domingo, outubro 24, 2021

Zurcaroh. Fenômeno! Não deixe de assistir e conhecer.




Pense em "amor à primeira vista" ou melhor ainda "paixão à primeira vista"... Foi o que senti quando vi um modesto (e curto) vídeo, enviado pelo Whatsapp por um amigo, exibindo uns 3 minutos de uma apresentação simplesmente maravilhosa - e sem identificação - de um grupo de dança desconhecido para mim.

Fiquei tão impactado que coloquei a curiosidade para funcionar. Para identificar o grupo usei o recurso Google Lens e localizei o grupo Zurcaroh (do qual nunca houvera conhecido nada a respeito) em várias apresentações no YouTube. 

Dai pra frente foi uma festa.  Procurei primeiro saber a história do grupo, que chega às margens da perfeição e criatividade nos seus espetáculos. Descobri que o Zurcaroh é um grupo amador, originário da Áustria, composto por uma equipe de dança e acrobacias formada em 2009 na Áustria e composta por 50 pessoas e nenhum ginasta profissional. São médicos, professores, químicos, fisioterapeutas, diretores de escola… Tem croata, turco, brasileiro, alemão, suíço; o mais velho tem 40 anos e o mais novo tem 7.

 O criador e coreógrafo do grupo é um brasileiro (!!!). Seu nome, Peterson da Cruz Hora ; detalhe, Zurcaroh é um anagrama do seu sobrenome; é atualmente um dos grupos de danças acrobáticas mais requisitados no show business com apresentações em mais de 20 países; já esteve aqui no Brasil, em Curitiba. 

Já um grupo experiente (desde 2009 na Europa), despontou no famoso programa America's Got Talent em Agosto/2018 quando encantou de forma impactante e definitiva o mundo show business, disputando um prêmio de um milhão de dólares, tendo sido vice-campeão.

E chega de falar. Vamos conhecer o Zurcaroh, primeiro com o vídeo de sua primeira apresentação, quando despontou para o mundo, no AGT. Veja abaixo:

A seguir o vídeo - para mim - o mais espetacular deles que leva o título de "Adão e Eva, o Pecado e o Anjo Salvador"


E finalmente um novo show do Zucaroh, quando chegou à final do AGT; Espetacular.


E finalmente, se tiver interesse em conhecer a história do grupo assista a entrevista que o seu criador, Peterson concedeu, em português.


As "Loucuras" e a Genialidade de Salvador Dai

Vamos aproveitar  o domingo e passar alguns poucos  minutos nos deleitando com a arte de Salvador Dali, o gênio catalão?

Bom proveito



segunda-feira, outubro 18, 2021

A Inteligência mundial está dando marcha à ré.

Na edição 2758 da Revista Veja, nº 39 de 6 de abril de 2021 - capa ao lado - está um artigo, na seção "Carta ao Leitor" com o título de "A Derrota da Inteligência". Só pelo título, provocativo, bateu a curiosidade de ler. 

Na verdade, o texto promove um livro, que acaba de ser lançado em português, do neurocientista francês Michel Desmurget, sob o título "A Fábrica de Cretinos Digitais".

No seu livro o autor,  propõe uma nova e preocupante descoberta: pela primeira vez na história, os jovens têm Q.I. mais baixos que os de seus pais. Espanto geral na área da neurociência! Afinal de contas o famoso QI (quociente de inteligência) - do qual se esperava, sempre, uma mensuração crescente dos resultados nos testes (Efeito Flinn), andou para trás pela primeira vez na história.

No seu livro, Desmurget procura as explicações e hipóteses, que vão desde a poluição excessiva com exposição constante e crescente do pesticidas até o  excessivo tempo em que os jovens ficam "grudados" às telas digitais". A respeito, resgato um trecho do artigo da Veja: "Olhos grudados em smartphones, computadores e televisores, tem prejudicado o desenvolvimento cognitivo. A vastidão de redes sociais, de imagens instantâneas, rouba o tempo de leitura, de concentração e de melhor compreensão das coisas da vida. 

Outra e surpreendente "descoberta" de Desmurget é o efeito da polarização política no mundo e notadamente no Brasil. "A rigidez ideológica embota o raciocínio, faz tudo ser branco ou preto, alheio à imensidão de cinzas entre uma ponta e a outra do espectro de tonalidades."

Isso nós estamos vivendo mesmo no Brasil. Esses antagonismos e desinteligências entre grupos - principalmente de jovens  - leva a um embotamento de raciocínio, da preguiça mental que evita o debate e o livre pensar. 

Olhando por esse lado, realmente há um prejuízo brutal para um avanço dos conceitos que compõem o QI (clique aqui e conheça mais) e quando e se tiver tempo faça um teste para medir o seu QI clicando aqui.

Os exemplos estão à vista. Nós é que nos recusamos a observar. Que tipo de obras artísticas (pinturas, músicas, teatro, cinema e outras) estamos consumindo se comparadas àquelas dos "velhos e bons tempos". 

Outro dia mesmo, conversando em família, comentamos que nas novelas e filmes brasileiros os temas musicais são (quase) invariavelmente compostos de músicas antigas. É raro surgir uma canção romântica que chegue a ser sucesso daqueles  como nos tempos de Roberto Carlos, Rita Lee, Caetano Veloso e tantos outros. 

Hoje o que está "bombando" são coisas do Tik Tok, influencers do YouTube, imagens do Instagram ou coisas escritas no Twitter. É ou não é um retrocesso cultural disfarçado de modernidade e outros rótulos.

Leia o artigo da Veja e chegue você mesmo a uma conclusão.



Se tiver dificuldade com a leitura na imagem pode clicar sobre ela e aumentá-la ou ler a transcrição abaixo:

"A humanidade sempre buscou medir a inteligência dos cidadãos — e, a partir dos dados obtidos, adequar a educação de crianças e adultos e aprimorar a produtividade no mercado de trabalho. Houve imensa controvérsia em torno dos métodos de aferição intelectual, muitas vezes acusados de discriminatórios, mas desde o início do século XX o teste de Q.I. (quociente de inteligência) é sobejamente aceito entre educadores e psicólogos. Intuía-se que, de geração para geração, haveria natural melhora nos resultados. Em 1984, o psicólogo americano James Flynn (1934-2020) identificou um aumento constante na média de acertos nas provas de Q.I. em todo o mundo. Sua descoberta passou a ser conhecida como “efeito Flynn”, atrelado, muito possivelmente, a nutrição mais adequada, avanços da medicina, educação aperfeiçoada e ambientes mais estimulantes. A má surpresa, agora: em um livro de sucesso na Europa,

A Fábrica de Cretinos Digitais, que acaba de ser lançado em português, o neurocientista francês Michel Desmurget fez uma nova e preocupante descoberta: pela primeira vez na história, os jovens têm Q.I. mais baixo que o de seus pais.

Há uma gama de hipóteses ao redor do fenômeno. A poluição, com exagerada exposição a pesticidas, é uma delas. Mas Desmurget desconfia, a partir da compilação de centenas de estudos, que o excessivo tempo de tela, de olhos grudados em smartphones, computadores e televisores, tem prejudicado o desenvolvimento cognitivo. A vastidão de redes sociais, de imagens instantâneas, rouba o tempo de leitura, de concentração e de melhor compreensão das coisas da vida. As reações, hoje, têm muito mais a ver com as emoções do que com a razão — embora não se deva, de modo algum, rechaçar os avanços da civilização promovidos pela internet. A questão são os exageros.

Um outro fermento para essa sensação de freada intelectual, de alijamento da realidade, é a polarização política, da qual o Brasil e o mundo parecem não conseguir escapar. A rigidez ideológica embota o raciocínio, faz tudo ser branco ou preto, alheio à imensidão de cinzas entre uma ponta e a outra do espectro de tonalidades. Há saída, evidentemente, e ela passa por um freio de arrumação, pela necessidade de pararmos para pensar — eis aí um conselho francamente óbvio. É o caso de ler mais, de procurar conhecer com alguma profundidade as movimentações da sociedade. É essa postura, a de permanente busca pelo que existe abaixo da superfície, que fez o ser humano construir belezas como o Réquiem, de Mozart, a Capela Sistina, de Michelangelo, aMona Lisa, de Leonardo da Vinci, e o Guernica, de Picasso. O avesso disso, no caminho das trevas e das decisões mercuriais, resultou em atrocidades como as grandes guerras, o terrorismo e os regimes ditatoriais. É fundamental escapar dessa armadilha"

sexta-feira, outubro 15, 2021

Presença de espírito... Sem ela a Lei de Murphy prevalecerá.


O que você faria se no meio de uma importante apresentação para sua diretoria um gato entrasse na sala e se enroscasse nas suas pernas sem ninguém, naquele momento que pudesse “socorrê-lo? Imagine a cena.

Eu confesso que não saberia direito o que fazer. Todavia um jornalista da televisão alemã, destes que apresentam as condições do tempo em frente àqueles painéis multicoloridos para os jornais das emissoras teve uma presença de espírito estupenda.

Vejam só o que ele fez e aprendam a valiosa lição. É preciso ter muito controle e experiência para agir como ele. Em casos normais o profissional perderia o foco e não teria sucesso em dar continuidade ao seu trabalho.

E se fosse uma mulher? Alô, alô representantes da ala feminina da Oficina de Gerência? E ao invés de um gato fosse um ratinho? Ops! Já estou exagerando...

Quero apenas registrar o fato para que os meus visitantes e leitores, principalmente os mais jovens, devem sempre estar preparados para as mais inusitadas surpresas que acontece nestas ocasiões.

É a implacável “Lei de Murphy” que jamais deve ser desprezada nos momentos mais importantes que estiverem para acontecer em suas vidas. Tenham sempre um Plano “B” ou uma “reação “C” para enfrentar estes imprevistos insólitos.


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quinta-feira, outubro 14, 2021

Atitude ou Comportamento - quer mudar? Leia antes aqui;

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ste post fui buscar em um blog português com o nome de Idade Maior o artigo intitulado "Quer mudar alguma coisa? Tome uma atitude". Embora não seja um tema original gosto de abordá-lo pelo apelo que tem. Sempre estamos queremos mudar alguma coisa em nossas vidas e em grande parte das vezes ficamos no meio do caminho. É verdade. 

Mudar de atitude ou de comportamento? Ou ambos? Essa questão vem provocando a mente humana há muitas eras. No popular elas se equivalem. Quem muda de atitude, muda o comportamento? Ou não? Na verdade há uma inter-relação muito íntima entre o  que seja cada uma.

Fui pesquisar e fiquei assustado! Há uma infinidade de links e conceitos que não conseguem uma concordância clara e finita. Parei para pensar tive dificuldade de bater o martelo. Resolvi escolher, entre muitas opções, aquela que julguei mais coerente com o que penso a respeito, no site português "strephonsays". Vejamos:

O que é atitude 

''Atitude se refere ao ponto de vista, ou a postura que alguém tem em relação a algo ou alguém. Portanto, eles são julgamentos ou opiniões sobre um determinado assunto ou uma pessoa. Esses pontos de vista ou opiniões são formados com base nos valores e emoções dessa pessoa. Em resumo, as atitudes são as respostas pessoais a certas coisas de acordo com a preferência dessa pessoa.


Assim, vários fatores, como as experiências de vida, os valores, os atributos morais e o ambiente de vida de uma pessoa (família, sociedade) influenciam diretamente suas atitudes em relação a determinados assuntos ou pessoas. Mais importante, as atitudes diferem de um indivíduo para outro e de um assunto para outro.''

O que é comportamento?

''Comportamento é a maneira pela qual se age ou se conduz, especialmente em relação aos outros. Assim, o comportamento compreende nossas ações com preocupação para as interações ou os relacionamentos que mantemos com o ambiente externo. Além disso, as ações e a conduta de uma pessoa são definidas como "comportamento humano". O comportamento humano pode ser de duas categorias principais como comportamento inato e comportamento aprendido.

Além disso, o comportamento pode ser descrito como nossa resposta imediata a estímulos externos. E isso pode ser voluntário ou involuntário, consciente ou inconsciente. Da mesma forma, ao analisar adequadamente o comportamento de alguém, podemos deduzir muitos fatos sobre o caráter e a personalidade dessa pessoa.''

Diferenças entre Atitudes e Comportamentos

''Atitude é o ponto de vista, ou a postura que alguém tem em relação a algo ou alguém. Por outro lado, o comportamento é a maneira pela qual se age ou se conduz, especialmente em relação aos outros. Assim, esta é a principal diferença entre atitude e comportamento.

Fatores como ambiente, experiências e valores morais influenciam principalmente as atitudes, enquanto atitudes, traços de caráter, fatores biológicos, como respostas endócrinas e nervosas, podem influenciar o comportamento.

Outra diferença entre atitude e comportamento é que as atitudes podem ser principalmente negativas e positivas, enquanto o comportamento pode ser inato e aprendido.


Atitudes resulta no processo de pensamento e no comportamento de uma pessoa. Em contraste, o comportamento resulta no reflexo do caráter e das atitudes dessa pessoa. Portanto, essa é outra diferença entre atitude e comportamento.''

(Se tiver interesse Clique aqui e leia o texto na origem)

Uau! Não pensei que o tema trouxesse tanta explicação e complexidade. Isso confirma o grau de dificuldade que tem essa relação - atitude x comportamento - quando se trata de promover mudanças em pessoas e/ou em empresas.  


Lembro que, há tempos, conheci uma pesquisa, daquelas que os americanos tanto apreciam, sobre uma mudança de atitude e comportamento em um grande conglomerado. A pesquisa foi feita por uma consultoria famosa e  (foi quando me conscientizei sobre a diferença entre os  temas) chegou à conclusão de que mudar atitude (três anos, salvo melhor memória) levaria menos tempo que mudar o comportamento (cinco anos).

Não é simples não! Aquele negócio dos experts lhe aconselharem "mude de atitude ou de comportamento" quando não estiver satisfeito com alguma coisa, não passa de retórica de quem não sabe o que está dizendo.

No texto abaixo, assinado por Inês Menezes, o tópico é abordado de forma didática e concisa. Vale a leitura pelas reflexões a que ele nos remete. 


Quer mudar alguma coisa? Tome uma atitude!

Concretizar objetivos nem sempre é fácil. É preciso disciplina e concentrar-se nos resultados. Saiba como.

Autora-Inês Menezes

http://4.bp.blogspot.com/_6v8Y6tclJVQ/TBx5EeBQf8I/AAAAAAAAADQ/B2DC-aNoF9A/s1600/ampulheta.jpgVivemos em constante mudança, seja exterior seja interior. Desde a relação com a família, o emprego, os amigos ou o amor, temos quase sempre necessidade de mudar alguma coisa na nossa vida. Nem que seja as  roupas do armário e com isso a dieta com que há anos e anos andamos a sonhar…

Sabemos, no entanto, como é fácil cair na armadilha de colocar metas de mudança que nunca chegam a ser concretizadas, seja o plano de mudar de emprego, adiado de ano em ano, até à tão desejada dieta. Mais importante do que tudo, é saber como mudar.

1º Passo

O primeiro passo é focar exatamente no que se quer mudar. Seja na perspectiva do trabalho, relações pessoais ou qualidade de vida, a mudança implica sempre sair da zona de conforto e isso implica um custo emocional grande. Mudar implica sempre algum risco e para muitos esse desconhecido é demasiado assustador. Por exigir esforço, coragem e sofrimento, é necessário avaliar o quanto uma mudança é significativa e se vale o investimento.
É sempre difícil mudar, pois qualquer mudança representa uma perda. Como sabemos, até as coisas más custam a mudar. Muitas vezes, é um apego mórbido, seja a determinados relacionamentos, profissões, etc., pois isso inclui abandonar hábitos antigos. Por outras palavras, quem decide perder uns quilos, tem que saber que se acabaram os doces e sobremesas diárias.

Tomar a decisão
O momento em que se dá o “clique”, a tomada de decisão, é um momento individual, intransferível e não partilhável. Não adianta avisar todos à volta que se vai deixar de fumar se a decisão interna não foi tomada; ou comprar um equipamento novo de ginástica se não a vontade de praticar desporto ainda não é suficientemente forte.

Para isso, otimismo, determinação e uma dose de realismo ajudam. Os grandes objetivos atingem-se com pequenas metas. Se o objetivo, por exemplo, é ter uma vida social mais ativa, podem-se colocar pequenas tarefas: ligar aos amigos com quem não se tem estado, convidar alguém para tomar um café, etc.

http://3.bp.blogspot.com/_87F3Ot6Hxjs/S6e5Uun_JvI/AAAAAAAAAqo/zhBZ865n6_0/s400/N%C3%A3o+desistir.jpgMuitas vezes, esquecemo-nos que as decisões têm um custo e demoram tempo a dar resultados. Ir fazendo pequenas coisas sem ter a gratificação imediata é fundamental. A vida é aos poucos, é preciso ter paciência!

Como não desistir
Por que razão algumas pessoas conseguem abraçar um objetivo e cumpri-lo com rigor, enquanto outros empancam logo? Temos todos estruturas psíquicas diferentes. Algumas pessoas preparam-se pouco a pouco para a mudança. Outras precisam de um susto, um enfarte miocárdio, por exemplo, para mudar de vida. No entanto, a vivência traumática funciona para uns, e não para outros! Há pessoas que nem com o maior susto da vida, alteram os seus hábitos, por pior que sejam.

Nos casos das pessoas que não conseguem avançar nos seus projetos de mudança, vários recursos podem trazer melhorias, sendo a terapia o mais comum e eficaz. Mas, mesmo assim, é preciso não esquecer que 10% é vontade de mudar, os outros 90% são esforço e disciplina.
Os pensamentos e sentimentos negativos, são sempre o que mais atrapalha. Os demónios internos são os mais difíceis de matar. Quem tem preguiça e tendência a adiar tem que fazer um investimento e um trabalho maior. Outro inimigo comum é culpar os outros, ou as circunstâncias adversas, pela dificuldade de mudar. Para alterar isso é preciso um processo de consciencialização das dificuldades de cada um e das formas de as superar!

Conselhos para realizar os seus objetivos:

1 – O optimismo e pensamento positivo ajudam a concretizar a mudança.

2 – Faça um balanço de tudo o que está mal e do quer mudar; só assim será possível tomar uma atitude diferente da próxima vez.

3 – Diga o que você quer, e não o que não quer.


4 – Estruture seus objetivos e separe-os por sectores: profissional, de desenvolvimento, de lazer, afetivo. Defina as metas para cada grupo e foque-se num de cada vez. Não faça tudo ao mesmo tempo, pois a eficácia diminui.

5 – Estabeleça parâmetros para acompanhar as suas metas, seja num caderno, num diário, ou na agenda. O importante é acompanhá-las, passo a passo, para não ficarem esquecidas de nenhuma forma.

6 – Defina um prazo que, de preferência, seja atingível e coerente. Se, por acaso, estabeleceu que irá poupar 5% de seu ordenado durante o período de um ano, estabeleça um tempo especificado: de 15 de Janeiro a 15 de Dezembro. Isto favorece o alcance do objetivo.

7 – Abuse da imaginação. Visualize seu desejo intensamente, pois se ele for representado dentro do cérebro é possível fazer uma avaliação ainda maior da sua importância. É uma forma de se aproximar do valor daquilo que se deseja.

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Caso o leitor se interessar em ler mais sobre o tema do post pode clicar aqui que será remetido a um artigo técnico do website "Portfólio Psicologia"

segunda-feira, outubro 11, 2021

Dia Internacional da Menina, 11 de Outubro. Dia de Conscientização.


Trago ao blog hoje, 11 de outubro de 2021, um tema que toca fundo em no meu ser humano. Falo (ou melhor, escrevo) sobre essas crianças - mulheres -  pré-adolescentes que reconhecemos como...meninas.

Hoje, Dia Internacional da Menina, é uma data que a Assembleia Geral da ONU criou - em 2012 - para provocar a conscientização das agruras e atribulações pelas quais passam essas jovens entre os 10 aos 15. 

Normalmente não faço - em post - os registr5os dessas datas especiais. É raro. Mantenho na aba lateral do blog um espaço para registrar "Os dias de..." e vejo quais os assunto daqueles dias dedicados a esses ou aqueles temas. 

Alguns deles me chamam a atenção e esse de hoje é uma deles. As meninas e seus problemas, suas necessidades e suas privações. 

Quando parei para pensar e li o artigo que transcrevi abaixo me dei conta do que seja ser uma menina; falo principalmente das jovens que vivem nas camadas mais pobres das populações do planeta. Sim, porque essa questão é universal. 

O fato é fiz minha reflexão e percebi que eu não estava consciente do que passam a mulheres jovens - repito, dos 10 aos 15 anos -  ignoradas como subgrupo da camada social entendida como "crianças e adolescentes". 

Não quero de estender porque logo abaixo transcrevi um artigo que encontrei na minha pesquisa, no website "Lunetas" (clique no link). Achei-o perfeito para completar meu post. 

Recomendo que o leiam e possam engrossar as fileiras desse processo de conscientização e ajudar, da melhor maneira que puderem, a amenizar as vidas dessas crianças que de forma carinhosa chamamos de ... meninas.


Clique aqui e conheça o Lunetas

Dia Internacional da Menina’: entenda por que essa data existe

Uma em cada cinco meninas conhece outra que já sofreu violência, e 13,7% das meninas de 6 a 14 anos trabalham ou já trabalharam



Em todo o mundo, milhões de meninas sofrem todo os tipos de discriminação, abusos e violências desde a primeira infância. A desigualdade de gênero, por exemplo, é uma prática que contribui para o aumento da pobreza contra meninas. Diante dessa realidade, surgiu o “Dia Internacional da Menina”. Mas afinal, o que significa essa data? Como funciona?

Para alterar essa realidade, a organização internacional sem fins lucrativos Plan International lançou a campanha “Por Ser Menina” (“Because I’m a Girl”), uma ação global que visa evidenciar as situações de violência e preconceito vividas por meninas ao redor do mundo.

A iniciativa tem o objetivo final de  conscientizar a população mundial sobre o empoderamento das meninas de todo o mundo e, particularmente, em países em desenvolvimento, por meio da educação. Além disso, a ação estimula o desenvolvimento de projetos e políticas públicas para impulsionar o potencial das meninas e assegurar o pleno exercício de seus direitos.

Uma pesquisa feita com mais de 1.700 meninas de 6 a 14 anos nas cinco regiões do Brasil, em 2013  – “Crescendo entre direitos e violências” revela um panorama preocupante. As informações levantadas denunciam um contexto de gritantes desigualdades de gênero, que prejudica o pleno desenvolvimento de suas habilidades para a vida. E os exemplos são alarmantes.



Além disso, segundo o levantamento, uma em cada cinco meninas conhece outra que já sofreu violência, e 13,7% das meninas de 6 a 14 anos trabalham ou já trabalharam. A pesquisa está disponível online e pode ser baixada por qualquer pessoa.



Assista ao vídeo, em que Maria Fernanda, do projeto “Escola de Liderança Para Meninas”, conta como se sente ‘Por Ser Menina’.

 

 


 

Dentro desse contexto, a organização criou “Dia Internacional da Menina”, proposto como uma resolução pelo Canadá na Assembleia Geral das Nações Unidas, que votou, em 19 de dezembro de 2011, a resolução que adotou o dia 11 de outubro de 2012 como o ano inaugural da data.

Em todo o mundo, o dia é celebrado com ações de conscientização em diversas áreas. Neste dia 11 de outubro, em São Paulo, será inaugurada a exposição fotográfica “Por Ser Menina”, mostra que traz a público as obras recebidas por profissionais da imagem de diversos países da América Latina, que participaram do concurso fotográfico promovido pela Plan Internacional anualmente, com o objetivo de compartilhar os múltiplos pontos de vista sobre o que é ‘ser menina’.




https://lunetas.com.br/dia-internacional-da-menina-entenda-por-que-essa-data-existe/

sábado, outubro 09, 2021

Chefão... Fique longe dele ou será devorado




O
 tema desse post é um dos mais intrigantes dentre aqueles que podemos abordar na coletânea de comportamentos corporativos. Vamos conversar um pouco sobre a relação entre chefes e subordinados, mas não um chefe comum... Vamos falar sobre aquele tipo que, infelizmente, ainda é muito comum nos ambientes de trabalho, o chamado "chefão".
Primeiro vamos procurar definir o que seja um chefão. Encontrei no site do Dicionário Online de Português o seguinte verbete: Chefão - "Mandão, politicão, régulo de aldeia. Fem: chefona." 


Se procurar no "oráculo do Google" tudo que você vai ver está relacionado ou com o famoso filme "O Poderoso Chefão" ou então verbetes relacionados com personagens - geralmente vilões - em videogames (clique aqui).
Será que "chefão" é só isso? Um mandão? É claro que não! Quem faz parte da selva corporativa com certeza já se deparou com pelo menos um chefão frente a frente. Nem me refiro à vida militar, pois ali está, por força do tipo de trabalho, um enorme criatório de chefões (e chefonas também). Fiquemos só nas empresas do mundo civil.
Ninguém ensina ninguém a ser chefão. Também ninguém nasce chefão. Ele vai se criando e se desenvolvendo por etapas a partir de certo momento da sua vida pessoal e da carreira profissional. Nesse processo de formação ele está sempre vinculado aos êxitos – pequenos a princípio e crescentes depois - alcançados ao longo da sua jornada.
Mais adiante, sempre aproveitando oportunidades cria fama (e eventualmente é) de executivo competente e vai retroalimentando sua fama e seu estilo até chegar ao topo de sua trajetória profissional que pode ser desde um presidente - de empresa ou país - a um supervisor de linha de montagem. O comportamento, o estilo e as atitudes de um chefão passam a ser inerentes ao seu caráter e ele os trará colados à sua personalidade tal como as cracas que grudam nos cascos dos velhos navios.
Muitos chefões chegam a ser bem sucedidos profissionalmente. São (falsos) líderes severos, aplicados e implacáveis na maioria das suas decisões. Seus subordinados os seguem de forma quase automática e de certa forma alimentam-se e nutrem-se da energia e do falso brilho que cada chefão emana por conta da personalidade de autocrata que todos possuem.
Os famosos caudilhos que povoam a história dos pampas e dos gaúchos eram chefões até a raiz dos cabelos, leiam a respeito dos mais famosos na História do Brasil:  Júlio de Castilhos, Borges de Medeiros, Flores da Cunha e Getúlio Vargas. É isso mesmo, o chefão bem sucedido na política normalmente entra para a história.
Na história universal os chefões estão presentes às centenas. Cito meramente para ilustrar o texto as figuras de Júlio César, Napoleão, General Franco na Espanha, Hitler, Perón na Argentina, Fidel Castro... Vamos, entretanto nos restringir ao nosso mundo corporativo. O mundo da política é mais complexo.
Dito isso tudo que está escrito acima surge a pergunta: e qual é o problema de ser um chefão? Lamento dizer que os chefões de sucesso, aqueles comandantes extraordinários e conquistadores que todos seguem (evoco aqui a figura do famoso general norte-americano da 2ª Guerra Mundial, George Patton), são minoria entre a espécie. Mesmo assim continuam sendo chefões.
A grande maioria, salvo as exceções que sempre confirmam a regra, faz parte do time daqueles “jogadores de poder” que conseguem sobressair-se sob a capa do chefão, conquistando espaço na base do jogo bruto, dando cotoveladas e golpes baixos, apoiando-se no falso lema de que “os fins justificam os meios”. São eles que denomino como falsos líderes.
Suas características principais:
  • Falam, mas não escutam;
  • Mandam fazer (e com aquele vozeirão), mas não fazem;
  • Dão ordens, mas não as cumprem;
  • Exigem lealdade e são desleais sempre que lhes convém;
  • São manipuladores de pessoas e situações;
  • Usam a autoridade do poder para amedrontar os subordinados;
  • Encantam e seduzem os superiores na hierarquia;
  • São cruéis e impiedosos com aqueles que os contrariam e estejam abaixo na cadeia de comando corporativo.
  • São hipócritas, destruidores de amizades, injustos...
Certamente todos conhecem alguém assim. Eu mesmo já tive pelo menos uns três ou quatro  chefões. O resumo da ópera é um só. O chefão é um predador sempre em busca de suas presas. Alguns conseguem chegar ao topo e lá permanecem por algum tempo, poucos, mas chegam lá. A maioria deles em algum momento da carreira enfrenta um predador mais poderoso e é devorado.
O grande conselho que deixo para o leitor é: não se engane com os chefões. Não se deixe seduzir pelo seu “canto de sereia”. Em algum momento ele vai usar você, mastigá-lo e deixá-lo abandonado pelo caminho. Quanto mais longe dele estiver será melhor, pode crer. Às vezes é difícil escapar principalmente quando o chefão está surfando uma onda de sucesso, mas lembre-se sempre de quem ele é.
Para ilustrar esse artigo coloquei logo abaixo um texto do consagrado consultor Abraham Shapiro que trata do mesmo tema. Recomendo que o leiam também. Tudo que você, meu caro e desprevenido leitor puder conhecer sobre os chefões lhe será útil para se proteger e ficar longe desse destruidor, mas se você for um deles repense sua vida.

EM TEMPO - Todo cuidado para não se tornar um deles...

Eles têm medo do Lobo Mau

 
S
e você pedir a opinião de um funcionário sobre uma situação qualquer, o que ele dirá? Depende do tipo de líder que você é. Um chefão jamais conseguirá obter a opinião sincera e confiável de qualquer membro de sua equipe se não na primeira vez. Da segunda em diante, as pessoas dirão somente o que ele deseja ouvir. É fácil entender por que. "Gato escaldado tem medo de água fria".
Da Revolução Industrial até a Era da Informação a liderança evoluiu desde o estado autoritário absoluto ao democrático participativo. A pregação que os gurus mais repetem é: "O líder autoritário morreu; hoje, só sobrevive o líder carismático". Portanto, segundo este quase-preceito, conhecer a opinião da equipe é uma prerrogativa do verdadeiro líder, o líder inspirador. A esse respeito, creio que estamos conversados.
Um dado não aferido, mas percebido, mostra que os "chefões" continuam sendo o tipo mais comum no comando da assustadora maioria de empresas deste país.
Como identificá-los? Eles nem sempre gritam, nem têm um bigodinho retangular colado a um nariz fino, olhar penetrante e cabelo liso levemente caído em ângulo sobre a testa. Parecem bonzinhos. Muitos são cultos, graduados e se mantêm bem informados sobre negócios e temas afins. Mas no campo das pessoas são uma verdadeira negação. Eles oprimem, mostram-se rancorosos e vingativos, assumem a postura de "sabe-tudo" e acreditam ter razão em todas as circunstâncias. São perseguidores e se orgulham assumidamente de sua "experiência de vida" que, em quase todos os casos se resume no ganho de algum dinheiro em circunstâncias não claras.
Um importante ponto a ser destacado é o caráter "barraqueiro" dos chefões. Eles têm facilidade em transformar as situações mais simplórias em lamentáveis e vergonhosos escândalos envolvendo os que divergem de seu ponto de vista. Gostam de alimentar competição entre as pessoas, de promover confrontos e de jogar um contra o outro nas ocasiões menos necessárias. Eles têm um prazer que beira o sadismo em chatear ou deixar marcas negativas profundas nas pessoas cujos papéis poderiam ser desempenhados de modo proativo em processos com que estão envolvidas na empresa.
Mas todos estes atributos são camuflados e nunca admitidos. O chefão jamais assumirá uma fraqueza própria. Caso isso aconteça, ele estará negando sua natureza ou dando passos na sua cura ou retificação. Ele é um camaleão. Deseja e exige reconhecimento de todos - reconhecimento que não sabe dar a ninguém de modo apropriado. Quer ser notado como o salvador messiânico da vida das pessoas. Um de seus discursos mais acalorados e repetidos fala sobre as grandes oportunidades que está "dando" aos que necessitam de emprego e de um salário digno. Já ouvi um dizendo: "Na minha empresa eu sou o gestor dos recursos humanos". Isso me lembra "L´état c'est moi" - " O estado sou eu", dito pelo absolutista francês * Louis XIV, patriarca de todos os chefões da história. Por tudo isso é possível imaginar do que um chefão não é capaz.


Do lado dos colaboradores, a experiência de conviver com um ser dessa categoria produz a percepção única de que nunca existirão condições propícias para expressarem suas convicções, opiniões ou impressões a respeito do que quer que seja. Falar o que se pensa só produzirá desgastes. O risco de sinistro é garantido. Então, por que abrir a boca? Todos se deixam passar por fantoches. Falam, mas não o que pensam; agem, mas não com suas atitudes.
A pergunta que emerge deste cenário é: num mundo cujo principal atributo é a comunicação e a liberdade, o que se ganha com a dominação pela força? Mais fácil é listar o que se perde: inovação, produtividade, desenvolvimento de habilidades e competências e muito mais, no começo da lista de prejuízos. Tudo isso em função de uma ilusão de ordem, disciplina e soberba.
Mas enquanto os chefões rendem todo este sacrifício em favor de falsa disciplina, no outro prato da balança estão o ódio, o permanente desejo de se "dar um troco" na primeira oportunidade, além de uma ampla variedade de sentimentos primitivos cuja insalubridade e periculosidade acaba punindo tão somente a empresa. Conclusão, vida é vida - empresarial, social, familiar ou pessoal. E a base de sua manutenção é uma só: colhem-se os frutos daquilo que se semeia!!!

* Louis XIV morreu em 1715. Deixou uma França empobrecida e cheia de problemas. O povo o odiou e acabou se vingando em seu neto, Louis XVI, morto na guilhotina na Revolução Francesa.


A imagens colocadas no texto, a título de ilustração foram colocados pelo blog e não fazem parte do artigo original.