15 de jan de 2013

Possuir a arte da conversação. (A Arte da Sabedoria Mundana)


Tenho enorme satisfação de reapresentar*, aos leitores do blog, o livro "A Arte da Sabedoria Mundana", escrito por Baltazar Gracián, no século 17, na Espanha.
É considerado um dos maiores clássicos da literatura universal. Trago-o aqui porque tem tudo a ver com a atividade corporativa mais importante das nossas vidas, o conviver com as pessoas.
É um livro, sobretudo, inteligente. Exige atenção especial ao texto e à construção das frases; é também um livro de cabeceira, sábio e atual apesar de ter 300 anos de idade. Indispensável; prende a atenção de forma contínua; é divertido, sarcástico e de certa forma cínico (no sentido de ser satírico e mordaz, sem apelar para a desfaçatez ou o descaro).
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"Ao longo dos séculos, a humanidade produziu três grandes e eternos livros de sabedoria: O Príncipe, de Maquiavel, A Arte da Guerra, de Sun-Tzu e A Arte da Sabedoria Mundana: Um Oráculo de Bolso. Escrito há trezentos anos por um dos maiores escritores espanhóis - um erudito jesuíta, observador arguto dos poderosos - este clássico extraordinário mescla como nenhum outro a sabedoria espiritual com a arte de viver. Extremamente atual e moderno, mostra o talento de um autor intransigente com a insensatez humana e capaz de sintetizar com precisão as eternas indagações da consciência." (texto da contra capa do livro-Editora Best Seller/Círculo do Livro)

Conheça abaixo o texto inicial da introdução do livro escrito em maio de 1991 por Christopher Maurer - professor de espanhol da Universidade de Illinois-Chicago, especialista em Baltazar Gracián - A editora é a Best Seller e pode ser encontrado em qualquer site de vendas ou livrarias.
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"A arte da sabedoria mundana: um oráculo de bolso" é um livro de estratégias para conhecer, julgar e agir: para se avançar no mundo e alcançar a distinção e a perfeição.
Trata-se de uma coleção de trezentos aforismos divertidos demais para não partilhar com amigos e colegas, perspicazes demais para não esconder de ini­migos e rivais.
São seus leitores ideais aqueles cuja ocupação envolve o trato com os outros: descobrir-lhes as intenções, gran­jear seu favor e amizade, ou, por outro lado, frustrar-lhes os pla­nos e "derrotar-lhes a vontade"
"O Oráculo de bolso pondera a respeito de uma dualidade cara ao século XVII e também ao nosso: vê a vida como uma guerra que envolve tanto o ser quanto o parecer, tanto a aparência quanto a realidade. Dá conselhos não apenas aos especialistas em marketing pessoal, mas também aos francos: àqueles que insistem em que a substância, não a imagem, é que importa de fato. "Faça, mas também pareça", recomenda Gracián com ênfase (aforismo 130)"
"O Oráculo tem sido falado em muitas línguas, sendo ouvido com admiração e saudado com louvor. Foi imitado por La Rochefoucauld, que dele tomou conhecimento no salão de sua amiga Mme. de Sablé, apreciado por escritores tão diversos quanto Joseph Addison e Friedrich Nietzsche, e carinhosamente traduzido para o alemão por Arthur Schopenhauer." [...] 
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Arrows gif filePara reestrear os novos posts de "A Arte da Sabedoria Mundana" escolhi um dos aforismos mais visitados na primeira postagem que fiz na Oficina (mais de 1.200 acessos). É o de numero 148 que versa sobre a "Arte da Conversação". Leiam o que escreveu Baltazar Gracián no século 17
"Possuir a arte da conversação é a medida de uma pessoa verdadeira. Nenhuma atividade humana exige mais atenção por­que nenhuma é mais comum.
É aqui que ganhamos ou perdemos.
Requer prudência escrever uma carta, que é a conversa pensada e escrita, e ainda mais conversar, pois a discrição é logo posta à prova.
Os entendidos tomam o pulso da alma na língua, e baseado nisso um sábio disse: "Fale, e será conhecido".
Para alguns, a arte da conversação está em não ter nenhuma arte em absoluto, dei­xando-a adequar-se livremente, como a roupa. A ideia talvez seja válida quanto à conversa entre amigos. Em círculos mais eleva­dos, a conversação deve ser mais grave, revelando a excelente substância da pessoa.
A fim de conversar com sucesso, tem de se adaptar ao temperamento e inteligência dos outros. Não ban­que o censor de palavras — pois será tomado como um gramático —, e muito menos o fiscal das opiniões — o que fará com que os outros o evitem, impedindo-o de se comunicar. Na conversa, a discrição é mais importante que a eloquência."

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