2 de mar. de 2021

O otimismo começa a ocupar espaço especial na escala dos valores da sociedade.

ATENÇÃO : A matéria deste post foi escrita em 20 de janeiro de 2013. De lá para cá tem recebido visualizações em todos os anos subsequentes. Recentemente chegou a ocupar o melhor lugar no ranking dos posts dos últimos 30 dias (veja na barra lateral).
Implica em dizer que despertou um novo interesse dos leitores nas buscas do Google. Isso posto, resolvi dar uma repaginada nele, melhorando o visual e tornando a leitura mais fácil. O conteúdo da matéria da Veja (de 2013) trata do Otimismo. Pela época que atravessamos deve ter sido isso que atraiu a atenção dos internautas para visitarem o post. Estamos precisando muito de otimismo mesmo. A matéria manteve sua atualidade e merece realmente ser atualizada. Aproveitem.



G
ostei muito da reportagem de capa da revista Veja dessa semana. Com o poder que a publicação tem ela conseguiu mobilizar uma forte equipe de repórteres e marcou um gol de placa.
Trazer a matéria inteira de uma revista para um blog é um negócio trabalhoso. Muitas páginas e os leitores de blog não gostam muito de textos longos. A propósito confesso que eu mesmo estou trabalhando fortemente para melhorar meu poder de concisão. Escrever e fazer papel de copydesk sobre o próprio texto não é confortável, mas estou me esforçando.
Nesse post consegui colocar em forma de fac-símile as duas páginas de abertura da reportagem e algumas das "razões" que a revista listou e escolheu para justificar o objetivo da matéria que é o de apostar no otimismo dos brasileiros para 2013 tornando-lhes a vida melhor e com mais qualidade. 
Sou um otimista natural. Simplesmente não sei ser pessimista. Conheço muitas pessoas dos dois "times". Posso dizer que tenho muita vivência por pertencer ao grupo dos otimistas e  outro tanto de experiência por observar e analisar incessantemente o lado de lá, dos pessimistas.
Como pessoa comum a gente até pode escolher com quem conviver - se otimista ou pessimista - com as exceções que todos conhecemos, mas como "habitante" do mundo corporativo isso nem sempre é possível. 
Obviamente sempre tive mais sucesso com os otimistas e foi com esse grupo que caminhei nos meus êxitos e sucessos, mas também tive muitos pessimistas competentes fazendo parte das minhas equipes. 
A questão é que o pessimista dá um trabalho danado para se "administrar" um pessimista. Exige atenção especial e um esforço de convencimento, que nem sempre estamos dispostos a fazer, para as mudanças que às vezes são necessárias nas corporações. O pessimista está sempre contra as mudanças. É o seu jeito, sua forma de ver o mundo... Se for competente temos que mostrar-lhes nossa visão e buscar a sua aceitação da mudança.
A matéria da Veja aborda a questão de forma mais ampla, porém ao final vai cair no mesmo canal. O otimismo é o motor das boas coisas que ocorrem à nossa volta tanto quanto o amor. Não era muito considerado nesse nível e ainda não ganhou o status de uma emoção. É mais visto como uma atitude ou comportamento, mas eu acho que é mais que isso. A reportagem vai ajudar os leitores a refletir.
Para não carregar demais o espaço do post, coloquei em tamanho natural apenas as duas páginas de introdução da reportagem. As demais páginas estão em tamanho menor e para ser lidas o leitor do blog deve clicar sobre elas.
Das vinte e cinco razões listadas pela revista transcrevi apenas oito. Se houver interesse maior e não for assinante, sugiro que adquira a revista que como sempre está muito boa ou espere que a matéria seja liberada no site . 

Clique e acesse o site
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Abaixo, estão oito das 25 razões que a revista Veja pesquisou e listou como motivos para tornar a sociedade brasileira mais otimista. Confiram.





28 de fev. de 2021

Após passar a Pandemia. Quais serão os profissionais procurados pelo mercado?



O universo corporativo vive momentos de grandes mudanças e especulações no que diz respeito ao retorno dos seus profissionais na retomada da normalidade pós-pandemia.

Inegável que o conjunto de paradigmas que predominavam nas relações empregado/empresa sofreram profundas mudanças durante o ano passado; e continuam em curso neste início de 2021 com o recrudescimento da pandemia. O advento do home office, por exemplo, é uma das mais importantes; a valorização das atividades em torno da TI (Tecnologia da Informação) estará, inegavelmente, entre as mais procuradas. 

Segundo a revista Você S/A, para 2021 e 2022, as áreas jurídica, da saúde, do marketing, da construção e da inovação e tecnologia apresentam-se como as mais fortes, conforme diversas pesquisas e sites de recursos humanos (clique aqui para ler o artigo).

A verdade é que - como tudo que se refere à vida, passada a pandemia - há uma enorme incerteza e um mundo de especulações sobre como serão as relações das empresas com seus recursos humanos; que tipo de profissionais vão surgir, após as mudanças enormes e inesperadas que estamos vivendo? desmesurado desemprego; traumas diversos pelos sacrifícios que todos passaram? Que tipos de trabalhos, dos recursos humano, serão demandados? Que perfis de lideranças se imporão e serão respeitadas? Que políticas de RH terão de ser reinventadas para fazer frente a essa nova realidade que virá?

O artigo abaixo, que transcrevi do site Administradores.com, faz excelente abordagem do tema. O autor é David Braga*, especialista  dos mais respeitados (veja o seu perfil ao final do post).

Boa leitura.



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Que tipo de profissional você será em 2021?

"A autogestão da carreira definirá o futuro dos profissionais no mercado de trabalho"

 

Falar de um ano desafiador, incerto e de muitas mudanças, com certeza, é falar de 2020. Foram meses que colocaram à prova governos, empresas e pessoas. Todos tiveram que vivenciar, de fato, a palavra disrupção. Foi necessário revisar planos pessoais, planejamentos corporativos, sonhos, promoções na carreira, casamentos e até mesmo lançamento de produtos ou unidades de negócios. No entanto, os momentos difíceis só são determinantes e cruéis para quem não enxerga as oportunidades. 

Nas empresas, transformações positivas também surgiram, com destaque para as mudanças na cultura organizacional, o que, por sua vez, ampliou as exigências em relação às competências e habilidades de lideranças e liderados. Sendo assim, este é um bom momento para que os profissionais repensem – se ainda não o fizeram – o caminho em que estão e de que maneira ele os conduzirá para onde desejam. Afinal, você quer ser considerado talentoso ou medíocre em 2021?

Para essa reflexão, é bom lembrar que, do dia 31 de dezembro para 1º de janeiro, muda-se apenas uma data do calendário. Apesar de muitos acreditarem, erroneamente, mas com muita esperança, que tudo vai se resolver e melhorar com essa troca de ano, o poder de transformação está, na verdade, nas atitudes de cada um – aliás, uma das principais características apreciadas pelas empresas. 



A autogestão da carreira definirá não apenas o presente, como, também, o futuro dos profissionais no mercado de trabalho. Nesse caso, as iniciativas, a forma com a qual ele lida com as pessoas, o poder de engajamento e de entrega dos resultados continuarão a definir quem mantém a empregabilidade ou quem estará desempregado em breve.

Além disso, está mais claro do que nunca que de nada vale somente ter um título, mesmo que seja da Universidade Harvard, se o indivíduo não possui empatia, escuta ativa e uma liderança sustentável. Aqui, reforçando que sustentabilidade nos negócios vai muito além do meio ambiente: diz respeito ao modo como os colaboradores, fornecedores e parceiros são tratados, a compliance, à governança e à ética. Sem falar de tantos outros atributos que deveriam ser básicos, porém ainda são usados para distinguir o ótimo do medíocre: resiliência, comunicação, persuasão, gestão de conflitos, adaptação ao novo, incluindo à tecnologia, só para dar alguns exemplos

Do estagiário ao presidente de qualquer porte da organização – familiar, nacional ou internacional –, terão destaque apenas os talentos, ou seja, aqueles que se moldam de acordo com o tempo, das novas necessidades de mercado e de suas habilidades. São profissionais que se desafiam a serem melhores hoje do que foram ontem e, sobretudo, que não tenham medo da mudança. Como diria Albert Eisntein, “a vida é como andar de bicicleta. Para ter equilíbrio, é preciso estar em movimento”. 

Assim, evidentemente, os que saíram e sairão à frente serão sempre aqueles que, mesmo diante das piores adversidades, criam novos caminhos e têm novas ideias, conseguem pensar de forma criativa e desenvolver novos produtos, novas soluções e se apropriar do melhor da tecnologia, da inteligência artificial e, particularmente, dos indivíduos. Afinal, por mais tecnológica que seja uma empresa, é por meio das pessoas que se obtêm os resultados.



Por fim, discute-se tanto sobre propósito, felicidade no trabalho, legado, espiritualidade, compliance, capitalismo consciente, diversidade e tantos outros temas mais atuais do que nunca. Então, o profissional precisa saber o que quer da vida, seja no âmbito pessoal, seja na carreira. Para ter essa clareza, é vital se conhecer, o que pode ser acelerado por uma terapia ou um processo qualificado de coaching. Dessa forma, é mais fácil ter essa clareza a respeito de quais são suas principais competências e habilidades (soft skills), que pontos ainda precisam ser melhorados e, especialmente, o que deseja da vida.

Quando alcançamos esse autoconhecimento, é exatamente quando assumimos o controle das nossas ações – ou o tão falado protagonismo. Portanto, para aquelas pessoas que projetam um 2021 diferente e mais produtivo, esse é o caminho a seguir.

*David Braga é CEO, Board Advisor e Headhunter da Prime Talent, empresa de busca e seleção de executivos de média e alta gestão, que atua em todos os setores da economia na América Latina, com escritórios em São Paulo e Belo Horizonte. Ao longo de sua carreira, já avaliou mais de 10 mil executivos de alta gestão, selecionando para clientes Latam.

David é colunista da BandNews FM, tem formação de Conselheiro de Administração pela Fundação Dom Cabral (FDC), possui certificação de Executive Coach pela International Association of Coaching e é practitioner em Micro Expressões e Programação Neolinguística. O executivo tem vivência internacional em Trinidad and Tobago, Londres, África e Estados Unidos. É também autor do livro “Contratado ou Demitido – só depende de você” e professor convidado da Fundação Dom Cabral (FDC) para matérias de gestão de pessoas.

E-mail: david@primetalentbrasil.com.br

Recomendo àqueles que estejam interessados e saber um pouco mais sobre o assunto que visitem o site da Você S.A. com o artigo
"Veja quais profissionais estarão em alta em 2021" (clique aqui). É um completo estudo com a projeção  sobre o mercado de trabalho que deverá surgir com o final da pandemia.

Generosidade Corporativa. Pratique-a todos os dias.

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N
ão conheço melhor símbolo da generosidade corporativa do que a imagem dos "Três  Mosqueteiros" baseada no clássico de Alexandre Dumas, pai. "Um por todos, todos por um" como sabem é um lema eterno da amizade e do apoio de um time a qualquer um do grupo que esteja em dificuldades.

É disso que trata o excelente artigo que encontrei no site "Vida Útil - Carreira" da revista Época. "Seja generoso e ajude a si próprio" é o título que os autores da matéria escolheram e não poderia ter sido com maior propriedade.

Creio que posso falar a respeito pela minha própria experiência como executivo em várias fases da minha carreira até chegar à diretoria e outras altas funções de algumas organizações da Administração Pública. 

Sempre e até por formação de caráter liderei equipes com o propósito pessoal de passar experiências, formar novos valores e auxiliar na progressão de quem estivesse interessado. Cuidar para manter o grupo coeso e irmanado.

Não são poucos, dos meus ex-colegas e colaboradores, que reconheceram a minha participação direta na ascensão profissional que experimentaram em suas carreiras. Acredito nisso. Acredito que é missão de quem chega a uma posição de comando ser um propulsor de carreiras, um formador de caráter para seus subordinados seja pelo exemplo, ou seja, como mentor.

É fato que essa não é a regra comum. São poucos os gerentes que se preocupem ou ocupem seus momentos de trabalho para orientar em forma de instrução seus subordinados em meio ao turbilhão de coisas que se movimentam no cotidiano de um ambiente corporativo. Há que gostar de fazê-lo, ter o espírito generoso e a humildade necessária para, ensinar, explicar e habilitar sem parecer pedante ou arrogante. Como devem perceber não é um encargo que se execute com facilidade ou com pouca importância.

Nunca me arrependi desse comportamento principalmente porque foram muitos os mestres, conselheiros e guias que me ajudaram na trajetória positiva que consegui percorrer na vida profissional. 

Apesar de ser um texto longo (afinal é de uma matéria de revista) recomendo a todos que por aqui passam que leiam o artigo na sua integralidade, mas principalmente reflitam se estão praticando essa generosidade com os colegas, auxiliares e colaboradores. Em qualquer posição que ocupem dentro de uma corporação sempre vão haver oportunidades de passar experiências, vivências e ensinamentos; de ser generoso. 


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Seja generoso e ajude a si próprio

Ao compartilhar conhecimento com inteligência, você ganha influência, produz talento, cria imagem de craque e ganha torcida  

(Autores: MARCOS CORONATO, COM ALINE IMERCIO E THAIS LAZZERI)
 
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É provável que Victoria também se comporte dessa forma no futuro, quando assumir o papel de mentora de outros jovens profissionais. Ninguém duvida que seja ótimo trabalhar com gente assim, e toda organização afirma querer, em seus quadros, profissionais que ajam pelo bem da equipe. Mas cada um tem direito a uma ampla margem de dúvida: vale a pena gastar tempo ajudando os outros, num ambiente tão frequentemente agressivo, competitivo e excludente como o mercado de trabalho? Tem sentido compartilhar com os outros recursos tão escassos e valiosos na vida profissional, como ideias, conhecimento, atenção, contatos, crédito e oportunidades? Não seria mais esperto tentar obter mais desses recursos e guardá-los para si?

Seja generoso e ajude a si próprio (Foto: Marcos Lopes/ÉPOCA)Uma resposta surpreendente a essas dúvidas vem sendo oferecida pelo americano Adam Grant, Ph.D. em psicologia e professor na escola de negócios da Universidade da Pensilvânia. Ele afirma que a atitude generosa na vida profissional é a que oferece resultados mais extremos – por isso, se colocada em prática da maneira certa, é a mais indicada para quem quer o máximo de satisfação profissional (entenda-se aqui satisfação como conseguir o que se deseja, não necessariamente o salário mais alto). “Entre vendedores, engenheiros, médicos, os mais inclinados a ajudar os outros são também os que têm maior chance de falhar dramaticamente ou atingir enorme sucesso. Então, a questão a responder é: o que fazem os generosos que chegam ao topo?”, diz Grant. “O mais eficiente é ser altruísta, mas de maneira que não sacrifique nossos próprios objetivos e ambições.” O pesquisador se apoia em dezenas de estudos feitos desde os anos 1960 com grupos profissionais diversos, como arquitetos, executivos, professores e vendedores. Todos tratam das relações entre egoísmo e altruísmo, sucesso e fracasso. Foram feitos de forma independente uns dos outros, mas Grant extraiu deles uma visão coerente e singular.

O psicólogo imagina um espectro com diferentes comportamentos em relação a dar e receber recursos valiosos no trabalho, como ideias e contatos. Num extremo do espectro imaginado por Grant está o doador generoso desses recursos – o profissional que compartilha sem esperar nenhum pagamento ou vantagem imediata com isso. No outro extremo, situa-se o fominha devorador de recursos, o profissional agressivo que tenta doar o mínimo possível e extrair dos outros o máximo de vantagens. Entre os dois extremos, espalha-se a maioria das pessoas.

O senso comum diria que a ponta do espectro ocupada pelos fominhas agrupa também os mais bem-sucedidos, os gênios solitários e os fora de série. Afinal, o sujeito agressivo e ambicioso, quando mostra também competência, viraria um tipo de pistoleiro de sua área, capaz de infundir admiração entre os chefes e terror no coração dos oponentes. O senso comum diria também que o povo na metade mais generosa da régua, embora seja o mais agradável de conviver, não consegue resultados impressionantes. Essa turma do meio-termo seria bem representada por aquele colega simpaticão, benquisto por todos, que não é demitido mas tampouco brilha pelo desempenho. Grant discorda dessas crenças e oferece pesquisas para confrontá-las.

Ricardo Padovani (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
 

O psicólogo afirma que o comportamento predominante no mercado de trabalho não é fominha nem generoso, e sim o intermediário – o profissional que tenta ser justo, mas desconfia de quem não conhece e se preocupa principalmente em não fazer papel de otário. Essa forma de agir segue a regra do toma lá dá cá, ou seja, oferece um favor e quer receber outro em troca. Trata-se de um padrão de comportamento de baixo risco, que também oferece baixo retorno. O profissional desse tipo dificilmente brilhará ou fracassará pela forma como interage com outros. Grant reconhece que a ponta da régua ocupada por fominhas inclui, sim, gente que se dá bem, mas não abriga a maior parte dos extraordinários. Isso porque o comportamento agressivo não seria a estratégia profissional mais ousada. O mais surpreendente, na proposta de Grant, é sua visão radical da generosidade. Ele acredita que os doadores contumazes de recursos seguem a mais arriscada de todas as estratégias. Eles seriam os verdadeiros caubóis, desbravadores de um território obscuro. Por seguirem um comportamento de alto risco, obtêm resultados extremos de fracasso e sucesso. Grant detalha a tese no livro Give and take (ainda sem título em português, a ser publicado no Brasil em março, pela Editora Sextante).
A generosidade  (Foto: Ilustração: Ricardo Cammarota)
A obra impressiona quem estuda o tema. “Acho essa abordagem original. Gosto porque não trata de um generoso perfeito nem bonzinho, e sim de um generoso que tem de saber dizer ‘não’  e precisa ser muito produtivo”, diz a orientadora de executivos e especialista em treinamento profissional Flávia Lippi. Grant passa ao largo de qualquer bom-mocismo e psicanálise. O autor dedica pouco espaço à tentativa de compreensão da origem desses comportamentos e prefere estudar as consequências deles. “Os doadores bem-sucedidos são tão ambiciosos quanto os fominhas e os toma lá dá cá. Eles apenas têm um jeito diferente de perseguir seus objetivos”, afirma. Trata-se de uma visão de mundo atraente. Todos queremos que os generosos triunfem. Mas será realidade?

A literatura de administração de empresas concordará alegremente. Do ponto de vista da maioria das organizações, é ótimo que os funcionários sejam ambiciosos e, ao mesmo tempo, generosos uns com os outros. Allan Cohen, professor na Babson College, e David Bradford, professor na Universidade Stanford, são autoridades na compreensão sobre como funciona a influência. Perceberam que os indivíduos mais influentes, mesmo sem autoridade formal, são os que têm objetivos claros, conhecem os recursos de que dispõem e sabem oferecer esses recursos aos outros quando necessário – apenas outra forma de descrever o generoso bem-sucedido de Grant. As mais recentes mudanças no comportamento das organizações valorizam a colaboração. Fala-se hoje em economia da reputação (que atribui alto valor à imagem de indivíduos, organizações e países), em “coopetição” (que mistura cooperação e competição, dado o alto grau de interconexão de profissionais e mercados) e em inovação aberta (que alerta as organizações e seus profissionais para a necessidade de contar com as mentes brilhantes que estão fora dos limites da empresa). Todas essas teses combinam-se, facilmente, com o elogio da generosidade. Algo se perde, porém, entre a teoria e a prática diária nas empresas.

Ao se apresentar ao mercado, os profissionais hesitam em descrever-se como generosos e bons de trabalhar em equipe. A maioria ainda crê que é melhor negócio passar a imagem de pistoleiro solitário. Entre as palavras e expressões mais usadas pelos profissionais brasileiros para se descrever em 2013 na rede social LinkedIn, dedicada a contatos de trabalho, encontram-se “responsável”, “estratégico”, “criativo”, “inovador”, “competitivo” e a esquisita “organizacional” – nenhuma que tenha claramente a ver com a habilidade de doar-se ao grupo. Nos Estados Unidos  com alto desemprego, nota-se um empenho do profissional em mostrar-se apto para tipos variados de vagas – o americano se descreve como “adaptável”, “em aprendizado contínuo” e “flexível”. Um segundo grupo de palavras e expressões preferidas no ano passado inclui “ambicioso”, “competitivo” e “altamente competitivo”. Nada que sugira valorização da generosidade. “A visão de Grant tem sentido, atende a um anseio e é uma tendência”, afirma Mara Turolla, executiva com 30 anos de experiência em recursos humanos e diretora na consultoria Career Center. “Mas não sabemos se já é uma realidade. E, em períodos de crise, as empresas procuram os profissionais mais agressivos, que buscam resultado no curto prazo.”
 
CRISTINA LEIRO (Foto: Filipe Redondo/ÉPOCA)

Nem é preciso recorrer a esse ceticismo saudável para entender o fracasso de grande parte dos generosos. Quem se doa de forma caótica perde o rumo e a concentração, ao atender a pedidos de favores aleatórios (“Você pode me ajudar a revisar estes números, por favor?”). Ao dividir sua atenção e seus esforços, o doador passa a ser visto como gentil, um auxiliador trivial sempre à disposição, e não como um especialista a consultar em momentos decisivos. Pior: o desprendimento tende a atrair fominhas. Eles sentem de longe o cheiro da vantagem fácil e aproximam-se para arrancar favores. No fim do massacre, o generoso esgotado afunda, sem ter conseguido fazer o que gostaria. Esse não é, porém, um destino inescapável para o generoso. Grant descreve vários caminhos pelos quais um doador organizado pode chegar aos níveis mais altos de sucesso e satisfação profissional. “O primeiro passo do generoso bem-sucedido é perceber que não conseguirá ajudar a todos, com todos os pedidos, o tempo todo”, diz. “Ele reflete sobre quem, como e quando ajudar.”

Ao escolher bem como doar e para quem, o generoso organizado consolida a imagem de profundo conhecedor de um tema ou craque na superação de um tipo de desafio. Com o tempo, essa imagem transpõe os limites do trabalho atual – o generoso é beneficiário direto da atual fluidez da informação (enquanto o fominha é prejudicado por ela). Quanto mais regular for a doação, mais o generoso se obrigará a ser produtivo, concentrado e conhecedor do que fala – “generosidade é uma forma de agir que se treina e se aprimora com a prática”, diz a coach Flávia Lippi.

O doador eficiente forma a seu redor uma rede firme de contatos e aliados – gente disposta a retribuir favores, a passar favores adiante e que torce por seu sucesso. Quem é generoso com os outros ajuda a si próprio. Enquanto outros chefes preocupam-se em identificar jovens promissores para depois atraí-los, o generoso vê em cada novato uma promessa  e investe nele. Isso aumenta enormemente as possibilidades de que esse novato se torne muito competente. No fim das contas, é mais produtivo semear talento a seu redor do que tentar importá-lo. “É um receio meio ingênuo o profissional achar que será ultrapassado se ensinar o novato. Quem compartilha atrai gente talentosa”, diz Denys Monteiro, diretor presidente da consultoria de recursos humanos Fesa. Além disso tudo, o generoso exercita regularmente músculos úteis ao cotidiano de trabalho – ele pensa no longo prazo e coloca-se facilmente no lugar do outro, seja um cliente poderoso, seja o estagiário.

  
Três formas de interagir (Foto: ÉPOCA)
  

KLEUBER MATTA  (Foto: Celso Junior/ÉPOCA)
  
Como a generosidade funciona (Foto: Ilustração: Ricardo Cammarota)



26 de fev. de 2021

Foco, determinação e destemor. Exemplo impecável!

 Sem maiores comentários.

Não resisti a colocar esse vídeo no blog para ilustrar o que seja um exemplo completo de concentração, coragem e persistência na busca de um objetivo.

Para aproveitar melhor o vídeo, sob o ponto de vista do comportamento corporativo, sugiro que quem o assista preste atenção aos detalhes de cada movimento do valente bebê. Sim, é um bebê!

Em nenhum momento ele hesitou em buscar o sucesso de seu "empreendimento". nunca voltou do ponto onde chegou, Alternou e testou estratégias para cada ação sabendo exatamente onde se apoiar e dosar suas energias e capacidades.

Não é isso que buscamos em nossas vidas? Em nossos líderes? Em nossas equipes?

Um show completo. Vídeo para se guardar pra toda a vida.

Vejam e comentem se estou exagerando.



25 de fev. de 2021

Ladrões de Tempo roubam sua produtividade.


Conheci poucos executivos que se preocupavam com a produtividade de suas equipes, assessores e auxiliares. Estranho isso, não é? Mas é verdade. Ouso dizer, meramente baseado na minha vivência corporativa, que poucos gerentes sequer sabem identificar - dentro de seu time de funcionários - se a produtividade da equipe ou de alguns colaboradores está acima ou abaixo do nível ideal. Vou mais além, sabem muito menos que nível é esse. E pior que tudo isso é que essa turma não sabe nem conceituar direito o que é produtividade. Não sabem calculá-la. Pronto, disse!

Muito bem. Para quem não sabe ou não se preocupa tecnicamente em medi-la e antes de qualquer coisa, vamos procurar entender o que se entende por produtividade. Pesquisei pra lá, pesquisei pra cá e gostei muito da definição de  Paulo Nunes (Economista, Professor e Consultor de Empresas). O que diz, de forma muito clara o professor citado no verbete produtividade?

  • «A Produtividade é um indicador de eficiência de uma organização ou de um país muito utilizado em análises econômicas e financeiras e em comparações internacionais. É calculado pela comparação entre a quantidade ou valor de output e a quantidade ou valor do input necessário para a produção desse mesmo output. Apesar de poder ser utilizado para medir a eficiência na utilização de qualquer input, o conceito de produtividade é mais frequentemente utilizado para medir a eficiência na utilização do fator trabalho. Neste caso, a produtividade é calculada pela divisão da quantidade produzida pelo número de horas (ou pelo número de trabalhadores) necessárias para conseguir essa produção.

Produtividade = Produção / Trabalho

É isso! Mas não pensem que a coisa é tão simples assim. Não é mesmo! É comum encontrar gerentes e até mesmo diretores que, sem o devido embasamento técnico-acadêmico, confundem produtividade com produção. Se vocês se derem ao trabalho de fazer uma breve pesquisa vão descobrir que mesmo autores importantes ainda não esclareceram completamente a relação entre os dois conceitos (clique aqui para saber um pouco mais).

Se os chefes não sabem, imaginem os auxiliares! 

Entretanto o foco do post não é ensinar como manejar esses dois conceitos tão citados quanto pouco conhecidos. O propósito é informar que existem nos ambientes de trabalho e nos comportamentos corporativos o que chamamos de "Ladrões de Tempo" ou "Ladrões de Produtividade". 

A fórmula acima indica que « Índice de Produtividade = Quantidade Produzida x Horas dos Empregados Dedicados à Produção». Logo, se os empregados estão pouco voltados para o foco de seu trabalho obviamente a produtividade vai cair e a quantidade (produção) do que se produz irá baixar. Isso serve tanto para uma linha de produção quanto para serviços burocráticos quaisquer. Percebem?

Por isso a importância de se estar atento ao combate contra os "ladrões" acima referidos. É disso que trata o artigo abaixo que fui buscar no site da HSM assinado pelo especialista em administração de tempo Christian Barbosa*.

Recomendo sua leitura e principalmente - para os gerentes e chefes - sua aplicação. E não pensem que será moleza tirar de circulação esses "bandidos". Eles são insistentes, agradáveis, insidiosos e ocultos. São especialistas em "brincar de esconde-esconde" com os responsáveis pela produtividade nos ambientes corporativos. Aprenda mais sobre eles, sejam vocês os chefes ou auxiliares.


10 itens que matam a produtividade diária


Reuniões, e-mails para responder, acúmulo de tarefas, cansaço. Tudo isso pode fazer com que você gaste mais tempo do que deveria em suas atividades. Um planejamento semanal bem elaborado pode cair por terra quando as atividades diárias pré-estabelecidas são deixadas de lado por motivos circunstanciais ou urgentes, que atrapalham a produtividade. Será que você tem passado por isso? Confira a lista abaixo e veja com quais itens você se identifica.
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1 – E-mail – Ficar com o e-mail aberto faz o nível de interrupções ficar intolerável, aumenta a ansiedade e a sensação de atividades por fazer. Recomendo definir períodos  para lidar com as suas mensagens sendo que no resto do tempo o caixa deve ficar fechada. 
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2 – Não ter clareza sobre o que fazer – O que você precisa fazer primeiro? Você sabe pelo menos 80% do que deve ser feito hoje? Se não souber responder a essas perguntas, com certeza vai se perder em tarefas circunstanciais.
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3 – Estou em Reunião – Uma pesquisa feita pela Triad Consulting, empresa dá qual sou diretor, demonstra que 1/3 das reuniões podem ser canceladas. Então: dieta de reuniões já! Quanto menos, melhor. Se tiver de fazer, seja objetivo, defina pontos de discussão e faça durar no máximo 2 horas.
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http://arvoresearbustos.files.wordpress.com/2010/12/2136953861_1b91ecbba2_b.jpg?w=150&h=1504 – Redes Sociais – Você usa twitter, facebook, orkut, etc? Controle a ansiedade de ficar conectado a essas redes. Utilize eventuais intervalos no dia ou o horário de almoço para se atualizar.
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5 – Falta de energia – Você está cansado, sem pique e não consegue se concentrar? A falta de “energia” rouba muitas horas do dia e faz a pessoa “surfar” em atividades circunstanciais. Tenha hobbies, procure um médico, tome um multi-vitamínico, alimente-se em horários regulares, faça sexo (com frequência).
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6 – Falta de foco – Começa uma atividade e em pouco tempo salta para outra tarefas? Se a atividade for grande, quebre em pequenas atividades, feche qualquer outro software que não esteja usando, coloque o celular no silencioso e, se funcionar para você, ouça música.
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7 – Navegador cheio de favoritos – Você abre seu browser para ir em um site, esbarra na lista de favoritos e começa a surfar por outros portais? Instale um novo navegador (sugiro o Safari) e não importe os seus favoritos. No novo browser, com a lista de favoritos zerada, você perde a tentação de ficar navegando à toa.
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8 – Messenger, Wave, GTalk, etc – A regra é simples: está ocupado? Fique com status invisível ou offline. Está tranquilo? Fique ausente ou ocupado. Está com tempo para conversar? Fique disponível.
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9 – Interrupções – Se muita gente interrompe você, pode ser porque sua comunicação não anda muito adequada. Faça uma revisão de como redige os emails, concede informações e delega atividades. 
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10 – Tarefas imprevistas, Convites Inesperados e Favores – Que tal falar NÃO de forma concreta (baseado em planejamento X disponibilidade)? Se muitas tarefas imprevistas surgem na sua rotina, é possível que o nível de planejamento não esteja adequado. Repare em quais dias da semana você tem mais imprevistos e utilize isso a seu favor.