14 de jun. de 2021

Mutação, variante e cepa: entenda o significado de cada um dos termos.

 Você já conhece tudo que precisa sobre a COVID 19? Aposto que não. Hoje, torna-se necessário a todos nós, que conheçamos tudo que for possível sobre esse vírus que devasta a humanidade em todo o planeta. 

Saber tão somente o número de mortos, de vacinados, de média móvel e tantos outros termos que estão diariamente em todas as mídias não é suficiente. A informação é uma das armas mais poderosas que a humanidade dispõe para enfrentar esse inimigo tão poderoso.

Encontrei na revista Galileu um excelente artigo que responde bem a essa necessidade que se impõe. É um texto técnico sim, mas escrito em linguagem plenamente compreensível, para leitores leigos, explicando o que significam mutação, variante e cepa, hoje em dia assuntos de todas as conversas sobre a pandemia.

Espero que o conteúdo atenda sua demanda pela busca de informações gerais sobre o COVID-19.  Se quiser ampliar seu conhecimento, consulte o  Google que já acumula mais de cinco bilhões (5.020.000.000)  de links.

Boa leitura.                         

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Mutação, variante e cepa: entenda o significado de cada um dos termos

O vocabulário científico se popularizou durante a pandemia — mas algumas palavras ainda causam confusão entre leigos. Saiba como usá-las

LARA HERRERO E EUGENE MADZOKERE*

Mutação, variante e cepa: entenda o significado de cada um dos termos (Foto: NIH/NIAID)

A convivência com uma pandemia global no ano passado fez com que todos nós expandíssemos nosso vocabulário. Agora entendemos termos como EPI [equipamento de proteção individual], distanciamento social e rastreamento de contato.

Mas quando pensamos que talvez tenhamos domínio sobre a maior parte da terminologia, nos deparamos com outro conjunto de novas palavras: mutaçãovariante e cepa.

Então, o que eles significam?

O material genético do Sars-CoV-2, o coronavírus que causa o Covid-19, é denominado ácido ribonucléico (RNA). Para se replicar e, portanto, estabelecer a infecção, o RNA do Sars-CoV-2 deve sequestrar uma célula hospedeira e usar a maquinaria da célula para se duplicar.

Erros geralmente ocorrem durante o processo de duplicação do RNA viral. Isso resulta em vírus semelhantes, mas não em cópias exatas do vírus original. Esses erros no RNA viral são chamados de mutações, e os vírus com essas mutações são chamados de variantes. As variantes podem diferir por uma ou várias mutações.


Nem todas as mutações têm o mesmo efeito. Para entender isso melhor, precisamos entender os fundamentos do nosso código genético (DNA para humanos; RNA para Sars-CoV-2). Esse código é como um projeto sobre o qual todos os organismos são construídos. Quando uma mutação ocorre em um único ponto, ela não muda necessariamente nenhum dos blocos de construção (chamados de aminoácidos). Neste caso, não mudará a forma como o organismo (humano ou vírus) é construído.

Ocasionalmente, porém, essas mutações únicas ocorrem em uma parte do RNA do vírus que causa uma mudança em um bloco de construção específico. Em alguns casos, pode haver muitas mutações que, juntas, alteram o bloco de construção.

Uma variante é chamada de cepa quando mostra propriedades físicas distintas. Simplificando, uma cepa é uma variante que é construída de maneira diferente e, portanto, se comporta de maneira diferente em relação ao vírus original. Essas diferenças de comportamento podem ser sutis ou óbvias.

Por exemplo, essas diferenças podem envolver uma ligação variante a um receptor de célula diferente, ou uma ligação mais forte a um receptor, ou uma replicação mais rápida, ou uma transmissão mais eficiente, e assim por diante.

Essencialmente, todas as cepas são variantes, mas nem todas as variantes são cepas.

Variantes comuns (que também são cepas)
Três das variantes mais comuns do Sars-CoV-2 são as que conhecemos como a variante do Reino Unido (B.1.1.7), a variante da África do Sul (B.1.351) e a variante do Brasil (P.1). Cada uma contém várias mutações diferentes.

Vejamos a variante do Reino Unido como exemplo. Essa variante possui um grande número de mutações na proteína spike, que auxilia o vírus em seu esforço para invadir células humanas.

Acredita-se que o aumento da transmissão da variante do Reino Unido esteja associada a uma mutação chamada N501Y, que permite que o Sars-CoV-2 se ligue mais facilmente ao receptor humano ACE2, o ponto de entrada do Sars-CoV-2 para uma ampla gama de humanos células.

Essa variante agora está disseminada em mais de 70 países e foi recentemente detectada na Austrália.

Embora geralmente a chamemos de "variante do Reino Unido" (o que é), também é uma cepa porque exibe comportamentos diferentes da cepa parental.

Temos muito mais para aprender
Existe uma confusão sobre a melhor forma de usar esses termos. Dado que todas as cepas são variantes (mas nem todas as variantes são cepas), faz sentido que o termo variante seja mais comum. Mas quando a ciência mostra que essas variantes se comportam de maneira diferente, seria mais correto chamá-las de cepas.

Felizmente, a Organização Mundial da Saúde e os departamentos de saúde da Austrália parecem estar usando os termos corretamente no contexto da Sars-CoV-2.

A grande pergunta que todos estão fazendo no momento é como as novas variantes e cepas afetarão a eficácia de nossas vacinas contra a Covid-19.

A comunidade científica está descobrindo mais informações sobre mutações, variantes e cepas emergentes o tempo todo, e os principais desenvolvedores de vacinas estão testando e avaliando a eficácia de suas vacinas sob essa luz.

Algumas vacinas recentemente licenciadas parecem proteger bem contra a variante do Reino Unido, mas dados recentes da Novavax, Johnson & Johnson e Oxford/AstraZeneca indicam uma possível proteção reduzida contra a variante sul-africana.

As autoridades de saúde da África do Sul interromperam recentemente o lançamento da vacina Oxford/AstraZeneca por esse motivo. No entanto, é muito cedo para dizer que impacto, se houver, isso terá em outros planos de vacinas.

Lançamentos de vacinas avaliarão todas as informações à medida que vierem à tona e garantirão a proteção ideal disponível para a população.

  • Para ler na página original da Galileu, clique aqui. 
  • As ilustrações no corpo do texto, exceto a inicial, não fazem parte do artigo; foram inseridas pela produção da Oficina de Gerência.

* Lara Herrero é pesquisadora-líder em Virologia e Doenças Infecciosas na Universidade Griffith, na Austrália. Eugene Madzokere é candidato ao PhD em Virologia na mesma instituição. O texto foi publicado originalmente em inglês no The Conversation.



11 de jun. de 2021

Produtividade Tóxica x Eficiência. Entenda o que é; e as diferenças entre eles.



Os artigos do "Blog Finsi" já são conhecidos pelos leitores mais antigos da Oficina de Gerência. Tem até "tag" reservada para eles (clique aqui).

O artigo abaixo pontua o Grupo Finsi de volta à Oficina de Gerência com o texto sobre produtividade e eficiência cuja autoria é da professora  Nuria Fernández López (clique no link) que é - minha opinião - a melhor articulista do Grupo. Ela tem a marca da alta qualidade nas abordagens que faz sobre o comportamento humano voltado para o mundo corporativo.

O texto abaixo não desmente isso. O termo e o conceito do que seja ''Produtividade Tóxica'' não é de agora. Já existe desde sempre com outras denominações. Faz parte das "famílias" que se misturam nos campos do Comportamento Administrativo, da Psicologia e da Análise Comportamental: da  "Liderança Tóxica", Síndrome de Burnout e outros similares. São realidades que os executivos e outros tipos de liderança e de gestão, enfrentam nas suas mesas de trabalho muitas vezes nos seus cotidianos. 

Vale a pena ler o artigo - atualíssimo - para entender um flagelo que se desenha há bastante tempo e que explodiu, agora, com a pandemia.

Transcrevo alguns trechos que extrai no Google que dizem respeito à produtividade tóxica. Convido-os a conhecê-los em seus respectivos sites, ou se preferir, entrar no Google com a expressão e buscar entre os 1.100.000 links sobre o tema.
  • "Basicamente, a produtividade tóxica é o desejo excessivo de ser produtivo. Dessa maneira, consiste na necessidade de estar sempre à frente. Seja no trabalho, em casa ou nos estudos." (clique aqui )
  • "Com a pandemia do COVID-19, diversos fatores estão impactando negativamente a saúde mental das pessoas. Durante esse período, muitos brasileiros perderam o emprego. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de desemprego atingiu 14% (cerca de 13,5 milhões de pessoas). No entanto, quem está trabalhando ou estudando em casa também enfrenta vários problemas, como a produtividade tóxica." (clique aqui)
  • "A ordem é produzir, de manhã, tarde ou noite, não pode parar. Chamada de mito da produtividade, essa ideia associa o nosso valor exclusivamente àquilo que entregamos, seja no trabalho, em casa ou na faculdade —o tempo não pode ser desperdiçado. Apesar de ser comum, especialistas dizem que esse raciocínio não é nada saudável, e afirmam a importância do descanso mental, de ter um momento sem fazer nada, apenas deixando os pensamentos passarem." (clique aqui)

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Quando não exigimos muito: produtividade tóxica

"Produtividade: quantidade de trabalho que pode ser feito em um determinado número de horas."

Nuria Fernández López

Produtividade tóxica é o desejo insano de querer ser produtivo a qualquer hora e a qualquer custo. Para as pessoas que sofrem deste problema, nunca é suficiente. A produtividade torna-se então tóxica, exigindo um ritmo que não pode ser mantido ao longo do tempo e prejudica a saúde. E embora esta situação não seja nova, a pandemia agravou-se devido à tendência de dias intermináveis ​​com dificuldades em estabelecer limites e acabar com eles. Muitas pessoas tiveram e continuam a ter dificuldades em conciliar a vida pessoal com a profissional.

Pessoas com alto nível de demanda têm maior probabilidade de vivenciar esse tipo de situação, assim como pessoas com baixa autoestima. Quando uma pessoa fica obcecada em continuar a melhorar e cobrir mais tarefas, corre o risco de se tornar menos produtiva até chegar à exaustão

A nível social e laboral, a produtividade é uma questão bastante complexa com muitas nuances, uma vez que, como aponta Welsh: "A produtividade tóxica pode ser difícil de identificar devido ao alto valor que a sociedade atribui a ser profissional, social e culturalmente produtivo, porque as pessoas são frequentemente recompensados ​​externamente por sua produtividade "

Alerta, alguns indicadores de produtividade tóxica:

  • Sintomas de estresse e ansiedade
  • não tenho tempo para nada
  • Grande excitação e nervosismo
  • Sensação de exaustão e saturação.
  • Para se sentir desanimado.
  • Irascibilidade.
  • Sentimentos de culpa.
  • Nunca fique satisfeito.
  • Pensamentos sistemáticos sobre o que está faltando e não sobre o que foi feito.
  • Crescentes demandas
  • Negligenciar aspectos básicos: alimentação, sono, relacionamentos.



Perseverança e determinação são boas qualidades que nos auxiliam no alcance de objetivos e metas, mas se nos levam a ignorar aspectos fundamentais como: comer, dormir, relacionar-se ou descansar, vamos, quando as necessidades mais básicas ficam para trás, então passamos para a "produtividade tóxica". Nos auto sequestramos com a ideia de uma agenda totalmente ocupada, se não estamos cheios de ocupações, não estamos gerando, baseamos nosso valor na quantidade de tarefas que realizamos. E cada vez mais estreitas as linhas que delimitam o que é produtividade e o que tira a nossa tranquilidade, saúde e felicidade. Pessoas que são apanhadas pela "produtividade tóxica" se levam a extremos doentios, focam na produtividade e excluem tudo o mais em suas vidas.

Se quisermos obter o melhor das pessoas e de nós mesmos, a chave é a eficiência, sem querer ser extra eficiente, extra eficaz; Se não soubermos calibrá-lo corretamente, pode ser uma faca de dois gumes com consequências negativas significativas para quem coloca a produtividade antes do seu próprio bem-estar e saúde.

Se o leitor quiser conhecer o original do artigo, em espanhol, clique aqui, por favor.


10 de jun. de 2021

É Caravaggio! Magnifico! Esplêndido! Imponente! Luxuoso! Principesco! Deslumbrante!,


Autorretrato de Caravaggio

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Um presente para os leitores do blog.
Muitas obras de Caravaggio estão nesse post. Para quem (por desventura) não conheça ou não tenha ouvido falar neste gênio da pintura universal eis uma bela oportunidade.
Pessoalmente e respeitando a minha "ignorância" como conhecedor, coloco-me como um mero apreciador e como tal elegi Caravaggio e Velasquez como os meus favoritos na categoria dos grandes mestres da pintura universal. 
Sobre Caravaggio reproduzo o texto da Wikipédia sobre seu estilo de vida que era, inversamente ao da sua arte, uma sequência de atribulações:
  • "Mesmo ainda vivo, Caravaggio era considerado enigmático, fascinante e perigoso. Nascido em Milão, onde seu pai, Fermo Merisi, era administrador e arquiteto-decorador do Marquês de Caravaggio, Michelangelo Merisi, surgiu na cena artística romana em 1600 e, desde então, nunca lhe faltaram comissões ou patronos. Porém ele lidou com seu sucesso de maneira atroz. Uma nota precocemente publicada sobre ele, em 1604, descrevia seu estilo de vida três anos antes: "após uma quinzena de trabalho, ele irá vagar por um mês ou dois com uma espada a seu lado e um servo o seguindo, de um salão de baile para outro, sempre pronto para se envolver em alguma luta ou discussão, de tal maneira que é bastante torpe acompanhá-lo." (Floris Claes van Dijk; Roma, 1601.) 
  • Considerado um farrista inconsequente, ele vivia com problemas com a polícia, sem dinheiro e buscava brigas nos pulgueiros da cidade. Em 1606, mata um jovem durante uma briga e foge de Roma, com a cabeça a prêmio. Em Malta (1608) envolve-se em outra briga, e mais outra em Nápoles (1609), possivelmente um atentado premeditado contra a sua vida devido suas ações, por inimigos nunca identificados. No ano seguinte, após uma carreira de pouco mais do que uma década, Caravaggio estava morto, aos 38 anos."
Por favor, vejam - com aquela admiração de quem aprecia o belo, a arte, a perfeição - algumas das muitas pinturas de Caravaggio. É a mais pura expressão de um talento que sobrevive aos tempos.
Sugiro que observem todas as telas nos seus menores detalhes. E não são poucas. Fiz questão de publicar algumas das mais conhecidas e todas com um link que remeterá o leitor às suas histórias.
Fundos sempre escuros, sombras que destacam o tema central da obra, luz nos pontos exatos, perfeição nos detalhes, plasticidade, beleza em estado puro, mensagem clara e direta... Essas e muitas mais eram as grandes marcas deste artista que viveu a vida de forma perigosa, irresponsável e sempre nos limites, mas deixou o legado de um grande mestre mesmo tendo morrido antes dos quarenta anos.


Ficheiro:Caravaggio-The Conversion on the Way to Damascus.jpg
A conversão de São Paulo, a caminho de Damasco. 1600-1601

Ficheiro:Caravaggio-Crucifixion of Peter.jpg
Crucificação de São Pedro, 1601. Capela Cerasi, Igreja de Santa Maria del Popolo, Roma

Ficheiro:Michelangelo Caravaggio 007.jpg
Baco (1593-1594) - Uffizi, Florença

Ficheiro:Michelangelo Caravaggio 020.jpg
Tocador de Alaúde (1594) - Museu Ermitage, São Petersburgo

Ficheiro:Michelangelo Caravaggio 006.jpg
Ressurreição de Lázaro (1608-1609) - Museu Nacional, Medina

Ficheiro:Michelangelo Caravaggio 021.jpg

Ficheiro:Supper at Emmaus by Caravaggio.jpg
Los discípulos de Emaús, 1601. Óleo sobre tela, 139 x 195 cm. National Gallery de Londres.

Ficheiro:Caravaggio Baptist Nelson-Atkins Museum of Art, Kansas City.jpg
João Batista (João no deserto) (c. 1604) - Nelson-Atkins Museum of Art, Kansas City, Missouri, EUA

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Sete Obras de Misericórdia (1607) - Pio Monte della Misericordia, Nápoles

Archivo:Michelangelo Caravaggio 052.jpg
Deposição (1602-1604) - Igreja Nova, actual Igreja de Santa Maria della Vallicella, Vaticano

Ficheiro:The Sacrifice of Isaac by Caravaggio.jpg
O Sacrifício de Isaac (1603)

Ficheiro:Caravaggio-Crucifixion of Peter.jpg
Crucificação de São Pedro (1600-1601) - Capela Cerasi, Igreja de Santa Maria del Popolo, Roma

Ficheiro:Michelangelo Caravaggio 047.jpg
Martírio de São Mateus (1599-1600) - Igreja de São Luís dos Franceses, Roma

Ficheiro:The Inspiration of Saint Matthew by Caravaggio.jpg
A inspiração de São Mateus (c. 1602) - Igreja de São Luís dos Franceses, Roma

Ficheiro:The Calling of Saint Matthew by Carvaggio.jpg
Invocação de São Mateus (1599-1600) - Igreja de São Luís dos Franceses, Roma


"A incredulidade de São Tomé" (1599). Tomé olha, aterrorizado e incrédulo, as chagas de Jesus enquanto este ajuda o apóstolo a encostar em seu lado aberto. O quadro está no Novo Palácio de Potsdam.
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 http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fb/Fra_Angelico_020.jpg/589px-Fra_Angelico_020.jpg

El prendimiento de Cristo, 1602. Galería Nacional de Irlanda, Dublín.

File:Michelangelo Caravaggio 065.jpg
Narciso (1599) - Palazzo Barberini, Roma.

 http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e6/St_Francis_in_Ecstasy.jpg
San_Francesco_in_estasi (Êxtase de São Francisco) 1593 -1594 - Hartford (Connecticut), Wadsworth Atheneum

Archivo:Amor Victorious.jpg
El amor victorioso. 1602 - 1603. óleo sobre lienzo. 156 x 113 cm. Gemäldegalerie, Berlín. Caravaggio muestra a Cupido por encima de todos los poderes terrenales: guerra, música, ciencia, gobierno.

Archivo:Michelangelo Caravaggio 069.jpg
La muerte de la virgen. 1601 - 1606. Óleo sobre lienzo, 396 x 245 cm. Museo del Louvre, París.


Este post foi publicado originalmente na Oficina de Gerência em dezembro de 2011. De lá para cá é um dos mais visitados pelos leitores. Dei uma repaginada e resolvi publicá-lo hoje. É dos mais bonitos do Blog.

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9 de jun. de 2021

Concordância Verbal... Essa traíra!



Houve ou houveram? Não estão ou Não está? É ou são? O que quiser ou o que quiserem?

Quando usar essa ou aquela concordância? Eu mesmo vivo me atrapalhando!  Por isso disse no título do blog que ela (a concordância, coitada...) é uma "traíra".

São recorrentes os erros que cometemos - e os outros também - quando surge uma escolha entre que tipo de regra devemos usar para ajustar sujeitos e verbos na mesma frase.

Diz o axioma da concordância que "O verbo de uma oração deve concordar em número e pessoa com o sujeito, para que a linguagem seja clara e a escrita esteja de acordo com as normas vigentes da gramática". Até aí tudo certo
A questão são as exceções; e parece que na gramática da nossa língua são as exceções que fazem as regras... Brincadeira.

O fato é que vivemos tropeçando nessa ardilosa soberana que é a Concordância Verbal. Por isto trouxe ao blog um excelente post do professor Sérgio Nogueira e "Dicas de Português" que é a fonte que mais consulto nessas questões.

Ele dá várias dicas e começa logo com aquela onde a gente vê mais tropeções em textos e discursos: Houve ou houveram?
Depois dessa leitura estamos proibidos de errar. Boa sorte.

http://g1.globo.com/platb/portugues/
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Eternas dúvidas de concordância 

por Sérgio Nogueira |

1ª) Houve OU houveram erros?
Se “houveram erros” é porque HOUVE mais erros do que se imaginava.
https://lh5.googleusercontent.com/-KLwzffk4YsU/UAmM_MWnGAI/AAAAAAAAAj8/2EcZ9LOT-L0/s128/portugues.png%22%22O verbo HAVER, no sentido de “existir ou acontecer”, é impessoal (sem sujeito), por isso deve ser usado somente no singular: “Há muitas pessoas na reunião”; “Havia mais convidados que o esperado”; “Haverá muitos candidatos no próximo concurso”; “Ainda haveria alguns problemas para serem resolvidos”; “HOUVE erros”…

2ª) Nos nossos planos não estão OU não está o atacante?
A regra básica de concordância verbal manda o verbo concordar com o sujeito. No caso, quem não está nos nossos planos é o atacante. Isso significa que o sujeito (o atacante) está no singular. A concordância correta, portanto, deve ser feita no singular: “Nos nossos planos não ESTÁ o atacante”.
Esse tipo de erro acontece com muita frequência quando o sujeito está invertido (depois do verbo): “ACONTECERAM (e não “aconteceu”) dois acidentes nesta esquina”; “SURGIRAM (e não “surgiu”), após muitas discussões, duas propostas para resolver o problema”; “SEGUEM ANEXAS (e não “segue anexo”) as notas fiscais”; “ESTÃO FALTANDO (e não “está faltando”) cinco minutos para acabar o jogo”.

3ª) O grande segredo é OU são as jogadas ensaiadas?
O verbo SER pode concordar com o sujeito ou com o predicativo. Assim sendo, as duas possibilidades são corretas e aceitáveis. Há, porém, uma visível preferência pelo plural: “O maior problema do Rio de Janeiro SÃO as chuvas”; “A prioridade do governo SÃO os pobres”; “A última esperança do Vasco SÃO os dois atacantes”; “O grande segredo SÃO as jogadas ensaiadas”.

4ª) O ataque de hoje é OU são…?
É o mesmo caso anterior. Entre o singular e o plural, a concordância preferencial para o verbo SER é no plural: “O ataque de hoje SÃO Leandro Amaral, Dodô e Washington”.

5ª) Não é OU sou eu que vou dizer isso?
A locução enfática “é que”, a princípio, é invariável: “Eu é que disse isso”; “Nós é que resolvemos o caso”; “Eles é que escolheram a data da reunião”.

Quando o verbo SER é colocado antes do pronome pessoal, é correto e aceitável que concorde com o pronome: “FUI eu que disse isso”; “FOMOS nós que resolvemos o caso”; “FORAM eles que escolheram a data da reunião”; “SÃO eles que vão assinar o contrato”; “Não SOU eu que vou dizer isso”.

http://2.bp.blogspot.com/-PVQa9FaD6HQ/TfesgbKPzMI/AAAAAAAAAEs/MZpibMjOaXg/s1600/ErroConcordancia02_01_2010.jpg

6ª) Eles já têm idade para fazer o que quiser OU quiserem?


A concordância correta é “Eles já têm idade para fazer o que QUISEREM”.

Alguns autores consideram a concordância facultativa quando o sujeito do infinitivo está oculto e é o mesmo da oração principal: “Eles já têm idade para FAZER ou FAZEREM o que quiserem”. 

A maioria dos estudiosos, porém, afirma que, nesse caso, a concordância deve ser no singular (uso do infinitivo não flexionado): “Eles já têm idade para FAZER o que quiserem”; “Os advogados foram chamados para ANALISAR o contrato”; “Os diretores estão aqui para ASSINAR o contrato”; “Eles foram convocados para RESOLVER os problemas”.

No caso de QUISER ou QUISEREM, o problema é outro. Embora terminem em “r”, QUISER, FIZER, DISSER, PUSER, FOR, TIVER… não são formas do infinitivo. São do futuro do subjuntivo. Em razão disso, a concordância com o sujeito (oculto ou não) é obrigatória: “ELES já têm idade para fazer o que (eles) QUISEREM”.

As imagens que ilustram o post não estão no texto original. Foram colocadas pela produção da Oficina de Gerência.

Teste da semana
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas das frases abaixo:
1) São questões _________________;

2) Pediu dois __________________.

a) técnico-científicas / cachorro-quentes;
b) técnico-científicas / cachorros-quentes;
c) técnicas-científicas / cachorros-quentes;
d) técnicas-científicas / cachorros-quente;
e) técnico-científicas / cachorros-quente.

Resposta do teste: letra (b). Em adjetivos compostos (adjetivo + adjetivo), somente o segundo elemento se flexiona: “questões técnico-científicas”; em compostos formados por substantivo (cachorro) + adjetivo (quente), os dois elementos se flexionam: cachorros-quentes.