31 de jul de 2008

Seja um líder completo (1/2)

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Fui buscar este artigo lá no Scribd.com. Li e achei muito bom. Aliás, ler sobre liderança, seja na Internet ou fora dela, chega a ser cansativo e na maior parte das vezes, inócuo. Só no Google, a busca pelo verbete aponta para 7.950.000 links. E é assim mesmo. Todo mundo entende sobre liderança. É como futebol, no Brasil (nos outros paises deve ser a mesma coisa...), todo mundo entende e dá palpite.
Por isto mesmo é raro encontrar alguma coisa que valha a pena publicar no blog sobre o tema. Entretanto, assim, sem nenhuma pretensão encontrei este texto de Daniela Diniz (?) no excelente site do Scribd. Empatia imediata. Fiz pequenas edições (necessárias) e ai está. Recomendo a leitura e a impressão para arquivo daqueles que gostam de colecionar bons textos temáticos.
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Seja um líder completo
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"Mais do que um gestor de pessoas, as empresas querem alguém que dê resultados, conheça bastante o cliente e o mercado, fale a língua do acionista - e ainda esteja de bem com a vida"
Por Daniela Diniz
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"No início era o dom. Era ele que determinava quem seria líder no mundo corporativo. Ou você nascia com as características de liderança (ambição, honestidade, integridade, auto-confiança e desejo de influenciar e liderar pessoas) ou iria passar a vida sendo liderado. Depois vieram os resultados, e aí o novo líder precisava ser bom de gente e de números. Isso valeu até que o primeiro líder fracassasse numa situação de caos. Foi então que um novo elemento surgiu: o cenário. Além de ser bom com pessoas e trazer resultado, o líder precisava dominar os inúmeros cenários de incerteza do mundo empresarial. Chegamos ao final, certo? Errado. As empresas querem mais.
O mercado está em busca de profissionais que sejam muito mais do que líderes de equipes. As organizações querem alguém que articule e envolva pessoas, sim. Mas não se trata apenas de subordinados. Elas estão à procura de gente que consiga influenciar chefes, pares e colegas de outras áreas. E que saiba exatamente por que está fazendo isso. O líder agora vai além da gestão de pessoas para ser efetivo na entrega de resultados, na construção de uma relação com os clientes e com o mercado. Deve falar a língua do acionista e, principalmente, ser líder de si mesmo. Isso significa ter um plano de carreira consistente e coerente com os próprios valores e, claro, encontrar muito prazer no que faz. Esse é o perfil do líder completo. "O conceito de liderança evoluiu", diz José Valério Macucci, professor do Ibmec São Paulo e consultor de liderança em empresas como Gerdau. "Não se trata mais de fazer curso de gerenciamento de equipes. É preciso ir além."
Valério, ex-diretor de desenvolvimento de pessoas do Itaú, diz que o líder hoje, para ser completo, precisa saber responder a cinco perguntas:
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1) Quais são os produtos e serviços que entrego e para quem?
2) Como estabeleço relações de identidade com meus clientes?
3) Quais resultados dou?
4) Sou um exemplo e uma referência na gestão de pessoas (não apenas na minha equipe)?
5) Qual o meu ponto de equilíbrio, sou dono da minha agenda?
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Liderança é matéria de estudo, é preciso estudar e aprender como se tornar um líder no contexto atual. O ponto de partida é compreender bem esse conjunto de competências que o mundo corporativo vem exigindo. Veja como você pode ser completo em cada uma delas:
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= Produtos e serviços
Você sabe exatamente o que sua empresa faz? Isso está além de responder: celular, carro ou alimento. Por trás do produto e dos serviços há um conceito. Qual o exercício a ser feito? Fuçar. Comece articulando conversas com pessoas de outras áreas para saber qual a parte delas no todo. Quando fechar esse ciclo, estude o seu mercado. Saiba o que e como a concorrência faz o mesmo produto e serviço, e trabalhe para ser melhor, levando idéias para as pessoas.
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= Clientes
Se você já conhece bem o que faz na empresa, é hora de cultivar o cliente, seja lá qual for sua área. Mais do que telefonar uma vez por semana, é necessário manter um relacionamento mesmo. Sabe a história do networking que você deve manter e cultivar porque nunca se sabe o dia de amanhã? Então, aqui vale o mesmo. Cliente precisa ser cultivado o tempo todo. É dele que você vai tirar o que precisa melhorar no seu negócio, o que precisa desenvolver e o que a concorrência está fazendo.
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= Resultados
A entrega de resultados depende de um processo anterior, chamado negociação. Estude bem seu negócio (e o histórico do seu negócio) antes de negociar as metas. O exercício aqui é conhecer bem em que você trabalha e, principalmente, o seu mercado. Não dá para estabelecer metas altíssimas quando o cenário for pessimista. Para isso, tem que estudar o negócio globalmente. O líder completo não pensa no resultado local, mas no resultado global. Ele sabe para onde vai a empresa no mundo e, antes de bater sua meta, pensa como aquele resultado vai afetar o todo da companhia.
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= Gestão de pessoas
Vá além da sua equipe. Ser exemplo na gestão de pessoas não significa ser um bom chefe apenas, e sim se envolver com outras áreas da empresa. Faça suas idéias chegarem a outros ouvidos além da sua unidade de negócios. Circule no ambiente de trabalho, entenda o dia-a-dia dos outros e conduza os times de diferentes áreas para um lugar comum.
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= Líder de si mesmo
As empresas buscam alguém que saiba exatamente o que quer. E isso é ser líder de si mesmo. É preciso saber equilibrar bem vida profissional e pessoal e encarar o trabalho como um prazer, não um fardo. Segundo os especialistas, apenas quem tem equilíbrio emocional e é feliz é capaz de criar bons ambientes no escritório, impulsionando o time a fazer o melhor da melhor forma. Seja dono da sua agenda, estabeleça o que é urgente, negocie, se for preciso, horários flexíveis.
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Assimiladas essas competências, é preciso alinhá-las "Não adianta ser um ótimo articulador de pessoas se não trouxer resultados. E não adianta trazer resultados se não conhecer bem o negócio todo", diz Magui Lins de Castro, sócia- diretora da Southmark, empresa de contratação de executivos de alto escalão, de São Paulo. Ninguém pretende que você seja um super-herói em seu desempenho. Está claro que todo profissional vai ser melhor em uma competência do que em outra. E ao longo de sua carreira, a partir de escolhas conscientes, você vai aprimorar o que tem de bom e desenvolver o que tem de mais fraco. O que as empresas querem é alguém que tenha essa noção de conjunto e saiba equilibrar as competências, os desafios do cargo e os do negócio.
Aqui vale lembrar que, mesmo desejando um líder completo, as empresas criam a identidade de seus líderes exigindo mais uma competência do que outra. Isso faz com que, por mais competente que um profissional seja, ele pode ser ótimo em uma empresa e não tão bom em outra. Cabe a você, portanto, saber qual companhia casa mais com seus próprios valores e seu momento de carreira antes de assumir novos desafios. Para o especialista em liderança George Kolrieser, só sabendo controlar suas emoções é que você será capaz de entender e influenciar os outros para criar um clima de cooperação e confiança no trabalho. George é professor de comportamento organizacional do International Institute for Management Development (IMD), de Lausanne, na Suíça.
Algumas companhias já têm líderes com esse perfil e mantêm programas para treinar seus talentos em todas as dimensões citadas anteriormente: pessoas, resultados, cultura do negócio e relacionamento com o mercado.
VOCÊ S/A ouviu seis empresas que estão na ponta. A IBM, por exemplo, nutre essa preocupação antes mesmo de o profissional atingir um cargo de gerente. Os trainees que são identificados como potenciais líderes são orientados para chegar ao topo de acordo com os valores da empresa. Por meio de treinamentos, a IBM desenvolve as competências que ela considera fundamentais para o negócio, como foco em estratégia, gestão de pessoas, ética, conhecimento do negócio global e do cliente. "Eles participam de workshops, palestras, programas e-learning e presenciais, e por fim há um feedback para todos sobre seu desempenho", diz Luana de Matos, gerente de desenvolvimento da IBM. Depois disso, o profissional ainda passa por um processo de mentoring, no qual um executivo sênior orienta seus próximos passos." [...] (continua no post abaixo) .
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PS - Todas as imagens foram copiadas do site Getty Images.
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Seja um líder completo (2/2)

Seja um líder completo (continuação)
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= Evolução do líder corporativo
De 1950 pra cá, o conceito de liderança evoluiu no mundo todo.Veja a seguir quais as características do antigo líder até o atual e veja se você está mais para um líder nato ou um líder completo:



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= Sem pressa de crescer
Mas não é só de dentro que nasce essa liderança. Ela vem também de pessoas recém-contratadas. Dos seus 11 000 funcionários, a IBM conta hoje com 750 gerentes. Desses, 30% tem menos de 11 meses no cargo. Foram promovidos ou recrutados no mercado exatamente por demonstrarem ter as competências exigidas ao novo modelo de líder. Um deles é o engenheiro paulista Antonio Zubieta Alves, de 35 anos, que acaba de ser contratado como gerente de consultoria da IBM, depois de receber mais três propostas de emprego. Engenheiro agrônomo, Antonio passou por empresas bem diferentes, como Schincariol, Avon, Itaú e Vivo.
Na Schincariol, Antonio começou como trainee no laboratório e no final do terceiro ano de casa migrou para a área de RH. Foi nessa área que atuou nas empresas seguintes até ser fisgado pela IBM no mês passado. Ele vai tocar projetos demandados pelos clientes da empresa. Em cada companhia por onde passou, Antonio teve duas preocupações contínuas: "Tudo que eu falo e faço precisa ter coerência com meus valores" e "Não tenho pressa em crescer". Com essas duas premissas na cabeça, ele dá mostras de que quem lidera sua vida - e sua carreira - é ele mesmo.
Antes de ir para a IBM, Antonio estudou bem a empresa e só disse estar preparado para assumir o desafio porque, além da área de consultoria encantá-lo, se identifica com os valores da organização: "É uma empresa que incentiva o autodesenvolvimento de seus profissionais, além de ser ética e ter um claro compromisso com o cliente", diz. Valério, do Ibmec-SP, foi seu chefe no Itaú e afirma que o executivo desenvolveu bem as dimensões do líder completo. "O Antonio é um profissional que cria valor para o cliente interno, busca alternativas de produtos e serviços, é focado em resultados a ponto de apoiar a equipe a buscar as metas que a empresa traçou. É um bom exemplo para seus pares e demonstra ter um equilíbrio de vida bem interessante", diz Valério. Antonio é mais modesto. "Tenho consciência dessas cinco dimensões, mas sei que preciso desenvolver e aprender mais, principalmente no ponto de gestão de pessoas", diz. Embora todas as competências sejam exigidas, uma delas sempre vai pesar mais, dependendo do negócio.
É a cultura da empresa que dita as regras de como você vai exercer sua liderança (grifo do blog). Ele tem razão. As empresas que estão à frente trabalham o conceito de líder completo considerando sua cultura, constituindo um estilo de liderança próprio. É o caso da Intelig, que, há quatro anos, mantém uma gestão colegiada. Em vez de um presidente, a empresa conta com três executivos, denominados gerentes-delegados. "Desenvolvemos nossos futuros líderes baseados nessa gestão e, por isso, replicamos esse modelo para baixo", diz Marco Aurélio de Souza, um dos gerentes-delegados. Todas as decisões da Intelig são avaliadas pelo trio. Passar esse modelo para baixo significa, segundo Marco Aurélio, estimular constantemente a troca de idéias entre os pares e subordinados para chegar à melhor solução.
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= Gestão de nós mesmos
Na Johnson & Johnson Produtos Profissionais, um dos pontos mais importantes para ser um líder é ter aquele autoconhecimento e autocontrole citados pelo professor do IMD. "Quando se fala em liderança, esquecemos do mais importante, a gestão de nós mesmos", diz José Luiz Weiss, diretor de RH da companhia. "É fundamental ter um equilíbrio na vida pessoal e profissional para trazer resultados de uma forma saudável." A empresa estimula seus profissionais a sair no horário e aproveitar a vida fora do escritório.
O mineiro Haroldo Junqueira, de 38 anos, diretor de supply chain e planning para a América Latina da J&J leva essas recomendações ao pé da letra. Adepto do equilíbrio no dia-a-dia, Haroldo costuma dizer que não adianta tirar férias de 30 dias para resolver se libertar do estresse. "Isso é um exercício que deve ser praticado diariamente", afirma.
Mesmo trabalhando bastante, ele se mantém bem praticando atividades físicas, promovendo happy hours com a equipe e fazendo escaladas. Além de ser líder da sua própria vida, ele tem outras características importantes do líder completo. Seu trabalho exige o envolvimento constante com outras áreas e ele busca sempre entender o que cada um faz na empresa, para levar a melhor solução para o cliente, mantendo um eficiente relacionamento com chefes, equipe e pares.
Para fechar o rol de competências, Haroldo trabalha pensando além de sua unidade de negócios e até da operação brasileira. Ele tem cabeça de acionista (até porque é um deles). "Às vezes, a melhor decisão para o Brasil não é a melhor decisão para o grupo, e é no grupo que eu penso quando tenho que bater resultados locais", diz. Um exemplo disso é quando reduz custos. Um novo projeto para o Brasil pode ser interessante para a região, mas pode não significar nada globalmente além de despesas.
Por isso, tão importante quanto trazer resultados é ter claro como você consegue atingi-los. Pesa aqui o relacionamento e o equilíbrio emocional. Não adianta chegar ao final de cada trimestre com olheiras, sem energia, parecendo que vai desmoronar. A General Electric, por exemplo, faz avaliações anuais para medir como seus líderes chegam aos resultados. "Mais do que entregar números, os líderes precisam se conectar bem com os funcionários, respeitar as diferenças, engajar e motivar em ambientes diversos", diz Carlos Griner, diretor de RH para a América Latina da GE. "Ele também deve ter capacidade de entregar resultados em diferentes áreas, trabalhando com equipes diversas", afirma Vera Durante, diretora de RH da Unilever.
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30 de jul de 2008

Denúncia de blogueiro portugues expõe incompetência do consulado brasileiro em Lisboa

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DENÚNCIA
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Vou redirecioná-los ao blog do meu amigo da blogosfera, em Lisboa-Portugal, Manoel Carlos Fonseca Lima. É o autor do Limiano41 pelo qual tenho o maior carinho.
O Manoel Carlos é um amante "escandaloso" do Brasil. Declara isto nas mínimas oportunidades. O seu blog - conforme verão ao visitá-lo - está repleto de bandeiras e imagens do Brasil. É um brasileiro auto-declarado.
Há algumas semanas ele denunciou - muito constrangido - a situação do mau atendimento de brasileiros pelo consulado em Lisboa.
No dia 24 pp, no post intitulado "Uma jangada na pororoca" voltou a fazer a denúncia. Desta vez com ênfase e forte indignação. Justa! Sente, como amante do Brasil que é, um enorme constrangimento por ver o nome do nosso país sendo objeto de pouca consideração e gracejos desairosos por parte dos seus conterrâneos portugueses pelas cenas e atitudes que presenciou no local. E está cheio de razões.
Enviei um resumo do post dele para diversos jornalistas, aqui em Brasilia, procurando uma forma de provocar o interesse de alguém que tenha tribuna para reverberar a denúncia. Peço aos amigos e visitantes que façam valer a força da blogosfera e denunciem em seus blogs esta situação (mais uma) vergonhosa para nós brasileiros. Uma lástima.
Aqui no Brasil, nunca ouvi ou li nada a respeito; mas "coincidentemente" está na mídia de hoje denúncia contra o nosso consulado em Cancun-México, que não prestou atendimento condizente a uma família brasileira, que em férias, foi atingida pela tragédia. A família inteira foi vítima de atropelamento. A mãe morreu na hora e uma das filhas está na UTI em estado crítico. A família e os amigos "botaram a boca no trombone" e denunciaram o mais absoluto descaso do consulado em Cancún. A notícia certamente estará nos jornais de amanhã. Será coincidência? Duvido.
Transcrevo abaixo alguns trechos do post de Manoel Carlos:
[...] "Mas, hoje, encorajado pela decepção, pela agonia das imagens e pela injustiça que por ali paira, peço licença e com a devida vénia, no ensejo, permitam-me gritar bem alto! ... Falo da situação excepcionalmente precária, para não dizer escandalosa, pela qual os brasileiros em Lisboa estão sendo submetidos, quando necessitam de atendimento consular ... As coisas vão de mal a pior e não se nota um gesto por parte de ninguém para evitar o vexame causado pelas filas enormes de cidadãos brasileiros que todos os dias a partir das 3 da madrugada, comparecem nas imediações do Consulado Geral do Brasil em Lisboa, a fim de poderem tratar de seus assuntos relacionados com a sua permanência em Portugal."[...]
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[...] "Ontem, dia 17, teria sido a gota de água, já que até houve quem se masturbasse em exibição arrojada, no meio daquela confusão. Tem pessoas que levam cobertores, cadeiras, cartão canelado que serve de cama; jornais velhos, causando uma imagem que nada dignifica esse povo fabuloso que é o povo brasileiro.
No interior do Consulado reina aquilo que em linguagem popular se diz com mais sonoridade: a bagunça. Logo que se abrem as portas, às nove da manhã, começa a luta pelo primeiro lugar, a primeira senha de atendimento. São as mulheres grávidas, (bastantes) as que trazem as crianças, as pessoas "deficientes" que utilizam as "tais" muletas que entram na frente para serem atendidas.
O barulho é ensurdecedor, vozes de timbres fortes quase gritando, choro das crianças, as advertências em voz mais forte do segurança, o calor insuportável, pois que o ar condicionado, desde que foi instalado pela firma contratada para a remodelação do Consulado, ainda não conseguiu detectar o defeito. Sobre a remodelação mais recente do Consulado, quem sabe uma sondagem servisse para apurar as mais cruéis e menos eficientes mudanças ali operadas...e quanto dinheiro, o dinheiro do contribuinte, se aplicou indevidamente!" [...]
[...] "A distribuição dos documentos que vão sendo prontos é feita por um funcionário que mal sabe ler, o que tem contribuído para o desaparecimento de alguns documentos e outras anomalias não muito difíceis de contornar, fosse feito melhor controle ou mais cuidado com as aptidões de cada funcionário. Não se pode exigir, como diria a minha mãe, que um sapateiro toque rabecão! As pessoas reclamam da longa espera na entrega dos documentos e que incrivelmente essa lacuna advém da demora no despacho e assinatura dos responsáveis." [...]
[...] "Por amor de Deus que se faça alguma coisa, está na hora! Não vou sintetizar mais o espetáculo deprimente e prometo nunca mais me referir a ele já que estou convicto que sua solução será, de pronto, evidente. Como sugestão, humilde sugestão para que seja sanado de imediato ou a curto prazo aquele problema, dou a ideia de se contatar uma empresa de comunicações e ajustar sobre uma plataforma ou rede telefónica com vistas a que os assuntos que o Consulado pode prestar, sejam obtidos através de marcação prévia e em proporções condizentes com que o "staff" pode prestar dentro dos limites possíveis. Aí sim, poder-se-á, de pronto, eliminar as tão deprimentes filas ou aglomeração de pessoas que só tem contribuído, até aqui, para uma péssima imagem. Pois chegou-se ao desplante de alguém alugar muletas ou "canadianas" que são utilizadas para servir como "prioridade"no atendimento, por distribuição de senhas, algumas vendidas. O mesmo acontecendo com crianças que são utilizadas, por cedência paga, para o mesmo fim." [...]
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O fracasso da Rodada de Doha é um tropeço da humanidade.

Não! Não vou fazer nenhum comentário técnico sobre a já famosa "Rodada de Doha" ou Rodada-Doha. Mesmo porque tudo que entendo sobre comercio internacional é o que leio na mídia. Não dá para posar nem de palpiteiro.
Sim! O que eu vou expressar aqui é um tema para reflexão. O noticiário de hoje (buscas Google) - no mundo todo - está saturado pelo fracasso da Rodada Doha, da OMC. Resumidamente, mais de 140 países não conseguiram chegar a um acordo para criar normas e princípios gerais para a administração dos acordos internacionais de comércio, principalmente entre as nações mais e menos desenvolvidas.

Não interessam os detalhes. Se China e Índia impediram o acordo por intransigência exagerada na defesa de seus interesses? Ou se o Brasil "traiu" o G-20, como está alardeando a Argentina (só podia ser...) e ficou ao lado dos grandes "players" na fase final do acordo (leia-se países ricos)? Ou ainda se o G-8 queria "tirar o couro" dos pobres e não dar nada em troca ou conceder muito pouco? Poder-se-ia citar uma enorme lista de itens responsáveis pelo fracasso das negociações. Nada disso importa. O que me interessa, neste post, é propor, aos leitores do blog, uma reflexão sobre a insensatez de se guardar - inflexivelmente - posições individuais em troca dos benefícios à coletividade. Pois foi isto que aconteceu nesta "Rodada Doha", dito na linguagem mais simples.
Já ouvi alguns comentaristas se debruçarem sobre este aspecto da questão. Um deles (infelizmente não gravei seu nome na Radio CBN) cunhou uma frase que julguei excelente. Disse ele a respeito do fracasso de Doha: “Interdependência ou morte". Obviamente uma corruptela do Grito do Ipiranga, mas que traduz, à perfeição, a principal conseqüência deste fracasso de se negociar a favor do coletivo. Todos os países - principalmente (e como sempre acontece...) os líderes (Brasil inclusive) - falharam no processo de construir um consenso onde "todos ganhassem um pouco" e optaram pela anti-solução de "todos perderam muito". Esta é a resultante final, depois de anos de reuniões, milhões de euros e dólares consumidos e tentativas para fechar um grande acordo entre nações. Tudo foi por água abaixo.
Mesmo para quem não entende dá para perceber que a humanidade deu um passo atrás e iniciou uma "Marcha da Insensatez". Doravante os acordos comerciaistenderão a ser unilaterais, com cada país procurando vender seus produtos, no planeta, como se fossem "mascates ambulantes", correndo atrás de compradores interessados e disputando mercados na base do "vale-tudo" e do " primeiro o meu". Será utópico pensar que os países pobres terão chance de negociar justamente com os ricos. Vai ser um "massacre" cujo resultado será o aumento mundial dos preços de alimentos, o agravamento do protecionismo agrícola (principalmente) com uma "chuva" de barreiras fiscais e uma concorrência predatória entre países produtores e compradores. Vai ser a era da "Lei do Gerson"
Transfira todo esse cenário para o "nosso" mundo corporativo e procure fazer um exercício de reflexão sobre algo semelhante ocorrendo nas empresas, nos clubes, nas associações comunitárias (e porque não, nas nossas famílias e nas dos amigos também?). Que tal? Os mais fortes se impondo sobre os mais frágeis na base do "é do jeito que eu quero ou nada feito".
Vocês, certamente, já viram esta "Marcha da Insensatez" em curso. É só prestar atenção. Quais foram os resultados? Pois bem, será o mesmo com este não-resultado da Rodada-Doha. Só que dessa vez quem vai pagar o preço (altíssimo e imprevisível) são os povos e os países - principalmente os pobres - do mundo. Quem é pobre vai ficar mais ainda e vice-versa.
O fracasso da Rodada-Doha foi, também um desnudamento, em público, da hipocrisia internacional sobre os "princípios da globalização". Aquele negócio de "distribuir a riqueza do mundo" ou "contribuir para a diminuição da pobreza no planeta" ficou, agora, comprovado que é, meramente, um "conceito para consumo dos (falsos) líderes internacionais". Uma expressão de retórica e nada mais.
Acredito que o fracasso de Doha poderá contribuir negativamente para o travamento ou mesmo o fracasso, puro e simples, de uma série de outras negociações internacionais em curso. Inumeráveis acordos - principalmente sob os auspícios da ONU e suas vinculadas - estão sendo construídos ao redor do mundo em torno de temas importantes para o desenvolvimento humano: meio-ambiente, não violência, serviços e tecnologia, combates às epidemias como AIDS, por exemplo, e tantos outros interesses da humanidade. Todos estão com seus progressos sob risco emvista dessa demonstração, na OMC, da mais pura política de isolacionismo frenético que se tem notícia desde o "New Deal", em 1933 nos EUA (estarei cometendo alguma heresia histórica?).
Sinceramente, não acredito que isto vá durar muito tempo, mas também não vai ser resolvido em curto prazo. A nossa sorte (nós, os mortais comuns) é que a insensatez - principalmente a coletiva - não tem vida longa. Logo os povos do mundo irão se mobilizar contra suas próprias lideranças e pressioná-las a buscar soluções para o retorno à mesa de negociações. Espero que ocorra ainda dentro da minha geração. A sensatez há de prevalever, é a esperança.
Talvez eu esteja usando uma linguagem catastrofista. Todavia é o meu sentimento, agora. Espero estar equivocado. Aguardo que algum comentarista famoso veja a questão pelo mesmo ângulo e possa dar repercussão ao argumento para um público maior ou enxergar tudo isso por uma ótica diferente.
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Belo texto atribuído a Charles Chaplin.

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29 de jul de 2008

Ambição, até onde vai a sua?

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Quem me acompanha já sabe que sou um leitor assíduo do site e da revista "Vida Executiva" . Na minha opinião é a melhor revista com foco em assuntos do interesse das mulheres, no mundo corporativo.
Tenho uma coleção de artigos, da revista, selecionados para publicar no blog, atendendo à corporação feminina que, cada vez mais, demanda por conhecimento gerencial e liderança.
Este artigo trata de um tema poucas vezes abordado. A ambição das mulheres como seres vivos e atuantes do mundo corporativo.
Aos homens é permitido e mais que isso, é exigido que tenham ambição, que lutem por posições, que tenham aspirações cada vez mais crescentes nas carreiras. E das mulheres? O que se exige delas como players do jogo corporativo do poder? Ou seria mais correto dizer, o que se permite a elas? É disso que a autora do texto, Margareth Boarini (jornalista que escreve para diversas revistas femininas) procura desvendar. Eu achei o artigo ótimo e espero que vocês - principalmente a ala feminina da Oficina de Gerência (alô, alô Jaqueline, Ethel, New e Georgia?) - gostem também.
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Ambição, até onde vai a sua?
(texto: Margareth Boarini) .
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Reflita sobre sua trajetória profissional, o caminho que trilhou até aqui e o cargo que ocupa hoje. Pense e responda: essa posição é fruto de um processo natural ou resultado de uma programação organizada?
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.......... "Você diria que tem consciência de ser uma profissional ambiciosa e que planeja cada degrau de sua carreira? Não tenha medo de responder. Ambição, palavra que vem do latim, expressa, segundo o dicionário de Aurélio Buarque de Holanda, o desejo veemente de alcançar aquilo que valoriza os bens materiais ou o amor-próprio; desejo de alcançar um objetivo. Embora muitas pessoas hesitem em usar o vocábulo por considerá-lo pejorativo, ter ambição é fundamental para fazer os sonhos se tornarem realidade. E, acredite, é também uma palavra positiva.
(clique na imagem para ver os créditos à Gettyimages)...........
"Ambição é fruto do ego, faz parte do querer algo mais e é isso que faz as pessoas viverem. Por isso mesmo, todo mundo tem", enfatiza o consultor Robert Wong, sócio-diretor da P and L (Partnership and Learning), de São Paulo, e membro do conselho consultivo da Korn Ferry, multinacional de recursos humanos. "A ambição se torna ruim quando vira exagero, como tudo na vida", sentencia o especialista Wong.
.......... Uma discussão, entretanto, desponta hoje no universo corporativo e questiona se a ambição profissional feminina, de fato, existe na mesma proporção que a masculina e se realmente há alguma diferença entre elas.
.......... Na avaliação da professora Ana Ikeda, coordenadora do MBA de Marketing da FEA/USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo), não restam dúvidas de que a mulher tem, sim, ambição profissional. O fato de ela ter de lutar para conquistar seu espaço e ganhar respeitabilidade num mercado de trabalho, que historicamente sempre foi masculino, atesta isso. "Dez anos atrás, a figura masculina era predominante no mundo corporativo, hoje a proporção está quase meio a meio, com tendências de crescimento para o lado feminino", diz ela.
.......... A afirmação da acadêmica da USP sobre a existência da ambição feminina encontra eco junto a Adriana Tieppo, recém-nomeada diretora de recursos humanos da Boehringer Ingelheim, para quem "a mulher é ambiciosa". Como esse é um assunto que passa longe de encontrar consenso, profissionais do mercado divergem sobre as eventuais divergências entre ambição feminina e masculina. "Para mim, não há diferenças. A ambição profissional não é uma questão de sexo, mas depende de cada um. Acredito que tudo é conseqüência do empenho empregado ao longo de uma carreira", afirma de forma enfática Adriana Tieppo.

"Se a mulher for suficientemente ambiciosa e, ao mesmo tempo, determinada e talentosa, não há praticamente nada que não possa realizar" Helen Sawrenson (Escritora Americana, 1904-1982)
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.......... Também taxativa, mas no time contrário, Maria Cecília Antunes de Souza, diretora da Impacta Tecnologia, de São Paulo, com forte atuação na área de treinamento, acredita que as distinções existem. "Para a maioria dos homens (ou quase), a ambição é racional, voltada para a obtenção de cargos e poder, enquanto (quase) a maioria das mulheres ambiciona o bem-estar, o ambiente que também atende ao outro, sem desprezar, claro, as metas da empresa", afirma.
.......... As duas executivas, no entanto, concordam que o processo que vivemos atualmente está em mutação. Segundo Adriana, esse período atual é de aprendizado. Sinaliza uma transição na sociedade marcada por um conflito saudável. "Assim como a mulher foi forçada a adquirir determinadas características masculinas no ambiente empresarial, como a racionalidade, os homens também têm aprendido a exercitar a emoção." O ideal, acredita Maria Cecília, é sempre manter um equilíbrio na administração, com homens e mulheres.
.......... No Hospital e Maternidade São Luiz, onde dois terços dos cargos de chefia são ocupados por mulheres, as variações entre objetivos femininos e masculinos também são notadas. Nelson Alvarez, gerente de recursos humanos, acredita que o ingresso e a crescente participação da mulher no mercado de trabalho vêm forçando as empresas a gerenciar essas diferenças para incrementar a produtividade. "A cada dia mais mulheres assumem postos estratégicos dentro das companhias e isso possibilita mudar sua concepção estrutural e cultural", garante Alvarez. Ele cita algumas características femininas, que torna sua ambição diferente da masculina:
  • flexibilidade
  • sensibilidade;
  • tato na negociação.
.......... "O homem, culturalmente, teve sua formação direcionada para ser o provedor e é da sua natureza não medir esforços para conseguir seus objetivos. A mulher contorna e negocia a situação, porque foi formada para cuidar do outro." Por isso, no Hospital São Luiz, as mulheres respondem, ao contrário da maioria das empresas, por dois terços das chefias. "Somos uma empresa dedicada a cuidar", justifica Alvarez.
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Pagar um alto preço
.......... Direcionar a carreira para alcançar altos postos, porém, tem seu preço. "Sabiamente, nem todas as mulheres querem pagar este preço para ter uma jornada de longas horas sob pressão, distante dos filhos e da família. Os homens dizem que querem mas, ao final, percebem quanto custou ter estado longe dos filhos e com pouca qualidade de vida. É o exagero. Acredito que a geração mais jovem busca um equilíbrio e tende a rejeitar comportamentos extorsivos", afirma Robert Wong.
......... Quando está inserida no mundo corporativo, ambicionar ora um cargo melhor ora respeitabilidade e reconhecimento, muitas vezes, leva a mulher a transformar sua postura e até "restringir" a feminilidade. "Depois que a mulher entra no cenário empresarial, parece ser contagiada pelos mesmos 'bichinhos dos homens'", afirma o gerente de RH do Hospital São Luiz. Para a professora Ana Ikeda, da USP, a explicação é simples: ainda existe preconceito e, às vezes, a mulher precisa agir até de forma mais agressiva para se impor e conseguir administrar melhor seu extenso leque de tarefas, de profissional, mãe e dona de casa. "A mulher precisa saber acomodar a vida pessoal com a de trabalho e aprender a nunca abordar os problemas pessoais no ambiente corporativo para não ser mal interpretada", explica Ana. Para Maria Cecília Antunes de Souza, na maioria das vezes, não resta mesmo outra saída se não a de agir firmemente, reservando o lado feminino apenas para a vida pessoal. "É necessário um certo grau de imposição, mesmo", acredita.
.......... Para a diretora da Boehringer Ingelheim, porém, a imagem de uma executiva agressiva e austera apenas para se impor perante a equipe não combina com a mulher. "O lado feminino é importante. É bem-vinda uma postura séria, por exemplo, para vestir-se. Adotar um estilo que imite o masculino, porém, não é bom", afirma Adriana. Conclusão: viva a diferença!
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Elas têm vergonha de externar sua ambição. Por quê?
.......... Em algum momento, você se verá impostando a voz, reforçando certos músculos do rosto e vestindo um terninho. Mas não há como negar que você é mulher. Anna Fels, psiquiatra norte-americana, desenvolveu um estudo sobre a ambição feminina e lançou o livro Necessary Dreams: Ambition in Women´s Changing Lives. As afirmações da médica não se adequam a todas as mulheres: você poderá dizer que, no Brasil, é diferente. A leitura porém, levanta questões inerentes ao universo feminino mundial. Por exemplo:
  • "...Logo percebi que, embora o grupo articulado e educado de mulheres que entrevistei pudesse discorrer de forma calma e convincente sobre tópicos que iam de dinheiro a sexo, quando o assunto era ambição, o nível de intensidade dava um salto quântico. Elas abominavam aquela palavra. Para elas,'ambição' implicava vaidade, egoísmo, autopromoção ou a defesa de interesses próprios. Nenhuma delas admitia ser ambiciosa. O refrão constante era do gênero: 'Não sou eu, é o trabalho'. 'Faço isso para ajudar crianças'. 'Odeio me promover, preferia estar sozinha no meu estúdio'."
  • "...Seria fácil considerar tais comentários como mero jogo de cena, não fosse por dois fatos. Primeiro, homens não falam dessa forma (os que entrevistei consideravam a ambição uma parte desejável de suas vidas). Segundo, essas declarações não foram casuais. Era patente que aquelas mulheres, todas bem-sucedidas, tinham medo. Mas medo de quê?"
  • "...Não há evidência de que o desejo de adquirir habilidades e receber afirmação por realizações seja menos presente na mulher do que no homem. Por que, então, encontramos entre os sexos diferenças tão drásticas quanto ao modo como cada um cria, e realiza (ou abandona), suas metas?"
  • "...Hoje, elas têm mais oportunidades de buscar suas metas. Mas isso só é socialmente tolerado se tiverem primeiro satisfeito as necessidades da família."
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Depoimento de Elaine Ferreira
(diretora-geral para a América Latina, da Altitude Software)
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Sonhos: a hora da renúncia.

........... "Tudo na minha vida aconteceu muito cedo. Eu me formei na FGV (Faculdade Getúlio Vargas, São Paulo) e logo comecei a trabalhar no Banco Santander. Foi uma experiência muito rica, onde tive a oportunidade de me relacionar com muitas empresas. Um dos clientes, a Americel, operadora de telefonia, me fez um convite para trabalhar em Brasília. Não pensei duas vezes: deixei para trás minha família, o namorado, o apartamento que eu tinha acabado de comprar e estava montando. Se a gente muda para outra cidade e não consegue deixar, de verdade, a vida para trás, não se adapta nunca.
.......... Em 2002, a empresa foi comprada e queria que eu mudasse para o Rio de Janeiro. A oportunidade de trabalho era excelente, mas resolvi que era hora de voltar para São Paulo. Recebi uma proposta da Altitude Software, empresa especializada em desenvolvimento de soluções para callcenter. No ano seguinte, fui promovida a CEO e, pouco depois, recebi um convite para trabalhar na sede, em Portugal. Embora fosse um desafio, não topei. Achei que poderia contribuir mais se continuasse no Brasil. A matriz concordou e logo depois recebi outra promoção: agora controlo as operações em toda a América Latina.
.......... Acredito que a decisão de abdicar de minha vida pessoal por um tempo tenha agilizado minha carreira. A maioria de meus colegas de turma está em nível de gerência. Eu sou diretora de uma empresa importante. Hoje, mesmo que o convite fosse sedutor, imagino que não abandonaria mais minha vida pessoal para aceitar. Tive a sorte de encarar esses momentos de decisão quando eu era muito jovem e as renúncias não eram tão sérias. Hoje sou mais pé no chão. Estou quase casada e penso, breve, em ter filhos."
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Nota Técnica: leia o artigo no contexto dá página onde está publicado, clicando no link Vida Executiva -Ambição, até onde vai a sua?
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A alegria perdeu um grande mensageiro.

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Deixei passar uns dias para registrar o falecimento de uma pessoa muito querida por minha família. Falo de Emivaldo Silva, o Mimi. Jornalista famoso, em Brasília, trabalhava há muitos anos no Jornal de Brasília. Era, além de competente fotógrafo e colunista social, uma pessoa respeitada profissionalmente, e acima de tudo, com muitos, muitos amigos. Eu o admirava exatamente por isso, a facilidade de construir amizades de todos os matizes, cores e partidos. Em Brasília isto é considerado uma proeza olímpica. Mimi conseguia.
A aproximação com minha família se deu por acaso. Minha mulher é empresária e tem loja em um shopping, aqui, em Brasília e a "Chez Mimi", loja dele era vizinha. A amizade deles foi natural e em decorrência a relação comigo. Nos encontrávamos com certa frequência nos eventos em que eu comparecia - acompanhando minha mulher - e lá estava ele, trabalhando, divertindo-se e aos amigos. Mimi era, ele mesmo, uma festa. Não éramos, pessoalmente, próximos, mas eu o admirava pela dedicação à profissão e pela sempre esfuziante presença.
Sua morte foi uma surpresa para a legião de admiradores e amigos. Já está próxima de completar 30 dias, mas a ficha ainda não caiu para quem estava sempre à sua volta. Sim, porque Mimi era daqueles personagens que as pessoas viviam em torno dele tal a sua presença, alegre e barulhenta, sempre com a máquina fotográfica à mão e um causo engraçado para contar.
Coloquei, na abertura do post, a foto de Mimi (que retrata exatamente a imagem que seus amigos vão guardar) na página que sua grande amiga - jornalista e colega de redação, no Jornal de Brasilia - Paula Santana, lhe dedicou. É uma bela ode à amizade e ao amigo dileto. Todos os amigos de Mimi traduziram seus sentimentos pelas palavras que Paula Santana - brilhante jornalista que é - escreveu na sua famosa coluna.
Transcrevo o trecho inicial: " Tão cedo. Hoje faz sete dias que Emivaldo Silva, o Mimi, nos deixou órfãos de sua alegria, irreverência, humor e principalmente, de sua lealdade. Aos 50 anos, Mimi passou metade de sua vida trabalhando no Jornal de Brasília. De todo esse tempo eu tive a felicidade de conviver com ele uma década. Anos intensos."
E encerro este post de homenagem com duas frases do próprio Mimi que eu achava a melhor expressão do seu estilo inconfundível: "Gente chic não quebra, trinca" e "Eu quero que meus amigos fiquem cada vez mais ricos. Eles são o meu patrimônio."

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28 de jul de 2008

Nesta data, em 1981 um conto de fadas se materializa em Londres e é assistido por quase um bilhão de pessoas no planeta.

Fatos históricos do dia 29 de julho (Terra e Wikipédia)

video
(veja o vídeo com cenas do casamento de Charles e Diana)
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"Multidões de 600.000 pessoas preencheram as ruas de Londres tentando a captura de um vislumbre do príncipe Charles e de Lady Diana Spencer em seu casamento. A cerimônia ocorreu em St Paul's Cathedral diante de uma congregação de 3500 convidados e uma estimativa global de 750 milhões de telespectadores.
Foi, naturalmente, o "casamento do século", mas foi também a demonstração de que a monarquia, na Inglaterra, sabe fazer como ninguém uma festa capaz de marcar época. A celebração de quarta-feira passada foi estrondosa, inesquecível. Além da pompa esperada para o casamento do príncipe Charles, 32 anos, herdeiro da Coroa e filho da rainha Elizabeth II, com sua jovem e luminosa noiva de 20, lady Diana Frances Spencer, houve a emoção.
A grande, espontânea e nacional celebração do casamento começou na noite anterior, com uma chuva de 20.000 fogos de artifício sobre Londres, e contou com a participação ativa da massa em júbilo. Embora aquartelados do lado de fora da Catedral de St. Paul, onde se realizou o casamento, comprimidos pelos 3 quilômetros que a separam do palácio de Buckingham, e espalhados em festa por todo o país, todos os britânicos se sentiram seus convidados de honra. Longe da ilha, via satélite, algo entre 750 milhões e 1 bilhão de estrangeiros assistiam, quase sempre embevecidos, ao casamento pela televisão - a maior audiência jamais conseguida na história para um tal evento." (texto editado de vários sites)
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Eventos históricos
1588 - Na Batalha de Gravelines, a Invencível Armada espanhola é derrotada pelos ingleses próximo à costa de Gravelines, França.
1836 - Inauguração do Arco do Triunfo em Paris. A primeira pedra foi colocada em 1806.
1856 - Assinado o tratado de amizade e navegação em Assunção - Paraguai entre a Confederação Argentina e a República do Paraguai.
1886 - Inauguração do navio espanhol de guerra "Destructor", idealizado pelo marinheiro Fernando Villaamil e que serviu de modelo para todas as Marinhas do mundo.
1899 - Assinado a Convenção de Haia, através do qual todos os países europeus se comprometem a não usar gases asfixiantes nas guerras.
1900 - O anarquista Breci assassina em Monza o rei da Itália, Humberto I, que é sucedido por Víctor Manuel III.
1907 - O coronel britânico Robert Baden-Powell funda a organização dos escoteiros, no acampamento juvenil da ilha de Brownsea, no condado de Dorset.
1943 - É fundado o Vila Nova Futebol Clube,time de Goiania,Goiás.
1957 - É estabelecida a Agência Internacional da Energia Atômica.
1960 - A Nasa divulga o programa espacial civil Apollo. O programa deveria abranger vôos tripulados à Lua e enviar sondas aos planetas Marte e Vênus.
1962 - O presidente do Peru, Manuel Prado, após onze dias de confinamento na Ilha de San Lorenzo, parte para o exílio em Paris, por imposição da Junta Militar presidida pelo general Ricardo Pérez Godoy.
1968 - A Checoslováquia e a União Soviética se reúnem para acertar a paz durante a Primavera de Praga na tentativa de aproximação com o Ocidente.
1975 - A OEA revoga o bloqueio imposto a Cuba em 1964.
1981 - Carlos, Príncipe de Gales casa com Diana Spencer, a cerimônia foi ovacionada por cerca de 600.000 pessoas nas ruas de Londres e assistida por 750 milhões de pessoas em todo mundo.
1983 - O cineasta espanhol Luis Buñuel, diretor de O discreto charme da burguesia, morre aos 83 anos de cirrose hepática.
1984 - Seqüestro de um avião venezuelano, com 82 passageiros a bordo, por um comando que exige a entrega de 250 armas. A policia resgatou os reféns e matou os dois membros do comando, em Curacao.
1986 - Os presidentes da Argentina, Raúl Alfonsín, e do Brasil, José Sarney, firmam em Buenos Aires os acordos econômicos de integração mútua, base da futura criação de um Mercado Comum Latinoamericano - ( Mercosul).
1987 - Uma rebelião na Penitenciária do Carandiru, em São Paulo - Brasil, deixa 30 mortos.
1998 - O Governo Federal privatiza a Telebrás - Brasil.
2000 - O presidente do Peru, Alberto Fujimori, toma posse, no seu terceiro mandato consecutivo, com protestos nas ruas por suposta fraude eleitoral.
2005 - Os astrônomos Michael Brown, Chad Trujillo e David Rabinowitz anunciam, oficialmente, a descoberta do décimo planeta do Sistema Solar, o Éris.
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Nascimentos
1805 - Alexis de Tocqueville, historiador e cientista político (m. 1859).
1824 - Alexandre Dumas Filho, escritor francês (m. 1895).
1841 Jules Henri Fayol, fundador da Teoria Clássica da Administração (m. 1925).
1846 - Princesa Isabel, Princesa Imperial do Brasil (m. 1921).
1883 - Benito Mussolini, estadista italiano (m. 1945).
1900 - Hermann Esser, chefe de propaganda nazista alemão (m.1981)
1905 - Dag Hammarskjöld, secretário-geral das Nações Unidas (m. 1961).
1921 - Richard Egan, ator norte-americano (m. 1987).
1927 - Cassiano Gabus Mendes, autor de telenovelas brasileiro (m. 1993).
1929Júlio Botelho, futebolista brasileiro
1936 - Henrique Viana, actor português e Roberto DaMatta, antropólogo e sociólogo brasileiro.
1940Amarildo Tavares da Silveira, ex-futebolista brasileiro.
1980 - Fernando González, tenista chileno.
1981 - Fernando Alonso, piloto de automóveis espanhol.
1990 - Pedro Lopes, ciclista português.
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Falecimentos
238 - Pupieno e Balbino, co-imperadores romanos, assassinados
1099 -Papa Urbano II (n.1042)
1108 - Rei Filipe I de França (n.1052)
1856 - Manuel Patrício de Bastos, compositor português (n. c.1800)
1856 -
Robert Schumann, compositor alemão (n. 1810).
1890 - Vincent van Gogh, pintor holandês (n. 1853).
1900 - Humberto I, rei da Itália (n. 1844).
1974 - Cass Elliot, a Mama do The Mamas & The Papas {n. 1941.)
1979 - Herbert Marcuse, filósofo alemão(n. 1898).
1983 - Luis Buñuel, cineasta espanhol (n. 1900).
1983 -
David Niven, ator inglês (n. 1910).
1994 - Mussum, músico e humorista brasileiro(n. 1941). O comediante Mussum, que iniciou sua carreira no grupo Os Originais do Samba e consagrou-se nos Trapalhões, morre aos 53 anos.
2003 - Afonso Brazza, actor e cineasta brasileiro (n. 1955)
2007 - Michel Serrault, ator de teatro e cinema francês (n. 1928)


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