21 de set. de 2020

Você já ouviu falar da "Doença do Vazio"?

Grupo Violes: Até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do  mundo, diz OMS



Você pode ter sido ou está sendo vítima. Aprenda um pouco mais.

Para os mortais comuns o termo é pouco conhecido. Para os psicólogos se confunde com "Sensação de Vazio" ou "Sentimento de Vazio". 

A diferença entre o que preconiza a Psicologia e a Logosofia é que a o termo Doença do Vazio é oriundo da doutrina logosóficas e reúne aspectos que vão além das vertentes psicológicas.  Envolve sentimentos que a ciência médica desconhece. ou seja, a "Doença do Vazio" ainda não está classificada nos compêndios médicos. 

O tema é realmente provocante, desafiador, desconcertante. Ninguém gosta de falar de suas próprias fragilidades. Muito menos de algo tão pessoal e privativo quanto a sua intimidade psicológica.

Em site de Logosofia sobre o tema, está dito:

“As exigências e solicitações da vida moderna geralmente levam as pessoas a voltar o olhar somente para realizações materiais. Buscam preencher o tempo com coisas que, ao invés de preencher a vida e trazer alegria, só aumentam o "vazio" existencial que normalmente é sentido nos momentos em que se está só. A Logosofia nos apresenta elementos vivos para tratar deste sintoma tão comum atualmente”.

Sintomas da Depressão |Na verdade, o que consegui observar da pesquisa que fiz para publicar o post no blog é que a “Doença do Vazio” é conceito da Logosofia. Sob o prisma da psicologia tem conceito limitado como algo que atinge o interior físico, mas não espiritual, das pessoas. Os sintomas de depressão seriam apenas pontos superficiais das verdadeiras reações que atingem as pessoas vítimas da Doença do Vazio.

O fato é que essa “doença” existe. Quem já foi vítima de depressão  - e é vasta a bibliografia sobre o tema (leia “ O Demônio do Meio Dia – Uma Anatomia da Depressão”, de Andrew Solomon) percebe que falta algo nas explicações “técnicas” da conceituação psicológica.

Quem já foi vítima de depressão (por menor que tenha sido) – e quem não o foi? – percebe que realmente há algo além dos sintomas físicos. Aquela sensação de vazio, de interesse pelas coisas mais comuns e de desalento geral por tudo que seja real atinge o âmago da alma humana. Vai além da ciência e das explicações racionais.

Se a Logosofia explica ou não, não sei dizer. Não sou versado na doutrina. Apenas trago o tema para o blog  por saber que é uma realidade recorrente, nos meios corporativos a existência de algo que pode ser classificado como doença e que envolve os sinais de uma depressão.

O artigo abaixo é antigo; descobri-o no baú de antiguidades do blog (estava lá há muito anos) e considerei que deveria trazê-lo à tona, visto que cada vez mais, nesse mundo louco que vivemos, precisamos de defesas contras esses “demônios do meio dia”.

Recomendo que o leiam com atenção e não desprezem os sinais da Doença do vazio. Eles existem, e estão ali, prontos para nos assaltar a qualquer instante; de tocaia.

O texto é longo e muito explicativo. Não recomendo para os apressados. Há que dispor de tempo para ler, reler, refletir e considerar. Para quem se atrever, tenho certeza de que vai apreciar.

Boa leitura. 
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A POUCO CONHECIDA DOENÇA DO VAZIO

(Ana Paula Ruiz*)

Uma pessoa desanimada, sem estímulo e com problemas, produz menos. Quem produz menos, põe em risco o sucesso profissional e a carreira dentro da empresa ou na vida fora do trabalho.

A depressão é uma das doenças psicológicas que mais comprometem o dia-a-dia dos executivos hoje em dia; executivos esses que sofrem com estresse e pressões constantes. E se a depressão já é ruim para o executivo e o ser social, imagine uma doença pior, que tem a depressão apenas como um dos seus sintomas... Essa doença existe e é conhecida como Doença do Vazio. O doente passa a conviver com distúrbios de todas as ordens, impedindo-o de pensar e de agir com bom senso nos aspectos mais profundos de sua vida.

Sebastião Coelho de Menezes é médico e dedica parte do seu tempo para estudar a Doença do Vazio, o que ele chama de “Grande desafio para o médico do próximo milênio”.

Como a Logosofia prega, existe um mundo interno em cada um de nós; um mundo metafísico. A Doença do Vazio é um mal que acomete a parte interna do ser humano, sem nenhuma ligação com o corpo físico, a não ser as consequências que ela pode trazer ao organismo quando não diagnosticada e tratada. Importante também é não a confundir com uma doença psicológica. A natureza desta doença é ânimo-psíquica, e ela não está classificada no código da Medicina convencional por não ser uma doença física.

A Doença do Vazio - Sympla
“A Doença do Vazio é simplesmente um vazio que a pessoa sente; a procura por alguma coisa que ela não sabe definir o que é”, explica Dr. Sebastião. E a depressão também não é a busca por algo? “Sim, mas a depressão é apenas um dos sintomas da Doença do Vazio”, complementa.

O problema, segundo o estudioso médico, tem como principais causas a falta de conhecimento de valores superiores e um estado de consciência superficial de humanidade. 

“Para mudar isso e acabar evitando o problema basta obter conhecimento do mundo interior de cada um e aplicar as tecnologias logosóficas para cuidar desta parte”, finaliza.

A Doença do Vazio foi reconhecida pelo cientista, humanista e pensador Carlos Bernardo González Pecotche que, em princípio, a chamava de Moléstia do Vazio. A doença foi reconhecida publicamente pela primeira vez por ele em Montevidéu, no Uruguai, em 1945.

POUCAS PESSOAS SABEM QUE TÊM A DOENÇA

Todo mundo tem variação de humor, preguiça ou vontade de jogar tudo para cima de vez em quando. “O problema é quando isso se torna comum e começa a prejudicar a vida do doente – aí ele pode ser mais uma vítima da pouco conhecida Doença do Vazio”, avisa o médico, Doutor Sebastião Coelho de Menezes.

Apesar da doença ser de fácil reconhecimento por quem entende do assunto, o problema pode se agravar se não identificado no começo. Os sintomas podem variar muito e aparecer com maior ou menor incidência, dependendo do perfil do doente e do tipo de vida que ele leva. “Em alguns casos, dependendo do estágio, a depressão pode levar ao suicídio, enquanto, em outras pessoas, o problema pode ser contornado com o uso de antidepressivos leves”.

Desânimo, abatimento moral, nervosismo, irritabilidade, estresse, depressão, reações nocivas e apego em pensamentos perniciosos são os sintomas mais frequentes que a doença apresenta. Geralmente o próprio paciente consegue descobrir que está doente. Neste estágio, segundo o doutor, ele procura médicos, psicólogos e até crenças, mas não encontra a solução, uma vez que nem sabe explicar direito o que está sentindo. “A própria Medicina desconhece o problema”, ressalta Dr. Sebastião.

Se não diagnosticado como portador da Doença do Vazio, o paciente pode piorar, ficando cada vez mais irritado, depressivo, mal humorado e buscando alguma coisa. A Doença do Vazio é provoca por distúrbios que atingem os neurônios, o que bloqueia a liberdade de pensar. Então, a pessoa fica completamente dominada por pensamentos negativos e a inteligência passa a funcionar mal.

SE NÃO SE CUIDAR, O DOENTE COLOCA O EMPREGO EM RISCO...

A depressão, um dos sintomas da Doença do Vazio, assim como o estresse e o cansaço, pode acabar colocando em risco o emprego e o crescimento profissional do paciente. O depressivo tende a ficar desanimado e a relaxar nos cuidados com a aparência.
A pesquisa "A aparência do executivo brasileiro", realizada pelo Grupo Catho em abril de 1998, mostrou que o cuidado com a aparência é fundamental para o executivo em algumas situações profissionais. Uma das 128 perguntas da pesquisa foi:
  • "Qual importância você dá para a aparência nas seguintes situações..."
Os 557 executivos que responderam à pesquisa (20,5% mulheres e 79,5% homens), consideraram a importância da aparência nas seguintes situações:

1.   Ser mais aceito no trabalho
2.   Boa impressão na entrevista de emprego
3.   Boa impressão aos clientes
4.   Boa impressão aos empregadores
5.   Boa impressão aos subordinados
6.   Conseguir promoção

As situações foram cruzadas com as seguintes avaliações e separadas por sexo:

1.   Sem importância
2.   Pouca importância
3.   Importante
4.   Muito importante
5.   Extremamente importante

Todas as situações tiveram maior avaliação nos itens 3 e 4. Interessante é que a boa aparência só foi considerada "Extremamente importante" para a situação de "Boa entrevista no emprego".

Quanto ao entusiasmo, que também fica comprometido quando o executivo está em estado depressivo, ele é muito importante no momento da contratação de um funcionário.

Outra pesquisa realizada pelo Grupo Catho (resultados de agosto de 1997 comparados com pesquisa de outubro de 1994), "A contratação, a demissão e a carreira dos executivos brasileiros", mostrou que na hora da admissão, os profissionais responsáveis pela contratação levam em conta o entusiasmo do candidato, classificando a qualidade em sexto lugar no ranking dos 14 fatores considerados na hora da contratação. Os itens analisados foram:

1- Experiência técnica anterior
2- Resultados alcançados anteriormente
3- Experiência anterior em supervisionar pessoas
4- Relacionar-se bem com os outros
5- Formação acadêmica
6- Entusiasmo do candidato
7- Renome das empresas em que trabalhou
8- Estabilidade empregatícia
9- Aparência pessoal
10- Idiomas falados fluentemente
11- Capacidade de usar o micro no trabalho
12- Número de promoções anteriores
13- Estabilidade familiar
14- Idade

COMO TRATAR O PROBLEMA?

DEPRESSÃO - 7 Histórias de Superação! - Meditar TransformaFora as pessoas que têm conhecimento do que é a Logosofia, toda a humanidade corre o risco de ficar doente, independentemente da idade, do local onde vive e da cultura à qual tem acesso.

Se a Medicina desconhece o problema, não existe nenhum medicamento para cuidar da doença, certo? CERTO! 

“O tratamento consiste em ensinamentos logosóficos, através de um processo de evolução consciente, sem nenhum remédio”, esclarece Sebastião. Para adultos, o que se recomenda é um poderoso reconstituinte psicológico-mental-espiritual, que nada mais é do que o reconhecimento de si mesmo.
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Ana Paula Ruiz | JORNALISTA FREELANCER Freelancer | 99Freelas*Ana Paula Ruiz é a autora deste artigo que foi publicado no site da Catho a algum tempo. Garimpando nos meus arquivos considerei que valia a pena publicá-lo no blog. São inúmeras as pessoas que conheço, amigos, companheiros e conhecidos que se queixam da "doença do vazio" sem saber que ela existe. 

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Convido os leitores que chegaram até aqui a visitar os seguintes endereços que abordam o tema que acabaram de conhecer:  

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20 de set. de 2020

O seu tempo é como sua impressão digital. Única e instranferível




Como administrar o tempo no trabalho? - Ponto RH



Você possui a competência de administrar bem as 24 horas dos seus dias? Pense antes de responder e tenha em mente que o tempo não encolhe e nem estica, é inelástico. 

Uma das questões fundamentais que nós, “habitantes da selva corporativa”  temos que saber lidar é a organização do tempo e das tarefas sob sua gestão.

E não me refiro apenas às empresas formais. Incluo todas as atividades que necessitem de ordenamento e tenham objetivos a ser atingidos. Donas de casa, executivos, governantes... todos têm que lidar com a administração do seu tempo como o eixo preferencial de quaisquer tarefas que estejam executando. 

As 24 horas de cada dia são coletivas e estão disponíveis para todos os seres viventes do planeta. O que fazemos com elas, quando e como o fazemos é um problema que cada um de nós tem que resolver a cada minuto, hora, dia, semana, mês, ano ou como se queira medi-lo.

Se você buscar no Google a expressão "administração do tempo" terá a seu dispor nada menos que 115.000.000 de links. Acho que isso dispensa comentários sobre a importância do assunto, mas também nos leva à conclusão de que o tópico está longe da pacificação. Isso é até simples de entender partindo do pressuposto que o tempo é um bem especial, específico, individual, particular, singular e único, alocado a cada um de nós como seres viventes. Algo como a impressão digital...

Saber administrá-lo bem significa tirar o melhor proveito das suas 24 horas focadas nos seus objetivos. Em relação ao tempo podemos até dizer que: as diferenças entre as personalidades das pessoas se refletem nas diferentes formas pelas quais cada um gerencia o seu tempo, as suas 24 horas. Cada pessoa tem sua fórmula e sua arte. Diz-se que "ter tempo para tudo" é um dom, uma habilidade e estou seguro de que é isso mesmo, apesar da conotação utópica que se associa à expressão.

Conhecemos pessoas que parecem estar ligadas permanentemente a uma bateria de carga infinita. São aquelas que apelidamos de "elétricas". Estão sempre "acesas". Fazem tantas coisas durante o dia que mal imaginamos como conseguem. Mas conseguem e as fazem bem! Para isso se utilizam de uma outra ferramenta muito pouco manejada pelos gerentes comuns que é a delegação. Sim! A delegação é uma competência diretamente associada à gestão do tempo.

De outra sorte criaturas menos dotadas  simplesmente não conquistam a realização seus planos. Comumente dizem "não ter tempo"... E não têm mesmo! São naturalmente desorganizadas, desordenadas e desleixadas com suas 24 horas. Ou programam fazer tudo ao mesmo tempo ou não concentram suas energias para cumprir os objetivos e metas  desejadas. Perdem-se em pequenos detalhes, não conseguem o foco para os seus interesses e pretensões. Fracassam e ficam para trás na jornada implacável para o sucesso. Ah! E não sabem ou  não conseguem delegar.

Não encontraremos nenhuma história de êxitos ligados a alguém que não seja (ou tenha sido) um mestre em administrar seu tempo. A deusa Fortuna não costuma contemplar aqueles que desprezam a inexorabilidade dos  dias, minutos e horas como mecanismos da ordem e da organização.

No universo corporativo (e na vida em geral) o tempo está sempre referido a um planejamento para se chegar aos objetivos com metas e resultados.  Usualmente o tempo para se executar tarefas é medido por cronogramas, calendários e “tempogramas”, que são - em suas muitas facetas - as melhores técnicas, ainda vigentes para refletir o “como fazer” dos projetos e empreendimentos.

Há uma famosa frase de William E Deming, original na época (1986) e atualmente um clichê, da qual me utilizo muito:

A princípio, o conceito parece ser uma obviedade, mas quando Deming - após ganhar notoriedade -  a propôs, o mundo viu com mais clareza a relação entre a qualidade, o tempo e a gestão de qualquer coisa. Tanto é assim que vários pensadores e consultores se apropriaram de suas variantes do tipo: "Se não pode ser melhorado, não pode ser gerenciado" ou "Só pode ser gerenciado aquilo que for mensurável" e muitas outras mais.

Fica claro que para existir um mínimo de chance na obtenção do melhor rendimento do tempo disponível é preciso que exista, em primeiro lugar, uma boa "agenda" (ou sistema) com foco diário, semanal e mensal. Em segundo lugar a determinação e o hábito perseverante de alimentá-la e se utilizar dela permanentemente. Consagro à existência de um ótimo sistema de agendamento, por parte dos executivos em geral, uma enorme percentagem do sucesso em suas carreiras.

Digo isso porque conheço muitos executivos que têm agendas, mas não registram todos os seus compromissos e quando os anotam esquecem-se de consultar a agenda. O resultado é facilmente imaginado. Ausência em compromissos assumidos, atrasos em outros e pior ainda o despreparo para a participação em eventos tais como reuniões, seminários e outros por ou não "terem tempo" de estudar ou que deveriam estar lá em tal horário agendado previamente. Fácil concluir que tal executivo terá carreira curta e isso se conseguir chegar a uma posição mais alta. Conhece alguém assim?

É incrível que carreiras se percam ao longo do tempo, para muitos jovens candidatos ao sucesso, por conta do simples hábito de não gerenciar eficazmente os seus tempos por meio de uma ferramenta simples como o agendamento de tarefas e compromissos. Mas é um fato. Eu mesmo conheci, ao longo dos meus muitos anos de trabalho, vários gerentes com enormes potenciais de sucesso que se perderam por não valorizar a administração do tempo e a organização em suas vidas profissional, social e pessoal. 

Acredite, com toda sua convicção, que o seu tempo é o seu patrimônio mais valioso. Valorize-o, trate-o com respeito e terá o retorno garantido.



19 de set. de 2020

Breve História da Humanidade (ilustrada)


O
Clique e visite
s desenhos que estão nesse posts são de autoria de um professor brasileiro radicado em Portugal e especialista em Comunicação Multimídia cujo nome é Benjamin Junior. O cara tem uma história fantástica e não é conhecido aqui no Brasil. 

Ele foi simplesmente co-fundador do SAPO que é o maior portal da internet em Portugal e um dos mais conceituados no mundo. Não bastasse, Benjamin também foi co-fundador do Obvious. 

Os desenhos abaixo - elaborados de forma didática e com elegância de traços - traçam de forma bem humorada e realista uma razoável sequência sobre os caminhos da humanidade ao longo dos anos antes e depois de Cristo. Eu achei sensacional.

Sugiro que prestem atenção nos detalhes de cada desenho, um por um. Estão todos lá, trogloditas, faraós, assírios e babilônios, gregos e troianos, romanos e seus gladiadores, vikings, cruzados, nazistas e muitos mais até os dias de hoje. 

É uma riqueza de detalhes que devem ser degustados lentamente. Foi uma sacada genial do autor. Tenho certeza de que os leitores além de se divertir vão aprender muito.
             


[texto do Obvious]
"Por maior que seja o esforço em contar a história da humanidade, esta é tão extensa, complexa e recheada de detalhes que torna esta tarefa quase impossível. A proposta que aqui fica é a de contar essa história com imagens.

Para mim, a viagem ao longo do tempo foi tremendamente interessante por dois motivos: 

- Nunca encontrei um resumo tão bom 


- Julgo ser capaz de identificar quatro tendências que se repetem ciclicamente ao longo do tempo: Guerra, Mulheres, Sexo e Intrigas."



http://cms.obviousmag.org/mt-static/support/uploads/ZZ0C91297E.jpg Benjamin Júnior nasceu em São Paulo mas mudou-se para a europa em meados da década de oitenta. Interessou-se por cinema e fotografia, sonhando durante vários anos tornar-se foto-jornalista. Seu futuro, no entanto, foi outro. Viu nascer a Internet como a conhecemos hoje e esteve sempre ligado à tecnologia. Adora o inverno, o aconchego da lareira, bom vinho, boa comida e, acima de tudo, boa companhia. Foi co-fundador do SAPO e do obvious e mais uma série de outros projetos ligados à web. É um craque.

18 de set. de 2020

Você é insuportável? Se não for aprenda a administrar quem é...


Conhece alguma pessoa insuportável? Claro que sim! Quem de nós não as tem em nossas... “coleções”, não é mesmo?

Certamente você (e nem eu) se coloca nesse grupo, é claro. Entretanto comece a prestar atenção em si mesmo, aos seus comportamentos, às suas atitudes e à forma como está se relacionando com quem o cerca. Conheço e conheci muita gente que tem procedimentos indigestos e não percebe.

Eu mesmo já flagrei (no meu período pré-histórico) comentários de colegas classificando-me como insuportável. E devo ter sido mesmo! Eu tive consciência - após minha primeira exoneração como diretor de uma empresa pública - que "incorporava" um personagem arrogante e vaidoso no início da minha carreira como gerente  e diretor. E estas duas "classificações", são a mãe e o pai das personalidades desconexas, disparatadas, incoerentes e incongruentes (Ufa!). Portanto não se considere vacinado... Já fui assim... não sou mais.

Atenção! Essas condutas (sempre detestáveis) não ocorrem, obviamente, nas 24 horas do dia. São, sim, prevalecentes nos costumes, ações e atitudes destes indivíduos. Principalmente se exercem funções de comando e de gerência. Algumas vezes de liderança, sim! Prefiro, entretanto, considerar que quem é líder mesmo, de verdade, jamais será insuportável. E se o for, não será líder.

Seu chefe é chato? Que bom! | BibliothinkingLidar com estas pessoas e seus temperamentos é um dos maiores desafios para quem faz parte do universo das corporações. E porque não dizer, das nossas relações em geral.

Não existe (pelo menos nunca conheci) nenhuma agremiação, associação, organização, grêmio, partido, sociedade, família ou algo que reúna pessoas em torno de objetivos e metas comuns que não contenha uma ou mais pessoas insuportáveis, detestáveis mesmo. É uma força da natureza, uma verdade inconveniente e um dado infalível nestes tipos de conjuntos. Logo, é fundamental que você – em sendo um indivíduo suportável - aprenda a defender-se deles... os intoleráveis.

O artigo abaixo, da revista Isto É, pode ser considerado um dos melhores que estão disponíveis na rede para se iniciar um aprendizado sobre como lidar com estas individualidades. Vou logo dizendo que não é nada fácil ou simples. Primeiro porque você só precisará cruzar seu caminho com esses espécimes se depender deles – do tipo chefe ou patrão e até mesmo parente muito próximo - para sua sobrevivência e segundo porque se isto for uma necessidade vital, saiba que se não souber se defender nessa ciência poderá colocar sua carreira e sua vida privada para rolar ladeira abaixo.

Há muito material escrito e em vídeo sobre o tema. Um dos problemas é que tudo é, mais ou menos, levado no gracejo e as pessoas  em processo de carreira ascendente não se aprofundam em estudar o assunto como algo sério e digno de suas melhores atenções.

Para os mais jovens e iniciantes nas artes e nas magias do mundo corporativo é essencial que aprendam a identificar (quanto antes melhor) e saber manobrar com os  personagens intoleráveis e insuportáveis. 

Um último conselho. Se não precisar conviver com pessoas insuportáveis, chatas, aborrecidas e entediantes, não o faça! Fuja delas e não cruze nos seus caminhos. É uma roubada!


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Como lidar com pessoas insuportáveis
Dicas de psicólogos para conviver com gente capaz de fazer qualquer um perder a cabeça

Verônica Mambrini e ilustrações Fernando Brum

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MIMADOS

Como identificar: são narcisistas, teatrais, dependentes e superficiais. Conseguem o que querem explorando sentimentos como pena e culpa
O que podem causar: sugam o tempo da vítima, provocam desgaste emocional e até prejuízos financeiros O que fazer: imponha limites e não se perturbe com as lamentações

Algumas pessoas parecem ter o dom de enlouquecer os outros. Em menor ou maior grau, são capazes de tornar a convivência difícil, até insuportável. Pode ser o chefe autoritário que controla cada passo do funcionário, o amigo que não perde uma chance de reclamar da vida ou o parente que aparece para uma visita e consegue destruir móveis e bibelôs. O fato é que tipos como esses são mais comuns do que se supõe. Mas a forma como as pessoas reagem a eles não. Há quem consiga se defender. Há quem recorra à terapia para superar os traumas do convívio. Com a bagagem dos casos colecionados em consultório, especialistas ensinam a lidar com esses “indivíduos-problema”. 

O psicólogo americano Paul Hauck é um exemplo. Há quatro décadas ele estuda os comportamentos neuróticos. Em maio, lança o livro Como lidar com pessoas que te deixam louco. Nele, o terapeuta com mais de 15 obras publicadas decifrou cinco “personalidades” capazes de fazer alguém perder a razão – os controladores, os fracassados, os mimados, os bullies e os desleixados/maníacos por limpeza (leia quadros). “Quando você não constrange quem age de forma irritante e perturbadora, está tolerando esse comportamento”, disse Hauck à ISTOÉ. “Nós só somos tratados do jeito que permitimos.” Segundo o psicólogo, muitas vezes, quem o procura no consultório é a pessoa errada – ou seja, a vítima. “Vários que estão aqui vêm porque os que realmente deveriam estar não aceitam tratamento”, confirma a terapeuta de casais Ana Maria Fonseca Zampieri, de São Paulo.


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Os grupos mais perigosos são os bullies e os controladores. “Eles podem recorrer à força física e não se importam com as consequências”, analisa Hauck. “Evite-os a todo custo, a não ser que você seja forte o suficiente para se defender.” A dor aumenta e as consequências psicológicas agravam se o agressor é alguém muito próximo. Foi o que aconteceu com a carioca Luiza Leme. Seu ex -marido a vigiava constantemente. Lia e-mails, mexia em objetos pessoais, violava sua privacidade. “Eu queria dar uma de boa samaritana”, reconhece. “Hoje, sei que limite é saudável”, diz Luiza, que só melhorou quando decidiu terminar o relacionamento

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O bully, valentão que intimida os colegas de escola, tem seu paralelo entre adultos. A designer paulistana Cris Rocha, 30 anos, passou maus bocados nas mãos de um. Ela assumiu algumas contas de um amigo em dificuldades financeiras, como a internet banda larga do rapaz, pois os dois tinham criado um site em conjunto. “Mas ele se tornou grosseiro e começou a fazer cobranças e acusações”, lembra Cris. Depois de dois anos de agressões verbais, a designer criou coragem para se afastar. “A forma de argumentar dele fazia eu me sentir muito mal”, lembra. “Só com ajuda de amigas percebi que o errado era ele.” É importante identificar se as acusações têm fundamento. “Não deixe que os bullies o convençam de que você está sempre errado ou que é um idiota”, aconselha Hauck.


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Fracassados, mimados e maníacos por limpeza (ou bagunça, no extremo oposto) causam menos danos, mas nem por isso devem ser ignorados. “Pequenos traumas podem se tornar crônicos”, afirma a terapeuta Ana Maria. A professora de inglês Andréa Oliveira, 25 anos, cometeu outro erro comum: deu brechas demais a um mimado. “Eu me proponho a ajudar os amigos, mas eles abusam”, reconhece. Depois de reconciliar um casal de conhecidos, eles passaram a convocá- la a cada desentendimento, até que ela se recusou a intermediar. “Por causa disso, minha amiga ficou um mês sem falar comigo”, diz. Essa é a estratégia dos mimados: esperneiam, batem o pé, fazem bico. A recomendação da psicanalista Léa Michaan, da Universidade de São Paulo (USP), é deixar claro que ninguém tem obrigação de fazer favores. “Dizer o que pensa, mesmo que seja num tom de brincadeira, é fundamental”, afirma. 


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uem convive com pessoas problemáticas também corre o risco de se deixar contagiar,
especialmente pelos fracassados, que sabotam a própria felicidade. A estudante paulista Fernanda Espinosa, 25 anos, terminou um noivado depois de sofrer muito ao lado de um. “Com a convivência, percebi que ele era uma pessoa negativa”, conta. O ex-noivo passava os fins de semana dormindo ou vendo tevê, e arrastava a moça com ele. “Vivia cheia de olheiras, de tanto dormir. Estava muito mal”, afirma a estudante. Uma categoria à parte é a dos muito bagunceiros ou pessoas com mania de limpeza, que não são comportamentos ruins por si só, mas podem tornar a convivência irritante. O publicitário paulista Leandro Monteiro, 37 anos, teve de tolerar durante anos os hábitos da mãe. “Hoje em dia acho o máximo poder fazer gestos corriqueiros como atender o telefone ou abrir a geladeira sem ter de lavar as mãos antes!”, explica Leandro, que, casado há quatro anos, pode fazer a bagunça que tiver vontade.



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Em muitos casos, é possível tentar a convivência com essa turma de personalidade difícil. “Pois sem conflito não há mudança”, afirma a consultora de carreira Maria da Luz Calegari. Há várias táticas para aprender a lidar com eles e, principalmente, para se fazer respeitar. Se ainda assim elas falharem, é melhor evitálos. Quando não for possível riscá-los da lista de contatos, como no caso de um chefe tirano, por exemplo, o segredo é abstrair. “É preciso não dar tanta importância aos ataques”, diz Léa Michaan. Afinal, ninguém está totalmente imune a deslizes. Nem a pessoas insuportáveis.


 

Este post já foi publicado anteriormente na Oficina de Gerência.Estou repetindo-o agora por considerar  que se manteve atual no tema e é um dos "top de linha" da Oficina de Gerência e merece ser regularmente conhecido pelos novos visitantes do blog. 

(Publicidade voluntária do blog em contrapartida à utilização original de matéria da revista neste post.)