31 de mai de 2012

Seu trabalho é reconhecido pelo chefe?


Gostei do artigo transcrito nesse post sobre reconhecimento no trabalho. É original e foi escrito pelo consultor Luiz Roberto Fava (veja link abaixo) em seu site Fava Consulting (idem). O tema é pouco explorado pelos consultores e articulistas em seus blogs e sites e por isso resolvi dar um destaque na Oficina de Gerência. O autor do artigo abordou a questão com propriedade colocando exemplos, ideias próprias, dados de pesquisas e argumentos consistentes.
Na verdade são poucos os líderes de grupos e organizações - sejam CEOs, presidentes, diretores, gerentes, chefes ou supervisores - que sabem fazer, são adeptos e aproveitam as oportunidades para reconhecer um momento de êxito ou de sucesso que um subordinado ou uma equipe tenha alcançado. Reconhecer quer dizer elogiar, gratificar, premiar, celebrar ou dar destaque; mostrar aos empregados e à corporação que a empresa soube reconhecer aquele empregado pelo seu mérito e fará o mesmo com tenha alcançado êxito.
Considero que a leitura é oportuna para aqueles que exercem funções de comando e estejam na turma dos "queixos duros" que é como chamo aqueles chefes que não conseguem estabelecer canais informais com suas equipes e subordinados. Normalmente estas pessoas não têm a sensibilidade para saber quando um empregado obtenha um resultado acima das expectativas da própria empresa e por conta disso sequer felicitam o funcionário nessas oportunidades.
Abaixo um pequeno trecho do artigo só para despertar o interesse dos leitores:
  • [...] “trabalhar não é apenas colocar o corpo a serviço das tarefas que operacionalizam a missão da empresa. É muito mais do que isso. Trabalhar requer investimento psicológico significativo que funde razão e afeto, entrelaça cognição e sentimento. Mas este investimento psicológico individual nos ambientes de trabalho só se completa e assume significado pessoal pleno se ele vem acompanhado do reconhecimento profissional”. [...]
 
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O valor do conhecimento e do reconhecimento


Autor - Luiz Roberto Fava

Educação é um processo contínuo que vai desde o nascimento até a morte.
Começamos aprendendo, inicialmente, com nossos pais; depois, com nossos professores; seguimos nos estágios superiores até o término de uma faculdade.
Jornada longa, cheia de altos e baixos que, ao concluí-la, enche de orgulho não só o formando, mas toda a sua família e seus amigos.
Quando este ciclo termina, eu, particularmente, digo que este é apenas o ciclo básico da formação da pessoa que se completou. Porque é a partir deste ponto que a coisa “pega fogo”.
Devemos ter em conta que a aquisição do conhecimento é algo que levaremos para o resto das nossas vidas, independentemente se iremos usá-lo no setor público, no setor privado ou como sendo um empreendedor.
Jacob & Simão Filho (2010) afirmam que “o conhecimento científico e tecnológico, a difusão da tecnologia da informação e a grande competitividade no mercado, em função da globalização, são alguns fatores que ocasionam mudanças na sociedade, influenciando, sobremaneira, na gestão das empresas. A volatilidade do conteúdo é outro fator limitador que, muitas vezes, faz com que as organizações percam espaço no mercado em razão da premente necessidade de atualização na busca de melhores produtos/serviços competitivos em face dos seus concorrentes.
E, justamente para enfrentar a competição existente no mundo globalizado, as empresas devem investir maciçamente na atualização dos seus colaboradores, não importando a forma pela qual este conhecimento será adquirido:
  • a - através de bolsas de estudo (parciais ou totais) para cursos de duração mais longa, como MBA, especialização, mestrado ou doutorado;
  • b - parcerias com instituições de ensino para o fornecimento de cursos específicos de duração mais curta;
  • c - criação, na própria empresa, de uma universidade corporativa; 
  • d - através dos próprios colaboradores através da educação informal.
Tudo isto tem um único objetivo: preparar e desenvolver os colaboradores para atender as necessidades da empresa em cada  área específica.
A aplicação prática dos conhecimentos adquiridos tornar-se-á um aspecto fundamental onde todos ganham:
  • a - ganha o colaborador, pois este adquire mais conteúdo para o seu desenvolvimento, o que poderá render-lhe promoções futuras e aumento foi de salário;
  • b - ganha a empresa, pois contará sempre com profissionais mais bem preparados, mais engajados, mais motivados, com melhor desempenho (maior produtividade) e baixo turnover.
E isto não é de se estranhar, tendo em vista os resultados apresentados pelo Kelly Global Work/Force Index (2010) no que diz respeito sobre quais benefícios são mais importantes, além do salário:
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Ao se analisar estes dados, salta aos olhos que o item treinamento foi o mais citado para as tres gerações. Ou seja, o papel da empresa é importantíssimo para capacitar cada vez mais os seus colaboradores, tendo em vista que, no Brasil, a educação, como um todo, ainda é muito deficitária, desde o nível básico, até o nível universitário. Apenas um exemplo: o Brasil forma, por ano, 40000 engenheiros; já a China forma 600000 engenheiros no mesmo período.
Talvez, por isso, o investimento e o crescimento na área de T & D, no Brasil, vem sendo muito maior quando comparada com os dados encontrados nos Estados Unidos e zona do euro, como mostram os resultados da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento em parceria com a Consultoria MOT e publicados na revista Melhor – Gestão de Pessoas (dez., 2011).
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Em relação ao custo per capita, a pesquisa FEA-USP mostrou que, em média, são investidos R$ 1586,00 por colaborador/ano, enquanto que a pesquisa       ABTD-MOT mostrou que o valor médio investido foi de R$ 3627,00 por colaborador/ano.
Convém lembrar, aqui, as palavras de Derek Bok, reitor da Universidade de Harvard (1971-1991) sobre o investimento no ensino: “se você acha a educação cara, experimente a ignorância”.
Mas se o investimento no conhecimento tem sido um tema prioritário no mundo globalizado, responda à pergunta: quanto tem sido investido no reconhecimento?
Se existe algo que faz aumentar a autoestima do Ser Humano, este algo se chama reconhecimento. As pessoas gostam de ser reconhecidas por aquilo que fazem, principalmente com relação ao trabalho.
Para Mario César Ferreira, “trabalhar não é apenas colocar o corpo a serviço das tarefas que operacionalizam a missão da empresa. É muito mais do que isso. Trabalhar requer investimento psicológico significativo que funde razão e afeto, entrelaça cognição e sentimento. Mas este investimento psicológico individual nos ambientes de trabalho só se completa e assume significado pessoal pleno se ele vem acompanhado do reconhecimento profissional”.
Businessmen Shaking Hands at MeetingCertamente você já deve ter escutado frases do tipo:
  • “para a empresa, eu sou apenas mais um”;
  • “parece que eu não existo para a empresa”;
  • “fazer melhor para que, se não sou reconhecido?”
  • “vivo fazendo hora extra para nada”;
  • “para que me matar de trabalhar se é o chefe que recebe os louros?”
Estas frases, e outras mais, caracterizam a falta de reconhecimento.
E é óbvio que isto acaba levando o colaborador a desenvolver uma sensação de frustração. E, desmotivado, ele se tornará menos produtivo, menos criativo, menos engajado, fatos que aumentam o estresse, o absenteísmo, o presenteísmo, o turnover e as demissões.
Muitas empresas possuem um rol de benefícios que são oferecidos aos seus colaboradores e dependentes. Ótimo! Eles são importantes porque representam um “adicional” aos seus salários. Entretanto, eles não são considerados fatores motivacionais de retenção do colaborador.
Para Herzberg, os fatores motivacionais relacionados ao trabalho são:
  • realização pessoal e profissional;
  • reconhecimento;
  • responsabilidade;
  • desenvolvimento profissional;
  • conteúdo do cargo;
  • autonomia;
  • criatividade e inovação;
  • participação.
De todos estes, provavelmente o reconhecimento é um dos fatores mais importantes, senão o mais importante.
Na pesquisa realizada pela revista Melhor – Gestão de Pessoas (dez./2011), o reconhecimento foi o segundo fator motivacional mais citado (12 %), ficando atrás apenas do “fazer o que gosta” (47 %).
Por isso, é de fundamental importância que as empresas olhem com muita atenção para este componente motivacional. Quando o colaborador tem reconhecido o seu esforço e o seu desempenho, a empresa estará adotando uma política que a fará crescer e ser reconhecida.
Businessmen Bowing to Businesswoman
Muitas são as formas de se reconhecer o trabalho de um funcionário. Algumas incluem recompensas como aumento de salário, promoção, viagens, prêmios, bônus, etc.
Entretanto, pare, pense e reflita. Quanto vale:
  • uma palavra?
  • um gesto?
  • uma postura?
  • um olhar?
  • um bilhete de agradecimento?
  • enviar um e-mail ou um memorando aos escalões superiores,com cópia para o
    colaborador?
  • ser convidado para uma reunião com a diretoria ou um encontro informal com o presidente da empresa?
Talvez, na grande maioria das vezes, uma recompensa não financeira acabe tendo muito mais valor para o colaborador.
Se uma empresa gasta milhões de reais com o conhecimento, investimento intelectual, ela, certamente, gastará muito pouco ou quase nada com o reconhecimento, investimento psicológico.
A união destes dois tipos de investimentos, de forma planejada e bem conduzida, certamente fará com que a empresa tenha sempre um lugar de destaque neste mundo globalizado.

arrow - white background O artigo original não tem todas as imagens que coloquei aqui no post para ilustrar o texto e quebrar um pouco a leitura. Se desejar ler o artigo no formato original é só clicar no link a seguir: http://favaconsulting.com.br/conhecimento-e-reconhecimento/

26 de mai de 2012

Brilhante comentário de Clóvis Rossi (Folha de São Paulo)

Não perco nenhuma oportunidade de combater o esquecimento dos horrores que o nazismo e os partidários de Adolf Hitler promoveram no mundo no período da história em que a humanidade assistiu sua chegada ao poder e a segunda guerra mundial. O holocausto foi o mais abominável dos crimes contra a humanidade que um governo possa haver cometido no período da história contemporânea.
De vez em quando surgem alguns loucos que simplesmente negam a existência desse anátema que o povo alemão infelizmente carregará para o resto de sua história. 

"O povo judeu decidiu impedir que o Holocausto seja esquecido, para que, com sua lembrança, fique assegurada para que o mundo não permitirá jamais que torne a acontecer com os judeus ou com qualquer outro povo ou grupo na Terra. Na foto: soldados israelenses junto à chama simbólica no Memorial do Holocausto (Yad Vashem, Jerusalém).
Durante os seis anos de guerra, foram assassinados pelos nazistas aproximadamente 6.000.000 de judeus – incluindo 1.500.000 crianças – representando um terço do povo judeu naquela época. Esta decisão de aniquilar os judeus, já prevista desde 1924 no livro "Mein Kampf", de Adolf Hitler, foi uma operação feita com fria eficiência, um genocídio cuidadosamente planejado e executado. Foi único na história em escala, amplitude e implementação, e por essa razão recebeu um nome próprio: o Holocausto.
Menos de cinquenta anos depois, grupos de racistas, de neonazistas e de antissemitas tentam negar que o Holocausto tivesse alguma vez existido, ou afirmam que a escala foi muito menor. Existem algumas causas para esse chamado "revisionismo", especialmente políticas e antissemitas. Alguns pretendem limpar o nazismo de seu crime maior; outros acreditam ao negar o Holocausto estão procurando destituir Israel de seu direito de existir. Este é o motivo pelo qual os que negam o Holocausto têm muito mais suporte nos países árabes.
Mas o Holocausto existiu, como atestam os testemunhos documentais e pessoais, e o povo judeu decidiu impedir que seja esquecido, para que, com sua lembrança, fique assegurado que o mundo não permitirá jamais que torne a acontecer com os judeus ou com qualquer outro povo ou grupo na Terra. A negativa da existência do Holocausto é uma abominação e uma ameaça potencial para o mundo inteiro." ( texto reproduzido do site Visão Judáica)

Coloco-me, como faria qualquer ser humano civilizado, ao lado daqueles que não deixam o mundo esquecer-se do nazismo e seus horrores. Por isso resolvi postar um dos textos mais brilhantes que já terei lido sobre o tema. Seu autor é o consagrado jornalista Clóvis Rossi da Folha de São Paulo que atualmente é correspondente internacional na Europa. Ele visitou antigos campos de concentração dos alemães na segunda guerra - principalmente os de Auschwitz-Birkenau  -  e de tão impressionado que ficou mesmo sendo um jornalista de enorme experiência deixou sua impressão no artigo abaixo que foi publicado no último dia 22 de maio. Convido-os a ler o texto e refletir sobre ele.

São Paulo, terça-feira, 22 de maio de 2012Mundo
Mundo
http://www.abi.org.br/images/Entrevista_ClovisRossi5.jpg
Clóvis Rossi
O inferno nunca sai da alma
Impressões sobre uma visita à máquina de matar nazista construída em Auschwitz-Birkenau 
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CRACÓVIA - Uma placa no Museu Judaico de Cracóvia registra um diálogo imaginário entre mãe e filha em que a menina diz: "Mamãe, quando eles nos matarem, vai doer?". A mãe responde: "Não, queridíssima, não vai doer, vai levar só um minuto".

Comentário abaixo do diálogo: "Pode ter levado só um minuto, mas foi o suficiente para nos manter despertos até o fim dos tempos".


Profético. A dor pelo assassinato de 1,1 milhão de judeus, só no complexo Auschwitz-Birkenau, perto de Cracóvia, perdura até hoje na alma dos judeus, como deveria perdurar na alma da humanidade. Não foi um crime só contra os judeus, o que já seria intolerável, mas contra a condição humana.

Não apenas porque em Auschwitz-Birkenau morreram também entre 140 mil e 150 mil poloneses, 23 mil ciganos, 15 mil prisioneiros de guerra soviéticos e 25 mil pessoas de outras etnias. Mas principalmente porque uma máquina meticulosa de matar despojou da condição humana todas essas pessoas e milhões mais em outros pontos da Europa.

Quando a mãe e a menina do diálogo imaginário foram levadas para a câmara de gás de Birkenau, já estavam mortas. Elas, como todos os judeus trazidos de toda a Europa para os 30 km² que abrigavam o complexo de Auschwitz, já haviam perdido suas casas, seus trabalhos, seus objetos pessoais, suas posses, seus seres queridos, rigorosamente tudo o que possuíam.

"Quem perde tudo muitas vezes perde a si mesmo", escreveu Primo Levi, judeu italiano, prisioneiro de Auschwitz, um sobrevivente que é talvez o mais completo narrador dos horrores do campo.

Levi escreveu também que quem esteve em Auschwitz nunca conseguirá sair e quem não esteve nunca conseguirá entrar.

É tanto verdade que se suicidou em 1987, mais de 40 anos depois de deixar o inferno. Dele diria o Prêmio Nobel da Paz (1986) Elie Wiesel, outro sobrevivente de Auschwitz: "Primo Levi morreu em Auschwitz 40 anos depois".

De fato, eu confesso que, como parte de um grupo de jornalistas que o Congresso Judaico Latino-Americano trouxe para uma visita-aula aos locais emblemáticos do Holocausto na Polônia, saio com mil perguntas e quase nenhuma resposta.

Principal pergunta: por que construir uma indústria da morte se ela não servia para derrotar os Exércitos inimigos, se não servia para ocupar territórios? (a Polônia já fora ocupada no início da guerra, em 1939, antes portanto da entrada em operação da máquina de matar).

O que assusta, entre tantos horrores, é que permanece a tentação em muitas partes do mundo, mesmo na Europa, de eliminar o "outro", o supostamente diferente, seja judeu, cigano, hutu ou tutsi (em Ruanda), muçulmano.

Nada, é claro, teve, antes como depois do Holocausto, a dimensão do que se fez em Auschwitz e outros campos e guetos. Mas direitos humanos, direito à vida, não podem ser medidos por quilo.

Por isso, vale a frase do filósofo espanhol Jorge de Santayana y Borrás (mais conhecido como George Santayana), gravada na entrada do "Bloco 4" de Auschwitz: "Quem não relembra a História está condenado a vivê-la de novo".
Se preferir ler o texto no formato original é só clicar sobre a imagem acima

24 de mai de 2012

Importante não é Urgente. Fuja do Stress.




 Está na Wikipédia:
"Estresse (português brasileiro) ou stresse (português europeu) pode ser definido como:
  • (a) a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo (humano ou animal) superar determinadas exigências do meio ambiente e 
  • (b) o desgaste físico e mental causado por esse processo."
Sem discussão. No site Saude e Vida On Line está lá escrito:

O que é o Stress?

"O "STRESS" é o resultado de uma reação que o nosso organismo tem quando estimulado por fatores externos desfavoráveis. A primeira coisa que acontece com o nosso organismo nestas circunstâncias é uma descarga de adrenalina no nosso organismo, e os órgãos que mais sentem são o aparelho circulatório e o respiratório.
No aparelho circulatório a adrenalina promove a aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia) e uma diminuição do tamanho dos vasos sanguíneos periféricos. Assim, o sangue circula mais rapidamente para uma melhor oxigenação, principalmente, dos músculos e do cérebro já que ficou pouco sangue na periferia, o que também diminui sangramentos em caso de ferimentos superficiais.
No aparelho respiratório, a adrenalina promove a dilatação dos brônquios(broncodilatação) e induz o aumento dos movimentos respiratórios(taquipneia) para que haja maior captação de oxigênio, que vai ser mais rapidamente transportado pelo sistema circulatório, também devidamente preparado pela adrenalina.
Quando o perigo passa, o nosso organismo para com a super produção de adrenalina e tudo volta ao normal. No mundo de hoje as situações não são tão simples assim e o perigo e a agressão estão sempre nos rodeando. Por isso a reação do organismo frente ao stress é de taquicardia, palidez, sudorese e respiração ofegante. Pode haver também um descontrole da pressão arterial e provocar um aumento da pressão à níveis bem altos, mas não significa que a pessoa seja hipertensa."

Ou seja, todo mundo sabe o que é stress (prefiro escrever dessa forma) e o que "estar estressado(a)". E por que cargas d'água não conseguimos nos livrar dele? Sabemos o mal que ele nos causa; sabemos como é que o "adquirimos"; sabemos o que fazer para nos livrarmos dele ou pelo menos administrá-lo, mas não fazemos nada disso. Pelo menos a maioria de nós habitantes do planeta Terra não faz. Confesso que me incluo a contragosto nesta "multidão".

Pois bem, deparei-me com um belo artigo do palestrante e especialista em administração de tempo Christian Barbosa. Muito bem escrito e com boas colocações o artigo tem o dom de resumir e indicar saídas para amenizarmos o stress do dia a dia. Eu gostei muito e por isto quero compartilhá-lo com vocês.
Ao final coloquei um vídeo que copiei do site Você Com Mais Tempo  (da revista Você S.A.) que é um dos mais interessantes e completos que hei visto nos últimos tempos. Vale a pena clicar e navegar por ele. Assista ao vídeo e conheça a diferença entre importância e urgência. Parece incrível, mas muita gente não sabe diferenciar as duas coisas. Saia dessa "turma" assistindo o vídeo.




Fuja do Estresse Diário


Todo mundo reclama que não tem tempo para nada, nem para cuidar de si mesmo, mas o corpo é extremamente sábio e quando ele quer, manda uma doença que faz você ficar de cama e ter tempo para você. E nesse momento descobrimos que nem todas aquelas urgências eram tão urgentes assim, que boa parte da correria era apenas a nossa própria ansiedade querendo fazer acontecer.

Uma pesquisa realizada pelo laboratório paulista Fleury, com cerca de 2,7 mil funcionários, revela que o estresse, a obesidade e o sedentarismo são fatores que não só afetam a qualidade de vida das pessoas como interferem diretamente na produtividade delas no trabalho.
O estudo apontou que 11,7% dos entrevistados faltaram ao trabalho pelo menos um dia durante o período de três meses e 6,8% deles estiveram ausentes por quatro ou mais dias no emprego. “Esse índice de afastamento está ligado ao nível de estresse do profissional”, afirma Marcos Bosi Ferraz, coordenador do núcleo de pesquisa aplicada do Fleury. “Aqueles que apresentam estresse mais elevado, sem dúvida, acabam ficando mais tempo fora da empresa. Mesmo quem tem nível de estresse moderado possui o dobro de probabilidade de faltar em relação aos não estressados.” Uma amostragem com 600 pessoas, revelou que os problemas ligados ao trabalho (42,7%) são a principal causa de estresse, seguida dos financeiros (36,3%) e dos familiares (30,3%).
O pior desse cenário é que o trabalho não precisava ser tão estressante assim se adotássemos algumas pequenas dicas de produtividade diária. A principal dela é colocar momentos importantes pessoais durante nossa rotina de trabalho, como por exemplo, um almoço com a família e os filhos em um dia da semana, uma saída alguns minutos mais cedo para ir ao cinema com a esposa, um passeio no parque com o namorado, etc.
Quando colocamos atividades com “sentido” em nosso dia a dia reduzimos a nossa sensação de estresse e começamos a ter mais prazer.
Outra dica é agir para reduzir as urgências criando atividades de prevenção, como por exemplo, analisar diariamente suas atividades para os próximos três dias e criar tarefas que evitem que algo se transforme em uma urgência. Anote a atividade e execute-a enquanto ela ainda é importante, e não está na esfera das urgências.
Evite acumular suas férias, e sempre que possível tire férias ao longo do ano, em períodos de 5 dias (que acabam se transformando em 9 dias com os sábados e domingos). Aproveite esses momentos para relaxar e recarregar as energias, esquecendo um pouco das tensões diárias.
É possível viver com menos estresse e mais qualidade de vida, é uma escolha consciente que você pode fazer ao invés de se tornar um refém das circunstancias e do estresse!
O autor do artigo, Christian Barbosa, é especialista em gestão do tempo e produtividade pessoal. Diretor da Tríade do Tempo, autor do Livro "A Tríade do Tempo" - Editora Campus. 

video 

Este post foi publicado no blog em 15/5/2010. Estou republicando-o com atualização tendo vista ser um dos mais acessados na Oficina de Gerência.


23 de mai de 2012

Golfinhos salvos em Arraial do Cabo. Incrível, raro e comovente.

Não vou fazer nenhum comentário. As imagens falam por elas mesmas. Este vídeo está correndo o mundo desde março com a admiração de todos e já atingiu quatro milhões de acessos. Aconteceu no Brasil, na belíssima praia de Arraial do Cabo no Rio de Janeiro. Se você já o assistiu faça-o novamente porque são imagens que não cansam.
Preste atenção nas primeiras pessoas que tomam a iniciativa do salvamento e nas outras que ficam simplesmente olhando sem iniciativa nenhuma. Procure, além de se emocionar com a nobreza da atitude coletiva, fazer algumas reflexões sobre o comportamento humano.
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Prainha em Arraial do Cabo, Brasil, 5 de Marco 2012, 8:00 horas da manha, aproximadamente 30 Golfinhos nadam em direcao da Praia e sao maravilhosamente salvos por moradores.

22 de mai de 2012

Oficina de Gerência com recorde de acessos.

http://4.bp.blogspot.com/-AHMTy35Y0Dg/ToMVsBO-qAI/AAAAAAAAC2Q/sUahqeQfhBI/s350/gratidao-nao-ha-felicidade-sem-ela-80422-1.jpg
Considerando que a média de acessos do blog gira em torno de 350 a 400 por dia com picos isolados de 500 a Oficina de Gerência bateu um recorde no dia de ontem quando atingiu uma marca que não alcançava há muito tempo. Foram 665 acessos medidos pelo sitemeter com 957 page views.
Para um blog como a Oficina de Gerência que não faz postagens digamos populares, não tem publicidade em seu conteúdo e não tem maiores preocupações com sua divulgação em sites especializados atingir essa marca me deixa muito feliz e agradecido aos visitantes. Motiva-me mais ainda a manter esse projeto de transmitir um pouco da minha experiência pessoal e profissional após uma já longa trajetória de vida.
Coloquei abaixo em imagem capturada o histograma dos acessos dos últimos sete dias e os dias da semana com as respectivas visitas.
Minha gratidão permanente pelo prestígio dos acessos e das visitas.


21 de mai de 2012

Fernando Henrique Cardoso, intelectual, é distinguido com alta honraria nos EUA.


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi agraciado com o Prêmio John W. Kluge para o Estudo da Humanidade - que é uma distinção concedida pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos a personalidades que se destacam por seus estudos e contribuições ao aperfeiçoamento da humanidade - por seu trabalho acadêmico como sociólogo e  de liderança intelectual na América Latina. 
Menos pelo valor - que não é pouco - de um milhão de dólares e mais pela honraria da indicação que é uma das mais importantes nos círculos intelectuais do planeta.
É um privilégio para o Brasil ter um intelectual como FHC sendo distinguido pelo Prêmio Kluge por sua contribuição intelectual e deve ser motivo de orgulho para nosso país tão carente dessas premiações e reconhecimentos no mundo acadêmico internacional.
Destaque negativo para a grande mídia brasileira que não deu repercussão maior da notícia e não entendo as razões (ou melhor, acho que entendo sim...). Gostei muito do texto que o site Recanto das Letras dedicou ao ex-presidente pela honraria recebida. (leia aqui). Fica o modesto registro da Oficina de Gerencia reproduzindo a matéria que foi publicada no site da revista Exame.

FHC é premiado por Biblioteca do Congresso dos EUA 
O prêmio de US$ 1 milhão lhe será dado por causa de suas contribuições à sociologia 

Germano Luders/EXAME
Fernando Henrique Cardoso no iFHC
O ex-presidente é a oitava personalidade agraciada com o prêmio Kluge
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A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira que o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso receberá em julho o prêmio Kluge, no valor de US$ 1 milhão, por sua contribuição ao estudo da sociologia e por sua liderança como intelectual e especialista em política econômica da América Latina.
Fernando Henrique receberá o prêmio numa cerimônia na Biblioteca do Congresso, em Washington, em 10 de julho. A entidade frisou que as ideias e ações do ex-presidente permitiram que o Brasil se transformasse, após anos de ditadura militar, numa economia emergente.
Fernando Henrique Cardoso é a primeira personalidade que recebeu o reconhecimento devido à atuação em disciplinas como sociologia, ciências políticas e economia, afirmou a Biblioteca do Congresso em comunicado.
A instituição reconheceu que em seus estudos o político "desafiou a sabedoria convencional em relação às questões raciais e as estruturas da economia, assim como sua integração no sistema mundial".
"Talvez a mais clara prova de suas conquistas intelectuais é que seus sucessores continuaram muitas de suas políticas e asseguraram seu legado como um dos maiores líderes do Brasil", disse o comunicado. O ex-presidente é a oitava personalidade agraciada com o prêmio Kluge.







Redes Sociais. Saiba como proteger-se.



Após ler o texto abaixo veja a imagem ao lado que ensina passo a passo como são cometidos os crimes com utilização de e-mails.

A violência sofrida pela atriz Carolina Dieckmann - e fartamente divulgada - por ter se descuidado e de alguma forma possibilitado uma janela aberta em seu computador para entrada do vírus ou malware que roubou fotos íntimas que a atriz havia "guardado" lá acendeu o sinal de alerta total para os usuários mais antenados das redes sociais e dos e-mails.
Muitas foram as matérias nas mídias jornalísticas e os artigos de especialistas tratando do assunto. Não fosse a vítima uma celebridade certamente o fato não teria tanta repercussão.
Resisto à tentação de questionar - sem julgamento - a necessidade de uma pessoa manter em arquivo de computador - tão exposto - fotos pessoais e da natureza daquelas que circularam na internet que continuam e continuarão sendo expostas apesar da decisão judicial que determinou suas retiradas. 
Foram - segundo as  notícias mais de 8 milhões de acessos até agora. Isto significa que nunca mais essas imagens deixarão de ser vistas por quem se interesse. Impossível bloquear essa movimentação como desejou a atriz. Preço alto pela imprudência e falta de cuidados no manuseio do computador que é mais comum do se pensa entre as pessoas comuns.
O fato é que houve um crime e pela fama da vítima chamou - mais uma vez - a atenção para os descuidos que muitos cometem ao manusear seus computadores sem os devidos cuidados com a proteção contra os invasores e criminosos que estão sempre à espreita.
Para contribuir com os leitores do blog e usuários de redes e e-mails reproduzi abaixo uma excelente matéria que foi publicada na Folha de São Paulo neste final de semana. Pelo que se pode ler não é tão complicado criar barreiras contra as invasões de privacidade e os crimes de roubos de senhas, acesso às contas bancárias e tudo o mais que estamos acostumados a ver na TV, ler nos jornais e revistas e ouvir nas emissoras de rádio. É suficiente que os usuários da WEB mantenham seus computadores protegidos e atualizados com programas antivírus e similares, desconfiem e não abram e-mails cujas origens não sejam absolutamente conhecidas e não cliquem em nenhum link sem antes verificar se é verdadeiro ou falso.
O artigo traz várias dicas a esse respeito. Recomendo a leitura.

Clique no logotipo e acesse a Folha.com
Este é o fac simile da matéria na página na Folha de São Paulo
Intimidade na rede
Estudo mostra que fotos de Carolina Dieckmann nua foram acessadas 8 milhões de vezes; saiba como proteger seus dados
BRUNO ROMANI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Em cinco dias, as fotos vazadas na internet em que a atriz Carolina Dieckmann aparece nua tiveram pelo menos 8 milhões de acessos únicos. A estimativa, um alerta sobre como é preciso saber proteger os arquivos mais íntimos, foi feita pela ONG Safernet, em uma pesquisa divulgada à Folha.

O estudo foi realizado para dimensionar a capacidade de propagação de imagens na rede e fez medições entre a noite do último dia 4 (data em que as imagens vazaram) e a tarde do dia 8.

O número é 35 vezes a tiragem da revista "Playboy" no Brasil, que publica 228 mil exemplares por mês.

O estudo da Safernet constatou ainda que o pacote inicial de 36 fotos virou um conjunto de pelo menos 50 mil imagens, que, ao longo do período de monitoramento, se espalharam na rede por 211 domínios em 113 provedores de internet, localizados em 23 países.

"Os dados são desanimadores. Essas fotos vão se eternizar na rede. Não tem como tirá-las de lá", diz Thiago Tavares Nunes de Oliveira, presidente da ONG Safernet, que monitora casos de crimes cibernéticos no Brasil.

Os números podem ser maiores. A pesquisa foi feita só na web, sem contar fotos compartilhadas por e-mail e serviços P2P, como o BitTorrent. Também ficaram de fora mídias físicas, como CDs e DVDs, pen drives e HDs externos para os quais as imagens podem ter sido copiadas.

Para chegar aos dados, a Safernet procurou pelo nome original dos arquivos em buscadores como o Google e em mecanismos de pesquisa dentro de sites. Além disso, usou programas que varrem a internet à procura de imagens digitalmente similares.

"Casos assim são emblemáticos e têm um caráter pedagógico. Eles servem para alertar sobre os cuidados que temos que ter com informações privadas", diz Oliveira. 

PRECAUÇÕES
http://www.diariosp.com.br/diariosaopaulo/upload/noticia/1337126776arte_famosas_internet_fotosnuas.jpgMas que cuidados são esses? O que fazer para que textos, fotos e vídeos íntimos fiquem bem guardados?

"A única forma de proteger seus arquivos sensíveis é a criptografia", diz Mariano Sumrell, diretor de marketing da AVG Brasil. Programas que fazem isso embaralham o conteúdo de arquivos, que só se tornam compreensíveis por meio de senha.

Outra coisa que pouca gente sabe: apenas arrastar um arquivo para a lixeira não o apaga do disco. Para isso é necessário um software do tipo triturador, que escreve informações sobre o bloco do HD que abrigava o dado.

"Se você quer guardar dados sensíveis no computador, precisa seguir algumas práticas importantes de segurança", diz Fábio Assolini, analista da Kaspersky Lab. 


ARMADURA DIGITAL
Dicas para proteger seus dados sensíveis 
  • EMBARALHE TUDO
A principal maneira de garantir que terceiros não terão acesso aos seus arquivos é criptografá-los, o que significa, assim, embaralhar as informações dentro deles. Só com uma senha é possivel torná-los compreensíveis novamente. Dois programas gratuitos que fazem isso: TrueCrypt (truecrypt.org) e Gpg (gpg4win.org)
  • COMPLIQUE A SENHA...
Uma senha poderosa, vital para proteger os dados, deve ter pelo menos 8 caracteres e misturar números, letras e símbolos. Além disso, tenha uma senha para cada serviço usado. Caso um seja invadido, os outros não serão afetados. Não memorize a senha em navegadores de web, pois ela também pode ser interceptada
  • ...E AS PERGUNTAS
Tenha cuidado com as dicas que você dá ao responder perguntas que visam recuperar a sua senha em serviços como e-mail. Muitas dessas respostas podem ser encontradas em redes sociais, como, por exemplo, a cidade onde nasceu, o nome dos pais ou o time de preferência
  • TRITURE O LIXO
Colocar os arquivos na lixeira e esvaziá-la não elimina os dados do HD. Eles podem ser recuperados, mesmo que a máquina seja formatada. Para solucionar isso, há programas que trituram arquivos excluídos. Opções gratuitas: CCleaner (piriform.com/ccleaner) e HDDErase (bit.ly/hdderaselink)
  • TENTE VIGIAR O TÉCNICO
Se você precisar consertar sua máquina, remova a unidade de armazenamento dela ou peça ao técnico que faça o conserto na sua frente. Se isso não for possível, vale a pena usar a criptografia e o triturador de dados
  • O ANTIVÍRUS É SEU AMIGO
Ainda há muitas pragas virtuais que copiam as informações presentes na máquina. Para combater isso, use um antivírus. Soluções gratuitas: Malwarebytes (malwarebytes.org) e Microsoft Security Essentials (windows.microsoft.com/mse)
  • CUIDADO COM A CONEXÃO WI-FI
Quando você usa Wi-Fi, especialmente em redes públicas (sem senha), todas as informações que transitam por ela podem ser interceptadas. Para tablets e smartphones, melhor usar um pacote de dados de uma operadora telefônica. Para desktops e notebooks, melhor uma conexão a cabo
  • USE UM HD EXTERNO
Se você tem dados sensíveis, evite deixá-los no computador, no tablet ou no smartphone, de fácil acesso on-line. Melhor guardar tudo em um HD externo, off-line

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