4 de dez. de 2020

Ganhar mais fazendo menos?

Você já ouviu falar de Marcus Lemonis? Não? Nem eu tampouco. 

Ocorre que numa das últimas edições da revista Veja me chamou a atenção a página que tem o título de "Conversa"; e o personagem é o Sr. Lemonis. O título da matéria (uma breve entrevista) é sugestivo "Ganhar mais fazendo menos".

Resolvi ler e gostei. Primeiro fui conhecer o cidadão Marcus Lemonis e vi que é uma pessoa cuja experiência referenda o que ele apresenta no texto da Veja. É um experiente empresário de sucesso e mais uma série de outras atividades. Leia abaixo o que a Wikipedia fala dele:

  • Marcus Anthoni Lemonis (Beirute16 de novembro de 1973) é um empresárioinventorfilantropo e apresentador de televisão americano de origem libanesa que comanda mais de 7 mil funcionários nos Estados Unidos e tem uma fortuna avaliada em mais de 10 bilhões de dólares (fonte atualizada pela Forbes ed.2020). Ele é atualmente o presidente e CEO da Camping World e da Good Sam Enterprises, e o apresentador do reality show "The Profit" (O Sócio, no BrasilSócio Majoritário, em Portugal), transmitido em vários países pelo canal History, e no Brasil pela Band, no qual ele salva pequenas empresas ou de médio porte, geralmente com grande potencial de negócios mas que se encontram com algum problema.

A matéria se resume a quatro perguntas da repórter:

  • A pandemia mudou o seu jeito de conduzir uma empresa?
  • Em seu programa o senhor ensina a fórmula dos três Ps (pessoas, processos e produtos); qual desses Ps é o que demanda mais atenção agora?
  • O mundo ensaia uma abertura econômica. Como enxerga esse momento?
  • Quais são as principais razões que levam uma empresa à falência.
Leia a matéria para encontrar as respostas, interessantes, do empresário e verifique se concorda com elas. 

30 de nov. de 2020

Você fala o "corporativês"? Não! Então comece logo a aprender.




Se você não faz parte da geração mais recente dos "habitantes do planeta corporativo"  já deve ter passado por alguma saia justa por não saber traduzir exatamente o que os seus mais jovens interlocutores estão falando numa reunião de trabalho que envolva, por exemplo, planejamento estratégico

Outro dia mesmo passei por isso. Não me considero um "dinossauro" nos ambientes corporativos, mas estando em uma mesa de reunião que discutia o mapa estratégico da empresa cheguei a "ficar vendido" com algumas expressões técnicas que os consultores trocavam entre si e com o pessoal (mais jovem) da casa. E tais palavras eram ditas com a maior naturalidade. Linguagem do dia-a-dia... Pensei comigo mesmo... E agora?

Evidentemente que não passei recibo. Afinal o "senior" na mesa era eu! Fiquei na minha e anotei as tais expressões e frases. Fui pesquisar e me deparei com o artigo abaixo publicado no RH Portal. Bingo! Ou melhor, "Goal"! 

Descobri que esse novo idioma, o "corporativês", tem dominado as apresentações e conversas entre os jovens executivos das empresas que estão buscando novos posicionamentos nos respectivos mercados. Está virando lugar comum. Os temas da Gestão e Tecnologia da Informação dominam as cabeças dos CEOs e gestores das empresas mesmo as mais tradicionais. 

Se você está na turma, digamos... desatualizada com os jargões do corporativês leia o artigo abaixo e mesmo assim pesquise mais. Aprenda mais. O planejamento estratégico e a tecnologia da informação (TI) vieram para ficar no universo das corporações de todos os níveis e tipos. 
Depois que a gente conhece como funciona e os exemplos de sucessos nas empresas privadas e da Administração Pública que adotaram a metodologia não dá para ignorar e pensar que é modismo. Funciona mesmo. Quem não buscar se ajustar vai ficar para trás.

Aproveite para testar seu nível de conhecimento desse novo "idioma". Quantas expressões você conhece? Quais você considera mais aplicáveis ao seu trabalho?


Está Boiando Nas Reuniões?!

Entenda o significado das principais expressões utilizadas no escritório para não morrer de vergonha.

*Mariana Fonseca (autora)
 
Você está em uma reunião e de repente o seu chefe fala: “Converse com o sponsor para marcarmos um brainstorming e montarmos o briefing”. Aí o seu colega responde: “Eu já mandei um mail, mas ele está o.o.o.”. Hein?! Se você ficou com cara de quem está boiando completamente, não se desespere. Mesmo quem fala inglês muitas vezes se perde nesse mar de termos e siglas esquisitos. 
Para resolver isso, montamos um pequeno "dicionário do corporativês" com as principais expressões utilizadas em reuniões. Ainda assim, se você não entender alguma coisa uma vez ou outra, não precisa ter vergonha. “O profissional pode perguntar o significado de uma palavra quando não entender, mas não deve deixar as dúvidas se tornarem um hábito”, afirma Fernanda Montero, consultora da Cia de Talentos..


  • Approach: abordagem.
  • Assessment: ferramenta utilizada pelas empresas para avaliar detalhadamente o perfil e as características do profissional.
  • Board: conselho diretor.
  • Brainstorm: discussão ou conversa para troca de ideias sobre um assunto.
  • Branding: conjunto de ações ligadas à administração de uma marca.
  • Briefing: conjunto de informações para a realização de uma determinada ação, dossiê.
  • Budget: orçamento.
  • Business Plan: plano de negócios.
  • Business Unit: unidade de negócios.
  • Case: estudo de caso.
  • CEO (Chief Executive Officer): é o profissional que ocupa o cargo mais alto da empresa, presidente.
  • CIO (Chief Information Officer): é o profissional responsável pelo planejamento da área de tecnologia da informação, diretor de TI.
  • CFO (Chief Financial Officer): é o profissional responsável pela administração financeira da empresa, diretor financeiro.
  • Chairman: presidente do conselho que dirige a empresa.
  • Commodity: matéria-prima.
  • COO (Chief Operations Officer): é o profissional que cuida mais de perto da rotina do negócio, executivo-chefe de operações.
  • Coach: é o profissional que orienta a vida profissional de outras pessoas, por meio de técnicas e treinamentos específicos.
  • Core business: é o principal negócio da empresa.
  • CRM (Consumer Relationship Management): ferramenta para gestão do relacionamento com clientes.
  • Customizar: personalizar algo - um produto, um processo, um serviço, uma apresentação etc.
http://www.casadosfocas.com.br/wp-content/uploads/2013/03/deadline.gif
  • Deadline: prazo final, data em que alguma tarefa precisa ser terminada.
  • E-learning: ensino ou treinamento que acontece através da Internet.
  • Expertise: habilidade ou conhecimento técnico em determinada área.
  • Feedback: retorno ou resposta sobre o resultado de um processo ou atividade.
  • Follow-up: entrar em contato, fazer acompanhamento.
  • Forecast: previsão.
  • Hands-on: participação ativa.
  • Head: é o profissional que lidera uma área, um departamento ou um projeto.
  • Headcount: número de pessoas que trabalham em determinada equipe.
  • Headhunter: caça-talentos, recrutador.
  • Insight: ideia súbita, percepção.
  • Internship: estágio.
  • Job rotation: rotação em diferentes áreas da empresa para adquirir novos aprendizados.
  • Joint-venture: associação de duas empresas ou mais para a produção, prestação de serviços, busca de novos mercados, etc.
  • Know-how: conhecimento.
  • KPI (Key Performance Indicator): indicador de desempenho.
  • Merchandising: conjunto de atividades de marketing e comunicação destinadas a promover marcas, produtos e serviços.
  • Newsletter: boletim de notícias.
  • Networking: rede de contatos profissionais.
  • OOO (Out of Office): "ou-ou-ou" quer dizer nada mais do que ausente do escritório.
  • Outsourcing: terceirização.
  • SEO (Search Engine Optimization): conjunto de técnicas que visam otimizar o posicionamento de sites nos mecanismos de busca.
  • Skills: habilidades ou competências.
  • Sponsor: é o profissional responsável pelo recurso financeiro de um projeto
  • Start up: dar início a uma operação ou atividade.
  • Supply-chain: cadeia de abastecimento.
  • Trainee: profissional em treinamento.
  • Trend: tendência.
  • Target: alvo, público-alvo.
  • Workaholic: profissional viciado em trabalho.
  • Workshop: treinamento ou palestra.   

Mariana Fonseca (autora) 
A paulistana Mariana Fonseca é graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Como típica representante da Geração Y, Mariana é inquieta e faz várias coisas ao mesmo tempo: além de escrever as matérias, cuida das redes sociais, garantindo que as novidades estejam sempre circulando na rede. Há três anos escreve matérias sobre carreira e mercado de trabalho no ClickCarreira.
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29 de nov. de 2020

Fracassos, aprenda como se livrar deles.





P

roduzir reflexões sobre sucesso ou fracasso profissional  é uma tarefa para tese acadêmica.  De qualquer forma é um tema apaixonante por carregar no seu bojo uma enorme carga de personalismos e de subjetividades. Como medir sucessos e fracassos nas vidas de cada um de nós? 

Para ficarmos restritos à temática da Oficina de Gerência vamos conversar sobre sucesso e fracasso nos mundos corporativos. São tantas as variáveis que interferem nas carreiras dos profissionais - principalmente daqueles que enveredam pelos caminhos da carreira dos. executivos - que não se consegue administrá-las sem recorrer a teses exóticas e inventivas. Nem me atrevo a sequer tangenciá-las. Comecei a construir um mapa mental e desisti.

Outro aspecto que deve  ser observado é que normalmente é o sucesso que tem parâmetros de aferição. O fracasso é a medição do insucesso. Prefiro considerar as coisas colocadas nas formas de sucesso e insucesso. A mim me parece que fracasso tem um tom definitivo e isso está longe da verdade. A propósito, há uma frase famosa de Winston Churchill que diz: "O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo". 

De qualquer sorte pode-se considerar alguns parâmetros para medir sucessos e por consequência inversa, os insucessos. A escalada profissional por exemplo é uma medida do sucesso. No esporte, o número de títulos é  uma boa medida de sucesso, pelo menos momentâneo. Processos e projetos vitoriosos são fatores de sucesso. Na política as eleições vitoriosas são sinônimos de sucesso. E assim por diante.

No artigo abaixo a excelente jornalista Camila Pati vai numa direção interessante. Não aponta, como é comum, as atitudes para se alcançar o sucesso, mas sim, apresenta as condutas, hábitos, maneiras e modos que sabotam as chances de se chegar a ele.

Vamos conhecer?


Estas 7 atitudes podem decretar o seu fracasso profissional

Perfil comportamental é, sim, fator crítico na trajetória de carreira de qualquer pessoa. Confira exemplos de atitudes que comprometem o sucesso

Camila Pati (clique no link para conhecer o perfil) 

Queda: muitos profissionais não percebem que seu comportamento é prejudicial para a carreira (Stock.xch/)

Formação técnica, competências práticas – como visão sistêmica e flexibilidade – e perfil comportamental são ingredientes que, equilibrados, formam a base da receita de sucesso na carreira.

Some-se aí um ambiente profissional propício ao desenvolvimento e está pavimentada a escada da ascensão profissional, segundo Maximiliano Bavaresco, sócio-diretor da Sonne Branding.

Assim, tanto quanto a formação técnica, competências práticas e cultura organizacional, o perfil comportamental é, sim, fator crítico na trajetória de carreira de qualquer pessoa.

E, em meio à rotina agitada, muitos profissionais não se dão conta de que pode haver algo de errado na maneira como se portam. “A falta de autoconhecimento e autocrítica é um dos principais problemas que eu vejo hoje no mundo corporativo”, diz Eliane Figueiredo, presidente da Projeto RH.

Veja alguns exemplos de atitudes e comportamentos que só vão comprometer o sucesso, segundo os especialistas:

1. Terceirizar a culpa

Quando o desempenho e o resultado são aquém do esperado, sempre há quem saia distribuindo a culpa a pessoas ou fatores externos: o mercado que sofreu retração, a Copa do Mundo que atrapalhou, as condições climáticas que surpreenderam.

“Deixem de lado a história de terceirizar a culpa. De alguma forma, em tempos fartura ou de crise tem empresas ganhando ou perdendo, executivos sendo promovidos ou demitidos. Todo mundo sabe as dinâmicas do mercado”, diz Bavaresco.

2. Só tomar decisões embasadas em certezas

“O grande executivo age em momentos em que não dá para ter certeza”, diz o sócio-diretor da Sonne Branding.

Em situações em que ninguém tem a resposta, o executivo precisa confiar no seu próprio julgamento para tomar decisões estratégicas. Quem espera pela certeza perde a chance de inovar e se destacar.

3. Não levar em conta que o fracasso é possível

O planejamento estratégico deve sempre levar em conta a chance de contratempos, revezes ou até catástrofes. “É preciso ter um plano B e até um plano C”, diz o empresário Ernesto Haberkorn, fundador da TOTVS.

Capacidade de se antecipar e ter visão de médio e longo prazo é uma das qualidades de executivos de sucesso. “Do contrário, a pessoa vira um gestor de problemas”, diz Bavaresco. Lembre-se e prepare-se: a chance de não dar certo geralmente é maior do que a de dar certo.

4. Superestimar (ou subestimar) a própria competência

Não é possível ser excelente em tudo. Aceite suas limitações e, com isso, aproxime-se de pessoas complementares em termos de habilidades e competências.

“A maioria procura se cercar de pessoas medíocres, com medo que pessoas brilhantes as ofusquem”, diz Bavaresco.
O contrário também é válido. A falta de autoconfiança é nociva e paralisante. “Muitas vezes as pessoas não percebem que têm crenças limitantes que barram a iniciativa”, diz Eliane.

5. Aceitar cargo de gestão sem ter perfil para tal

“Lembro-me de certa vez em que nosso melhor técnico foi ser diretor na Argentina e, sem perfil de gestão, foi o fim da carreira dele”, diz Ernesto Haberkorn.

“Falta de consciência faz com que a pessoa assuma um trabalho para o qual não está preparada. E acaba comprometendo o resultado”, diz Eliane.Por isso, é sempre bom avaliar se os principais ativos de carreira estão ligados às habilidades técnicas ou de gestão.

Para quem tem perfil mais técnico, o caminho do sucesso, diz o fundador da TOTVS, passa pela especialização necessária na carreira em Y.

6. Conformismo e procrastinação

Medo de arriscar resulta em conformismo e medo de errar, em procrastinação, segundo Eliane Figueiredo. Esperar passivamente pelos desafios ou adiar a execução de tarefas complexas são comportamentos que demonstram a ausência de uma competência altamente valorizada no mercado atual: a proatividade.

7. Falta de capacidade de adaptação

A palavra chave, em tempos de crise e estruturas mais enxutas, é resiliência. O mercado de trabalho é dinâmico e se destaca quem acompanha suas mudanças.

Fugir do papel de vítima e enxergar as oportunidades que aparecem em meio às turbulências do mercado e da economia é a dica para quem quer alavancar a carreira em vez de decretar o fim dela.

🌟

28 de nov. de 2020

Ambição ou Ganância - Conheça a diferença.


Ser ambicioso é uma qualidade? É um defeito? 

Na nossa cultura ter ambição é aceitável, mas a sociedade rejeita quem se identifica como ambicioso. Pode isso?

Não serei eu a explicar as razões dessa charada. Quem nunca ouviu a expressão "Ele tem a ambição de ser o diretor", em tom de elogio? Da mesma forma ouviu também "Ele é muito ambicioso", com a inflexão de crítica? É estranho que alguém seja aceito por ter ambição e seja criticado por ser ambicioso. Não tenho resposta para isto e farei como o João Grilo no Auto da Compadecida: "Não sei, só sei que foi assim!".

E o que falar de ganância? Esse sim, não tem meio termo. Ganância e ganancioso não são coisas bem aceitas pela sociedade. Para piorar as coisas, no cristianismo, a ganância é identificada como avareza e incluída na lista dos Sete Pecados Capitais. Não tem apelação, ganancioso é um termo pejorativo.

Mas porque a ambição é confundida tantas vezes com a ganância? Será que tem sentido? É exatamente isso que o artigo abaixo, extraído do site Administradores.com e autoria citada, vai esclarecer para o leitor da Oficina de Gerência.

Ao final do post ainda indiquei um link para - quem estiver interessado - direcionado para u outro site que trata do mesmo tema.

Boa leitura.

 


Você sabe a diferença entre ambição e ganância?

Para termos resultados mais sustentáveis no mundo corporativo, empresarial, pessoal e familiar, é fundamental sabermos diferenciar o que é ambição e o que é ganância. Isso faz toda a diferença!

Marcelo Correa MedeirosMarcelo Correa Medeiros (clique no link)
  

É natural e até saudável, termos ambições na vida, nas mais diversas áreas. 

o desejo de melhorar em todos os aspectos da nossa vida, é o que nos move a seguirmos em frente, a estabelecermos um processo de aprendizado constante e melhoria contínua, e isso é muito bom!  

Mas, nessa “corrida” rumo ao tão sonhado “sucesso”, em que ponto deixamos de ser ambiciosos para nos tornarmos “gananciosos”? Qual é o limite onde a ambição, passa a se tornar ganância? 

Se pesquisarmos sobre o significado dessas duas palavras, em diversas fontes, podemos chegar às seguintes definições: 

Ambição: obstinação intensa para conseguir determinado propósito; vontade de alcançar sucesso; pretensão. Expectativa em relação ao futuro, aspiração, determinação, vontade. 

Ganância: vontade de possuir tudo que se admira para si próprio. É a vontade exagerada de possuir qualquer coisa. É um desejo excessivo especialmente por dinheiro e poder, podendo levar as pessoas a corromper terceiros e se deixar corromper, manipular e enganar, chegando até ao extremo de tirar a vida de seus desafetos. Muitas vezes é confundida com ambição. 

Pelas definições acima, podemos tirar algumas considerações:

 - Ambição é uma atitude positiva, que nos impulsiona para a ação, para sairmos da zona de conforto e irmos além, na superação das nossas limitações, é algo bom e positivo, é a determinação imprescindível para quem desejar ser um bom líder, por exemplo; 

- Ganância é a atitude de conquistar o que se deseja a qualquer preço, a qualquer custo, mesmo que para isso tenha que passar por cima de tudo e de todos, seja de forma direta ou indireta, utilizando-se da dissimulação e manipulação. 

No Brasil especialmente, a ideia que se tem de ambição é geralmente negativa, considerando que as pessoas, também em geral, não conhecem o seu real significado e nem a distinção entre ambição e ganância. 

Em muitos países essa distinção é mais clara, fazendo parte da cultura nacional, onde ser ambicioso é algo elogiável, natural. E aí todos ganham e prosperam. 

Já no Brasil, podemos observar que a ganância é praticada em larga escala, nas mais diversas áreas, desde o ambiente corporativo até os mais altos escalões da política nacional. E aí apenas alguns ganham, mas no final todos saem perdendo. 

Muitas pessoas podem argumentar: “mas e como lidar com os concorrentes gananciosos?” A resposta é: ter estratégia, planejamento, atitude positiva, melhorar, crescer, aprender e ir além. A concorrência deve ser encarada como algo que nos impulsiona, que nos provoca para crescer, melhorar. Deve funcionar como um “combustível”, para alçarmos voos maiores, para produzirmos mais e melhor. 

Fica como reflexão, o seguinte questionamento: será que não está na hora de começarmos a mudar a nossa “cultura”, de sermos mais ambiciosos e menos gananciosos?

Com certeza essa mudança de atitude, de cultura, traria muitos benefícios para todos nós, para o país de um modo geral, na economia, na política, na gestão empresarial e em todos os aspectos da nossa vida.


Para ilustrar o artigo acima, consegui "descobrir" na internet o quadro (abaixo) resumindo as características e diferenças entre os comportamentos de quem esteja enquadrado nos perfis da Ambição ou da Ganância.

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Arte (Foto: Natália Durães/Época)

Clique aqui

25 de nov. de 2020

Morreu Maradona. O planeta do futebol está de luto. Que encontre a paz.

 



Morreu Maradona e com ele, talvez, a última lenda que o futebol e o esporte mundial produziram como exemplo de toda controvérsia que uma personalidade de gênio, como ele, poderia fazer-se existir.

Não vou comentar nada sobre a história da vida pessoal de Dom Diego. Ainda será assunto por muito tempo após sua morte hoje. 

Diego (para os argentinos) será homenageado por todos os astros dos esportes e grandes personalidades mundiais pela sua genialidade com a bola nos pés. Se ele pudesse ver o quanto será lembrado, talvez, repito talvez, tivesse noção de de como era amado e houvesse pensado em outras opções pelas escolhas que fez fora dos gramados. Sai da vida e entra para a história de seu povo, de todos os povos que o admiravam e se encantavam com sua arte e seus prodígios.

Quero apenas externar - como todos os amantes apaixonados pelo futebol e por sua irrequieta persona devem estar fazendo - a minha enorme tristeza pela sua passagem. Muito se escreverá ainda sobre o seu legado e o que representava Diego Maradona e sua história nos campos de futebol e fora deles. 

Nada, nem a sua vida atormentada fora do mundo da bola, vai empanar o seu brilho e maestria; e as suas conquistas. Ele foi muitas vezes maior do que as muitas vidas que viveu. Não me cabe julgá-lo fora da sua arte e do encanto que ele transmitia. 

A propósito, a melhor frase, criada pela gente dos bairros pobres, suas próprias origens, em Buenos Aires, estava em uma dessas faixas que conseguem refletir a alma e o sentimento daqueles que amam seus ídolos : 

- "No importa lo que hiciste con tu vida, nos importa lo que hiciste con nuestras vidas". (Não nos importa o que fizestes com tua vida, nos importa o que fizeste com as nossas vidas)

Minha geração teve o privilégio de ver jogar Pelé e Maradona. Apesar de inevitável, é muito pobre a tentativa de compará-los. Ambos foram divindades em suas diferentes épocas. 

Cabe agora, sim, lamentar e sentir a falta de Dom Diego como jogador de futebol. O vazio que fica quando alguém, especial em nossas vidas comuns, nos deixa tão de repente. Sim, porque Maradona, assim como os prodígios que conhecemos em vida, foi um protagonista nos muitos momentos em que o vimos, com admiração e espanto, fazer as coisas inesquecíveis que só os fenômenos sabem criar.

Fará muita falta, principalmente porque se foi muito jovem e com muitas histórias ainda por contar e muitas desculpas ainda, por pedir.


O gol mais bonito de todas as Copas do Mundo. Emocione-se novamente.

24 de nov. de 2020

Você é bom de abreviaturas?

As abreviaturas fazem parte das vidas de todos os cidadãos existentes no planeta; e desde tempos imemoriais. Seja no Brasil ou em qualquer parte do mundo.

Com certo exagero direi que já nascemos sob a marca de pelo menos uma abreviatura - CPF; e pelo resto de nossas vidas seremos perseguidos por elas. Alguns de nós têm até seus nomes transformados em abreviaturas do tipo Paulo César é PC ou Júnior é JR. Não nos esqueçamos que os romanos colocaram na Cruz do Calvário a abreviatura INRI (clique no link para lembrar).

No plano corporativo - principalmente na administração pública - as abreviaturas inundam os documentos; nos meios científicos e acadêmicos então nem se fala! Atualmente, com o advento das redes sociais as abreviaturas passaram a ser uma espécie de dialeto. Enfim, as abreviaturas foram, são e sempre serão parte da cultura de nossa espécie. 

Pensando nisso trouxe ao blog um artigo transcrito do site InfoEscola que, entre outros existentes no Google (8.210.000 resultados) respondem à pesquisa do termo "Abreviaturas".

Estejam à vontade para, doravante, entender melhor essas criaturas exóticas, que nos cercam de todos os lados, conhecendo certas regras para formá-las e até se arriscarem a construir algumas abreviaturas pessoais. Por exemplo, o meu nome é Herbert Drummond, como acham que alguns dos meus amigos me tratam? Um prêmio para quem descobrir.


abreviatura consiste em representar, de forma reduzida, certas palavras ou expressões. Geralmente, ele termina com um ponto final abreviativo, que é o sinal que indica a redução da palavra.

Com o avanço das comunicações e com o uso da internet, o ritmo em que acontecem as modificações na vida cotidiana, em relação a tudo, é bem acelerado e, consequentemente, essas alterações refletem na comunicação, pois surge uma necessidade da língua de acompanhar esse dinamismo todo. E, a partir daí, as abreviaturas foram construídas. Elas aparecem em chats, e-mails, mensagens, bilhetes.

Abaixo, alguns exemplos mais usados:

Geralmente, as pessoas abreviam as palavras aleatoriamente, de qualquer maneira, conforme os exemplos acima. Mas, na regra geral, para fazer uma abreviatura de maneira correta, a primeira sílaba deve ser colocada junto com a primeira letra da segunda sílaba, seguidas do ponto abreviativo. Por exemplo:

  • Século – séc.
  • Administrativo – Adm.
  • Feminino – Fem.
  • Adjetivo – Adj.
  • Brasileiro – Bras.

Além dessa regra, é preciso ficar atento com os pontos abaixo:

Quando a segunda sílaba começar por duas consoantes, as duas farão parte da abreviatura. Exemplo:

  • Construção – constr.
  • Estrada - estr.

Acento: quando estiver na primeira sílaba, deve ser preservado. Exemplo:

  • século – séc.
  • número – núm.
  • página – pág.

Ponto final: o ponto abreviativo tem o valor de ponto final, também. Então, se a abreviatura estiver no final da frase, não tem necessidade de colocar outro ponto final. Exemplo:

Na loja vendia blusas, casacos, cachecóis, etc.

Abreviatura por contração: quando se elimina as letras no meio da palavra. Exemplo:

  • Bacharel – Bel.
  • Coronel – Cel.
  • Companhia – Cia.
  • Limitada – Ltda.

Algumas palavras, não seguem a regra geral, mas são aceitas pela gramática normativa, como:

  • Pago – pg.
  • Caixa – cx.
  • Apartamento – Apto.
  • Ilustríssimo – Ilmo.
  • Professora – Profa.
  • Antes de Cristo – aC.
  • Versículos – vv.

Uma outra maneira de abreviar as palavras é por meio das siglas, elas são formadas pelas letras iniciais e é um tipo de processo de formação de palavras, já que tem um significado próprio. Exemplos: