||| 18 de julho DE 2026 ||| sábado ||| dia internacional de nelson mandela ||| *Reflexão: "Não há nada como regressar a um lugar que está igual para descobrir o quanto a gente mudou." - Nelson Mandela |||

 

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O Dia Internacional de Nelson Mandela é celebrado anualmente em 18 de julho, data de nascimento de Nelson Rolihlahla Mandela. A efeméride homenageia um dos maiores defensores da liberdade, da igualdade, da democracia e da reconciliação do século XX. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data convida pessoas de todo o mundo a seguirem o exemplo de Mandela por meio de ações de solidariedade, voluntariado e compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Origem da data Em 2009, a Assembleia Geral da ONU proclamou oficialmente o 18 de julho como o Dia Internacional de Nelson Mandela, e a primeira celebração ocorreu em 2010. A criação da data reconhece a extraordinária contribuição de Mandela para a promoção da paz, dos direitos humanos, da democracia, da justiça social e da resolução pacífica de conflitos. Quem foi Nelson Mandela? Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em 18 de julho de 1918, na aldeia de Mvezo, na África do Sul, e faleceu em 5 de dezembro de 2013, aos 95 anos. Formado em Direito, tornou-se advogado e dedicou grande parte da sua vida à luta contra o apartheid, o regime de segregação racial que, durante décadas, negou direitos fundamentais à população negra sul-africana. Por sua atuação política, Mandela foi preso em 1962 e permaneceu encarcerado durante 27 anos, passando a maior parte desse período na prisão de Robben Island. Após sua libertação, em 1990, liderou as negociações que contribuíram para o fim do apartheid e para a realização das primeiras eleições democráticas multirraciais da África do Sul. Em 1994, tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul, conduzindo um processo de reconciliação nacional baseado no diálogo, no respeito e na igualdade entre todos os cidadãos. Nelson Mandela Prêmio Nobel da Paz Em 1993, Nelson Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz, juntamente com Frederik Willem de Klerk, em reconhecimento aos esforços para promover uma transição pacífica para a democracia na África do Sul. A premiação destacou seu compromisso com a paz, a tolerância, a justiça e a solução pacífica dos conflitos, tornando-o uma referência mundial na defesa dos direitos humanos. (https://www.calendarr.com/brasil/dia-internacional-de-nelson-mandela/)

pensamento dia

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Frase

Frase
Nelson Rolihlahla Mandela (Mvezo, 18 de julho de 1918 – Joanesburgo, 5 de dezembro de 2013) foi um advogado, líder rebelde e presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Subsaariana, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e pai da moderna nação sul-africana, onde é normalmente referido como Madiba (nome do seu clã) ou "Tata" ("Pai"). Nascido numa família de nobreza tribal, numa pequena aldeia do interior onde possivelmente viria a ocupar cargo de chefia, recusou esse destino aos 23 anos ao seguir para a capital, Joanesburgo, e iniciar sua atuação política. Passando do interior rural para uma vida rebelde na faculdade, transformou-se em um jovem advogado na capital e líder da resistência não violenta da juventude, acabando como réu em um infame julgamento por traição. Foragido, tornou-se depois o prisioneiro mais famoso do mundo e, finalmente, o político mais galardoado em vida, responsável pela refundação do seu país como uma sociedade multiétnica. Mandela passou 27 anos na prisão — inicialmente em Robben Island e, mais tarde, nas prisões de Pollsmoor e Victor Verster. Depois de uma campanha internacional, foi libertado em 1990, quando recrudescia a guerra civil em seu país. Em dezembro de 2013, foi revelado pelo The New York Times que a CIA americana foi a força decisiva para a prisão de Mandela em 1962, quando agentes americanos foram empregados para auxiliar as forças de segurança da África do Sul a localizá-lo. Até 2009, ele havia dedicado 67 anos de sua vida à causa que defendeu como advogado de direitos humanos e pela qual se tornou prisioneiro de um regime de segregação racial, até ser eleito o primeiro presidente da África do Sul livre. Em sua homenagem, a Organização das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia de seu nascimento, 18 de julho, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia. [https://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Mandela]

 

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Ronaldinho e a sueca que pisou na bola

Além de ter uma imagem bonita, Ruth de Aquino é antes de tudo competente. Ninguém chega ao cargo de diretora da sucursal da revista Época, no Rio de Janeiro, se não for (muito) capaz e muito hábil como líder e gerente. E se isso não fosse suficiente, ainda escreve maravilhosamente bem. Leio seus artigos todas as semanas na última página de Época.
Este texto, que lhes apresento agora, "peguei" do site da revista no link dos colunistas e foi publicado hoje. Interessei-me pelo conteúdo porque fala da perdição do sucesso. Ronaldinho Gaúcho é um exemplo bem acabado dessa síndrome que - invariavelmente - acomete a maciça maioria dos nossos "superstars" do futebol. Ele é a bola da vez para amargar o ostracismo. Falta-lhe foco para manter o nível de dedicação e profissionalismo que o levou ao topo da corporação do futebol por duas vezes. Hoje é uma sombra pálida dos (recentes) tempos dourados
Guardadas as proporções também acontece muito aqui. Sim, aqui na terra, na vida real, fora dos espaços siderais em que vivem os astros como o Ronaldinho. Cá, no mundo corporativo, também algumas "estrelas" são acometidas da "perdição do sucesso" e de um momento para outro perdem o foco, mais preocupados com as "luzes e câmeras do que com a ação"
É este tema que a colunista da Época aborda com o brilhantismo do seu texto. Confiram e não percam a oportunidade de pensar a respeito
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Ronaldinho e a sueca que pisou na bola
Ruth de Aquino
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."Já fui muito fã de Ronaldinho Gaúcho. Eu o entrevistei para a Playboy em 2002, na França, quando jogava no Paris Saint-Germain. Ele morava num subúrbio da capital francesa, junto ao campo do clube, tinha um cachorrinho de olhos verdes chamado Tiger. Ronaldinho me recebeu ao som de pagode, e desceu a escada quase dançando, com cabelo molhado e cheiro de condicionador.
Tinha 22 anos, e os dentes, como hoje ainda, não o deixavam fechar a boca. Por isso, parecia sempre estar rindo. Naquela época, já sonhava com um futuro na Itália. Estava feliz na casa de cinco quartos, no alto de uma colina, vivendo com uns 10 parentes. Feliz por ser pentacampeão mundial. Só o incomodava o ódio dos gremistas, por ter trocado o clube gaúcho pelo PSG.
Na infância no Rio Grande do Sul, Ronaldinho driblava os móveis, a mãe, Dona Miguelita, e o cachorro, o tempo todo. Era uma covardia. Não caminhava sem uma bola nos pés.
Gargalhada, ginga, pagode, isso é Ronaldinho. Houve uma tragédia em sua vida: quando tinha oito anos, seu pai se afogou na piscina da casa que o outro filho, Assis, também jogador de futebol, ganhara do Grêmio. Por sua alegria no campo e fora dele, Ronaldinho virou uma espécie de mascote dos mais velhos. Romário o chamava de um dos últimos românticos do futebol brasileiro. Foi na Europa que Ronaldinho deixou crescer a juba – como ele mesmo chama – e perdeu a inocência de garoto simpático e simples. Um de seus símbolos sexuais era a Daniella Sarahyba, há seis anos. Dizia que sexo antes do jogo, um sexo tranqüilo, só ajuda. Também prometia casar de branco e ter um monte de filhos, “a negada correndo pela casa”. Chamava a si mesmo de “neguinho maloqueiro”.
Toda essa introdução aí em cima é para dizer duas coisas. Gosto menos do Ronaldinho Gaúcho de hoje. Tanto no gramado quanto fora. É curioso, mas o deslumbramento com a Europa e a fortuna que ganham não costumam fazer bem à personalidade de nossos craques. Há exceções, claro. Mas, o atual visual superstar do gaúcho é brega, exagerado, com aqueles óculos de barata, os brilhos todos, e brinquinho de diamante, trancinhas, colares em profusão, crucifixos, anéis de prata, boina. Ronaldinho virou refém de seu personagem.
Não fez nada nas Olimpíadas além de dar autógrafos. Foi consolado pelo Maradona. Eu nem consegui acreditar nas suas lágrimas após a derrota humilhante para a Argentina. A ira de Marta com a medalha de prata me convenceu muito mais. Pareceu-me mais autêntica.
A segunda coisa que eu queria dizer tem a ver com a jogadora sueca de futebol Johanna Almgren, de 24 anos, que resolveu se promover em cima do brasileiro. Só porque o Ronaldinho Gaúcho fez o que todo latino faz, a brincadeira manjada da cantada do altar - “e aí, quer casar comigo?” -, a tal da Almgren saiu por aí dando uma de boazuda, dizendo aos jornais que recusou pedido de casamento do brasileiro, feito por um intérprete... Dá um tempo.
Essas suecas podem até entender os filmes do Bergman, mas não têm o menor senso de humor. Nem jogo de cintura. Deve ser cultural. Johanna diz que tem seu “Adam” (o namorado) em casa e espera que ele não fique com ciúme por ela ter ido ao quarto do hotel de Ronaldinho em Shenyang, durante as Olimpíadas. Será que ela levou a sério o Ronaldinho e o pedido de casamento na China? “Ele olhou em meus olhos, pegou a minha mão e beijou-a. Fiquei um pouco tonta”.Francamente, Johanna, você é bonita, mas pisou na bola."(Publicado em 26/08/2008 - 11:53 - Atualizado em 26/08/2008 - 11:55)
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