O Dia das Américas comemora a soberania e a unidade das nações das Américas. Este dia é comemorado no aniversário da fundação da União Internacional das Repúblicas Americanas, antigo nome da atual Organização dos Estados Americanos (OEA). Marca o principal objetivo que teve a organização desde a sua criação: criar uma ordem de paz e justiça no continente, defendendo a sua soberania, a sua integridade territorial e a sua independência. É importante notar que este dia é comemorado em 21 países das Américas. Embora o Dia das Américas é considerado um dia de celebração, as atividades de trabalho e escola ocorrem normalmente. Este dia é comemorado em 14 de Abril de cada ano.

 

14 DE ABRIL DE 2024 – DOMINGO - DIA DAS AMÉRICAS


FRASE DO DIA

FRASE DO DIA

FRASE COM AUTOR

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terça-feira, 31 de outubro de 2023

Vasco está na corda bamba; "mais prá lá, do que prá cá." Mas a fé continua...

 

Estou escrevendo esse post hoje, após empate com o Goiás (1x1), mais em respeito aos vascaínos que visitam o blog e às postagens que estou produzindo para acompanhar essa verdadeira saga do meu/nosso time para escapar da volta à 2ª divisão.

O que deu para ver no jogo com o Goiás? Que o elenco do Vasco embora esteja bem treinado - e a gente vê isso nos jogos com o grupo buscando as vitórias - não tem jogadores de talento para definir as partidas numa decisão; só o Vegetti não é suficiente.

A situação não mudou. Eu diria até que piorou. O Goiás era um dos 4 times que o Vasco tinha obrigação de vencer por ser um concorrente direto na disputa para ficar fora da Z-4. Não ganhou e agora terá de vencer - na melhor hipótese - os quatro clubes que estão no mesmo nível técnico do cruzmaltino. Seriam eles: Cuiabá, América-MG, Corinthians e Cruzeiro. 

Se conseguir superar essa campanha acima - coisa que só os vascaínos de fé acreditam -  alcançará 43 pontos e ainda faltarão 3 pontos para chegar aos 46 necessários para não cair. 

Para completar a cota teria de, ou ganhar de um dos "grandes (faria os 46 pontos) ou empatar com 3 deles; como são 8 jogos no total, nesse panorama, poderia perder apenas uma partida. "É muita conta" e muitas suposições não é mesmo?

Agora, quem são aqueles que estou chamando de grandes e ainda faltam jogar com o Vasco: Botafogo, Athletico-PR, Grêmio e Bragantino - que tal?  

Alguém acredita numa campanha dessas com esse elenco que o Vasco tem? Nossa opção é acreditar, acreditar e acreditar. O Ramon Diaz vai tirar sua varinha mágica da mochila e ... abracadabra. Nada é impossível!



Para confirmar meus cenários, coloco abaixo o trecho de uma matéria publicada pelo site "Lance", no dia de ontem (30/10):
  • O Lance! conversou com o matemático Tristão Garcia que revelou a pontuação mágica para o Vasco permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro.

    ''- Bastam 46 pontos. Pode escapar com menos, os adversários também têm dificuldades, mas não é garantido. Com 45 pontos não é garantido, mas é provável. Abaixo disso, mais sorte é preciso ter.'' (Clique aqui)

Teremos a primeira montanha para escalar na quinta feira (feriado de Finados) contra o Cuiabá, lá na Arena Pantanal.

Vejam abaixo os jogos que faltam ao Vasco com obrigação de ganhar 4, empatar 3 e perder só um. Montem as suas possibilidades e façam a única coisa que nós, vascaínos, podemos fazer: acreditar em milagres e torcer, sofrer, torcer, sofrer...



Para bem completar o post coloco abaixo a classificação do Brasileirão após a última rodada (30ª):


sábado, 28 de outubro de 2023

Burnout... CEOs foram vítimas e contam

 


Não vou aqui explicar o que seja o Burnout. Está tudo e muito mais no Google (clique aqui). Todo mundo trabalha além da conta e do dever sofre ou já "apanhou" do Burnout. Já falei sobre esta síndrome em algum post deste meu blog, mas vou repetir o assunto. 

A matéria que trago à Oficina de Gerência é uma das mais completas que conheço sobre o assunto. Principalmente porque trata do Burnout nos seus efeitos sobre um dos grupos que são suas vítimas preferidas, os CEOs.

As jornalistas do Estadão  Bruna Klingspiegel e Jayanne Rodrigues - colheram os depoimentos de CEOs brasileiros que contam suas mazelas por conta da síndrome.

As experiências deles são importantes para aqueles que, também, convivem  com o Burnout ou estão se candidatando a abraçá-lo; Contam seus sofrimentos apontam as razões de os terem colocado na mira da síndrome e informam sobre as consequências em suas vidas profissional, social e familiar. 

É um artigo longo para os padrões da turma que quer tudo curto e rapidinho, todavia insisto para uma leitura dedicada; principalmente para a turma das galeras mais recentes na cronologia das gerações (conheça-as clicando aqui). 

Boa leitura e muita atenção. Nós, habitantes da selva corporativa - normalmente - não acreditamos que estamos nos braços ou enamorados do Burnout. Sei por experiência própria. É muito ruim. Leiam o artigo.


Por Bruna Klingspiegel e Jayanne Rodrigues


Clique aqui e visite o Website

Agendas lotadas, demandas intermináveis e expectativa de liderar equipes bem-sucedidas são alguns dos desafios que os CEOs enfrentam diariamente. O problema surge quando a sobrecarga se intensifica e resta pouco espaço para o cuidado com a saúde mental e física.

Em algum momento, o sucesso profissional pode cobrar seu preço, e foi exatamente isso o que aconteceu com a conselheira Deborah Wright. Aos 53 anos, após 20 anos ocupando os cargos mais altos de diversas empresas como Kibon, Parmalat e Tintas Coral, um episódio dissociativo, com alterações de sono e perda de consciência, a levou ao hospital em 2010. Após o burnout, foram dez dias para a medicação fazer efeito e normalizar o seu comportamento.

“Eu não prestei atenção aos sintomas. Fui ficando muito cansada. Deitava e não conseguia dormir, não conseguia desligar. De repente, você fica fora do eixo”, relembra a executiva que ocupava o cargo de CEO da empresa de pesquisa Ipsos na época.

Wright relembra a rotina corrida pré-burnout. “Quem disser que faz isso com tranquilidade está se iludindo”, conta. Ela enfrentava uma sequência interminável de compromissos diários, tomando decisões cruciais a cada passo. Após anos, ocupava uma posição de grande responsabilidade, onde todos os olhos estavam voltados para ela.

Cada compromisso não era apenas uma entrega de resultados, mas também um peso tanto para seu sucesso pessoal quanto para o de sua equipe. “Quanto mais você ascende na carreira, mais solitário fica”, diz a conselheira.

Desde 2021, o burnout é considerado uma doença ocupacional, caracterizada pelo esgotamento mental e físico associado ao trabalho. O Brasil é o segundo país com mais casos da síndrome no mundo, segundo levantamento da International Stress Management Association (ISMA) de 2022.

Nos bastidores, os CEOs travam uma batalha silenciosa para manter a saúde mental em meio a pressão constante. De acordo com pesquisa da consultoria americana Mind Share Partners, os entrevistados C-level (78%) e executivos (82%) da pesquisa tinham mais probabilidade do que outros (71%) a relatar ao menos um sintoma relacionado a saúde mental.

No mundo corporativo, explica Wright, existe um mito de que o líder é forte e que não pode mostrar vulnerabilidade. Não pode ter dúvidas nem fraquezas. “Somos todos humanos, e um dia você acorda e não está muito bem. Em certos momentos, tenho dúvidas sobre algumas coisas e sinto a necessidade de conversar com alguém.”

Após a recuperação, a executiva permaneceu 30 dias trabalhando no mesmo cargo. No entanto, a preocupação crescente com sua saúde física e mental fez com que sua família a encorajasse a pedir demissão. Atualmente ela atua como conselheira do banco Santander.

‘Perfeccionismo me fez presidente e me levou ao hospital’

Palpitações fortes e aceleradas, falta de ar e tontura. O executivo Laércio Albuquerque demorou para acreditar, mas estava enfrentando um quadro de arritmia. Recusava-se a ficar no hospital porque não queria cancelar os compromissos que lotavam a agenda. Levou tempo para reconhecer que precisava desacelerar.

Na época, em 2020, no cargo de presidente da empresa de tecnologia Cisco no Brasil, o foco na vida profissional não parecia ser um problema. No entanto, o corpo já estava emitindo sinais, mas Albuquerque não deu importância. A duração do sono caiu drasticamente. De seis da manhã passou a acordar três horas antes. A partir dali, já disparava e-mails ao longo da madrugada.

No dia a dia, não era só o jantar em família que era interrompido por bips do celular. Também era comum ter o momento de pausa nas férias suspenso para fazer alguma ligação ou para conferir a caixa de entrada.

“Quando você é apaixonado pelo que faz, não mede nada. Minha empresa não estava me cobrando demais, o maior cobrador era eu mesmo. Estava em um ritmo alucinante. Participando de muitos eventos, reuniões, viagens, dizendo sim para tudo porque era minha paixão”, relata.

O trabalho por propósito sem limites combinado com outras equações da rotina o levou à beira de um colapso mental e físico. “O ponto alto foi arritmia. Depois, ia para o hospital todo dia achando que estava morrendo. Não estava tendo nada, mas comecei a sentir pânico por algumas situações que me deixavam no estágio de perder a respiração”, relembra.

1. "O perfeccionismo que me fez chegar a presidente no Brasil na maior empresa de tecnologia de conectividade do mundo é o mesmo perfeccionismo que me levou ao hospital várias vezes". Laércio Albuquerque, vice-presidente da Cisco na América Latina

Foi quando decidiu abrir o jogo para a Cisco, onde trabalha até hoje. Atualmente, ocupa a cadeira de vice-presidente da América Latina. De imediato, a companhia orientou que ele se afastasse por 30 dias. “Tive uma equipe e uma chefia que me sustentaram. Antes, era presidente da empresa no Brasil, depois disso fui promovido (para o cargo atual).”

Lado pessoal de líderes é negligenciado

Para Luckas Reis, consultor em saúde mental para empresas e head de Psicologia na Vittude, as pessoas em altos cargos de liderança vêm de um contexto e de uma forma de trabalhar que as levaram até essas posições.

Geralmente, elas começaram há 20 anos, quando a maneira como olhávamos para o trabalho ainda não era tão consciente como é hoje.

Naquela época, as hiperperformances e os feitos de maior impacto eram o critério para promoções, o que naturalmente fazia com que o lado pessoal da vida fosse negligenciado.

“Hoje, por outro lado, as empresas com os melhores índices de saúde mental são aquelas onde as lideranças de alto escalão percebem que não podem simplesmente reproduzir o que as levou até ali”, destaca.

Lideranças sentem medo de expor esgotamento mental

Ambos os executivos, que enfrentaram episódios de adoecimento mental antes mesmo da crise de saúde mental acelerada durante a pandemia, compartilharam sentimentos parecidos.

O medo é um deles. Alcançar um cargo de alta gerência não é o mais difícil, avalia Simone Nascimento, especialista em saúde mental nas organizações. “Manter-se é ainda pior. E o que acontece quando você se vulnerabiliza? Os ambientes de trabalho não estão preparados para lidar com o adoecimento de alguém sem encarar isso como uma fraqueza”, pontua.

Outro fator que impede lideranças de pedirem ajuda é o temor de não serem realocadas no mercado em um cargo equiparável.

“Considerando que as vagas para essas posições são poucas e que vivemos em um país extremamente etarista, o medo também vem dessa falta de espaço para estar vulnerável. Então, a pessoa se recusa a sair antes porque tem medo de não voltar”, afirma a especialista.

Você acha que é super-herói, mas descobre que não

Embora Albuquerque tenha recebido apoio na Cisco durante todo o processo, ele diz que o ego e o medo andam juntos no campo de batalha do escritório e fazem um líder esconder que também tem falhas.

“Enquanto você acha que é super-herói, está uma beleza. Trabalha 24 por 7, estufa o peito, responde mensagens toda hora, faz coisas ao mesmo tempo, acha que pode tudo. Mas na hora em que os pratos começam a cair, principalmente o prato da saúde, descobre que a capa de super-herói não existe”, diz o executivo, ao relembrar o diagnóstico de burnout.

“É duro demais. Quando você descobre que é tão falível quanto qualquer outro, não quer contar para ninguém. É a fase mais difícil. Não quer contar para seus pais porque te viram crescer e ser bem-sucedido, para os colegas de trabalho, para o chefe e para a empresa. O ego começa a falar muito alto e não quer deixar que os outros saibam que você tem um ponto falho”, desabafa Albuquerque.

Agora, após lidar com o período de negação e passar por todas as outras etapas que envolvem situações de esgotamento mental e físico, o líder vive em estado de vigilância para evitar possíveis recaídas. O esforço inclui dedicar o início das manhãs para si próprio e deixar de lado o celular no período da noite.

Seja o dono da sua manhã

A rotina de Laércio Albuquerque, quase três anos depois do burnout, começa com meditação, alongamentos e exercícios de corrida ou de bicicleta. Ter tempo para levar os filhos na escola também virou prioridade.

“Tornaram-se hábitos que não perdi mais, eu sou o dono da minha manhã. Antes saía de férias e ficava 100% online. Hoje não vanglorio isso, porque uma cultura que premia quem faz isso está errada em relação aos demais colaboradores. Pode existir uma exceção, claro, mas o duro é quando a exceção vira regra”, sugere o executivo.

Para encarar com êxito o desafio de equilibrar vida pessoal e profissional, a especialista Simone Nascimento orienta a prática do ‘não’.

“Aprender a delegar funções e ter uma agenda muito clara do que é o seu trabalho e do que é o trabalho das outras pessoas, além de aprender a dizer não para aquilo que não é essencial. Não adianta ficar absorvendo um monte de coisa. O corpo, o nosso tempo e a nossa energia, são limitados”, alerta.  

Clique aqui para, se desejar, ler a matéria no site do Estadão.












sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Torcida do Vasco atônita (1)

 

Antes de iniciar o post quero agradecer  à  galera vascaína, firme, que acompanha e visualiza os posts que venho publicando sobre essa triste trajetória do nosso Vasco da Gama (clique aqui e veja todos os posts). 

No último post, "Vasco continua flertando com o perigo...", coloquei o cenário mais viável para o Vasco conseguir escapar do rebaixamento. Todo meu estudo foi feito com base em 46 pontos que precisam ser alcançados; mas já houve campeonatos em que o escape foi conseguido com menos pontuação. Para nivelar a informação: atualmente, após 29ª rodada, o time de São Januário tem 30 pontos e precisa "faturar" 16. faltando 9 jogos.

No cenário que calculei, o Vasco só poderá perder mais um jogo desses 9 que faltam. Vejam abaixo o que o time terá de fazer:

  • Vencer quatro adversários (tem 4 jogos em casa) ...... 12 pontos
  • Empatar em quatro partidas (tem 5 jogos fora).........   4 pontos
  • Sobra um jogo que o Vasco ainda "poderá" perder.

Considero improvável (não impossível) esse grupo do Vasco ganhar 4 e não perder em outros 4, dos jogos restantes; mesmo jogando em casa a metade das partidas. Se a linha de corte, para escapulir da degola, estiver abaixo dos 46 pontos, o que é inesperável, é uma remota esperança que resta para o clube. Todavia ainda serão 10 pontos a serem conquistados.


Para complicar, o Vasco vai jogar:

1.   Contra as equipes que: lutam para ficar na liderança, caso do Botafogo (fora) ou ir para a Libertadores, casos do Athletico-PR (fora) - Grêmio (fora) e Bragantino (casa); detalhe, esses três serão os últimos jogos da tabela. 

2.  Contra os clubes que são seus "concorrentes" para permanecer na 1ª Divisão: Goiás (fora), Cuiabá (fora), Cruzeiro (fora), Corinthians (casa) e Bragantino (casa); são os chamados "jogos de 6 pontos".

Não quero perder as esperanças que ainda nos restam como torcedores, mas o Vasco vai ter que se transformar em mais do que um time meramente competitivo para dinamitar essa pedreira que tem pela frente. 

Vai ter que jogar todos os seus próximos 9 jogos, como o fez contra o Fluminense (4x2) na 23ª rodada e contra o Coritiba (5x1) na rodada seguinte. E quem conhece e acompanha o futebol, sabe que estes "milagres" não existem mais no mundo real.

 animated-arrow-image-0039 Este post tem continuação (clique aqui)

Torcida do Vasco atônita (2)

 animated-arrow-image-0039 Este post é uma continuação de "Torcida do Vasco atônita" (clique aqui)


Não deve, a torcida vascaína, querer culpar o técnico Ramon Diaz... e nem o time que ele montou. Os jogos do Vasco mostram uma entrega dedicada e treinada dos seus atletas. O elenco que a gente vê em campo traduz que eles estão fazendo o máximo de seus esforços para defender o clube.  

Todavia a qualidade do grupo - com as exceções (que não vou nominar) - está abaixo daquelas, dos clubes de mesmo porte e tradição do Clube de Regatas Vasco da Gama. Traduzindo, são treinados há mais tempo, têm mais recursos táticos e médias de qualidade de seu jogadores acima do Vasco. Tudo resumido, os adversários são mais entrosados do que o Vasco. Simples assim. 

Culpa de Ramon Diaz? Não! Ele é treinador do Vasco há 19 rodadas do Brasileirão (da 11ª à 29ª) depois de receber o que poderíamos chamar de "herança maldita" do Barbieri e ter que juntar vários atletas que sequer se conheciam e montar um time que estava na lanterna do campeonato. 

A passagem do técnico Maurício Barbieri foi um desastre catastrófico para o Vasco. Culpa dele? Não! Culpa da "777 Partners" e da diretoria do clube que foram irresponsáveis com o tamanho e a tradição do Gigante. Demoraram desde a 7ª rodada (20/maio) até a 11ª rodada (22/junho), para mudar o técnico e o elenco. Na época até chamei o time de "Tchutchuca do Brasileirão" (clique aqui). A torcida bradava pela intervenção na SAF.

Fizeram contratações, incluindo o Barbieri, mal indicadas e sem planejamento, de jogadores que não tinham a menor condição de vestir a camisa da Cruz de Malta.

Foram 6 derrotas consecutivas, com a torcida urrando, para a SAF reconhecer seu fracasso e se mexer; e a diretoria olhando sem tomar providências. Desrespeitaram o Vasco. Demitiram o Nenê a troco de nada! Símbolo da resistência vascaína. Amado pela torcida. Já ali eu desconfiei dessa turma.

A "herança" entregue ao Ramon Diaz, na 11ª rodada (22/jun.), foi de ridículos 6 pontos ganhos em 33 disputados e 27 pontos perdidos. Foram 11 jogos com 1 vitória, 3 empates e 7 derrotas, sendo 6 rodadas seguidas perdendo pontos.

O trabalho do técnico Diaz, tirou o Vasco dos 6 pontos (em 22/jun) até os 30 atuais (26/10) com 17 rodadas jogadas.  

Não gosto de chorar sobre o leite já derramado; mas tivesse a SAF/Vasco resolvido oportunamente a saída do técnico Barbieri seria crível se dizer que, pelo menos, dos 27 pontos perdidos o Vasco teria ganho, no mínimo 30% o que equivaleria a algo como 8 ou 9 pontos? O Vasco estaria ali, junto com São Paulo e Inter, longe da Z-4. 

São esses pontos perdidos que fazem falta e, se acontecer, terão levado o Vasco - agora de forma quase inapelável - de volta para a 2ª Divisão. Quem vai pagar esse prejuízo dado à imensa e fidelíssima torcida do Vasco? Torcida que trouxe o time nas costas desde a 2ª para a 1ª Divisão e agora se vê nessa situação humilhante. 

Eu acho é que, se o pior acontecer, a torcida deve fazer pressão pela manutenção do Ramon Diaz (e se ele quiser, porque vai ter clube correndo atrás dele) e da continuação do seu trabalho para garantir que o Vasco seja campeão da 2ª em 2024 e volte rápido à 1ª Divisão em 2025. A SAF, com certeza, vai querer tirar o corpo fora alegando prejuízos, mas ela deverá à torcida essa desclassificação, infelizmente, prestes a ocorrer.  

Resta-nos apelar a São Januário por um milagre daqueles...


segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Vasco continua flertando com o perigo...


Após a derrota (1x0) para o Flamengo, ontem, lá vamos nós, de novo, sofrer fazendo contas para o nosso Vasco não voltar para a 2ª Divisão (cruz credo!). 

Lembro que em 4 de setembro - ainda faltando 17 jogos para o Vasco disputar - fizemos as primeiras contas (clique aqui para ver). Arbitramos que neste campeonato de 2023 a linha de corte para um clube permanecer na 1ª Divisão seria de 46 pontos (no mínimo). Por quê?

Explico: vejam abaixo os times que ocuparam a última posição de classificação e a primeira da desclassificação nas últimas três temporadas:

  • 2022 - O Ceará caiu com 37 e o Cuiabá passou com 41 
  • 2021 - O Grêmio caiu com 43 e o Juventude passou com 46
  • 2020 - O Vasco caiu com 41 e o Fortaleza passou com 41  (pelos outros critérios)
Adotei, portanto, a pontuação  mais alta - de 2021 (46 pontos) - para ficar fora da zona da degola (43 pontos) naquela temporada . Nada impede, entretanto, que essa pontuação seja menor ou maior que o arbitrado por mim.

Vamos adiante, ou seja, focar no Vasco. 

Hoje, desde 4 de setembro, o Vasco continua na Z-4. Nesse período melhorou muito a performance. Dos 21 pontos disputados após 7 jogos ganhou 13 pontos (4 vitórias 1 empate 2 derrotas). Isto equivale a 62 % de aproveitamento ou seja 1,86 % de aproveitamento por partida. 

Agora vamos aos fatos. 

Faltam 10 partidas: Inter(casa) + Goiás (fora) + Cuiabá (fora) + Botafogo (casa) + Cruzeiro (fora) + América-MG (casa) + Atlético-PR (fora) + Corinthians (casa) + Grêmio (fora) + Bragantino (casa). Serão 5 jogos em casa e 5 fora. Pedreira total.

Atualizei os cenários para o Vasco alcançar os 16 pontos necessários nos 30 que serão jogados (10 partidas). Vejamos, com atenção, o quadro abaixo:


Qual dos cenários - digamos - seria o mais realista para a situação que vive o time do Ramón Diaz? Acho fica claro que é o segundo. Nele, o Vasco precisa:
  • Vencer quatro adversários (tem 5 jogos em casa); 
  • Empatar em quatro partidas (tem 5 jogos fora);
  • Sobram duas partidas que o Vasco, no cenário, ainda "poderá" perder.


Ou seja, é perfeitamente possível e viável, pelo que o time está jogando. O limite mortal são as duas partidas que poderá perder. Se perder três já era... Nos demais cenários, para os restantes sete jogos, o Vasco teria de "engatar um número de 6 vitórias, pelo menos três delas fora de casa; o que, pela campanha - mesmo sendo torcedor firme do Vasco - acho inviável pelo número de jogos.

Enfim, é tratar de vencer, vencer e vencer; Dezesseis pontinhos; com 5 vitórias em 10 jogos o problema estaria resolvido. Tenho acompanhado o Brasileirão e vejo o Vasco jogando bem e disputando suas partidas com pegada forte e disposição, com entrega. O que está faltando então? Com a palavra os especialistas. 

Continuo confiante.



Veja abaixo a classificação atual (após a  do Brasileirão
 

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

O que a memória ama, fica eterno - Adélia Prado por Nelson de Freitas

Nelson de Freitas

Conheci, esta semana, o canal YouTube do ator Nelson de Freitas e só com um breve passeio, imediatamente me inscrevi; e, claro, vou procurar conhecer todos os seus vídeos. 

Na constelação de atores brasileiros de todos os níveis, o Nelson de Freitas - que não é daquele time de "estrelas globais" -  se destaca por suas interpretações diferenciadas, sua cultura e inteligência. São poucos, poucos mesmos, os atores que me inspiram a dizer que lhes sou admirador; o Nelson é um desses poucos. 

Não sabia que ele tinha um canal YouTube. "Descobri-o" há poucos dias e ao visitá-lo me surpreendi com o conteúdo maravilhoso, moderno, de primeira classe, diferente, inteligente e de atuações extraordinárias pela arte de Nelson de Freitas.  Uma joia! Recomendo a todos que o visitem e preparem-se, porque vão se inscrever na hora e colocá-lo entre seus favoritos. Depois que o visitei pela primeira vez, fui lá (quase) todos os dias para ver e ouvir os textos magistralmente interpretados.

A propósito, faço um comunicado aos leitores que pretendo passar a publicar no blog, regularmente, os vídeos do canal "Nelson de Freitas Oficial".

Para ilustrar o post coloquei abaixo um vídeo maravilhoso, onde ele declama o lindo poema de Adélia Prado, intitulado "O que a memória ama, fica eterno". Para fechar o post, transcrevi o poema, para quem se interessarem copiá-lo.

Hum! Paro por aqui sob risco de me estender demais - acho até já o fiz - para falar sobre Nelson de Freitas. Assistam o vídeo, visitem o canal (https://www.youtube.com/@NelsonFreitasOficial) e depois me escrevam dizendo se tenho ou não razão.





O que a memória ama, fica eterno

Adélia Prado

Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender. O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano.

É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

Diante do tempo envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

A capacidade de se emocionar vem daí: quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, àquela época...

Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ou 30 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos... mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre "as crianças", não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Prá eles a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite... ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos, e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve, daqui seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.