21 de set de 2013

Cultura da Corporação, essa ilustre desprezada.

(autor do artigo: Herbert Drummond - Oficina de Gerência)
O
 tema que quero abordar hoje é conhecido por muitos nomes : Cultura Organizacional, Cultura Corporativa, Cultura Empresarial.
Todos eles - clique em qualquer dos links vai explicar o mesmo conceito. Todos dissertam sobre a forma que os ambientes de trabalho nas organizações operam, refletindo o negócio da empresa e as (inter)relações de seus recursos humanos com o objetivo e a missão da corporação.
São muitas as interpretações sobre o que seja a "cultura de uma empresa". Prefiro pensar que o que chamamos  de "cultura empresarial, corporativa ou organizacional" é na verdade o cadinho de diversificadas miniculturas existentes nos universos em que convivem, interagem e gravitam, como satélites, em torno do centro de decisões de cada empresa, firma, projeto, empreendimento, estabelecimento e até nas famílias. Ficou meio complicado? Direi que sim, mas mantenho minha visão.
Se colocar na busca do Google a expressão "significado de cultura" (clique no link) vai encontrar aproximadamente 27.100.000 resultados. Gostei muito do que está no site significados.com, mas preferi transcrever abaixo o que encontrei na Infopédia:
  • O termo cultura foi definido pela primeira vez por Edward Tylor, em 1817, como um conjunto complexo, interdependente e interatuante de conhecimentos, crenças, leis, tradições, artes, costumes e hábitos de um determinado conjunto de seres humanos constituídos em sociedade.  Mais tarde, Raymond Firth resumiu cultura como um modo de vida mas também o resultado das relações sociais entre as pessoas numa determinada sociedade, e o seu significado, juntamente com um certo montante de recursos acumulados de ordem material ou não.
Se promovermos uma metamorfose nessa definição colocando-a sob as cores do mundo das organizações poderemos utilizar outra definição que é encontrada em muitos sites nas buscas que fiz no Google e que se apresenta como abaixo:
    http://www.planesdeformacion.com/wp-content/uploads/2012/06/cambio-cultura-corporativa.jpg
  • A cultura organizacional ou cultura corporativa é o conjunto de hábitos e crenças estabelecidos através de normas, valores, atitudes e expectativas compartilhados por todos os membros da organização. Ela refere-se ao sistema de significados compartilhados por todos os membros e que distingue uma organização das demais. Constitui o modo institucionalizado de pensar e agir que existe em uma organização. A essência da cultura de uma empresa é expressa pela maneira como ela faz seus negócios, a maneira como ela trata seus clientes e funcionários, o grau de autonomia ou liberdade que existe em suas unidades ou escritórios e o grau de lealdade expresso por seus funcionários com relação à empresa. A cultura organizacional representa as percepções dos dirigentes e funcionários da organização e reflete a mentalidade que predomina na organização.  Por esta razão, ela condiciona a administração das pessoas.Em outras palavras, a cultura organizacional representa as normas informais e não escritas que orientam o comportamento dos membros de uma organização no dia-a-dia e que direcionam suas ações para o alcance dos objetivos organizacionais. No fundo, é a cultura que define a missão e provoca o nascimento e o estabelecimento dos objetivos da organização.  A cultura precisa ser alinhada juntamente com outros aspectos das decisões e ações da organização como planejamento, organização, direção e controle para que se possa melhor conhecer a organização.
Acho que agora ficou mais claro. Concordo plenamente com essa definição. Serve para explicar esse enigmático conjunto de valores que é denominado de "cultura organizacional, empresarial ou corporativa". Pessoalmente gosto mais do cognome "Cultura Corporativa".
http://www.treebranding.com/blog/wp-content/uploads/redes_humanas.png
No título do artigo fiz questão de expressar a pouca preocupação e o mais completo desconhecimento da maioria de habitantes do mundo corporativo sobre o tema. Quando converso com companheiros de trabalho, colaboradores sob minha gestão e até colegas dirigentes sobre a importância de se saber mais sobre as diversas culturas que interagem em cada um dos ambientes de trabalho nas organizações sou olhado assim com aquela expressão de "lá vem o Drummond de novo com suas lições sobre gerência"... E poucos se mostram efetivamente preocupados em refletir a respeito.
Quem assim age pratica o mesmo erro que cometi no início da minha trajetória no mundo da ocupação, do ofício, da profissão, do trabalho. Com isso vai atrasar-se na evolução como ser humano e como profissional seja qual for a carreira que siga, a sociedade a que pertença e a família à qual se una. A compreensão da contextura formada pelas muitas culturas corporativas com as quais temos que conviver e a coexistência com as pessoas que também estão lá cruzando suas vidas com as nossas é a chave do bem viver, da harmonia no trabalho, na vida e para o sucesso.
Como desprezar algo assim? Poderia ficar aqui expressando e escrevendo por muitas linhas, mas não é o propósito. Quero apenas deixar o registro de que é importante sim! É importante que cada um de nós possa bem entender as culturas com as quais convivemos a cada dia em nossas vidas. Seja no ambiente de trabalho, seja na família, nos ambientes sociais, aonde for... Se conseguirmos compreender esse conceito, essa concepção e absorvermos esse conhecimento teremos encontrado a pedra filosofal (Lapis Philosophorum) da convivência humana e do sucesso.

http://misterymages.paginas.sapo.pt/TheMidasTouch.jpg
Recomendo, para contextualizar o meu artigo, que leiam o texto abaixo. Ele é dirigido para a compreensão da cultura corporativa nas empresas. Vai complementar bem o que procurei transmitir aos leitores do blog sobre o tema em foco.

  http://ogpremium.com.br/rh/files/2012/05/reh-logo-smush.png

Que tipo de cultura sua empresa tem? 

 

Se você já esteve no negócio de RH por tempo suficiente, você certamente viu uma boa dose de programas bem-intencionados desabando. Na verdade, você provavelmente já defendeu alguns desses programas.
Agora, tendo o benefício de alguns anos de trabalho no meu currículo, eu cheguei à conclusão de que a maioria das falhas é devida a um simples fato: nós realmente não entendemos como a cultura da empresa impulsiona o desempenho. Como resultado, propomos programas que não atingem o seu objetivo, na melhor das hipóteses, e muitas vezes pioram as coisas!
Sim, você pode contratar qualquer número de consultores para ajudá-lo a descobrir a sua cultura, mas é melhor você economizar o seu dinheiro. Tudo que você realmente precisa é fazer uma simples pergunta às pessoas na sua organização:
  • Conte-me sobre onde você trabalha?

Eu disse que era uma pergunta simples. No entanto, na minha experiência, as respostas que você recebe estão, na verdade, revelando um pouco sobre o núcleo da cultura da sua empresa. Por quê? Porque é provável que você descubra que a sua cultura cai em uma das três categorias a seguir.
  • A Cultura Direcionada pela Missão - A pessoa que dá esta resposta fala primeiro sobre o que é que a empresa tem a intenção de realizar e como o que eles estão fazendo está conduzindo em direção a esse objetivo. Eles falam sobre um mundo onde o trabalho que estão fazendo vai impactar uma pessoa ou a sociedade para melhor. Eles são apaixonados pela causa e, provavelmente, fariam o trabalho de graça!
  • A Cultura da Especialização – Esta pessoa salta imediatamente para os detalhes do trabalho que é responsável por fazer. Ela fala sobre as complexidades, os desafios, e por isso é muito legal e interessante. Provavelmente eles falam também no jargão setorial, que você não entende completamente!
  • A Cultura Popular – Esta pessoa coloca seu foco nas pessoas com quem trabalham no dia-a-dia. Você vai ouvir histórias sobre a importância das pessoas, seu intelecto ou apenas que há realmente algumas ótimas pessoas para interagir. Você provavelmente também vai ouvir falar de amizades que se desenvolveram no ambiente de trabalho.
Sim, a sua cultura pode ter (e provavelmente tem) elementos de todas as três categorias, mas eu ficaria chocado se não surgir uma que seja um pouco mais dominante.
Por que isso é importante? Bem, vou voltar ao meu ponto original: se o seu objetivo é que a cultura promova o desempenho e você elabora programas para apoiar uma cultura orientada pela missão, quando na verdade você tem uma cultura da especialização, estes programas vão falhar.
Por mais que você possa pensar que as pessoas estão levantando todos os dias e indo trabalhar para ajudar o mundo a se tornar um lugar melhor através do desenvolvimento do próximo iPhone, provavelmente elas estão indo trabalhar porque eles adoram o desafio técnico.
Você ficaria muito melhor servido concentrando seus esforços em garantir que existam algumas questões técnicas realmente desafiadoras para trabalhar! Então, da próxima vez que você se inspirar para introduzir uma nova iniciativa, certifique-se que você não se esqueça de fazer essa pergunta simples.
Autor: Andy Porter
Artigo publicado originalmente no site Fistful of Talent

15 de set de 2013

Palavra dada não se volta trás.


Excelente tema e ótimo artigo esse que escolhi para ilustrar o assunto do post. Penso que honrar os compromissos assumidos deveria ser algo natural no ser humano. Não conheço nenhuma filosofia, religião, escola que ensine aos seus adeptos a não cumprir a palavra dada, a cultivar a desonra ou a desprezar os compromissos assumidos. 
Por conta disso posso deduzir que a falta de compromisso com a palavra dada e o descaso com a honra e a respeitabilidade que certos agrupamentos de pessoas praticam são frutos de hábitos adquiridos e falsos valores desenvolvidos.
Nesse mundo chamado de "moderno" tem gente que se considera muito esperto por "ter passado a perna" em alguém negando compromissos assumidos. Já vi pessoas elogiarem indivíduos por terem vencido disputas comerciais, esportivas e outras, quebrando seus contratos, praticado atos desonestos e faltado com suas palavras. Nada disso é incomum em nossa sociedade.
Como princípio de vida considero que esse agrupamento é minoria no conjunto da coletividade. Isso é algo em que acredito. Os adeptos dos malfeitos, da desonra, do descrédito, da ignomínia e da infâmia não são a maioria dos seres humanos.
sociabilidade-vida-profissionalNo mundo corporativo - que é o tema do blog "Oficina de Gerência" - posso atestar que as pessoas sem palavra não têm carreira longa. Isso mesmo! São rapidamente reconhecidos e afastados das carreiras de sucesso. Sobrevivem à margem...
Obviamente um ou outro escapa do estigma, mas em linhas gerais são os profissionais que honram seus compromissos aqueles que chegam ao topo. E "honrar compromissos" quer dizer que são corretos na plenitude com suas atitudes, seus comportamentos, seus valores e com seus relacionamentos. Para estas pessoas não há diferença de valores morais consagrados aos companheiros do trabalho, da família, dos amigos e mesmo daqueles que lhe são desconhecidos.
Pode olhar à sua volta e buscar entre as pessoas que conhece e que estejam na trajetória do sucesso se a maioria é composta por indivíduos conhecidos como desonestos, sem palavra ou desacreditados. Observem que escrevi e grifei "a maioria". E é assim mesmo, acredite. 
O artigo do Professor Paulo Sérgio é muito feliz nessa abordagem, conheça-o para complementar melhor esse texto que escrevi e para o qual agradeço a atenção de quem o tenha lido.

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sucesso-competencia-postura
Você sempre ouve dizer que motivação, competência, determinação, garra, força de vontade são condutas essenciais para uma carreira de sucesso… e são mesmo. Raramente alguém sem essa postura profissional se sai bem no mercado de trabalho, seja um colaborador, empresário, autônomo.
Mas, há algo especial nas pessoas de sucesso. Alguma coisa que as destaca da multidão: elas honram a palavra dada.
Lembro-me que meu pai ficava furioso quando alguém pedia para que ele assinasse um papel, para garantir que pagaria suas contas. Isso porque pra ele, o que valia era a palavra dada, e não uma assinatura num papel.
Ele sempre comprava fiado na mercearia do Seu Jaime. Como a grana era bem curta, quase toda semana íamos à mercearia fazer o rancho (compra). Lá, o proprietário apenas anotava o que meu pai havia comprado, sem qualquer assinatura. A primeira coisa que ele fazia logo após receber seu salário era pagar o Seu Jaime, e, com um aperto de mão, os negócios se selavam novamente.
Profissionalmente ele também cumpria o que dizia. Sempre que eu ia com ele ao trabalho, e ficava brincando na serragem da serraria que ele trabalhava, seus colegas zombavam dele, dizendo que era um “puxa saco”. Isso pelo fato de ele não brincar em serviço.
Infelizmente, hoje, vemos muitas pessoas jogando no ralo oportunidades que seriam de ouro se cumprissem o que combinaram. No dia da entrevista, os candidatos se dizem os melhores profissionais do planeta, que serão comprometidos, dedicados, mas, basta passar o período de experiência, que, boa parte começa a relaxar, chega atrasado, desperdiça tempo, matéria-prima.
Outros, vão pulando de galho em galho, e, repetidamente fazem corpo mole só para serem dispensados e viverem por um tempo do seguro-desemprego e do fundo de garantia, sem se darem conta de que essas verbas duram por um período, mas, as manchas deixadas na carreira durarão a vida inteira. Depois, vivem se lamentando a falta de sorte, sendo que, o maior problema é a falta de honra da palavra.
Gosto muito de ajudar gente que quer construir uma carreira bacana, pautada em posturas corretas, e fico triste quando alguém faz tudo errado imaginando que está levando vantagem por agir sem cumprir o que prometeu.
Por isso, você que quer construir uma carreira digna, bem-sucedida, a melhor dica que posso lhe dar é para honrar sua palavra dada.
http://4.bp.blogspot.com/-YB6Hwlt--w8/TzzcwM0ZMAI/AAAAAAAAAeE/z3D7zLtBaB0/s320/carater.jpg
Se disse que trabalharia à noite, sábados, domingos, até que aprendesse bem suas tarefas, não faça nada diferente disso, custe o que custar. Se combinou com a empresa que não receberia por essas noites trabalhadas, e sim, que receberia uma promoção em seis meses se se mostrasse capaz, exija nada mais que isso.
Se quebrarem a palavra com você, continue firme na sua conduta, afinal, não deve ser igual a quem desonrou o que disse. Ao notar que as pessoas na empresa, que lhe prometeram coisas, não estão cumprindo a parte delas, as chame para uma nova conversa, e, se persistirem na quebra da palavra, procure outro lugar para trabalhar, onde a honra da palavra dada seja mantida.
Eu varei dias, noites, feriados trabalhando e, na maioria das vezes, nunca recebi por elas. Sabe por quê? Por que foi o que combinei com meus chefes. Eles me dariam oportunidade de progresso e eu faria o meu melhor. Na imensa maioria das vezes deu tudo certo.
Eu sei que é difícil perceber que a gente está se matando de trabalhar, dando um duro danado para cumprir o que prometeu, e, a outra parte, insiste em não cumprir o que disse. Dá uma vontade de jogar tudo para o alto e desonrar nossa palavra também.
No entanto, não faça isso. Prefira honrar o que prometeu, afinal, as recompensas são atraídas para as pessoas que transmitem honra em suas condutas. E, além de recompensas e crescimento profissional, o fato de honrar sua palavra também lhe dará boas noites de sono.



Profile picture of Professor Paulo SergioAutor do artigo: Professor Paulo Sergio 

Contador, Consultor, Escritor e Palestrante nas áreas de Treinamento e Desenvolvimento Pessoal e Profissional, Vendas, Motivação, Liderança, Perfil Profissional.

Blogs que me encantam!


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