31 de ago de 2008

ArteLetras - Lyric Waltze by Shostakovich Matisse Paitings.

Não traduzi o título propositadamente. Primeiro, para promover o site/blog "ArteLetras" (http://elpoeta.multiply.com/)que "descobri" e achei maravilhoso. Uma ode às artes e ao bom gosto. O autor se intula El Poeta e acho que o cognome está muito bem posto. Já o coloquei na minha pasta de "Especiais" e não deixarei de visitá-lo sempre. Aliás estou preparando um post de destaque para ele. É um show.
O vídeo, bem, é lindíssimo pois mostra-nos uma série de telas de Matisse ao som da Valsa Lírica de Shostakovich. É uma boa mostra da qualidade do conteúdo do ArteLetras. Desfrutem-no, por favor.

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Enfim, um artigo de fino humor.

Difícil de se achar um texto com a qualidade deste, transmutado em imagem e postado abaixo. É o artigo que o Ruy Castro escreveu para a Folha de São Paulo de hoje, intitulado "Do Noticiário".
Eu nem planejava publicar nada no blog, hoje. Resolvi dar um tempo para mim e para os leitores. Afinal, é domingo! Entretanto, na leitura dos jornais do dia, me deparei com este escrito e, de imediato, resolvi compartilha-lo com vocês.
As vezes eu exagero nos elogios quando gosto de alguém ou de alguma coisa. Não sei se isso está certo ou errado. É o meu jeito. Desse artigo eu gostei muito. Por que? Ora! Primeiro, achei muita graça em como o Ruy Castro colocou as coisas para montar seu ... anti-raciocínio e depois, ele conseguiu encontrar uma maneira de emoldurar a loucura que nos cerca e da qual fazemos parte, todos os dias.
Foiinteligente e sofisticado na forma de expressar um momento que ele, autor, estava passando; aliás, claramente um instante sem assunto e sem inspiração transformado em um texto para se guardar.

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Confusão armada! Supremo foi grampeado pela ABIN; e agora?

Pronto! O assunto que vai dominar o noticiário político da semana, no Brasil, já está posto na mesa. Ou melhor "na mesa dos grampos telefônicos".
A revista Veja deu um tremendo "furo de reportagem" ao publicar um diálogo entre o Ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal e o senador Demóstenes Torres. Fruto (podre) de um (pretenso) vazamento na ABIN, a gravação confirma o que se suspeitava ou seja, profissionais da Agencia Brasileira de Informações faz grampos ilegais. E se esta turma tem a ousadia de colocar escutas até no chefe de um dos poderes da República a pergunta é "qual o limite?".
O fato vai gerar (na verdade, já está em andamento) uma crise institucional sem precedentes no país. Já se noticia, para amanhã - segunda feira - uma reunião entre os presidentes dos dois poderes envolvidos (por enquanto), o Executivo e o Judiciário. Não acredito que a crise possa ser detida facilmente. É muito grave. Os "bombeiros" não vão faltar, mas os "incendiários" estão de plantão e com as tochas na mão. Não fosse trágico, seria cômico. Mais parece um filme daqueles, pastelão legítimo, dos antigos três patetas. Mas, infelizmente para o Brasil e a democracia, é verdade.
Vou acompanhar o caso com aquela nossa lupa mágica. Sim, aquela! A que coloca os fatos do universo político na tela do mundo corporativo. Perguntas que não vão calar: Foi a ABIN? Ou foi alguém que trabalha na agência? Se foi uma operação oficial, quem teve a idéia e quem autorizou? Quais as razões (ocultas) para a decisão? Na cadeia da hierarquia até que nível a operação era conhecida? E muitas outras questões que serão examinadas. Portanto, atenção ao noticiário pois - como se diz lá no Nordeste, "a cobra vai fumar".
Abaixo estão as imagens da reportagem da Veja, inclusive o fatídico diálogo, e o link direto para a página da revista, com a íntegra da mátéria. Parabéns à Veja pelo "furo" jornalístico. Esse vai correr o mundo e fazer história, não tenham dúvidas.

"Há três semanas, VEJA publicou reportagem revelando que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, foi espionado por agentes a serviço da Agência Brasileira de Inteligência. O diretor da Abin, Paulo Lacerda, foi ao Congresso e negou com veemência a possibilidade de seus comandados estarem envolvidos em atividades clandestinas. Sabe-se, agora, que os arapongas federais não só bisbilhotaram o gabinete do ministro como grampearam todos os seus telefones no STF. VEJA teve acesso a um conjunto de informações e documentos que não deixam dúvida sobre a ação criminosa da agência. O principal deles é um diálogo telefônico de pouco mais de dois minutos entre o ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), gravado no fim da tarde do dia 15 de julho passado. A conversa, reproduzida na página anterior, não tem nenhuma relevância temática, mas é a prova cabal de que espiões do governo, ao invadir a privacidade de um magistrado da mais alta corte de Justiça do país e, por conseqüência, a de um senador da República, não só estão afrontando a lei como promovem um perigoso desafio à democracia.
O diálogo entre o senador e o ministro foi repassado à revista por um servidor da própria Abin sob a condição de se manter anônimo. O relato do araponga é estarrecedor. Segundo ele, a escuta clandestina feita contra o ministro Gilmar Mendes, longe de ser uma ação isolada, é quase uma rotina em Brasília. Os alvos, como são chamadas as vítimas de espionagem no jargão dos arapongas, quase sempre ocupam postos importantes. Somente neste ano, de acordo com o funcionário, apenas em seu setor de trabalho já passaram interceptações telefônicas de conversas do chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e de mais dois ministros que despacham no Palácio do Planalto – Dilma Rousseff, da Casa Civil, e José Múcio, das Relações Institucionais. No Congresso, a lista é ainda maior. Segundo o araponga, foram grampeados os telefones do presidente do Senado, Garibaldi Alves, do PMDB, e dos senadores Arthur Virgílio, Alvaro Dias e Tasso Jereissati, todos do PSDB, e também do petista Tião Viana. Esse último, conforme o araponga, foi alvo da interceptação mais recente, que teve o objetivo "de acompanhar como ele está articulando sua candidatura à presidência do Senado". No STF, além de Gilmar Mendes, o ministro Marco Aurélio Mello também teve os telefones grampeados." [...] (leia a continuidade da reportagem clicando neste ponto)
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30 de ago de 2008

Um case do mundo político para o cotidiano corporativo.

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A bola quicou na minha frente e eu vou chutar! Traduzindo, não consigo resistir a uma comparação dessas. Um fato político explícito que pode ser... transmutado para o mundo corporativo. É o caso que está contado por Margrit Shmidt, na coluna "Descomplicando a Política" que ela escreve, diariamente, para o Jornal de Brasília. Copiei o texto em forma de imagem e o transferi (por meio do Photobucket) para o blog. Sobre a colunista, já me referi a ela na Oficina de Gerência (Margrit Schmidt e Ugo Braga, guardem estes nomes. ). Sou um fã declarado do seu estilo e o post me deu a oportunidade de trazer o seu texto, novamente, para o blog. Mas vamos ao que eu quero transmitir para os leitores

A jornalista aponta, com ótimo enfoque, o tremendo erro de avaliação política que o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, cometeu ao forçar a barra para obter a indicação da sua atual candidatura à prefeitura de São Paulo. A análise da Margrit Shmidt está perfeita. Como não sou comentarista político, me eximo de esticar o assunto. Quero, sim, usando aquela varinha mágica das metáforas, retirar o pano de fundo político e colocar um backgroud do mundo corporativo neste caso. Nós o estamos assistindo, agora, na campanha para a prefeitura de São Paulo. Vamos examinar, com a alquimia da imaginação, o que fez o executivo Geraldo Alckmin, se fosse um habitante o universo empresarial.

"Ele é o executivo importante de uma grande empresa (seu partido, PSDB). Ao se aproximar um período para a escolha dos responsáveis por um grande projeto (eleições para prefeitura de São Paulo), nosso personagem não soube guardar sua posição e forçou a escolha sobre si mesmo. Manobrou de todas as formas para atingir seu objetivo. Jogou com todo os peso da sua carreira na empresa para ganhar o cargo. Claramente a oportunidade não era sua. As lideranças da empresa (governador José Serra e equipe) já estavam com o projeto pronto para indicar um outro executivo [o atual prefeito Gilberto Kassab, que apesar de ser de outra empresa associada (o DEM) é homem de confiança do governador. Foi seu vice na eleição passada e cumpriu o resto do mandato com lealdade reconhecida por todos os envolvidos no caso]. Apesar de todos os avisos em sentido contrário o executivo Geraldo Alckmin insistiu na insensatez de manter sua pretensão à chefia do projeto. O resto está colocado no artigo da jornalista."

Será que pressionei um pouco os fatos para transformá-lo em "case corporativo"? Deixo o julgamento com os leitores. Quero, tão somente, transmitir o recado àqueles que estejam em posições relevantes nas suas corporações e não sabem ou não conseguem avaliar - no conjunto das oportunidades de crescimento que estão sempre aparecendo - qual seja a melhor posição a assumir em situações semelhantes, nas suas carreiras. É importante a percepção de que, se as oportunidades podem ocorrer com certa regularidade, a falha de avaliação só acontece uma vez. Este tipo de erro é fatal para a carreira de um executivo de sucesso. Conheço muitas trajetórias, promissoras, que foram guilhotinadas por erros na avaliação das oportunidades de progressão profissional.

Tenham ambição, mas não sejam ambiciosos.

Parece estranha a conjugação dos dois conceitos? Então aprendam porque é uma realidade que atesto pela minha experiência pessoal. Ter ambição e ser ambicioso - no mundo corporativo - não são a mesma coisa. Alckmin foi ambicioso. Não soube administrar sua aspiração e deixou que a avidez dominasse sua pretensão. Confrontou os fatos e quebrou as regras do jogo das oportunidades. Quis alterar a realidade. Nunca deu certo! O resultado está ai, refletido nas pesquisas e a carreira (política) dele - e de seus apoiadores - ameaçada dentro de sua própria empresa (partido). Minha sugestão é que depois de terminar a leitura deste comentário, voltem a ler o artigo da Margrit Shmidt. Se o que eu disse não fizer sentido, por favor, não tenham pena desse blogueiro pretensioso.

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Vídeo raro dos Beatles ressurge em cores!

"O vídeo acima tem os Beatles interpretando um trecho de "Sonho de Uma Noite de Verão", de William Shakespeare, em um programa de TV, em 1964."
A informação acima foi copiada do site "With Lasers" (http://pauloterron.ig.com.br/) do jornalista Paulo Terron (ele conseguiu credibilidade como um dos mais relevantes blogueiros de cultura pop no país.).
Eu naveguei no With Lasers e realmente é um site de quem fala sobre o que conhece.
Agora, aproveitem o vídeo que está começando sua escalada no You Tube. Para que é fã dos Beatles o vídeo, realmente, é peça de coleção.
Esse, eu acho, vai para muitos milhares de acessos.

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Official Trailer for Hellboy II: The Golden Army

Como hoje é sábado...

The Hymn Of Thought - O Hino da Imaginação

Este vídeo tem o toque da mais pura alma grega. Foi composto - imagens e música - por Spiro Cardamis, um músico inspiradíssimo que "descobri" por meio da sua página no You Tube (http://br.youtube.com/user/spiramus) que é uma poesia em forma de site.
O vídeo que está postado cujo título original é "SPIRO'S HYMN TO "HELLAS ETERNAL" - The Hymn Of Thought" é "um hino ao vídeo musical Hellas Eterna (Αιωνια Ελλας). Spiros Cardamis a compôs inspirada por um poema escrito pelo poeta grego-americano Dino Makropoulos."
Eu achei maravilhosa a melodia e as imagens da Grécia. Por isso quis compartilha-lha com os visitantes da Oficina. Não deixem de ver e ouvir.

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29 de ago de 2008

O Trote - O que que é isso? (3/8)

Vamos para o terceiro episódio da divertida série de vídeos "Que que é isso?" O download foi feito direto do YouTube e a série de filmes, na verdade são curtas-metragens - foi produzida, em oito capítulos, pela Locaweb (http://www.locaweb.com.br/portal.html) que é um site de hospedagem e de outras atrações.
A qualidade dos vídeos é excelente, as histórias, muito bem humoradas, e os personagens, engraçadíssimos.
Em todos os vídeos são abordados temas do dia-a-dia que ocorrem nos ambientes corporativos. Divertem e ao mesmo tempo ensinam.
Neste terceiro vídeo, "Trote" , são mostradas situações engraçadíssimas sobre um trote que se prepara para um novo colega da desastrada turma. Não percam a oportunidade.

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28 de ago de 2008

As lições dos Jogos para o Brasil (1/2)


(continua no post seguinte)

Olimpíadas no Brasil? Sem investimento no planejamento, pode esquecer.



Fiquei sem ter certeza se, ainda, valia a pena escrever sobre as olimpíadas. Afinal de contas, pela velocidade dos fatos globais, o grande evento que predominou por duas semanas na mídia mundial, já é página (quase) virada. Todavia o artigo da revista Época desta semana - clique no logotipo, abaixo - é uma lição de planejamento estratégico, tático e aplicado. Não dá para deixar passar em branco.
Por favor, quem não tem a revista, leia a mátéria (extensa) com "olhos de gerente". O que está colocado é o que se fala nas rodas de conversa entre os amantes dos esportes, entretanto, no frigir dos ovos, a mensagem é uma só. Aquela, definitiva: 'Resultado só se consegue com planejamento e execução na mesma sintonia.' O Brasil, será capaz de conseguir algo semelhante?
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As lições dos Jogos para o Brasil
O que o país precisa fazer para se transformar numa potência olímpica como China, Rússia, Grã-Bretanha – ou Jamaica
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..... Na pista, a Grã-Bretanha ganhou 12 medalhas no ciclismo. Chris Hoy levou três de ouro.
.....Ganhar mais de 40 medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos é fácil. Determine que todas as escolas de seu país descubram os alunos de 8 a 13 anos que mais se destacam nas aulas de Educação Física. Separe-os da família e interne-os em escolas de esportes até que atinjam a idade adulta. Distribua-os entre os esportes olímpicos em que têm mais chances de medalha olímpica.
.....Esse é, pelo menos, o modelo que funcionou para a China nos Jogos de Pequim. O Projeto 119, como foi batizado o programa que visava transformar o país na maior potência olímpica do planeta, se referia a 119 provas em que os chineses consideravam possível treinar campeões. O resultado foi visto nas últimas duas semanas. Em Atenas, 2004, a China ganhou 32 medalhas de ouro, em comparação a 36 dos Estados Unidos. Neste ano, o placar foi de 51 para os chineses, 36 para os americanos. A revista americana Sports Illustrated previra 49 ouros para o país-sede e 45 para os EUA.
..... O projeto chinês se concentrou em modalidades como ginástica artística, levantamento de peso, tae kwon do, tênis de mesa, badminton e vôlei de praia. Escolas como a Shichahai, de Pequim, onde treinam 600 jovens revelações do esporte chinês, se tornaram conhecidas no mundo inteiro. Segundo uma estimativa americana, há mais de 185 mil jovens chineses treinando em 1.800 centros esportivos. Desses viveiros saem, calcula-se, 20 mil atletas com potencial para se tornarem olímpicos. Antes mesmo dos Jogos, Jim Scherr, dirigente do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, já afirmava, com base nos resultados das competições internacionais que antecederam as Olimpíadas de 2008: “Os chineses estão nos varrendo da corrida pelas medalhas de ouro”.
..... Há quem tenha visto no exemplo chinês um modelo que poderia, ao menos em parte, ser aplicado no Brasil. É verdade que alguns aspectos – como a detecção de talentos nas escolas – poderiam ser adotados, bastando alguma organização e boa vontade. O problema do modelo chinês é que vários detalhes – como a necessidade de tirar as crianças do convívio dos pais para treiná-las em tempo integral – são inaplicáveis em outras culturas. Regimes totalitários têm mais facilidade para transformar seus povos em supercampeões olímpicos – tome os casos da Alemanha de Hitler, em 1936, da União Soviética, entre os anos 50 e 80 do século passado, e de Cuba. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, o esporte compete pela ajuda governamental com outras necessidades mais urgentes, como saneamento, educação e saúde.
..... Mesmo dentro da China, o rigor do programa de busca de medalhas não está isento de críticas. O caso do ídolo local Liu Xiang foi exemplar. Inesperado campeão dos 110 metros com barreiras nos Jogos de Atenas, em 2004, Liu sofreu com a esmagadora pressão do governo chinês para que repetisse o feito em Pequim. Tinha uma lesão na perna direita. O problema foi escondido do público, que chegou ao Estádio Nacional achando que veria seu herói conquistar a medalha de ouro e chorou ao vê-lo desistir da competição mancando e se contorcendo em dores. Entrevistado pelo jornal britânico Daily Telegraph, o primeiro treinador de Liu atribuiu o problema à pressão excessiva. “Ele se machucou devido à intensidade de seus treinos”, disse Gu Baogang.
..... Em vez da China, talvez o Brasil pudesse se espelhar no exemplo de outros países que tiveram bom desempenho nos Jogos de Pequim. A Grã-Bretanha, sobretudo. Em 1996, ela terminou os Jogos Olímpicos de Atlanta numa vexaminosa 36a posição no quadro de medalhas. Com apenas uma medalha de ouro, oito de prata e seis de bronze, ficou atrás de países como Brasil (três de ouro, três de prata e nove de bronze) ou Bulgária (três de ouro, sete de prata e cinco de bronze). Esse resultado, considerado escandaloso pela imprensa britânica, levou o governo John Major a mudar a legislação. Ele passou a destinar aos esportes olímpicos uma pequena parcela da arrecadação das loterias federais.
..... Em 2000, o Brasil terminou os Jogos Olímpicos de Sydney na não menos vexaminosa 52a posição no quadro de medalhas. Sem medalha de ouro e apenas seis de prata e seis de bronze, ficou atrás de países como Grã-Bretanha (11 de ouro, dez de prata e sete de bronze) e Bulgária (cinco de ouro, seis de prata e duas de bronze). Esse resultado, considerado escandaloso pela imprensa brasileira, levou o governo Fernando Henrique Cardoso a mudar a legislação. Ele passou a destinar aos esportes olímpicos uma pequena parcela da arrecadação das loterias federais.
..... Mais oito anos se passaram. Hoje a Grã-Bretanha é uma potência olímpica. Podia encerrar os Jogos de 2008 em terceiro lugar no quadro de medalhas. Ficou em quarto, com 19 medalhas de ouro (quatro a menos que a Rússia), 13 de prata e 15 de bronze. Em 11 anos desde o início do financiamento lotérico, o esporte britânico recebeu uma injeção de cerca de R$ 1,3 bilhão. Em sete anos desde o início do financiamento lotérico, o esporte brasileiro recebeu uma injeção de cerca de R$ 450 milhões. A Grã-Bretanha passou de 15 medalhas em Atlanta para mais de 40 neste ano. O Brasil continua o que sempre foi, um coadjuvante em Olimpíadas. Ganhou 15 medalhas em Atlanta, 12 em Sydney e dez em Atenas. Em Pequim, o Brasil ficou em 23a lugar, com três medalhas de ouro e 15 no total. Um avanço pífio num período de 12 anos.
..... “O esporte brasileiro vem evoluindo a cada ciclo olímpico, e aqui em Pequim esse crescimento está se confirmando. E essa avaliação não se faz apenas pelo número de medalhas”, afirma Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). A entidade adotou como critério de avaliação o número de participações de atletas brasileiros em finais olímpicas. Até o fechamento desta edição, a equipe nacional já fizera parte de 37 finais em Pequim, em comparação a 30 em Atenas 2004, 22 em Sydney 2000 e 20 em Atlanta 1996. O COB também cita “conquistas inéditas na história da participação brasileira em Jogos Olímpicos”. É o caso das primeiras medalhas de ouro na natação e no atletismo feminino, das primeiras medalhas de bronze no judô feminino e na vela feminina e da primeira participação do Brasil nas finais da ginástica artística feminina por equipes e individual por aparelhos.
(continua no próximo post)

As lições dos Jogos para o Brasil (2/2)

(continuação)
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..... "COB defende o trabalho que vem sendo feito desde 2001. Até então, vivia de migalhas cedidas pelo governo federal. A participação nos Jogos de Sydney, em 2000, foi custeada graças à liberação de última hora de R$ 10,5 milhões. A vida do COB se transformou em 2001, com a aprovação de uma nova lei que destina 2% da arrecadação das loterias aos esportes olímpico e paraolímpico. Hoje isso representa cerca de R$ 85 milhões. Somem-se a esse total, a partir deste ano, mais de R$ 25 milhões provenientes de outra lei, recém-sancionada, a de incentivo fiscal, que permite às empresas abater Imposto de Renda apoiando projetos esportivos.
..... Antes da lei, o COB não tinha quase nenhum poder sobre as confederações esportivas. Seu papel era quase exclusivamente organizar a delegação olímpica.
..... Cada esporte mendigava seus patrocínios. Com o dinheiro proporcionado pela loteria, muitas modalidades passaram a ter recursos com que jamais haviam sonhado. A que mais se beneficiou, provavelmente, foi a ginástica artística. A seleção permanente formada em Curitiba, em 2004, produziu Daiane dos Santos e Jade Barbosa. Em outros esportes, porém, não se viu nenhuma evolução.
..... Anualmente, o COB publica em seu site uma apresentação com a prestação de contas da aplicação dos recursos. Nesse documento se vê uma falha grave da lei: ela não obriga o COB a fixar metas claras de resultado. Como conseqüência, muitas modalidades recebem dinheiro há sete anos, mas seus resultados não evoluem. No documento de 2007, o nado sincronizado brasileiro relacionou entre as “metas atingidas” que “participou das finais do Campeonato Mundial, obtendo resultados bastante significativos”. É muito vago e muito pouco para justificar o recebimento de recursos que poderiam ser destinados a áreas mais carentes. O COB também é criticado por destinar uma parcela significativa do dinheiro à própria manutenção. Em 2007, foram R$ 23 milhões dos R$ 85 milhões. Compare-se esse valor à receita anual da Associação Olímpica Britânica, o equivalente do COB no Reino Unido: R$ 22 milhões.
..... Mudar a lei para torná-la mais rigorosa, é, portanto, o primeiro passo para que a fortuna proveniente das loterias e do incentivo fiscal possa ser fiscalizada mais de perto pelo público e pela imprensa. Hoje, é o Tribunal de Contas da União o responsável pela verificação do bom uso do dinheiro. Mais uma vez, o exemplo inglês é valioso. O dinheiro da loteria não é administrado pelo comitê olímpico nacional, e sim pela UK Sport, um órgão vinculado ao governo que existe expressamente para cumprir essa função. O site da UK Sport detalha a aplicação de recursos e estabelece metas para cada esporte. Tome-se como exemplo o ciclismo. Entre os Jogos de Atenas, em 2004, e os de Pequim foram investidos R$ 67 milhões da Loteria Nacional nesse esporte. Desse total, R$ 35 milhões foram para atletas com chance de medalha olímpica em Pequim (24 atletas), R$ 28 milhões para jovens com potencial para os Jogos de Londres, em 2012 (49 atletas), e R$ 4 milhões para a detecção de talentos precoces. Foi estabelecida a meta de seis medalhas em Pequim. Os ciclistas britânicos voltaram com nada menos que 12 medalhas: sete de ouro, três de prata, duas de bronze.
..... O sucesso da China e da Grã-Bretanha nos Jogos de Pequim teve um impacto direto sobre o resultado do Brasil. Em alguns esportes, chineses e britânicos tiraram brasileiros do pódio ou fizeram-nos descer um degrau. Foi o caso da vela, em que Robert Scheidt e Bruno Prada foram derrotados por Iain Percy e Andrew Simpson – a vela de alto nível britânica recebeu R$ 33 milhões nos últimos quatro anos – e do vôlei de praia, em que as chinesas Xue Chen e Zhang Xi derrotaram Renata e Talita na disputa da medalha de bronze. Não basta, portanto, pôr dinheiro e esperar que os resultados venham: é preciso fazer melhor que os outros. Mais detalhamento na prestação de contas e rigor na fixação de metas poderiam ajudar o Brasil a sair do patamar mediano em que estancou nos Jogos Olímpicos.
..... Com esse desempenho e apesar da vitória de Maurren Maggi, o Brasil sai de Pequim o mesmo número de medalhas de Usain Bolt, o jamaicano tríplice campeão olímpico em Pequim (100, 200 metros e revezamento 4 x 100 metros). Não que a pequena Jamaica sirva de exemplo para nós. Trata-se de um país que decidiu se especializar num esporte só – o atletismo, mais especificamente as corridas de velocidade – e teve sucesso nisso. Como resultado, no quadro de medalhas de Pequim, ficou em 13o em medalhas de ouro.
..... O país que certamente entrará para a história olímpica é a China, que ganhou medalhas em 21 das 38 modalidades em disputa. Em alguns esportes, teve um inusitado domínio, como no judô (conquistou três de ouro e uma de bronze). Foi a ginástica artística que mais rendeu pódios aos chineses – 14, embora algumas dessas medalhas estejam sob ameaça. O Comitê Olímpico Internacional determinou à Federação Internacional de Ginástica que abra uma investigação sobre três ginastas da equipe chinesa campeã na prova feminina por equipes. Elas teriam menos de 16 anos e, suspeita-se, teriam competido com passaportes falsificados. O jornal americano The New York Times publicou evidências comprometedoras contra duas delas. O COI afirma ter recebido novas informações que justificam a investigação. A perda dessas medalhas era o único evento capaz de abalar o prestígio chinês adquirido nestes Jogos. Mas não tiraria a China do topo do quadro de medalhas, nem do panteão da glória olímpica."

PS - Leia o artigo no site original: As lições dos Jogos para o Brasil. Lá você encontrará mais fotos e outros links de complemento.

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The Sahara - New Age Meditation - Darren Worth

Vamos dar aquela pausa, sempre bem vinda, para relaxar a mente? Clique no play e desfrute desse belíssimo vídeo.

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Emprego de A a Z - a importância do estágio

Vamos colocar mais um vídeo do mestre Max Gehringer? Do programa "Emprego de A a Z" - Fantástico (Rede Globo) - retirei este vídeo a partir do You Tube.
O tema é mais que atual: a busca do estágio. Gehringer dá excelentes conselhos para os jovens que estão na ante-sala do emprego, o estágio.
Vejam e aprendam por favor.

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27 de ago de 2008

Catracalização - O que que é isso? (2/8)

Este é o segundo episódio desta série maravilhosa de vídeos com temas corporativos que "achei" na Internet.
Chama-se "O que que é isso?" e foi produzida, em oito capítulos, pela Locaweb (http://www.locaweb.com.br/portal.html) que é um site de hospedagem e de muitas outras atrações que merecem a visita dos internautas. A qualidade dos vídeos é excelente, as histórias muito bem humoradas e os personagens engraçadíssimos.
Em todos os vídeos são abordados temas do dia-a-dia que ocorrem nos ambientes corporativos. Divertem e ao mesmo tempo ensinam.
Neste segundo filme, "Catracalização" são mostradas situações engraçadíssimas sobre a instalação de catracas de controle na empresa. Não percam a oportunidade.

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Ronaldinho e a sueca que pisou na bola

Além de ter uma imagem bonita, Ruth de Aquino é antes de tudo competente. Ninguém chega ao cargo de diretora da sucursal da revista Época, no Rio de Janeiro, se não for (muito) capaz e muito hábil como líder e gerente. E se isso não fosse suficiente, ainda escreve maravilhosamente bem. Leio seus artigos todas as semanas na última página de Época.
Este texto, que lhes apresento agora, "peguei" do site da revista no link dos colunistas e foi publicado hoje. Interessei-me pelo conteúdo porque fala da perdição do sucesso. Ronaldinho Gaúcho é um exemplo bem acabado dessa síndrome que - invariavelmente - acomete a maciça maioria dos nossos "superstars" do futebol. Ele é a bola da vez para amargar o ostracismo. Falta-lhe foco para manter o nível de dedicação e profissionalismo que o levou ao topo da corporação do futebol por duas vezes. Hoje é uma sombra pálida dos (recentes) tempos dourados
Guardadas as proporções também acontece muito aqui. Sim, aqui na terra, na vida real, fora dos espaços siderais em que vivem os astros como o Ronaldinho. Cá, no mundo corporativo, também algumas "estrelas" são acometidas da "perdição do sucesso" e de um momento para outro perdem o foco, mais preocupados com as "luzes e câmeras do que com a ação"
É este tema que a colunista da Época aborda com o brilhantismo do seu texto. Confiram e não percam a oportunidade de pensar a respeito
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Ronaldinho e a sueca que pisou na bola
Ruth de Aquino
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."Já fui muito fã de Ronaldinho Gaúcho. Eu o entrevistei para a Playboy em 2002, na França, quando jogava no Paris Saint-Germain. Ele morava num subúrbio da capital francesa, junto ao campo do clube, tinha um cachorrinho de olhos verdes chamado Tiger. Ronaldinho me recebeu ao som de pagode, e desceu a escada quase dançando, com cabelo molhado e cheiro de condicionador.
Tinha 22 anos, e os dentes, como hoje ainda, não o deixavam fechar a boca. Por isso, parecia sempre estar rindo. Naquela época, já sonhava com um futuro na Itália. Estava feliz na casa de cinco quartos, no alto de uma colina, vivendo com uns 10 parentes. Feliz por ser pentacampeão mundial. Só o incomodava o ódio dos gremistas, por ter trocado o clube gaúcho pelo PSG.
Na infância no Rio Grande do Sul, Ronaldinho driblava os móveis, a mãe, Dona Miguelita, e o cachorro, o tempo todo. Era uma covardia. Não caminhava sem uma bola nos pés.
Gargalhada, ginga, pagode, isso é Ronaldinho. Houve uma tragédia em sua vida: quando tinha oito anos, seu pai se afogou na piscina da casa que o outro filho, Assis, também jogador de futebol, ganhara do Grêmio. Por sua alegria no campo e fora dele, Ronaldinho virou uma espécie de mascote dos mais velhos. Romário o chamava de um dos últimos românticos do futebol brasileiro. Foi na Europa que Ronaldinho deixou crescer a juba – como ele mesmo chama – e perdeu a inocência de garoto simpático e simples. Um de seus símbolos sexuais era a Daniella Sarahyba, há seis anos. Dizia que sexo antes do jogo, um sexo tranqüilo, só ajuda. Também prometia casar de branco e ter um monte de filhos, “a negada correndo pela casa”. Chamava a si mesmo de “neguinho maloqueiro”.
Toda essa introdução aí em cima é para dizer duas coisas. Gosto menos do Ronaldinho Gaúcho de hoje. Tanto no gramado quanto fora. É curioso, mas o deslumbramento com a Europa e a fortuna que ganham não costumam fazer bem à personalidade de nossos craques. Há exceções, claro. Mas, o atual visual superstar do gaúcho é brega, exagerado, com aqueles óculos de barata, os brilhos todos, e brinquinho de diamante, trancinhas, colares em profusão, crucifixos, anéis de prata, boina. Ronaldinho virou refém de seu personagem.
Não fez nada nas Olimpíadas além de dar autógrafos. Foi consolado pelo Maradona. Eu nem consegui acreditar nas suas lágrimas após a derrota humilhante para a Argentina. A ira de Marta com a medalha de prata me convenceu muito mais. Pareceu-me mais autêntica.
A segunda coisa que eu queria dizer tem a ver com a jogadora sueca de futebol Johanna Almgren, de 24 anos, que resolveu se promover em cima do brasileiro. Só porque o Ronaldinho Gaúcho fez o que todo latino faz, a brincadeira manjada da cantada do altar - “e aí, quer casar comigo?” -, a tal da Almgren saiu por aí dando uma de boazuda, dizendo aos jornais que recusou pedido de casamento do brasileiro, feito por um intérprete... Dá um tempo.
Essas suecas podem até entender os filmes do Bergman, mas não têm o menor senso de humor. Nem jogo de cintura. Deve ser cultural. Johanna diz que tem seu “Adam” (o namorado) em casa e espera que ele não fique com ciúme por ela ter ido ao quarto do hotel de Ronaldinho em Shenyang, durante as Olimpíadas. Será que ela levou a sério o Ronaldinho e o pedido de casamento na China? “Ele olhou em meus olhos, pegou a minha mão e beijou-a. Fiquei um pouco tonta”.Francamente, Johanna, você é bonita, mas pisou na bola."(Publicado em 26/08/2008 - 11:53 - Atualizado em 26/08/2008 - 11:55)
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26 de ago de 2008

Profissional, veterano, mas despreparado não evolui.

.......... Estou com este vídeo armazenado há muito tempo sem achar oportunidade para postá-lo. Fiquei em dúvida se seria um (bom) exemplo de uma má ação profissional. Por identificar figuras públicas - no caso o jornalista Marcelo Rezende (acho que, atualmente, está trabalhando na rede TV) - em situações constrangedoras meu led da ética começou a piscar. Por isso esperei.
.......... Publico-o hoje - claro - porque superei minha auto-restrição
(o led apagou). Afinal de contas o procedimento do jornalista foi público e não serei eu a ter pruridos de utilizá-lo para ilustrar um post de orientação.
O que verão a seguir é uma conduta muito comum nas pessoas que não estão preparadas para exercer o poder, seja em que situação for. Qualquer tipo de poder. Vamos ver o vídeo e voltamos ao comentário.
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(continuação)
.......... O que o jornalista fez, no comando de um programa de reportagens, ao vivo, foi antes de tudo um ato de pessoa mal educada. Como chefe - naquele momento - foi arrogante e praticou um ato explícito e público de assédio moral. Constrangeu - com postura ameaçadora - um jovem subordinado que, visivelmente, estava em processo de aprendizado (erro de quem o escalou para aquele trabalho).
.......... Poderíamos desfiar um rosário de desqualificações para o case, mas o que predomina aqui é a covardia de quem detém o poder e humilha o interlocutor com o peso de sua posição hierárquica. Normalmente a vítima é um subordinado (claro, ai se identifica a covardia) ou dependente, sem chance de defesa, no mesmo nível, sob risco de ser punido (às vezes até com a demissão).
.......... Já vi muitas vezes, e - até um determinado ponto da minha trajetória profissional - também fui vítima de assédio moral. É uma abominação sob qualquer prisma que se examine. Se existe algo que posso afirmar, com toda tranqüilidade, é que nunca - vou repetir, nunca - pratiquei ação que pudesse ser classificada como assédio moral. Vontade, confesso - algumas vezes - não faltou (o sangue ferve e quem não está preparado se descontrola mesmo),
mas simplesmente escolhi não agir dessa forma por percebê-la, como dise, covarde, desumana e absolutamente cruel. Ao longo do tempo a atitude vira comportamento e o "sangue não ferve mais". Entra o treinamento, os valores morais e éticos e a temperança que vem com a experiência.
.......... Deixo a mensagem. Principalmente para quem está situado em um nível de poder inicial ou aqueles que ascendem na carreira com muita rapidez. Normalmente descuidam do próprio preparo comportamental, psicológico e cultural; avançam na trilha sem aprender a utilizar as ferramentas e os manuais que acompanham o que chamo de "kit-poder". Metem os pés pelas mãos e suas trajetórias, a partir de um certo momento começam a andar para trás sem que percebam a tempo de corrigir os defeitos.
.......... Sem entrar no detalhe, porque não o conheço, lembro que este jornalista - Marcelo Rezende - já foi um repórter de prestígio na Rede Globo, comandou um programa importante em horário nobre e a partir de uma época saiu da Rede Globo (nunca soube porque) e começou a aparecer, aqui e ali, em várias outras empresas de comunicação. Sua evidente decadência profissional (em que pese ser um repórter de primeira linha) terá sido pelo temperamento que demonstrou no vídeo acima? Especulações liberadas.
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O carinha da TI - O que que é isso? (1/8)]

"Descobri" no YouTube esta série maravilhosa de vídeos com temas corporativos.
Chama-se "O que que é isso?" e foi produzida, em 8 capítulos, pela Locaweb (http://www.locaweb.com.br/portal.html) que é um site de hospedagem e de muitas outras atrações de interesse do mundo corporativo.
A qualidade dos vídeos é excelente e as histórias muito bem humoradas. Em todos os vídeos são abordados temas cotidianos que ocorrem nos ambientes corporativos. Divertem e ao mesmo tempo ensinam. Um "achado" para o Oficina de Gerência.
Neste primeiro filme, "O carinha da TI" são mostradas situações engraçadíssimas e ao mesmo tempo apresentados os personagens fixos da série. Não percam a oportunidade.

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25 de ago de 2008

Eugen Pfister, emérito consultor e palestrante, visita o blog e dedica-nos um elogio.


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Já que estamos, ainda, vivendo no clima das Olimpíadas de Pequim, a imagem que vocês estão vendo acima equivale, para o blog da Oficina de Gerência, como uma Medalha de Ouro.
Trata-se do e-mail que recebi do Professor Eugen Pfister parabenizando o blog. A menção à medalha de ouro se traduz pela densidade que o Dr. Pfister desfruta no mundo corporativo. Entrei no Google para atualizar as informações sobre ele e ali, comprova-se a importância deste sociólogo, articulista e educador que se dedica à "formação e desenvolvimento de pessoas, treinamentos focados em resultados, palestras e coaching" (tal como está no site da consultoria Estação Performance, da qual é sócio). São muitos os verbetes do Google sobre seus artigos, seu livro (veja e clique na imagem) e atividades profissionais.
Dele já publiquei, no blog, um texto que pode ser lido em "Como o Gerente Pode Estar em Vários Lugares ao Mesmo Tempo?". Receber um elogio deste quilate é ou não para ficar lisonjeado? Por isto estou compartilhando esta alegria com os visitantes do blog. Imaginem o aumento da responsabilidade, doravante.
Para comemorar o gentil elogio e agradecer ao Professor Eugen Pfister, aproveito para publicar um novo artigo dele (objetivo e atual, como de costume) e exibir uma série de links para outros textos, sempre de primeira qualidade, como verão ao clicar sobre eles.
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(clique sobre a imagem)
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(publicado em 03/03/2008 no site Administradores)
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"Não sei se é uma piada, mas sucedeu assim: um entrevistador pergunta ao candidato qual era o principal atributo de um bom líder. O entrevistado não pensa duas vezes: “Ah, são várias coisas. Mas a principal é ter liderança”...
Eis o que se chama de tautologia. Desconfio que o pretendente ao cargo gerencial tenha sido eliminado, pois onde se viu usar o mesmo conceito da pergunta (liderança) para dar a resposta? Então liderança é liderar, tal como água é água, queijo é queijo?
Tudo bem. Que seja apenas um vício de linguagem a ser evitado e, tal como Olavo Bilac (1865 - 1918), sou favorável a não maltratar a nossa inculta e bela flor do Lácio*. Mas... que a resposta está certa, está! É que na prática, a lógica é outra.
Explico. Os métodos de encarreiramento gerencial falham na medida em que só se preocupam em descobrir se o líder recém promovido lidera depois que ele foi promovido, remunerado, incensado etc.
A verdade é que existem métodos melhores que o ensaio e erro. E é sobre isso que vamos conversar neste artigo. A idéia é eliminar, ou pelo menos, reduzir drasticamente o conhecido drama “perdemos um bom técnico e ganhamos um péssimo gerente”.
Entendo que a origem problema está na estrutura de comando e controle das nossas instituições (família, escola, empresas, política, igrejas) que dificulta que os colaboradores em funções não gerenciais exerçam a liderança “ao vivo e em cores”. Eles estão á para obedecer, não para questionar; seguir e não liderar; e assim são impedidos de testar e desenvolver suas habilidades pessoais para gerenciar pessoas, processos, recursos e tarefas.
Parece que as empresas preferem testar o “carro” no dia da corrida e não nos dias que a antecedem. Que dizer, promovem funcionários tecnicamente eficientes a postos de comando, e depois verificam se eles tinham a vocação e as competências requeridas.
Isso acontece com as organizações que não praticam a liderança flutuante, ou que delegam responsabilidade e não autoridade. Nessas condições, os candidatos potenciais a postos gerenciais são avaliados e promovidos em função de quesitos operacionais. E assim, a profecia do técnico que virou suco quando foi ascendido na linha hierárquica se realiza.
O desempenho na condução de projetos especiais, reuniões, negociações, grupos-tarefa e outras atividades delegadas que envolvam a coordenação de terceiros, decisões e recursos é, de longe, o método mais confiável, objetivo e eficaz para avaliar a capacidade de liderança dos candidatos a postos gerenciais. Enquanto os testes e inventários de liderança revelam o potencial, a liderança delegada revela o desempenho real.
O fato é que se APRENDE a LIDERAR... LIDERANDO. O treinamento entra para aparar arestas, aprimorar comportamentos e habilidades, prover conceitos e ferramentas que aprimoram o desempenho gerencial. Só que o certo é iniciar o treinamento gerencial antes da promoção do(s) candidato(s). Liderança delegada, treinamento prévio, coaching, mentoria e avaliação sistemática têm a vantagem de acelerar o processo de formação de sucessores e aumentar a eficácia, objetividade e confiabilidade da seleção.
Promover para verificar “a posteriori” é como jogar dados... Talvez você tenha sorte, pois como diria o coach de Bagé: “o causo, índio velho, é que não se pode enfiar água no espeto e assá-la como se fosse carne.”A formação prática e vivencial permite constatar a aptidão dos líderes potenciais em relação à capacidades criticas como: influência e persuasão pessoal; relacionamento interpessoal e interáreas; comunicação ( expressar e processar feedback); resolução de problemas técnicos, humanos e organizacionais; espírito de cooperação; trabalho em equipe; imagem junto a clientes externos e internos; desempenho versus objetivos, prazos e orçamento; iniciativa; determinação pessoal; resilência etc.
A prática da liderança delegada evita o “efeito prancheta” comum nas situações de seleção ou treinamento que faz com que a conduta do observado se modifique por saber que está sendo investigado. Como disse antes, o método vivencial e pragmático permite que acompanhemos o desempenho dos líderes potenciais em condições reais de ambiente e temperatura que seus superiores enfrentam cotidianamente.
A estratégia de APRENDER FAZENDO, de APRENDER LIDERANDO, de APRENDER RESOLVENDO PROBLEMAS concretos, de LIDAR com OBJETIVOS, TAREFAS, PESSOAS e GRUPOS reais é componente chave no treinamento militar, no escotismo, em associações voluntárias, ONG’s, movimentos sociais e sindicais com tradição na formação de líderes.
LIDERANÇA, afinal, É EXEMPLO, é ação, é trabalho, DESEMPENHO, RESULTADOS e não retórica e soluções pirotécnicas."
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*A "Última flor do Lácio, inculta e bela" é o primeiro verso de um famoso poema de Olavo Bilac, Língua Portuguesa, considerada a derradeira das filhas do latim.
A seguir a lista de artigos recentes, do Prof. Eugen Pfister, publicados no site Administradores:
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Desculpas ao esporte e aos atletas brasileiros. (imperdível)

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Conheço, pessoalmente, o Professor Ronaldo Pacheco. A seu respeito atesto que se tivesse de listar dez profissionais dedicados à causa de suas carreiras, o nome dele estaria incluído entre os primeiros na coluna do esporte e da educação física.
Conheci Ronaldo como técnico de basquete (sua grande paixão) do Clube Vizinhança de Brasília (por onde passaram atletas como Oscar e Pipoka entre muitos outros). Professor em tempo integral, mesmo comandando diversos grupos de atletas, jovens (e irrequietos) adolescentes, sua preocupação principal era educar aqueles garotos, muitos deles vindos de comunidades carentes da periferia em choque cultural direto com outros de origem mais privilegiada. Mesmo no calor das disputas à beira da quadra, como técnico, nunca o vi perder a desportividade e a preocupação com a integridade fisica e moral dos seus atletas. Detalhe (importante): mantinha os "pais de atletas" - como era meu caso - e outros "corneteiros" (não me incluia nesta lista) distantes do seu trabalho. E com razão. Poderia treinar grandes clubes do Brasil - e tem competência para isso - mas preferiu a cátedra, a universidade, a vida acadêmica na UnB. Seu currículo - clique aqui para ver - fala por ele.
Com estas credenciais resolvi - sem nenhum favor - publicar a brilhante e oportuna página que Ronaldo Pacheco produziu, originalmente, para o seu grupo de amigos e que já está se irradiando - com sucesso explicável quando você ler o texto - pela Internet. O blog do Juca Kfoury já o reproduziu.
No artigo, o Prof. Ronaldo escreve - exatamente - o que eu e milhões de outros brasileiros, que amam o esporte, estamos sentindo em relação aos resultados da participação de atletas brasileiros nas recém encerradas Olimpíadas de Pequim. Eu mesmo estava pensando em escrever algo a respeito e ainda bem que esperei baixar a poeira. Dessa maneira conheci o texto do Prof. Ronaldo e não faria melhor. Assino embaixo.
O que ele escreve é a pura verdade registrada por alguém que tem plena autoridade para fazê-lo. Espero que o artigo repercuta para ajudar na conscientização de uma parte (ruim) da mídia que já se inicia no surrado processo de "caça às bruxas" aos "perdedores", como se perdedores existissem numa olimpíada. Chega de papo e vamos ao artigo, não sem antes parabenizar a inspiração do Prof. Ronaldo Pacheco.
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"Vendo os atletas brasileiros pedindo desculpas pela não obtenção de medalhas refletindo sobre o que se faz pelo esporte no Brasil, resolvi escrever este texto que na minha opinião reflete sobre quem deve desculpas a quem. " .

Desculpas ao esporte e aos atletas brasileiros (Prof. Ronaldo Pacheco*)
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"Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;
Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;
Pelas escolinhas mercantilizadas que buscam quantidade de clientes e não qualidade de aprendizagem;
Desculpem pela falta de incentivo na base;
Desculpem pela falta de praças esportivas;
Desculpem pelo discurso de que “o esporte serve para tirar a criança da rua” (é muito pouco se for só isso!);
Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;
Desculpem se muito cedo lhe tiraram o “esporte-brincadeira” e lhe impuseram o “esporte-profissão”;
Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;
Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar adequadamente, ou de pagar um “exame de faixa”;
Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos.
Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;
Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de ascensão social para a
classe menos favorecida no nosso país;
Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;
Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas propostas; Desculpem
pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;
Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;
Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.);
Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a “Lei do Gérson” (coitado do Gérson);
Desculpem pelos secretários de esporte de “ocasião”, cujas escolhas visam atender apenas, promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com pouca verba no orçamento);
Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing político;
Desculpem por pensar em organizar “Olimpíadas” se ainda não conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa legislação esportiva;
Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se “exilarem” no exterior caso pretendem se aprimorar no esporte;
Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhec
e e opina pelo senso comum.
Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;
Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;
Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;
Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;
Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes."
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* Prof. MSc. Ronaldo Pacheco de Oliveira Filho
Prof. da Secretaria de Educação do DF (cedido à UnB)
Prof. da Universidade Católica de Brasília
ronaldo.pacheco.f@terra.com.br
ronaldop@ucb.br


Space Meditation Video - Spiritual Music

Início de semana. Aquela segunda feira (quase)sempre preguiçosa... Então, separei um maravilhoso vídeo de relaxamento para recompor energias e começar com o pé direito mais um período de vida e trabalho.
Boa semana a todos e desfrutem o vídeo. É muito bonito, mas cuidado para não dormir (brincadeira).

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O escritor e intelectual Luiz Gonzaga da Rocha, maçon, é colaborador do blog.

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(capas de dois livros escritos por Luiz Gonzaga da Rocha)
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"Para Luiz Gonzaga da Rocha, a maçonaria é acessível aos homens de todas as camadas sociais e de todas as crenças religiosas e credos políticos, pois não se impõe qualquer limite à livre investigação da verdade. E é precisamente para garantir essa liberdade de pensamento que a maçonaria exige de todos os seus adeptos a prática diária da tolerância e o estudo contínuo para o conhecimento de seus ensinamentos e dos seus mistérios. Luiz Gonzaga da Rocha integra desde 1980 a maçonaria, sendo fundador e ex-presidente da Academia Maçônica de Letras do Distrito Federal. É membro correspondente da Academia Maçônica Fraternidade de Estudos e Pesquisas, de Juiz de Fora, Minas Gerais. É também membro e fundador do Instituto de Pesquisas Maçônicas "Fernando Salles Paschoal", de Londrina, no Paraná, além de membro da Associação Brasileira de Imprensa Maçônica, com sede em Recife-Pernambuco. Advogado militante formou-se em Direito nas Faculdades Integradas do Planalto Central (Fiplac), em 1997. É também historiador, formado em 1981 pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília.” . (edição do texto de apresentação do maçon Luiz Gonzaga da Rocha, no site da livraria "A Trolha")
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O advogado Luiz Gonzaga da Rocha é um dos maçons mais ilustres e reconhecidos na corporação maçônica de Brasília e do Brasil. É membro da Loja Aleijadinho (Antonio Francisco Lisboa), do Grande Oriente de Brasília (GODF) e um intelectual e pesquisador, reconhecido por seus irmãos, nos assuntos da Ordem.
Convidei o Irmão Luiz Gonzaga para fazer parte do corpo de colaboradores do Blog e ele, honrosamente para mim, aceitou. Escreverá sobre os personagens da História da Humanidade que, comprovadamente foram iniciados nos mistérios da maçonaria e sobre eventos históricos que tiveram participação direta ou indireta da maçonaria como corporação. Vocês vão se surpreender ao saber o quanto os maçons e a maçonaria contribuiu para o avanço da história do Brasil e de outras sociedades no mundo (leiam os post Dia do Maçom - Alguns dos Grandes Maçons no Brasil e no Mundo. e Hoje, 20 de agosto, é o Dia do Maçon, no Brasil). Abaixo um brevíssimo resumo do currículo maçônico do novo colaborador.
º Fundador da Loja Antônio Francisco Lisboa onde se mantém como membro desde então e exerceu quase todos os cargos na sua Oficina. Alguns por mais de uma vez tais como Past Máster, Venerável Mestre, Vigilante, Orador e Mestre de Cerimônias.
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º É membro e foi presidente da Academia Maçônica de Letras do Distrito Federal na gestão 2004/2006. Foi fundador e redator dos jornais "Folha Acadêmica", "O Aleijadinho" e do "Boletim da Grande Loja". Atualmente é Deputado Distrital da Assembléia Legislativa Maçônica e membro efetivo e vitalício da Academia Maçônica de Letras do Distrito Federal
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º É ainda membro de diversas entidades maçônicas entre as quais destaco a Associação de Imprensa Maçônica, da Academia de Letras, Ciências e Artes Maçônicas do Brasil em Maceió e da Academia Maçônica de Letras da Paraíba. É também membro correspondente das Lojas Maçônicas "Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas" em Juiz de Fora, Quator Coronati Lodge nº 2076 em Londres (Inglaterra) e outras mais.
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º Publicou as seguintes obras: "Nas Tabernas dos Antigos Maçons – A Trolha, Londrina, 2003"; São João Batista e a Maçonaria – A Trolha, Londrina 2001; "A Lenda de Hiram" – A Trolha, Londrina, 2000; "A Burschenschaft e outras reminiscências maçônicas" – A Trolha, Londrina, 1999 e "A Nova Maçonaria – Alternativas e Propostas para o III Milênio" – GLMB, Brasília, 1996.
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º Tem na sua coleção de diplomas e distinções a "Comenda ísis" – concedida pela Loja Ísis nº 10 [2003]; o Diploma da Ordem do Mérito DeMolay no Grau de Honra ao Mérito– concedido pelo Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil [1999]; o Diploma de Honra ao Mérito – concedido pela "Academia Brasileira Maçônica de Letras" - ABML [1999] e a Medalha do Mérito Cultural Jornalista Hipólito José da Costa [1988]. .
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Fiz questão de postar, com mais detalhes, o currículo deste ilustre advogador e maçon para exibir a sua qualificação como novo colaborador do blog. Os seus artigos serão, predominantemente, dirigidos ao público em geral. A proposta dele é escrever sobre as histórias da maçonaria (e são milhares) que têm interface ou se relacionam com o mundo não maçon. Tenho absoluta certeza que será um sucesso de acessos e leituras no galpão da Oficina de Gerência. Leiam a primeira delas, no post logo abaixo.

D. Pedro I era maçon e seu cognome era Guatimozin.

Este é o primeiro artigo do Dr. Luiz Gonzaga da Rocha, mestre maçon, escrito para a Oficina de Gerência. È um texto de alta qualidade. Repleto de fatos, comprovados e citações de pesquisas na História do Brasil, o autor nos conduz pelos caminhos iniciais da formação do primeiro império sob o comando do Imperador Dom Pedro I, que era maçon, com o cognome de Guatimozin. Os maçons, à época do domínio português e depois com os dois períodos imperiais e a subsequente proclamação da República, estiveram, sempre, à frente dos acontecim,entos históricos. Quase todos os grandes personagens de destaque na História do Brasil, naquele período, eram maçons.
Este é um dos encantos de se pertencer à maçonaria. De certa forma, é fazer parte de uma corporação que marcou sua presença nas histórias das grandes mudanças da humanidade que vão, desde antes da Revolução Francesa, até os dias hoje.
O artigo é (aparentemente) longo, mas o estilo do autor é elegante e nos conduz com leveza e interesse pelos caminhos do seu texto. Nem que seja para saber um pouco mais desse assunto tão desconhecido que é a maçonari, leiam o artigo. Garanto que não vão de se arrepender.
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D. Pedro Guatimozin
(por Luiz Gonzaga da Rocha*)

Reminiscências
... Estas reminiscências têm o seu início no dia 17 de junho de 1822 ou o 28oº dia do 3o mês do ano da verdadeira luz de 5.822, quando os maçons do Rio de Janeiro se reuniram em sessão magna e extraordinária presidida pelo Irmão João Mendes Viana [Graccho], venerável mestre da Loja Comércio e Artes na Idade do Ouro, única até então existente e regular no Rio de Janeiro, para a criação e instalação do Grande Oriente Brasílico ou Grande Oriente do Brasil. Escolhendo
José Bonifácio de Andrade e Silva [Pitágoras] como Grão-Mestre.
... Da ata da nona sessão do Grande Oriente do Brasil, realizada em 02 de agosto de 1822 consta "ter o Grão-Mestre da Ordem proposto para ser iniciado nos mistérios da Ordem, Sua Alteza
D. Pedro de Alcântara, Príncipe Regente do Brasil e seu defensor perpétuo. Aprovada de forma unânime, D. Pedro foi imediata e convenientemente comunicado, que dignando-se aceitá-la, compareceu na mesma sessão, e sendo iniciado conforme prescrevia a liturgia maçônica, prestou juramento e adotou o nome heróico de Guatimozin."
... Para a historiografia maçônica, a 17ª sessão do Grande Oriente do Brasil se reveste de um significado particular. Realizada em 04 de outubro de 1822, D. Pedro foi aclamado Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil em substituição a José Bonifácio. A sessão foi presidida pelo Grande Mestre Adjunto
Joaquim Gonçalves Ledo [Diderot]. E no dia 21 de outubro de 1822 dom Pedro determinou a interrupção das atividades maçônicas, afiançando a Ledo que a suspensão seria breve: "Meu Ledo. Convindo fazer certas averiguações, tanto públicas como particulares, na Maçonaria. Mando: primo como Imperador, segundo como Grão-Mestre, que os trabalhos Maçônicos se suspendam até segunda ordem minha. É o que tenho a participar-vos; agora resta-me reiterar os meus protestos como Irmão – Pedro Guatimozim Grão-Mestre. P.S. Hoje mesmo deve ter execução e espero que dure pouco tempo a suspensão, porque em breve conseguiremos o fim que deve resultar das averiguações".
... De fato, quatro dias depois, em 25 de outubro de 1822, Pedro Guatimozim, era assim que o Imperador assinava sua correspondência maçônica, determinou o fim da suspensão dos trabalhos em função do término das averiguações: "São Cristóvão, 25.10.1822. Meu Irmão – tendo sido outro dia suspendido nossos augustos trabalhos pelos motivos que vos participei, e achando-se hoje concluídas as averiguações, vos faço saber que segunda-feira que vem, os nossos trabalhos devem recobrar o seu antigo vigor, começando a abertura pela Loja em Assembléia Geral. É o que tenho a participa-vos para que, passando as necessárias ordens, assim o executeis. Queira o Supremo Arquiteto do Universo dar-vos fortunas imensas como vos deseja o – Vosso Irmão – Pedro Guatimozim – Grão-Mestre – Rosa Cruz".
... Esses sãos os fatos históricos que julgamos bem apresentar a título de reminiscências, que estão narrados no Boletim do Grande Oriente do Brasil [Rio de Janeiro, ano 48, 1923, p. 690/691 e 917] e Arquivo da Casa Imperial do Brasil [Cartas de D. Pedro I a Joaquim Gonçalves Ledo. São Cristóvão, 21/10/1822 e 25/10/1822. Registro: I-POB-21.10.1822-PLB c. 1-2], citado por Alexandre Mansur Barata, in Maçonaria, Sociabilidade Ilustrada & Independência do Brasil (1790-1822), com adaptações. Os relatos dos historiadores maçons comprometidos com a Ordem e não-maçons não destoam, melhor, se coadunam com o histórico indigitado.
... Pretendo, com este artigo, reverenciar a memória de D. Pedro, o primeiro Imperador do Brasil que, ao ser Iniciado Maçom, adotou o nome histórico de Guatimozim, em homenagem ao último Imperador das Astecas na região de Anahuac [área do atual México] e que depois de supliciado, foi amarrado e lançado sobre brasas até morrer, em 1522, pelos invasores espanhóis comandados por Hernan Cortez.
... Simbolicamente, Pedro I considerou-se, à semelhança de Guatimozim, disposto a sacrificar-se pelo Brasil, honrando o título de Defensor Perpétuo do Brasil, que o Grande Oriente Brasílico ou Brasiliano lhe concedera em 13 de maio de 1822.
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Curiosidades Maçônicas
... Disseram-me um dia, como a muitos outros também deve ter sido dito em algum momento da caminhada na vida maçônica, que D. Pedro, numa mesma data teria sido iniciado, elevado, exaltado e conduzido ao Grão-Mestrado da Maçonaria no Brasil, e que teria adotado o nome simbólico de Guatimozim, em homenagem ao último Imperador asteca do México que resistiu em 1522 ao conquistador espanhol Cortez. O relato histórico das reminiscências desmistificam os "ditos" para conduzir ao real entendimento que dom Pedro de Alcântara, iniciado em 02 de agosto de 1822, só foi guindado ao cargo de Grão-Mestre em 04 de outubro de 1822, e confirma que o então Príncipe Regente foi iniciado na Maçonaria com os rigores ritualísticos, adotou o nome de Guatimozim e que não ordenou o "fechamento"da Ordem Maçônica.
... Fica aqui o nosso primeiro registro curioso. O nome Guatimozim, entrementes, era o nome histórico adotado por Martim Francisco Ribeiro de Andrade, irmão carnal e maçônico de José Bonifácio, e que perfilava ao lado de Falkland [Antônio Carlos Ribeiro de Andrade], Tibiriçá [José Bonifácio de Andrade e Silva], Caramuru [Antônio Telles da Silva], Aristides [Caetano Pinto de Miranda Montenegro] e Claudiano [Frei Sampaio – Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio] nas alas maçônicas e registros do Apostolado e da Nobre Ordem dos Cavaleiros da Santa Cruz.
... Ademais, no Recife existia uma Loja Maçônica denominada Guatimosin, fundada em 1816 e que em 1821 mudou o seu nome para "Loja 6 de Marco de 1817", em homenagem aos maçons sacrificados na gloriosa Revolução Pernambucana de 1817. A historiagrafia maçônica, contudo, passa ao largo da preferência de dom Pedro pelo nome heróico de Guatimozim.
... Outro registro nos remete ao restabelecimento dos trabalhos maçônicos
na forma ordenada por D. Pedro I. E estes, contudo, não foram reencetados, haja vista que a 02 de novembro de 1822, José Bonifácio determinou uma devassa contra os maçons do "Grupo do Ledo", no episódio que ficou conhecido como "Bonifácia". As razões ainda são pouco claras, ao que tudo indica o fato de D. Pedro ter sido aclamado Grão-Mestre numa sessão presidida por Joaquim Gonçalves Ledo foi interpretado como um golpe maçônico ao "Grupo do Bonifácio", e os ânimos entre os grupos [azul e vermelho] que se mostravam em acirramento crescente desde o episódio que resultou em repreensão ao Frei Francisco Sampaio mostravam-se mais radicalizados com a eleição de dom Pedro para o cargo de Grão-Mestre em substituição a José Bonifácio. Devemos dizer que José Bonifácio efetivamente não compareceu a sessão em que D. Pedro tomou posse no cargo de Grão-Mestre, como de resto, não compareceu a nenhuma sessão importante e até mesmo foi colocado no cargo sem ser consultado, mas não foi totalmente tirado da diretoria, porque ainda era ministro de D. Pedro e continuava a exercer o cargo de Grão-Mestre Adjunto e Lugar-Tenente de D. Pedro no Apostolado.
... O clima realmente esquentou quando o "Grupo do Ledo" tentou impor a D. Pedro, por ocasião da sua aclamação a Imperador do Brasil, em 12 de outubro de 1822, um juramento prévio da Constituição que seria elaborada pela Assembléia Geral Constituinte e Legislativa convocada pela circular de 17 de setembro de 1822. Tal fato desagradou profundamente ao "Grupo do Bonifácio" e ao próprio D.Pedro I, daí a interrupção dos trabalhos ordenada por este, para as "averiguações procedimentais", na forma narrada.
... A abertura da "devassa" ordenada por José Bonifácio, dois dias depois da autorização emanada do Imperador e Grão-Mestre para o recomeço das atividades maçônicas, ocorreu depois que os Andradas [José Bonifácio e Martim Francisco] colocaram seus cargos de ministros à disposição do Imperador. Tão logo a notícia tornou-se conhecida no meio maçônico, iniciou-se um movimento no sentido de fazer o Imperador reintegrar os Andradas, o que acabou acontecendo. Reintegrados e fortalecidos pelas manifestações favoráveis, José Bonifácio desencadeou violenta repressão aos maçons identificados com a liderança de Joaquim Gonçalves Ledo e esse conjunto de fatos ficou conhecido como "Bonifácia".
... O devassado, Joaquim Gonçalves, Ledo fugiu para a Argentina com o auxílio do Cônsul da Suécia. José Clemente Pereira foi preso e depois deportado [30 de dezembro de 1822] para Havre, na França, em companhia de Januário da Cunha Barbosa, e posteriormente, os dois foram para Londres. Outros maçons foram presos e depois libertados, as lojas encerraram seus trabalhos e o Grande Oriente do Brasil fechado, deixando os maçons em polvorosa. Com a cissura, o fechamento do Grande Oriente do Brasil e sem oposição, os anti-maçons recrudesceram em campanhas, fazendo com que a Maçonaria aparecesse como inimiga do Imperador e do Trono, constituindo uma memória da Independência cada vez mais distante dos maçons e da Maçonaria. E a única voz que se ouvia bradar na imprensa era a do brigadeiro e maçom Domingos Alves Branco Moniz Barreto [Sólon] em seu jornal "Despertador Constitucional".
... O que se registra no meio maçônico, contudo, e em que pese o fechamento do Grande Oriente do Brasil, é que muitos maçons continuaram a se reunir às escondidas enquanto as lojas cerraram suas portas, atas e documentos maçônicos eram destruídos por todo o Brasil, à exceção de Pernambuco, onde as lojas funcionavam e os maçons se reuniam em oposição às determinações do Rio de Janeiro, e até conduziram os preparativos do movimento que ficou conhecido como Confederação do Equador – um dos momentos marcantes dos tempos de ouro da maçonaria pernambucana. Mas este é um relato para outra oportunidade.
... Outra curiosidade marcante fica por conta de dois fatos. O primeiro, D. Pedro em 20 de julho de 1822, portanto, doze dias antes de ser iniciado, enviou um bilhete a José Bonifácio no qual tratava da Província da Bahia, convulsionada e resistente à Regência do Rio de Janeiro. Anote os termos maçônicos usados. Dizia o Príncipe Regente: "O Pequeno Ocidente toma a ousadia de fazer presente ao Grande Oriente, duas cartas da Bahia e alguns papéis periódicos da mesma terra há pouco vindas. Terra a quem o Supremo Arquiteto do Universo tão pouco propício tem sido. É o que se oferece por ora a remeter a este que em breve espera ser seu súdito e I\" [Arquivo da Casa Imperial do Brasil. Cartas (2) de D. Pedro a José Bonifácio. São Paulo, 20/07/1822 e 01/09/1822, II-POB-20.07.1822 – PI.B – c. 1-2, citado por Barata, ob. cit. p. 233], numa patente demonstração que os termos maçônicos não lhe eram desconhecidos e que esperava ser iniciado em nossa Ordem.
... Outro fato singular refere-se a possibilidade do Príncipe Regente dom Pedro pertencer ao Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros da Santa Cruz, sociedade secreta de fins maçônicos fundada em 2 de junho de 1822 por José Bonifácio. O atesto é feito por Castellani ao citar Rio Branco em nota à "História da Independência do Brasil" de Vernhagem: "D. Pedro já pertencia, como ficou dito, a uma sociedade secreta, a Nobre ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz, denominada Apostolado. Pelo livro das atas que S. M. o Sr. D. Pedro II possui, e figurou na Exposição de História do Brasil [no 6.986], sabe-se hoje que essa sociedade fundada por José Bonifácio, começou a funcionar em 2 de junho. D. Pedro era, com o título de arconte-rei, o chefe do Apostolado, sendo José Bonifácio seu lugar-tenente. Pelo livro do juramento, também exposto em 1881, ficou patente que Gonçalves Ledo e Nóbrega, também pertenciam ao Apostolado" [Castellani, in História do Grande Oriente do Brasil, p. 70]. O Nóbrega referido poderia ser os maçons Francisco Luiz Pereira da Nóbrega ou Luiz Pereira da Nóbrega de Sousa Coutinho.
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Conclusão
... Procuramos demonstrar que o período de adormecimento da Maçonaria Brasileira, entre 02 de novembro de 1822 e a abdicação de dom Pedro I, em 07 de abril de 1831, não corresponde ao relato propalado por muitos maçons dentro e fora das lojas, seja porque as atividades maçônicas não tenham se encerrado totalmente neste período; seja porque a suspensão dos trabalhos não pode ser responsabilizada a D. Pedro I; seja porque o Grão-Mestre Pedro Guatimozim pouco fez para interromper os trabalhos ou se colocar contra a interrupção; seja porque pertencia ao apostolado [cujas reuniões suspendeu pessoalmente], ou seja, porque sofreu a oposição dos maçons que resultou em sua abdicação ao Trono Brasileiro. A suspensão ocorreu por conta da dissensão interna que confrontava o Grupo do Ledo ao Grupo do Bonifácio e às questões políticas havidas no seio da Maçonaria.
... Em relação aos trabalhos maçônicos, Castellani escreveu que "pelo menos a Loja 6 de Março de 1817, do Recife, fundada em 1821, continuou funcionando, sob a proteção de maçons americanos, já que foi instalada e regularizada pelo Grande Oriente de Nova Iorque. A ela ajuntou-se, em 1823, a Sociedade Carpinteira, de moldes e finalidades maçônicas. Por ocasião da revolta de 1824, todavia, ela foi obrigada a entrar em recesso. No terreno político institucional, o principal fato foi, exatamente, o movimento revolucionário de 1824, que visava a congregar sob regime republicano – na chamada Confederação do Equador – as províncias do Nordeste, que se haviam rebelado contra os atos de D. Pedro I". E mais adiante assevera que "De 1824 a 1829, pouco se sabe sobre a atividade maçônica. Parece, todavia, que, em 1825, alguns maçons mais corajosos, revolveram enfrentar a perseguição que sofriam, fundando um Quadro intinerante, denominado "Vigilância da Pátria", a qual, posteriormente seria repartido em dois novos quadros, "União" e "Sete de Abril", para formar o Grande Oriente Brasileiro, que precedeu a reinstalação do Grande oriente do Brasil..." [Castellani, ob. cit. p. 75/76].
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Nota Final: Os fatos e argumentos esgrimidos até aqui foram extraídos e adaptados de fontes confiáveis, embora secundárias, e poderão ser consultados e confrontados a qualquer tempo por quem quer que seja. Serviram de fontes de consulta, em ordem alfabética:
A Maçonaria Gaúcha no século XIX, obra escrita por Eliane Lucia Colussi [2003]; A Maçonaria da Independência do Brasil, escrita por Manoel Rodrigues Ferreira e Tito Lívio Ferreira [1972]; Exposição Histórica da Maçonaria no Brasil, escrita por Manoel Joaquim de Menezes [1857]; História do Grande Oriente do Brasil, organizado por José Castellani [1993]; Livro Maçônico do Centenário, organizado por Octaviano de Menezes Bastos, Optato Carajuru e Everardo Dias [1922]; Maçonaria, Sociabilidade Ilustrada & Independência do Brasil (1790-18820), escrita por Alexandre Mansur Barata [2006]; Quadro Histórico da Maçonaria no Rio de Janeiro Dividido em Épocas [de autoria desconhecida e sem data]. As obras de Barata, Colussi, e dos Irmãos Ferreira, por serem mais recente e mais fácil se serem encontradas, carecem de leitura pelos maçons cultos.
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