Copiado do Twitter de Ricardo Noblat (veja.abril.com.br/blog/noblat/)

26 de dez. de 2012

Existir ou Existirem? Eis a questão!

Lá vamos nós mais uma vez. Aqui estão novas dicas de nossa línguagem escrita. Dessa vez me deparei com o verbo existir no sentido de haver.
Em alguma frase fiquei na dúvida se escrevia "existir" ou "existirem" com o sujeito no plural. Fui pesquisar e achei o que buscava em dois sites: no UOL Educação / Dicas de Português (um post de 2007) e outro verbete no site "Português de Verdade". 
O que aprendi é que o verbo existir nessa condição (sentido de haver) combina com o sujeito, Na prática é assim: se a relação estiver no plural é "existirem" e no singular é "existir". Pelo menos foi isso que eu entendi. 
Por favor, leiam os dois textos e confiram.


Dicas de Português
Por Paulo Ramos
Apesar de existirem discos (ou existir discos?) Reportagem sobre discos rígidos de computadores:
- Apesar de existir discos com maior capacidade, o tamanho é ideal para a maioria dos usuários
Há na língua portuguesa verbos pessoais e impessoais. Os primeiros apresentam um sujeito, que concorda com o verbo. Alguns casos: os criminosos matam; os deputados votam; a sociedade se revolta. Como se vê, há sempre um sujeito.
Ocorre o contrário com os impessoais. Não há sujeito. Os verbos, por isso, ficam sempre no singular (à exceção de "ser", que concorda com o número ao qual se liga).
Essa distinção ajuda a explicar a frase que abre a coluna. "Haver", no sentido de existir, é verbo impessoal e fica no singular. Se fosse usado, o trecho ficaria assim:
- Apesar de haver discos com maior capacidade, o tamanho é ideal para a maioria dos usuários
"Existir", por outro lado, é verbo pessoal e concorda com o sujeito. Existe um disco, existem dois discos:
- Apesar de existirem discos com maior capacidade, o tamanho é ideal para a maioria dos usuários


 
 

Verbo haver no sentido de existir.

1 - Não mudaremos o país se não houver transformações profundas na Educação Básica.
Este haver está no sentido de existir, "se não existirem transformações..."
Poderíamos ficar tentados a flexionar o verbo haver de acordo com transformações, o que seria um erro, pois este é seu objeto direto, e não seu sujeito. Lembrando que sujeito é o elemento que se subordina (se sujeita, daí o nome) ao fato verbal, dando-lhe as flexões de número e de pessoa.
Então se não há sujeito na oração, não há que se falar em flexionar o verbo haver.
Não sei se perceberam, mas quando substituí o verbo haver pelo existir, eu o flexionei de acordo com transformações. Alguém sabe o porquê?
O verbo existir é um verbo intransitivo, ou seja, são verbos que possuem sentido completo, não necessitando de um objeto para complementar seu sentido. A simples oração "Existo." já passa uma informação completa.
Na frase "Não mudaremos o país se não existirem transformações profundas na Educação Básica.", transformações profundas não mais é objeto direto, agora passou a ser sujeito posposto ao verbo, devendo este (verbo) com aquele (sujeito) concordar. As transformações profundas estão sofrendo a ação de existir. E no haver? Neste transformações profundas é seu objeto direto, seu complemento verbal, necessário ao entendimento da mensagem passada pelo verbo haver, que sozinho não passa mensagem alguma.


2013 já chegou! Você já sabe o que fará com ele?


Q
ue beleza! Ano novo já chegou e todo mundo está passando a limpo o ano velho. Adeus 2012. Bom para uns, ruim para outros e mais ou menos para alguns. De qualquer sorte o ano novo sempre é uma grande janela aberta para novas esperanças. É a hora de jogar fora as “ziguiziras”, fazer promessas, planos e renovar energias. É o momento de fazer as novas listas de projetos. Hora de revisar os objetivos alcançados em 2012 e também aqueles que conseguimos atingir. Passar a régua no que ficou para trás e sonhar, planejar, imaginar como será o próximo ano, 2013.  Essa é a magia de todos os anos novos.

T
odavia temos um problema! Quantos sabem fazer o planejamento eficaz do que deseja para cumprir as metas sem medo de ser feliz? Uma prova dessa “incompetência” é que muitos de nós chegamos ao final de ano – como agora, por exemplo - e ao conferirmos nossas listas lá estão eles piscando em vermelho... Os itens dos desejos não cumpridos, dos objetivos não atingidos e dos sonhos não concretizados. Por que será?

É
 o carro que não foi comprado,  os quilos que não emagrecemos, a mudança de emprego que não conseguimos, a viagem que não aconteceu e mais um monte de tópicos que não são mais do que um elenco de pequenas e grandes frustrações de expectativas e desapontamentos. Ah! Mas ai está mais um Ano Novo! E de novo lá vamos fazer nossa "lista de desejos"...

O
 texto abaixo, que copiei do jornal “O Globo”, desde o ano passado foi escrito pela jornalista Isabel Kopschitz e trata exatamente disso. Ensinar como fazer as coisas darem certo para que as metas e escopos projetados transformem-se em realidade.

A
s bases de seu artigo foram entrevistas e conversas com  diversos "coachs" profissionais. Eles são treinados para "encorajar e motivar seus clientes, transmitindo capacidades e técnicas comportamentais, psicológicas e emocionais, fazendo com que aprimorem suas aptidões pessoais e profissionais para obter êxitos nos objetivos previamente estabelecidos".

A
daptando conceitos de coaching e suas ferramentas às expectativas mais comuns dos profissionais a jornalista conseguiu passar uma boa tela onde podem ser vistas as dicas para que cada um faça sua lista de metas profissionais para qualquer ano, inclusive 2013. Vale a leitura. 


 http://www.fantasygif.it/Web%20Design/Linee_divisorie/set55barra.gif


 Especialistas explicam como planejar e cumprir metas profissionais, sem cair nos erros mais comuns

Lista de metas para 2013*
*O título da matéria original refere-se ao ano de 2012, mas eu o adaptei porque como disse antes ela serve para qualquer ano. Preferi fazer a alteração a título de atualização, mas preservei a integridade do texto (leia o original no final do post)

O Globo
Clique e acesse o site
Por Isabel Kopschitz

Publicado:
Muita gente se programa, todo fim de ano, traçando novas metas e objetivos para os 12 meses seguintes. Mas a maioria acaba estabelecendo metas inviáveis para a carreira que, naturalmente, acabam não sendo cumpridas. Para consultores de RH, esse período de festas é ideal para elaborar uma lista de objetivos profissionais para 2012. O primeiro passo, dizem, é planejar. Mas existem vários aspectos aos quais se deve prestar atenção, para que tudo o que foi idealizado não caia no esquecimento.
Segundo Ylana Miller, diretora executiva da Yluminarh Desenvolvimento Profissional, no Rio, os planos para 2012 precisam estar inseridos num projeto maior de carreira:
  •  As decisões táticas de curto e médio prazos devem estar alinhadas às de longo prazo. São essas estratégias que vão te ajudar a trilhar o caminho para o objetivo principal a ser atingido, lá na frente.
http://2.bp.blogspot.com/_EGmuJFgRDPU/SxVZxhgcaBI/AAAAAAAAAYk/4A9-GdyStR8/s1600/alvo.bmpSe a idéia é mudar de emprego, por exemplo, um passo importante é prestar atenção ao envio de currículos para bancos de dados. Ylana alerta que é importante cadastrar o documento apenas em sites de consultorias ou empresas que trabalhem com ética e profissionalismo, para garantir que as informações sobre a vida profissional sejam tratadas com o devido sigilo. Outra questão importante é manter ativas as redes de contatos profissionais, para criar oportunidades de carreira.
  • Para ser lembrado, é importante disseminar sua identidade - diz Ylana. - O final do ano é um bom período para retomar relações que estão defasadas, como ocorre às vezes com antigos colegas, clientes e outros profissionais. Essa época é propícia para expandir os relacionamentos .
Segundo pesquisa realizada pela coach Waleska Farias, cerca de 70% das pessoas que fazem a listinha esquecem suas metas já no primeiro semestre do ano. Para ela, a maioria dos que não têm sucesso no cumprimento das metas comete quatro erros
  1. O primeiro é ter um objetivo sem legitimidade; 
  2. O segundo, ter metas que não são viáveis; 
  3. O terceiro, é a falta de motivação; 
  4. E o quarto, é a perda da crença em si mesmo.
 Ela alerta que o brasileiro não tem hábito de planejar para longo prazo - o que considera um traço cultural.
  • Uma das maiores ‘pedras’ na qual os profissionais tropeçam é a legitimidade dos objetivos. Você só consegue se manter de pé numa carreira quando os objetivos realmente são seus, e não formas de agradar aos outros.
Explica Waleska, -Tive uma cliente que tinha pânico de avião, e precisava viajar no mínimo três vezes por semana. Mas não procurava outro emprego porque seu marido achava o máximo ter uma mulher executiva, que precisava viajar o tempo todo. Ela só se sabotava dentro da empresa, porque na verdade não queria mais estar ali.

Motivação e crença em si mesmo estão interligadas, afirma a coach. A falta de “automotivação”, explica Waleska, acaba fazendo com que muita gente culpe o chefe, o RH da empresa ou qualquer outro agente externo pelo fato de não ter conseguido o que deseja.
"Quando o profissional começa a ‘terceirizar’ suas obrigações, fica ainda mais difícil de chegar aonde quer. O negócio é assumir as responsabilidades pelo que pode fazer para evoluir, e seguir em frente - aconselha. - Mas também não adianta determinar objetivos muito altos e depois ficar desmotivado."
Quem segue nesta linha, diz, acaba perdendo a crença em si mesmo, e fica imobilizado, o que é fatal para que o profissional não consiga avançar na carreira.
É como Shakespeare já disse: as pessoas são o que acreditam ser. Se o próprio profissional não acha que é capaz, ninguém vai conseguir convencê-lo do contrário - ressalta.
Segundo o coach Sandro Pereira, especialista em treinamentos corporativos, ter as metas escritas, em local visível, e lê-las em voz alta com regularidade ajuda a fixar as resoluções na mente e a se motivar para alcançá-las. Pereira explica também que é normal aparecer aquele desânimo nas primeiras semanas, principalmente se a realização do seu sonho for de médio a longo prazos. Nesses casos, ele aconselha que as pessoas tenham paciência consigo mesmas, mas que não desistam:
  • Não se castigue por ter preguiça de continuar investindo sua energia nas metas. Mas nunca deixe que esse sentimento o faça regredir. O êxito nunca virá se não houver total comprometimento.

 Detalhe: As imagens que estão colocadas na matéria não fazem parte do texto original. Foram colocada pelo autor do blog a titulo de ilustração.


23 de dez. de 2012

Mensagem Maçônica de Boas Festas




 Dedico esta linda mensagem em "idioma maçom" - recebida de um irmão - a todos os amigos e amigas - maçons e não maçons - que repartem comigo e entre si o universo em que vivemos.
O Natal e o Ano Novo se aproximam!
Roguemos ao Grande Arquiteto do Universo, para que  possamos :
. Medir nossos projetos com a exatidão da régua de 24 polegadas ;
. Remover de nossos sonhos os empecilhos, com a ajuda da alavanca;
. Aplainar nossos caminhos com a horizontalidade do nível;
. Vencer nossos problemas com a potência do maço e o corte do cinzel;
. Festejar nossos feitos com os olhos voltados para o Alto, tal qual a verticalidade do prumo;
. Emitir nossos livres pensamentos nas linhas retas do esquadro e nos círculos do compasso;
. Detectar as nossas imperfeições com o malho e o cinzel  na Pedra Bruta;
. Buscar o progresso espiritual rumo à Pedra Polida;
. Afastar nosso desânimo com o conforto encontrado nas páginas  do Livro da Lei; 
. Ter a prosperidade em nosso Lar, tal qual a profusão dos grãos das romãs;
. Contar com o mais belo brilho do Sol em cada amanhecer que aponta no Oriente;
. Lembrar-nos de render graças ao Grande Arquiteto do Universo por tudo que Ele nos reserva no espetáculo de nossas Vidas, no tempo exaurido pela Ampulheta.
E na noite de Natal, ao lado dos nossos familiares, irmãos maçônicos e amigos, possamos elevar nossos pensamentos  por 3 x 3 vezes em favor da Humanidade !

    

Contra-gosto ou contragosto? Tire a dúvida.


P
ara quem gosta de escrever o ato de pesquisar palavras e expressões nos dicionários é comum e habitual. No meu caso estou sempre às voltas com acentos agudos ou circunflexos, hifens e outras dezenas de regras de como se deve escrever.
A aplicação do novo acordo ortográfico de 2009 que entraria em vigo agora no final do ano vai ser adiada para 2016. Os países de língua portuguesa ligados a Portugal ainda resistem muito à utilização do novo acordo. Protestos de intelectuais d'além-mar aparecem a toda hora reclamando que o acordo foi bom só para o Brasil. Será?
Bem, não é a finalidade desse post discutir o acordo ortográfico, mas informar novas dicas para aplicação do próprio. O critério de motivação que utilizo para transcrever as orientações que descubro na internet está ligado diretamente à minha necessidade de conhecer como se escreve o que estou pesquisando. Assim sendo todas as vezes que tenho dúvidas quanto à utilização de um acento ou hífen em uma expressão vou pesquisar e se for interessante coloco-a no blog.
É o caso desse post. Como se deve escrever a expressão "a contragosto"? Devo usar o hífen (contra-gosto) ou não? Tive essa dúvida e aprendi com o texto que estou disponibilizando para vocês a partir do site "Dúvidas de Português" (é só clicar no logotipo para acessá-lo. Leiam e vem porque a palavra certa é sem o hífen. Bom proveito

  •  

 Contragosto ou contra-gosto

Clique no logotipo
A forma correta de escrita da palavra é contragosto. A palavra contra-gosto está errada. Devemos utilizar o substantivo masculino contragosto sempre que nos quisermos referir a alguma coisa feita sem vontade, de modo contrariado.

Contragosto é uma palavra formada a partir de derivação prefixal, ou seja, é acrescentado um prefixo a uma palavra já existente, alterando o sentido da mesma. As palavras que utilizamos atualmente na língua portuguesa têm prefixos de origem grega ou latina. No caso em questão, o prefixo contra- é de origem latina e significa uma negação.

A palavra contragosto é utilizada na locução adverbial a contragosto. Chamamos de locução adverbial duas ou mais palavras que juntas atuam como um advérbio, alterando o sentido do verbo. Neste caso a locução é composta pela preposição a e o substantivo comum masculino contragosto.

Exemplos:
Ele arrumou o quarto a contragosto.
Foi a contragosto que ela pagou aquela multa.

Segundo o Novo Acordo Ortográfico, que entrou em vigor em janeiro de 2009, se utiliza o hífen quando o prefixo termina com a mesma letra que começa a segunda palavra ou quando a segunda palavra começa com h.
Exemplos: contra-ataque, contra-atacante, contra-habitual,…

Em todas as outras situações, o prefixo é escrito junto à palavra já existente.
Exemplos: contragosto, contraproposta, contragolpe, contrabaixo, contrassenso.
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22 de dez. de 2012

Você é uma pessoa de atitude? Leia e descubra.


H
ouve tempos (bons tempos...) na minha vida em que estive muito ligado aos esportes amadores. Basquetebol principalmente. Nessa convivência com jovens atletas - fui árbitro, dirigente e pai de atleta - aprendi de forma prática a diferença fundamental entre o que seja compreendido como atitude e o que é percebido como comportamento comum. 

Mesmo com o volume de estudos e pesquisas existente ainda assim atitude é um conceito subjetivo, imaterial e intangível; mas é perceptível. Exatamente por conta dessa percepção as corporações estão investindo cada  vez mais para encontrar e valorizar entre os seus quadros de colaboradores aqueles empregados nos quais sejam inferidos e captados os sinais de que são "portadores de atitude". É isso mesmo! Eles estão sendo  "caçados" pelos departamentos de RH
A propósito leiam com atenção o que dizem - no  artigo do  Canal RH abaixo – três gerentes de recursos humanos de grandes corporações:
  • [...] "Um profissional com atitude não espera receber ordens para agir. “Ele traz consigo o sentimento de dono do negócio”, afirma Carina Budin, sócia-gerente da filial de Campinas (SP) da Asap, consultoria de recrutamento e seleção de executivos. Quem tem atitude se destaca por se envolver na tomada de decisão da empresa, indo além da sua função. “Esse tipo de perfil é fundamental para o desenvolvimento da companhia, desde que, também, respeite os limites, não passando por cima de superiores e deixando claros os objetivos de suas ações”, afirma." [...]
  • [...] "Disputado pelo mercado, o profissional com atitude também é valorizado pela dedicação à empresa, como comenta Carolina Côrrea, gerente de Mercado da consultoria LAB SSJ. E, para ela, ter atitude no ambiente de trabalho está relacionado à maturidade, o que, por sua vez, não tem obrigatoriamente ligação com idade. “No ambiente corporativo, temos hoje técnicas eficientes de aceleração da maturidade que podem promover uma mudança de comportamento e de atitude”, ressalta. A especialista garante, portanto, que é possível, sim, ensinar alguém a ter atitude. “Cabe ao RH adotar ações para isso”, diz. [...]
  • [...] "As empresas têm optado por monitorar os talentos e verificar os seus eventuais potenciais. A Souza Cruz faz um mapeamento das competências dos mais de 1.100 funcionários e a atitude é considerada como fator positivo em eventuais promoções. “Um profissional com esse perfil consegue identificar vantagens competitivas dentro de sua área e é o que esperamos de todos na empresa”, afirma Renata Faria, gerente corporativa de Recursos Humanos. Para verificar se o colaborador tem ou não atitude, a empresa realiza duas ações. Uma vez por ano é feito um processo de avaliação de competências - os gestores sentam com os subordinados e os avaliam, indicando onde e como melhorar. [...]
Tudo isso é verdade. Quem está ligado sabe... nada melhor  e mais valioso do que se trabalhar com pessoas que operam em frequências cujas condutas transpiram  ação, desejo, determinação, disposição e posicionamento. Tudo isso e mais faz parte de um personagem com atitude.
Vamos voltar um pouquinho aos esportes? Digo que lá  é mais fácil perceber essas pessoas (atletas) apontadas como “de atitude”. Nos treinos são eles que estão sempre com a mesma aplicação dos jogos e nos jogos são os mais dedicados, aqueles que "chamam" a responsabilidade da liderança para si (do tipo que bate o pênalti para decidir uma partida...) ou que se arriscam mais em jogadas difíceis (uma bola de três pontos no final do jogo decisivo...) ou a cortada vencedora na decisão de uma partida de voleibol. São eles, os de atitude, quem incendeiam os demais companheiros de time e provocam as grandes emoções nas torcidas.
No mundo corporativo não é tão fácil assim saber quem são estes personagens. É preciso um pouco mais de convivência, mas certamente eles estão lá no meio do grupo. São os que não fogem do serviço por maior e mais complicado que seja; assumem as missões de responsabilidade que ninguém quer com medo de fracassar ou estão sempre a postos para defender a bandeira da corporação, do grupo ou sacrificar fins de semana e feriados para completar as missões e entregar os resultados nos prazos comprometidos.
Com certeza qualquer um de nós que já temos algumas "horas de voo" nos céus dos mundos corporativos conhecemos muitos desses indivíduos. Não são, normalmente, pessoas fáceis de administrar e conhecem o seu valor na corporação, mas valem o investimento feito para descobri-los, dar-lhes as oportunidades e confiar neles.
Nas empresas eles são algumas vezes celebridades ou protagonistas, outras vezes apenas auxiliares secundários e em outras mais, apenas figurantes. Não importa. Ter atitude não depende de outros fatores que não sejam aqueles inerentes à própria pessoa humana.
Um time composto de indivíduos assim terá sempre a marca do sucesso, da inovação e do êxito. Um time vencedor. Querem um bom exemplo? O time do Corinthians agora em Yokohama quando conquistou o título de Campeão Mundial de Clubes de Futebol.
Comportar-se com atitude, foco e intensidade de entrega foi o fator decisivo para que o clube de São Paulo e do Brasil conseguisse superar seu oponente, o Chelsea da Inglaterra, que ao contrário dele foi um grupo sem atitude vencedora apesar de ser considerado tecnicamente superior ao Corinthians.
É isso ai! Atitude vence jogos e alavanca carreiras; aumenta vendas e eleva o faturamento. Promove o crescimento das empresas. Nas instituições de governo são eles, os funcionários de atitude que cumprem as metas, executam as obras e orçamentos e mantem vivo o espírito de corpo que valoriza a Administração Pública.
O artigo abaixo que ilustra meu comentário versa sobre esse tema tão apaixonante para quem estuda e curte conversar sobre assuntos corporativos. Recomendo sua leitura. E por favor, lembrem-se, cultivem o comportamento de ter e assumir atitude. Não é dom e nem é característica de nascença. Pode ser aprendido e desenvolvido, como irão ler abaixo.

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Atitude: qualidade que faz a diferença

por Fabiano Lopes

Juliana Justi-Talent Manager da BASF
Tão apreciado na terra da rainha, o “CHA” para o setor de RH tem significado que em nada se relaciona com a famosa bebida inglesa. O anagrama se refere a Conhecimento, Habilidade e Atitude. Três características, que, se bem desenvolvidas, transformam o profissional detentor delas em funcionário dos sonhos de dez a cada dez empresas. Das qualidades do CHA, a atitude é a única que está ligada intrinsecamente à personalidade do profissional e, segundo especialistas, a mais difícil de ser “ensinada” e a de maior complexidade de ser definida.

Um profissional com atitude não espera receber ordens para agir. “Ele traz consigo o sentimento de dono do negócio”, afirma Carina Budin, sócia-gerente da filial de Campinas (SP) da Asap, consultoria de recrutamento e seleção de executivos. Quem tem atitude se destaca por se envolver na tomada de decisão da empresa, indo além da sua função. “Esse tipo de perfil é fundamental para o desenvolvimento da companhia, desde que, também, respeite os limites, não passando por cima de superiores e deixando claros os objetivos de suas ações”, afirma.

Disputado pelo mercado, o profissional com atitude também é valorizado pela dedicação à empresa, como comenta Carolina Côrrea, gerente de Mercado da consultoria LAB SSJ. E, para ela, ter atitude no ambiente de trabalho está relacionado à maturidade, o que, por sua vez, não tem obrigatoriamente ligação com idade. “No ambiente corporativo, temos hoje técnicas eficientes de aceleração da maturidade que podem promover uma mudança de comportamento e de atitude”, ressalta. A especialista garante, portanto, que é possível, sim, ensinar alguém a ter atitude. “Cabe ao RH adotar ações para isso”, diz.

As empresas têm optado por monitorar os talentos e verificar os seus eventuais potenciais. A Souza Cruz faz um mapeamento das competências dos mais de 1.100 funcionários e a atitude é considerada como fator positivo em eventuais promoções. “Um profissional com esse perfil consegue identificar vantagens competitivas dentro de sua área e é o que esperamos de todos na empresa”, afirma Renata Faria, gerente corporativa de Recursos Humanos. Para verificar se o colaborador tem ou não atitude, a empresa realiza duas ações. Uma vez por ano é feito um processo de avaliação de competências - os gestores sentam com os subordinados e os avaliam, indicando onde e como melhorar. Outra forma utilizada é por meio dos resultados. “O quanto o funcionário produz está relacionado à sua performance e, assim, com sua atitude”, salienta Renata.

A gerente explica também que a Souza Cruz possui programas específicos para incentivar o desenvolvimento da iniciativa de seus funcionários. Um deles valoriza ações em prol da inovação, atingindo todos os níveis hierárquicos. Quando alguém indica mudança de processo que gera benefícios para a fábrica recebe uma compensação financeira e é dada visibilidade à ação do funcionário. “Fazemos uma celebração em que destacamos a capacidade do profissional e os ganhos da iniciativa”, conta Renata. Essa publicidade da ação cria um efeito em cascata. “É uma forma de inspirar outros funcionários a agir também.”

Na Acrilex, a atitude dos funcionários é avaliada no dia a dia. “A competência pode ser observada na capacidade de realização e nos resultados que o colaborador entrega”, diz Evandro Rogério Rosa, gerente de RH da empresa. Segundo ele, a Acrilex possui um clima organizacional aberto, em que a comunicação flui sem impedimentos, com feedbacks diários e constantes, permitindo o desenvolvimento da atitude de todos. “Eles se sentem seguros para opinar, o que acarreta um aumento de ideias que melhoram o negócio”, afirma.

A prática constante de feedback para estimular o desenvolvimento da atitude dos funcionários também é utilizada na Basf. Para isso, a companhia conta com o programa “Diálogo com o Colaborador”, que formaliza o feedback entre líderes e subordinados. “Além disso, temos um programa de desenvolvimento para ampliar a transparência na organização, para que todos possam conhecer as oportunidades de desenvolvimento disponíveis”, afirma Juliana Justi, Talent Manager da Basf. Na companhia, os colaboradores são estimulados a assumir a responsabilidade pelo sucesso da companhia. “Em um mercado tão competitivo como o atual, precisamos de pessoas que apresentem ideias e as façam acontecer”, afirma.

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