||| 23 de setembro DE 2026 ||| 4ª feira ||| Comemorações em 23 de Setembro: # Dia da Síndrome das Pernas Inquietas # Dia de Combate ao Estresse # Dia do Soldador # Dia do Sorvete # Dia do Técnico em Edificações # Dia do Técnico Industrial # Dia dos Filhos # Dia Internacional Contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças # Dia Internacional das Línguas de Sinais # Dia Nacional dos Profissionais de Nível Técnico # Início do signo de Libra # ||| .............. Reflexão: "Um simples pensamento de gratidão elevado ao céu é a mais perfeita oração." ( G. E. Lessing ) . |||

 

Bem vindo

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O Dia dos Filhos é comemorado anualmente em 23 de setembro. Esta data foi criada com o intuito de ajudar a fortalecer os laços filiais que ligam pais e filhos. No agitado mundo contemporâneo, muitos pais trabalham muito e acabam não aproveitando os momentos livres para acompanhar o cotidiano e relação com seus próprios filhos e filhas. No Dia dos Filhos, o objetivo é justamente chamar a atenção dos pais e dos filhos para que possam repensar suas rotinas e separar um tempo especial dedicado exclusivamente à família. Origem do Dia dos Filhos: na realidade, o dia 23 de setembro é a comemoração do Dia dos Filhos em Portugal, que começou a se popularizar nas terras brasileiras, a exemplo da tradição portuguesa. E, além do dia 23 de setembro, nos últimos anos também tem sido comum celebrar o dia dos filhos em 5 de abril. (Nota - a imagem acima é criação do CHATGPT / Nano Banana)

pensamento dia

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Frase

Frase
Rabindranath Tagore (Calcutá, 7 de maio de 1861 – 7 de agosto de 1941), alcunha Gurudev, foi um polímata bengali. Como poeta, romancista, músico e dramaturgo, reformulou a literatura e a música bengali no final do século XIX e início do século XX. Como autor de Gitânjali, que em português se chamou "Oferenda Lírica" e seus "versos profundamente sensíveis, frescos e belos", sendo o primeiro não-europeu a conquistar, em 1913, o Nobel de Literatura. As canções poéticas de Tagore eram vistas como espirituais e mercuriais; no entanto, sua "prosa elegante e poesia mágica" permanecem amplamente desconhecidas fora de Bengala. Ele é às vezes referido como "o Bardo de Bengala". Tagore foi talvez a figura literária mais importante da literatura bengali. Foi um destacado representante da cultura hindu, cuja influência e popularidade internacional talvez só poderia ser comparada com a de Gandhi, a quem Tagore chamou 'Mahatma' devido a sua profunda admiração por ele. Um brâmane pirali de Calcutá, Tagore já escrevia poemas aos oito anos. Com a idade de dezesseis anos, publicou sua primeira poesia substancial sob o pseudônimo Bhanushingho ("Leão do Sol") e escreveu seus primeiros contos e dramas em 1877. Como humanista, universalista, internacionalista e ardente antinacionalista, denunciou o Raj britânico e advogou a sua independência da Grã-Bretanha. Como expoente do Renascimento de Bengala, ele avançou um vasto cânone que incluía pinturas, esboços e rabiscos, centenas de textos e cerca de duas mil músicas; seu legado também permanece na instituição que ele fundou, a Universidade Visva-Bharati. [https://pt.wikipedia.org/wiki/Rabindranath_Tagore] -(Nota - a imagem abaixo é criação do CHATGPT / Nano Banana)

 

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domingo, 2 de fevereiro de 2025

Irritação Sem Motivo. Corrija este defeito em você...





Quem nunca experimentou aqueles momentos, às vezes por alguns dias, de intensa irritação sem saber precisar as razões de tal estado de espírito?

Todos nós, humanos, passamos por estas situações. Assim, surgindo do nada, começa a aparecer aquele sentimento de contrariedade com as menores coisas que nos cercam. É um copo d'água que derramou ou o café que sujou aquele documento sobre a mesa. Ou ainda a secretária - pobres secretárias dos irritadiços - que não conseguiu completar aquela ligação (sempre urgente) que você pediu há... 30 segundos.

São situações que, examinadas dos efeitos às causas, podem ser classificadas de ridículas, mas estão sempre presentes em nossas vidas, seja no mundo corporativo, em nossa vida familiar ou social.

São inevitáveis? Muitos dizem que sim, mas alguns estudiosos dizem que elas podem ser... administradas. Será?

O artigo abaixo trata deste tema e faz uma breve análise sobre as causas destes sentimentos tão indesejáveis ao mesmo tempo, em que passa algumas dicas para os evitarmos ou administrá-los.

Vale a pena ler o texto.



Síndrome da Irritabilidade Sem Motivo (SISM)

Você se irrita facilmente? Já contou, diariamente, quantas vezes você se irrita sem motivo aparente?

Companheiros de trabalho que se irritam diante do mínimo aborrecimento. Chefes que se irritam porque são contrariados ainda que sutilmente pelos seus subordinados. Pais que se irritam pela correria e gritaria dos seus filhos, como se preferissem filhos paraplégicos, surdos-mudos.

Irritamo-nos com os sinais de trânsito, mesmo que eles sejam capazes de salvar vidas. Esbravejamos quando o motorista da frente vira sem dar sinal. Enfiamos a mão na buzina logo que o sinal abre se o motorista da frente não arranca rapidamente seu veículo.

Já cometi vários erros com meus filhos e amigos. Tantas vezes, foram as que me irritei, quando assistia a determinado programa de TV e eles pediram minha atenção. Quantas vezes fazemos isso?

Nossos filhos, ansiosos para nos contar as descobertas maravilhosas da vida, descobertas simples, como a de que os pássaros voam; os cães deitam e rolam; a minhocas mesmo quando cortadas em várias partes ainda se movimentam; que as abelhas produzem mel, através do pólen que coletam das flores; e nós, cessando a criatividade deles, não os ouvimos, preferindo continuar a assistir o noticiário da TV, a novela, o filme, mesmo estando em jogo a alegria de quem dizemos amar sem ressalvas.

Nos irritamos com o vendedor que não nos atende adequadamente, mesmo sem compreender que fora arremessado naquela profissão e ainda não teve a oportunidade de ser treinado.

Somos acometidos pela irritação quando o pneu do veículo fura e, debaixo de chuva, temos que substituí-lo, mesmo que bilhões de pessoas sequer tenham calçados para os pés. Ficamos irritados quando o salário atrasa um único dia, ainda que milhares aguardem uma vaga por anos.

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Aos poucos vamos acumulando pequenas irritabilidades. A todo instante, todo momento, diariamente, nos irritamos facilmente. Deixamos de contemplar pequenas belezas. O passeio pelo parque já não é atraente, o abraço do filho quando chegamos exaustos do trabalho não alenta, o jantar em família, não é praticado.

Ao fim do dia, parecemos cansados, mesmo que não tenhamos feito grandes esforços físicos. Mas, mentalmente, sufocamos a paciência, a arte de contemplar pequenas coisas pelo excesso de momentos que nos irritaram, por mais que nenhum deles fosse merecedor de causa irritação.

Se retornarmos ao capítulo da arquitetura dos pensamentos, reconheceremos o mal que fazemos a nós mesmos quando nos irritamos, pois todas essas ideias irritadiças, pensamentos negativos e conclusões sem análises ficarão para sempre registrados em nossa mente, norteando nossa existência. Como ser saudável se não nos nutrimos com o pão da compreensão e do entendimento e sim, comemos o pão amargo da irritação?

A irritabilidade, na verdade, surge da nossa incapacidade de reconhecer o quanto temos motivos para sermos felizes. Não ousamos brindar o dia que nasce, os filhos que temos, o emprego que possuímos. À mínima contrariedade, nos irritamos.

A maioria de nós também é capaz de se irritar pelo que ainda não aconteceu. Sofremos pelos pensamentos antecipatórios, por mais que 90% das coisas que imaginemos ser catastróficas, sequer aconteçam, e os 10% das que acontecem, nem se aproximam das tragédias que imaginávamos que sucederiam.

Irritar-se é aprisionar a alegria, massacrar o prazer de viver. Toda vez que se irritar à mínima ofensa ou diante de qualquer outro acontecimento, lembre-se de que está trucidando um valioso período da sua vida, e de muitas outras pessoas.

Se diante de algumas situações, você perceber que irá perder o controle, pare e pratique a arte de pensar antes de reagir. Nutra seu ser com sabedoria. Questione-se, por exemplo, assim: “qual será o impacto de minha atitude em minha e à vida das demais pessoas?” Quase sempre que nos permitimos essa análise, a ação ou reação que teremos será calidamente menos agressiva.

Não permita que a alegria de viver e a possibilidade de contemplar os pequenos momentos da vida sejam sobrepostas pela irritabilidade. Transforme seus dias e o das pessoas que o rodeiam em inesquecíveis e saudáveis instantes.

Quais têm sido suas irritações? Pelo que tem trocado o prazer dos momentos? Você se permite roubar precisos instantes da sua vida? Qual é a contribuição à sua existência, toda vez que se deixa furtar pela irritabilidade?


O Magnífico Mestre Jesus, não deixava que a irritação roubasse Sua sabedoria. Basta que nos lembremos do episódio em que Maria de Magdala estava para ser apedrejada. Cristo poderia ter dito à multidão: “seus imbecis pecadores, vocês são todos malfeitores e querem julgar? Quem são vocês para darem sentença? Irrito-me com as acusações que fazem, pois deviam saber que não se deve julgar, sobretudo, quando vossos pecados são maiores e em maior número. Malditos”! Mas não, o intrigante Homem de Nazaré não permitiu se irritar. Pensou por alguns segundos e revolucionou o pensamento e julgamento dos acusadores de Maria Madalena, dizendo para que quem não tivesse pecado, que atirasse a primeira pedra, em outras palavras.

Autor: Professor Sérgio

 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

"Chato de Galochas", será que você é e não sabe?

Nada mais desagradável do que ser considerado um chato nos seus meios sociais (família, grupos, trabalho, clube, igreja e outros); pior ainda é ser visto como um "chato de galochas". É deprimente.

E sabe o que mais? É muito comum que os chatos - normais ou "de galocha" - não tenham consciência de que o são. Triste, não é mesmo?

Quem de nós não conhecemos, em nossos diversos círculos, alguns chatos compulsivos? Amigos, companheiros, ótimas pessoas e... chatos.

Por isso, ao me deparar com esse texto - "12 sinais de que você pode ser um comunicador chato" - no site da revista "Administradores", resolvi compartilhá-lo aqui, na Oficina de Gerência. 

Confesso, constrangido, que muitas vezes me vejo, no meio de conversas com amigos, em "lives" e mesmo na família, como sendo um chato, "portador" de alguns dos 12 pontos colocados no artigo. 

Sempre (quase) procuro estar (muito) atento, quando me envolvo nesses círculos de conversas, principalmente nestes tempos de videoconferências. Ocasionalmente perco o limite e imediatamente me contenho. 

Seja você, meu caro leitor, é um chato, inconsciente ou não, e principalmente um daqueles(!) tente se autoaplicar os pontos listados abaixo para buscar se corrigir. E, se não estiver nesse "clube" - o que faz de você uma "avis rara" - procure, também, entre seus amigos chatos, fazê-los se autoconhecerem. Esse é o objetivo do blog.

Boa leitura.


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12 sinais de que você pode ser um comunicador chato


Chata é a pessoa que ninguém quer por perto. Ninguém quer ser um chato. Mas como reconhecer que você está sendo? O autoconhecimento é o caminho. Perceber-se e entender as reações do outro pode te ajudar a ter um novo comportamento para deixar de ser o chato da turma.

1 – Toma conta da conversa, falando demais e sem parar, sem dar espaço para o outro

A conversa é de duas ou mais pessoas e, para ser realmente um diálogo, deve existir um volume de fala para cada um. Tomar conta do espaço demonstra ansiedade, pouca ou nenhuma preocupação com o outro ou o grupo e vontade demasiada de aparecer.

2 – Não percebe que o outro não está mais prestando atenção em você, enquanto acontece o monólogo

A conversa dominada por um só comunicador se torna um monólogo. O outro percebe que não há espaço para colocar sua opinião e permanece como mero espectador aguardando o fim da fala.


3 – Só fala de si e de suas conquistas

A necessidade de só falar de si e do que conquistou pode passar a ideia de arrogância. É preciso haver contexto para contar sobre as vitórias e compartilhar o que já aprendeu

4 – Não pergunta nada para o outro, sem interesse em se conectar

O comunicador chato se basta. Ele não precisa do outro para trocar conhecimento; só precisa de um espectador. Para ele, não importa se o outro está ali interessado mesmo na interação ou é só um par de ouvidos.

5 – Completa as frases do interlocutor, quando o ritmo do outro é mais lento

Ansioso e agitado, o comunicador chato não espera o interlocutor terminar as frases, quando o deixa falar. Dono de um ritmo acelerado, ele mesmo completa, como se não houvesse outra pessoa ali.

6 – Cutuca o outro, quando fala

Pensa numa situação chata! Você está ouvindo alguém que fica colocando a mão em você, quando quer chamar a sua atenção ou destacar algum ponto da conversa! Usar a expressividade corporal de forma equivocada, também pode transformar você em um chato.

7 – No final da conversa diz algo sem compromisso, como: vamos marcar um café, passa lá em casa ou ‘um abraço’

Como ele não faz questão da conexão com o outro, evita um convite verdadeiro e solta frases sem nenhuma responsabilidade com o interlocutor.

8 – Fala mal dos outros, praticando o julgamento sem dó

Ele ‘se acha’; por isso, é o dono de conclusões precipitadas sobre os outros. O momento de êxtase é quando tem um par de ouvidos como espectador para ouvir seus julgamentos a respeito dos outros e das situações.

9 – Banca o sabichão, sabe de todos os assuntos e dá conselhos a todos

Se o espírito fosse o de compartilhar, estaria tudo certo, mas o comunicador chato tem necessidade de se mostrar conhecedor de tudo e por isso deixa claro que sabe de tudo. A postura corporal contribui para uma impressão arrogante.

10 – Chama a atenção para si a toda hora dizendo: ‘ei pessoal, olha aqui’

É o pavão da roda! Ele quer atenção e por isso enfatiza – em tom de voz mais alto – os momentos em que deseja mais holofotes ainda.

11- Fala alto demais


Ah, esse chato que não percebe o ritmo do ambiente e fala alto! Ele já chega esparramando e não percebe que ninguém fala alto como ele. Mesmo assim continua com o volume ligado no máximo, achando que está abafando.

12- não dá opção para os outros

Ele pergunta e ele mesmo responde. Ninguém tem opção de escolha com ele. Como ele sabe tudo, também se vê no direito de decidir tudo. A intenção pode ser positiva, mas pega mal demais.

Para evitar todas essas chatices, que demonstram alto nível de desrespeito com o outro, o ideal é se perceber. O autoconhecimento é o caminho para uma comunicação excelente, por isso todo comunicador deve olhar para dentro e olhar para o outro para entender o ambiente e se colocar em qualquer situação de forma adequada para não chocar e, com isso, não se prejudicar. Se quiser receber reflexões grátis sobre Comunicação Pessoal no seu WhatsApp, inscreva-se aqui. Em forma de podcasts de até 5 minutos, o conteúdo ajuda a aumentar o nível de percepção e leva ao caminho do autoconhecimento.

👉Clique aqui se desejar ler o artigo no formato original

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

A carta de Da Vinci - O primeiro currículo profissional da história.

Leonardo Da Vinci


Por e-mail, recebi do  "Administradores"    - que é avaliado como o maior hub de conhecimento sobre Administração, Carreira e Negócios do mundo em língua portuguesa - de quem sou assinante e seguidor, o artigo abaixo que despertou minha curiosidade e resolvi compartilhá-lo com os leitores e amigos da Oficina de Gerência.

Trata-se de uma carta de ninguém mais, ninguém menos do que Leonardo da Vinci  pedindo um trabalho, um emprego a um dos homens mais poderosos da sua época,  Ludovico Sforza, que era um grande mecenas no período da Renascença.

Vejamos a seguir, a introdução ao artigo da Business Insider (texto traduzido, via Google) sobre a motivação de Leonardo para escrever sua carta:

"Até mesmo um homem da Renascença está ocasionalmente em busca de emprego.

Esse foi o caso na década de 1480, quando um jovem Leonardo da Vinci estava chegando a Florença.

Nascido como filho humilde de um tabelião, da Vinci não pôde ingressar nas "profissões superiores" da cidade, como advogado ou estadista. Em vez disso, seu destino era o de um artesão - um pintor, para ser exato.

Sob a tutela de Verrochio, um artista e ourives consagrado, da Vinci aprimorou os poderes de observação que impulsionariam sua ilustre carreira.

Mas Florença, ele percebeu, estava lotada de artistas. Se Da Vinci quisesse fazer um nome para si mesmo, ele teria que tentar outra cidade.

Então ele voltou sua atenção para Milão, então governada por Ludovico Sforza, que esperava fazer de Milão uma capital cultural a par de Florença e Veneza. Ele também tinha o hábito de entrar em guerras, como acontecia antigamente.

Da Vinci se inscreveu para trabalhar para ele e, conhecendo a inclinação de seu potencial patrono para a guerra, escreveu uma carta de apresentação se posicionando como engenheiro militar. Como fazem as melhores cartas de apresentação, adaptou sua história de carreira às necessidades de seu empregador." 

A famosa carta,  pouco conhecida entre as histórias que cercam a prodigiosa vida de Da Vinci, é também considerada o primeiro currículo profissional conhecido na história; e é um currículo mesmo! Verifique com seus próprios olhos. Ah! Da Vinci conseguiu o "emprego" e viveu em Milão, sob a proteção de Sforza entre 1508 e 1573.

Boa leitura.

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A carta de Da Vinci

Por Redação Administradores

Confira a carta escrita por Leonardo da Vinci em 1480 para conseguir um emprego


Até um gênio da Renascença precisou procurar emprego um dia. Em 1480, um jovem Leonardo da Vinci estava fugindo de Florença, na Itália, lugar que já estava cheio daqueles que compartilhavam de sua profissão: artista. Indo para Milão, na época governada por Ludovico Sforza (que buscava aumentar o nível cultural da cidade em comparação com Florença e Veneza), Da Vinci logo pensou em trabalhar para ele.

Sabendo da predileção de Sforza por guerras, Leonardo fez o que qualquer pessoa inteligente faria: utilizou o conhecimento que tinha para propor invenções bélicas, ou seja, adequando seus conhecimentos para a necessidade do empregador.

Confira na íntegra a carta que ele escreveu, em tradução livre do original:

Meu ilustríssimo senhor

Tendo agora visto o suficiente e considerado os feitos de todos que se consideram mestres da criação de instrumentos bélicos, e tendo notado que a criação e utilização de tais instrumentos não possuem diferenças para aqueles de uso comum, eu me proponho, sem querer tirar o crédito dos outros, a me fazer ser entendido por Vossa Excelência para poder, assim, revelar meus segredos e oferecê-los ao seu completo dispor, e, no momento certo, trazer, de forma completamente funcional e efetiva, todas as coisas que descrevo brevemente aqui a seguir:

1 – Eu possuo planos para pontes leves, fortes e portáteis, que serviriam para seguir e, em algumas ocasiões, fugir dos inimigos, e outras, resistentes e indestrutíveis, seja por fogo ou em batalha, fácil e conveniente para levantar e mudar de posição. Também possuo planos capazes de queimar e destruir as pontes inimigas.

Leonardo e sua carta

2 – Eu sei como remover água de diques e fossos e como produzir um número infinito de pontes, escudos gigantes, escadas e outros instrumentos necessários para tal empreitada.

3 – Em caso da impossibilidade de, durante a realização do sitiamento de um terreno, procedê-lo com um ataque por causa da inclinação ou das dificuldades de posicionamento e locação, eu possuo métodos de destruir qualquer fortaleza ou outra construção, a não ser que tenha sido criada sobre uma pedra.

4 – Eu também possuo tipos de canhões mais convenientes e portáteis, com os quais é possível atirar pequenas pedras como uma chuva de granizo; e a fumaça dos canhões instalará grande medo, além dos graves danos e confusão.

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5 – Além disso, tenho meios de chegar a um lugar designado previamente através de minas e passagens subterrâneas secretas, construídas sem nenhum barulho, mesmo que seja necessário passar por debaixo de diques, poços ou rios.

6 – Também farei veículos cobertos, seguros e inatacáveis, que irão penetrar as forças inimigas e suas artilharias, e não existe nenhum exército de homens armados que meus veículos não atravessariam. E, atrás deles, a infantaria andaria sem nenhum dano ou bloqueio.

7 – Também, em caso de necessidade, eu farei canhões, mísseis e morteiros com designs bonitos e funcionais, que são bem diferentes do comum.

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8 – Onde o uso de canhões for impossível, eu criarei catapultas, manganelas e outros instrumentos de eficiência sensacional que poucas pessoas usam. Resumindo, de acordo com o que as circunstâncias pedem, eu farei infinitos itens para ataque e defesa.

9 – E em caso de batalhas marítimas, eu possuo exemplos de diversos instrumentos que são perfeitamente utilizáveis tanto para ataque ou defesa, além de embarcações que irão resistir ao fogo dos mais pesados canhões.

Fac-símile da carta de Da Vinci

10 – Em tempos de paz, eu acredito que posso realizar um magnífico trabalho em qualquer outro campo da arquitetura, como a construção de prédios públicos ou privados e a transição de grandes quantidades de água de um lugar para outro.

Eu também posso executar esculturas em mármore, bronze e argila. Da mesma forma, posso executar qualquer pintura, com capacidade de desenhar tudo tão bem quanto qualquer outro, seja ele quem for.

Em meu trabalho, posso me comprometer com cavalos de bronze, que serviriam para imortalizar e eternizar a glória e a honra da auspiciosa memória de vosso pai, e a ilustre casa de Sforza.

E caso qualquer um dos pontos acimas pareçam impossíveis ou impraticáveis, eu estou mais do que disposto em demonstrá-los em qualquer lugar que agrade Vossa Excelência, para quem eu me recomendo com toda humildade possível.

Com informações do Business Insider.


Recomendo uma leitura complementar sobre a "carta de Da Vinci". É um artigo publicado no site da revista "Negócios" sob o título ''Três lições do primeiro currículo do mundo, de Leonardo da Vinci '' (clique aqui).

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Após passar a Pandemia. Quais serão os profissionais procurados pelo mercado?



O universo corporativo vive momentos de grandes mudanças e especulações no que diz respeito ao retorno dos seus profissionais na retomada da normalidade pós-pandemia.

Inegável que o conjunto de paradigmas que predominavam nas relações empregado/empresa sofreram profundas mudanças durante o ano passado; e continuam em curso neste início de 2021 com o recrudescimento da pandemia. O advento do home office, por exemplo, é uma das mais importantes; a valorização das atividades em torno da TI (Tecnologia da Informação) estará, inegavelmente, entre as mais procuradas. 

Segundo a revista Você S/A, para 2021 e 2022, as áreas jurídica, da saúde, do marketing, da construção e da inovação e tecnologia apresentam-se como as mais fortes, conforme diversas pesquisas e sites de recursos humanos (clique aqui para ler o artigo).

A verdade é que - como tudo que se refere à vida, passada a pandemia - há uma enorme incerteza e um mundo de especulações sobre como serão as relações das empresas com seus recursos humanos; que tipo de profissionais vão surgir, após as mudanças enormes e inesperadas que estamos vivendo? desmesurado desemprego; traumas diversos pelos sacrifícios que todos passaram? Que tipos de trabalhos, dos recursos humano, serão demandados? Que perfis de lideranças se imporão e serão respeitadas? Que políticas de RH terão de ser reinventadas para fazer frente a essa nova realidade que virá?

O artigo abaixo, que transcrevi do site Administradores.com, faz excelente abordagem do tema. O autor é David Braga*, especialista  dos mais respeitados (veja o seu perfil ao final do post).

Boa leitura.



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Que tipo de profissional você será em 2021?

"A autogestão da carreira definirá o futuro dos profissionais no mercado de trabalho"

 

Falar de um ano desafiador, incerto e de muitas mudanças, com certeza, é falar de 2020. Foram meses que colocaram à prova governos, empresas e pessoas. Todos tiveram que vivenciar, de fato, a palavra disrupção. Foi necessário revisar planos pessoais, planejamentos corporativos, sonhos, promoções na carreira, casamentos e até mesmo lançamento de produtos ou unidades de negócios. No entanto, os momentos difíceis só são determinantes e cruéis para quem não enxerga as oportunidades. 

Nas empresas, transformações positivas também surgiram, com destaque para as mudanças na cultura organizacional, o que, por sua vez, ampliou as exigências em relação às competências e habilidades de lideranças e liderados. Sendo assim, este é um bom momento para que os profissionais repensem – se ainda não o fizeram – o caminho em que estão e de que maneira ele os conduzirá para onde desejam. Afinal, você quer ser considerado talentoso ou medíocre em 2021?

Para essa reflexão, é bom lembrar que, do dia 31 de dezembro para 1º de janeiro, muda-se apenas uma data do calendário. Apesar de muitos acreditarem, erroneamente, mas com muita esperança, que tudo vai se resolver e melhorar com essa troca de ano, o poder de transformação está, na verdade, nas atitudes de cada um – aliás, uma das principais características apreciadas pelas empresas. 



A autogestão da carreira definirá não apenas o presente, como, também, o futuro dos profissionais no mercado de trabalho. Nesse caso, as iniciativas, a forma com a qual ele lida com as pessoas, o poder de engajamento e de entrega dos resultados continuarão a definir quem mantém a empregabilidade ou quem estará desempregado em breve.

Além disso, está mais claro do que nunca que de nada vale somente ter um título, mesmo que seja da Universidade Harvard, se o indivíduo não possui empatia, escuta ativa e uma liderança sustentável. Aqui, reforçando que sustentabilidade nos negócios vai muito além do meio ambiente: diz respeito ao modo como os colaboradores, fornecedores e parceiros são tratados, a compliance, à governança e à ética. Sem falar de tantos outros atributos que deveriam ser básicos, porém ainda são usados para distinguir o ótimo do medíocre: resiliência, comunicação, persuasão, gestão de conflitos, adaptação ao novo, incluindo à tecnologia, só para dar alguns exemplos

Do estagiário ao presidente de qualquer porte da organização – familiar, nacional ou internacional –, terão destaque apenas os talentos, ou seja, aqueles que se moldam de acordo com o tempo, das novas necessidades de mercado e de suas habilidades. São profissionais que se desafiam a serem melhores hoje do que foram ontem e, sobretudo, que não tenham medo da mudança. Como diria Albert Eisntein, “a vida é como andar de bicicleta. Para ter equilíbrio, é preciso estar em movimento”. 

Assim, evidentemente, os que saíram e sairão à frente serão sempre aqueles que, mesmo diante das piores adversidades, criam novos caminhos e têm novas ideias, conseguem pensar de forma criativa e desenvolver novos produtos, novas soluções e se apropriar do melhor da tecnologia, da inteligência artificial e, particularmente, dos indivíduos. Afinal, por mais tecnológica que seja uma empresa, é por meio das pessoas que se obtêm os resultados.



Por fim, discute-se tanto sobre propósito, felicidade no trabalho, legado, espiritualidade, compliance, capitalismo consciente, diversidade e tantos outros temas mais atuais do que nunca. Então, o profissional precisa saber o que quer da vida, seja no âmbito pessoal, seja na carreira. Para ter essa clareza, é vital se conhecer, o que pode ser acelerado por uma terapia ou um processo qualificado de coaching. Dessa forma, é mais fácil ter essa clareza a respeito de quais são suas principais competências e habilidades (soft skills), que pontos ainda precisam ser melhorados e, especialmente, o que deseja da vida.

Quando alcançamos esse autoconhecimento, é exatamente quando assumimos o controle das nossas ações – ou o tão falado protagonismo. Portanto, para aquelas pessoas que projetam um 2021 diferente e mais produtivo, esse é o caminho a seguir.

*David Braga é CEO, Board Advisor e Headhunter da Prime Talent, empresa de busca e seleção de executivos de média e alta gestão, que atua em todos os setores da economia na América Latina, com escritórios em São Paulo e Belo Horizonte. Ao longo de sua carreira, já avaliou mais de 10 mil executivos de alta gestão, selecionando para clientes Latam.

David é colunista da BandNews FM, tem formação de Conselheiro de Administração pela Fundação Dom Cabral (FDC), possui certificação de Executive Coach pela International Association of Coaching e é practitioner em Micro Expressões e Programação Neolinguística. O executivo tem vivência internacional em Trinidad and Tobago, Londres, África e Estados Unidos. É também autor do livro “Contratado ou Demitido – só depende de você” e professor convidado da Fundação Dom Cabral (FDC) para matérias de gestão de pessoas.

E-mail: david@primetalentbrasil.com.br

Recomendo àqueles que estejam interessados e saber um pouco mais sobre o assunto que visitem o site da Você S.A. com o artigo
"Veja quais profissionais estarão em alta em 2021" (clique aqui). É um completo estudo com a projeção  sobre o mercado de trabalho que deverá surgir com o final da pandemia.