30 de mai de 2013

A Lenda Sioux (Grupo Finsi)

http://i1.ytimg.com/vi/014lKuHYmZw/hqdefault.jpg
A “Lenda Sioux” que fala do velho feiticeiro, do jovem casal de índios apaixonados e do falcão e da águia é uma linda história muito difundida na internet.
Normalmente não coloco esses textos aqui no blog. Eles transitam livremente nas redes sociais, nos links de buscas do Google, Bing e outros. Muitas dessas historinhas trazem no bojo algumas lições que merecem ser repetidas porquanto são verdades importantes que esquecemos-nos de aplicar em nossos comportamentos.
A "Lenda Sioux" é uma delas. Aproveitei o texto que estava no "Nuestro Blog" (clique no link mais abaixo) do Grupo Finsi (Espanha) já bem conhecido dos leitores da Oficina de Gerência. O comentário que está no post espanhol é de José Luis Bueno Blanco, consultor e sócio do Grupo Finsi com inúmeros artigos publicados no site (clique aqui).
O texto em si é, além de muito conhecido, autoexplicativo. Trata de forma bem leve de um tema pesado no grupo de comportamentos que os seres humanos exibem quando convivem uns com os outros de maneira mais próxima. Estes conjuntos estão sempre ameaçados por conflitos entre si e normalmente por motivos banais e contornáveis.
A lição que a Lenda Sioux passa é sobre a forma de reconhecermos e como escapar das armadilhas que nos levam aos desentendimentos com as pessoas que amamos e respeitamos. Todos nós já conhecemos (e alguns até vivenciaram) casos de desavenças entre casais, pais e filhos, irmãos, sócios, amigos... Porque isso acontece com tanta frequência?
A antiga historinha tem uma boa explicação. É possível evitarmos que essas situações nos peguem desprevenidos. Leiam (ou releiam) a Lenda Sioux e não se esqueçam de aplicá-la às suas vidas.
José Luis Bueno Blanco

Lenda Sioux

       Uma reflexão sobre a convivencia.         



Há alguns dias atrás  me contaram essa história ou lenda. Como quase tudo que é distribuído através da rede, é difícil saber a fonte real, uma vez que vai sendo passado de mão em mão. O que vi é que o tema era muito usado, por exemplo, em cerimônias como casamentos civis ou cursos pré-matrimoniais. Em qualquer caso, sempre referido à união e coexistência de duas pessoas.
Eu gostei muito; e além da óbvia lição moral do conto gostei mais ainda de outras lições apontadas e que eu quero comentar. Entretanto vou colocar primeiro o texto completo.
Conta uma velha lenda dos índios Sioux que uma vez chegaram à tenda do velho feiticeiro da tribo, de mãos dadas, Touro Bravo, o mais valente e honrado entre os jovens guerreiros e Nuvem Azul, a filha do cacique e uma das mais belas mulheres da tribo.

- Nós nos amamos - começou o jovem guerreiro.

- E vamos nos casar, disse ela.

- E nós amamos tanto que estamos com medo. Queremos um feitiço, uma magia ou um talismã; alguma coisa que possa garantir que estaremos sempre juntos, que nos assegure estarmos um ao lado do outro até encontrar a morte.

- Por favor – repetiram - há alguma coisa que possamos fazer?

O velho olhou para eles e se emocionou por vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos esperando por sua palavra.

-  Há sim, alguma coisa - disse o velho - mas não sei... É uma tarefa muito difícil e sacrificada.

- Nuvem Azul - disse o feiticeiro -  vês a montanha ao norte da nossa aldeia? Você deve subir sozinha e sem armas, apenas com uma rede em tuas mãos. Você deve caçar o falcão mais belo e forte da montanha. Se você o pegar vai trazê-lo aqui, vivo, no terceiro dia depois da lua cheia. Você entendeu?

 E você, Touro Bravo - prosseguiu o feiticeiro - deve escalar a montanha do Trovão. Quando chegar ao topo, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com tuas mãos e uma rede, você deve pegá-la sem feridas e traze-la a mim, viva... no mesmo dia que virá Nuvem Azul. Podem  sair agora!

Os jovens abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir as missões encomendadas pelo feiticeiro, ela em direção ao norte e ele ao sul.
No dia marcado, em frente à tenda do feiticeiro, os dois jovens esperavam com as sacolas que continham as aves solicitadas. O velho bruxo lhes pediu que com muito cuidado elas fosse retiradas dos sacos, eram verdadeiramente belos exemplares.

- E agora, o que faremos – perguntou o jovem – vamos matá-los e ter a honra de beber o seu sangue?

- Não - disse o velho.

- Vamos cozinhá-los e comer sua carne valorosa? – Propôs a jovem.

- Não! Repetiu o velho. Vão fazer o que lhes digo: peguem os dois pássaros e os amarrem juntos pelas patas com essas tiras de couro. Quando as tenham atadas, soltem-nas e deixem que voem livres.

O guerreiro e a jovem fizeram o que foi pedido e soltaram as aves. A águia e o falcão tentaram levantar voo, porém só conseguiu rolar-se no chão. Poucos minutos depois, irritadas pela incapacidade de voar, as duas aves atacaram-se com bicadas entre si até se machucarem.

- Este é o feitiço. Jamais se esqueçam do que viram. Vocês são como uma águia e um falcão, se estiverem presos uma ao outro, ainda que o façam por amor,  não só viverão arrastando-se quando poderiam voar como mais cedo ou mais tarde começarão a maltratar um ao outro. Se querem que o amor entre vocês perdure: VOEM JUNTOS, MAS JAMAIS AMARRADOS!

 Clique no vídeo e veja a "Lenda Sioux" com ilustrações



http://www.meu.cantinho.nom.br/gifs/falcao.gif
A moral da história e o conselho que surgem da lenda refletem o aviso de que em qualquer união, seja no casamento, seja entre irmãos, entre amigos, entre sócios, etc., é necessário respeitar os espaços individuais para poder, precisamente, preserva-se a magia do amor, da amizade e do respeito nas alianças que escolhemos viver.
O que mais me chamou a atenção está na frase " Poucos minutos depois, irritadas pela incapacidade de voar, as duas aves atacaram-se com bicadas entre si até se machucarem. Depois de enfrentarem uma difícil situação poderiam ter escolhido várias estratégias como tentar descobrir como remover o laço que as amarrava, tentar voarem juntas, resignar-se às circunstâncias e conviver com ela... No entanto, o que fazem é acima de tudo procurar um culpado e, claro, arremeter contra ele. Sequer pensaram que foram “outros” quem as amarraram.
Mais além do que limitarmo-nos a observar a questão sob o angulo dos casamentos e levando a história para o entorno dos ambientes de trabalho  podemos também tirar algumas lições. Por exemplo, um programa onde duas equipes se unem para levar um projeto adiante. Quando o cliente, seja externo ou interno, pressiona por prazo, uma das reações que geralmente ocorre ante de um clima de medo, é que cada equipe se defende atacando a outra, e dentro de cada equipe, cada pessoa ataca uma outra. Porque a nossa primeira opção é, habitualmente, como fizeram as aves da história, "atacarmo-nos com bicadas até nos machucarmos”.


2 comentários:

  1. Sempre posts cultos. Passando para deixar um abraço, meu querido amigo Herbert. Sucesso e saúde pra ti.

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    1. Querido amigo, tua passagem por aqui é sempre uma alegria para esse velho blogueiro. Sempre positivo, sempre dando aquela força... Estou em nova etapa da minha vida. Aos 67 anos (quase 68) fui "desaposentado" pela 2ª vez. Por isso não estou dando ao blog a atenção que me faz feliz. Acho que já te disse que a blogosfera é a minha melhor terapia ocupacional. As visitas dos amigos queridos me deixam confortado. Nossa amizade é uma das melhores partes dessa vida virtual que me deixa muito leve.

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