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Aldous Leonard Huxley (Godalming, 26 de julho de 1894 – Los Angeles, 22 de novembro de 1963) foi um escritor inglês e um dos mais proeminentes membros da família Huxley. Mais conhecido pelos seus romances, como Admirável Mundo Novo e diversos ensaios, Huxley também editou a revista Oxford Poetry e publicou contos, poesias, literatura de viagem e guiões de filmes. Passou a última parte de sua vida nos Estados Unidos, vivendo em Los Angeles de 1937 até sua morte, em 1963. No final de sua vida, Huxley foi amplamente reconhecido como um dos principais intelectuais de sua época. Ele foi nomeado para o Prêmio Nobel de Literatura sete vezes e foi eleito Companheiro de Literatura pela Royal Society of Literature em 1962. Huxley era humanista e pacifista. Ele cresceu interessado no misticismo filosófico e universalismo, abordando esses temas com obras como A Filosofia Perene (1945) - que ilustra semelhanças entre misticismo ocidental e oriental - e As Portas da Percepção (1954) - que interpreta sua própria experiência psicodélica com mescalina. Em seu romance mais famoso Admirável Mundo Novo (1932) e seu último romance A Ilha (1962), ele apresentou sua visão de distopia e utopia, respectivamente. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Aldous_Huxley}

 

domingo, 31 de agosto de 2008

Confusão armada! Supremo foi grampeado pela ABIN; e agora?

Pronto! O assunto que vai dominar o noticiário político da semana, no Brasil, já está posto na mesa. Ou melhor "na mesa dos grampos telefônicos".
A revista Veja deu um tremendo "furo de reportagem" ao publicar um diálogo entre o Ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal e o senador Demóstenes Torres. Fruto (podre) de um (pretenso) vazamento na ABIN, a gravação confirma o que se suspeitava ou seja, profissionais da Agencia Brasileira de Informações faz grampos ilegais. E se esta turma tem a ousadia de colocar escutas até no chefe de um dos poderes da República a pergunta é "qual o limite?".
O fato vai gerar (na verdade, já está em andamento) uma crise institucional sem precedentes no país. Já se noticia, para amanhã - segunda feira - uma reunião entre os presidentes dos dois poderes envolvidos (por enquanto), o Executivo e o Judiciário. Não acredito que a crise possa ser detida facilmente. É muito grave. Os "bombeiros" não vão faltar, mas os "incendiários" estão de plantão e com as tochas na mão. Não fosse trágico, seria cômico. Mais parece um filme daqueles, pastelão legítimo, dos antigos três patetas. Mas, infelizmente para o Brasil e a democracia, é verdade.
Vou acompanhar o caso com aquela nossa lupa mágica. Sim, aquela! A que coloca os fatos do universo político na tela do mundo corporativo. Perguntas que não vão calar: Foi a ABIN? Ou foi alguém que trabalha na agência? Se foi uma operação oficial, quem teve a idéia e quem autorizou? Quais as razões (ocultas) para a decisão? Na cadeia da hierarquia até que nível a operação era conhecida? E muitas outras questões que serão examinadas. Portanto, atenção ao noticiário pois - como se diz lá no Nordeste, "a cobra vai fumar".
Abaixo estão as imagens da reportagem da Veja, inclusive o fatídico diálogo, e o link direto para a página da revista, com a íntegra da mátéria. Parabéns à Veja pelo "furo" jornalístico. Esse vai correr o mundo e fazer história, não tenham dúvidas.

"Há três semanas, VEJA publicou reportagem revelando que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, foi espionado por agentes a serviço da Agência Brasileira de Inteligência. O diretor da Abin, Paulo Lacerda, foi ao Congresso e negou com veemência a possibilidade de seus comandados estarem envolvidos em atividades clandestinas. Sabe-se, agora, que os arapongas federais não só bisbilhotaram o gabinete do ministro como grampearam todos os seus telefones no STF. VEJA teve acesso a um conjunto de informações e documentos que não deixam dúvida sobre a ação criminosa da agência. O principal deles é um diálogo telefônico de pouco mais de dois minutos entre o ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), gravado no fim da tarde do dia 15 de julho passado. A conversa, reproduzida na página anterior, não tem nenhuma relevância temática, mas é a prova cabal de que espiões do governo, ao invadir a privacidade de um magistrado da mais alta corte de Justiça do país e, por conseqüência, a de um senador da República, não só estão afrontando a lei como promovem um perigoso desafio à democracia.
O diálogo entre o senador e o ministro foi repassado à revista por um servidor da própria Abin sob a condição de se manter anônimo. O relato do araponga é estarrecedor. Segundo ele, a escuta clandestina feita contra o ministro Gilmar Mendes, longe de ser uma ação isolada, é quase uma rotina em Brasília. Os alvos, como são chamadas as vítimas de espionagem no jargão dos arapongas, quase sempre ocupam postos importantes. Somente neste ano, de acordo com o funcionário, apenas em seu setor de trabalho já passaram interceptações telefônicas de conversas do chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e de mais dois ministros que despacham no Palácio do Planalto – Dilma Rousseff, da Casa Civil, e José Múcio, das Relações Institucionais. No Congresso, a lista é ainda maior. Segundo o araponga, foram grampeados os telefones do presidente do Senado, Garibaldi Alves, do PMDB, e dos senadores Arthur Virgílio, Alvaro Dias e Tasso Jereissati, todos do PSDB, e também do petista Tião Viana. Esse último, conforme o araponga, foi alvo da interceptação mais recente, que teve o objetivo "de acompanhar como ele está articulando sua candidatura à presidência do Senado". No STF, além de Gilmar Mendes, o ministro Marco Aurélio Mello também teve os telefones grampeados." [...] (leia a continuidade da reportagem clicando neste ponto)
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