29 de dez de 2015

Administrar, gerenciar ou gerir? Tire as dúvidas

Nem pesquisem muito para  descobrir qual é a diferença em o que seja administração, gerência e gestão. Embora as informações sejam numerosas não há congruência entre elas. Isso mesmo. 
Não é à toa que os conceitos sejam usados indistintamente. Eu mesmo faço isso e não está errado. Pelo menos o dicionário Aulete - e não é o único - coloca as três definições no mesmo verbete sobre o que seja Administração. O que diz o Aulete? Leiam abaixo:
    http://mokusen.files.wordpress.com/2012/03/crit1.png
  • Ação ou resultado de administrar.
  • Gestão de negócios, atividades, projetos públicos ou particulares.
  • Modo de administrar, de gerir; DIREÇÃO; GERÊNCIA; GOVERNO.
Além desse mix temos os entendimentos que chamarei de  conceitos populares e cujo melhor exemplo colhi no site de perguntas e respostas do Yahoo (clique no link).
Porque é importante se buscar essas diferenças? Principalmente quando nos aventuramos no universo corporativo para exercer funções executivas? Respondo dizendo que os jovens dirigentes que no mais das vezes se julgam "administradores" após a colação de grau vão descobrir, sofrendo, que na verdade são "gerentes" nas categorias de chefes ou supervisores e ainda longe de serem gerentes ou gestores.
Nos níveis mais elevados das disputas no mundo corporativo o "xadrez" é para profissionais e se você não souber o que é no tabuleiro (peão, cavalo, bispo, torre, rei ou rainha) e onde se colocar conforme sua real missão no jogo vai ser rapidamente "comido" pelo adversário.
Acho que o leitor já percebeu aonde quero chegar e por isso mesmo não vou me alongar nessa introdução.
Devo apenas registrar que existe, sim, diferença entre os três conceitos e embora não sendo difícil entendê-los a aplicação corrente na linguagem escrita e falada às vezes confunde os usuários.
Na internet, entre vários que pesquisei (veja no Google), o melhor artigo que encontrei sobre o tema foi esse que transcrevi abaixo. E quero também expressar que concordo com o autor em gênero, numero e grau.
É dentro desse conjunto de compreensão que procuro o meu entendimento. E vou prestar mais atenção ainda. Para quem tenha interesse de caracterizar melhor as diferenças entre o que seja administrar, gerenciar e gerir  recomendo que o leiam e afirmo que vale a pena.
 
Definição de gestão, administração e gerenciamento
Gestão de projetos, gestão de pessoas, administração de empresas, gerenciamento de recursos… Termos comuns hoje em dia, mas muita gente se confunde e não entende a diferença entre um e outro. Por André Luís Lima de Paula

Frequentemente nos deparamos através da literatura e em nosso cotidiano com os termos administração, gerenciamento e gestão sendo utilizados como sinônimos.
Cada autor tem sua própria definição. Cada colaborador dentro de uma organização normalmente utiliza os termos da forma que herdou. Um diz isto, outro diz aquilo e não se chega a um consenso.
Longe de entrar em discussões filosóficas, para a qual a maioria das pessoas não dispõe de tempo, pretendemos fornecer definições simples e práticas para a utilização dos três termos. Cada um poderá se localizar por si mesmo.
As definições a seguir estão baseadas no livro Moderno Gerenciamento de Projetos do autor Dalton Valeriano (Editora Pearson, 2005).
    http://skoob.s3.amazonaws.com/livros/160125/MODERNO_GERENCIAMENTO_DE_PROJETOS_1300128536P.jpg
  • Administração - Trata dos problemas típicos das empresas, como os recursos financeiros, recursos patrimoniais e recursos (ou talentos) humanos. É a responsável pela criação de um ambiente favorável. Palavras correspondentes: administrar, administrador.
  • Gerenciamento - Trata de níveis específicos da organização, como departamentos ou divisões (marketing, produção etc.) ou projetos. Palavras correspondentes: gerenciar, gerente.
  • Gestão - Trata de níveis especializados tanto no que diz respeito à administração quanto ao gerenciamento. Por exemplo, em projetos, temos a gestão dos custos, gestão da qualidade, gestão dos riscos etc. Palavras correspondentes: gerir, gestor.
Em português, o termo administração parece carregar algo de arcaico e pesado, enquanto que o termo gestão soa como algo moderno e flexível.
Alguns intuem que gestão é algo superior à administração e isto é verdadeiro no sentido que o termo gestão vem sendo utilizado, isto é, por envolver mais técnica, habilidade, engenhosidade. Entretanto, enquanto hierarquia dentro das organizações, a administração permanece acima da gestão.
Vamos exemplificar: quando o pessoal de RH (administração) coloca a folha de pagamento para rodar ou faz a checagem da frequência de seus colaboradores, está fazendo a pura administração, ou seja, atividades simples que não exigem maior aperfeiçoamento.
Mas, quando este mesmo pessoal de RH estabelece planos de carreira baseados em detalhados critérios de avaliação e promoção, quando promovem cursos e treinamentos de acordo com as necessidades específicas da organização e de seus colaboradores, quando entram em uma rede social para acompanhar seu pessoal, está fazendo gestão.
Até mesmo quando resolvem examinar o mapa natal de seus colaboradores para encontrar características interessantes que podem ser confirmadas e utilizadas, temos aí um legítimo trabalho de gestão, gestão de pessoas.
A administração engloba a alta administração. É a responsável pelo destino da organização como um todo. Sem o apoio da alta administração, departamentos e projetos ficam comprometidos.
No contexto de projetos, para resumir e interagir a utilização dos três termos, podemos dizer que:
  • o todo é gerenciado (gerenciamento) enquanto os níveis especializados são geridos (gestão).
Um projeto ocorre quando a administração proporciona um ambiente que permita e, principalmente, apóie sua realização (alinhamento ao planejamento estratégico).
 
 
Este artigo foi originalmente publicado no blog no dia 15 de março de 2012. Por ser um dos mais acessados no acervo da Oficina de Gerência resolvi atualiza-lo e republicar.
https://lh6.googleusercontent.com/-bGPiELYwMFs/TkCeDtmLnHI/AAAAAAAAWHM/a0SPBn07eXE/h120/clique%2Baqui%2Be%2Bleia%2Boutro%2Bartigo.bmp
 
 

20 de set de 2015

Você tem noção do quanto é intolerante?

http://3.bp.blogspot.com/-Q94MDWhnStw/ThvQKwoDARI/AAAAAAAACgg/hp4oSMSWDOU/s1600/intolerancia.jpg

Você é intolerante?


A
  pergunta do título não é meramente didática para apresentar o post. É provocativa para que o leitor possa questionar a si mesmo sobre seu grau de intolerância. Por favor, não diga que está livre da intolerância porque não é verdade. Todos nós - mesmo que seja por momentos - somos intolerantes.

Neste momento o planeta vive, convive e assiste a demonstrações de intolerância, que não se via, historicamente, desde a perseguição dos judeus e minorias na Alemanha nazista da 2ª Guerra Mundial. As correntes desesperadas de imigrantes que invadem a Europa, fugitivos das guerras e perseguições no seus países e rejeitadas (presas, espancadas, expulsas) pelos governos e sociedades de seus países é a imagem mais cruel da intolerância do espírito humano.
 
A intolerância faz parte do (enorme) conjunto de "defeitos de fabricação" dos seres humanos. Na Wikipédia está escrito que " Intolerância é uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões. Num sentido político e social, intolerância é a ausência de disposição para aceitar pessoas com pontos de vista diferentes." 
Em outros dicionários encontrei (na média) o seguinte: "Intolerante é aquele que não aceita atitude, crença, opinião etc. diferente da sua." Acho que basta. Afinal de contas todos sabem o que é ser um indivíduo intolerante. Alguns sinônimos: detestável, insuportável, intragável, antipático, discordante, dissonante, enjoado, irritante, mal-humorado.
Os campos de ação da intolerância são tão diversos quanto a natureza humana permite. São mais conhecidos a Intolerância Racial, a Religiosa, a Intolerância Humana, a Social, a Política e a Intolerância Comportamental. 
http://rubensmolina.blog.uol.com.br/images/intolerancia.jpgVoltaire se manifestou sobre a tolerância com a seguinte frase: «A primeira lei da natureza é a tolerância, já que temos todos uma porção de erros e de fraquezas.» E foram muitos os grandes pensadores que se posicionaram (e continuam ao longo dos tempos) contra a intolerância aliada ao preconceito.
Ultimamente as sociedades de forma geral têm se manifestado cada vez mais com arroubos de intolerância. A homofobia, o racismo, a condição social, as religiões e quase tudo que se possa colocar em posições contrárias de pensamentos e atitudes entre os seres humanos têm sido objetos de  exteriorização e revelação de intolerâncias.
Por isso a pergunta do título é mais que pertinente: Você é intolerante? O quanto é intolerante? Quando é intolerante? Com quem é intolerante? Seus pais? Irmãos? Esposa e filhos? Colegas de trabalho? Subordinados? Pessoas humildes? Pessoas de cor da pele diferentes da sua? Pessoas com sexualidade ou religião diferentes da sua? 
A lista é tão infinita quanto se queira enfrentá-la. O importante é nos confrontarmos sempre que necessário quando o vírus da intolerância se manifestar em nós mesmos ou nas pessoas que nos são caras. Combater a intolerância permanentemente é a forma mais eficaz de nos livrarmos dela. Se há algo com o que devemos ser sempre intolerantes é a própria intolerância.
Trago o tema para o mundo corporativo e sou obrigado a reconhecer que ali, naquele ambiente de estresses, cobranças por resultados, disputas de egos e de relações entre chefes e subordinados o terreno é fértil para o cultivo e a prática das intolerâncias. 
http://1.bp.blogspot.com/-6_5LSd0sLKo/ToXO5oW1EjI/AAAAAAAAACU/YHVUuMkBJBo/s1600/cicero_intolerancia.jpgCostumo orientar as pessoas que trabalham comigo que a intolerância é "filha da arrogância e irmã da vaidade e do orgulho". Se estivermos atentos não daremos espaço a elas. São como disse acima, defeitos da própria condição humana, imperfeições de nossa origem neste planeta e para eliminá-las temos que saber praticar a tolerância, respeitar os contrários, absorver as diferenças e principalmente compreender o nosso semelhante e aceitá-lo em nossa convivência
Abaixo está uma notável animação em vídeo de curta metragem que trata exatamente da intolerância e dos males que ela intrinsecamente provoca. Sugiro que o assistam.




O tema abordado no vídeo é a intolerância entre as pessoas. O curta tem como herói da história um personagem que acorda depois de um longo sono, no final da última era glacial. Seu raciocínio não é algo que deva ser invejado, mas mesmo assim esse personagem é capaz de iniciar e realizar algo grandioso...

O filme curta-metragem animado "Tolerantia", foi inteiramente criado em 2008 por Ivan Ramadan, incluindo: produção, direção, roteiro, edição, animação, som e pós-produção.

Nascido e criado na Bósnia, em meio a um ambiente devastado pela guerra, Ivan encontrou na magia da animação a expressão de todo o seu talento artístico.

Tolerantia" foi o primeiro curta-metragem de animação 3D produzido na Bósnia e Herzegovina. O filme foi premiado com o "Heart of Sarajevo", prêmio de melhor curta-metragem no 14º Festival de Cinema de Sarajevo. Ganhou o Prix UIP, prêmio que o indicou automaticamente para European Film Academy Awards 2008. O filme já foi exibido em cerca de 30 festivais ao redor do mundo até o momento, recebendo diversos prêmios.

Para saber mais sobre esse filme curta-metragem animado e seu criador visite: http://en.wikipedia.org/wiki/Tolerantia

"A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos." Mahatma Gandhi 
  •  
animated gifEste post foi originalmente publicado no dia 9 de março de 2014 e resolvi editá-lo por conta do que estamos assistindo na TV todos os dias relativamente às marchas de imigrantes desesperados que fogem da intolerâncias em seus países e a reencontram no mundo dito civilizado.

http://www.em10taque.com/10interessante/os-10-preconceitos-mais-comuns/

5 de jun de 2015

As crenças irracionais em nossas vidas (texto em espanhol - Grupo Finsi)


Peço licença aos leitores do Oficina de Gerencia para fazer, com esse post, uma experiência que há muito tempo estou planejando. Trata-se de publicar textos no idioma espanhol sem tradução direta como tenho o hábito de fazer (acesse o link do Grupo Finsi).
A maioria dos textos do Blog Finsi são aqueles que considero entre os melhores, disponíveis na internet, para apresentar com o perfil da Oficina de Gerência; tanto assim que criei uma tag para eles. Ocorre que por ser um site espanhol tenho tido a preocupação de traduzir os posts para o nosso idioma e isso absorve um tempo que ultimamente não tenho como alocar.
A leitura de textos em espanhol tem um grau de dificuldade muito pequeno para mim e - aposto - para a maioria das pessoas que frequentam o blog. Assim sendo sei que estou correndo um risco nessa experiência, mas prefiro assim do que perder a oportunidade de apresentar aos leitores excelentes textos e experiências que são trazidos pelos autores do Blog Finsi. Algumas expressões menos compreensíveis no nosso idioma estão imediatamente traduzidas no texto em espanhol. Em último caso é só copiar o texto em espanhol, entrar no Tradutor Google colar no espaço de tradução e escolher a tradução do espanhol para o portugues. Agradeço as manifestações sobre essa experiência.
 

As crenças limitantes e/ou crenças irracionais são temas dos mais controversos no campo da psicologia e do coaching (clique aqui - se tiver curiosidade - para conhecer um artigo técnico sobre o assunto). 
https://mcconsalter.files.wordpress.com/2014/05/imagem-coaching.jpg?w=275Fiz curso de Personal Coach e sei do poder que as nossas crenças negativas (racionais ou irracionais) exercem sobre nosso potencial de realização. Se são irracionais ou racionais não me atreverei a entrar nessa seara. Todavia que são limitantes para nosso crescimento pessoal não tenho dúvidas em atestar, seja pelas minhas experiências pessoais, seja pelo aprendizado e aplicação prática como coach e líder coach na minha lida profissional como executivo.
No post que lhes trago abaixo (em espanhol, repito) o tema é abordado com muita propriedade pelo renomado consultor espanhol José Luis Bueno Blanco (clique aqui e veja o perfil dele no final do post). Ele trata exatamente das "crenças irracionais" desenvolvidas pelo famoso psicólogo norteamericano  Albert Ellis.
Na verdade o  José Luis Blanco escreveu uma série de posts no Blog Finsi sobre cada uma das chamadas "crenças" de Ellis. Vale a pena ler os posts e vou transcrevê-los aqui dois as dois a cada semana. Quem tiver pressa pode ir direto no blog (o link do autor está disponível ao final do post).
Para contextualizar o conjunto das onze crenças irracionais de Ellis reproduzi o resumo delas (em espanhol, lembro) logo abaixo e em seguinte estão transcritos os dois posts que iniciam a série.

https://ninataboada.files.wordpress.com/2010/05/ryotiras-dificil-jb1.jpg?w=646

Listado de las 11 creencias irracionales de Ellis: 

1.    Necesidad de obediencia – "Es una necesidad extrema para el ser humano adulto el ser amado y aprobado por prácticamente cada persona significativa de la sociedad.

2.    Necesidad de ser competente - "Para considerarse uno mismo (a si mesmo) valioso se debe ser muy competente, suficiente y capaz de lograr cualquier cosa en todos los aspectos posibles". 

3.    Necesidad de demonizar - "Cierta clase de gente es vil, malvada e infame y que deben ser seriamente culpabilizados y castigados por su maldad"

4.    Necesidad de control - "Es tremendo y catastrófico el hecho (o fato) de que las cosas no vayan por el camino que a uno (a pessoa) le gustaría que fuesen". 

5.    Indefension (desamparo) -  "La desgracia humana se origina por causas externas y la gente tiene poca capacidad o ninguna, de controlar sus penas y perturbaciones". 

6.    Necesidad de alarmarse - "Si algo es o puede ser peligroso o temible, se deberá sentir terriblemente inquieto por ello y deberá pensar constantemente en la posibilidad de que esto ocurra". 

7.    Necesidad de evitar responsabilidades - "Es más fácil evitar que afrontar ciertas responsabilidades y dificultades en la vida".

8.    Necesidad de dependencia -  "Se debe depender de los demás y se necesita a alguien más fuerte en quien confiar".

9.    La influencia del pasado - "La historia pasada de uno (da pessoa) es un determinante decisivo de la conducta actual, y que algo que le ocurrió alguna vez y le conmocionó debe seguir afectándole indefinidamente"

10. Preocuparse por los demás "Uno (a pessoa) deberá sentirse muy preocupado por los problemas y las perturbaciones de los demás".

11. Idea de Perfeccionismo - "Invariablemente existe una solución precisa, correcta y perfecta para los problemas humanos, y que si esta solución perfecta no se encuentra sobreviene la catástrofe".
 
http://www.grupofinsi.com/img/fondoTop.jpg
http://www.grupofinsi.com/index.asp

Las creencias irracionales de nuestra vida


Comenzamos una serie de posts que nos ayudarán a enfrentarnos con aquellas ideas irracionales de las que no somos conscientes y que causan nuestras emociones, casi siempre negativas.

Las personas reaccionamos ante casi todo. Ante una situación, una persona, cualquier estímulo puede provocar en nosotros una emoción, positiva, negativa o neutra, y también nos moverá a la acción de una determinada manera.
Podemos pensar, entonces, que nuestras emociones, el balance de las emociones positivas y negativas va a depender de las situaciones con las que nos encontremos en el día a día. Sin embargo, el ser humano, a diferencia de un animal, procesa cada situación, consciente o inconscientemente y la pasa por el tamiz de una serie de ideas y principios, que son las que se encargan de generar la emoción.
Así pues, si tengo que hablar en público (situación) puedo estar nervioso por pensar "lo voy a hacer mal", aunque en realidad, no es ese pensamiento el que nos hace estar nerviosos sino otros del tipo: "debo de hacerlo bien", "si lo hago mal se van a reir de mi y voy a perder mi prestigio", "debo defender mi prestigio por encima de todo", etc. Estas son las ideas que harán que me sienta mal.
Por el contrario, qué diferente sería si en mi interior pensara: "lo voy a hacer mal, pero... no pasa nada, es mi primera vez", "aunque no sea un gran orador, seguro que trasmito las ideas principales", "igual se ríen de mi, si me confundo, pero en cierta manera es verdad que puede resultar gracioso", "cada vez lo haré mejor", "no creo que mi prestigio se vea afectado por mi discurso". Con este discurso, mi emoción será diferente. Seguramente, la sensación de nervios disminuirá y, consecuentemente, mi intervención en público, será mejor, y si no lo es, al menos no voy a sufrir por ello de una manera irracional.
https://sinceridade.files.wordpress.com/2012/03/albert-ellis.jpgEsto es lo que pensaba Albert Ellis, creador de la Terapia Racional Emotiva (RET). Ellis, basándose en el Modelo ABC, explica como las perturbaciones emocionales son generadas causadas por creencias, valoraciones y demandas inflexibles (exigencias absolutistas). Selecciona 11 creencias o ideas irracionales que, instaladas en lo más profundo de nuestro ser, van mediando en nuestro día a día y provocan emociones negativas.
También crea una metodología para combatir estas ideas y, por tanto, hacernos más inteligentes emocionalmente. El modelo de Ellis forma parte de las teorías cognitivos-conductuales de la psicología.
Aunque su modelo se utilizó en la práctica de la psicología clínica, conocerlo y aplicarlo en nuestras vidas nos va a reportar mucho bienestar, un modo diferente de encajar los problemas, las situaciones que nos provocan estrés y, en definitiva, hacernos más felices.
Con este artículo quiero comenzar un serie que dará un repaso a las enseñanzas de Ellis y sus aplicaciones en nuestra vida. En post posteriores pasaré por cada una de las ideas irracionales que Ellis comenta y la forma de detectarlas y atacarlas. Estoy seguro que no te dejará indiferente y te ayudará a mejorar tu vida.

Los 11 mandamientos que nos hacen sufrir 

En este segundo post sobre las ideas irracionales de Ellis, vamos a mostrar el listado completo para, posteriormente, ir comentando una por una.
Lee una por una, intentando comprender su significado, pero no comprobando si en tu interior está instalada la idea irracional.
  1. "Es una necesidad extrema para el ser humano adulto el ser amado y aprobado por prácticamente cada persona significativa de la sociedad".
  2. "Para considerarse uno mismo valioso se debe ser muy competente, suficiente y capaz de lograr cualquier cosa en todos los aspectos posibles". 
  3. "Cierta clase de gente es vil, malvada e infame y que deben ser seriamente culpabilizados y castigados por su maldad". 
  4. "Es tremendo y catastrófico el hecho de que las cosas no vayan por el camino que a uno le gustaría que fuesen".
  5. "La desgracia humana se origina por causas externas y la gente tiene poca capacidad o ninguna, de controlar sus penas y perturbaciones".
  6. "Si algo es o puede ser peligroso o temible, se deberá sentir terriblemente inquieto por ello y deberá pensar constantemente en la posibilidad de que esto ocurra".
  7. "Es más fácil evitar que afrontar ciertas responsabilidades y dificultades en la vida".
  8. "Se debe depender de los demás y se necesita a alguien más fuerte en quien confiar".
  9. "La historia pasada de uno es un determinante decisivo de la conducta actual, y que algo que le ocurrió alguna vez y le conmocionó debe seguir afectándole indefinidamente".
  10. "Uno deberá sentirse muy preocupado por los problemas y las perturbaciones de los demás".
  11. "Invariablemente existe una solución precisa, correcta y perfecta para los problemas humanos, y que si esta solución perfecta no se encuentra sobreviene la catástrofe"
Si una o varias de estas ideas forman parte de nuestro ideario más profundo, seguramente estaremos sufriendo las consecuencias negativas al intentar ponerlas en práctica o cuando no lo consigamos. Son ideas absolutistas y por supuesto irracionales. Si necesitamos tener la aprobación de cada persona, nuestra infelicidad está garantizada.
http://fernandooliveira.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/11/quebrando-correntes.jpgAhora bien, leidas así, resultan demasiado evidente. ¿Quíen estará de acuerdo con cada una de estas ideas? Nadie. Si preguntamos a cualquier persona si está de acuerdo con estás ideas nos dirá que no. Son absurdas y ridículas. Sin embargo, y aquí es donde viene el punto importante, estas ideas no son observables a simple vista por la persona. "¡Claro que no tengo que ser aprobado por cada persona de mi entorno!" Sin embargo, evito cualquier situación o comportamiento que defraude a otras personas, aún a consta de mi propio bienestar.
Las ideas irracionales son la base y el sedimento sobre las que hemos construido el resto de ideas y valores. Si fueran leyes, representarían las Constitución. Y tal es su profundidad, que no las percibimos directamente. Solo con un trabajo, casi detectivesco, indagando a través del cuestionamiento de nuestros propios pensamientos, razonamientos y argumentos, vamos a desembocar a una de estas ideas.
Vamos a ir desmenuzando una por una para ver porqué cada idea es irracional, qué alternativas existen para reemplazarlas, cómo se pueden detectar, cómo la sociedad nos las inculca. 

http://www.grupofinsi.com/blog.asp?vcSeccion=1&vcblog=349http://coachbr.com/2008/05/04/as-crencas-irracionais-albert-ellis/


Autor - José Luis Bueno Blanco

Director - DAVINCHI, Diseño y Nuevas Tecnologías – até o momento (10 anos 5 meses) * FINSI – até o momento (16 anos) - El Grupo FINSI es un grupo empresarial que engloba un equipo humano multidisciplinar orientado a aportar soluciones de forma global en el ámbito de los Recursos Humanos, Formación, e-learning Comunicación y nuevas tecnologías. * Asesor de Tecnología Formativa - EADIC (3 anos 1 mês) * Responsable de Proyectos - CESI IBERIA (4 anos 6 meses) - Consultor, Formador y Responsable de Proyectos.



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