||| 05 de maio DE 2026 ||| 3ª feira ||| Dia Mundial do Trânsito e da Cortesia ao Volante ||| "A cortesia é o maior feitiço político das grandes personagens". (Baltasar Gracián y Morales) |||

Bem vindo

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O Dia Mundial do Trânsito e da Cortesia ao Volante celebra-se anualmente a 5 de maio e tem como principal objetivo promover uma condução mais segura, responsável e respeitosa entre todos os utilizadores da estrada. Mais do que uma data simbólica, este dia serve como alerta para a importância de comportamentos que podem salvar vidas no trânsito. Segurança rodoviária em primeiro lugar A circulação nas estradas envolve diariamente milhões de pessoas — condutores, passageiros, peões e ciclistas. Por isso, a segurança rodoviária depende do comportamento de todos. Neste contexto, a data reforça a necessidade de: respeitar os limites de velocidade; cumprir a sinalização rodoviária; manter distância de segurança; usar corretamente os sinais de mudança de direção; evitar distrações ao volante, como o uso do telemóvel. A importância da cortesia ao volante A cortesia no trânsito vai além das regras de condução — envolve atitudes de respeito e cooperação entre os condutores. Ser cortês ao volante significa, por exemplo: ceder passagem quando necessário; evitar comportamentos agressivos ou competitivos; respeitar peões e ciclistas; manter a calma em situações de tráfego intenso; conduzir com empatia e atenção aos outros. condutor parado para peões atravessarem Campanhas de sensibilização Ao longo deste dia, são promovidas em vários países campanhas de sensibilização para a segurança rodoviária, envolvendo entidades públicas, escolas e associações. Estas iniciativas têm como objetivo: reduzir o número de acidentes nas estradas; prevenir comportamentos de risco; promover uma cultura de condução responsável; incentivar o respeito entre todos os utilizadores da via pública.


Sócrates (Alópece, c. 470 a.C. – Atenas, 399 a.C.) foi um filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga. Creditado como um dos fundadores da filosofia ocidental, é até hoje uma figura enigmática, conhecida principalmente através dos relatos em obras de escritores que viveram mais tarde, especialmente dois de seus alunos, Platão e Xenofonte, bem como pelas peças teatrais de seu contemporâneo Aristófanes. Muitos defendem que os diálogos de Platão seriam o relato mais abrangente de Sócrates a ter perdurado da Antiguidade aos dias de hoje. Através de sua representação nos diálogos de seus estudantes, Sócrates tornou-se renomado por sua contribuição no campo da ética, e é este Sócrates platônico que legou seu nome a conceitos como a ironia socrática e o método socrático (elenchus). Este permanece até hoje a ser uma ferramenta comumente utilizada numa ampla gama de discussões, e consiste de um tipo peculiar de pedagogia no qual uma série de questões são feitas, não apenas para obter respostas específicas, mas para encorajar também uma compreensão clara e fundamental do assunto sendo discutido. Foi o Sócrates de Platão que fez contribuições importantes e duradouras aos campos da epistemologia e da lógica, e a influência de suas ideias e de seu método continuam a ser importantes alicerces para boa parte dos filósofos ocidentais que se seguiram a ele. [https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates]


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O choro do tenente... E a perda do seu Momento Decisivo.

Tenente do caso da Providência chora ao falar da família. Ele contou que resolveu dar susto nos jovens e os levou à Mineira.
(Manchete à época da tragédia)
Em 05/07/2008 publiquei um post - que reproduzo parcialmente agora - sobre um episódio que chocou (se é que isso é possível...) a sociedade do Rio de Janeiro e do Brasil. Refiro-me à morte dos três jovens que foram "entregues" por um grupo de militares do Exército - que patrulhavam o morro da Providência - aos traficantes de um morro rival, o da Mineira. Os três rapazes foram massacrados. Houve farto noticiário (clique no link e rememore o episódio) sobre o assunto. Na época o comportamento do líder da patrulha de militares - um jovem tenente do Exército - foi objeto de julgamento e principalmente seu choro convulsivo durante o depoimento.
Esse post foi um dos mais visitados no blog (mais de 2.500 acessos). Por esse motivo resolvi trazer o tema ao momento atual do blog e abordar um conceito que gosto muito de repassar aos meus amigos e leitores e que intitulo de "Momento Decisivo".
Para tanto vou fazer algumas considerações sobre o caso do tenente Vinicius. Para melhor entendimento peço que leiam a reportagem com a descrição dos fatos e atualize-se clicando aqui. 
A atitude e o comportamento
Vou comentar sobre a “atitude” – corporativa - do tenente Vinicius que era o líder (???) da patrulha. Ele, desobedecendo ao seu próprio código de honra, se dirigiu aos traficantes do morro da Mineira para entregar pessoalmente os três rapazes que, ato contínuo, foram trucidados pelos bandidos.
No depoimento o jovem tenente chorou convulsivamente. Coloquei fotos exibindo o momento de surpresa e constrangimento gerais no ambiente do interrogatório. Um pranto terrível. Saído do mais profundo da alma. Na verdade, um grito desesperado.
Terá sido um choro de arrependimento? Ou de medo? Ou ambos? Quem poderá dizer? Tenho minha opinião, mas prefiro não expressá-la. Procuro não fazer ilações quando os temas envolvem comportamentos complexos do ser humano. O que eu quero destacar é o comportamento do tenente Vinicius, como líder que era naquela situação e pergunto:
O que levou um oficial do exército, comandando um grupo de subordinados a "visitar" o território de traficantes de drogas, bandidos e assassinos para levar pessoas que - sabidamente - seriam, no mínimo, brutalizadas? Ele disse que entregou os três rapazes porque eles o "desrespeitaram" e queria que tomassem... Um "susto"... Meu Deus! . 

A trágica decisão
Pelo que está nos jornais a decisão de levar os jovens para os seus cruéis destinos foi dele, exclusivamente. Tudo indica que o tenente se irritou com a "falta de respeito" dos rapazes que já tinham sido presos, interrogados e liberados pelo comandante do tenente Vinicius.
Ao invés de levá-los ao seu destino mudou as ordens que recebera e tomou a funesta decisão que ocasionou o bárbaro crime. Encerrou sua carreira, as de seus subordinados e - certamente - com o futuro que planejara para si. Destruiu-se. Deverá ter sido esta visão aterradora, dantesca, que o levou a chorar de forma tão desesperadora.
 

Poder em mãos erradas

Gostaria, mesmo, de dizer que seu ato - inclinado como estou, a crer que o motivo dele, tenente, tenha sido mesmo "dar uma lição" naqueles que "não mostraram respeito com sua autoridade" - foi fruto de sua pouca experiência de vida - com apenas, 25 anos - agravada pelo "poder" do qual estava investido naquele momento. Um poder de vida e morte, literalmente, como se comprovou.
Desnecessário comentar o que se passa na cabeça de um homem, com autoridade militar em zona de guerra (ali era uma, sem dúvida), armado e... Com 25 anos; com o agravante (refiro-me à maturidade) de ter vivido mais da metade deles dentro de colégios, academia e quartéis militares.  

A responsabilidade
Como oficial do Exército Brasileiro o tenente foi preparado para liderar e nas situações mais difíceis como as de guerra. Conhece, como todos os seus colegas, os códigos de honra e de disciplina que são ministrados, exaustivamente, na Academia de Agulhas Negras e em todas as unidades por onde terá servido. 
Recuso-me a aceitar que o Exército do Brasil não esteja preparando corretamente seus oficiais. Por isso não responsabilizarei – embora seja visível – a inexperiência de vida do tenente Vinicius (e a dos demais participantes, soldados e sargentos, todos muito jovens) pela decisão fatídica e o trágico final. Isto fica para os estudiosos do comportamento humano. 

O veneno da arrogância
O meu objetivo, primordial, ao produzir este comentário é dirigir-me aos jovens líderes ou aqueles que estejam se preparando para assumir funções de responsabilidade. Alertá-los para possam meditar, profundamente, sobre o choro do tenente.
No mundo real, principalmente nas empresas, nas corporações, são muitas e diversas as oportunidades para "exercitarmos a nossa arrogância". Ali, naquele universo, os atos de prepotência não aniquilam vidas humanas de forma tão bárbara. Não! Absolutamente não! O fazem de maneira mais sutil...
No mundo corporativo os espasmos de arrogância, como os do tenente Vinicius, liquidam carreiras brilhantes, extinguem oportunidades de promoções, degradam o amor-próprio das suas vítimas, humilham os espíritos dos oprimidos. Atingem famílias e destroem - às vezes literalmente - suas vidas. Portanto senhores, cuidado com o cultivo de suas arrogâncias! 

Os antídotos
A arrogância, já escrevi aqui mesmo no blog, é o mais cruel dos maus sentimentos (leiam Reflexão sobre a Arrogância e A sempre velha e surrada "Arrogância do Poder".). 
Nada mais insinuante, mais insidioso, envolvente. A arrogância é silenciosa e fascinante, é filha da prepotência e irmã do sucesso e do falso amor próprio. Companheira fiel da vaidade. Não pede licença para se apresentar. Conheço-a de perto, como líder e também como sua"vítima". 
São antídotos para a arrogância:
  • O discernimento e o juízo;  
  • A moderação e a ponderação;
  • A prudência, o prumo e a reflexão; 
  • A sabedoria, a sensatez e a temperança. 
Difícil, mas não impossível, que aos 25 anos estas qualidades já estejam gravadas nos comportamentos e atitudes de qualquer pessoa.
Portanto, ocupantes e candidatos ao sucesso e às posições de poder e liderança, atenção para não se tornarem vítimas de um choro como este, do infeliz tenente Vinicius.