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Aldous Leonard Huxley (Godalming, 26 de julho de 1894 – Los Angeles, 22 de novembro de 1963) foi um escritor inglês e um dos mais proeminentes membros da família Huxley. Mais conhecido pelos seus romances, como Admirável Mundo Novo e diversos ensaios, Huxley também editou a revista Oxford Poetry e publicou contos, poesias, literatura de viagem e guiões de filmes. Passou a última parte de sua vida nos Estados Unidos, vivendo em Los Angeles de 1937 até sua morte, em 1963. No final de sua vida, Huxley foi amplamente reconhecido como um dos principais intelectuais de sua época. Ele foi nomeado para o Prêmio Nobel de Literatura sete vezes e foi eleito Companheiro de Literatura pela Royal Society of Literature em 1962. Huxley era humanista e pacifista. Ele cresceu interessado no misticismo filosófico e universalismo, abordando esses temas com obras como A Filosofia Perene (1945) - que ilustra semelhanças entre misticismo ocidental e oriental - e As Portas da Percepção (1954) - que interpreta sua própria experiência psicodélica com mescalina. Em seu romance mais famoso Admirável Mundo Novo (1932) e seu último romance A Ilha (1962), ele apresentou sua visão de distopia e utopia, respectivamente. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Aldous_Huxley}

 

terça-feira, 20 de agosto de 2024

Existir ou Existirem? Eis a questão!



Lá vamos nós mais uma vez. Aqui estão dicas de nossa língua escrita, dessa vez com o verbo existir no sentido de haver.

Em certa frase, perguntei se eu deveria escrever "existir" ou "existirem" com o sujeito no plural. Fui pesquisar e encontrei o que procurava em dois sites: no UOL Educação / Dicas de Português (um post de 2007) e outro link no site "Português de Verdade". 

O que aprendi é que o verbo existir nessa condição (sentido de haver) combina com o sujeito, na prática, é assim: se a relação estiver no plural, é "existirem" e no singular é "existir". Pelo menos foi isso que entendi. 

Por favor, leiam os dois textos e confiram.


Dicas de Português
Por Paulo Ramos

Apesar de existirem discos (ou existir discos?) Reportagem sobre discos rígidos de computadores:

- Apesar de existir discos com maior capacidade, o tamanho é ideal para a maioria dos usuários

Há na língua portuguesa verbos pessoais e impessoais. Os primeiros apresentam um sujeito, que concorda com o verbo. Alguns casos: os criminosos matam; os deputados votam; a sociedade se revolta. Como se vê, há sempre um sujeito.

Ocorre o contrário com os impessoais. Não há sujeito. Os verbos, por isso, ficam sempre no singular (à exceção de "ser", que concorda com o número ao qual se liga).

Essa distinção ajuda a explicar a frase que abre a coluna. "Haver", no sentido de existir, é verbo impessoal e fica no singular. Se fosse usado, o trecho ficaria assim:

- Apesar de haver discos com maior capacidade, o tamanho é ideal para a maioria dos usuários

"Existir", por outro lado, é verbo pessoal e concorda com o sujeito. Existe um disco, existem dois discos:

- Apesar de existirem discos com maior capacidade, o tamanho é ideal para a maioria dos usuários
 
 

Verbo haver no sentido de existir.

1 - Não mudaremos o país se não houver transformações profundas na Educação Básica.


Este haver está no sentido de existir, "se não existirem transformações..."


Poderíamos ficar tentados a flexionar o verbo haver de acordo com transformações, o que seria um erro, pois este é seu objeto direto, e não seu sujeito. Lembrando que sujeito é o elemento que se subordina (se sujeita, daí o nome) ao fato verbal, dando-lhe as flexões de número e de pessoa.


Então se não há sujeito na oração, não há que se falar em flexionar o verbo haver.


Não sei se perceberam, mas quando substituí o verbo haver pelo existir, eu o flexionei de acordo com transformações. Alguém sabe o porquê?


O verbo existir é um verbo intransitivo, ou seja, são verbos que possuem sentido completo, não necessitando de um objeto para complementar seu sentido. A simples oração "Existo." já passa uma informação completa.


Na frase "Não mudaremos o país se não existirem transformações profundas na Educação Básica.", transformações profundas não mais é objeto direto, agora passou a ser sujeito posposto ao verbo, devendo este (verbo) com aquele (sujeito) concordar. As transformações profundas estão sofrendo a ação de existir. E no haver? Neste transformações profundas é seu objeto direto, seu complemento verbal, necessário ao entendimento da mensagem passada pelo verbo haver, que sozinho não passa mensagem alguma.


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