15 de jul de 2008

Executivo brasileiro comanda um dos maiores negócios do mundo.

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"Se o fato fosse um golpe, falcatrua ou escândalo de brasileiro no exterior, certamente a notícia ganharia as primeiras páginas de todos os jornais e destaques privilegiados na TV e outras mídias. Como o brasileiro em questão foi quem liderou um dos maiores negócios da atualidade - a compra da Anheuser-Busch (americana) pela InBev (belgo-brasileira) por 50 bilhões (isso mesmo, bilhões!) de dólares conduzida por Carlos Brito (presidente da InBev), o que sai nos jornais é uma matéria de um quarto de página na seção "Dinheiro" onde poucos leitores, de interesse específico, abrem suas páginas.
Perde-se a oportunidade de contar a história desse super-executivo - Carlos Brito - como exemplo de sucesso para inspirar outros jovens executivos brasileiros e elevar a auto-estima do país.
A mídia prefere destacar o prende-solta-prende-solta que envolve os esquema sórdidos de corrupçao e tráfico de influência.
Acho que os chefes de redação pensam que só uns poucos atletas brasileiros- e seu parcos feitos nas competições em torno do mundo - são capazes de causar a emoção nos seus leitores, telespectadoes ou ouvintes. Um grave erro de avaliação.
Pelo menos aqui no blog eu destaco esta notícia - cuja imagem da matéria publicada ontem (13/julho) na Folha de SP está colocada ai, ao lado - porque quem a liderou foi um brasileiro. Este negócio equivale a mais que um medalha de ouro nas olimpíadas que as grandes corporações disputam cotidianamente.
Já falamos, aqui, sobre Carlos Brito [Executivo brasileiro se destaca nos grandes negócios do planeta.] e de como, levando parte da nossa cultura para seu estilo de liderança, conseguiu alavancar a cervejaria belgo-brasileira, que comanda e colocá-la , atualmente, no topo do mundo, em seu ramo de negócios.
É ou não um fato para ser bem destacado? Comentado pelos grandes colunistas do Brasil? Entretanto não é o que acontece. Os "donos das notícias" preferem dar à opinião pública (que eu chamo de opinião publicada) outros tipos de exemplos e destacar as notícias do "mundo cão", que segundo eles "vendem mais".
Transcrevi partes importantes da matéria, que foi escrita por duas jonalistas americanas , Jessica Hal e Martine Gellerda da agência Reuters e traduzida por Clara Allan.
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[Trechos, que selecionei, da reportagem (imagem acima)na Folha de São Paulo (assinantes aqui)]
InBev adquire cervejaria dos EUA e torna-se líder global .
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"A cervejaria americana Anheuser-Busch fechou ontem sua aquisição por US$50 bilhões pela belgo-brasileira InBev, segundo fontes citadas ontem à noite pela agência de notícias "Reuters" e o jornal "The Wall Street Journal". O negócio criará a maior cervejaria do mundo em volume.
[...[ "A nova empresa será chamada Anheuser-Busch InBev, disse uma fonte que exigiu anonimato. A Anheuser terá cadeiras no conselho de direção da nova empresa, mas, segundo a fonte, ainda não está claro quantas."
[...] "A InBev, cujo presidente é o brasileiro Carlos Brito, tinha proposto seus próprios nomes para compor o conselho. Entre eles estava o de Adolphus Bosch IV, tio do atual executivo-chefe da Anheuser-Busch."
[...] "No mês passado, a InBev procurou tranquilizar a Anheuser em relação a algumas de suas preocupações, dizendo que manteria a sede da empresa americana em Saint Louis. Também foi dito que a principal cerveja da Anheuser, a Budweiser, tornaria-se a marca principal da nova companhia."
[...] "A aquisição da empresa americana que é ícone em seu país provocou reações de ultraje entre alguns políticos, incluindo o candidato presidencial democrata Barack Obama."
[...] "Outro obstáculo para a concretização do negócio é que qualquer acordo com a Anheuser é complicado pela relação dela com a maior cervejaria do México, o grupo Modelo, fabricante da cerveja Corona. O Grupo Modelo, que já pertence em 50% à Anheuser, tem o direito de escolher seu sócio e, portanto, de participar nas discussões de qualquer aquisição da Anheuser-Busch. Não foi possível obter declarações do grupo."
[...] "Enquanto a Anheuser controla quase metade do mercado americano, com marcas como Budweiser, Bud Light e Michelob, a InBev ocupa posições fortes na Europa ocidental e América Latina e está crescendo na Europa oriental e Ásia."
[...] "Formada em 2004 pela fusão da belga Interbrew com a brasileira AmBev, a InBev tem sua sede na Bélgica e é comandada por uma equipe de direção em sua maioria brasileira."
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