25 de nov. de 2020

Morreu Maradona. O planeta do futebol está de luto. Que encontre a paz.

 



Morreu Maradona e com ele, talvez, a última lenda que o futebol e o esporte mundial produziram como exemplo de toda controvérsia que uma personalidade de gênio, como ele, poderia fazer-se existir.

Não vou comentar nada sobre a história de Dom Diego. Ainda será assunto por muito tempo após sua morte hoje. 

Diego (para os argentinos) será homenageado por todos os astros dos esportes e grandes personalidades mundiais. Se ele pudesse ver o quanto será lembrado, talvez, repito talvez, tivesse noção de de como era amado. Sai da vida e entra para a história de seu povo, de todos os povos que o admiravam e se encantavam com sua arte e seus prodígios.

Quero apenas externar - como todos os amantes apaixonados pelo futebol e por sua irrequieta persona devem estar fazendo - a minha enorme tristeza pela sua passagem à espiritualidade. Muito se escreverá ainda sobre o seu legado e o que representava Diego Maradona e sua história nos campos de futebol e fora deles. 

Nada, nem a sua vida atormentada fora do mundo da bola, vai empanar o seu brilho e maestria; e as suas conquistas. Ele foi muitas vezes maior do que as muitas vidas que viveu. Não cabe julgá-lo fora da sua arte e do encanto que ele transmitia. 

A propósito, a melhor frase, criada pela gente dos bairros pobres, suas próprias origens, em Buenos Aires, estava em uma dessas faixas que conseguem refletir a alma e o sentimento daqueles que amam seus ídolos : 

- "No importa lo que hiciste con tu vida, nos importa lo que hiciste con nuestras vidas". (Não nos importa o que fizestes com tua vida, nos importa o que fizeste com as nossas vidas)

Minha geração teve o privilégio de ver jogar Pelé e Maradona. Apesar de inevitável, é muito pobre a tentativa de compará-los. Ambos foram divindades em suas diferentes épocas. 

Cabe agora, sim, lamentar e sentir a falta de Dom Diego. O vazio que fica quando alguém, especial em nossas vidas comuns, nos deixa tão de repente. Sim, porque Maradona, assim como os prodígios que conhecemos em vida, foi um protagonista nos muitos momentos em que o vimos, com admiração e espanto, fazer as coisas inesquecíveis que só os fenômenos sabem criar.

Fará muita falta, principalmente porque se foi muito jovem e com muitas histórias ainda por contar.


O gol mais bonito de todas as Copas do Mundo. Emocione-se novamente.

24 de nov. de 2020

Você é bom de abreviaturas?

As abreviaturas fazem parte das vidas de todos os cidadãos existentes no planeta; e desde tempos imemoriais. Seja no Brasil ou em qualquer parte do mundo.

Com certo exagero direi que já nascemos sob a marca de pelo menos uma abreviatura - CPF; e pelo resto de nossas vidas seremos perseguidos por elas. Alguns de nós têm até seus nomes transformados em abreviaturas do tipo Paulo César é PC ou Júnior é JR. Não nos esqueçamos que os romanos colocaram na Cruz do Calvário a abreviatura INRI (clique no link para lembrar).

No plano corporativo - principalmente na administração pública - as abreviaturas inundam os documentos; nos meios científicos e acadêmicos então nem se fala! Atualmente, com o advento das redes sociais as abreviaturas passaram a ser uma espécie de dialeto. Enfim, as abreviaturas foram, são e sempre serão parte da cultura de nossa espécie. 

Pensando nisso trouxe ao blog um artigo transcrito do site InfoEscola que, entre outros existentes no Google (8.210.000 resultados) respondem à pesquisa do termo "Abreviaturas".

Estejam à vontade para, doravante, entender melhor essas criaturas exóticas, que nos cercam de todos os lados, conhecendo certas regras para formá-las e até se arriscarem a construir algumas abreviaturas pessoais. Por exemplo, o meu nome é Herbert Drummond, como acham que alguns dos meus amigos me tratam? Um prêmio para quem descobrir.


abreviatura consiste em representar, de forma reduzida, certas palavras ou expressões. Geralmente, ele termina com um ponto final abreviativo, que é o sinal que indica a redução da palavra.

Com o avanço das comunicações e com o uso da internet, o ritmo em que acontecem as modificações na vida cotidiana, em relação a tudo, é bem acelerado e, consequentemente, essas alterações refletem na comunicação, pois surge uma necessidade da língua de acompanhar esse dinamismo todo. E, a partir daí, as abreviaturas foram construídas. Elas aparecem em chats, e-mails, mensagens, bilhetes.

Abaixo, alguns exemplos mais usados:

Geralmente, as pessoas abreviam as palavras aleatoriamente, de qualquer maneira, conforme os exemplos acima. Mas, na regra geral, para fazer uma abreviatura de maneira correta, a primeira sílaba deve ser colocada junto com a primeira letra da segunda sílaba, seguidas do ponto abreviativo. Por exemplo:

  • Século – séc.
  • Administrativo – Adm.
  • Feminino – Fem.
  • Adjetivo – Adj.
  • Brasileiro – Bras.

Além dessa regra, é preciso ficar atento com os pontos abaixo:

Quando a segunda sílaba começar por duas consoantes, as duas farão parte da abreviatura. Exemplo:

  • Construção – constr.
  • Estrada - estr.

Acento: quando estiver na primeira sílaba, deve ser preservado. Exemplo:

  • século – séc.
  • número – núm.
  • página – pág.

Ponto final: o ponto abreviativo tem o valor de ponto final, também. Então, se a abreviatura estiver no final da frase, não tem necessidade de colocar outro ponto final. Exemplo:

Na loja vendia blusas, casacos, cachecóis, etc.

Abreviatura por contração: quando se elimina as letras no meio da palavra. Exemplo:

  • Bacharel – Bel.
  • Coronel – Cel.
  • Companhia – Cia.
  • Limitada – Ltda.

Algumas palavras, não seguem a regra geral, mas são aceitas pela gramática normativa, como:

  • Pago – pg.
  • Caixa – cx.
  • Apartamento – Apto.
  • Ilustríssimo – Ilmo.
  • Professora – Profa.
  • Antes de Cristo – aC.
  • Versículos – vv.

Uma outra maneira de abreviar as palavras é por meio das siglas, elas são formadas pelas letras iniciais e é um tipo de processo de formação de palavras, já que tem um significado próprio. Exemplos:

21 de nov. de 2020

"Yubo" - Já ouviu falar dele? Saiba o que é.

Uma das funções da Oficina de Gerência é buscar novidades na Internet que possam despertar o interesse dos visitantes e leitores. Nessa linha coloquei na barra lateral do blog um widget do "Administradores.com" que traz os links de artigos, matérias e reportagens desse portal que é, sem favor, o melhor de sua área na internet brasileira.

Gostei da matéria que informa sobre uma nova rede social, a "Yubo", que está crescendo rapidamente e traz uma série de novidades para o público adolescente acima dos 13 anos. Vale a pena conhecer e explorar.

Clique aqui para visitar o site

Conheça a startup que pode ser a próxima sensação das redes sociais

Com 40 milhões de cadastrados, a plataforma permite que você aproveite o seu tempo em salas de transmissões ao vivo

Na França, uma nova startup tem despertado o interesse de investidores que estão em busca do próximo grande aplicativo de redes sociais. É o Yubo, app criado com foco principal nas pessoas com menos de 25 anos e que querem fazer novos amigos. Com 40 milhões de cadastrados, a plataforma permite que você aproveite o seu tempo em salas de transmissões ao vivo, conhecendo pessoas e gastando dinheiro com novas funcionalidades.

Em uma rodada recente de financiamento da Série C, a empresa recebeu 47,5 milhões de dólares de cinco novos investidores (Idinvest Partners, Iris Capital, Alven, Sweet Capital e Gaia Capital Partners), e agora pretende expandir sua equipe e abrir um novo escritório em Nova York. Atualmente, a startup conta com 30 funcionários em Paris, Londres e Jacksonville.

Mas qual o diferencial do Yubo?

Indo contra ao que todas as outras redes fazem atualmente, o Yubo não permite que você siga pessoas, nem curta conteúdos. Na verdade, o que ele quer é conectar pessoas que queiram conhecer gente, sair, bater um papo, beber alguma coisa e fazer novas amizades.

Ao abrir o aplicativo, você tem uma lista de salas onde pode entrar e conversar com quem está por ali. Divididas em categorias como política, streaming de games e pessoas locais, ele também não busca que as salas sejam gigantes e comportem milhares de pessoas. Segundo o CEO Sacha Lazimi, cada sala tem de 5 a 10 participantes que, em sua maioria, moram nos EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e França.

E a empresa não trabalha com anúncios: usuários podem pagar por recursos adicionais, com compras dentro do app ou assinaturas. Entre os "extras", está opções como promover sua transmissão ao vivo, ou o seu perfil em seções diferentes. “Achamos que é o futuro da monetização para plataformas sociais. Se você se concentra em anúncios, está competindo com o Facebook, TikTok e Snap ”, disse Lazimi em entrevista ao TechCrunch. A decisão, por enquanto, parece ser acertada: o Yubo espera ter uma receira de 20 milhões de dólares em 2020, o dobro da receita gerada no ano passado.


18 de nov. de 2020

Os três demônios (quase) indomáveis.


Seu tom de voz 

A frase acima, de La Rochefoucauld, é um dos pensamentos mais profundos que conheço. Eu o adotei, como um mantra, em minha vida; e definitivamente o incorporei em minha forma de ser e pensar.

Interessante que até este momento nunca havia pensado em escrever sobre o tema. Outro dia me deparei ocasionalmente com a frase e percebi que havia espaço para comentar sobre a citação na Oficina de Gerência.

A verdade que está oculta na sentença do pensador é que o tom de nossa voz tem uma relação direta e profunda com nossos sentimentos. Até aí, nenhuma novidade...  É de se esperar que quem esteja irritado fale com menos suavidade do que aquele que esteja calmo.

Os pequenos demônios

Ocorre que na maior parte de nossas falas não controlamos essas nuances, de nossa entonação de voz, das inflexões e da suavidade com que nos expressamos. É aí, nesses momentos, normalmente fora de nosso controle, que a sabedoria de La Rochefoucauld se faz presente: 

  • "Cada um dos sentimentos tem um tom de voz, gestos e rostos que lhe são próprios. E essa relação, boa ou má, agradável ou desagradável, é que faz que as pessoas agradem ou desagradem.”

Fosse apenas o tom de voz..., mas a verdade é que ele vem acompanhado de gestos e rostos. Teremos então enormes problemas de relacionamentos, com nossos interlocutores, caso não estejamos treinados para dominar esses pequenos demônios – voz, gesto e rosto - que nos atormentam nas ocasiões em que menos precisamos deles.

A Voz Interior

Pago um prêmio para quem jamais tenha tido problemas por se expressar – sem que o desejasse – com um tom de voz irritado, uma expressão dura e um gesto brusco e seco, quando não deveria ou não era o que desejava. 

Dificílimo segurar a “voz interior” quando as circunstâncias impõem um comportamento diferente daquele que estamos vivenciando.

Quer um exemplo? Seu chefe está lhe dando uma ordem com a qual você não concorda. Qual a sua primeira reação? Se não estiver bem treinado(a) vai se trair e mostrar contrariedade na voz, no rosto e nos gestos. Já passou por isso? 

Esse processo ocorre em todas as nossas relações pessoais; nos níveis da hierarquia dos ambientes corporativos; no ambiente de nossas casas (relações com a família) e nos círculos sociais que frequentamos. Em qualquer um deles estamos à mercê de nossas reações indominadas de voz, gestos e rostos.

Administre os seu demônios

A entonação da voz e demais reações adjacentes, devem ser administradas, porquanto são focos de muitos aborrecimentos e desvios de carreira e oportunidades nas vidas de cada um de nós.

Pode-se dizer que dominar o tom de nossa voz é um componente fundamental para a educação e o desenvolvimento de nossa Inteligência Emocional.

Finalizo aconselhando, principalmente os ainda jovens, para que façam todo esforço possível a fim de controlar essas reações. Só as utilizem de forma consciente que não lhes tragam arrependimentos. Detalhe importante, depois de feito, não há como voltar sem desgastes. Seria um arrependimento inútil.


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17 de nov. de 2020

Coca Cola - Tema do Natal 2020 - "A Carta" - Show de Criatividade

Hoje, 17 de novembro é o Dia da Criatividade. 

Para marcar a data, na Oficina de Gerência, resolvi trazer para os leitores o novo vídeo (2020) da, já tradicional, Campanha de  Natal da Coca Cola . 

Não vi, até aqui, nestes últimos tempos, uma produção de tanta criatividade como essa.

Mensagem de Natal da Coca Cola que para este Natal produziu um vídeo incrível e emocionante (abaixo). Vale a pena assistir. Surpreende e emociona. 

O tema da campanha é: 

"Neste Natal estaremos #JuntosComoNunca"



"Neste Natal, dê algo que só você pode dar.

Seja pessoalmente, por meio de um vídeo, uma chamada surpresa ou apenas uma mensagem rápida; reservar tempo para quem você ama é o que torna o Natal realmente a época mais especial do ano, não importa como você o faça.

Onde quer que esteja, esperamos que tenha um Feliz Natal"


11 de nov. de 2020

Rogério Ceni será submetido à Fórmula da Liderança

 


Troca de técnicos no Flamengo e o jogo bruto da Liderança Corporativa

(por Herbert Drummond)


  • Laboratórios de lideranças

Um dos melhores “laboratórios” para testar as teses e teorias das relações e entre chefias e comandos com os seus comandados são as organizações esportivas em disputa por títulos e campeonatos. O futebol é, delas, a mais visível em vista da popularidade e das paixões que desperta no mundo inteiro.

Outros “laboratórios” muito parecidos são as orquestras e a relação entre o maestro e seus músicos ou entre, por exemplo, um capitão de navio transatlântico e sua tripulação. Existem outros, mas fiquemos por aqui.

O que estes exemplos têm em comum são as figuras de lideranças autocráticas e isoladas sobre cujos ombros recaem todas as responsabilidades de sucesso ou fracasso dos processos sob seus comandos.

  • Demissão do Domènec Torrent
O Dome, assim apelidado pela mídia esportiva do Rio de Janeiro, chegou cercado de credenciais e expectativas. Viria substituir um ídolo como técnico do Flamengo (algo raríssimo), o português Jorge Jesus; um super campeão que elevou o orgulho do grande clube brasileiro ao pico máximo da temporada.

Pois bem, o que fez o Dome?

Sem respeitar a Fórmula da Liderança enveredou pelo seguinte percurso:

  • Não compreendeu a situação/circunstâncias da sua contratação.
  • Não se aprofundou na análise e compreensão da “psicologia comportamental” do grupo que deveria liderar.
  • E finalmente, não teve a humildade e a competência de reconhecer-se na posição que deveria assumir. Ele não veio para consertar e sim para manter a qualidade vitoriosa que o Flamengo apresentava no trabalho do grupo e das suas recentes conquistas.
  • A Fórmula ou Equação da Liderança

Vou aproveitar a oportunidade do caso rumoroso da demissão, esta semana, do técnico do Flamengo, Domènec Torrent, e da sua imediata substituição – não menos rumorosa - pelo ex-goleiro e ídolo do São Paulo Rogério Ceni.

Vamos buscar analisa-lo sob a luz da Fórmula da Liderança”  (clique no link para conhecer) apresentada abaixo:

Sem entrar em detalhes que os aficionados do futebol já conhecem, o Dome não cumpriu sua primeira missão ou seja não procurou o equilíbrio da  fórmula e a sua liderança não foi acolhida, ou seja, não foi reconhecida pelo grupo. Não cuidou das variáveis “g”, “s” e “l”.  A equação tornou-se

L ≠ f (g, l, s), 

Ou seja, a liderança do técnico deixou de existir; não se traduziu ( ≠ nas variáveis que o líder deveria dominar. 

Em outras palavras: 

  1. Não compreendeu a situação de substituir um comandante super campeão, com o mesmo grupo (até melhorado), 
  2. Não respeitou o próprio grupo ao procurar novas posições para seus componentes e 
  3. Como líder não se preocupou em estabelecer relações e fazer-se compreender pelas lideranças informais da equipe.

A minha impressão é que o Torrent viu o tamanho do problema, não tinha a habilidade de se ajustar ao grupo e à situação e se arrependeu de vir para o Brasil; entregou os pontos e desistiu da função. Esse caso lembra, em parte, a demissão de Felipão Scolari do Chelsea da Inglaterra? Clique aqui para lembrar.

Os resultados não poderiam ser outros do que o Flamengo se exibir de forma irreconhecível e perder vezes seguidas por goleadas de 5 e 4 gols, algo inimaginável para um grupo tão vencedor.

Como disse no início do texto, o responsável único é o líder do grupo, ou seja, o técnico. Solução sem alternativa, mudar o “l” na equação. Sai Domènec Torrent e entra Rogério Ceni.

  • Tempo do Rogério Ceni

Sou, como qualquer brasileiro que ame o futebol, um fã do Rogério Ceni. Gostaria que ele se acertasse no Flamengo tal como fez no Fortaleza, seu emprego anterior, com uma campanha de sucesso. Todavia escolho colocá-lo sob a luz da Fórmula da Liderança. 

Ele será o novo “l” nas variáveis da fórmula. O grupo “g” é o mesmo que não aceitou a liderança do Domènec Torrent. E a situação se apresenta para o Ceni de forma diferente daquela que o Dome enfrentou. Se conseguir perceber os erros do colega que o antecedeu, Ceni tem tudo para ter o sucesso esperado. Entretanto terá de trabalhar principalmente no seu próprio perfil, ou seja, no “l” da fórmula. Ele será, no início do trabalho, a variável mais importante.

  • Começou com o pé direito

Já começou bem ao ligar para o Zico, no Japão e “apresentar-se” ao maior ídolo vivo do Flamengo. Ato de inteligência emocional de alto nível; de humildade como o aquele de ser “abençoado” por quem a torcida tem veneração. Pediu licença para entrar nos domínios “Nação Rubro-Negra”. Outro ato inteligente é o de decidir “morar” no centro de treinamento do clube. Perfeito! Melhor não poderia ser.

Os resultados da sua liderança serão consequência do equilíbrio que  ele conseguir manter dentro da Fórmula (grupo, conjuntura e ele próprio), no dia a dia de convivência com o grupo. As reações da torcida são meramente efeitos do que ele e quaisquer outros líderes, conseguirem para manter a igualdade na fórmula. Lembrar que a Liderança é uma função das três variáveis. Isso quer dizer que as três variáveis devem ser harmônicas e manejadas para resultar numa liderança que mantenha o sinal de igual na equação. Não se enganem. É um desafio enorme.

Vou estar curioso para acompanhar o desempenho do Rogério Ceni. Vou torcer por ele e acredito na sua capacidade de, embora jovem e inexperiente na função de técnico de um grupo famoso como o do Flamengo, conseguir sair do outro lado do túnel vitorioso e reconhecido. Ele está entrando menor do que a função, mas tem tudo para sair maior (clique aqui para conhecer o conceito).

Fiz questão de escrever e publicar o post antes da estreia do Ceni exatamente contra sua ex-equipe, o São Paulo. Não sei qual será o resultado, mas uma coisa vai acontecer, o grupo dará resposta positiva à mudança do técnico. Grupos vencedores querem vencer, por óbvio e Rogério terá, em princípio, toda boa vontade dos atletas para ajustar a equação da liderança.

2 de nov. de 2020

Pseudo e sua relação com o hífen

À medida em que vou escrevendo e publicando meus posts para a Oficina de Gerência as dúvidas sobre gramática e afins vão aparecendo e vou pesquisá-las no oráculo universal (Google e os sites especializados). Assim, criei uma "tag" intitulada "Dicas de Português" com mais de uma dezenas de posts que tratam dessas dúvidas (ou seriam "armadilhas") do nosso idioma.

Um deles, inclusive, é o campeão de visitas no blog ("Àtoa", "À-toa" e "Atoa". Qual a diferença entre estas expressões? com quase 750.000 visitas). Isso comprova para mim a preocupação dos leitores e porque não dizer, dos brasileiros, interessados em ler e escrever, com a correta aplicação das palavras e expressões em nosso idioma. 

Confiando nisso, trago ao blog uma nova informação sob a etiqueta "Dicas de Português". Trata-se do adjetivo "Pseudo" e sua relação com o hífen. Para ilustrar a lição fui buscar a informação no site "Só Português" que está transcrita abaixo e que considerei a melhor explicação dentre aquelas que pesquisei.

Aproveitem e tirem suas dúvidas.




 "Pseudo" e o hífen

O falso prefixo pseudo é utilizado na língua portuguesa para indicar um teor não verdadeiro, ou seja, algo que finge ser o que não é. Somente é separado do segundo elemento por hífen nos casos em que este inicia por "o" ou "h". Caso o segundo elemento inicie com a consoante "s" ou "r", é necessário dobrá-la, sem usar hífen. Nos demais casos, quando o segundo elemento inicia por outras consoantes ou vogais, não há hífen.

Exemplos com hífen:
pseudo-habitação
pseudo-herói
pseudo-oftalmologista
pseudo-olho
pseudo-operação

Exemplos sem hífen (dobrando as consoantes "r" ou "s")
pseudorrainha
pseudorrepresentação
pseudossábio
pseudossamba

Demais casos, sempre sem hífen:
pseudoartista
pseudociência
pseudodominância
pseudoedema
pseudoescorpião
pseudofobia
pseudomédico


31 de out. de 2020

Sir Sean Connery (Edimburgo, 25 de agosto de 1930 — Bahamas, 31 de outubro de 2020)

 


Quando uma grande estrela como Sir Sean Connery nos deixa e faz sua passagem para o plano espiritual, uma porção de nós, que fomos parte da geração que aprendeu a admirá-lo, também morre. 

Penso que uma fração de nossas vidas é composta dos ídolos que admiramos em todos os campos da arte. Literatura, poesia, canto, esportes, artes plásticas, televisão, rádio e todos mais que em um ou outro tempo preencheram os momentos que vivemos embalados por suas artes e talentos. Gente que admiramos de forma muito especial.

Quem não sentiu um vazio com a morte do Ayrton Senna? Do Vinicius de Morais? Hebe Camargo? Bibi Ferreira, Kobe Bryant... Uma lista interminável. Algumas mortes de famosos nos tocam mais profundamente que outras, mas todas compõem aquele mosaico de momentos felizes que complementam nossas vidas cotidianas.

Sean Connery sem dúvida, para minhas memórias e mais as de milhões de pessoas comuns ao redor do planeta é uma dessas personalidades. Vou sentir um grande vazio dos momentos que tanto o admirei nos seus filmes desde “007 Contra o Satânico Dr. No" em 1962 e tantos outros filmes ao longo de sua extensa carreira..

Fica aqui o meu registro como seu admirador desde a década de 60. Acho que vi quase todos os seus filmes mais famosos desde o primeiro 007 e prevejo que vou assisti-los novamente. O mundo inteiro presta hoje a sua homenagem a esse ator extraordinário que soube como ninguém cumprir sua missão nessa passagem pelo planeta Terra.

Que Deus e os bons espíritos o recebam com o mesmo carinho com que nós mortais lhe dedicamos.

27 de out. de 2020

Você é "Aguia" ou "Coitadinho". Qual o seu perfil no trabalho?



Cada vez que faço uma reflexão sobre minha carreira como líder e gerente percebo que o entre os talentos que desenvolvi e cultivei um dos mais importantes para meu sucesso foi e é o de saber como dirigir, administrar, controlar, manejar e orientar as pessoas que trabalharam sob minha gerência e liderança.

Quando tenho oportunidade de fazer uma palestra ou participar de uma consultoria para jovens executivos estou sempre destacando essa habilidade. É um axioma da administração - aliás, sempre foi - que um gerente realiza suas tarefas por meio de pessoas e por consequência deve ter acurada desenvoltura, esmerada destreza, refinada habilidade e porque não incluir nessa lista certa manha sutil .

Um gerente deve reconhecer os tipos e personalidades das pessoas que trabalham sob seu comando e é nesse ponto onde está a engrenagem mais poderosa de sua liderança. Se este gerente não conseguir desenvolver este talento ou não atingirá o nível do sucesso que pretende ou vai demorar mais tempo que seu concorrente para chegar ao topo.

É principalmente a experiência, mas com um grande recheio de inteligência e cultura geral e específica que os grandes comandantes conseguem administrar uma variedade e abundante galeria de tipos e indivíduos cada qual com suas idiossincrasias, melindres, manias e suscetibilidades.
Ninguém imagine que seja algo a ser aprendido nos livros, universidades ou em cursos de final de semana. Antes de tudo é a vivência com situações corporativas em grupos, a observação repetida de seus hábitos e valores e principalmente o gostar destas pessoas, de estar com elas, ouvi-las pacientemente contar seus casos e problemas... Em suma estar conectado com seus liderados, com seu time. 

É assim que funciona e leva tempo para cada gerente montar seu catálogo de tipos e situações aonde irá sempre consultar a coletânea de suas experiências, sua coleção de atitudes e seu repertório de truques gerenciais e manhas para lidar com os mistérios e complexidades dos seres humanos sob seu comando.

O artigo abaixo fala desses tipos. Transcrevi-o para o post por ser didático e produto da experiência prática de dois executivos em plena atividade. Leiam com atenção e aproveitem.

Que tipo de funcionário é você 

Por Viviane Macedo
30/06/2011
Em São Paulo

Lidar bem com diferenças é a premissa número um para manter qualquer tipo de relacionamento. No ambiente de trabalho isso não muda. Para conviver oito ou mais horas do dia com pessoas de perfis, às vezes, completamente distintos é preciso um bom grau de tolerância e disposição para aprender a respeitar possíveis divergências de postura e opinião.

Na visão dos especialistas ouvidos pelo UOL Empregos, a melhor forma de lidar com os colegas no ambiente de trabalho é conhecer as características de cada um e respeitá-las, independentemente de quais sejam elas. “A riqueza do ambiente de trabalho é a diversidade, e com ela você chega muito mais longe do que chegaria com pessoas de características homogêneas”, diz Luiz Edmundo, diretor de educação da ABRH-Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos).

Luiz Pagnez, diretor do Emprego Certo, e Regiane Lucas, gerente de seleção da Luandre, listaram alguns tipos de funcionários. Veja esses perfis e descubra qual deles mais se parece com você.





Para Ricardo Haag, sócio-gerente da consultoria de recrutamento e seleção Asap, independentemente do perfil pessoal de cada um, todos podem ter algo a ensinar aos demais. “O Sabe-Tudo vai ter coisa pra ensinar para o Guerreiro Solitário, que vai ter algo para o Fofoqueiro, que pode aprender com o Águia”, afirma.

Segundo ele, essas características não determinam se o profissional é bom ou não, mas alguns desses perfis podem ser barrados dependendo da empresa. “O fofoqueiro, por exemplo, é uma pessoa desagregadora, por isso, mesmo com um excelente desempenho, se a empresa percebe essa característica pode preferir desligá-lo a continuar com um perfil desses no quadro”, aponta Haag.

Papel de líder
Segundo Edmundo, é papel do líder extrair o melhor de cada perfil profissional. Não adianta colocar um bom atacante para jogar na defesa. “O grande desafio do líder é fazer sua equipe ter sucesso, é ajudar as pessoas a demonstrarem suas melhores qualidades”, afirma.

“O líder precisa zelar pelas posições ocupadas por sua equipe. Ele tem de ser capaz de perceber se o profissional está atuando na posição certa, fazendo o jogo que a empresa precisa e onde ele vai se sair melhor”, finaliza Edmundo.