24 de set de 2010

"Escutatório" de Rubem Alves. Texto magistral!

"Escutatório" é um texto famoso de Rubem Alves que está citado e reproduzido em muitos links da Internet. Se você colocá-lo da busca do Google serão 3.300 resultados. Trago-o ao galpão da Oficina de Gerencia por considerar que é impossível  para um blog que se dispõe a escrever sobre coisas do mundo corporativo não publicar um dos mais famosos artigos sobre a "arte de escutar". 
Começa o seu texto, Rubem Alves, com uma frase provocativa e bem no estilo dele:
  • "Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir."
E não é que neste breve texto se encerra uma das maiores verdades que nos confrontam no dia a dia do mundo corporativo? 
Tudo na nossa formação nos dirige para o "aprender a falar" e "aprimorar a comunicação" e por comunicação leia-se, principalmente, falar. Nunca ouvir. 
Falo com a autoridade do meu autoconhecimento. Tenho enorme tendência para falar muito, esticar assunto e vivo  tangenciando a prolixidade. http://www.legal.adv.br/img/fotos/drummond2.jpgEstou em permanente estado de atenção, corrigindo, mas é só descuidar e lá estou fazendo "discurso" nas mesas de reuniões ou nas orientações individuais. Reuniões com meus colaboradores deve ser dito. De repente percebo - até pelos olhares meio que dizendo: "pô, esse cara não para de falar? Que saco!" - que estou passando dos limites e então dou aquela parada básica e vou para a prática da "escutatória".
Para quem trabalha nos ambientes mais corporativos o poder de quem fala é usualmente maior do que o de quem escuta todavia e também é comum que quem sabe escutar seja mais bem avaliado pela corporação do que o "falador". Tenho esta consciência e por isso policio-me permanentemente nas reuniões e nas entrevistas com subordinados ou clientes. 

Por isso e por muito mais é que cada um de nós deve estar permanentemente ligado nas oportunidades que surgirem para praticar a arte de escutar. Em homenagem aos bons ouvintes é que estou publicando neste post o artigo "Escutatória" de Rubem Alves. Leia-o e aproveite o conselho do genial brasileiro.




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Escutatório

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.
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Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. 
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Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.
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Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. 
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Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise...) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada...“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.
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Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.  
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No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...
http://frasesilustradas.files.wordpress.com/2009/07/ouvinte2.jpg?w=425&h=744Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não “evangélico“), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.“ Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.“ Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.“ E assim vai a reunião. Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino...“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. 
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Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. 
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No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto... 


23 de set de 2010

Negociar é pensar em três dimensões

Marketing

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Augusto Galery, consultor em inclusão da agência q3, fala sobre a diversidade como uma vantagem para as corporações.

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20 de set de 2010

Lucia Micarelli - Nocturne/Bohemian Rhapsody

http://api.ning.com/files/kzrerLuCLdaAtT6Z0yKfJ7*ARzRS*f213lWigM2w5HoIo2M45seOfXiDJOehoGRaVgp6uZtmjzr4zlI8Kolv-Sl-OInV1rGC/62188859.jpeg
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O YouTube não é feito só daqueles vídeos "virais" que são vistos por milhões de pessoas quase que instantaneamente. Digo que a qualidade do existe no YouTube é em sua maioria de nível superior àqueles montes de bobagens que normalmente circulam na internet.
São shows de artistas consagrados, conhecidos no Brasil ou desconhecidos aqui e reconhecidos no resto do planeta; são vídeos históricos e de muita história; biografias, fatos da atualidade e tudo que se pense existirem e mais um pouco.
De vez em quando me deparo com um artista que não conheço e de quem nunca ouvi falar e ele ou ela são personalidades consagradas em suas artes pelo resto do mundo. Este é o caso da violinista Lucia Micarelli. 
Ficaria "feliz" se soubesse que você, meu caro leitor, também não a conhecesse. Nesses casos sempre fico com a sensação de passar por um desinformado e se mais alguém também não a conhecer, bem... Pelo menos não estarei sozinho e terei contribuído para divulgação de um artista do maior nível entre os leitores do blog.
Brincadeira à parte adorei conhecer Lucia Micarelli e depois de vocês terem assistido o vídeo vão saber  por que.
Faço o destaque em nome do bom gosto que procuro manter nos posts da Oficina de Gerencia quando indico vídeos de artistas e shows. Aproveitem e se possível comentem a minha indicação.



Estão "faltando" homens no DF e "sobrando" em Santa Catarina. É o IBOPE quem diz.




.Pontos para sua reflexão: pesquisas do IBOPE sobre o Brasil .

Vi na Folha de São Paulo e copiei (via scanner) as imagens abaixo para o blog. 
São três espelhos de pesquisas sobre:
  • o uso da Internet pelos brasileiros, 
  • a questão do emprego e renda em nosso país 
  • e sobre o perfil dos brasileiros relativamente ao estado civil e a taxa de fecundidade.
Todas as três pesquisas são úteis para quem deseja manter-se bem informado sobre temas de caráter generalista a respeito do Brasil. Destaco principalmente as duas primeiras. 
Para nós que somos usuários da Internet é interessante saber que o numero de pessoas que acessaram a rede e o numero de domicílios com acesso à Internet tem crescido. Foram 31,9 milhões em 2008 e 67,9 milhões em 2009. Mais que o dobro.
Sobre os empregos e a renda é do nosso interesse, também, saber que há um aumento no numero de desocupados (desempregados) de 18,3% entre 2008 e 2009 embora a renda média do trabalho dos brasileiros tenha crescido para o patamar de R$ 1.111,00.
Por fim o quadro mais curioso que é o do perfil dos brasileiros em relação ao estado civil. Nem vou comentar. Vale a pena chegar no quadrinho e explorá-lo.
Enfim, minha sugestão para quem esteja interessado é que examine as ilustrações e se o interesse aumentar acesse o site do IBOPE  que vai encontrar outras pesquisas e muita coisa interessante para conhecer e se ilustrar.



http://www.ibope.com.br/imagens/logotipo_ibope.gif
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19 de set de 2010

Que tipo de problema é o seu?

Este é um famoso vídeo de ilustração sobre um dos maiores problemas do dia-a-dia corporativo. Refiro-me ao descompromisso, a auto-limitação, o medo do envolvimento. 
A animação é antiga - está na internet em vários sites de vídeo e ilustra à perfeição esta péssima característica do ser humano, no mundo moderno.  
Acho que a melhor lição que podemos tirar ao ver o vídeo é a reflexão - que deveria ser permanente e transformada em hábito cotidiano - sobre a covardia de atitude quando assumimos essa postura de que "o problema não é meu e por isso faço que não estou vendo"
O que posso dizer a respeito é que jamais conheci um líder - estou falando de liderança de verdade - cuja postura fosse, sequer, próxima dessa. Por isto recomendo que ao ver o vídeo - seja pela primeira vez ou por uma segunda - pense pelo outro lado da moeda.





Oficina de Gerencia continua firme no TopBlog

Sou totalmente favorável aos concursos de blogs como este promovido pelo TopBlog. Acho que estes eventos movimentam e animam a blogosfera o que é sempre positivo para nós blogueiros amadores e profissionais.
Quem estiver a fim de apoiar a Oficina de Gerencia no TopBlog está chegando a hora. Recebi por e-mail e retransmito abaixo o aviso deles sobre o andamento do concurso.
Desde já agradeço a todos os leitores e visitantes que puderem gastar um tempinho e dar uma força lá na "urna" de votação. É só clicar no selo que está posicionado na aba lateral para ser redirecionado ao site do TopBlog e seguir as instruções para votar.


TOP BLOG 2010 - Blogosfera Sustentável

Oficina, fique ligado! 
Dia 06 de outubro termina o primeiro turno com os Top100. Iniciamos o segundo turno com votação popular e acadêmica. Vamos lá, seu Blog pode estar entre os mais votados, siga o Topblog no Twetter e tenha todas as informações dos mais votados a partir de outubro.

 


VIsite o "The Art Browser", o maior catálogo on-line de artistas


Continuo assinante do Obvious e mantenho a tag dele aqui na Oficina de Gerência. É um dos mais fascinantes blogs (na verdade é uma bela revista) que conheço e certamente muitos outros milhares de blogueiros pensam da mesma forma (são cerca de 19 mil fãs no Facebook, mais 17.000 no Twiter e por ai vai...)
Trouxe mais um post daquela turma sensacional (cujos produtores não se deixam identificar). Pelo menos eu não consegui descobrir quase nada até agora e desisti de saber.
Desta vez o post é sobre arte. Maravilhosa arte dos grandes mestres clássicos e de todos os tempos. O Obvious nos aponta um outro site - que eu não conhecia - chamado "The Art Browser". Sugestivo nome pelo que traz.
Leiam a apresentação do próprio Obvious e depois vão curtir e apreciar as telas que estão apresentadas no post e os links que disponibilizei - retirados diretamente da homepage deles - e por favor parem e estudem as pinturas. São oportunidades únicas ter contato com as maiores obras primas do mundo.
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Clique e visite o mais completo blog da internet (minha opinião)
The Art Browser, o maior catálogo on-line de artistas

"Imagine um local onde pode procurar tudo o que se relacione com arte, de forma simples e prática. Onde se pode informar rapidamente acerca de qualquer movimento artístico, sem demorar mais do que 2 minutos. Onde além de texto, pode ver o espólio de cada artista, se tal puder ser encontrado na rede. É disso mesmo que se trata o The Art Browser: partindo do conceito da Wikipedia, é uma nova enciclopédia de arte que aglomera centenas de artistas. Fácil de usar e com um aspecto bastante limpo, alia as categorias da artcyclopedia.com e as imagens da art.com.
Os movimentos artísticos estão dispostos por século, onde os artistas são encaixados e, por isso, o grande ponto forte deste site é a sua alta organização: nunca nos perdemos no meio de tanta informação. Cada movimento tem uma breve explicação das suas características, tal como cada artista: mas, se quiser saber mais, existem links directos para a Wikipedia e outros sites. Depois, são também colocadas todas as imagens encontradas de cada artista e aí é uma verdadeira surpresa: só Picasso tem mais de 500 imagens de alta qualidade - desde as mais conhecidas às pequenas ilustrações e capas de revista; tudo pode ser encontrado. 
Ao todo, são centenas de artistas que podem ser escrutinados neste site. Há Matisse, Monet, Van Gogh, Dali, mas também muitos outros menos conhecidos: desde Andrea Pisano, Simone Martini e Pietro Cavallini a Jacob Lawrence, Romare Bearden e Ellis Wilson. Tudo o que se possa pensar entre o Pré-Renascimento e os dias de hoje está aqui, à distância de um clique."
The Art Browser - (clique sobre os links)

  1. Pablo Picasso
  2. Vincent Van Gogh
  3. Claude Monet
  4. Leonardo Da Vinci
  5. Salvador Dali
  6. Henri Matisse
  7. Andy Warhol
  8. Georgia O'Keeffe
  9. Wassily Kandinsky
  10. Peter Paul Rubens
  11. Rembrandt
  12. Michelangelo
  13. Edouard Manet
  14. Paul Cezanne
  15. Joan Miro
  16. Titian
  17. Renoir
  18. Marc Chagall
  19. Gustav Klimt
  20. Raphael
  21. Paul Gauguin
  22. Goya
  23. Paul Klee
  24. Edgar Degas
  25. Diego Rivera
  26. Frida Kahlo
  27. Albrecht Durer
  28. Pieter Bruegel
  29. Frida Kahlo
  30. J.M.W. Turner

18 de set de 2010

"Tea Party" é o movimento ultra-conservador que pressiona a politica nos EUA.

Há tempos que venho lendo e procurando entender o ultra-conservador movimento político norteamericano chamado "Tea Party" surgido pouco depois da eleição de Barack Obama para presidente. 
Começou como se fosse um "chororô" de republicanos derrotados, mas cresceu além de todas as expectativas e controles das lideranças moderadas do Partido Republicano. Hoje, o "Tea Party "é uma facção poderosa encravada no seio dos republicanos que não sabem muito bem o que fazer com ele.
http://img0.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/noticias/images/b4/b466f96e047f16f9f1581bd564fddac9&w=385&sx=27&sy=161&sw=2312&sh=1621&q=75
Sarah Palin,durante o seu discurso no Iowa
Suas lideranças são radicais e com discursos que valorizam sobremaneira o nacionalismo arraigado e o patriotismo heróico dos fundadores da nação (dai a denominação de "Tea Party"). Estão crescendo a taxas geométricas e empolgando o eleitorado conservador que não aceita as políticas de Obama voltadas para uma vertente mais social. É o velho "americanismo" ressuscitado e reagindo às mudanças que não consegue entender.
Coloco esse assunto no blog como registro de conhecimento geral. Movimentos como este, em outras ocasiões na historia universal, levaram o planeta a grandes convulsões. Todos começaram exatamente da mesma forma que este nos EUA. 
Para ilustrar a questão é só acompanhar a liderança que Sarah Palin está construindo na formação e liderança da ala mais à direita dos republicanos.
Por enquanto os democratas de Obama estão desdenhando o "Tea Party" e considerando-o um problema dos republicanos, mas os extremistas republicanos conseguiram levar 100.000 pessoas para participar de uma marcha em Washington no ultimo dia 12 no que foi considerada a maior demonstração de protesto contra Obama até agora.
Leiam abaixo um extrato do texto que retirei da revista Time dessa semana.

http://veja.abril.com.br/assets/pictures/17812/Christine-O-Donnell-discursa-apos-vencer-Mike-Castle-nas-primarias-por-53-1-a-46-9--size-598.jpg?1284549717"Quando as pessoas temem o governo, há tirania."
"Quando o governo teme o povo, aí há liberdade." 
Quem está dizendo isso em seus discursos é Christine O'Donnel a mais nova candidata do Partido Republicano para o Senado dos E.U.A. pelo Estado de Dellaware (clique aqui)
Suas palavras vêm direto do movimento político que a elevou a vitória, e chocou o mundo político - a coleção difusa de fúrias e frustrações que se chama "Tea Party".  
Em um momento de insegurança econômica histórica, o movimento Party Tea roubou os corações dos conservadores. Ele agora tem a chance de enviar até sete senadores ao congresso norteamericano nas proximas eleições com os seus sonhos de um governo radicalmente menor, sem restrições dos mercados financeiros e redução dos direitos federais.
"O Partido Republicano está muito preocupado. É muito difícil lidar com o movimento Tea Party", explica James Thurber, diretor do Centro Americano da Universidade de Estudos Presidenciais e do Congresso. "É como a luta de guerrilha com eles." 

Abaixo um vídeo da Time (em inglês) que mostra a presença do Tea Party na costa leste dos EUA.


“Tea Party”, o novo protagonista político americano


 
Foto de Manuela Franceschini
12 de setembro de 2009, marcha do Tea Party
Em 12 de setembro de 2009, o Tea Party mobilizou 100.000 pessoas em uma marcha em Washington, no que foi considerado o maior protesto contra Obama até agora (Nicholas Kamm/AFP)

Com apenas um ano de vida, o Tea Party, ala ultraconservadora da direita americana, aproveitou um momento em baixa do presidente Barack Obama para alcançar uma parte da população que só precisava de um empurrão para se rebelar e ganhou nas primárias. Com isso, subiu no salto alto. 
A vitoriosa Christine O'Donnell, que nesta quarta-feira desbancou colegas partidários experientes, como Mike Castle, deu o recado em nome dos radicais em seu discurso de vitória: “Aceito, mas não preciso”. Ela se referia a ter o apoio dos grandes nomes republicanos. O recado foi forte, mas revela a relevância desse gurpo no cenário político atual do país. Afinal, de onde vêm, quem são e para onde vão esses conservadores?
O movimento Tea Party foi criado em fevereiro do ano passado. Com ajuda das redes sociais, teve um resultado quase imediato – alcançou pessoas simples, que não entendem muito de política, mas não se sentem representadas pelo governo, não gostam de como as coisas estão se saindo e só precisavam ser encorajadas. 
O chamado decisivo veio em fevereiro de 2009, quando o apresentador de televisão Rick Santelli, da rede CNBC, falou exatamente o que esse público queria ouvir. Durante seu programa, Santelli disse: "Esta é a América! Quantos de vocês estão dispostos a pagar a hipoteca do vizinho que tem um banheiro extra e agora não pode pagar as contas?". Ele sugeriu, então, que fizessem um “Chicago Tea Party”. A ideia unia a cidade onde Obama morava e o episódio da história americana, conhecido como Tea Party, que batizou movimento.
O discurso inflamado do apresentador virou hit no Youtube, chegou ao Twitter, ao Facebook, à ala radical do partido Republicano e o movimento nasceu. Em algumas semanas, protestos intitulados Tea Party surgiram pelo país. Em 15 de abril de 2009, os militantes fizeram manifestações em 750 cidades aproveitando o Tax Day, Dia do Imposto - último dia em que os contribuintes podem declarar seus bens para o cálculo do Imposto de Renda. Na ocasião, em frente à Casa Branca, manifestantes jogaram caixas de chá pelo portão.
Em 12 de setembro, uma multidão de 100.000 pessoas foi mobilizada em uma marcha em Washington, considerada o maior protesto contra Obama até agora. “O Tea Party não representa a opinião do partido, nem da opinião pública, que é muito mais ampla do que isso”, disse ao site de VEJA o cientista político da Universidade de Columbia, Robert Erikson. “Geralmente, fenômenos como esse acontecem em uma situação de fraqueza do opositor, como é o caso de Obama agora. Mas esses movimentos não duram muito, são abafados no partido e não passam das primárias. Eles não representam o que pensa a sociedade americana.”

Blogs que me encantam!


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