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Umberto Eco OMRI (Alexandria, 5 de janeiro de 1932 — Milão, 19 de fevereiro de 2016) foi um escritor, filósofo, professor, semiólogo, linguista e bibliófilo italiano de fama internacional. Foi titular da cadeira de Semiótica e diretor da Escola Superior de ciências humanas na Universidade de Bolonha. Ensinou temporariamente em Yale, na Universidade Columbia, em Harvard, Collège de France e Universidade de Toronto. Colaborador em diversos periódicos acadêmicos, dentre eles colunista da revista semanal italiana L'Espresso, na qual escreveu sobre uma infinidade de temas. Eco foi, ainda, notório escritor de romances, entre os quais "O nome da rosa" e "O pêndulo de Foucault". Junto com o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, lançou em 2010 "N’espérez pas vous débarrasser des livres" (publicado em Portugal com o título "A Obsessão do Fogo", e no Brasil como "Não contem com o fim do livro". (https://pt.wikipedia.org/wiki/Umberto_Eco)


domingo, 12 de dezembro de 2021

F-1 - Verstappen, vitória perfeita do trabalho em equipe.

 

A corrida de Fórmula 1 hoje, em Abu Dhabi, última da temporada, foi uma das mais sensacionais dos tempos recentes. Os dois pilotos – Lewis Hamilton (Mercedes) e Max Verstappen (Red Bull) – disputaram toda a temporada ponto a ponto e chegaram empatados, algo raríssimo na história dos GPs.

Todas as expectativas giraram, a semana inteira, em torno das apostas entre quem venceria. A juventude e a habilidade do holandês Verstappen ou a experiência do, sete vezes, super campeão Hamilton?

O aficionado da Fórmula 1 não tem muita informação sobre o mundo dessa modalidade nos seus bastidores. Os milhões de dólares que são disponibilizados para as equipes disputarem as corridas não aparecem muito nas manchetes e noticiários esportivos.

O que está no backstage desse universo são milionárias disputas comerciais de escuderias, marcas, pneus e motores como Mercedes Benz, Ferrari, Honda, Pirelli (tem contrato de exclusividade até 2023), McLaren, Haas, Renault, Michelin, Honda, Bridgestone... A Fórmula 1 é um grande laboratório de pesquisas e desenvolvimento de tudo que diga respeito aos universos que usem pneus, motores, combustíveis, óleos, mecânica e mais.

"Se pensarmos na paixão e no sucesso que este esporte causa, a Fórmula 1 é uma grande vitrine de marcas que competem por mostrar as suas características que fazem delas as melhores do mundo. As marcas de carros / escuderias que participam agora – 2021 - na Fórmula 1 são: Mercedes Benz, McLaren, Red Bull, Ferrari, Williams, Haas, Alfa Romeo, Renault, Alpha Tauri e Racing Point".

Para buscar o equilíbrio competitivo entre as marcas e equipes, os orçamentos da F1, adotados nesta temporada (2021), limitaram os gastos a US$ 145 milhões por equipe em 2021. Lembrar que, nos últimos anos, nas principais equipes, Mercedes, Ferrari e Red Bull Racing, os montantes dos seus orçamentos ultrapassaram US$ 300 milhões e até US$ 400 milhões 

Em 2021, cada equipe da Fórmula 1 pôde gastar até 147.5 milhões de dólares (pouco menos de 800 milhões de reais), excetuando-se itens como os salários dos pilotos e dos três funcionários mais bem pagos, marketing e custos ligados à manutenção das fábricas.

Tudo isso que coloquei acima é um pingo d’agua no está em jogo nas disputas de pistas e rivalidades entre esses monstros sagrados dos esportes da alta velocidade.

Coloquei essas informações no início do post para que o leitor da Oficina de Gerência interessado, majoritariamente, em administração gerência e liderança possa ter uma ideia do quanto é necessária a qualidade gerencial da escuderias em disputa e de suas lideranças.

Pois bem, foi essa qualidade que levou o piloto Max Verstappen a ganhar seu primeiro título de campeão mundial de Fórmula 1 e à sua equipe, a Red Bull Racing ao seu quarto título de pilotos.

Vamos falar da “mágica” que a Red Bull e seu chefe de equipe, Christian Horner, fizeram para Verstappen vencer a corrida na última volta. Hamilton estava a 11 segundos de vantagem para a Red Bull faltando 5 voltas, ou seja, vitória garantida se nada de anormal acontecesse. Mas aconteceu... um acidente. A pista suja impôs a entrada do carro de segurança (Safety Car) em Abu Dhabi e toda a vantagem de Hamilton se evaporou.

Red Bull viu a oportunidade e imediatamente chamou Verstappen ao box e trocou seus pneus duros e desgastados por outros, leves e novos, para tentar nas últimas voltas - após saída do carro de segurança - ultrapassar Hamilton. Decisão ousada e... desesperada, faltando tão poucas voltas. A equipe Mercedes e o próprio Hamilton não reagiram; confiaram na experiência e perícia de seu piloto. Em outras palavras, "comeram mosca". E pagaram caro, muito caro.

Inesperadamente, o Safety Car voltou faltando uma volta, a última(!) com Hamilton e Verstappen colados um no outro para nova largada com a Red Bull em segundo. Tensão total quando a largada foi autorizada onde tudo seria decidido. 

Hamilton ainda tentou dar um "drible" no Verstappen, mas o holandês não caiu na dele. A Red Bull foi pro tudo ou nada  para atacar a Mercedes. Verstappen, depois de poucas tentativas,  ultrapassou Hamilton quase na reta final,  até com certa facilidade, graças aos pneus novos que levaram o jovem Max a ver a bandeira quadriculada de campeão pela primeira vez em sua meteórica carreira.

Por isso e fazendo jus aos elementos gerência, decisão e liderança, destaco o trabalho da equipe Red Bull e do seu líder Christian Horner, como responsáveis, junto com a extraordinária habilidade do piloto holandês, pela memorável conquista.

Veja abaixo, no vídeo da TV Band, como foi essa magnifica estratégia executada na pista:

Veja a ultrapassagem de Verstappen em Hamilton que garantiu o título da fórmula 

Se tiver interesse assista, no YouTube, um resumo da corrida no vídeo abaixo com transmissão da TV Band:


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