Doe seu sorriso

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quarta-feira, julho 21, 2021

Falsos amigos vêm com o sucesso profissional.


Verdadeira a frase acima, de Benjamim Franklin

Uma carreira de sucesso tem, a par dos êxitos, das conquistas, do respeito e outras tantas coisas prazerosas, vem também acompanhada de outras desagradáveis como inveja, inimizades, fofocas, traições e outras que tais. Fazem parte do "pacote" de quem se aventura na selva corporativa para exercer liderança e o faz com brilho.

Entre esses lances e contingências ofensivas estão o convívio com os falsos amigos e os riscos da boa fé em se confiar demais em "amigos da onça". Quem, nessa condição, não os teve? Quem não foi atraiçoado por aquele "amigo" tão próximo e tão querido? Posso falar (ou escrever) por experiência própria. Fui vítima de alguns (poucos) falsos amigos. Algumas vezes os descobri antes que me causassem prejuízos maiores, mas em uma delas foi uma traição daquelas que doeu na alma. 

Isso mesmo! Depois de intensa fase de raiva e frustração, por uma deslealdade abominável, consegui "levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima". Tempos depois, com bom humor, escrevi, aqui mesmo na Oficina de Gerência, um artigo que foi muito visitado e elogiado pelos leitores e ao qual dei o título de "Gatos Corporativos", conheçam estes "amorosos" bichanos..." (recomendo a leitura).

Antes de continuar vou listar alguns sinônimos de traição que busquei no excelente site "sinônimos.com.br": deslealdade, falsidade, hipocrisia, perfídia, fingimento, intriga, desonestidade, rasteira, prevaricação, inconfidência, emboscada, cilada, farsa, impostura, tocaia... Que coleção hein?

É isso aí! Os falsos amigos fazem jus a todos esse adjetivos. Todos eles são portadores e passíveis de atos e pensamentos que estão nessa "privilegiada" listagem. O pior de tudo é que não há defesa contra o falso amigo, assim como não existe confiança pela metade. Ou se confia em alguém ou não se confia. O meio termo não existe. E quando vem a traição você é sempre surpreendido. Isso é que dói. A quebra da confiança é mesmo "uma punhalada nas costas.

Todavia existem alguns pressupostos para que se conheça, antes do golpe, um potencial falso amigo. É disto que trata o texto que descobri na internet, no site "A mente é maravilhosa" (os links estão abaixo) e o trouxe para ilustrar o presente post. 

O título é sugestivo: "7 tipos de amigos que devemos reconhecer". Particularmente não gosto muito dos textos que chamo de "receitas de bolo", ou sejam, aqueles que apresentam listas com tipos disso ou daquilo para ilustrar os pontos de vistas dos autores. Nesse caso, eu abri uma exceção. Os leitores farão suas avaliações.

Finalizo avisando, cuidado com os falsos amigos. Seja no ambiente profissional (mais comum) ou no social. Eles são (quase) inevitáveis desde que você esteja no topo, brilhando. Recupero a frase do Benjamim Franklin: "O falso amigo e a sombra  só nos acompanham quando o sol brilha".

7 tipos de amigos falsos que devemos reconhecer

7 tipos de amigos falsos que devemos reconhecer


Existem vários tipos de amigos falsos que são como o lado sombrio da lua. No começo nos deslumbram com seus encantamentos e suas amáveis atenções, mas pouco a pouco vamos percebendo esse outro lado, no qual habitam as cavidades de um caráter interesseiro. 


Essa afetividade árida e desolada que, quase sem percebermos, nos rouba o ânimo. São perfis que, sem dúvida, devemos saber identificar o mais rápido possível, principalmente em prol da nossa saúde emocional. Costuma-se dizer que a amizade é o melhor ingrediente da vida. O amor também é, disso não há dúvidas. Mas o que um bom amigo proporciona transcende, às vezes, os vínculos das relações afetivas e familiares. Assim, esse tecido construído à base de cumplicidades, experiências comuns e de uma confiança intensa é o que nos traz uma fonte de energia eterna e, principalmente, qualidade de vida.

  • “Aqueles que se acham bons e serviçais são os mesmo que, por inveja, desejam todos os males a você."  (Lucca Capiotto) 

No entanto, é inevitável não encontrar, de vez em quando, um desses espécimes tão comuns nos nossos contextos sociais, no qual o interesse e o egoísmo se camuflam sob o revestimento da mais brilhante amizade. E nós caímos, é claro que caímos. Porque na nossa inocência natural sempre pensamos que o propósito principal de toda boa amizade é trazer felicidade, apoio e bem-estar.

Até que finalmente acontece. Surgem as decepções, as pequenas mentiras, os desprezos constantes e as mais impressionantes manipulações. Queiramos ou não, estamos perante um desses tipos de amigos falsos que não vimos chegar, mas que devemos deixar ir o mais rápido possível pelo bem da nossa saúde e da nossa dignidade…



Tipos de amigos falsos


1. Tipos de amigos falsos: o alpinista social

Um dos primeiros tipos de amigos falsos que costumamos encontrar bem cedo na nossa vida é o “alpinista social”. Encontramos esses amigos no ensino fundamental, no ensino médio, na universidade e, certamente, nos ambientes de trabalho.

São aquelas pessoas que constroem laços de amizade com um único objetivo: ganhar posições no contexto social. Assim, é comum que na fase escolar essas pessoas busquem uma aproximação com os alunos mais populares ou com aqueles tiram as melhores notas. Mais tarde, no contexto profissional, não vão hesitar em humilhar e manipular em qualquer situação para ganhar posições.


2. O amigo que está nos bons momentos e some nos ruins

A maioria das pessoas vai se lembrar de algum caso desse tipo de falsa amizade. Falamos de pessoas que sempre estão próximas nos dias de tranquilidade e bem-estar, quando fazem parte de qualquer plano, qualquer festa ou qualquer proposta de última hora. No entanto, quando surge algum problema ou alguma situação na qual agradeceríamos seu apoio e interesse, desaparecem como o vento após fechar uma janela…


3. O buscador de erros, aquele que julga

Se existe uma coisa que caracteriza uma amizade saudável é aquele amigo que procura proporcionar bem-estar em todos os momentos. Isso nos faz sentir coisas boas com sua presença, sentir a segurança de que não seremos julgados nem criticados e de que, após algumas horas com essa pessoa, sairemos melhor do que antes.

No entanto, isso não acontece com os amigos falsos. Com eles é comum voltarmos para casa pior do que estávamos antes. Na verdade, um tipo de amizade falsa muito comum é aquela que tem como passatempo buscar erros, chamar a atenção para cada erro que cometemos e julgar um dia sim e no outro também. Esse tipo de dinâmica cria um desgaste emocional significativo.


Pintura de pessoa com pássaros ao lado

4. O amigo que inveja em silêncio ou descaradamente

Você faz tudo certo”, “Essas coisas não acontecem com você como acontecem comigo”, “Você sempre tem muita sorte”… É esse tipo de frase que os amigos falsos que nos invejam dentro do seu ser costumam repetir.

No entanto, a verdade é que eles têm baixa autoestima, o que os leva a esse tipo de interação pouco saudável para ambas as partes.


5. O que quer que as coisas deem certo para você, mas não melhor do que para ele

Essa característica da falsa amizade é tão curiosa quanto comum ao mesmo tempo. Ela se manifesta do seguinte modo: temos pessoas que nos incentivam a superar a nós mesmos, a conquistar as coisas, mas quando isso acontece, longe de se sentirem felizes por nós, elas se afastam ou se mostram incomodadas.

Por trás desse tipo de situação existe, mais uma vez, uma clara baixa autoestima. Essas pessoas sempre se sentirão mais à vontade conosco enquanto estivermos no mesmo patamar, nas mesmas condições. No entanto, qualquer centelha de sucesso ou de superação as coloca em evidência, as afunda na contradição e no desconforto.


6. O rival disfarçado de “melhor amigo”

Se você comprar um celular, não duvide, um dos seus amigos falsos vai querer comprar um muito melhor. Se você começa a fazer academia, cuidado, ele ou ela também vai começar para superar seus progressos. O objetivo: ser melhor do que você em qualquer coisa que você fizer, em qualquer propósito ou em qualquer conquista.

Esses tipos de amigos falsos agem como inimigos, uma sombra perseguidora e vingativa que vai tentar ser melhor que nós em qualquer âmbito da nossa vida.


Pedaços de mulher

O amigo manipulador é aquele tipo discreto, mas implacável que, quase sem percebermos, prende os fios da marionete para nos manipular de acordo com seu desejo durante algum tempo. Ele vai se utilizar do vitimismo às vezes, outras da chantagem emocional e outras da mentira, além de tantas outras estratégias maquiavélicas para nos ter nas palmas das mãos e, assim, conseguir o que deseja em todos os momentos.

Assim, o tempo que vamos permitir esse tipo de ação do manipulador vai depender do afeto que temos em relação a essa pessoa, do fato de se é um amigo de longa data, um amigo de infância com quem já vivemos tantos momentos… Como acabar com esse vínculo emocional que nos acompanhou por tantos anos? Pode ser difícil, mas poucas coisas são tão destrutivas quanto carregar a influência de alguém que, na verdade, não gosta de nós e quer o nosso mal.

Para concluir, como já pudemos perceber, há muitos tipos de amigos falsos: o que critica, o que trai, o que faz fofocas… Poderíamos descrever inúmeros tipos. No entanto, o mais importante de tudo isso é, além de identificar, saber lidar com essas pessoas.

Às vezes, não é preciso recorrer obrigatoriamente à quebra desse laço. Às vezes, basta deixar as coisas claras, colocar limites e, até mesmo, estimular o crescimento pessoal e a autoestima desse amigo para que ele seja capaz de criar relações mais saudáveis.

Se tiver interesse de ler o artigo no site de origem clique aqui

domingo, julho 18, 2021

O que a demissão de Rogério Ceni do Flamengo ensina sobre liderança


No dia da estreia de Rogério Ceni como técnico do Flamengo (11/11/2020), escrevi um post na Oficina de Gerência intitulado "Rogério Ceni será submetido à Fórmula da Liderança".

No artigo eu disse que se Rogério não conseguisse dominar as variáveis da "Formula" (grupo dos jogadores,  situação do clube e ele próprio como líder)  ele não iria demorar muito. A fórmula da liderança é implacável; e não deu outra.  O técnico, ídolo do futebol brasileiro como jogador, foi, como que,  praticamente banido da Gávea.

Por quê? Ficou a pergunta no ar. Na minha avaliação como gestor, Rogério caiu porque não dominou nenhuma das variáveis da fórmula L=f (l, s, g): ele mesmo (líder), o plantel de atletas (grupo) e o ambiente de trabalho (situação). Para mim não foi nenhuma surpresa.

A explicação do Flamengo para a demissão do seu técnico foi  feita através de uma notinha curta e discreta que nem merece ser transcrita aqui porquanto não expressou a verdade dos fatos.  Apenas transmite que ele não foi demitido, foi é “retirado às pressas”.

Rogério saiu do Flamengo com um retrospecto de, em 44 jogos, haver vencido 23, empatado  11 e perdido 10. Nesse breve período conquistou o Brasileirão de 2020, a Supercopa do Brasil 2021 e o Campeonato Carioca de 2021. Ás vésperas da demissão 

Pelo que está aí, não foi por deficiência técnica que o comandante do time foi afastado. O que se sabe é que Rogério foi "detonado" internamente.  Dias antes da sua demissão, em um áudio "vazado", um funcionário de alto escalão administrativo no departamento de futebol do clube, falou cobras e lagartos do Rogério Ceni. Veja abaixo a transcrição de um trecho do áudio: 

[...] "Cara, ele é uma pessoa ruim. Não tem outra definição. É uma pessoa ruim. O cara é perdido, faz m***, critica departamentos. Ele não tem respaldo do pessoal de cima, deixa ele meio perdido aqui. Mas ele está lá há quase um ano já, ele nunca se interessou em sentar-se com o pessoal da análise de desempenho, que são os caras de tática e tal, para ver quais são os processos, o que que faz. Ele nunca se interessou em sentar-se no nosso departamento, virar e falar: "gente, estou precisando de pessoas, de jogadores, de um cara assim, o que vocês têm? Me ajudem"  [...].

Se estiverem interessados em ouvir o áudio inteiro clique aqui . 

Esse foi o estopim da crise. O funcionário foi demitido sumariamente e Rogério, alguns dias depois, de madrugada, em meio a uma campanha de tropeços no Brasileirão e  às imensas reclamações da torcida e de dirigentes do Flamengo. 

Rogério desagradou A todos porque não soube se ajustar ao "ambiente" do clube, o que cá pra nós, é muito, muito complicado para um cara que tem apenas 4 anos de profissão; e trajetória  como técnico, diga-se de passagem, meio tumultuada com demissões no São Paulo e Cruzeiro, apesar do sucesso com o Fortaleza.

Deve ter aprendido que liderança de sucesso não depende apenas de si mesmo.  Foi uma dura lição, mas deve se recuperar porque tem uma base boa e o respaldo (que ajuda muito) de conhecer o meio como grande ídolo que foi do São Paulo

Para completar este comentário, sugiro que leiam o excelente artigo abaixo, que transcrevi do site da revista Exame. Foi o melhor texto que li sobre a demissão do Rogério, analisada à luz dos princípios da liderança e da gestão.  Recomendo que os jovens executivos em princípio de carreira leiam e guardem a boas lições ele evoca.




O que a demissão de Rogério Ceni do Flamengo ensina sobre liderança

Com passagens no comando do próprio São Paulo, Fortaleza e Cruzeiro, Rogério Ceni ainda tem pontos de amadurecimento como líder, na visão de especialista em carreira

Ele foi um sucesso inegável dentro dos campos de futebol, protegendo o gol do time São Paulo. Já na liderança dos times, a excelência de Rogério Ceni não é a mesma. Com cerca de quatro anos de carreira como técnico, o ex-goleiro foi demitido na madrugada deste sábado pelo Flamengo.

Como jogador, ele foi o nome que atuou mais tempo com a camisa do clube paulista, recebeu prêmios de melhor goleiro e estava na seleção brasileira durante a Copa de 2002.

Na madrugada deste sábado, às 2h46, o clube rubro-negro informou que ele estava de fora do comando do time. Informações dos bastidores afirmam que a sexta-feira foi intensa nas reuniões da diretoria rubro-negra, segundo apuração de sites especializados como o Globo Esporte.

Rogério Ceni foi contratado em novembro de 2020 e teve seu contrato encerrado antes de completar um ano. Ele não teria resistido aos resultados ruins do início Brasileirão e ao clima interno ruim.

Com passagens no comando do próprio São Paulo, Fortaleza e Cruzeiro, Rogério Ceni ainda tem pontos de amadurecimento como líder que precisariam acontecer para o sucesso à frente de um time como o Flamengo. Esta é a visão do CEO da consultoria Mappit, Rodrigo Vianna, que também é especialista em carreira e ex-jogador de futebol.

"Essa demissão não aconteceu da noite para o dia. Ela culminou na madrugada, na calada da noite, em virtude de um fato recente que foi o vazamento de um áudio de um profissional da área de gestão da companhia. Como nas empresas, muitos dos processos de saída de CEOs não são da noite para o dia. Fatos foram acontecendo que culminaram numa situação em que não havia mais sustentação da figura do Rogério como líder, mas isso não significa que ele não tinha uma boa relação com os jogadores", explica Rodrigo.

Ao fazer um paralelo com executivos de fora do ramo esportivo, Rodrigo Vianna destaca também que a carreira de Rogerio Ceni como técnico está no início.

"Muitas vezes quando você é diretor de empresa, por exemplo, e tem uma carreira indiscutível, não significa que sendo CEO você vai ter uma carreira tão indiscutível quanto. Isso porque a posição de CEO precisa de aprendizado constante, construção de relação. Não é porque o cara chegou onde chegou que deve achar que pode deixar de aprender", opina. "Quanto mais você cresce, mais importante são as relações e a união das pessoas em prol de um objetivo".

Na visão do especialista em carreira, o papel de um técnico e de um profissional com a posição de um CEO, por exemplo, é de o de reger uma orquestra, criar harmonia entre as posições e fazer alterações quando necessário para corrigir falhas.


Para Rodrigo, a demissão de Ceni provou que não era isso o que vinha acontecendo no Flamengo. Na visão dele, faltou para o ex-goleiro algum amadurecimento e tempo à frente das equipes pelas quais passou antes de abraçar o comando de um time do porte do rubro-negro.

"A gente não pode passar muito rápido por alguns etapas porque senão não nos preparamos. Ele sai do futebol e se torna técnico do São Paulo. Será que naquela época ele já estava preparado para ser técnico? Naquele momento, talvez não. Acho que ele poderia ter passado por outros clubes menores, como ele fez depois, indo para o Fortaleza, onde ele foi muito bem. Ele sai do São Paulo quase demitido, tem um bom resultado no Fortaleza e aí vai para o Cruzeiro".

No caso do clube mineiro, Rodrigo afirma que faltou para o técnico entender que o time estava fraco e acabou sendo demitido pela falta de sintonia com o time. Depois disso, o ex-goleiro volta para o Fortaleza até que surge a oportunidade do Flamengo.

"O Flamengo é um time que vinha muito bem treinado pelo Jorge Jesus. O Rogério chega lá como um cara que eventualmente acha que sabe bastante. Acho que faltou para ele ouvir, para fazer com que o time andasse melhor. Esse é um grande erro que acontece com executivos que chegam a posições de comando também. É preciso envolver envolver as pessoas, fazer as conexões e aí depois tomar as decisões"  (Rodrigo Vianna, CEO da Mappit e especialista em Carreira)

Teria faltado para o técnico, na avaliação de Rodrigo, a capacidade de gerar engajamento em toda a comunidade do clube e senso de pertencimento. Rodrigo ressalta que a falta de comunicação entre o time de gestão e inteligência do Flamengo - responsável por monitorar a performance dos jogadores - foi um dos pontos crucias para a relação ter azedado. Sem uma boa relação entre esse time do clube e o técnico, "não tem como dar certo", na visão de Rodrigo.

sábado, julho 17, 2021

Variante Delta: o que sabemos sobre a nova cepa do coronavírus?

Você, certamente, já ouviu falar sobre a "Variante Delta" do Corona Virus, mas conhece, exatamente, todas as informações que precisa saber? Tenho (quase) certeza que a resposta é negativa.

Assista ao vídeo (abaixo) produzido pelo Estadão sobre o que se sabe a respeito da "variante Delta" (antiga cepa da Índia), que já se apresenta preocupante em vários países do planeta, incluindo o Brasil.

Trago esta informação ao blog da Oficina de Gerência por considerar que é de extrema utilidade pública. O vídeo é muito bem produzido e traz a marca do Estadão, que por si só já o credencia pela alta qualidade.






Este vídeo está inserido Na coluna de Fernando Reinach no site do Estadão/Ciência. Se quiser conhecer todo o artigo que tem o título de "Será o final da pandemia? Não temos dados para saber o que ocorre no 2º semestre" clique aqui.


quarta-feira, julho 14, 2021

Críticas? Saiba ouvi-las, mas não as troque pela intuição.

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Já lhes aconteceu algumas vezes deixar de assistir determinado filme que lhes tenha chamado a atenção por conta de ter lido uma crítica desfavorável a ele? Se a resposta for negativa considerem-se felizardos ou então não dão muita bola para os conhecidos críticos profissionais.
Ainda outro dia comigo aconteceu que vi o trailer de um filme e resolvi que iria assisti-lo na primeira oportunidade. Como curioso que sou sobre o assunto procurei ler alguma coisa sobre o filme. As críticas eram todas desabonadoras. Perdi a vontade de ver o tal filme, pois não há nada pior do que entrar em um cinema e descobrir que o filme não corresponde à expectativa.

Eis que saí com a família para assistir um filme e o escolhido foi exatamente o tal. Para não ser estraga prazer calei-me e lá fui eu assisti-lo com o máximo da má vontade.  O resultado foi que o filme me agradou demais e recomendei-o a vários amigos.  Depois dessa passei a ter mais cuidados ao escolher as fontes de informação sobre os filmes que me chamavam a atenção.

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A
ssim também acontece aqui, na vida real. Muitas vezes deixamos de agir ou nos omitimos por conta da opinião dos "críticos". Eles estão em toda parte. À nossa volta no trabalho, na família, na turma, no clube e onde quer que estejamos. A maioria é bem intencionada, mas continua sendo crítica. Já prestaram atenção nisso? Não? Nem sempre? Ás vezes, talvez? Mas não se preocupem, pois tudo isso faz parte de nosso modo de ser, humanos que somos. Críticos por natureza (bem, pelo menos a maioria de nós).

Com essa conversa toda quero chamar a atenção sobre nos deixarmos levar facilmente pela opinião (ou palpite) de terceiros. Principalmente quando nosso "instinto" ou intuição nos dizem o contrário.  No mundo corporativo é comum que os seus “habitantes” com funções de comando, estejam permanentemente submetidos às pressões das críticas e das incertezas. Sabe-se que quanto mais  evoluímos na carreira mais aumenta a legião dos bajuladores e dos censores à nossa volta. Saber administrar este cipoal de "assessores" é uma das habilidades mais importantes que o candidato ao sucesso deve desenvolver.

Na minha vida profissional nunca fui muito inclinado a seguir o caminho das críticas. Ouvi-las? Sim, aceitá-las? Bem... depende. Tomei muitas decisões contrariando "conselheiros" e outras tantas os ouvindo e aceitando suas ponderações. Contudo, observando meu passado em um radar, posso atestar que dificilmente terei deixado de agir ou tomar decisões - se minha intuição as indicassem como corretas e viáveis - por conta de opiniões contrárias ou críticas de terceiros. Talvez esse possa ter sido (eu disse talvez...) um dos diferenciais para que conseguisse atingir meus objetivos com êxito. 


Esta é a mensagem deste texto. Desenvolvam senhores – se pretendem evoluir em suas vidas profissionais (e pessoais também) – a competência e o talento para saber pesar e sopesar as críticas que venham a receber. Alerto logo, não é fácil ouvir críticas. E nem é agradável. As pessoas que se propõem ao sucesso têm, por comum elevada autoconfiança associada a uma não menos irradiante autoestima; e por conta dessas características não convivem bem com censuras, recriminações ou desaprovações. Todavia são elas as maiores responsáveis pelo feedback que recebemos de nossos desempenhos, acertos e erros. E quem quer que queira subir na vida tem que estar aberto e até provocar avaliações, juízos, julgamentos e opiniões sobre suas decisões, objetivos e planos. O que não se recomenda é que estes parâmetros não se sobreponham à experiência, à intuição e ao discernimento.

Este post foi originalmente publicado em 2012, quase na data de origem do blog. Modéstia à parte, considero que é um dos melhores artigos que escrevi e foi muito visitado à época. Confesso que o havia esquecido. Passeando pelos arquivos da Oficina de Gerência o vi e lembrei dele. Na releitura confirmei sua atualidade e resolvi republicá-lo hoje. Espero que estejam de acordo comigo.


 

sexta-feira, julho 09, 2021

9 de julho - Revolução Constitucionalista de 1932

São Paulo está vivendo hoje (9 de julho)  o feriado que evoca um movimento histórico levado a efeito pelo povo paulista em 1932. 

Falo da Revolução 
Constitucionalista que uniu o Estado de São Paulo em torno de uma reação política , armada, contra o Governo  Provisório de Getúlio Vargas que havia tomado o poder através de um golpe de estado  dois anos antes (1930) depondo o presidente Washington Luiz. 

O paulista Júlio Prestes foi eleito , mas não tomou posse (clique aqui) fato que encerrou um período da História do Brasil chamado de República Velha.

Esse foi um dos períodos mais conturbados da nossa história politica com dois golpes de estado consecutivos, movimentos rebeldes com o "Tenentismo"  e um período  de ditadura  denominado de Estado Novo liderado pelo presidente Getúlio Vargas.

Pela riqueza histórica do movimento constitucionalista em São Paulo, que não durou três meses de resistência, a data de 9 de julho foi  transformada em feriado no Estado em 1997 pelo então governador Mário Covas e é respeitada em todo o Brasil .

Para fazer jus à data coloquei uma série de imagens alusivas ao movimento de São Paulo que empolgou todo o grande Estado brasileiro e trouxe consequências importante para a História do Brasil. Veja abaixo

 Se estiver interessado nessa fascinante etapa da história brasileira clique aqui e pesquise mais no Google.



"Nesta sexta-feira, dia 9 de julho, a Revolução Constitucionalista de 1932 completa 89 anos. A resposta dos paulistas ao autoritarismo iniciado no golpe de 1930, que deu início à era de Getúlio Vargas, geraram efeitos que são sentidos até hoje, mesmo que o patriotismo regional tenha diminuído.

Em 24 de outubro de 1930, o presidente Washington Luís foi deposto, e o eleito para os próximos anos de mandato, o paulista Júlio Prestes, exilado. Em 3 de novembro daquele ano, Getúlio Vargas assumiu o chamado Governo Provisório, colocando fim à República Velha, conhecida pela famosa política do café com leite: soberania das oligarquias de São Paulo e Minas Genais. Fato ficou conhecido como Golpe de 1930 ou Revolução de 1930.

Vargas, porém, demorou a organizar uma Assembleia Constituinte, fechou o Congresso Nacional e nomeou interventores (governadores) aos Estados, condutas de centralização de poder. O interventor de São Paulo não agradou aos paulistas.

A população de São Paulo não se contentou com os rumos do Governo Provisório. As mortes dos jovens Martins, Miraguaia, Dráuzio e Camargo (MMDC), em 23 de maio de 1932, durante confronto com forças do governo federal, foi o estopim da revolta paulista. Em 9 de julho, os revolucionários decidiram pegar em armas e repelir as forças federais. Eram cerca de 35 mil soldados do lado constitucionalista contra 100 mil varguistas. (continue a ler clicando aqui no site da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo)"










Se quiser ver mais imagens referentes ao tema é só clicar aqui

segunda-feira, julho 05, 2021

Decisões emocionais são inteligentes?



Vamos falar em Inteligência emocional? Desta vez a abordagem é mais sofisticada, pois envolve o comportamento das pessoas ao tomar decisões... sob estresse.

Alguém poderá pensar que decisões e estresse são irmãs ou pelo menos, primas. Ai eu direi, depende... Primeiramente pergunte-se emoções e decisões andam sempre de mãos dadas. O que você acha? Se disser que sim, estará equivocado, em parte, porque nem sempre elas andam assim... tão ligadas. 

Diria que as emoções tendem a fazer parte das ações de decidir, mas você pode (e deve) buscar - por pior que seja o cenário - tomar decisões sem se estressar. Como? É que está colocado no excelente artigo abaixo.

O texto está sob o selo da Universia Knowledge @ Wharton o que, por si só, já o credencia como digno  da melhor leitura. O artigo é produzido por um pesquisador residente da Wharton University (clique no logotipo abaixo) e descreve uma pesquisa sua sobre "tomar decisões inteligentes de forma emocional".

Se tiver interesse no tema prossiga com a leitura pois - certamente - vai compreender como esse processo funciona e pode ser absorvido pela sua experiência. 

Recomendo a leitura para os tomadores de decisão e principalmente aqueles que têm que agir sob pressão e estresses.

Bom proveito.



Clique aqui e visite a home page da Universidade

As coisas estão uma loucura de manhã em casa e seu cônjuge está furioso com você. Irritado, você bate com força a porta do carro e sai em disparada para o trabalho onde uma tarefa importante o aguarda.

Sua capacidade de ignorar a situação em casa e de se concentrar no trabalho que tem em mãos é facilitada por sua compreensão emocional. É uma forma de inteligência emocional, conforme explica Jeremy Yip, professor e pesquisador residente da Wharton. Saber compartimentar permite à pessoa identificar o que a está incomodando preservando à parte, ao mesmo tempo, outros fatores que nada têm a ver com o problema, diz Yip.

Contudo, será que pessoas com níveis elevados de  inteligência emocional são capazes de dar um passo à frente e correr riscos não associados àquilo que as está estressando? Sim, diz Yip, cuja pesquisa "Tomando decisões inteligentes de forma emocional: a capacidade de compreender as emoções reduz o efeito da ansiedade incidental na hora de correr riscos [The Emotionally Intelligent Decision-Maker: Emotion Understanding Ability Reduces the Effect of Incidental Anxiety on Risk-taking], foi publicada no Psychological Science. Stéphane Côte, coautora do estudo, é professora de comportamento empresarial e de gestão em recursos humanos na Universidade de Toronto.

O estudo mostra que as pessoas com níveis baixos de compreensão emocional permitem que fatores alheios ao seu estresse as torne mais adversas ao risco, ao passo que indivíduos com níveis de compreensão emocional mais elevados são mais inclinadas a se arriscar. "Ao identificar a fonte de suas emoções, pessoas com inteligência emocional elevada percebem se suas emoções são irrelevantes, ou não,  para as decisões que precisam tomar", observa Yip. "Como consequência, não experimentam aquele efeito de transbordamento. Elas poderão se sentir ansiosas, mas não permitem que isso transborde negativamente para sua decisão."

Na primeira experiência do estudo, os pesquisadores aplicaram em 108 estudantes da Universidade de Toronto o Teste de Inteligência Emocional Mayer-Salovey-Caruso, que mede os coeficientes de inteligência emocional.

Os participantes foram então divididos em dois grupos. Um recebeu uma tarefa que incitava a ansiedade: preparar um discurso em um minuto. Para aumentar a pressão, os membros do grupo foram informados de que seriam filmados, e que o filme seria exibido posteriormente a seus colegas da universidade que estudavam os ambientes acadêmicos e sociais.

(Concluído o teste, os participantes foram informados de que, no fim das contas, não haveria discurso algum).

O outro grupo recebeu uma incumbência relativamente confortável: deveria preparar uma lista de compras. Como remuneração, os participantes de ambos os grupos tinham duas escolhas distintas: receber US$ 1 ou arriscar a possibilidade de uma em dez chances de receber US$ 10.

No caso dos que receberam a tarefa de escrever um discurso, quem teve poucos pontos no teste de inteligência emocional fez a escolha mais arriscada — aceitou disputar os US$ 10 — apenas durante 16,7% do tempo. Os de nível de inteligência emocional mais elevado, por sua vez, optaram pela opção mais arriscada 48,3% do tempo.

No caso das pessoas que receberam a tarefa mais descontraída de fazer uma lista de compras, e que funcionavam como grupo de controle, os resultados foram muito mais próximos, a despeito do grau de inteligência emocional de cada participante.

"Conforme era esperado, houve um efeito negativo de ansiedade incidental no tocante aos riscos entre os indivíduos com baixa capacidade de compreensão emocional, porém não houve efeito algum entre indivíduos com capacidade mais elevada", disseram os autores.

Preocupar-se ou não?

A segunda experiência tinha como objetivo verificar se as pessoas com entendimento emocional em menor grau poderiam ser impelidas a fazer as mesmas escolhas arriscadas de seus colegas com mais entendimento emocional.

A experiência começou de forma muito parecida com a primeira: todos foram submetidos ao teste de Mayer-Salovey-Caruso para medir sua inteligência emocional. Em uma sessão experimental à parte, os 132 participantes tinham de preparar mentalmente um discurso ou uma lista de compras.

Desta vez, porém, cada grupo foi subdividido em duas alas. Uma não recebeu nenhuma outra informação a mais; a outra foi avisada que deveria se sentir preocupada, porque fazer um discurso é uma tarefa que, naturalmente, provoca ansiedade, ou que deveria ficar tranquila porque fazer uma lista de compras não é nada estressante. Esses passo, segundo Yip, foi pensado com o propósito de proporcionar um pouco de inteligência emocional para aqueles a quem ela não ocorre com naturalidade.

Os participantes tinham a opção de fornecer seu e-mail para obter mais informações a respeito de uma clínica onde receberiam uma injeção contra gripe. A informação de que dispunham era de que se não a tomassem, o risco era maior, porque as chances de adoecer aumentavam.

Entre os que não receberam estímulo algum, os resultados foram muito parecidos com os da primeira experiência. Dentre os que foram encarregados de escrever um discurso, 7,3% dos que tinham inteligência emocional inferior fizeram a escolha arriscada, enquanto 65,9% dos tinham inteligência emocional elevada fizeram a escolha arriscada. Mais uma vez, os que foram incumbidos de fazer uma lista de compras fizeram escolhas semelhantes a despeito do seu grau de inteligência emocional.

Yip ressalta que optar por não receber a informação sobre a clínica que aplicava injeção contra gripe não era necessariamente a melhor escolha, tão-somente mais arriscada — e que esses participantes que demonstravam níveis mais elevados de inteligência emocional estavam mais inclinados a pôr de lado o estresse associado ao discurso e a optar pela escolha mais arriscada. "Não queremos de modo algum afirmar que pessoas emocionalmente inteligentes evitam as injeções contra gripe", observa Yip.

Os pesquisadores descobriram que no caso daqueles que receberam a informação de que escrever um discurso era uma experiência naturalmente mais estressante, os resultados foram muito mais próximos. Os que tinham menor grau de inteligência emocional fizeram a escolha mais arriscada 46% do tempo, e os de inteligência emocional mais elevada fizeram a escolha arriscada 49,8% do tempo.

"Ao analisar a fonte das emoções e descobrir que elas, na verdade, não estão relacionadas com as decisões que estamos tomando, podemos tomar decisões mais isentas", ressalta Côté, acrescentando que esses princípio pode ser aplicado a várias situações diferentes, quer se trate de uma decisão sobre qual carreira seguir, como investir dinheiro ou que candidato à vaga de trabalho existente contratar.

De acordo com Côté, a forma como reagimos a experiências estressantes tem muito a ver com influências recebidas dos pais. As crianças aprendem a se tornar emocionalmente inteligentes quando seus pais discutem as emoções e fazem perguntas do tipo: "Por que você tem medo?", diz. Esses pais orientam também sobre como responder a essas perguntas. Côté acrescenta que os adultos podem ser treinados  em inteligência emocional por meio de princípios semelhantes, embora não haja ainda provas que respaldem tal ideia.

Yip diz que as pessoas podem aplicar a pesquisa àqueles momentos em que deparam com o risco através de três perguntas: "Como me sinto neste momento? O que me leva a me sentir desse modo? Quais são meus sentimentos em relação à decisão que preciso tomar?" Portanto, quando confrontado com decisões de investimentos, como escolher entre títulos seguros do governo e ações arriscadas, será uma escolha emocional inteligente deixar a conta de um conserto inesperado, ou a possibilidade de perder um voo, fora da análise. "Emoções trazem informações", diz Yip, embora os dados das emoções nem sempre sejam úteis à decisão a ser tomada.

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