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O dia 7 de junho é marcado pela comemoração da liberdade de imprensa. A liberdade de imprensa é o direito dos profissionais da mídia de fazer circular livremente as informações, um pressuposto para a democracia. O contrário dela é a censura, própria dos governos ditatoriais, que limitam o poder de ação da mídia de acordo com seus interesses particulares. A data é celebrada por profissionais da área através do exercício de seu trabalho ou mesmo em protestos. Em recompensa ao trabalho árduo da imprensa, existem diversos prêmios que prestigiam atuações em situações nem sempre favoráveis à liberdade, como a cobertura de países em guerra, por exemplo. É importante que este dia nos lembre que os meios de comunicação têm o direito e o dever de manter os cidadãos informados. Entretanto, ser livre não quer dizer desrespeitar a liberdade dos outros. Por isso, a imprensa tem o direito de liberdade, mas também tem uma obrigação com a ética. Essa conduta serve para evitar que fatos sejam divulgados sem a devida apuração da verdade, pois a repercussão pode fugir do controle. A força de uma afirmação errada é bem maior do que de um direito de resposta.

pensamento dia

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Frase

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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Dercy Gonçalves

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Fiquei na maior "encruzilhada" se iria produzir um post sobre a morte de Dercy Gonçalves. Fiquei aqui pensando, "será que o assunto cabe no repertório do blog? Ai lembrei que noutro dia fiz um post sobre a morte de um artista, não lembro agora qual (e, me desculpem, mas estou com uma preguiça danada de pesquisar...) quando escrevi uma frase - comum, quase um clichê - em que eu expressava um sentimento pessoal. Disse, ou melhor, escrevi que "quando morria um artista de minha geração, que fizesse parte da história das minhas emoções, momentos e lembranças, era como se diminuisse, um pouco, o brilho do melhor da minha vida, . Como se um pedacinho, do melhor de mim, se apagasse". Parece meio teatral, mas assim que penso, é assim que sinto. Sinto mesmo! Fico triste, ensimesmado e nostágico.
Assim foi, também, com a morte de Dercy Gonçalves. Lembro-me dela desde os tempos da minha meninice, dos filmes de "chanchada". Não vou, aqui, me atrever a fazer qualquer comentário sobre a personagem e a vida de Dercy. Apenas quero prestar meu preito à essa artista que, tantas vezes me fez rir e que admirava pelo seu amor à vida.
Melhor do que qualquer texto que tenha lido, este do grande Carlos Heytor Cony, da Folha de São Paulo, - cuja imagem "colei" acima - foi o escolhido para marcar o meu sentimento pela morte da "dama da irreverência". Se não conseguir ler na imagem, transcrevo abaixo a íntegra da coluna, disponível apenas para os assinantes no site da Folha de São Paulo.
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Dercy
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.......... "Entre as coisas estranhas que me aconteceram, a mais complicada e inútil foi a de superintender a teledramaturgia da antiga Rede Manchete, que então atravessava boa fase, com produções de sucesso, como "Marquesa dos Santos" e "Dona Beja". Em conversa com Adolpho Bloch, ele sugeriu que se fizesse uma novela tendo como cenário principal uma gafieira dos tempos em que ele chegara da Rússia, e cujo nome era "Kananga do Japão".
.......... Havia o filme "Cabaret", um palco da Berlim dos anos 20 do século passado. A partir desse palco, foi contada a história da ascensão do Terceiro Reich. Contratei pesquisadores para fuçar a história nacional dos anos 29 a 39, fizemos um bom levantamento de fatos políticos, sociais, esportivos e artísticos, mas nenhum deles sabia o que era Kananga do Japão. Muito menos o próprio Adolpho, que fora freguês da gafieira.
.......... Convidamos Dercy Gonçalves para dar um depoimento sobre aquele período. E dela veio a luz: Kananga do Japão era o nome de um perfume vagabundo, muito usado pelas prostitutas que vinham da Europa e se instalavam no Mangue ou nas imediações da velha Praça Onze.
.......... Numa reunião qualquer, quando alguém dizia que sentia o cheiro daquele perfume, era um código decente para avisar que havia uma profissional no pedaço. A partir dessa informação, foi mais fácil desenvolver o roteiro da novela, na qual a própria Dercy fez uma ponta, como a grande comediante do teatro de revista que só acabou com o advento da televisão, na qual ela também teve papel de destaque.
.......... Fez um gênero difícil para a sua época. Ela lembrava que, quando dizia um palavrão, era criticada como desbocada. E reclamava: "Hoje o palavrão é expressão cultural".
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