sábado, maio 18, 2013

Conheça os efeitos da crise econômica na Zona do Euro.


A crise econômica no mundo e notadamente na Zona do Euro / União Europeia afeta o planeta inteiro. Por ser um assunto cujo entendimento não alcança o interesse das multidões, as pessoas não se interessam muito por conhecer razões e detalhes desse fenômeno que está derrubando economias antes estáveis. Os efeitos da crise estão causando desempregos em massa, desajustando as vidas de milhões de famílias e irradiando seus efeitos perversos para todos os países. 
Confesso que estou entre aqueles cujo interesse no tema é apenas tópico, mas tenho - como muitos - a percepção do quanto estão sofrendo as populações dos países atingidos. O Brasil não está imune. Embora nossa economia não esteja no mesmo nível daquelas que na Europa estão no "olho do furacão" estamos convivendo com alguns dos reflexos. Dou como exemplo os sinais de inflação que despontam no horizonte obrigando o governo a adotar medidas de impacto para não deixá-la fluir livremente. 
É bem verdade que não temos desemprego nos níveis cruéis da Espanha, por exemplo, onde milhões de pessoas - principalmente os jovens - estão sem trabalho há muito tempo.
O Brasil está buscando atrair parte dessa massa de desempregados para cobrir deficit que existe em áreas como medicina e engenharia, apesar da grita contrária das entidades corporativas por aqui.
Legenda no muro:"Espere meu jovem, você não pode escapar do desemprego fugindo
Tudo está ligado à crise econômica mundial com foco maior na Zona do Euro. Por isso estou colocando aqui no blog uma imagem que capturei na edição de segunda feira passada na Folha de São Paulo, caderno do New York Times. Foi a melhor representação gráfica que já vi da crise na Europa. 
Olhem com atenção para verificar os níveis em que estão os países com relação à recessão, à variação dos seus PIBs e as taxas de desemprego. Observem, por exemplo, que a Grécia está em recessão extrema com PIB negativo de 6,4 % e desemprego de 27,2 %. Na Espanha esse índice é de 26,7 enquanto o PIB está negativo (recessão) em 1,4 %. Em Portugal a recessão aponta o PIB negativo de 3,2 % e o desemprego em  17,5. É desesperador. E não há sinais evidentes de melhoria e um medo avassalador de uma recessão generalizada cujas consequências são imprevisíveis
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sábado, maio 11, 2013

Conheça Benjamin Zander e a sua mensagem "Liderança - A Arte da Possibilidade"


Este post foi publicado no blog em 16 de outubro de 2010. Recentemente ele recebeu o comentário de um visitante que não quis se identificar (anônimo, veja abaixo) onde dizia que: "A arte da possibilidade é mais que uma lição de liderança, é uma lição de vida." Confesso que nem me lembrava mais do post (afinal, são mais de 4.500 postagens no blog). 
Fui olhar o post e me encantei novamente com Benjamin Zander. Por isso e provocado pelo comentário do meu ilustre visitante anônimo, resolvi republicar o post abaixo. Dei uma repaginada acrescentando o vídeo da primeira parte da conferência dele no TED que não estava publicado no post e retirando erros de gramática (sempre os há).
Espero que vejam - ou revejam - os dois vídeos da maravilhosa conferência de Zander no TED e os sete vídeos que desenvolvem a sua filosofia "A Arte da Possibilidade". Eu os assisti a todos novamente. Vale a pena e muito para quem consiga tempo para vê-los. Recomendo aos leitores e visitantes que por aqui passarem que não percam a oportunidade

Veja o vídeo e tenha uma ideia de como Zander eletriza suas plateias
(legendas em espanhol)


Coloquei o vídeo logo na introdução do post, o que não é usual, para dar uma idéia ao leitor sobre quem nós vamos "escrever. Apresento-lhes, como centro do post, um conjunto de seis vídeos - todos muito curtos ( 4 minutos em média) que é um verdadeiro presente. Refiro-me ao famoso vídeo (completo) intitulado "Liderança - A Arte da Possibilidade". Muitos de vocês já o devem ter assistido (foi distribuído no Brasil há alguns anos pela SIAMAR), mas imagino que - como eu - tenham repetido a dose muitas vezes.
É um "curta-metragem" com o brilhante maestro Benjamin Zander  que além de ser um virtuose como condutor de orquestras é um fascinante palestrante conforme vocês devem ter observado no vídeo acima.
Os 6 vídeos (na verdade são partes de um só) estão relacionados com o livro de mesmo nome que foi escrito, a quatro mãos, por Rosamund Zander e o proprio maestro (está esgotado no Submarino e na Livraria Cultura). Eles foram casados durante muitos anos. Ela é psicoterapeuta famosa e uma ativa personagem no mundo corporativo dos EUA. Todavia a estrela é o maestro.
Zander construiu à frente da Orquestra Filarmônica de Boston um modelo diferente de liderança. O que transmite em suas conferencias
  • "Falo de possibilidade, não do possível – isso é política. O meu conceito é mais aberto. Sejam quais forem as circunstâncias, mesmo as mais cruéis e terríveis, o que é decisivo não é focalizar nas razões da situação, cultivar a lamentação, mas virar-se para descortinar que possibilidades se abrem. O que conta é gerar possibilidades”. (texto retirado e editado do blog "Janela na Web").
Não adianta ficar aqui apresentando o maestro. O certo é que vocês assistam aos vídeos  - que são eletrizantes - e meditem sobre os conceitos e as imagens que vão encontrar.
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http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTRWAsHax0Jbjzo-zaxO0WNNkF7dEyPPh3ik-fp74VjusFAyhM&t=1&usg=__A4D1baoRWy4bwMaajf5Upm53NOg=http://i.s8.com.br/images/books/cover/img2/150262_4.jpg
Clique nas imagens


Leia mais dois artigos excelentes sobre Benjamin Zander nos links abaixo: 


Atenção: Os vídeos são sequenciais. Na verdade tiveram que ser repartidos por injunção dos recursos do YouTube. Para entender a fascinante mensagem do maestro Zander Assista desde o primeiro até o sexto em uma sequencia só.
 
Video 1

Video 2

Video 3

Video 4

Video 5

Video 6

Video 7

segunda-feira, maio 06, 2013

Mesa de Trabalho é apenas isso, um local de trabalho...

O ambiente de trabalho pode se tornar mais harmonioso com a aplicação do feng shui
Quando li o artigo sobre "mesa de trabalho" no site do UOL (veja transcrição ao final desse texto) percebi imediatamente que teria de trazê-lo para o blog da Oficina de Gerência. 
O tema da organização das mesas de trabalho é um dos mais explorados pelas "pitonisas corporativas". Basta alguém clicar no Google procurando sobre "organização de mesa de trabalho" (clique aqui) que vão aparecer milhares de links e mais de 600.000 imagens sobre o assunto. Se começarmos a pesquisar o que dizem os autores de livros, consultores, palestrantes e tudo que já se produziu sobre o tema vamos concluir que quase todos escrevem e prescrevem as mesmas contradições.
Limpe, arrume, não coloque isso aqui, coloque aquilo ali, não superlote a mesa de objetos, encha a mesa de coisas, coloque coisas pessoais, tire objetos pessoais, coloque plantas, não coloque plantas, use cristais para afastar mau olhado, santinhos... Uma verdadeira Babel.
Quem for buscar conselhos nessas fontes vai pirar. Até feng shui está sendo indicado para quem queira "harmonizar" sua mesa de trabalho. Dito isso tudo não serei eu quem vai indicar para vocês como devem organizar suas mesas. 
Durante  vivência nos ambientes corporativos posso discorrer sobre as relações entre algumas pessoas com as quais dividi o espaço de trabalho e suas respectivas mesas. 
E começo logo com a minha... É organizada, mas cheia de coisas e coisinhas. Gosto de mesa cheia com tudo que preciso bem à mão. Imprescindíveis os post-its coloridos, muitas (muitas mesmo!) canetas e de todos os tipos à disposição, calendário (pelo menos dois), clipes, grampeador, cortador de papel todos juntos, rádio de pilha, TV pequena e (muitos) outros gadgets. Mas, atenção, tudo muito organizado e em seus respectivos lugares. A minha mesa transmite minha imagem para o ambiente de trabalho, não a minha personalidade.
Convivi com companheiros de trabalho, chefes e subordinados com os mais diversos estilos de organização em suas mesas. Pessoas muito inteligentes com mesas que eram a expressão da mais completa desordem e outros com mesas superorganizadas que não tinham talento algum.
Confesso que nunca percebi ou confirmei uma relação direta entre as suas mesas - organizadas ou não - e as pessoas no que diz respeito às funções e ao sucesso profissional no ambiente de trabalho. O que se percebia sim eram as impressões e as imagens pessoais transmitidas por essas pessoas aos seus colegas, chefes ou subordinados; mas diziam pouco sobre suas personalidades fora do ambiente corporativo.

De fato nunca me preocupei com as mesas de trabalho das pessoas com as quais convivi ou dirigi, mas me desgostava muito ver mesas atulhadas de coisas desorganizadas, pois passava a visão de ambientes desorganizados independentemente das pessoas que ali trabalhavam. Com certeza pegava mal para as pessoas e não para o ambiente.
É óbvio que trabalhar com pessoas cujas mesas sejam ordenadas e metódicas é muito mais agradável, mas sob o ponto de vista da eficiência e da eficácia não fazem muita diferença. São as pessoas e não suas mesas quem produzem e desempenham missões. Particularmente acho que há um preconceito contra as pessoas que não conseguem manter suas mesas arrumadas.Um dos caras mais inteligentes com os quais trabalhei tinha o retrato do caos sobre sua mesa.
Aos jovens - atenção turma da Geração Y - que estejam ocupando cargos de gerência deixo-lhes uma orientação: 
  • Não se preocupem com as mesas organizadas ou desorganizadas dos seus subordinados. Interessem-se pelas pessoas e não por suas mesas. Entretanto não permitam que a turma de "desorganizados" ultrapasse os limites de suas mesas e irradiem sua desordem para o ambiente de trabalho. 
O que está abaixo são representações de seis supostos tipos de mesas de trabalho que foram analisadas por três consultores (um especialista em organização pessoal, uma psicóloga e coach e uma consultora de etiqueta) convidados pelo site UOL Comportamento que procuraram relacionar esses estilos com os comportamentos e personalidades de seus pretensos "donos". (clique no logotipo abaixo)
A informação vale como conhecimento genérico das curiosidades que estão sendo pesquisadas no mundo corporativo, mas recomendo que não levem muito a sério as conclusões dos consultores.  São eles os tipos que chamo de "pitonisas"
Se vocês não se "encontrarem" nas descrições abaixo não se preocupem. Se por acaso você, leitor que esteja navegando por aqui, considerar que é um "bagunçado" com sua mesa de trabalho vale a pena procurar organizar-se. Não tenha dúvidas que causará um upgrade no conceito e na impressão que seus colegas têm de você e isso nunca é para ser desprezado.

Clique no logotipo e conheça o site
 



Este post foi publicado aqui na Oficina de Gerencia no dia 14/10/2012 e recebeu muitos acessos. Dei uma repaginada no texto e o trouxe de volta com mais atualidade tendo em vista sua "audiência".