20 de jan de 2015

Execução de Marco Archer: algo foi jogado para baixo do tapete.

T
 rago aos leitores da Oficina de Gerência um artigo da BBC Brasil que já está "bombando no Google. Não é um tema habitual do Blog, mas não pude resistir à essa publicação porquanto me chamou a atenção as revelações que a jornalista Kathryn Bonella  - autora do livro "Nevando em Bali" -  e o repórter Renan Antunes de Oliveira (que entrevistou Marco Archer em 2005, numa prisão na Indonésia) apresentaram sobre o perfil do brasileiro executado. O que está no texto é diametralmente oposto à imagem que a cobertura da grande mídia brasileira apresentou de Marco Archer.
Oque me intrigou ao ler essa reportagem e a outra matéria referida (entrevista que poderá ser acessada no link ao final do post) é que mostram um Marco Archer não era exatamente aquele "carioca bon vivant" que foi pego ocasionalmente traficando cocaína quando fazia uma visita turística na Indonésia em busca das famosas ondas de Bali para surfar alegremente. Leiam um trecho da matéria que está ao final do post: 
  • O carioca Marco Archer Cardoso Moreira viveu 17 anos em Ipanema, 25 traficando drogas pelo mundo e 11 em cadeias da Indonésia, até morrer fuzilado, aos 53, neste sábado (17), por sentença da Justiça deste país muçulmano. Durante quatro dias de entrevista em Tangerang, em 2005, ele se abriu para mim: “Sou traficante, traficante e traficante, só traficante”.
    Demonstrou até uma ponta de orgulho: “Nunca tive um emprego diferente na vida”. Contou que tomou “todo tipo de droga que existe”.

 http://outraspalavras.net/wp-content/uploads/2013/05/130504-Fraude.jpg
Por que essa informação não foi apresentada ao público brasileiro que acompanhou - condoído - o drama de Marco Archer, da sua mãe e dos seus amigos? Não tenho respostas para isso, mas me senti enganado, engabelado, iludido. Como eu, muitos outros brasileiros ficaram achando que a pena de morte era muito exagerada para o "simples ato impensado" de um jovem traficante desastrado. Muitos ficaram "com raiva" do presidente indonésio que não atendeu aos apelos humanitários, que lhe foram feitos não só pelo governo brasileiro, mas também pela Holanda que a exemplo do Brasil chamou seu embaixador de volta "para consultas" (A execução incluiu outros cinco condenados pelo mesmo crime: um indonésio e quatro estrangeiros de Vietnã, Nigéria, Holanda e Malauí).
Não me atrevo a comentar essas medidas, pois estão na dimensão das questões diplomáticas e políticas entre essas nações. Pessoalmente acho que o governo brasileiro agiu corretamente - dentro dos rituais da diplomacia - em protestar contra a execução. Como ficaria o presidente de um país que não se manifestasse contra a execução pública de um dos seus cidadãos? Entendo que foi uma atitude política e diplomática legítima e compreensível.
Registro apenas a tensão (claramente manipulada) imposta pela mídia à opinião pública brasileira que suportou vários dias de noticiário maciço das TVs, rádios, sites e jornais, torcendo para que a sorte do "surfista carioca", do instrutor de asa delta (ele era apenas praticante) fosse alterada pela benevolência do presidente indonésio.
Ninguém que se acredite cristão e civilizado é favorável a punir crimes com a morte. A própria ONU se manifestou na direção de que a Indonésia não aplique essa penalidade extrema mesmo fazendo parte de suas leis. Há uma pressão internacional nesse sentido. Por outro lado deve ser dito que o fuzilamento como punição para crimes é apoiado por quase 70% do povo de lá.
Certamente outras formas de punição para crimes tão graves quanto o tráfico de drogas poderiam ser aplicadas aos condenados, mas daí a "vender" que houve exagero na aplicação de uma pena tão pesada a alguém "que não era tão criminoso assim"...
leiam as duas matérias e tirem suas próprias conclusões. A minha eu já a tenho.   

Rodrigo Gularte e Marco Archer
A escritora australiana conheceu Rodrigo Gularte (à esquerda) e Marco Archer no 'corredor da morte' na Indonésia.

Execução abala 'fantasia' de brasileiros no tráfico da Indonésia 
Fernando Duarte Da BBC Brasil em Londres



http://ichef.bbci.co.uk/news/ws/304/amz/worldservice/live/assets/images/2015/01/20/150120132435_bali_kathryn_412x549_snowinginbalibykathrynbonella.jpg
Kathryn Bonella: "Os brasileiros que conheci em Bali tinham um perfil bem diferente de 'mulas' e traficavam para manter um estilo de vida"
 "Nevando em Bali", livro que expõe em detalhes o submundo das drogas na mais famosa ilha do arquipélago que forma a Indonésia, chama a atenção não apenas pela descrição da mistura de crime e hedonismo no paraíso turístico que recebe mais de 2 milhões de visitantes por ano.

http://www.bbc.co.uk/portuguese
Clique e conheça o site
Muitos dos traficantes entrevistados pela escritora e jornalista australiana Kathryn Bonella para o livro eram brasileiros. Entre eles, Marco Archer, que no último sábado se tornou o primeiro brasileiro executado no exterior.
Para Bonella, no entanto, o mais significativo foi o fato de Archer ter sido também o primeiro ocidental a receber a pena de morte na Indonésia.

"Bolha"

Para a australiana, a morte estourou o que ela chama de "bolha da fantasia" para os brasileiros envolvidos com o tráfico no país.
"A morte de Marco foi decididamente o que se pode chamar do fim de uma fase. Sempre se soube que o tráfico na Indonésia é punido com a pena de morte, mas as autoridades indonésias jamais tinham ido até o fim na punição a ocidentais", afirma Bonella, em entrevista à BBC Brasil.
"Ao mesmo tempo que isso não vai acabar com o tráfico em Bali, eu imagino que muitos brasileiros vão pensar duas vezes diante da próxima oportunidade de contrabandear drogas para a Indonésia. Mas duvido que isso vá durar para sempre. Há uma grande demanda por drogas em Bali, é um lugar para onde turistas do mundo inteiro vão para se divertir sem os mesmos limites vistos na maioria dos lugares do mundo."
Para Bonella, a frequência com que encontrou brasileiros envolvidos com o tráfico na Indonésia - de transportadores de droga a ricos intermediários entre os grandes barões - é explicada pelo perfil da maioria dos viajantes do país para o arquipélago.

"Os brasileiros que encontrei tinham basicamente o mesmo perfil. Eram surfistas que viram no tráfico, em especial de cocaína, uma chance de se manter em Bali e viver uma vida de fantasia, pegando ondas, indo a festas e encontrando belas mulheres. A proximidade do Brasil com os mercados produtores de cocaína na América do Sul ajuda no acesso à droga. E, ao contrário dos habitantes de muitos países, os brasileiros viajam normalmente pelo mundo", argumenta Bonella.

http://ichef.bbci.co.uk/news/ws/625/amz/worldservice/live/assets/images/2015/01/20/150120122307_bali_casa_624x351_snowinginbalibykathrynbonella.jpg
"Rafael", um dos traficantes brasileiros mais ativos em Bali, tinha uma mansão que contava com um trampolim para pular do quarto à piscina

Perfil diferenciado

Outro fator que diferencia os traficantes brasileiros que a australiana encontrou na Indonésia é o perfil social.
"Eles eram todos de classe média, com escolaridade e conhecimento razoável de inglês. Entraram no tráfico pela curtição, não por uma necessidade econômica. Queriam viver tendo do bom e do melhor. Bem diferentes das 'mulas' (transportadores de droga), que recebem pouco dinheiro para muito risco. Um dos brasileiros que conheci em Bali podia ganhar uma fortuna com uma viagem bem-sucedida", conta a australiana.
Um dos grandes exemplos foi um carioca conhecido como "Rafael", um surfista que durante anos foi uma das principais engrenagens no tráfico de cocaína em Bali e que não fazia muita questão de esconder seus lucros: dava festas homéricas em sua mansão à beira-mar, onde uma das atrações era um trampolim do qual ele saltava de seu quarto diretamente para a piscina.
Bonella esteve na Indonésia no fim de semana e acompanhou através da mídia e de relatos de contatos a execução de Marco Archer. Embora faça questão de criticar a opção do brasileiro pelo tráfico, a australiana disse ter ficado chocada com o desfecho de um dos personagens mais citados em Nevando em Bali - numa das passagens, Bonella conta que Archer dominava o fornecimento de maconha em Bali e tinha até registrado a marca de um tipo de erva que vendia, a Lemon Juice.

"Visitei Marco na prisão durante a pesquisa para o livro. Sabia o que ele estava fazendo e de maneira nenhuma endosso o tráfico. Mas ele era carismático e até cozinhou na prisão para mim, e parecia ter muitos amigos na Indonésia, pois recebi uma série de mensagens lamentando sua morte. Sou pessoalmente contra a pena capital, em especial a tortura psicológica que foi Marco ter vivido mais de dez anos com a possibilidade de execução pairando sobre sua cabeça."
Numa das visitas, Bonella foi apresentada a Rodrigo Gularte, o outro brasileiro condenado à morte e cuja execução poderá ocorrer ainda este ano. Foi no livro da australiana que veio à tona uma suposta tentativa de suicídio do brasileiro após o anúncio da sentença, em 2005.
"Não pude comprovar, mas me pareceu claro que Rodrigo tinha sido afetado de maneira bem diferente de Marco", disse.

'Mais perigoso'

Surfista na onda
Surfistas brasileiros, segundo Bonella, usaram o tráfico como forma de manter um estilo de vida confortável na Indonésia
 A australiana disse não acreditar que a pressão internacional sofrida pela Indonésia nos últimos dias, inclusive com a retirada dos embaixadores de Brasil e Holanda (que também teve um cidadão executado no fim de semana), poderá mudar o destino do brasileiro e dois australianos também no corredor da morte.
"Não me parece que os protestos vão alterar a política de Joko Widodo (o presidente da Indonésia). Há um forte sentimento antidrogas entre a população local", avalia.
"Os traficantes devem estar assustados, mas o tráfico não vai parar. Há muita demanda, até porque a Indonésia é usada como centro de distribuição das drogas para outros países asiáticos e mesmo a Austrália. Só que agora os envolvidos sabem que a situação ficou ainda mais perigosa", opina Bonella.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/01/quem-era-marco-archer-o-brasileiro-executado-na-indonesia.html#
Matéria: "Quem era Marco Archer?" Clique no banner e leia.

15 de jan de 2015

Inteligência Emocional x Quociente de Inteligência. Quem pesa mais?


http://lcmtreinamento.com.br/wp-content/uploads/2013/12/Equilibrio.jpg
 


Não é de hoje que espero a oportunidade de escrever um pouco sobre a importância da Inteligência Emocional nas nossas vidas. Se pesquisar no Google vai achar 5.620.000 links sobre o tema e é nessas horas que eu pergunto: O que é que estou fazendo aqui?
Falar mais o que meu Deus?!
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Ocorre que uma das qualidades (há quem diga que é defeito) do blogueiro é a pretensão de ser lido. A teimosia também é! Por isso é que a gente está sempre na esperança de poder transmitir algo que ninguém ainda disse, uma coisinha nova, um pensamento diferente ou uma experiência inédita ou esclarecedora. Vou escolher a "experiência esclarecedora" para o background desse post. Obviamente falo da minha própria experiência, claro! 
Inteligência Emocional ou IE para os íntimos... Apesar das incontáveis tentativas de definir o que seja a IE e devo ter lido pelo menos umas dez, a melhor delas ainda é a do Daniel Goleman que foi o "despertador" que tocou o alarme para o mundo sobre a importância de se estudar o assunto. Para Goleman, "a inteligência emocional é o fator mais importante para o sucesso ou insucesso dos indivíduos. Para explicar, recorda que as situações de trabalho são abrangidas pelos relacionamentos interpessoais, logo as pessoas com qualidades de relacionamento humano, como a afabilidade, compreensão e gentileza têm mais hipóteses de ter sucesso". Simples assim.


Assista o vídeo abaixo para ter uma ideia do conceito de IE exposto por D.Goleman em seu livro.

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL De DANIEL GOLEMAN (Resumo Animado Resenha)

Dois outros renomados autores sobre IE - Salovey e Mayer - se manifestaram assim para definir o conceito: 
  • "...é a capacidade de perceber e exprimir a emoção, assimilá-la ao pensamento, compreender e raciocinar com ela, e saber regulá-la em si próprio e nos outros." (Salovey & Mayer, 2000).
Dividiram-na em quatro domínios:

   1. Percepção das emoções - inclui habilidades envolvidas na identificação de sentimentos por estímulos, como a voz ou a expressão facial, por exemplo. A pessoa que possui essa habilidade identifica a variação e mudança no estado emocional de outra.

   2. Uso das emoções – implica na capacidade de empregar as informações emocionais para facilitar o pensamento e o raciocínio.

     3. Entender emoções - é a habilidade de captar variações emocionais nem sempre evidentes;

    4. Controle (e transformação) da emoção - constitui o aspecto mais facilmente reconhecido da inteligência emocional – é a aptidão para lidar com os próprios sentimentos.
Imagem relacionada
 A "Harvard Business Review" chegou a qualificar a Inteligência Emocional como: 

  • "um conceito revolucionário, uma noção esmagadora, uma das idéias mais influentes da década" no mundo dos negócios. Revelando de forma esclarecedora o valor subestimado da IE, a diretora de pesquisa de uma empresa "head hunter" destacou que "os CEOs são contratados por sua capacidade intelectual e sua experiência comercial e são demitidos por sua falta de inteligência emocional".

E vou ficar por aqui nas "definições". Eu tenho a minha, mas prefiro não decliná-la mesmo porque não seria tão diferente de todas. O que quero destacar no post, nessa apresentação do excelente artigo da psicóloga espanhola Nuria Fernandez Lopez é a necessidade dos profissionais, principalmente os jovens da chamada Geração Y que atualmente predominam no mercado, de buscarem conhecer e principalmente compreender o que seja o comportamento gerado pela Inteligência Emocional no decurso de suas trajetórias.
Observem que no parágrafo acima falei em "comportamento". É isso mesmo!
A inteligência emocional traduzida na prática dos ambientes de trabalho, na sociedade e na família é um conjunto de atitudes e comportamentos - de cada um de nós, diga-se de passagem - que predominam nas relações com as pessoas -  sejam quem forem -  à nossa volta, em nossas vidas e de forma ocasional ou duradoura. São os valores morais e cívicos, a educação pessoal, o gostar das pessoas, respeitá-las em quaisquer níveis e situações. É isso ai! 
http://m1.paperblog.com/i/234/2347397/inteligencia-emocional-competencias-emocional-L-88DQQg.jpegParece simples? Não é não! Não existe "curso de inteligência emocional". Não se ensina nas escolas e universidades e nem nas empresas. Também não é um dom divino ou algo que esteja gravado no DNA. Também não é um mistério, mas tem um fortíssimo componente subjetivo que permeia os atos e condutas de quem a possui. 
Conheço muitos casos em que a falta da inteligência emocional provocou desastrosas decisões e interrupção em carreiras que estavam em pleno desenvolvimento. 
Anos atrás, para ilustrar, conheci de perto um processo onde a falta da IE causou uma brusca freada na carreira de um executivo brilhante no seu QI, mas de baixo nível na sua inteligência emocional. Não conseguiu ajustar a convivência com seus comandantes e perdeu a condição de continuar no grupo. Pura falta de inteligência emocional. E Fico por aqui porque já escrevi mais do que desejava.
Recomendo a leitura do artigo e o clique nos links indicados. Para quem esteja interessado em crescer nas suas relações sejam dentro do ambiente corporativo ou fora dele (família, sociedade, grupos...) procurem conhecer sobre a IE. Nunca irão se arrepender.
Boa leitura.

Inteligência Emocional Aplicada

Autora: Nuria Fernández López
Directora del Área de Salud y
Servicios Sociales de EFIPSA Madrid

Se por um momento paramos para refletir sobre o que poderiam ser os preditores de sucesso de um trabalhador seja no nível pessoal ou profissionalmente, certamente, entre aqueles que nos vêm à mente encontraremos algum que esteja diretamente relacionado a um conceito que tem sido amplamente difundido nos últimos anos. Este conceito não é outro senão que o da Inteligência Emocional. 
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Já em seu livro "Your Erroneous Zones" - publicado no Brasil com o título: "Seus pontos Fracos" (1976) - o Dr. Wayne Dyer questiona o termo "QI" (Quociente de Inteligência). Em 1989 Ayman Sawaf iniciou estudos sobre o conhecimento emocional aplicado à sociedade.
Embora a expressão "Inteligência Emocional" tenha sido usada pela primeira vez em 1990 pelos psicólogos Peter Salovey da Harvard University e John Mayer da Universidade de New Hampshire é através do livro "Inteligência Emocional" (1995) de Daniel Goleman que o conceito de IE alcança sua máxima difusão.

De acordo com D. Goleman a IE é a capacidade de reconhecer os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e gerenciar bem as emoções, em nós mesmos e em nossas relações.

O conceito de IE trata de questionar o do QI como um previsor de sucesso pessoal e por conseguinte do exito profissional no desenvolvimento da vida de uma pessoa. Até alguns anos atrás, parecia que um maior QI era uma boa maneira de se prever o alcance dessas conquistas, hoje, parece que esta relação não é tão clara. Certamente que todos nós podemos pensar em pessoas realmente inteligentes que não obtiveram sucesso no seu nível pessoal e/ou profissional, apesar de suas habilidades. Por outro lado, certamente também podemos pensar em outras que apesar de não estarem particularmente qualificadas intelectualmente pelo seu QI, realizaram algo muito importante em suas vidas.

Será que, à luz desses fatos, não devamos examinar com profundidade o que faz a diferença entre uns e outros?  Esta diferença parece estar relacionada com as distintas habilidades pessoais dos indivíduos. Entre essas competências podemos destacar a capacidade de automotivação, o talento para a resolução de conflitos, as habilidades individuais vinculadas aos relacionamentos com as demais pessoas, a facilidade de analisar e gerenciar as emoções, a aptidão de saber trabalhar em equipe,o dom de ter em conta as emoções dos outros, a confiança em si mesmo, o autocontrole,a capacidade de adaptação, etc. Todas essas competências fazem parte do conceito de IE.

Se, por exemplo, tomamos como referência a trajetória profissional de um determinado indivíduo e analisamos o que determinou o seu sucesso nas distintas etapas que teriam contribuído com o seu desenvolvimento, veremos que grande parte do êxito alcançado está diretamente relacionado com a sua Inteligência Emocional.

Resultado de imagem para inteligencia emocionalIsto não quer dizer que o conceito de QI não seja importante, pois claramente ele o é, salvo nos casos daquelas pessoas que estão abaixo ou acima das suas médias, pois é fato que o fator que marca a diferença do sucesso entre os indivíduos que estão nas faixas das distribuições medianas do QI está mais determinado pela sua Inteligencia Emocional do que por seu Quociente de Inteligência. Diversos trabalhos de pesquisa encontraram entre os dois conceitos uma relação de 20/80 concluindo que o sucesso profissional está composto em 20% para o conteúdo técnico e 80% para questões diretamente relacionadas com a Inteligência Emocional.


Façamos, portanto, uma análise e tomemos diferentes momentos de uma trajetória profissional: universidade/faculdade, procura de emprego e desenvolvimento da carreira e tratemos de relacionar esses momentos com as variáveis que garantam o sucesso. Vejamos se a lei 20/80 antes mencionada se cumpre na prática.

Essas variáveis que se correlacionam com o sucesso profissional de um indivíduo em diferentes momentos da sua trajetória  são:

  • Estudos Universitários (Universidade)
· Inteligência
· Constância
· Perseverança
· Capacidade de adaptação
· Habilidade na solução de problemas
· Automotivação
· Autoconfiança e segurança
· Autocontrole
  •  Procura de emprego:
· Qualificação técnica
· Constância
· Perseverança
· Capacidade de adaptação
· Habilidade na solução de problemas
· Automotivação
· Autoconfiança e segurança
· Habilidades nos relacionamentos
· Autocontrole emocional
  • Desenvolvimento de carreira:
· Qualificação técnica
· Constância
· Perseverança
· Capacidade de adaptação
· Habilidade na solução de problemas
· Automotivação
· Autoconfiança e segurança
· Habilidades nos relacionamentos

· Aptidão para o trabalho em equipe
· Autocontrole emocional



É possível concluir que em cada uma das etapas acima, a grande maioria das variáveis mais relevantes para o sucesso na carreira profissionais de uma pessoa não estão relacionadas exclusivamente com as suas competências técnicas. A partir disso, pode-se depreender que essa qualificação não é importante? Negativo! É claro que o conhecimento técnico é fundamental e necessário, mas existem outras variáveis, tais como as mencionadas acima, que se correlacionam de forma muito significativa na determinação do sucesso. 


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Se considerarmos tudo isso na bagagem da nossa experiência pessoal e tratarmos de analisar tanto na área profissional como na pessoal que fatores estão envolvidos na nossa satisfação e percepção de sucesso em diferentes níveis vamos descobrir que, em sua maioria, estão diretamente conectados não com o nosso QI, mas sim com variáveis que estão vinculadas diretamente  ao conceito de IE.



As ilustrações e links em destaque não constam no artigo original. Foram colocados pelo blogueiro para dar mais conforto aos leitores. O texto original pode ser lido ao clicar no banner abaixo.

https://eltrasterodepalacio.wordpress.com/2013/03/05/la-inteligencia-emocional-y-el-cociente-intelectual-conceptos-complementarios/