31 de out de 2018

TOC ou mania? Todo mundo tem algumas delas. Descubra qual é a sua.


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Todos já ouvimos, vimos ou lemos artigos sobre o TOC, Transtorno Obsessivo Compulsivo. Então porque cargas d’água está o blogueiro a apresentar na sua Oficina de Gerência um artigo sobre um tema tão explorado? Só no Google são aproximadamente 257.000 links para pesquisa.

A minha resposta é simples. Primeiro porque gostei do artigo, segundo porque é escrito pela psicóloga espanhola Nuria Fernandez Lopez que conheço pelos muitos textos seus que tenho lido no Blog do Grupo Finsi e terceiro porque está muito claro e compreensível fugindo da terminologia técnica que sobra nos links do Google.

Colocaria mais um item, o TOC é uma realidade pouco conduzida a sério em nossa sociedade. Normalmente levamos na gozação as pessoas dos nossos círculos que apresentam sintomas do transtorno.

No artigo a autora explica direitinho e numa linguagem direta e sem tecnicismos as diferenças entre o que seja um comportamento obsessivo compulsivo e uma simples mania ou hábito.

E como o tema se encaixa no conteúdo da Oficina de Gerência? Essa é fácil! Apenas respondam se nunca trabalharam com um colega ou sob a chefia de alguém que não tivesse pelo menos uma tendência para entrar no clube do TOC?

Começo por mim mesmo. Alguns comportamentos que tenho podem ser facilmente classificados como próximos do TOC. Cito um: o “hábito” de estar arrumando repetidamente os objetos (canetas, papeis, objetos) sobre a minha mesa nos seus lugares certos e tudo organizado e alinhado. Normal? Sim! Se isso não me tirasse (às vezes) do foco de uma reunião que está acontecendo ali mesmo, na minha frente. E a coisa fica feia quando aparece uma vontade (quase) incontrolável de organizar os objetos sobre as mesas dos outros. Já me flagrei começando a fazer isso (que mico!), mas parei antes de começar. É um TOC? Negativo! Consigo me controlar e é essa diferença que o artigo da Nuria aborda. O que é um “TOC doença” e o que é uma mania que pode ser suprimida se estiver chegando perto de ultrapassar o limite entre uma e outra . 

Cuidado com suas manias


As manias estão associadas a ideias, pensamentos ou impulsos recorrentes e persistentes que são considerados como exagerados ou sem sentido. A  pessoa que os experimenta realiza esforços para ignorá-los ou suprimi-los, às vezes sem sucesso. É então que se põem em marcha  os comportamentos compulsivos destinados a reduzir a ansiedade que foi motivada pela obsessão.


Contar uma e várias vezes objetos, telhas, carros, postes, semáforos, etc.; verificar repetidamente que as coisas estão na ordem desejada; verificar milhares de vezes que a porta ou a válvula de gás estão fechadas; lavar as mãos repetidamente; vestir-se sempre na mesma ordem são algumas das manias mais comuns.
A chave para saber se uma mania é uma raridade ou é algo mais sério é identificar quão frequentes e numerosas elas são. Se elas são muito numerosas ou muito frequentes estaríamos falando de um autêntico problema de comportamento que pode se tornar uma verdadeira escravidão para a pessoa que o possui.
Existem casos em que o tempo que é consumido pelo ritual ou mania é tanto que a pessoa se coloca literalmente incapacitada para levar uma vida normal.
Os psicólogos não se referem a manias ou hobbies, que são termos coloquiais, mas falam de rituais. Este tipo de comportamento é característico de pessoas que padecem de um transtorno denominado: obsessivo compulsivo. 
Imagem relacionadaEste transtorno se caracteriza porque a pessoa experimenta um estado de ansiedade ou nervosismo que por sua vez desencadeia toda uma série de pensamentos, sentimentos, sensações e ideias recorrentes, chamadas de obsessões, assim como, comportamentos e atitudes que "devem ser assumidos e realizados" sem qualquer razão aparente chamados de compulsões. As pessoas com esse transtorno levam a cabo suas compulsões (lavar as mãos, contar, organizar, etc) como um mecanismo para reduzir a ansiedade causada por pensamentos prévios do tipo "algo de ruim vai acontecer se eu não fizer isso ou aquilo" ou "eu estou contaminado, sujo"...
As manias estão associadas a ideias, pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes e persistentes que são vividos como exagerados ou sem sentido. A pessoa que os experimenta realiza coisas para ignorá-los ou suprimi-los por vezes, sem sucesso. É então que se põem em marcha as condutas compulsivas destinadas a reduzir a ansiedade motivada pela obsessão.
Por exemplo, uma pessoa pode ter uma obsessão de contaminação e todos os seus pensamentos se voltam para identificar fontes potenciais de infecção e dependendo do grau, qualquer coisa em que tocam ou mesmo algo em particular passa a ser uma fonte de contaminação como o fato gerador de uma possível transmissão de doenças, contágio, poluição, sujeira, etc. Isso lhe gera nessa pessoa muita ansiedade, angustia e nervosismo e a forma de reduzir essa tensão é lavar as mãos ou a "área contaminada" uma ou mil vezes.
http://www.einstein.br/PublishingImages/home-tic-toc.jpgAlgumas das "manias ou rituais” mais comuns são:
• Necessidade de que todas as coisas da casa estejam exatamente em seus lugares certos.
• Tendência para colocar os objetos de forma simétrica e alinhada.
• Fazer recontagem, uma e outra vez e de novo, pela necessidade de organizar, numerar e classificar.
• Medo irracional de adoecer que conduz a tomar precauções exageradas, visitando médicos por sintomas leves, proteger-se por temor das correntes de vento, contágio e tudo o que é percebido como um perigo.
• A necessidade de lavar constantemente as mãos ou a boca.
• O medo de tocar as coisas que entram em contato com outras pessoas ou apertar as mãos.
• Medo exagerado de contaminar-se com produtos alimentares e seus componentes.
• Nojo das próprias secreções corporais.
Resultado de imagem para toc• Observe a  tendência para repetidamente verificar se portas, janelas, chaves e luzes estão devidamente fechadas e / ou desligado.
• Cuidados excessivos com os gastos próprios e de outras pessoas, porque o dinheiro é considerado como "algo a ser acumulado como provisão para futuros desastres."
• Incapacidade de se desfazer de objetos desgastados ou inúteis, mesmo quando eles não têm valor sentimental.
Muitos de nós nos preocupamos com algumas das coisas que aparecem na
lista acima. A diferença entre uma preocupação e uma situação problemática pode ser estabelecida quando, no primeiro caso é algo que nos incomoda, mas não pressupõe que haja uma situação de tensão ou estresse; já no segundo caso, passa a existir uma grande tensão, angústia e desequilíbrio emocional até que se possa levar a cabo o “ritual ou a mania” (lavar-se, contar, organizar, etc). O problema do transtorno começa quando “se levar a cabo o ritual” torna-se uma necessidade imperiosa, mesmo contra a própria vontade, problema que não só atinge o doente, mas também para aqueles que convivem com essa pessoa.
Normalmente o transtorno começa com um só ritual, mas pouco a pouco vão sendo incorporados novos.
Os diagnósticos de TOC geralmente são feitos pelos psicólogos ou psiquiatras que entrevistam o paciente para conhecer e compreender os seus sintomas e realizar exames físicos para descartar possíveis causas do tipo orgânico, bem como aplicar questionários que permitam fazer uma detecção precisa e determinar o tratamento.
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Ainda que as causas desta doença não tenham sido claramente identificadas, a abordagem do profissional requer, em geral, a administração de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, projetados para ensinar o paciente a reduzir a ansiedade, resolver conflitos internos e encontrar métodos eficazes para controlar o estresse. Também é possível que este tratamento seja direcionado para expor o paciente de forma repetitiva a toda situação que possa desencadear tensão, mas com acompanhamento de especialistas, de modo que aprenda a resistir à urgência da vontade de realizar suas manias ou rituais. Além disso, é possível ensinar a interromper pensamentos indesejados e concentrar-se em aliviar o nervosismo e inquietação.
Há muitos comportamentos deste tipo, tais como a obsessão por limpeza, com a ordem das coisas, etc que as pessoas à volta e sem conhecimento técnico podem perceber perfeitamente, mas cuidado, porque há pessoas que são autênticas escravas de suas obsessões. O ser humano é uma criatura de hábitos e costumes, mas como uma recomendação geral não há qualquer mal em de repente fazermos algo de uma maneira totalmente diferente de como vimos fazendo regularmente, e ver o que acontece



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7 de out de 2018

Discurso de Tim Minchin na Universidade da Austrália Ocidental (UWA)

Trago novamente ao blog da Oficina de Gerência um texto da autoria da espanhola Núria Fernandez Lopez que é uma das fundadoras do Grupo Finsi. Só para comprovar a minha admiração tenho um marcador do Grupo dentro do Blog com diversos artigos. Só não produzo mais textos da Nuria porque, embora não pareça, dá um trabalho danado fazer a tradução do espanhol para o português.

O artigo abaixo apresenta um texto, que reproduz o discurso feito por Tim Minchin, famoso comediante da Austrália, na cerimônia de formatura da turma de 2013 na Universidade da Austrália Ocidental UWA) onde ele próprio se formou.

Gostei das ideias do palestrante. São... diferentes e inteligentes. Por isso resolvi compartilhá-las com os leitores do Blog. O texto é longo, mas se não tiver a persistência e a vontade é melhor não o ler agora. Deixe para depois ou veja o vídeo com a reprodução legendada do discurso que coloquei ao final do post. Porém, recomendo a leitura também. Vale o tempo.



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Discurso de Tim Minchin na Universidade da Austrália Ocidental (UWA)


O famoso discurso de Steve Jobs na Universidade de Stanford é hiperconhecido. No entanto, existem outros discursos não tão populares, mas a partir dos quais você também pode fazer reflexões interessantes. Nós já sabemos que, em matéria de resgate de mensagens, cada um coloca o ponto em seu próprio "i". Particularmente este discurso ainda que apresentado com uma certa acidez coletou ideias bastante aproveitáveis e suscetíveis de algum pensamento sobre isso. O popular comediante Tim Minchin foi convidado a fazer um discurso na cerimônia de formatura da UWA (University of Western Austrália) em 2013.

“... Em tempos mais obscuros eu fiz uma performance dentro de um evento para uma grande empresa que criou e vendeu software para contabilidade. Em uma tentativa, eu suponho, para inspirar seus vendedores a objetivos mais elevados eles haviam pago uma alta quantia para um "orador inspirado" que era praticante de esporte radical e havia perdido um par de membros por congelamento quando foi pego na borda de uma montanha. Foi muito estranho.

Eu acho que os fornecedores de software deveriam ouvir alguém que teve uma carreira longa e bem-sucedida de venda de software, e não um ex-alpinista demasiado otimista. Alguém que tenha vindo de manhã esperando a palestra para aprender mais sobre técnicas para melhorar as vendas terminou voltando para casa preocupado com o fluxo de sangue nos membros, o que não é inspirador; é confuso.

E se a montanha supostamente era um símbolo dos desafios da vida, e a perda de extremidades uma metáfora para o sacrifício, o cara do software não vai entender, certo? Porque ele não tem uma carreira em letras, certo? Pois deveria. As carreiras de letras são incríveis e ajudam a encontrar significado quando não há nenhum.

E lhes asseguro: não há nenhum. Não vá procurá-lo. Buscar significado é como procurar uma rima em um livro de receitas; não vai encontrar e ainda vai “estragar o seu suflê” (se não lhe agradou essa metáfora tampouco lhe irá agradar o restante)

A questão é que eu não sou um conferencista inspirador: Eu nunca perdi um membro ao lado de uma montanha (ou metaforicamente, nem de outra maneira). E que fique claro, eu não estou aqui para dar conselhos sobre sua carreira, porque ... bem, eu nunca tive o que muitos de vocês considerariam um trabalho. Bem, já tive numerosos grupos de pessoas ouvindo o que eu estava dizendo há muitos anos e, sim, isso me fez ter um ego excessivamente inflado.

Então, agora, com a oportuna idade de quase 38 anos, vou lhes oferecer nove lições para a vida (semelhantes, é claro, com nove lições e canções de Natal tradicionais, que tampouco não são muito claras).

Você pode encontrar algo inspirador dessas lições, algo um pouco aborrecido, e definitivamente vão esquecer tudo em uma semana. E eu os advirto: haverá muitas breguices e também aforismos obscuros que começam bem, mas acabam sem qualquer sentido. Então, prestem atenção ou vão acabar se perdendo como um cego batendo palmas numa farmácia tentando achar soro para lentes de contato através do eco.

Vamos lá. Preparados?

1.   Não é obrigatório ter um sonho.

Americanos em shows de talentos sempre falam sobre seus sonhos. Bem, se tem algo que você sempre sonhou com seu coração, vá em frente! Afinal, é algo a fazer com o seu tempo: busque um sonho. E se o seu sonho for grande o suficiente, vai levar a maior parte da sua vida para alcançá-lo, então quando você conseguir e estiver observando o abismo da falta de significado de sua realização, você estará quase morto, por isso não irá se importar.

Eu realmente nunca tive um daqueles sonhos grandes, então eu sou partidário do envolvimento apaixonado em perseguir objetivos de curto prazo. Seja micro-ambicioso. Abaixe a cabeça e trabalhe com orgulho em tudo o que você tem à sua frente; você nunca sabe onde pode isso vai acabar. Tenha em conta que o próximo objetivo que valha a pena perseguir provavelmente aparecerá no campo de visão periférica, que é por onde você deveria ter cuidado com os sonhos de longo prazo: se você olhar muito para a frente, não vai ver essa coisa brilhante com os cantos dos seus olhos.

2.      Não procure a felicidade.

Felicidade é como um orgasmo. Se pensar nela demais ela vai embora.

Mantenha-se ocupado, busque fazer alguém feliz, e você também pode acabar ficando feliz como um efeito colateral. Nós não evoluímos para ficarmos permanentemente felizes; o Homo Erectus contente foi  comido antes de perpetuar seus genes.

3.   Lembre-se: tudo é sorte.

Vocês têm sorte de estar aqui. Vocês foram incalculavelmente afortunados por haver nascido, e incrivelmente sortudos de terem sido criados em uma boa família que os ajudou a ter uma educação e incentivá-los a ir para a universidade.
Ou, se você nasceu em uma família horrível, então má sorte e você tem a minha simpatia, mas ainda assim é afortunado. Afortunado porque você resultou de ter nascido com o DNA que produz o tipo de cérebro, que mesmo sofrendo em um ambiente inapropriado na infância, tomou decisões que levaram você, finalmente, se formar na universidade.

Suponho que eu trabalhei duro para lograr as realizações duvidosas que tenho conseguido, mas eu não criei a parte de mim que me faz trabalhar duro, nem tampouco criei a parte de mim em que comi demasiados hambúrgueres em vez de ir para a aula enquanto eu estava aqui na UWA. Compreender que você não pode, realmente, se atribuir os méritos dos seus êxitos nem tampouco, culpar os outros por seus fracassos, fará com que você seja humilde e mais compassivo. A empatia é algo intuitivo, mas também é algo que você pode trabalhar intelectualmente.

4.   Faça Exercício.

Desculpem, seu filósofos pálidos, flácidos e fumantes graduados em filosofia, que arqueiam as sobrancelhas em uma curva cartesiano enquanto olham para a máfia do movimento humano abrindo seu caminho sinuosos através dos pequenos cones de trânsito de sua existência: você está errado e eles estão certos. Bem, vocês estão meio certos. Você pensa, logo você existe; mas da mesma forma você também corre, logo dorme bem, assim não é esmagado pela mesma angustia existencial. Você não pode ser Kant e também não quer ser.

Faça desporto, faça yoga, levante pesos, corra, seja o que for, mas cuide do seu corpo: você precisará dele. A maioria de vocês viverá quase cem anos, e até mesmo os mais pobres de vocês alcançarão um nível de riqueza com o qual a maioria dos humanos ao longo da história nem poderia ter sonhado. E esta vida longa e luxuosa que você tem pela frente vai deixá-lo deprimido! Mas não se desespere! Existe uma correlação inversa entre depressão e exercício. Faça isso Corram, meus lindos intelectuais, corram.

5.      Seja duro com suas opiniões

Nós devemos pensar criticamente, e não apenas sobre as ideias dos outros. Seja severo com suas crenças; leve-as para a rua e bata-lhes com um taco de basebol. Seja rigoroso intelectualmente; identifique suas tendências, seus preconceitos, seus privilégios, suas preferências. A maioria das discussões sociais perdura porque elas não conseguem reconhecer as nuances; nós tendemos a gerar falsas dicotomias, tentando segurar uma discussão utilizando dois conjuntos completamente diferentes de premissas, como dois tenistas tentando ganhar um jogo dando belas tacadas perfeitamente executadas ... a partir de extremidades opostas de diferentes campos de ténis.

Por certo, já que eu tenho a minha frente graduados em ciências e letras: por favor, não cometam o erro de pensar que letras e ciências são coisas opostas. Essa é uma ideia recente, estúpida e prejudicial. Você não precisa ser anticientífico para criar belas artes, para escrever coisas bonitas. Se você precisar de provas: Twain, Douglas Adams, Vonnegut, McEwan, Sagan, Shakespeare, Dickens ... (para começar).

Você não precisa ser supersticioso para ser um poeta. Você não precisa odiar a tecnologia GM para se importar com a beleza do planeta. Você não precisa reivindicar uma alma para promover a compaixão. A ciência não é um corpo de conhecimento nem um sistema de crenças; é apenas um termo que descreve a aquisição incremental de conhecimento da humanidade através da observação. A ciência é incrível.
As Letras e as ciências precisam trabalhar juntas para melhorar como o conhecimento é transmitido. A ideia de que muitos australianos (incluindo o nosso novo primeiro-ministro e meu primo distante, Nick Minchin) acreditam que a ciência por trás do aquecimento global antropogênico é discutível é um indicador claro da magnitude do nosso fracasso na comunicação. O fato de que 30% das pessoas nesta sala ficaram zangados é ainda mais evidência. O fato de que essa zanga tem mais a ver com a política do que com a ciência é ainda mais desencorajadora

6.   Sejam professores.

Por favor, por favor, por favor: sejam professores. Os professores são as pessoas mais admiráveis ​​e importantes do mundo. Você não tem que fazer isso para sempre, mas se você estiver em dúvida sobre o que fazer, seja um professor incrível, somente quando tiver vinte e poucos anos. Sejam educadores de infância, especialmente se você é um tio; Precisamos de professores do sexo masculino de educação infantil. Mesmo se você não for professor, seja professor: compartilhe suas ideias; não considere sua educação como completa; aproveite o que você aprende e espalhe.

7.  Defina-se pelo que você ama.

Eu me vi fazendo isso recentemente: se alguém me pergunta que tipo de música eu gosto, eu digo "bem, eu não escuto o rádio porque as letras da música pop me incomodam". Ou se alguém me perguntar de que gosto eu digo: "Acho que o óleo de trufa é usado excessivamente e é um pouco desagradável". E eu vejo isso constantemente na Internet: pessoas cuja ideia de pertencer a uma subcultura é odiar o Coldplay, ou futebol, ou feministas, ou o Partido Liberal.

Nós temos a tendência de nos definir em oposição a algo; Como comediante, ganho minha vida com isso. Mas tente expressar também sua paixão pelas coisas de que gosta: seja efusivo e generoso em seu louvor àqueles que admira; envie cartões de agradecimento e aplausos em pé. Seja pro-algo, não apenas anti-alguma coisa.

8.   Respeite as pessoas com menos poder que você.

No passado, tomei decisões importantes sobre as pessoas com quem trabalho (agentes e produtores) com base em como eles tratam garçons nos restaurantes onde nos conhecemos. Eu não me importo se você é o cara mais poderoso do recinto: vou julgá-lo pela maneira como trata aqueles que têm menos poder. Então, ai está.

9. Não tenha pressa

Você não precisa saber o que vai fazer com o resto da sua vida. Eu não estou dizendo que você fique fumando maconha o dia todo, mas também não entrem em pânico. A maioria das pessoas que eu conheço, que tinham certeza do caminho a seguir aos 20 anos agora tem uma crise de meia-idade

Eu disse no começo dessa divagação que a vida não tem sentido. Não foi uma declaração superficial; eu acho que a ideia de procurar significado no conjunto de circunstâncias que coincidentemente existem depois de 13,8 bilhões de anos de eventos sem direção é absurda. Deixe os humanos pensarem que o universo tem um propósito para eles.
Todavia, eu não sou um niilista. Eu não sou nem um cínico. Eu sou, na verdade, bastante romântico. E esta é a minha ideia de romantismo: em breve você estará morto. A vida às vezes parecerá longa e difícil e ... meu Deus! Como é exaustiva. E às vezes você será feliz e às vezes triste. E depois, estarás velho. E depois você estará morto. Há apenas uma coisa sensata a fazer com essa existência vazia, que é preenchê-la.

E na minha opinião (até que eu mude), a melhor maneira de preencher a vida é aprender tudo o que puder sobre todas as coisas que você pode; tenha orgulho de tudo o que você faz; sendo compassivo; compartilhando ideias; correndo sendo entusiasta E também que haja amor, viajar, o vinho, o sexo, a arte, os filhos, doar, escalar montanhas ... mas tudo isso você já sabe...,
É algo incrivelmente excitante esta sua vida, única e sem sentido."


Assista abaixo, o vídeo do discurso do Tim Minchin. É interessante e curioso assistir a performance do palestrante, após a leitura do texto. É diferente...





29 de set de 2018

Jack Welch, vídeo magnífico de sobre o papel do líder verdadeiro

O
ícone Jack Welch dispensa comentários. Normalmente leio e assisto tudo de sua autoria que me caia nas mãos. Curiosamente não conhecia o vídeo abaixo ("What is the role of a leader" - "Qual é a função do líder") que me foi enviado por amigos de grupos no WhatApp. Paixão à primeira vista!
O que mais me tocou foi a clareza de Mister Welch ao ensinar que a principal função do líder é ser o que ele chamou de "Chief Meaning Office". Uma expressão própria que ele mesmo explica no vídeo como sendo a responsabilidade de dar significado do trabalho da equipe deixando todos cientes "de onde estão indo", "por que estão indo pra lá" e mais importante, "o que eles ganham ao ajudar e acompanhar o líder a chegar lá". Em torno desse paradigma Welch desenvolve - em quatro minutos e quarenta e quatro segundos - uma maravilhosa (e verdadeira) teoria de como ser um líder verdadeiro.
Sério... é um dos vídeos mais impactantes que conheço para propor mudanças nas vidas das pessoas que têm a responsabilidade de comandar outras pessoas. De liderar e conduzir tarefas e alcançar objetivos.
Já o vi, desde que tomei conhecimento dele, pelo menos uma dezena de vezes e o que mais me fascinou foi reconhecer partes do meu próprio estilo de liderança nos ensinamentos que Welch cita na sua fala. São coisas comuns, mas que, isoladas, não me chamavam a atenção. Isto por que estão ou foram desenvolvidas ao longo da carreira para fazer parte viva do meu "DNA" de gestor; da minha forma de ser no papel de gestor e líder. 
Tenho certeza de que muitos (talvez a maioria) dos que se disponham a assistir o vídeo também "se encontrem" nas palavras do Jack Welch. Vale a pena conferir...