08/06/2013

Quem é maior? Você ou sua função?


 Você é maior ou menor do que sua função?

(Autor do Texto - Herbert Drummond da Oficina de Gerência )

Sempre tive uma permanente preocupação com as sensações de conforto ou desconforto em relação às funções que ocupei ao longo da carreira. Na maioria das vezes me senti à altura delas e em outras, no início de minha carreira como executivo, a sensação de desconforto foi a de não estar preparado para enfrentar determinadas situações. Nestes casos claramente faltou-me o lastro - principalmente pelo aspecto subjetivo - para resolver e decidir acima da experiência pessoal vivenciada e do preparo profissional.

No primeiro caso (está à altura da função) você está convictamente apto para o exercício do cargo e o maior desafio é alcançar a autorrealização. Até onde você é capaz de ir? Que tipo de projeto criativo você é capaz de desenvolver? Até que ponto pode levar seu time ao sucesso com base na sua liderança?

Este é um aspecto da gerência que abordarei em outra ocasião. Neste momento o foco é o segundo caso, ou seja, o chefe é menor do que a função que ocupa. Vamos lá.
http://carreiradeti.com.br/wp-content/uploads/2011/11/chefe-falha-lideranca-carreira.png

Quando vivenciamos uma situação dessas, nem sempre estamos conscientes da  realidade que nos cerca. O grau de subjetividade nessa avaliação é muito acentuado. Ocorre menos nas empresas privadas (bem menos) e mais na Administração Pública onde as indicações políticas proliferam e – por comum – não há preocupação em se guardar uma relação entre as competências do cargo e os currículos dos candidatos. 

Imagine que você, meu caro leitor, foi designado para uma função importante e a rigor, só conhece a sua futura atividade “por ouvir dizer”, mas aceitou porque ninguém deixa o “cavalo passar selado”. Não é essa é a regra.

Você chega, toma posse dos seus novos “brinquedos” – mesa, computador, telefone, secretária, assessores... – e (infelizmente) vai ter que enfrentar a realidade imediatamente. Ali, do outro lado da porta, estão lhe esperando para a primeira reunião de trabalho. Vai ficar visível que você não está à altura da função e na reunião estão seus novos subordinados. Vão lhe testar de todas as maneiras; desde as "cascas de banana" ostensivas à forma mais sutil possível. Na verdade não será uma reunião comum, será um julgamento, um teste, um vestibular.
Você será o alvo. Na verdade será uma sequência de etapas de constrangimentos que não o deixarão em paz até que consiga "chegar no ponto" ou então pedir o boné e ir embora.

Não vou discorrer sobre as possibilidades do que, certamente, ocorrerá numa reunião dessas. Vou, entretanto, dentro da proposta do blog, procurar especular e passar algumas dicas a quem estiver interessado ou (Deus o livre) enfrentar situação parecida.

As Dicas: 

1. Fale muito pouco e escute tudo com a mais pachorrenta paciência. Um dos erros mais comuns do chefe novato (menor que a função, lembre-se) é querer mostrar que está – ao contrário do que todos sabem – à altura do cargo.

2. Resista à tentação de apresentar na mesa o seu “currículo” e despejar toda a sua “experiência anterior”. Na verdade, os seus novos subordinados já sabem tudo que precisam saber sobre você. O mais aconselhável é surpreender. Como? Ouvindo muito e não assumindo posições ou tomando decisões que serão - por natureza - frágeis e precipitadas. Lembre-se, o setor que passará a comandar estava operando sem você desde a saída do antigo “inquilino”.

3. Faça com que apareçam as lideranças formais e informais do seu novo grupo. Principalmente as informais (estes líderes vão procurar testá-lo permanentemente e serão seus futuros aliados ou adversários). Você terá que ter habilidades e lançar mão de alguns "truques" para fazê-los surgir “espontaneamente”.

4. Use o bom senso para tranquilizar a turma quanto às mudanças que todos estão esperando e jamais lance mão do estilo “coronel” para se comprometer seja com o que for. Não mostre "valentia". É o que todos estão esperando, mas não caia nessa armadilha. Simplesmente não se pronuncie com profundidade sobre nada e se alguns daqueles líderes informais da estrutura se atreverem a perguntar algo nesse nível, saia pela tangente e deixe toda expectativa no ar. Use o mistério a seu favor.

5. Marque hora para terminar a reunião e... Termine! Determine alguém para secretariar e faça uma boa ajuda memória com algum tipo de programação com tarefas e com prazos, que você possa cobrar e depois, muita atenção, não procure ninguém, ninguém mesmo para saber o que “acharam de você e da reunião”. A verdade jamais lhe será dita.

6. Outro erro comum que os “chefes menores que a função” cometem é a demonstração do tipo "sou mais eu", repetidas vezes e com ostensiva demonstrações de autoridade e autonomia em relação aos seus próprios superiores na hierarquia. Não faça isso porque as pessoas inteligentes do seu novo grupo vão perceber claramente que você está cometendo uma bravata e será ridicularizado nos corredores. 

Dou um exemplo atualíssimo. Mano Menezes como técnico da seleção brasileira de futebol. Ele é claramente menor do que o cargo e está sempre procurando demonstrar que tem autonomia (o que todos sabem, não é bem assim). Para isso, não se constrange em "inventar a roda" e até agora - dois anos depois de ter assumido - não conseguiu sequer montar um time à altura das tradições do futebol brasileiro.  Todos percebem que a função é maior do que ele. 

Não é necessário ter o dom da profecia para afirmar que Mano Menezes não conseguirá se sustentar na sua nova função. Esse é o destino dos novos líderes que despreparados e menores que os cargos que ocupam. Não conseguem crescer nos desempenhos dos novos comandos. Mas isto é assunto para outro post.

Exemplos não faltam. É só procurar. Na sua própria empresa, caro leitor, certamente deve ter algum gerente, até mesmo um diretor que claramente não consegue se acertar porque não cabe na função. Pode procurar que vai achar. E isso ocorre em gênero, número e grau em todas as atividades humanas. Por exemplo, um marido que não consegue de ajustar à vida de casado. O que está por trás? Na maioria das vezes esse homem (pode ser a mulher também) é menor do que as exigências que um casamento encerra.

Este post foi originalmente escrito em  17/05/12 dai o exemplo que coloquei referindo-me ao Mano Menezes. A minha "profecia" realizou-se sete meses depois (novembro). Dei uma repaginada e recoloquei o texto em melhor posição no ranking do blog. É um assunto sempre atual e o post é muito visitado.

01/06/2013

"Ciência da Força de Trabalho", conheça essa novidade no mundo do emprego - Folha de S.Paulo / NYTimes

http://www.inc.com/uploaded_files/image/feature-100-hiring-traps-pop_11397.jpg

Deparei-me com esse curioso artigo que li no caderno do New York Times que a Folha de São Paulo publica nas segundas feiras. Curioso porque o texto aborda um tema que é novidade no mundo corporativo.
Atualmente e desde há muito tempo grandes corporações contratam seus empregados utilizando mecanismos tradicionais que envolvem, basicamente: análise dos currículos, testes psicotécnico, entrevistas, avaliações de perfil e por ai vai. Aqui e acolá surge alguma inovação que logo é substituída por outra novidade e logo adiante descartada. Tudo girando em torno do mesmo eixo. O que li no artigo que trago ao blog me parece algo mais insinuante em termos de metodologia e política de contratações. 
Vamos partir do objetivo tradicional para um processo de seleção de empregados. O alvo é a "procura de pessoas capazes de agir com criatividade, iniciativa e autonomia, que se integrem em um esforço coletivo na busca de excelência no atendimento ao cliente". E vai mais adiante na clássica definição. "É necessário identificar a qualidade e o potencial dos candidatos tendo em vista que o processo de contratação é o resultado do ajustamento entre si das três formas complexas e em constante mutação: o candidato, a empresa e o mercado" (clique aqui). Nem é preciso comentar o quanto de conservadorismo está contido nessa definição.
O texto do jornalista Steve Lohr do New York Times nos informa de um novo campo de estudos nessa área que ele chama de "Ciência da Força de Trabalho". Essa novidade busca trazer para o interior dos procedimentos de contratação novas "análises de dados para a gestão de RH, a qual tradicionalmente se baseia na intuição e nas práticas estabelecidas para guiar contratações, promoções e planos de carreira".
A base do estudo é que o passado de um candidato a emprego não é mais tão http://carreiras.empregos.com.br/imagens/RH/rh_160610/contratacao.jpgsignificativo quanto se supunha. O perfil a ser examinado para uma futura contratação passa a ser composto por outros fatores que estão intimamente ligados às atividades e comportamentos que podem ser coletados, por exemplo, no mundo digital por onde trafegam os candidatos tais como redes sociais, blogs, chats, etc. 
Vou parar meu comentário por aqui para não esvaziar o texto do artigo que é dos mais interessantes. Antes, vou pedir que conheçam dois trechos que coloco abaixo para provocar a curiosidade de quem esteja lendo o post:
  • [...] Um diretor de marketing da IBM observou que, tradicionalmente, se supunha que ser extrovertido seria um traço definidor de um bom vendedor, mas suas pesquisas mostram que as características mais importantes para o sucesso nas vendas são a persistência e a coragem emocional." [...]
  • [...] "Durante anos, candidatos a empregos no Google foram avaliados segundo seu desempenho escolar. Mas esses fatores não previam o sucesso. O Google concluiu que os trabalhadores mais inovadores - e também os "mais felizes" - são os que têm um forte senso de missão a respeito do seu trabalho e que também sentem ter muita autonomia pessoal." [...]
Vamos à leitura.

Patrões garimpam dados para avaliar empregado (Por STEVE LOHR)

É comum que os empregadores evitem contratar candidatos que pulam de emprego em emprego, ou que estão há muito tempo desempregados. O passado é um prenúncio, supõem as empresas. Mas os dados mostram que não é bem assim, e que o histórico de um candidato não indica resultados futuros.
http://www.tribunadoceara.com.br/blogs/kezya-diniz/files/2012/05/cidad%C3%A3o.jpg
Essa é uma das surpreendentes conclusões da chamada "ciência da força de trabalho", um novo campo de estudos que traz as análises de dados para a gestão de RH, a qual tradicionalmente se baseia na intuição e nas práticas estabelecidas para guiar contratações, promoções e planos de carreira.
Cada e-mail, mensagem instantânea e clique no mouse deixa um sinal digital. Esses padrões podem agora ser recolhidos e garimpados a baixo custo, fornecendo informações sobre como as pessoas trabalham e se comunicam e, potencialmente, abrindo portas para mais eficiência e inovação nas empresas.
A tecnologia digital também abre a possibilidade de avaliações de personalidade mais detalhadas e numerosas.
"O coração da ciência é a medição", disse Erik Brynjolfsson, diretor do Centro de Negócios Digitais da Escola de Administração Sloan, parte do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). "Estamos vendo uma revolução na medição, e ela vai revolucionar a economia organizacional e a economia pessoal."
A tecnologia de coleta de dados gera questionamentos acerca da vigilância sobre os trabalhadores. "O maior problema aqui é que todas essas métricas do local de trabalho estão sendo coletadas quando você, como trabalhador, está basicamente atrás de um espelho unidirecional", diz Marc Rotenberg, diretor-executivo do Centro de Informação da Privacidade Eletrônica. "Você não sabe quando os dados estão sendo coletados e como são usados."
As empresas veem a força de trabalho como um patrimônio valioso. Em dezembro passado, a IBM concluiu a aquisição, por US$ 1,3 bilhão, da Kenexa, uma empresa de recrutamento, contratação e treinamento que pesquisa e avalia 40 milhões de candidatos a empregos, trabalhadores e gestores por ano.
http://static.portaleducacao.com.br/arquivos/imagens_artigos/14022013164731Fechando%20acordos%20-%20Entrando%20em%20concord%C3%A2ncia%20-%20Administradores%20-mod.jpg
Tim Geisert, diretor de marketing da unidade da IBM encarregada da Kenexa, observou que, tradicionalmente, se supunha que ser extrovertido seria um traço definidor de um bom vendedor, mas suas pesquisas mostram que as características mais importantes para o sucesso nas vendas são a persistência e a coragem emocional. Cientistas da Knack, uma startup do Vale do Silício, usam jogos de computador e uma constante mensuração para testar a inteligência emocional, habilidades cognitivas, memória e a propensão a assumir riscos.
Durante anos, candidatos a empregos no Google foram avaliados segundo seu desempenho escolar. Mas esses fatores não previam o sucesso, segundo Prasad Setty, vice-presidente de análise de pessoal da empresa. O Google concluiu que os trabalhadores mais inovadores - e também os "mais felizes", conforme sua definição - são os que têm um forte senso de missão a respeito do seu trabalho e que também sentem ter muita autonomia pessoal.
Neil Rae, da Transcom, operadora global de "call centers", ficou impressionado com um projeto do ano passado com a Evolv, uma startup de San Francisco que usa dados científicos para assessorar empresas. Com isso, disse ele, existe a expectativa de cortar custos e melhorar os serviços, com menos rotatividade de empregados. "Isso torna a contratação mais científica e menos subjetiva", disse ele.

As imagens e os destaques de textos não fazem parte do artigo original. Foram inseridos pelo blog para melhor entendimento dos leitores.

30/05/2013

A Lenda Sioux (Grupo Finsi)

http://i1.ytimg.com/vi/014lKuHYmZw/hqdefault.jpg
A “Lenda Sioux” que fala do velho feiticeiro, do jovem casal de índios apaixonados e do falcão e da águia é uma linda história muito difundida na internet.
Normalmente não coloco esses textos aqui no blog. Eles transitam livremente nas redes sociais, nos links de buscas do Google, Bing e outros. Muitas dessas historinhas trazem no bojo algumas lições que merecem ser repetidas porquanto são verdades importantes que esquecemos-nos de aplicar em nossos comportamentos.
A "Lenda Sioux" é uma delas. Aproveitei o texto que estava no "Nuestro Blog" (clique no link mais abaixo) do Grupo Finsi (Espanha) já bem conhecido dos leitores da Oficina de Gerência. O comentário que está no post espanhol é de José Luis Bueno Blanco, consultor e sócio do Grupo Finsi com inúmeros artigos publicados no site (clique aqui).
O texto em si é, além de muito conhecido, autoexplicativo. Trata de forma bem leve de um tema pesado no grupo de comportamentos que os seres humanos exibem quando convivem uns com os outros de maneira mais próxima. Estes conjuntos estão sempre ameaçados por conflitos entre si e normalmente por motivos banais e contornáveis.
A lição que a Lenda Sioux passa é sobre a forma de reconhecermos e como escapar das armadilhas que nos levam aos desentendimentos com as pessoas que amamos e respeitamos. Todos nós já conhecemos (e alguns até vivenciaram) casos de desavenças entre casais, pais e filhos, irmãos, sócios, amigos... Porque isso acontece com tanta frequência?
A antiga historinha tem uma boa explicação. É possível evitarmos que essas situações nos peguem desprevenidos. Leiam (ou releiam) a Lenda Sioux e não se esqueçam de aplicá-la às suas vidas.
José Luis Bueno Blanco

Lenda Sioux

       Uma reflexão sobre a convivencia.         



Há alguns dias atrás  me contaram essa história ou lenda. Como quase tudo que é distribuído através da rede, é difícil saber a fonte real, uma vez que vai sendo passado de mão em mão. O que vi é que o tema era muito usado, por exemplo, em cerimônias como casamentos civis ou cursos pré-matrimoniais. Em qualquer caso, sempre referido à união e coexistência de duas pessoas.
Eu gostei muito; e além da óbvia lição moral do conto gostei mais ainda de outras lições apontadas e que eu quero comentar. Entretanto vou colocar primeiro o texto completo.
Conta uma velha lenda dos índios Sioux que uma vez chegaram à tenda do velho feiticeiro da tribo, de mãos dadas, Touro Bravo, o mais valente e honrado entre os jovens guerreiros e Nuvem Azul, a filha do cacique e uma das mais belas mulheres da tribo.

- Nós nos amamos - começou o jovem guerreiro.

- E vamos nos casar, disse ela.

- E nós amamos tanto que estamos com medo. Queremos um feitiço, uma magia ou um talismã; alguma coisa que possa garantir que estaremos sempre juntos, que nos assegure estarmos um ao lado do outro até encontrar a morte.

- Por favor – repetiram - há alguma coisa que possamos fazer?

O velho olhou para eles e se emocionou por vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos esperando por sua palavra.

-  Há sim, alguma coisa - disse o velho - mas não sei... É uma tarefa muito difícil e sacrificada.

- Nuvem Azul - disse o feiticeiro -  vês a montanha ao norte da nossa aldeia? Você deve subir sozinha e sem armas, apenas com uma rede em tuas mãos. Você deve caçar o falcão mais belo e forte da montanha. Se você o pegar vai trazê-lo aqui, vivo, no terceiro dia depois da lua cheia. Você entendeu?

 E você, Touro Bravo - prosseguiu o feiticeiro - deve escalar a montanha do Trovão. Quando chegar ao topo, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com tuas mãos e uma rede, você deve pegá-la sem feridas e traze-la a mim, viva... no mesmo dia que virá Nuvem Azul. Podem  sair agora!

Os jovens abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir as missões encomendadas pelo feiticeiro, ela em direção ao norte e ele ao sul.
No dia marcado, em frente à tenda do feiticeiro, os dois jovens esperavam com as sacolas que continham as aves solicitadas. O velho bruxo lhes pediu que com muito cuidado elas fosse retiradas dos sacos, eram verdadeiramente belos exemplares.

- E agora, o que faremos – perguntou o jovem – vamos matá-los e ter a honra de beber o seu sangue?

- Não - disse o velho.

- Vamos cozinhá-los e comer sua carne valorosa? – Propôs a jovem.

- Não! Repetiu o velho. Vão fazer o que lhes digo: peguem os dois pássaros e os amarrem juntos pelas patas com essas tiras de couro. Quando as tenham atadas, soltem-nas e deixem que voem livres.

O guerreiro e a jovem fizeram o que foi pedido e soltaram as aves. A águia e o falcão tentaram levantar voo, porém só conseguiu rolar-se no chão. Poucos minutos depois, irritadas pela incapacidade de voar, as duas aves atacaram-se com bicadas entre si até se machucarem.

- Este é o feitiço. Jamais se esqueçam do que viram. Vocês são como uma águia e um falcão, se estiverem presos uma ao outro, ainda que o façam por amor,  não só viverão arrastando-se quando poderiam voar como mais cedo ou mais tarde começarão a maltratar um ao outro. Se querem que o amor entre vocês perdure: VOEM JUNTOS, MAS JAMAIS AMARRADOS!

 Clique no vídeo e veja a "Lenda Sioux" com ilustrações



http://www.meu.cantinho.nom.br/gifs/falcao.gif
A moral da história e o conselho que surgem da lenda refletem o aviso de que em qualquer união, seja no casamento, seja entre irmãos, entre amigos, entre sócios, etc., é necessário respeitar os espaços individuais para poder, precisamente, preserva-se a magia do amor, da amizade e do respeito nas alianças que escolhemos viver.
O que mais me chamou a atenção está na frase " Poucos minutos depois, irritadas pela incapacidade de voar, as duas aves atacaram-se com bicadas entre si até se machucarem. Depois de enfrentarem uma difícil situação poderiam ter escolhido várias estratégias como tentar descobrir como remover o laço que as amarrava, tentar voarem juntas, resignar-se às circunstâncias e conviver com ela... No entanto, o que fazem é acima de tudo procurar um culpado e, claro, arremeter contra ele. Sequer pensaram que foram “outros” quem as amarraram.
Mais além do que limitarmo-nos a observar a questão sob o angulo dos casamentos e levando a história para o entorno dos ambientes de trabalho  podemos também tirar algumas lições. Por exemplo, um programa onde duas equipes se unem para levar um projeto adiante. Quando o cliente, seja externo ou interno, pressiona por prazo, uma das reações que geralmente ocorre ante de um clima de medo, é que cada equipe se defende atacando a outra, e dentro de cada equipe, cada pessoa ataca uma outra. Porque a nossa primeira opção é, habitualmente, como fizeram as aves da história, "atacarmo-nos com bicadas até nos machucarmos”.


26/05/2013

Você fala o "corporativês"? Não! Então comece logo a aprender.


S
e você não faz parte da geração mais recente dos "habitantes do planeta corporativo"  já deve ter passado por alguma saia justa por não saber traduzir exatamente o que os seus mais jovens interlocutores estão falando numa reunião de trabalho que envolva, por exemplo, planejamento estratégico. 
Outro dia mesmo passei por isso. Não me considero um "dinossauro" nos ambientes corporativos, mas estando em uma mesa de reunião que discutia o mapa estratégico da empresa cheguei a "ficar vendido" com algumas expressões técnicas que os consultores trocavam entre si e com o pessoal (mais jovem) da casa. E tais palavras eram ditas com a maior naturalidade. Linguagem do dia-a-dia... Pensei comigo mesmo... E agora?
Evidentemente que não passei recibo. Afinal o "senior" na mesa era eu! Fiquei na minha e anotei as tais expressões e frases. Fui pesquisar e me deparei com o artigo abaixo publicado no RH Portal. Bingo! Ou melhor, "Goal"! 
Descobri que esse novo idioma, o "corporativês", tem dominado as apresentações e conversas entre os jovens executivos das empresas que estão buscando novos posicionamentos nos respectivos mercados. Está virando lugar comum. Os temas da Gestão e Tecnologia da Informação dominam as cabeças dos CEOs e gestores das empresas mesmo as mais tradicionais. 
Se você está na turma, digamos... desatualizada com os jargões do corporativês leia o artigo abaixo e mesmo assim pesquise mais. Aprenda mais. O planejamento estratégico e a tecnologia da informação (TI) vieram para ficar no universo das corporações de todos os níveis e tipos. 
Depois que a gente conhece como funciona e os exemplos de sucessos nas empresas privadas e da Administração Pública que adotaram a metodologia não dá para ignorar e pensar que é modismo. Funciona mesmo. Quem não buscar se ajustar vai ficar para trás.
Aproveite para testar seu nível de conhecimento desse novo "idioma". Quantas expressões você conhece? Quais você considera mais aplicáveis ao seu trabalho?

Recursos Humanos e RH. Tudo para gestão de pessoas em um so lugar: Cargos e Salários, Coaching, Carreira, etc

Está Boiando Nas Reuniões?!

Entenda o significado das principais expressões utilizadas no escritório para não morrer de vergonha.

*Mariana Fonseca (autora)
 
Você está em uma reunião e de repente o seu chefe fala: “Converse com o sponsor para marcarmos um brainstorming e montarmos o briefing”. Aí o seu colega responde: “Eu já mandei um mail, mas ele está o.o.o.”. Hein?! Se você ficou com cara de quem está boiando completamente, não se desespere. Mesmo quem fala inglês muitas vezes se perde nesse mar de termos e siglas esquisitos. 
Para resolver isso, montamos um pequeno "dicionário do corporativês" com as principais expressões utilizadas em reuniões. Ainda assim, se você não entender alguma coisa uma vez ou outra, não precisa ter vergonha. “O profissional pode perguntar o significado de uma palavra quando não entender, mas não deve deixar as dúvidas se tornarem um hábito”, afirma Fernanda Montero, consultora da Cia de Talentos..

  • Approach: abordagem.
  • Assessment: ferramenta utilizada pelas empresas para avaliar detalhadamente o perfil e as características do profissional.
  • Board: conselho diretor.
  • Brainstorm: discussão ou conversa para troca de ideias sobre um assunto.
  • Branding: conjunto de ações ligadas à administração de uma marca.
  • Briefing: conjunto de informações para a realização de uma determinada ação, dossiê.
  • Budget: orçamento.
  • Business Plan: plano de negócios.
  • Business Unit: unidade de negócios.
  • Case: estudo de caso.
  • CEO (Chief Executive Officer): é o profissional que ocupa o cargo mais alto da empresa, presidente.
  • CIO (Chief Information Officer): é o profissional responsável pelo planejamento da área de tecnologia da informação, diretor de TI.
  • CFO (Chief Financial Officer): é o profissional responsável pela administração financeira da empresa, diretor financeiro.
  • Chairman: presidente do conselho que dirige a empresa.
  • Commodity: matéria-prima.
  • COO (Chief Operations Officer): é o profissional que cuida mais de perto da rotina do negócio, executivo-chefe de operações.
  • Coach: é o profissional que orienta a vida profissional de outras pessoas, por meio de técnicas e treinamentos específicos.
  • Core business: é o principal negócio da empresa.
  • CRM (Consumer Relationship Management): ferramenta para gestão do relacionamento com clientes.
  • Customizar: personalizar algo - um produto, um processo, um serviço, uma apresentação etc.
http://www.casadosfocas.com.br/wp-content/uploads/2013/03/deadline.gif
  • Deadline: prazo final, data em que alguma tarefa precisa ser terminada.
  • E-learning: ensino ou treinamento que acontece através da Internet.
  • Expertise: habilidade ou conhecimento técnico em determinada área.
  • Feedback: retorno ou resposta sobre o resultado de um processo ou atividade.
  • Follow-up: entrar em contato, fazer acompanhamento.
  • Forecast: previsão.
  • Hands-on: participação ativa.
  • Head: é o profissional que lidera uma área, um departamento ou um projeto.
  • Headcount: número de pessoas que trabalham em determinada equipe.
  • Headhunter: caça-talentos, recrutador.
  • Insight: ideia súbita, percepção.
  • Internship: estágio.
  • Job rotation: rotação em diferentes áreas da empresa para adquirir novos aprendizados.
  • Joint-venture: associação de duas empresas ou mais para a produção, prestação de serviços, busca de novos mercados, etc.
  • Know-how: conhecimento.
  • KPI (Key Performance Indicator): indicador de desempenho.
  • Merchandising: conjunto de atividades de marketing e comunicação destinadas a promover marcas, produtos e serviços.
  • Newsletter: boletim de notícias.
  • Networking: rede de contatos profissionais.
  • OOO (Out of Office): "ou-ou-ou" quer dizer nada mais do que ausente do escritório.
  • Outsourcing: terceirização.
  • SEO (Search Engine Optimization): conjunto de técnicas que visam otimizar o posicionamento de sites nos mecanismos de busca.
http://www.softballexcellence.com/images/InitialSet/recruiting-grow-skill.png
  • Skills: habilidades ou competências.
  • Sponsor: é o profissional responsável pelo recurso financeiro de um projeto
  • Start up: dar início a uma operação ou atividade.
  • Supply-chain: cadeia de abastecimento.
  • Trainee: profissional em treinamento.
  • Trend: tendência.
  • Target: alvo, público-alvo.
  • Workaholic: profissional viciado em trabalho.
  • Workshop: treinamento ou palestra.   

Mariana Fonseca (autora)

Mariana Fonseca A paulistana Mariana Fonseca é graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Como típica representante da Geração Y, Mariana é inquieta e faz várias coisas ao mesmo tempo: além de escrever as matérias, cuida das redes sociais, garantindo que as novidades estejam sempre circulando na rede. Há três anos escreve matérias sobre carreira e mercado de trabalho no ClickCarreira.
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Esta é uma lista de dias do ano. Caso você clique em um mês ou em algum dia deste mês, será aberta uma página com os respectivos eventos importantes da data ao longo dos anos.

Dias do ano
Janeiro: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31
Fevereiro: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 (30)
Março: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31
Abril: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
Maio: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31
Junho: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
Julho: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31
Agosto: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31
Setembro: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
Outubro: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31
Novembro: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
Dezembro: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31

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