31 de jul de 2008

Seja um líder completo (1/2)

.
Fui buscar este artigo lá no Scribd.com. Li e achei muito bom. Aliás, ler sobre liderança, seja na Internet ou fora dela, chega a ser cansativo e na maior parte das vezes, inócuo. Só no Google, a busca pelo verbete aponta para 7.950.000 links. E é assim mesmo. Todo mundo entende sobre liderança. É como futebol, no Brasil (nos outros paises deve ser a mesma coisa...), todo mundo entende e dá palpite.
Por isto mesmo é raro encontrar alguma coisa que valha a pena publicar no blog sobre o tema. Entretanto, assim, sem nenhuma pretensão encontrei este texto de Daniela Diniz (?) no excelente site do Scribd. Empatia imediata. Fiz pequenas edições (necessárias) e ai está. Recomendo a leitura e a impressão para arquivo daqueles que gostam de colecionar bons textos temáticos.
.
´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´
Seja um líder completo
.
"Mais do que um gestor de pessoas, as empresas querem alguém que dê resultados, conheça bastante o cliente e o mercado, fale a língua do acionista - e ainda esteja de bem com a vida"
Por Daniela Diniz
.
"No início era o dom. Era ele que determinava quem seria líder no mundo corporativo. Ou você nascia com as características de liderança (ambição, honestidade, integridade, auto-confiança e desejo de influenciar e liderar pessoas) ou iria passar a vida sendo liderado. Depois vieram os resultados, e aí o novo líder precisava ser bom de gente e de números. Isso valeu até que o primeiro líder fracassasse numa situação de caos. Foi então que um novo elemento surgiu: o cenário. Além de ser bom com pessoas e trazer resultado, o líder precisava dominar os inúmeros cenários de incerteza do mundo empresarial. Chegamos ao final, certo? Errado. As empresas querem mais.
O mercado está em busca de profissionais que sejam muito mais do que líderes de equipes. As organizações querem alguém que articule e envolva pessoas, sim. Mas não se trata apenas de subordinados. Elas estão à procura de gente que consiga influenciar chefes, pares e colegas de outras áreas. E que saiba exatamente por que está fazendo isso. O líder agora vai além da gestão de pessoas para ser efetivo na entrega de resultados, na construção de uma relação com os clientes e com o mercado. Deve falar a língua do acionista e, principalmente, ser líder de si mesmo. Isso significa ter um plano de carreira consistente e coerente com os próprios valores e, claro, encontrar muito prazer no que faz. Esse é o perfil do líder completo. "O conceito de liderança evoluiu", diz José Valério Macucci, professor do Ibmec São Paulo e consultor de liderança em empresas como Gerdau. "Não se trata mais de fazer curso de gerenciamento de equipes. É preciso ir além."
Valério, ex-diretor de desenvolvimento de pessoas do Itaú, diz que o líder hoje, para ser completo, precisa saber responder a cinco perguntas:
.
1) Quais são os produtos e serviços que entrego e para quem?
2) Como estabeleço relações de identidade com meus clientes?
3) Quais resultados dou?
4) Sou um exemplo e uma referência na gestão de pessoas (não apenas na minha equipe)?
5) Qual o meu ponto de equilíbrio, sou dono da minha agenda?
.
Liderança é matéria de estudo, é preciso estudar e aprender como se tornar um líder no contexto atual. O ponto de partida é compreender bem esse conjunto de competências que o mundo corporativo vem exigindo. Veja como você pode ser completo em cada uma delas:
.
= Produtos e serviços
Você sabe exatamente o que sua empresa faz? Isso está além de responder: celular, carro ou alimento. Por trás do produto e dos serviços há um conceito. Qual o exercício a ser feito? Fuçar. Comece articulando conversas com pessoas de outras áreas para saber qual a parte delas no todo. Quando fechar esse ciclo, estude o seu mercado. Saiba o que e como a concorrência faz o mesmo produto e serviço, e trabalhe para ser melhor, levando idéias para as pessoas.
.
= Clientes
Se você já conhece bem o que faz na empresa, é hora de cultivar o cliente, seja lá qual for sua área. Mais do que telefonar uma vez por semana, é necessário manter um relacionamento mesmo. Sabe a história do networking que você deve manter e cultivar porque nunca se sabe o dia de amanhã? Então, aqui vale o mesmo. Cliente precisa ser cultivado o tempo todo. É dele que você vai tirar o que precisa melhorar no seu negócio, o que precisa desenvolver e o que a concorrência está fazendo.
.
= Resultados
A entrega de resultados depende de um processo anterior, chamado negociação. Estude bem seu negócio (e o histórico do seu negócio) antes de negociar as metas. O exercício aqui é conhecer bem em que você trabalha e, principalmente, o seu mercado. Não dá para estabelecer metas altíssimas quando o cenário for pessimista. Para isso, tem que estudar o negócio globalmente. O líder completo não pensa no resultado local, mas no resultado global. Ele sabe para onde vai a empresa no mundo e, antes de bater sua meta, pensa como aquele resultado vai afetar o todo da companhia.
.
= Gestão de pessoas
Vá além da sua equipe. Ser exemplo na gestão de pessoas não significa ser um bom chefe apenas, e sim se envolver com outras áreas da empresa. Faça suas idéias chegarem a outros ouvidos além da sua unidade de negócios. Circule no ambiente de trabalho, entenda o dia-a-dia dos outros e conduza os times de diferentes áreas para um lugar comum.
.
= Líder de si mesmo
As empresas buscam alguém que saiba exatamente o que quer. E isso é ser líder de si mesmo. É preciso saber equilibrar bem vida profissional e pessoal e encarar o trabalho como um prazer, não um fardo. Segundo os especialistas, apenas quem tem equilíbrio emocional e é feliz é capaz de criar bons ambientes no escritório, impulsionando o time a fazer o melhor da melhor forma. Seja dono da sua agenda, estabeleça o que é urgente, negocie, se for preciso, horários flexíveis.
.
Assimiladas essas competências, é preciso alinhá-las "Não adianta ser um ótimo articulador de pessoas se não trouxer resultados. E não adianta trazer resultados se não conhecer bem o negócio todo", diz Magui Lins de Castro, sócia- diretora da Southmark, empresa de contratação de executivos de alto escalão, de São Paulo. Ninguém pretende que você seja um super-herói em seu desempenho. Está claro que todo profissional vai ser melhor em uma competência do que em outra. E ao longo de sua carreira, a partir de escolhas conscientes, você vai aprimorar o que tem de bom e desenvolver o que tem de mais fraco. O que as empresas querem é alguém que tenha essa noção de conjunto e saiba equilibrar as competências, os desafios do cargo e os do negócio.
Aqui vale lembrar que, mesmo desejando um líder completo, as empresas criam a identidade de seus líderes exigindo mais uma competência do que outra. Isso faz com que, por mais competente que um profissional seja, ele pode ser ótimo em uma empresa e não tão bom em outra. Cabe a você, portanto, saber qual companhia casa mais com seus próprios valores e seu momento de carreira antes de assumir novos desafios. Para o especialista em liderança George Kolrieser, só sabendo controlar suas emoções é que você será capaz de entender e influenciar os outros para criar um clima de cooperação e confiança no trabalho. George é professor de comportamento organizacional do International Institute for Management Development (IMD), de Lausanne, na Suíça.
Algumas companhias já têm líderes com esse perfil e mantêm programas para treinar seus talentos em todas as dimensões citadas anteriormente: pessoas, resultados, cultura do negócio e relacionamento com o mercado.
VOCÊ S/A ouviu seis empresas que estão na ponta. A IBM, por exemplo, nutre essa preocupação antes mesmo de o profissional atingir um cargo de gerente. Os trainees que são identificados como potenciais líderes são orientados para chegar ao topo de acordo com os valores da empresa. Por meio de treinamentos, a IBM desenvolve as competências que ela considera fundamentais para o negócio, como foco em estratégia, gestão de pessoas, ética, conhecimento do negócio global e do cliente. "Eles participam de workshops, palestras, programas e-learning e presenciais, e por fim há um feedback para todos sobre seu desempenho", diz Luana de Matos, gerente de desenvolvimento da IBM. Depois disso, o profissional ainda passa por um processo de mentoring, no qual um executivo sênior orienta seus próximos passos." [...] (continua no post abaixo) .
.
PS - Todas as imagens foram copiadas do site Getty Images.
.

2 comentários:

  1. Ola Herbert

    Retribuindo a sua visita. Gostei muito do seu comentario e se depender de mim, estarei sempre por aqui. Agora mesmo, estou encantada com o assunto abortado nesse topico sobre liderança. Sou especializada na area de gestao de pessoas, e esse è um dos meus temas preferidos. Vou levar o seu link, ok?

    Um grande abraço pra voce.

    ResponderExcluir
  2. Cris, que bom que você veio! Melhor ainda saber que você é da área de recursos humanos. O foco principal do blog, como o próprio nome indica é também a gestão de pessoas.
    Tomo a liberdade de, desde logo, convidá-la a escrever para o blog, contando suas experiências e vivências, como profissional especializada, principalmente se estiver exercendo a atividade ai, na Itália.
    Daria-me enorme alegria e honra, contar com a contribuição regular de uma blogueira, brasileira, na Europa, que pudesse nos trazer histórias e comentários de outra cultura. Observe que meu blog não tem publicidade. Esteja à vontade.
    O e-mail para contato é herbert.drummond@bol.com.br. Você é uma simpatia de pessoa.
    Fraterno abraço.

    ResponderExcluir