos próprios funcionários. Se a empresa não valoriza as mesmas coisas que você, temos mais um fator de desmotivação.E quando tudo isso está nos trinques, mas ainda me sinto desmotivado? Pode ser o famoso "não é você, sou eu".

"Se pergunte: quais são minhas paixões, meus talentos e meus valores? Nós precisamos ter essas três esferas alinhadas para sentir motivação", diz Rivetti.

  • Ela ainda chama atenção para a "permissão para ser humano". Ninguém acorda feliz e motivado todos os dias. É normal ter altos e baixos.

autocobrança também pode ser um fator de desmotivação.

"Às vezes temos uma visão distorcida de nós mesmos. Estamos entregando um bom trabalho, mas não temos essa percepção e nos cobramos demais", diz Seidl.

  • E, se estamos passando por problemas em outras áreas, é normal que eles respinguem no trabalho também.

Quando a desmotivação é um sinal para trocar de emprego? Quando começa a afetar outras partes da sua vida –especialmente a saúde mental.

"Alerta vermelho para todo e qualquer sinal que indique que sua segurança psicológica foi abalada", diz Seidl.

  • Exemplo: pesadelos, autocobrança excessiva, estresse excessivo, ansiedade, desânimo, princípios de depressão e síndrome de burnout.

se o sentimento continuar mesmo depois de ir para outra empresa, vale refletir se você está na área certa.

  • Não tem nada de errado em recalcular a rota caso perceba que o trio paixões-talentos-valores, sugerido ali em cima por Rivetti, não esteja totalmente realizado.

Quer mais dicas? Na seção abaixo, Juliana Seidl fala sobre o que empresas e profissionais podem fazer para reacender a chama da motivação

PERGUNTE AO ESPECIALISTA

Juliana Seidl, psicóloga e orientadora de carreiras
Juliana Seidl, psicóloga e orientadora de carreiras - Arquivo pessoal

O que é possível fazer para reverter a desmotivação?

  • Primeiro, observe os próprios sinais e entenda o porquê da desmotivação ter aparecido;
  • Tenha uma rede de apoio, dentro e fora do trabalho. Se for desabafar com outros colaboradores, seja esperto e não fale com quem você não confia;
  • Procure fazer novas amizades no trabalho, e não necessariamente só com as pessoas que trabalham diretamente com você;
  • Avalie maneiras diferentes de fazer o mesmo trabalho e busque outros processos criativos para fugir da rotina. Vale sondar o chefe para pedir novos desafios;
  • Entenda que a desmotivação é um fenômeno humano, não individual. Toda experiência tem a fase da novidade e a da estabilidade. Enxergar isso como algo normal ajuda a tirar o peso de si próprio;
  • Se você gosta da empresa, experimente pedir para trocar de área;
  • E, por fim, considere mudar de emprego. Mas, a não ser que você esteja em sofrimento agudo, faça essa saída de forma planejada, de preferência com outra oportunidade em vista.

O que as empresas poderiam fazer para melhorar essa situação?

  • Investir em práticas atualizadas e estratégicas de gestão de pessoas. Vale avaliar a possibilidade de trabalho remoto e de flexibilizar a jornada e os horários, porque isso está diretamente ligado à motivação;
  • Capacitar a liderança. Não adianta promover um colaborador por suas habilidades técnicas sem trabalhar as competências sociais dele também;
  • Distribuir tarefas de forma equilibrada, sem gerar sobrecargas e valorizando as competências individuais de cada colaborador da equipe;
  • Criar um ambiente seguro para que os colaboradores manifestem suas queixas. Sentir que suas questões não serão acolhidas também gera insatisfação.

Clique aqui se desejar ler o artigo no site da Folha