30 de ago de 2007

Mau exemplo de corporativismo.

Não posso deixar passar em branco este exemplo (acesse o link abaixo) para demonstrar de forma flagrante a força do corporativismo negativo dentro de uma organização.
Os membros do Colégio de Procuradores do Ministério Público de São Paulo declararam que o promotor que matou a tiros o jovem Diego Mendes de 20 anos poderia continuar como guardião da lei (como os próprios promotores se auto-intitulam).
Tendo uma ficha corrida que já o colocava sob suspeita para exercer a tão nobre função, o promotor Thales Ferri Schoedl foi mantido no quadro do MP de São Paulo e poderá continuar operando em nome da Lei e da Ordem. Há explicação lógica? Respondo: há sim. Não é lógica, mas explica. A justificativa dos procuradores tem um único nome: corporativismo.
Este tema está na minha pauta de assuntos futuros, todavia não poderia deixar de registrar o fato para que os visitantes do blog possam refletir sobre tema tão controverso. Imaginem o malefício que a decisão causará na imagem pública do MP de São Paulo. Assim mesmo os membros do colegiado não tiveram a coragem de decidir como deveriam. O próprio placar já diz tudo: 16 a favor do mau corporativismo e 15 a favor da instituição. Uma derrota para a boa gerência.

16 de ago de 2007

Bernardinho versus Ricardinho: de que lado você está?

No universo das corporações, casos como este não são raros. Ricardinho foi "demitido", sumariamente, da seleção brasileira de voleibol pelo seu técnico Bernardinho. Até ai nada demais não fosse Ricardinho o melhor jogador do mundo e o capitão da equipe treinada pelo Bernardinho.
Reduzindo o episódio ao mundo real seria algo como você, diretor, gerente, chefe ou líder, demitir o seu melhor funcionário. Você, presidente da sua empresa, demitiria o diretor que lhe dá maiores e melhores resultados? O que leva uma liderança como a do Bernardinho abrir mão da sua estrela mais destacada? Você faria o mesmo?
Feito como foi noticiado, o corte, certamente já estava planejado há muito tempo pelo Bernardinho e sua comissão técnica. Deve ter conversado muito para conseguir apoio com alguns líderes da equipe. Poucos, os mais maduros, como se viu pelas declarações (ou falta delas). Esperou terminar a Liga Mundial, conquistada brilhantemente pelo time e com Ricardinho se destacando, como sempre, sendo considerado o melhor jogador do mundo.
Escolheu o momento da apresentação do time para os Jogos Pan-americanos e foi criada uma situação, planejada ou não, de constrangimento e humilhação para a grande estrela. Exemplo duro para os demais. Por quê? Vamos analisar.
Primeiramente o Bernardinho. É o líder mais bem sucedido na sua área de atuação há muitos anos. Dispensa apresentação. Do outro lado Ricardinho. Atleta brilhante, considerado um fora de série na sua especialidade. Líder entre os seus iguais e capitão da equipe. Porque se desentenderam? Questões de premiações, reclamações de alojamentos ou coisas semelhantes não quebrariam um contrato psicológico tão lucrativo para ambas as partes. Vamos continuar especulando...
O tipo de liderança que o Bernardinho exerce mantém seus comandados no limite da competência. É um comando à “manu militari”. Os resultados comprovam que seu sistema é vencedor. Para isto ele tem de contar com atletas extremamente disciplinados, obedientes e sem questionamentos à sua liderança. Vive em estado de guerra permanente e exige isso dos seus... "ninjas" (???). Ele conseguiu tornar real o sonho almejado por qualquer líder ou gerente: fez de um grupo, uma equipe.
Por outro lado, Ricardinho, reserva na origem da formação do grupo e levado ao time titular por Bernardinho (apesar do seu talento a decisão de guindá-lo ao grupo titular foi do técnico e isso conta). À medida que o atleta amadurecia tecnicamente o que era um componente da equipe foi saindo da órbita do líder e tornou-se um incômodo para o equilíbrio mantido com severa autoridade. Por excesso de autoconfiança, Ricardinho acreditou demasiadamente na sua qualidade e foi contaminado pelo vírus da arrogância e da vaidade pessoal (conclusão minha, por análise de notícias e declarações) que se instalou no seu comportamento.
Simples assim. Foi isto que determinou a separação. Um comandante com o estilo de Bernardinho não admite (e nem poderia...) questionamentos fora da faixa autorizada. Ricardinho acreditou que era maior que seu técnico e que estava acima dos companheiros. Considerou-se indispensável. Começou a questioná-lo em público ou pelos “corredores”, aparentemente (e ai está um enorme erro de avaliação do subordinado) sob os auspícios e incentivos dos seus companheiros. O atleta, subordinado, acreditou nessa fantasia e passou da linha de fronteira.
A arrogância corporativa não conhece limites e é sempre retro-alimentada. Ela cega as mentes mais inteligentes e não permite que as circunstâncias sejam avaliadas corretamente. É uma espiral crescente de energia negativa. Uma marcha da insensatez. O Ricardinho exagerou na dose em algum momento e o seu comandante tomou a decisão de demitir sua maior estrela . Ricardinho deu a chance ao faltar no dia certo da convocação do pan e sequer ter conversado com o técnico (olha a arrogância ai...). Foi a gota d’água e o técnico bateu o martelo. Aproveitou para passar uma mensagem aos seus atletas. A velha mensagem do ninguém é insubstituível e quem manda aqui sou eu. Ponto.
Terá sido uma decisão dificílima e de alto risco. Agravada ainda porque um dos substitutos é o seu próprio filho. Mas, fiel ao seu estilo, decidiu pelo que achou melhor para a manutenção dos resultados positivos. E já conseguiu ganhar a primeira com a medalha pan-americana.
A recente entrevista do Ricardinho só comprova que ele está realmente “contaminado” e não aprendeu nada com o episódio. A atitude só reforçou a decisão do Bernardinho e tanto é assim que os ex-companheiros de seleção partiram em defesa do técnico.
O que vai acontecer? Fácil. Ricardinho está fora do grupo. Fechou a porta definitivamente. A arrogância não o deixará pedir desculpas e ele vai ser esquecido. Fará falta, mas a equipe subsistirá. Mesmo que os resultados não venham a ocorrer – o que será difícil porque o time tem novas lideranças e vai querer provar que Ricardinho está errado – Bernardinho não voltará atrás.
Tudo isto, com todos os detalhe, acontece a todo o momento nas corporações. É só substituir os personagens. Para ficar em um só episodio poderia citar a questão dos controladores de vôo e as lideranças da Aeronáutica.O que aconteceu ali não foi um surto de arrogância de quem se achava maior que os seus comandantes?
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