31 de out. de 2019

Conheça os comportamentos que se esperam de você.



Este é um artigo que estava guardado há tempos nos arquivos da Oficina de Gerência. Ao remexer nesses baús deparei-me com este post, abaixo, que me despertou o interesse de compartilhá-lo com os leitores do blog.

A cada ano o tema das competências comportamentais dos profissionais que estão na ativa são cada vez mais pesquisados, observados e avaliados. As competências técnicas são importantes, a formação profissional superior também, mas as habilidades de comportamentos pessoais e coletivos está cada vez mais sendo buscada nos perfis de quem está no jogo corporativo.

Registro importante: nas universidades, pelo menos nas brasileiras (salvo alguma exceção que desconheço), estranhamente não se exploram - de forma programática - o conhecimento, o treinamento e os exercícios para desenvolvimento das qualificações e destrezas dos comportamentos pessoais no âmbito profissional. E enfatizo a expressão "estranhamente" da qual me utilizei. Está no ambiente universitário o campo ideal para passar aos jovens as noções sobre o valor dos comportamentos pessoais nas organizações.

Mesmo que as próprias empresas não se mostrem - com as exceções das  (nem todas) grandes instituições - antenadas com esse tipo de competência ao se mobilizarem para os seus recrutamentos, é importante que os profissionais que se preocupem com suas carreiras busquem o aprimoramento comportamental nas suas relações com as corporações.

Atualmente (e já de algum tempo) há um foco entre os headhunters na direção de valorizar os sinais da IE (Inteligência Emocional) nos projetos de recrutamento e seleção. Como os conceitos da IE estão intimamente ligados às questões comportamentais, essa relação, por si só, justifica esse ponto que defendo sobre a necessidade das universidades tratarem do tema com profissionalismo. 

Enfim, o artigo abaixo, do famoso coach José Roberto Marques - Presidente e fundador do Instituto Brasileiro de Coaching - IBC, aborda a questão com muita propriedade e por isso recomendo a sua leitura. 

Ao final, não se preocupem com as múltiplas competências que vocês devem possuir e exercitar para "serem aceitos". Lidas assim, em conjunto, vão parecer que exigem dos profissionais um perfil de "super-homem" corporativo. Não se assustem. É possível sim, que um profissional detenha essa e até mais, multiplicidade de competências comportamentais. Mas isso é tema para próximos posts.


COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAIS MAIS VALORIZADAS


Existe um profissional que seja perfeito? A pergunta é constante, mas na verdade cada empresa tem como resposta seu próprio perfil, que pode variar de acordo com suas necessidades e as mudanças do mercado. Portanto, para se tornar um profissional bem visto é preciso se desenvolver de maneira completa, adquirindo competências tanto técnicas quanto comportamentais.

As competências técnicas são aquelas obtidas com a faculdade, cursos, treinamentos, palestras, congressos, livros, entre outras fontes de conhecimento. Já as competências comportamentais são conquistadas a partir do autoconhecimento, caminho que proporciona a compreensão e domínio sobre suas próprias habilidades, capacidades, oportunidades de melhoria e potencialidades. Invista em seu diferencial competitivo!

Qualidades Consideradas Importantes pelas Empresas

De modo geral, existem características profissionais que são valorizadas pelo mercado, independente da área de atuação, que são essenciais para alcance do sucesso em sua carreira. Entre elas, destacamos:

Liderança

A capacidade de liderar pessoas e equipes efetivamente, ou seja, extraindo o melhor de cada talento para alcance de grandes resultados e fazendo com que todas as pessoas consigam trabalhar em sinergia é uma qualidade procurada por empresas de todos os segmentos. 
As organizações buscam cada vez mais por profissionais que sejam capazes de serem porta-vozes de equipes e que tenham a habilidade trabalharem como um farol que irá guiar seu time, fazendo assim com que ele produza trabalhos melhores e com que seus componentes tenham mais qualidade de vida no âmbito profissional. Vale lembrar que para ser líder não precisa estar em cargo de gestão, pois a liderança pode ser aplicada independentemente de cargo ou função.

Automotivação

A automotivação é a capacidade de manter-se motivado mesmo diante das adversidades e desafios que por ventura a empresa possa estar passando. As empresas procuram por pessoas que tenham essa qualidade justamente por saberem que elas têm a tendência de tirarem proveito de situações complicadas e também de tornarem um cenário ruim em algo positivo a partir de sua própria motivação e força de vontade.

Trabalho em equipe

Ter habilidades para realizar trabalhos em conjunto, flexibilidade para lidar com diferentes perfis de pessoas e uma postura colaborativa é fundamental. O trabalho em equipe é fundamental, uma vez que um time deve trabalhar como um conjunto de engrenagens, onde todos colaboram e cada um faz sua parte para aumentar o desempenho de suas tarefas.

Criatividade

Esta é uma das qualidades profissionais onde o colaborador mostra sua capacidade de inovação para propor soluções, criar oportunidades e ousar fazer diferente. As pessoas criativas conseguem identificar resoluções alternativas para problemas que possam acontecer dentro da empresa, além de terem o talento para criarem novos métodos de trabalho e até mesmo novos produtos e serviços que podem ser oferecidos pela corporação em que trabalha!

Comunicação Efetiva

A falha de comunicação é um dos principais fatores que contribuem para a produção de problemas organizacionais. Portanto é determinante para o profissional que busca se destacar usar bem a oratória para expressar suas ideias com clareza, de modo que sua mensagem seja bem compreendida, tanto por seus colegas de trabalho como por seus clientes.

Capacidade de Negociação

Fazer gestão efetiva de situações de conflito, buscando sempre um entendimento pacífico, visando manter o bom clima organizacional. Essa capacidade de negociar também se estende ao público externo: parceiros, fornecedores e clientes, por exemplo. Um profissional que tem essa característica conseguirá tanto fechar novos trabalhos com clientes quanto negociar prazos e valores que sejam adequados tanto para a empresa quanto para quem a contrata.

Adaptabilidade

As mudanças acontecem e acompanhá-las é preciso para manter os resultados satisfatórios. Ser aberto a novo métodos de trabalho e desafios que o mercado possa proporcionar é uma característica de extremo valor para as empresas, uma vez que pessoas que têm problemas de adaptação podem causar conflitos na organização e se tornam resistentes a mudanças positivas.
O ser humano tem a necessidade inerente de domínio, por isso é uma reação natural resistir ao novo, mas lembre-se, são nas situações mais incômodas que mais crescemos!

Busca por conhecimentos
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Profissionais que fogem da estagnação estão sempre em busca de desenvolvimento, e a zona de conforto não faz parte de sua natureza! Busque continuamente cursos de atualização, novos conhecimentos, aprimoramentos em sua profissão, como também seja bem informado sobre seu campo de atuação e atualidades gerais. Isso demonstra ambição por evolução!

Bom Humor

Segundo pesquisa da revista inglesa Management Today, pessoas infelizes são 80% menos produtivas. Além disso, ninguém gosta de trabalhar ao lado de quem vive de cara feia, não é mesmo? É essencial, portanto, buscar o equilíbrio emocional, cultivar emoções positivas e ter bom humor. Isso torna a convivência mais harmônica e os resultados melhores, sem contar que você terá mais leveza em seu trabalho e irá contribuir para um clima organizacional mais favorável.

Relacionamento Interpessoal

Essa capacidade influencia significativamente sua trajetória de crescimento na empresa. Relacionar-se de forma efetiva, garante a empatia com os colegas e líderes, possibilita minimizar os conflitos, estabelecer novos amigos, ganhar seguidores e influência para obter colaboração em seus projetos.
Como pudemos observar, o mercado de trabalho hoje exige que os colaboradores tenham diferenciais, isso inclui aprimorar e desenvolver competências de acordo com a realidade da organização em que atua.

Com isso, busque aprimoramento e esteja sempre atualizado sobre as tendências do mercado, mas especialmente sobre os comportamentos e habilidades mais desejadas pelas empresas.


Em tempo - As ilustrações não constam no texto original e foram colocadas pelo autor do blog Oficina de Gerência.

29 de out. de 2019

Seu emprego é chato?

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Quem nunca passou por um "emprego chato" que atire a primeira pedra!

Creio que o clichê serve perfeitamente para abrir esse post que trata de um assunto que ninguém quer ver perto de si. Refiro-me ao desconforto da insatisfação com o seu próprio trabalho, com aquele tédio que não cessa...

Para aqueles mais jovens que estejam iniciando suas trajetórias profissionais pode até parecer um exagero dizer que determinado emprego possa ser enfadonho, maçante e tedioso. Lamento dizer a estes moços e moças que estão redondamente enganados.

Primeiramente devo fixar que os empregos chatos podem ser encarados de duas maneiras bem básicas:
  • O trabalho é realmente desagradável, enfadonho, monótono ... Seja para qualquer um o tipo de trabalho não vai mudar. Será sempre chato e ninguém dirá que é feliz. Prefiro não listá-los. Quem parar para pensar um pouquinho vai reconhecê-los.
  • O trabalho é chato porque o trabalhador não tem a vocação, competência, ou habilidade para desempenhá-lo a contento ou com sucesso. Aqui se inserem aqueles que "por engano" foram escolhidos pelos ocupantes.
Vou me fixar neste segundo tipo. O verdadeiro emprego chato é aquele para o qual não temos a menor vontade de executá-lo e ficamos - seja por razões financeiras ou pessoais - insistindo em permanecer nele. É torturante permanecer nessa situação. As consequências são perigosas para o comportamento, a saúde e a auto-estima.

Alguns sintomas desse estresse: tensão muscular, como por exemplo aperto de mandíbula, dor na nuca; esquecimento de coisas corriqueiras, como esquecer o número de um telefone que usa com frequência; irritabilidade excessiva; vontade de sumir de tudo; sensação de incompetência, de que não vai conseguir lidar com o que está ocorrendo; ansiedade e distúrbio do sono, ou dormir demais ou de menos; cansaço ao levantar (para ler mais sobre esses sintomas clique aqui.)

Escolhi o artigo abaixo, retirado do site Economia/Carreiras cujo link de acesso está ao final do post. O título já é auto-explicativo. O mais curioso que aprendi no texto é que a palavra "trabalho" vem do latim tripalium, uma máquina de tortura usada no Império Romano. Que tal? É vivendo e aprendendo! 

10 dicas para sobreviver ao seu emprego chato

Especialistas contam como tornar o trabalho que você não gosta em algo um pouco mais agradável. 

Quem nunca acordou em uma segunda-feira querendo desaparecer ao invés de trabalhar? E depois passou o resto da semana contando quantas horas faltavam para o final do expediente na sexta-feira? Esta situação é comum a muitas pessoas e até normal, se for ocasional. No entanto, para quem trabalha com algo que não gosta e com atividades repetitivas, este sentimento desmotivacional passa a ser parte da rotina e começa a prejudicar não somente a vida profissional, mas também a pessoal.
Poucos sabem, mas a palavra trabalho vem do latim tripalium, uma máquina de tortura usada no Império Romano. E é assim que muitas pessoas encaram o seu emprego. Porém, por mais que você ache o seu trabalho chato, algumas atitudes podem tornar a sua situação um pouco mais agradável até que consiga uma nova oportunidade.
Para ajuda-lo a passar por esta fase sem muitos danos, o iG ouviu especialistas e criou uma lista com 10 dicas. Veja abaixo os passos para sobreviver a um emprego chato:

1- Enxergue seu sofrimento como temporário

Aceitar a sua infelicidade no emprego atual como irreversível é um engano. Desta maneira, você está se fechando para mudanças importantes em sua carreira e, provavelmente, carregará as mesmas frustrações para um próximo emprego ou para um próximo cargo que lhe for oferecido.
Por mais que a sua situação atual impeça que você abandone o seu trabalho chato, seja por contas a pagar, falta de condições para se qualificar ou pressão familiar, é preciso criar uma perspectiva de mudança e começar a enxergar sua situação como temporária. “Isso já lhe dá uma força, porque você começa a se empenhar não só para aquela coisa desprazerosa que é o seu dia a dia. Ele começa a ficar mais suportável, porque você já está olhando para frente, para o futuro”, comenta a psicóloga Luci Balthazar, da ProMover, empresa especializada em psicologia do trabalho.


2 – Seja criativo e fuja do tédio
Resultado de imagem para EMPREGO CHATOO tédio é um grande inimigo no trabalho. Atividades repetitivas e rotineiras acabam desmotivando e fazendo com que você perca o interesse no que faz, pois lhe passam a sensação de que você está sendo mal aproveitado. Sabendo que você é capaz de fazer coisas mais complexas, o ideal é que você pense em novas maneiras de executar as mesmas atividades de forma mais eficaz. “Isso ajuda não só a criar uma situação mais agradável e a enriquecer aos poucos a própria atividade, como também pode ser uma oportunidade de [o profissional] ser visado para uma posição maior, porque ele vai demonstrar no dia a dia que pode aprimorar seu trabalho”, conta a psicóloga.


3 - Busque aprender com seus líderes e colegas
Se você já domina a sua atividade atual a ponto de não conseguir encontrar nada de desafiador no que faz, talvez seja o momento de aprender novas funções. Observe seus colegas de outras áreas ou mesmo os seus líderes e escolha quais atividades deles mais lhe interessam. A partir daí, peça para que eles lhe ensinem aquela função e reserve um tempo do seu dia para praticá-la. Além de lhe trazer uma maior motivação, também pode abrir oportunidades para mudar de área dentro da companhia.


4 – Aprenda a lidar com seu chefe difícil
Um mau relacionamento com o seu líder dificulta o convívio e a criação de um bom ambiente de trabalho. Quando o seu chefe tem uma atitude abusiva, e até agressiva, a sua autoestima pode ser afetada. “Quanto mais submisso você for, mais o outro cresce. E se você bater de frente, você está na ponta mais fraca da corda e vai levar a pior”, observa Luci.
O recomendável nestes casos é aprender a lidar com o seu líder de maneira mais assertiva. Comece a dar sua opinião e impor a sua visão sobre algumas situações corriqueiras, mas com educação. “Não precisa gritar e nem fazer nada agressivo, mas você se torna mais forte quando começa a se impor e passa a ser respeitado. Seja por esse chefe ou por colegas”, avalia a psicóloga.


5 – Ocupe seu tempo livre com atividades produtivas
Por mais desanimador que tenha sido o seu dia no escritório, chegar em casa e assistir 5 horas seguidas de televisão não é a melhor solução. Tente se qualificar fazendo cursos e outras atividades que possam melhorar o seu currículo profissional. Desta maneira, você está criando uma boa perspectiva de mudança na carreira. 
Além disso, o consultor Sérgio Gomes, da Havik, empresa de recrutamento e desenvolvimento de profissionais, recomenda que a pessoa descubra uma atividade que goste de fazer, saiba fazer bem, possa ser praticada fora do horário de trabalho e ainda possa render um dinheiro extra. Por exemplo, um contador que goste de cozinhar pode começar o seu próprio negócio e vender refeições para fora, fazendo isso depois do seu expediente.


6 – Pratique esportes ou descubra um novo hobby
O lazer é essencial para manter a nossa mente desligada dos problemas. Aproveite o seu final de semana ou seu tempo livre para praticar esportes ou outras atividades relaxantes. Desta maneira, além de se distrair, você terá outras coisas para focar que não sejam as infelicidades do trabalho. 


7 - Aprenda mais sobre o negócio da empresa
Ao trabalhar em grandes companhias, é normal não conseguir enxergar a sua influência no produto ou serviço final, principalmente se ocupa um cargo mais operacional. Neste caso, procure saber mais sobre como a sua atividade atinge os resultados da empresa e também quais são os planos da companhia no mercado. "Isso abre o horizonte. A pessoa pode se sentir orgulhosa do local onde trabalha. Ela vai se sentir engajada quando se sentir importante naquela empresa", observa Liana Westin, coach da Questão de Coaching.


8 – Fuja dos colegas negativos
Resultado de imagem para EMPREGO CHATOA sua situação atual já não é a mais animadora, então o que você menos precisa é conviver com pessoas que vão lhe lembrar disto a todo o momento. Colegas que reclamam o tempo todo podem contaminar o ambiente com negatividade. Quando esses assuntos surgirem, tente mudar o foco da conversa ou não dê abertura para que o assunto continue. 


9 – Faça novas amizades
Se você pelo menos se der bem com os seus colegas de trabalho, o ambiente será mais agradável e, provavelmente, será menos sofrido acordar em uma segunda-feira para trabalhar com algo que não gosta, pois você reencontrará seus amigos e poderá compartilhar bons momentos com eles. Caso a sua atividade não permita que você tenha muito contato com outros funcionários durante o expediente, combine um happy hour semanal ou participe de reuniões sociais com seus colegas. No entanto, evite falar de trabalho durante estes encontros e busque conversar sobre amenidades.


10 – Peça demissão
Se mesmo com todas estas dicas você ainda encarar o seu emprego como uma tortura, comece a planejar a sua saída. O ideal, principalmente se quiser mudar de área de atuação, é que você tenha uma boa folga financeira antes de pedir demissão. É recomendável que você poupe o suficiente para ficar pelo menos seis meses sem nenhum tipo de rendimento até encontrar uma nova oportunidade que lhe agrade mais.
No entanto, lembre-se de não levar as frustrações do seu antigo emprego para a nova empresa e esteja aberto às mudanças. "Faz mais quem quer do que quem pode. A motivação é intrínseca. Se a pessoa não estiver aberta para fazer esse movimento, ela não vai sair do lugar", conclui Liana

Eric Clapton - Tears In Heaven


"Tears in Heaven" é uma superconhecida canção composta por Eric Clapton juntamente com Will Jennings. A letra fala sobre a dor e perda que Clapton sentiu após a morte de seu filho Conor de quatro anos de idade, que caiu da janela do 53º andar de um apartamento de um amigo de sua mãe, em Nova Iorque em 20 de março de 1991. "

"Clapton, que chegou ao apartamento pouco depois do acidente, ficou visivelmente desesperado. Esta é uma das canções de maior sucesso de Clapton, atingindo a segunda posição na Billboard Hot 100 nos Estados Unidos, com uma guitarra clássica como instrumento principal." (Texto extraído da Wikipedia. Clique aqui para conhecer o registro integral)

Este vídeo ilustrado (abaixo) que encontrei no YouTube é eterno  e fortemente emocional. Algo lindamente produzido apesar da tristeza infinita que encerra. 

Resolvi compartilhar aqui no blog para "quebrar um pouco" a formalidade das postagens de cunho corporativo, que afinal de contas são o core business da Oficina de Gerência. 

Curtam o vídeo e... cuidado para não se emocionarem demais.


       

28 de out. de 2019

Conceito de "Carreira Profissional". Como você o define?



Planejamento de Carreira e Sucesso Profissional: 10 itens fundamentais


Eis um assunto que me apaixona! Refiro-me à dedicação incondicional e o respeito ao trabalho em qualquer etapa da carreira profissional. Independente da idade, da época ou do estágio na vida sempre recomendo o devotamento ao emprego. E utilizo muito uma frase do célebre Dr. Zerbini para ilustrar esse princípio: "Nada, absolutamente nada resiste ao trabalho". Sou um adepto desse princípio. 

O que significa uma carreira? Alguns responderão dizendo que ela se inicia após a formação superior, às vezes até depois dos cursos de pós-graduação. Não entendo assim. Acho que uma carreira é o somatório de todas as experiências que tenham sido vivenciadas ou conhecidas ao longo das vidas de cada um de nós.

Antes de uma formação profissional - seja de nível médio, técnica ou superior - os jovens normalmente exercem atividades colaterais. Por exemplo, podem ter sido vendedores de lojas comerciais, ajudantes de escritório, estagiários, entregadores de produtos (pizza, remédios...) e tantas outras. Tudo isso faz parte das carreiras profissionais que estes jovens vão construindo até se tornarem adultos e consolidar sua efetiva profissão. Tudo vai sendo construído ao longo de suas vidas. 

Aqueles que se destacam no que fazem quando estão exercendo funções classificadas como "menores" serão exatamente os personagens que no futuro, exercendo as suas profissões - sejam quais forem - irão tornar-se os melhores de suas corporações. Sejam eles técnicos, gerentes, líderes; professores, cientistas, militares, advogados, médicos, engenheiros e tantas outras que venham a escolher. Não tem erro. Podem procurar nas biografias dos personagens famosos ou daqueles anônimos que lá na juventude e no início de suas vidas profissionais foram sempre os incansáveis, os dedicados, os "carregadores de piano".

É disso que trata  artigo abaixo que selecionei pelo tema e pelo conteúdo. Está bem escrito pelo seu autor - Professor Paulo Sérgio - e conseguiu resumir com clareza esta questão tão pouco explorada pelos especialistas em comportamento corporativo. "O fim da escada não existe. O importante é ir subindo degraus, e isso acontece, friso, quando deixamos limpos os degraus debaixo”. Não deixem de ler.


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Na carreira, só vamos para os degraus de cima quando somos bons nos degraus debaixo

Autor: Professor Paulo Sergio
Tem muita gente que me diz que está esperando o emprego, a empresa dos sonhos para então se dedicar pra valer. É mentira. Na carreira, quem espera nunca alcança.
http://3.bp.blogspot.com/_KxtYck7KXO0/S_vIVZUEt9I/AAAAAAAAARY/zgxf4y0DGp4/s400/plano+carreira.JPGSe você quer ser um sucesso profissional, dê o seu melhor já, naquilo que estiver fazendo. Se decidir esperar o salário, o cargo, a empresa dos sonhos, vai ter é pesadelos diários, e, pior, como num conta gotas.
Quando entramos num projeto, temos que tirar da cabeça a ideia de que o trabalho é das oito da manhã às seis da tarde. Isso é o que diz a lei, mas, infelizmente, lei, justiça e sucesso raramente caminham juntos.
A lei diz que um estagiário deve trabalhar, no máximo, seis horas por dia. Você acha que vai ter sucesso trabalhando seis horas por dia, sobretudo, no início da carreira? Que lei é essa? Lei do caminho à pobreza profissional?
A lei quer prevenir a escravidão, mas, não se preocupa em escravizar o jovem numa carreira de insucesso, afinal, todos nós sabemos que, principalmente, no início de carreira, temos é que trabalhar bastante, e bastante mesmo, sejamos estagiários, efetivos ou o que quer que seja.
Eu, particularmente, adoro quando me chamam para fazer uma palestra depois do horário, sábado, domingo, feriado, o dia que for. Sei que o carro que quero, a casa que procuro, a vida que sonho está exatamente na minha decisão de aceitar realizar esse trabalho que amo, na hora que for.
Mas, alguns podem dizer a você: “é, você é empresário, chefe, diretor, presidente de uma empresa, ganha bem, fica fácil trabalhar a qualquer hora pelo salário que ganha”.
Não sei o que você responde, mas eu digo: “engraçado, não me lembro de tê-lo visto enquanto eu varria ruas, vendia sorvete, sanduíche, limpando parques da cidade, vendendo esfregadeira de roupas”.
Amo de coração ajudar as pessoas, e sei que você que quer crescer na vida sabe e concorda com o que vou falar: “na vida profissional, você precisa ser muito bom nos degraus de baixo para conseguir ir degrau acima”.
Sabe, não importa, por enquanto, qual é a sua carreira, salário, empresa. Apenas decida valorizar o que tem no momento. Já fiz muita coisa na vida e a única da qual me arrependo é de não ter feito melhor. Mesmo tendo me dedicado em cada uma das coisas que fiz, sei que deixei muito a desejar.
Não lamente o salário, o chefe chato, o cliente inadimplente, o colega puxador de tapetes. Todos eles fazem parte da sua estrada, e você só vai chegar ao final se souber contemplar cada pessoa, perigo, curva, desvio que surgir.
Nunca menospreze o que você tem agora. Vá sorrindo, chorando, fique triste, alegre, tenha força, coragem, medos e fraquezas, mas, apenas… siga em frente.
O fim da escada não existe. O importante é ir subindo degraus, e isso acontece, friso, quando deixamos limpos os degraus debaixo.

 As imagens que estão ilustrando o artigo do Professor Paulo Sérgio foram incluídas pelo autor do blog Oficina de Gerência.