26 de jan. de 2021

Ex tem hífen?

 
"Ex" e o hífen

O prefixo "ex-" tem origem latina e exprime as ideias de separação, afastamento. O substantivo que lhe segue indica aquilo que alguém foi mas já não é.

Sempre deve ser seguido por hífen, ou seja, diante de qualquer palavra. Acompanhe os exemplos.

ex-aluno
ex-colega
ex-cônjuge
ex-chefe
ex-cunhado
ex-diretor
ex-esposa
ex-fumante
ex-funcionário
ex-goleiro
ex-jogador
ex-juiz
ex-marido
ex-namorada
ex-noivo
ex-prefeito
ex-presidente
ex-síndico



24 de jan. de 2021

Os primeiros dias no emprego... Você lembra dos seus?



 

F
iz uma rápida busca no Google sobre o "Primeiro Dia no Emprego"  e... surpresa! Encontrei 118.000.000 de links. Nas nossas vidas - por comum e principalmente nos dias de hoje - vivemos vários primeiros dias no(s) emprego(s). É uma experiência única e pode significar uma continuidade de carreira, uma definição de seu futuro profissional ou um tropeço irreparável para próximas oportunidades.
Eu mesmo, trabalhei em várias corporações. Em uma só empresa privada (13 anos) e em todas as outras, na Administração Pública (30 anos).  Em todas elas o primeiro dia continua na memória. Alguns pontos em comum entre eles, mas para cada corporação houve um primeiro dia especial.
É fato que quanto mais "macaco velho" a gente vai ficando, ao mudar de emprego, menos impacto isso causa em nossa experiência. A partir do terceiro emprego as manhas principais já estão todas dominadas. Todavia nos primeiros empregos vamos concordar que o primeiro dia é marcante e eu direi, com experiência bem vivida, que é decisivo e determinante para o seu sucesso. 
Pode acreditar que quando você entra naquele ambiente de trabalho, no seu primeiro dia não passa de uma... vítima. Todos (salvo as exceções de sempre) vão lhe observar com o "rabo do olho" e se puderem vão tirar suas casquinhas. É bullying mesmo! 
cada dia será diferente do anterior e do seguinte. A experiência de cada um difere do outro, mas alguns pontos são comuns e devem ser conhecidos por quem se aventura nos seus primeiros dias no trabalho. Principalmente se for realmente seu primeiro dia no primeiro emprego.
Só para ilustrar e quebrar um pouco o texto assistam o vídeo abaixo. É uma sátira muito bem produzida. Ria um pouco e lembre-se do que foi (ou como poderá ser) o seu... primeiro dia no emprego. E depois continue a ler o post...

Na função de executivo, que exerci no maior tempo da minha carreira, tive a oportunidade de assistir e conviver com muitos primeiros dias nos empregos de colegas e subordinados. Muitos mesmos! 
Vou resumir, para quem interessar possa, tudo o que já vi e já passei em situação semelhante, nos oito itens seguintes que extrai da internet e que considerei a lista mais completa e objetiva sobre o tema. : 

  • Chegue cedo - No seu primeiro dia todos os colegas ou subordinados vão ficar de olho em você. Ninguém vai olhar assim, diretamente, tudo pelos cantos dos olhos, mas serão capazes de descrever cada gesto e palavra que você fez e disse naquele dia .   
  • Observe muito - é da capacidade de saber observar e capturar, nos menores detalhes: como é o ambiente, como são as pessoas, como se comportam. Ah! Procure aprender e guardar os nomes daqueles mais próximos e que lhe forem apresentados.                              
  • Fale pouco, escute muito - isto é importantíssimo. Novato falador vai ficar marcado por muito tempo. Não dê palpites ou opiniões sobre nada, principalmente sobre o tradicional: política, futebol e religião. Nada! Bico fechado! Fale só banalidades do tipo "vai chover amanhã", "onde é o banheiro"  e coisas semelhantes.
  • Faça com atenção o que o lhe for pedido  - Não esqueça que é o seu primeiro dia. Embora todos digam o contrário você não pode errar! Vou repetir: você não pode errar no seu primeiro dia de emprego!!!  Portanto preste atenção e se não souber como se faz ou do que se trata pergunte. Perguntar pode, mas errar não.
  • Não se assuste com nada - Conto uma historinha. Eu era diretor e tive um engenheiro na equipe que no primeiro dia de seu novo emprego recebeu do seu gerente um carrinho de supermercado lotado com um processo que tinha quinze volumes de 200 páginas cada um. O gerente o chamou e disse que tinha quinze dias para fazer uma revisão no projeto e produzir um relatório. O jovem engenheiro suou frio, entrou em "estado de choque" e correu para minha sala para pedir transferência de diretoria (era concursado). No primeiro dia! Imagine o meu trabalho para dissuadi-lo e depois dar uma "chamada" no gerente. Tudo foi ajustado e o engenheiro continuou na diretoria e pelo que sei fazendo sucesso. Acho que o exemplo fala por si.
  • Saia junto com sua nova turma, mas se for convidado -  Se não for fique na sua. Se for convidado vá. Valem todos os itens anteriores e mais alguns do tipo "não seja dos primeiros a sair da mesa, mas nunca seja dos últimos". Não beba quase nada... só para "molhar o bico". Os novos colegas podem querer testar seu "coeficiente alcoólico". 
  • Vá direto para casa - em qualquer situação - saindo do trabalho ou do "happy hour" vá direto para sua casa. Não aceite dar nenhuma "esticada". No primeiro dia do emprego uma noitada pode ser fatal para seu futuro.
  • Prepare-se para o segundo dia de trabalho - esse é o melhor conselho de todos os anteriores para o primeiro dia no emprego.
Coloquei abaixo um vídeo muito qualificado -  copiado do YouTube que é o Canal do Coaching -. com a coach Adriana Cubas. Excelente o vídeo, cujo título é "5 DICAS DE COMO SE COMPORTAR NO PRIMEIRO DIA DE TRABALHO". Não deixe de assisti-lo.



22 de jan. de 2021

"Umbrella" é o título do curta metragem de animação brasileiro selecionado para concorrer ao Oscar


Leiam o texto do Correio Braziliense sobre o assunto:

O curta-metragem de animação brasileiro Umbrella está entre os filmes elegíveis para entrar na corrida do Oscar de 2021. Dirigido por Helena Hilário e Mario Pece, do estúdio independente Stratostorm, o filme estreou gratuitamente, no YouTube, em 7 de janeiro, e ficará disponível ao público até o dia 21. “Após a qualificação do Umbrella, optamos por divulgar o filme na plataforma livre do YouTube. Queremos que o público finalmente assista e compartilhe essa linda história para apoiar o cinema nacional independente”, comenta Helena, em material divulgado à imprensa.

Sem diálogos, o curta conta a história de Joseph, um menino que vive em um orfanato e, por memórias afetivas, sonha em ter um guarda-chuva amarelo. O encontro com uma jovem garota que acompanha a mãe até o local para fazer doações lhe dá novas perspectivas de pensamento, de acordo com a sinopse oficial. “Criamos um curta-metragem sem diálogos pois queríamos que a mensagem fosse universal, e que as emoções e as reflexões ecoassem pela própria narrativa, pela animação e música”, afirma Helena.

A história é inspirada em um evento real vivenciado pela irmã da diretora, e abordada de forma sensível, com uma mensagem de empatia e esperança. Escrito em 2011 e tendo estreado em 2019, o filme foi selecionado, no ano passado, para 19 festivais que qualificam para a disputa por um lugar na Academia."


Inspirado em eventos reais, enquanto uma menininha visitava um lar de crianças ela conhece Joseph, um menino que sonha em ter um guarda-chuva amarelo. Esse encontro inesperado desperta as memórias do passado dele. Uma história sobre empatia, gentileza e esperança.


20 de jan. de 2021

Bill Gates faz "profecias" para os tempos do "Novo Normal". Conheça-as.

 Recebi, por WhatsApp,  do meu dileto vizinho e amigo Antônio Henrique Collares, leitor do blog, o artigo abaixo publicado originalmente na revista Exame. 

Por ser um texto que se refere a Bill Gates, logicamente está muito reproduzido na Internet. Mesmo assim, resolvi trazê-lo para a Oficina de Gerência dado que o título - "Para Bill Gates, a pandemia mudará o mundo destas 7 maneiras drásticas" - é irresistível para não se procurar conhecê-lo.

O artigo se baseia em uma entrevista que Gates fez, em novembro, com o Dr. Anthony Fauci, sobre assuntos referidos à pandemia. 

Dessa entrevista e como pensador que é, (é conhecido que Gates previu, numa palestra do TED Talks em 2015 a possibilidade de uma pandemia como essa do Corona Virus - clique aqui para conhecer o fato) ele previu as mudanças mais destacadas, que humanidade vivenciará no período pós-pandemia. 

A simples figura de Bill Gates fazendo essas "profecias", já nos fazem meditar sobre elas e sobre o mundo que virá em seguida à passagem desse vírus avassalador pelo planeta. Ele tem autoridade e peso para essa reflexão e para ser ouvido.

Todos temos a certeza de que as mudanças virão. Não à toa a expressão "novo normal" já faz parte do nosso cotidiano; mas que mudanças serão essas? A sociedade, como um todo, ainda não teve tempo de conjeturar sobre isso, salvo alguns poucos pensadores, analistas profissionais e antropólogos. A pandemia ainda está viva no dia a dia de todos os povos. O tempo agora é de sobreviver.

Bill Gates, como sempre não se omitiu e apontou várias mudanças, que na visão dele, vão se concretizar nesse novo amanhã. O Artigo abaixo, da revista Exame, destacou sete delas que considerou as mais importantes. Leia com atenção e reflita, discuta nas suas redes e com os amigos. Gates está na direção certa? Devemos nos preparar para elas? Qais outras medidas você acrescentaria à sua lista?



Para Bill Gates, a pandemia mudará o mundo destas 7 maneiras drásticas


Cinco anos atrás, Bill Gates participou de uma palestra do TED Talks e, basicamente, previu a atual pandemia que estamos vivendo. Isso fez com que o fundador da Microsoft fosse considerado uma das vozes mais importantes sobre o futuro, chamando atenção para o que ele pensa sobre a vida pós covid-19. Este foi o assunto do primeiro episódio de sua nova série de podcast “Bill Gates e Rashida Jones Ask Big Questions“, divulgado em novembro.

A dupla entrevistou o especialista em doenças infecciosas Dr. Anthony Fauci, que discutiu como seria a implantação da vacina e por que é importante continuar usando máscaras e outras medidas de saúde pública. Separamos aqui as principais previsões feitas por Gates. Confira:

1. As reuniões remotas serão normalizadas

Antes da pandemia, você provavelmente ficaria preocupado se um cliente pudesse se sentir “desprezado” se você optasse por fazer uma reunião virtual.

“Assim como a Segunda Guerra Mundial trouxe as mulheres para a força de trabalho e muitas delas permaneceram, essa ideia de ‘Eu preciso ir para lá fisicamente?‘ pode ter vindo para ficar”, diz ele. Isso vale não só para as reuniões de trabalho como também para outras interações pessoais.

“A ideia de aprender, fazer uma consulta médica ou uma reunião de trabalho baseada apenas na tela mudará drasticamente”, prevê Gates.

2. O software terá melhorado (e muito)

Não só a ideia de uma reunião à distância parecerá mais natural, mas Gates também acredita que as ferramentas para fazer isso serão muito melhores do que as que estamos usando agora.

“O software era meio desajeitado quando tudo isso começou, mas agora as pessoas estão usando tanto que ficarão surpresas com a rapidez com que inovaremos os softwares”.

3. As empresas poderão adotar um escritório “rotativo”

Se estivermos produzindo mais à distância, isso significa que precisaremos ir menos ao escritório e isso terá efeitos significativos. O primeiro deles será sentido em como as empresas tomam decisões imobiliárias.

“Acho que as pessoas irão menos ao escritório. Você pode até mesmo dividir escritórios com uma outra empresa em que seus funcionários entrem em dias diferentes”, sugere Gates.

4. Escolheremos onde morar

Os efeitos indiretos de um trabalho remoto não param por aí. Eles também vão remodelar nossas cidades e comunidades, acredita Gates. Os centros urbanos serão menos importantes, e nossos bairros ganharão uma atenção extra.

“Nas cidades que têm muita procura, como San Francisco, é gasto uma quantia absurda em aluguel”, ressalta. Sem o fardo de um escritório que você precisa visitar todos os dias, ficar em lugares tão caros torna-se menos atraente, e uma casa maior em uma cidade menor com menos trânsito, muito mais.

5. Você se socializará menos no trabalho e mais com seus pares

Gates também observa um efeito indireto final dessas mudanças na maneira como trabalhamos e nos socializamos. Você irá gastar menos “tempo social” no trabalho, e passará mais tempo com seus familiares e vizinhos.

“Eu acho que a quantidade de contato social que você tem no trabalho pode diminuir, e então seu desejo de obter mais contato social em sua comunidade com seus amigos pode aumentar”, disse Gates a Jones.

6. As coisas não vão voltar totalmente ao normal por um bom tempo

Se essa última previsão parece atraente, a próxima já é menos animadora. Mesmo depois de uma vacina, que seja distribuída amplamente, as coisas não voltarão totalmente ao normal até que o mundo inteiro derrote a doença.

“Há uma fase em que teremos números muito baixos nos Estados Unidos, por exemplo, mas ainda estará alto em outras partes do mundo, então a doença pode ressurgir. Acho que muitas pessoas permanecerão bastante conservadores em seu comportamento, especialmente se eles convivem com pessoas mais velhas, cujo risco de ficar muito doente é muito alto”, afirma. 

A verdadeira normalidade retornará quando não apenas os EUA tiverem a pandemia sob controle, mas o resto do mundo também.

7. A próxima pandemia não será tão grave

Se você está triste ao pensar que é improvável que você vá a shows com dezenas de milhares de fãs ainda neste ano, Gates tem uma última previsão positiva para animá-lo. Embora essa pandemia tenha sido um pesadelo, ele tem esperança de que na próxima vez que uma doença como a covid-19 surgir, o mundo se sairá muito melhor.

“O principal motivo de ter um impacto menos destrutivo é que teremos praticado, e nossas ferramentas de teste serão muito melhores. Não seremos tão estúpidos na segunda vez”, conclui.

Junte tudo isso e foque em uma imagem otimista de um futuro de trabalho mais eficiente e maior preparação para doenças. “Mas, enquanto isso, ainda temos muito que fazer”, conclui Gates


Em Tempo - Clique aqui para - caso deseje - ler o artigo no site da                          revista Exame.


19 de jan. de 2021

A Lenda Sioux







A “Lenda Sioux” que fala do velho feiticeiro, do jovem casal de índios apaixonados e do falcão e da águia é uma linda história muito difundida na internet.

Normalmente não coloco esses textos aqui no blog. Eles transitam livremente nas redes sociais, nos links de buscas do Google, Bing e outros. Muitas dessas historinhas trazem no bojo algumas lições que merecem ser repetidas porquanto são verdades importantes que esquecemo-nos de aplicar em nossos comportamentos.

A "Lenda Sioux" é uma delas. Aproveitei o texto que estava no "Nuestro Blog" (clique no link mais abaixo) do Grupo Finsi (Espanha) já bem conhecido dos leitores da Oficina de Gerência. O comentário que está no post espanhol é de José Luis Bueno Blanco, consultor e sócio do Grupo Finsi com inúmeros artigos publicados no site

O texto em si é, além de muito conhecido, autoexplicativo. Trata de forma bem leve de um tema pesado no grupo de comportamentos que os seres humanos exibem quando convivem uns com os outros de maneira mais próxima. 

A lição que a Lenda Sioux passa é sobre a forma de reconhecermos e como escapar das armadilhas que nos levam aos desentendimentos com as pessoas que amamos e respeitamos. Todos nós já conhecemos (e alguns até vivenciaram) casos de desavenças entre casais, pais e filhos, irmãos, sócios, colegas, amigos... Porque isso acontece com tanta frequência?

A antiga historinha tem uma boa explicação e aponta uma saída. É possível evitarmos que essas situações nos peguem desprevenidos. Leiam (ou releiam) a Lenda Sioux e não se esqueçam de aplicá-la às suas vidas.


Clique aqui

Lenda Sioux

       Uma reflexão sobre a convivência.         




Há alguns dias atrás  me contaram essa história ou lenda. Como quase tudo que é distribuído através da rede, é difícil saber a fonte real, uma vez que vai sendo passado de mão em mão. O que vi é que o tema era muito usado, por exemplo, em cerimônias como casamentos civis ou cursos pré-matrimoniais. Em qualquer caso, sempre referido à união e coexistência de duas pessoas.

Eu gostei muito; e além da óbvia lição moral do conto gostei mais ainda de outras lições apontadas e que eu quero comentar. Entretanto vou colocar primeiro o texto completo.
Conta uma velha lenda dos índios Sioux que uma vez chegaram à tenda do velho feiticeiro da tribo, de mãos dadas, Touro Bravo, o mais valente e honrado entre os jovens guerreiros e Nuvem Azul, a filha do cacique e uma das mais belas mulheres da tribo.

- Nós nos amamos - começou o jovem guerreiro.

- E vamos nos casar, disse ela.

- E nós amamos tanto que estamos com medo. Queremos um feitiço, uma magia ou um talismã; alguma coisa que possa garantir que estaremos sempre juntos, que nos assegure estarmos um ao lado do outro até encontrar a morte.

- Por favor – repetiram - há alguma coisa que possamos fazer?

O velho olhou para eles e se emocionou por vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos esperando por sua palavra.

-  Há sim, alguma coisa - disse o velho - mas não sei... É uma tarefa muito difícil e sacrificada.

- Nuvem Azul - disse o feiticeiro -  vês a montanha ao norte da nossa aldeia? Você deve subir sozinha e sem armas, apenas com uma rede em tuas mãos. Você deve caçar o falcão mais belo e forte da montanha. Se você o pegar vai trazê-lo aqui, vivo, no terceiro dia depois da lua cheia. Você entendeu?

 E você, Touro Bravo - prosseguiu o feiticeiro - deve escalar a montanha do Trovão. Quando chegar ao topo, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com tuas mãos e uma rede, você deve pegá-la sem feridas e traze-la a mim, viva... no mesmo dia que virá Nuvem Azul. Podem  sair agora!

Os jovens abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir as missões encomendadas pelo feiticeiro, ela em direção ao norte e ele ao sul.
No dia marcado, em frente à tenda do feiticeiro, os dois jovens esperavam com as sacolas que continham as aves solicitadas. O velho bruxo lhes pediu que com muito cuidado elas fosse retiradas dos sacos, eram verdadeiramente belos exemplares.

- E agora, o que faremos – perguntou o jovem – vamos matá-los e ter a honra de beber o seu sangue?

- Não - disse o velho.

- Vamos cozinhá-los e comer sua carne valorosa? – Propôs a jovem.

- Não! Repetiu o velho. Vão fazer o que lhes digo: peguem os dois pássaros e os amarrem juntos pelas patas com essas tiras de couro. Quando as tenham atadas, soltem-nas e deixem que voem livres.

O guerreiro e a jovem fizeram o que foi pedido e soltaram as aves. A águia e o falcão tentaram levantar voo, porém só conseguiu rolar-se no chão. Poucos minutos depois, irritadas pela incapacidade de voar, as duas aves atacaram-se com bicadas entre si até se machucarem.

- Este é o feitiço. Jamais se esqueçam do que viram. Vocês são como uma águia e um falcão, se estiverem presos uma ao outro, ainda que o façam por amor,  não só viverão arrastando-se quando poderiam voar como mais cedo ou mais tarde começarão a maltratar um ao outro. Se querem que o amor entre vocês perdure: VOEM JUNTOS, MAS JAMAIS AMARRADOS!

 Clique no vídeo e veja a "Lenda Sioux" com ilustrações



A moral da história e o conselho que surgem da lenda refletem o aviso de que em qualquer união, seja no casamento, seja entre irmãos, entre amigos, entre sócios, etc., é necessário respeitar os espaços individuais para poder, precisamente, preserva-se a magia do amor, da amizade e do respeito nas alianças que escolhemos viver.

O que mais me chamou a atenção está na frase " Poucos minutos depois, irritadas pela incapacidade de voar, as duas aves atacaram-se com bicadas entre si até se machucarem. Depois de enfrentarem uma difícil situação poderiam ter escolhido várias estratégias como tentar descobrir como remover o laço que as amarrava, tentar voarem juntas, resignar-se às circunstâncias e conviver com ela... No entanto, o que fazem é acima de tudo procurar um culpado e, claro, arremeter contra ele. Sequer pensaram que foram “outros” quem as amarraram.

Mais além do que limitarmo-nos a observar a questão sob o ângulo dos casamentos e levando a história para o entorno dos ambientes de trabalho  podemos também tirar algumas lições. 

Por exemplo, um programa onde duas equipes se unem para levar um projeto adiante. Quando o cliente, seja externo ou interno, pressiona por prazo, uma das reações que geralmente ocorre ante de um clima de medo, é que cada equipe se defende atacando a outra, e dentro de cada equipe, cada pessoa ataca uma outra. Porque a nossa primeira opção é, habitualmente, como fizeram as aves da história, "atacarmo-nos com bicadas até nos machucarmos”.


16 de jan. de 2021

Comece a aprender com os velhos "Dinossauros". Eles estão entre nós...


artigo do experiente jornalista Mário Chimanovitch  escrito para a 3ª página da Folha de São Paulo, na edição de 16 de outubro de 2012, repercutiu em vários blogs importantes. O título por si só já é instigante, "O lamento de um dinossauro". O texto então é primoroso.

O autor - com 67 anos - escreve com leveza e bom humor, mas não esconde o gosto amargo de quem se sente excluído do seu habitat e frustrado por não poder passar sua experiência aos mais jovens. É de fato um lamento.

A rigor o artigo é um libelo O preconceito contra os "velhos dinossauros" nos ambientes corporativos é uma realidade que presenciei inúmeras vezes. É um tema que mostra uma face cruel da sociedade e por ser desconfortável e desagradável é pouco abordado por consultores, palestrantes, escritores e jornalistas. É uma daquelas feridas que a opinião pública não gosta de expor. É um assunto tabu.

Extrai um trecho do artigo para motivar a curiosidade do leitor que haja chegado até aqui:

  • [...] "Ser velho, nestes tempos estranhos, é ser um estorvo, ser inútil, um dinossauro improvável, movimentando-se num universo de frágeis louças. Eu sou um dinossauro e vivo trombando o grande rabo da minha longa história contra as prateleiras deste mundo asséptico. Acho que estou sobrando." [...]
Acho que os jovens realmente ignoram a experiência de vida e a vivência profissional dos seus companheiros de trabalho mais velhos. É um enorme desperdício de conhecimento e talento. Algumas empresas se preocupam com isto e colocam seus funcionários mais experientes para trabalhar em programas de mentoring - que infelizmente são pouco utilizados pelas corporações brasileiras - contribuindo para a formação de técnicos e executivos em seus quadros de pessoal.
Enfim, como membro do "clube dos dinossauros" senti-me meio que na obrigação de divulgá-lo como uma participação para combater esse preconceito que coloca à margem da estrada uma importante fonte de energia corporativa.  E isso é válido tanto para a iniciativa privada quanto para a Administração Pública.




14 de jan. de 2021

O problema não é meu...

Este, abaixo, é um famoso vídeo de ilustração sobre um dos maiores problemas do dia a dia corporativo. Refiro-me àquelas pessoas (colegas ou colaboradores) que "cultivam" o descompromisso, a autolimitação, o medo do envolvimento e o desinteresse imediato pelos problemas à sua volta que "não lhe dizem respeito."

A animação é antiga - está na internet em vários sites de vídeo e ilustra à perfeição essa péssima característica do ser humano, no mundo moderno. 

Acho que a melhor lição que podemos tirar ao ver o vídeo é a reflexão - que deveria ser permanente e transformada em hábito cotidiano - sobre a covardia de atitude quando assumimos essa postura de que "o problema não é meu e por isso faço que não estou vendo".


O que posso dizer a respeito é que jamais conheci um líder - estou falando de liderança de verdade - cuja postura fosse, sequer, próxima dessa. Por isto recomendo que ao ver o vídeo - seja pela primeira vez ou por uma segunda - pense pelo outro lado da moeda. 

O comprometimento com os problemas à sua volta deve ser um hábito permanente. Seja no mundo corporativo, seja nos mundos fora da empresa, infelizmente é muito comum cruzarmos com essas amebas corporativas que simplesmente se escondem quando decisões precisam ser tomadas. Não dizem nada, não sabem nada, fogem das reuniões e andam de cabeça baixa para não serem lembrados. 

Se por acaso são convocados para alguma participação em grupo ou campanha social utilizam com maestria sua maior habilidade, tornarem-se invisíveis e irrelevantes.

Confesso que tive algumas dessas pessoas como colegas ou como subordinados. Nesses casos buscava recolocá-los no nível dos demais colegas e, confesso, poucas vezes tive êxito. Na verdade, nos ambientes corporativos não há tempo para perder em buscar uma conversão desses tipos. A solução é uma só...



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EM TEMPO - Há um outro vídeo (muito antigo) que aborda o mesmo tema. Se gostou do vídeo acima assista o seguinte que é um clássico. 
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