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Bertrand Arthur William Russell, 3.º Conde Russell (Trelleck, País de Gales, 18 de maio de 1872 — Penrhyndeudraeth, País de Gales, 2 de fevereiro de 1970) foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos, ensaístas, historiadores e lógicos do século XX. Em diversos momentos, considerou-se liberal, socialista e pacifista, embora tenha admitido que jamais pertenceu a essas correntes num sentido profundo. Como divulgador da filosofia, Russell foi respeitado por muitos como um porta-voz da vida racional e da criatividade, embora as suas posturas em vários temas tenham sido controversas. Russell nasceu em 1872, no auge do poderio económico e político do Reino Unido, e faleceu em 1970, vítima de uma gripe, numa época em que o império já se havia desmoronado e o seu poder fora exaurido por duas guerras vitoriosas, mas debilitantes. Russell foi um pacifista e defensor do anti-imperialismo. Inicialmente, chegou a defender a pressão nuclear preventiva como forma de evitar conflitos maiores. Foi preso pelo seu pacifismo durante a Primeira Guerra Mundial. Mais tarde, concluiu que a guerra contra Adolf Hitler era um "mal necessário" e criticou severamente o totalitarismo estalinista, além de condenar o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietname. Recebeu o Nobel de Literatura de 1950, "em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais lutou por ideais humanitários e pela liberdade de pensamento". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Bertrand_Russell]

 

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sábado, 22 de março de 2025

"Ave Maria no Morro" - emoção no blog da Oficina de Gerência!!!!


Trago, neste sábado indolente e preguiçoso, tres momentos de arte e pura emoção. Dois artistas, de estilos completamente diferentes, interpretam magistralmente, a canção "Ave Maria no Morro". *

Helmuth Lotti, tenor belga a interpreta em espanhol, estilo formal, em show para uma platéia estrangeira (acho que mexicana). Emoção demais.

Logo abaixo, para dar um contraponto, mas com o mesmo sentimento, a interpretação, extraordinária e famosíssima, de Jorge Aragão e o Quarteto de Cordas".  Impossível não se emocionar com a arte de Aragão e seu cavaquinho. Só de escutá-la a emoção mareja meus olhos. É assim todas as vezes que vejo e escuto A "Ave Maria" de Jorge Araão.

Finalmente, para os saudosistas, como eu, trago a "Ave Maria no Morro" interpretada por quem lhe deu vida, Dalva de Oliveira, em 1942, quando foi lançada por Herivelto Martins e seu "Trio de Ouro", do qual a Dalva fazia parte.

* Ave Maria no Morro" (Wikipédia) é uma canção composta por Herivelto Martins e gravada por seu Trio de Ouro em 1942.

A canção narra que os moradores de uma favela carioca (referenciados apenas como "morro") rezam uma Ave-Maria coletiva pedindo uma vida melhor antes de se retirarem para seus barracões durante o anoitecer.

Entusiasmado com a canção que acabara de compor, Martins resolveu interpretá-la para o amigo Benedito Lacerda com seu Trio de Ouro.

Certo tempo depois, o Trio de Ouro gravou a canção, que se transformou num enorme sucesso. A canção também foi regravada pela banda de heavy metal e hard rock, Scorpions no EPWhite Dove e no Álbum Live Bites em castelhano.




"Em 1942, Herivelto Martins compôs Ave-Maria no Morro. O cardeal do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Leme, considerou a música uma heresia e fez pressão para que fosse censurada. Felizmente, não conseguiu. A música tornou-se um clássico e já foi cantada em catedrais na Alemanha, Suíça, Áustria e vários outros países. Para reviver esse grande sucesso, veja o vídeo sensacional, na interpretação, ao vivo, em espanhol, do tenor belga Helmut Lotti (diagnosticado com autismo, fala vários idiomas) num cenário e atmosfera especiais, cuja performance contou com orquestração que valorizou ainda mais essa grande apresentação. Um momento encantador!  Você fica sem saber qual o momento de maior beleza: a letra, a música, a interpretação. Simplesmente deslumbrante." (texto estraido da apresentação do vídeo no YouTube)






quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Joia rara: Mercedes Sosa, Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Gal Costa

Passeando pelo YouTube, coisa que faço com frequência, "descubro" essa joia rara e - como sempre -  compartilho esses "achados" com os leitores, amigos e visitantes da Oficina de Gerência.

Vale o momento de paz, beleza e sensibilidade para assistir esse vídeo que reuniu, na mesma canção, cinco dos maiores artistas da musica latino-americana.

Observem, no vídeo, as reações de cada artista - jovens e em pleno momento de suas carreiras - enquanto cada um deles faz um solo na canção. 

Aproveitem.


"Volver a los 17"




segunda-feira, 27 de abril de 2020

Mercedes Sosa (La Negra) com Gracias a La Vida

Violeta Parra pode ser considerada a mãe da canção comprometida com a luta dos oprimidos e explorados, tendo sido autora de páginas inapagáveis, como a canção "Volver a los 17", que mereceu uma antológica gravação de Milton Nascimento e Mercedes Sosa. Outra de suas canções, "La Carta", cantada em momentos de enorme comoção revolucionária, nas barricadas e nas ocupações, tem entre os seus versos o que diz "Os famintos pedem pão; chumbo lhes dá a polícia". 

Mas suas canções não apenas são marcadas por versos demolidores contra toda a injustiça social. O lirismo dos versos de canções como "Gracias a la vida" (gravada também por Elis Regina) embalou o ânimo de gerações de revolucionários latino-americanos em momentos em que a vida era questionada nos seus limites mais básicos, assim como a letra comovedora de "Rin de Angelito", quando descreve a morte de um bebê pobre: "No seu bercinho de terra um sino vai te embalar, enquanto a chuva te limpará a carinha na manhã". [texto extraído da Wikipédia na página dedicada a Violeta Parra]. 



Uma das canções mais famosas da lendária artista chilena - Gracias a La Vida - foi, ainda é e o será por muitos anos um dos maiores sucessos de outra intérprete não menos famosa da música engajada nos movimentos políticos da América do Sul. Falo de Mercedes Sosa, "La Negra". Extraordinária artista argentina que ganhou a cidadania latino-americana pelo seu carisma e seu canto que expressava o sofrimento de todas as minorias oprimidas.
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Confesso, sem constrangimento, que simplesmente não consigo dominar a emoção ao ouvi-la cantando Gracias a La Vida. 

Coloquei dois vídeos no post. Ambos com ela cantando a mesma canção em dois períodos de sua vida. O primeiro vídeo foi gravado no melhor momento (1973) de La Negra ao interpretar essa canção que gravou em 1970 e popularizou a arte de Violeta Parra. Ali, como fica claro no vídeo, Mercedes Sosa estava no auge de sua energia e de seu prestígio e ainda longe dos últimos dias quando se apresentava - e cantou até a sua morte - já visivelmente consumida pela enfermidade que a atingiu duramente.  

No segundo vídeo, já no final de sua trajetória, ela canta com Joan Baez. Ainda com a voz firme, mas naturalmente já sentindo o peso da idade e mostras da precária saúde. Coloquei também logo abaixo dos vídeos as letras em espanhol e a tradução em português. 

Ouçam e revivam a arte dessa cantante extraordinária que continua - mesmo após sua morte em 2009 - encantando e emocionando a todos com suas memoráveis interpretações.


 Mercedes Sosa - Gracias a la vida (en directo, 03.11.1979)


Gracias a la vida,
Que me ha dado tanto,
Me dio dos luceros,
Que cuando los abro,
Perfecto distingo
Lo negro del blanco,
Y en el alto cielo,
Su fondo estrellado.
Y en las multitudes,
El hombre que amo.

Gracias a la vida,
Que me ha dado tanto,
Me ha dado el sonido,
Y el abecedario,
Con el las palabras,
Que pienso y declaro,
Madre, amigo, hermano,
Y luz alumbrando,
La ruta del alma,
De que estoy amando.

Gracias a la vida,
Que me ha dado tanto,
Me ha dado la marcha,
De mis pies cansados,
Con ellos anduve,
Ciudades y charcos,
Playas y desiertos,
Montañas y llanos,
Y la casa tuya,
Tu calle y tu patio.

Gracias a la vida,
Que me ha dado tanto,
Me dio el corazón,
Que agita su marco,
Cuando miro el fruto,
Del cerebro humano,
Cuando miro al bueno,
Tan lejos del malo,
Cuando miro el fondo,
De tus ojos claros.

Gracias a la vida,
Que me ha dado tanto,
Me ha dado la risa,
Y me ha dado el llanto,
Así yo distingo,
Dicha de quebranto,
Los dos materiales,
Que forman mi canto,
Y el canto de ustedes,
Que es el mismo canto.
Y el canto de todos,

Que es mi propio canto

Gracias a la vida,
Gracias a la vida.
Gracias a la vida,
Gracias a la vida.




Graças À Vida
Graças à vida que me deu tanto
Me deu dois olhos que quando os abro
Distingo perfeitamente o preto do branco
E no alto céu seu fundo estrelado
E nas multidões o homem que eu amo
Graças à vida que me deu tanto
Me deu o som do alfabeto
E com ele as palavras que eu penso e declaro
Mãe amigo irmão
E luz iluminando, o caminho da alma de quem estou amando
Graças à vida que me deu tanto
Me deu a marcha de meus pés cansados
Com eles andei cidades e charcos
Praias e desertos, montanhas e planícies
E a casa sua, sua rua e seu pátio
Graças à vida que me deu tanto
Me deu o coração, que agita seu corpo
Quando olho o fruto do cérebro humano
Quando olho o bom tão longe do mal
Quando olho o fundo de seus olhos claros
Graças à vida que me deu tanto
Me deu o riso e me deu o pranto
Assim eu distingo fortuna de falência
Os dois materiais que formam meu canto
E o canto de vocês que é o mesmo canto
E o canto de todos que é meu próprio canto
Graças à vida, graças à vida
Graças à vida, graças à vida