11 de ago de 2008

Rússia, também, desafia o mundo... "civilizado".

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...... Enquanto Bush e Putin agitam suas bandeirinhas em Pequim, as forças da Rússia esmagam a população da Geórgia sob os olhos complacentes da ONU e do resto do planeta. O mundo está mais preocupados com quantas medalhas a China e os EUA vão conquistar na outra "guerra" que se trava nas quadras, piscinas e pistas das Olimpíadas. Veja notíciário no site da BBC Brasil.
...... Esta hipocrisia, por parte dos conglomerados que formam as nações em torno da mesa da ONU e outras entidades do mesmo naipe (OTAN, OEA e outras), é algo inaceitável e incompreensível por nós, mortais comuns habitantes do planeta. Há uma nuvem, gigantesca, de desfaçatez na atmosfera da política internacional; os países que contam, no concerto das nações, estão imobilizados e com medo. Apenas assistem ao massacre do Golias contra o David, numa inversão moderna da história bíblica.
...... O que está havendo na Geórgia é uma atrocidade contra uma nação soberana e sua população civil! Até quem não é expert em política internacional (e para entender safadezas não é preciso ser especialista) vê que há um excesso de força e um oportunismo malandro e descarado do governo russo em se aproveitar de problemas internos de um país vizinho para expandir suas próprias fronteiras, anexando a Ossétia do Norte e mais o que puder da própria Geórgia. Mais ou menos como Israel fez na Guerra do Sinai, quando ocupou um território - alegando direito de conquista - maior que o seu, na península do Sinai.
...... A esta altura os russos já praticam um ato de agressão e covardia, tal a disparidade de forças, ostensivo, contra um aliado do ocidente, a Geórgia. Aliado este, que por sinal, foi instado pelos próprios EUA a "cutucar a onça com a vara curta", no caso a Rússia, país com quem faz fronteira e dela se separou por ocasião da
Glasnot de Gorbachev.
O governo da Geórgia - que não teve constrangimento de reconhecer sua inferioridade diante do agressor.Já "pediu arreglo" como se diz na gíria, mas os russos ignoram o reconhecimento georgiano de sua inferioridade bélica e continuam bombardeando, matando civis, destruindo cidades e invadindo o território vizinho com o claro objetivo de tomar, na força, uma região que é parte de um país soberano e pertencente à Organização das Nações Unidas.
...... É a mesma coisa que os EUA fizeram com o Iraque de Saddam Hussein, com a justificativa - que se revelou uma tremenda mentira - da existência de armas químicas naquele país. Qual a moral de Busch - que também ignorou a ONU, na época - par procurar o governo russo e interferir nesta chacina?
...... A opinião pública e a publicada, por seu turno, também não se mostra preocupada. Os jogos olímpicos estão - lamentavelmente, neste caso - minimizando e se sobrepondo ao noticiário sobre a agressão russa à Geórgia. Todavia não se engane quem pensa que este é meramente um episódio isolado.
...... Claramente a Rússia quer recuperar o prestígio que tinha na Guerra Fria e recompor, até onde o resto da humanidade permitir, a magnitude territorial e política da antiga União Soviética. É preciso ser um cientista político para perceber isto? Enquanto isso, papai Bush, que foi o mentor da atração (fatal) da Geórgia para o bloco da OTAN, continua acompanhando, alegremente, os jogos dos norte-americanos em Pequim, como se nada fosse mais importante existisse para o homem que - a rigor - criou todas essas guerras que estão por ai. A história o dirá. Uma vergonha!
...... Na imagem abaixo está uma montagem que fiz com uma reportagem (e o gráfico) e um belo editorial da
Folha de São Paulo de hoje. Não deixe de ler, pelo menos para se manter informado e poder de alguma forma protestar contra estes senhores das guerras e a favor das inocentes vítimas das bombas russas. Leia o texto, procure entender porque este conflito é preocupante. Ele pode representar o reinício de uma nova "guerra fria" entre ocidente e a Rússia e seus aliados. E até um confronto (indireto?) entre as duas maiores potências militares do planeta. Como gosto de alertar, mais uma marcha da insensatez em curso; e poderá custar muito, muito caro à humanidade.


(Se tiver dificuldade de leitura, aumento o zoom da página.)
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NOTA: Mantendo o hábito da Oficina de Gerência de procurar todas as informações para seus leitores, capturei um vídeo do site do jornal El Pais (em espanhol) com excelente resumo das últimas notícias.
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