2 – Mal e Mau
Mal: é substantivo quando precedido de um artigo, como em “o mal do homem”, e advérbio quando acompanha adjetivo ou verbo. É também antônimo de “bem”.
Exemplo: “Ele está bem/Ele está mal”.
Mau: é um adjetivo, Indica alguém ou alguma coisa não é boa. É também antônimo de “bom”.
Exemplo: “Você é um bom amigo/Você é um mau amigo”.
3 – Mas e Mais
Mas: é conjunção adversativa e tem o mesmo significado de “porém”, “contudo” e “entretanto”.
Exemplo: “Você é legal, mas errou”.
Mais: é um advérbio de intensidade, indicando adição ou acréscimo. É também o oposto de “menos”.
Exemplo: “Sorvete é mais gostoso que chocolate”.
4 – Haver e A ver
A confusão se dá porque a pronúncia é a mesma.
Haver: é verbo e significa “existir”.
Exemplo: “A de haver uma opção”.
A ver: significa “Ter a ver” é “ter ligação”.
Exemplo: “Ele não tem nada a ver com isso”.
5 – Traz/Trás/Atrás
Segundo o professor, é bem comum se deparar com trocas de letra entre as palavras, como ‘tras’ e ‘atráz’, isso se dá por conta da sonoridade semelhante.
Traz: é conjugação do verbo “trazer”, refere-se ao ato de transportar
Exemplo: “Me traz isso aqui”.
Trás: é advérbio de lugar, “trás” vem sempre acompanhado de uma preposição, formando assim uma locução adverbial.
Exemplo: “Ela olhou para trás quando gritei”.
Atrás: também é um advérbio de lugar.
Exemplo: “Ele estava atrás do local indicado”.
6 – Onde e Aonde
Onde: é o lugar em que alguém ou alguma coisa está.
Exemplo: Onde está meu lápis?”.
Aonde: está relacionado ao ato de se movimentar. Por isso, quem vai, vai “a” algum lugar.
Exemplo: “Você vai aonde?”.
7 – Demais e De mais
Demais: na maioria dos casos, emprega-se “demais”, o advérbio significa excessivamente, muito, bastante.
Exemplo: “Dormir é bom demais”.
De mais: a locução “de mais” é comparável à expressão “a mais”, pode ser também associada a estranheza.
Exemplo: “Nem sal de mais, nem de menos” ou “Não vejo nada de mais naquilo”.
8 –  Eu e Mim
Eu: o pronome é utilizado apenas na posição de sujeito do verbo.
Exemplo: “Para eu fazer isso, vou precisar de ajuda”.
Mim: a expressão para mim deverá ser usada quando assume a função de objeto indireto:
Exemplo: “Deixe o resto do sorvete para mim”.
9 – Esse e Este
Esse: é usado para retomar um termo, uma ideia ou uma oração já mencionados antes.
Exemplo: “A Terra gira em torno do Sol. Esse movimento é conhecido como translação”.
Este: por sua vez, introduz uma ideia nova, ainda não mencionada. Também pode indicar proximidade do falante, enquanto “esse” nos dá a ideia de proximidade do ouvinte.
Exemplo: Esta ideia de presente é interessante”.

10 – Nessa/Nesta/Naquela
Nessa: O pronome demonstrativo “nessa” deverá ser utilizado quando a pessoa ou o objeto referido está situado espacialmente longe da pessoa que fala e próximo da pessoa a quem se fala. Deverá também ser usado para indicar algo no tempo passado em relação à pessoa que fala ou que já foi mencionado anteriormente discurso.
Exemplos: “Procure o papel nessa gaveta aí” ou “Foi nessa semana viajei para Manaus”.
Nesta: O pronome demonstrativo “nesta” deverá ser usado quando a pessoa ou o objeto referido está situado espacialmente próximo da pessoa que fala. Deverá também ser usado para indicar algo no tempo presente em relação à pessoa que fala ou que ainda vai ser mencionado no discurso.
Exemplos: Procure o papel nesta gaveta aqui” ou “Ainda nesta semana viajo para Manaus”.
Naquela: O pronome demonstrativo “naquela”, deverá ser usado quando a pessoa ou objeto referido está situado espacialmente longe da pessoa que fala e da pessoa a quem se fala. Deverá também ser usado para indicar um passado distante
Exemplos: “Procure o papel naquela gaveta ali” ou “Foi naquela semana viajei para Manaus”.
11 – Faz e Fazem
Faz: é utilizado para dar ideia de tempo transcorrido, é impessoal. Também, pode ser usado quando estiver se referindo ao ato de construir, criar e outros verbos que apontem para a ação de realizar algo.
Exemplo: Faz 1 ano que não corto meu cabelo”.
Fazem: esse tempo de conjugação da terceira do plural do verbo “fazer” só pode ser usado quando a ração possuir um sujeito explícito. Diferentemente do que acontece na conjugação anterior, “fazem” pede uma ação feita por alguém ou algo, e não uma subjetividade ou algo que não é tangível, como horas, dias e anos.
Exemplo: “Meu vizinhos fazem muito barulho”.
12 – A/À/Há
A: é uma preposição simples, sem contração com um artigo definido. Pode introduzir um objeto indireto ou também indicar tempo futuro.
Exemplo: “Te vejo daqui a pouco”.
À: é a contração da preposição a com o artigo definido feminino a (a + a = à). Pode indicar um lugar ou introduzir um objeto indireto. É, também, usado em muitas locuções adverbiais.
Exemplo: “Vamos conversar à noite”.
Há: é a forma conjugada do verbo “haver” na 3.ª pessoa do singular do presente do indicativo. Pode indicar tempo passado, é também sinônimo de “existir”.
Exemplos: “Há muito tempo que não encontro ele” ou “Você precisa ir,  várias vagas”.

13 – A fim e Afim
A fim: é uma locução prepositiva que indica uma finalidade. É equivale a “para”, “com o propósito de” e “com a intenção de”:
Exemplo: “Ela marcou horário no dentista a fim de verificar o que tem”.
Afim: pode ser um adjetivo ou um substantivo. Enquanto adjetivo, se refere a coisas que são semelhantes ou possuindo ligação, o substantivo, indica pessoas que são parentes por afinidade ou partidárias.
Exemplos: “O espanhol é uma língua afim com o português” ou “Para a festa convidarei família e afins”.
14 – Tem/Vem e Têm/Vêm
Tem/Vem: use sem acento, na terceira pessoa do singular do presente do indicativo.
Exemplos: “Ele tem medo do escuro” ou “Ele vem aqui mais tarde”.
Têm/Vêm: use “têm” e “vêm”, com acento circunflexo, na terceira pessoa do plural do presente do indicativo.
Exemplos: “Eles têm medo do escuro” ou “Eles vêm aqui mais tarde”.
15 – Crase
Quem nunca ficou na dúvida na hora de utilizar a crase? Segundo Herzog é com certeza é um dos mais comuns erros cometidos pelos falantes da língua portuguesa.
Crase: sempre que tiver dúvida troque a crase por “ao” e o substantivo feminino por um masculino. Se não houver uma mudança no sentido da frase, a utilização da crase está correta.
Exemplo: “Vou à igreja”, troque o “à igreja” por “ao museu” “Vou ao museu”. O emprego da crase nessa oração está correto.
Dica: nunca utilize a crase antes de palavras masculinas, verbos e pronomes pessoais.
16 – Vírgula
A forma correta de utilização da vírgula também gera muitas dúvidas. Segundo o professor, “um erro clássico ocorre na separação entre o sujeito e o predicado da frase”.
Vírgula: quando as duas frases possuírem sujeitos diferentes, usa-se a vírgula antes da conjunção “e”. A estrutura da frase em Língua Portuguesa é formada por pares indissociáveis, são eles: sujeito + verbo, e, verbo + complemento. A regra de ouro para uso da vírgula é: não se separam esses elementos com vírgula.
Ela deve ser usada para:
 Separar o aposto (termo explicativo)
 Isolar vocativo (termo que chama a atenção):
 Isolar expressões que indicam circunstâncias variadas como tempo, lugar, modo, companhia, entre outras (adjuntos adverbiais invertidos ou intercalados na oração)
 Antes dos conectivos mas, porém, contudo, pois, logo:
– Isolar termos explicativos tais como isto é, a saber, por exemplo, digo, a meu ver, ou melhor, as quais servem para retificar, continuar ou concluir o que se está dizendo
– Separar termos coordenados (uma lista, por exemplo)