15/10 - DIA DO PROFESSOR

15/10 -  DIA DO PROFESSOR
O Dia dos Professores é comemorado no Brasil anualmente em 15 de outubro. A data foi criada para homenagear esses profissionais que dedicam suas vidas à transmissão do conhecimento e ao desenvolvimento da educação no nosso país. Trata-se de um feriado escolar e não faz parte do calendário oficial como feriado nacional ou ponto facultativo. Portanto, é prerrogativa das escolas não ofertarem aula neste dia. O dia 15 de outubro foi escolhido para comemorar o dia do professor, pois em 15 de outubro de 1827, Dom Pedro I, Imperador do Brasil, decretou uma Lei Imperial responsável pela criação do Ensino Elementar no Brasil (do qual chamou “Escola de Primeiras Letras”), e através deste decreto todas as cidades deveriam ter suas escolas de primeiro grau. A comemoração começou em São Paulo, onde quatro professores tiveram a ideia de organizar um dia de parada para celebrar esta data, e também traçar novos rumos para o próximo ano. Esta data foi oficializada nacionalmente como feriado escolar através do Decreto Federal nº 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto define a razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia dos Professores, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias". A nível internacional, o Dia Mundial dos Professores é celebrado anualmente em 5 de outubro.

domingo, dezembro 28, 2014

Papa Francisco jogou duro com os Cardeais da Cúria Romana.


http://3.bp.blogspot.com/-LnkIxCFjriQ/UacLwRUQrJI/AAAAAAAACvA/fB5NFBNe0jM/s1600/Papa+Francisco.jpg



O Papa Francisco está provocando verdadeiros tsunamis na Cúria Romana. Além das muitas mudanças que está levando a efeito nas relações do Vaticano com o seu próprio público interno, o Papa está alterando a face da Igreja para o resto do mundo com iniciativas e ações que eram impensáveis sob o comando dos dois papas anteriores. Vide, por exemplo, a reaproximação da Igreja com outras religiões, a intervenção transparente no Banco do Vaticano e recentemente o trabalho diplomático feito na reaproximação dos Estados Unidos e Cuba.
No último dia 22 o Papa deu uma nova e vigorosa sacudidela na Cúria. Ao receber em audiência os cardeais, bispos e altos funcionários da Cúria Romana para os tradicionais votos de Boas Festas o Santo Padre, no seu discurso surpreendeu a todos ao se referir às quinze doenças da Cúria. Ao apontar estas quinze doenças ou tentações o Papa Francisco esclarece que não dizem respeito apenas à Cúria Romana mas são um perigo para qualquer cristão, diocese, comunidade, congregação, paróquia e movimento eclesial.

Com uma lucidez dos mais tarimbados executivos o Papa listou os pontos que poluem não só a Cúria do Vaticano, mas todas as comunidades e organizações corporativas que existam na face da terra. E criou algumas expressões que certamente serão muito utilizados pelos palestrantes e autores de assuntos motivacionais e corporativos. Vejamos alguns da lista que está detalhada no artigo abaixo que transcrevi do site da Rádio Vaticano: "Martalismo" - "Alzheimer espiritual" - "Esquizofrenia existencial" e "Cara fúnebre".
Além dessa novidade o Papa citou entre seus quinze pontos alguns já conhecidos que quem vive o universo corporativo como, por exemplo, "excessiva planificação" - "Má Coordenação" - "Mexericos" - "Círculos fechados" e "Cortejar os chefes". Não é notável?
Francisco foi duríssimo com seus cardeais. Não poupou palavras e deu um verdadeiro esporro nos seus próprios eleitores. Leiam como ele diagnosticou aqueles que têm a doença da "Esquizofrenia Existencial: “vivem uma vida dupla fruto da hipocrisia típica do medíocre e do progressivo vazio espiritual que licenciaturas e títulos acadêmicos não podem preencher”.  E dos Mexericos (nossa tradicional fofoca) o que ele disse? "Nunca é demais falar desta doença. Podem ser homicidas a sangue frio. É a doença dos velhacos que não tendo a coragem de falar diretamente falam pelas costas. Defendamo-nos do terrorismo dos mexericos";

Dá para imaginar ódio que o Papa Francisco despertou nos poderosos cardeais da Cúria Romana! As reações ainda estão por vir. Como tudo que acontece (ou acontecia...) naquela corporação as oposições e resistências serão veladas e silentes. É a fama do Vaticano. Tomara que não aconteça!
Mas vamos ao que nos interessa. Recomendo a todos os "habitantes" dos mundos corporativos que leiam com atenção os quinze pontos elencados. Raramente se verá novamente uma autoridade do porte do Papa e um Chefe de Estado que ele também o é, divulgar para o mundo as mazelas ou “doenças” (como ele mesmo definiu) com tanta abertura. Que sirva de exemplo para todos quantos exercem posição de comando, conhecem as “doenças” de suas corporações e não têm coragem de enfrentá-las.



(22/12/2014) 
O Papa Francisco recebeu em audiência na Sala Clementina os membros da Cúria Romana para os tradicionais votos de Boas Festas. No seu discurso o Santo Padre referiu as quinze doenças da Cúria convidando todos a pedirem perdão a Deus que “nasce na pobreza da gruta de Belém para nos ensinar a potência da humildade”. O Papa pede um verdadeiro exame de consciência na preparação do Natal.

Ao apontar estas quinze doenças ou tentações o Papa Francisco esclarece que não dizem respeito apenas à Cúria Romana mas são um perigo para qualquer cristão, diocese, comunidade, congregação, paróquia e movimento eclesial.

O Papa Francisco observou que “seria belo pensar na Cúria Romana como um pequeno modelo de Igreja, ou seja, como um corpo que tenta seriamente e quotidianamente de ser mais vivo, mais são, mais harmonioso e mais unido em si próprio e com Cristo.”

O Santo Padre afirmou ainda a Igreja não pode viver sem ter uma relação vital, pessoal e autêntico com Cristo. “Vai nos ajudar o catálogo das doenças, na esteira dos padres do deserto” – afirmou o Papa Francisco que passou a apresentar as quinze doenças ou tentações:
  1. Sentir-se imortal ou indispensável – “Uma Curia que não faz auto-crítica, que não se atualiza é um corpo enfermo”. É o “complexo dos eleitos, do narcisismo”;   
  2. Martalismo – provêm de Marta – é a doença do excesso de trabalho – os que trabalham sem usufruírem do melhor. A falta de repouso leva ao stress e à agitação;
  3. A mentalidade dura – ou seja, quando se perde a serenidade interior, a vivacidade e a audácia e nos escondemos atrás de papeis, deixando de ser “homens de Deus”;
  4. A excessiva planificação – “quando o Apóstolo planifica tudo minuciosamente e pensa que assim as coisas progridem torna-se num contabilista”. É a tentação de querer pilotar o Espírito Santo;
  5. Má coordenação – quando se perde a comunhão e o “corpo perde a sua harmoniosa funcionalidade”;
  6. O Alzheimer espiritual – esquecer a história do encontro com Deus. Perda da memória com o Senhor. Criam muros e são escravos de ídolos.
  7. Rivalidade e vã glória – quando o objetivo da vida são as honorificiências. Leva-nos a ser falsos e a viver um falso misticismo.
  8. Esquizofrenia existencial – “vivem uma vida dupla fruto da hipocrisia típica do medíocre e do progressivo vazio espiritual que licenciaturas e títulos acadêmicos não podem preencher”. Burocratismo e distância da realidade. Uma vida paralela.
  9. Mexericos – nunca é demais falar desta doença. Podem ser homicidas a sangue frio. “É a doença dos velhacos que não tendo a coragem de falar diretamente falam pelas costas”. Defendamo-nos do terrorismo dos mexericos;
  10. Cortejar os chefes – Carreirismo e oportunismo. “Vivem o serviço pensando unicamente àquilo que devem obter e não ao que devem dar”. Pode acontecer também aos superiores;
  11. Indiferença perante os outros – quando se esconde o que se sabe. Quando por ciúme sente-se alegria em ver a queda dos outros em vez de o ajudar a levantar”;
  12.  Cara fúnebre – para ser sérios é preciso ser duros e arrogantes. “A severidade teatral e o pessimismo estéril são muitas vezes sintomas de medo e insegurança”. “O apóstolo deve esforçar-se por ser uma pessoa cortês, serena, entusiasta e alegre e que transmite alegria...”. “Como faz bem uma boa dose de são humorismo”;
  13. Acumular bens materiais – “Quando o apóstolo tentar preencher uma vazio existencial no seu coração acumulando bens materiais, não por necessidade, mas só para sentir-se seguro”;
  14. Círculos fechados – viver em grupinhos. Inicia com boas intenções mas faz cair em escândalos;
  15. O lucro mundano e exibicionismo – “quando o apóstolo transforma o seu serviço em poder e o seu poder em mercadoria para obter lucros mundanos ou mais poder.
O Papa Francisco concluiu o seu discurso recordando de ter lido uma vez que “os sacerdotes são como os aviões, fazem notícia só quando caiem...”. “Esta frase” – observou o Papa – “é muito verdadeira porque delineia a importância e a delicadeza do nosso serviço sacerdotal e quanto mal poderia causar um só sacerdote que cai a todo o Corpo da Igreja” 

http://pt.radiovaticana.va/news/2014/12/22/papa_%C3%A0_c%C3%BAria_doen%C3%A7as_e_tenta%C3%A7%C3%B5es_para_exame_de_consci%C3%AAncia/1115679