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sábado, 13 de abril de 2024

Acordem, homens

 


Com este post, estou inaugurando uma seção no blog inspirada nos artigos que a Folha de São Paulo publica semanalmente na sua newsletter FolhaCarreiras. 

Os assuntos trazidos pelas jornalistas da Folha, na newsletter, são atuais e versam sobre temas que interessam diretamente àqueles que chamo de "habitantes da selva corporativa". Ah! Ela é aberta aos não assinantes do jornal e coloquei o link para acessá-la ao final do post. Aproveitem e se inscrevam com seus e-mails.

Neste post de estreia, o foco é a relação de gênero nos ambientes de trabalho. O texto é dirigido aos homens, daí o título do post. Além disso, o objetivo é "ensiná-los" a conviver e valorizar a participação das colegas no dia a dia dos escritórios.

Boa leitura e bom proveito.


🏁🏁🏁



O que homens podem fazer pela equidade de gênero? Na edição de hoje, explico como criar verdadeiros aliados de mulheres no ambiente de trabalho.
Gabriela Bonin
GABRIELA BONIN
Jornalista pela USP (Universidade de São Paulo), trabalha na editoria de Newsletter.


Tema da semana: 
Acordem, homens
Março é o mês das mulheres e elas estão cansadas de carregar tantas responsabilidades —inclusive, a de lutar pela equidade de gênero no trabalho.


Não sou eu quem está dizendo: é a ONG Think Olga através do relatório "Esgotadas". De acordo com a pesquisa, a sobrecarga de trabalho, dentro e fora de casa, está entre os fatores que mais têm impactado a saúde mental de mulheres.

É por esse motivo que homens precisam se fazer presentes no combate à desigualdade de gênero. 

E no mundo do trabalho... "A prática é bem diferente do discurso", diz Janaína Feijó, pesquisadora do FGV IBRE que estuda mercado de trabalho e desigualdades sociais. 

↳ Há uma lacuna entre o que os homens dizem acreditar e o que realmente estão fazendo pela mudança.

Então, de que forma os homens podem ser aliados de mulheres no trabalho? Trago algumas dicas:

1. Dê mais flexibilidade a elas. O trabalho invisível —tarefas não remuneradas como cuidado com a casa, filhos e familiares— faz com que elas prefiram home office e rotinas flexíveis, sem horário ou local definido.

A flexibilização faz toda a diferença, principalmente para reter mulheres em cargos de liderança, diz Élica Martins, sócia da Grant Thornton Brasil. 

↳  Empresas em que os colaboradores trabalham de forma presencial são as únicas em que a percentagem de mulheres em cargos de liderança cai para um valor abaixo da referência global, segundo a "Women in Business 2024", pesquisa realizada pela Grant Thornton.

Se não for possível a jornada flexível, a empresa pode construir isso através do banco de horas, aponta Janaína Feijó. "O ambiente de trabalho precisa permitir que a mulher que é mãe possa amamentar ou sair buscar o filho na escola, se for necessário", explica a pesquisadora.

2. Desafie comportamentos discriminatórios. Há preconceitos e vieses inconscientes que muitas vezes impedem a criação de um ambiente seguro para mulheres, aponta a mentora de carreiras Tamires Teixeira. 

Como desafiá-los?

↳ Posicione-se contra piadas e comentários machistas, diz Débora Ribeiro, gerente da Robert Half. Não é somente não reproduzi-las, mas também confrontar colegas ao ouvir alguma fala do tipo.
  • Quando uma mulher é contratada, exemplifica Ribeiro, os primeiros comentários feitos por homens geralmente são sobre aspectos físicos dela. "Essa objetificação, em 2024, não faz mais sentido."
↳ Não interrompa mulheres durante a fala delas. Esse comportamento tem nome: "manterrupting" (junção das palavras em inglês “man”, homem, e “interrupting”, interrompendo) e pode coibí-las de participar de discussões ou compartilhar ideias. 

 Não se aproprie de ideias de mulheres. "É muito comum no mercado de trabalho as mulheres trazerem ideias, sugestões, e aí o chefe vender essa ideia e ficar com o mérito somente para ele", explica Ribeiro. 

↳ Não explique o óbvio. O "mansplaning" no ambiente de trabalho faz parecer que as mulheres contratadas sabem menos que os homens. "Elas conquistaram aquele espaço e são intelectualmente e tecnicamente tão competentes quanto eles", diz a gerente da Robert Half. 

3. Valorize o desenvolvimento delas. Olhe para as mulheres em sua equipe, entenda o que elas precisam e como você pode contribuir para o crescimento delas, indica Tamires Teixeira. 

Como líder, você pode promover mentorias e, como colega de trabalho, propor à liderança um programa de desenvolvimento.

"Seja o patrocinador da causa. Levante a voz e passe a defender isso em diferentes ambientes profissionais", complementa Teixeira. 

Qual a importância de tudo isso? "Países com homens engajados dentro das organizações garantem mais segurança no ambiente de trabalho", afirma Élica Martins, da Grant Thornton.

E um ambiente seguro permite que mulheres se sintam mais confiantes para falar, dar opiniões e desafiar decisões. Ao alcançar cargos de liderança, elas passam a ser mais verdadeiras e autênticas.

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📺 Uma dica de série para quem quer se engajar na causa: "Machos Alfa", disponível na Netflix.

↳ A comédia conta a história de quatro amigos de meia-idade que tentam se ajustar à nova era de masculinidade em meio ao empoderamento feminino. 

↳  "É divertida e pode fazer homens refletirem sobre ações do dia a dia e como reformulá-las para o mundo que estamos vivendo hoje", recomenda Tamires Teixeira.

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