17 de jul de 2008

Maurren Maggi é a própria imagem da superação.

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(Imagem copiada da Revista Veja)
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Já está mais do que na hora da blogosfera ir se movimentando em direção às Olimpíadas de Pequim. Todavia, como uma espécie de "avant-premiére", vou destacar esta atleta brasileira que é - para mim e muitos outros fãs - o maior exemplo de dedicação ao esporte e de superação de dificuldades da atualidade, nos esportes (e fora dele também). Falo de Maurren Maggi.
Lembro-me dela, no auge da sua forma atlética, ganhando tudo que disputava quando em 2002 foi flagrada num exame anti-dopping. Apesar das alegações de que a substância fora ingerida de forma involuntária - por meio de um creme para a pele - foi suspensa por dois anos e ficou de fora do Pan-2003 e da Olimpíada de Atenas, no ano seguinte.
Do período de afastamento forçado acabou resultando uma alegria, o nascimento da filha Sofia, do casamento com o piloto Antonio Pizzonia. Mãe e casada, Maurren decidiu abandonar o esporte.
Todos, que amávamos Maurren Maggi como atleta e a admirávamos também como mulher, belíssima que era na época, ficamos desolados. Me lembro que fiquei com o coração apertado ao ver aquela jovem tão dedicada, um espírito campeão e vencedor, ser alijada de tudo que amava vida por um detalhe, um descuido ínfimo.
Todos torcemos para que ela fosse absolvida, mas o organismo anti-dopping do COI foi implacável. A perspectiva de nunca mais assistirmos, ao vivo, as disputas de Maurren era quase insuportável para seus fãs. Mas, assim foi... Nos conformamos à realidade.
De repente - quando ela não passava de uma lembrança agradável para os desportistas - eis que surge uma nova Maurreen Maggi disputando e ganhando - com o brilho de sempre, embora mais madura - os circuitos de atletismo no Brasil e no mundo. E ganha a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos do Rio no ano passado e já está nas Olímpiadas de Pequim, entre as cotadas para uma medalha.
Grande Maurren! Agora mais madura, mais mulher (ainda bonita e de físico invejável para quem passou pela tribulações que sofreu), mãe e dona de uma determinação comparável à dos heróis, ressurge das cinzas - autêntica fênix dos tempos modernos - para representar o Brasil e, principalmente, mostrar a todos que a força do espírito e da mente, sobre tudo o mais, é invencível.
Poderia ficar horas escrevendo sobre ela. Confesso, sou um admirador incondicional, daqueles que se fosse de outro signo e de outra idade, criaria um fã-clube e sairia atrás dela fazendo tietagem (que exagero!).
Fico por aqui, mas os direciono à transcrição de alguns trechos selecionados da reportagem que a Revista Veja publicou - com toda justiça - sobre sua epopéia e a volta ao sonho olímpico. Ao clicar no logotipo da revista você verá a íntegra da reportagem.
Quem quiser conhecer um pouco desse espírto indomável chamado Maurren Maggi, não deixe de ler a matéria. Ela nos traz boas oportunidades de reflexão e insights.
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A saga de Maurren
O salto mais espetacular da vida de Maurren Maggi foi voltar às pistas. Agora, falta medalha em Pequim
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"No último fim de semana, a brasileira Maurren Higa Maggi venceu a prova de salto em distância no Meeting de Madri. Foi uma vitória especial. Não pelo resultado em si, que não tem a importância do bicampeonato pan-americano. Mas por ter deixado para trás a portuguesa Naide Gomes, campeã do último Mundial Indoor de Atletismo e uma de suas principais rivais na Olimpíada de Pequim. Maurren, 32 anos, está na disputa pelo pódio com Naide e com as russas Ludmila Kolchanova, dona do maior salto de 2008 até agora, e Tatiana Lebedeva, atual campeã olímpica. Será uma briga dura. Mas se há algo que não se pode negar é que Maurren sabe superar adversidades.
Em 2003, afastada das pistas em razão de um ruidoso caso de acusação de doping, chegou a desistir da carreira. Não tinha forças para continuar. "Chorava toda vez que punha o pé na pista", lembra a atleta, que venceu na Justiça Desportiva brasileira alegando uso sem intenção." [...] "No julgamento internacional Maurren foi suspensa por dois anos. Sem condições de suportar a pressão, abriu mão da defesa quando o caso foi à Corte de Arbitragem do Esporte, última instância de julgamento."
[...] "Longe do esporte, Maurren não podia nem ouvir falar em atletismo. Mergulhou de cabeça no relacionamento com Antonio Pizzonia, na época piloto de Fórmula 1 e atualmente da Stock Car. Foram morar juntos e tiveram uma filha, Sofia. "Foi o lado bom. Eu nunca interromperia minha carreira para ter filhos." [...]
[...] "Com 1,73 metro e 62 quilos, tem um físico que não lhe confere nenhuma vantagem digna de nota em relação às principais concorrentes. Nélio Moura, seu treinador há catorze anos, lembra que, quando a conheceu, a achou apenas "comum". Depois, percebeu que o grande diferencial da atleta é a perseverança. "Sua maior vantagem é psicológica, não física", diz. "Ela sabe o que quer e tem uma força de vontade incomum." (grifo do blog). A maior prova disso foi a volta às pistas, em 2006" [...] "Ela enfrentou sem reclamar treinos pesadíssimos, com tempo e carga dobrados em relação à rotina normal de uma atleta de seu nível.
Em seis meses, seu desempenho melhorara tanto que Nélio decidiu inscrevê-la no GP Sul-Americano de Bogotá. Mas já não havia lugar nos vôos, e Maurren decidiu ir sozinha até o Panamá, de onde pegou um avião para a capital colombiana. A competição não era das mais difíceis. No entanto, naquele momento, foi o maior desafio de sua vida. "Prestes a saltar, pensei: ‘Meu Deus, o que estou fazendo aqui? Vou saltar menos que as juvenis!’". No fim o resultado surpreendeu até o próprio Nélio. "Quando ela me ligou e disse ‘voltei’, pensei logo que estava de volta ao Brasil, porque não conseguira chegar a tempo. Mas em seguida ela explicou: ‘Voltei a saltar. E ganhei!’ ". [...]
"Maurren teve a quem puxar. William Maggi, seu pai, também é exemplo de determinação... Pai coruja de três filhos, acompanhou as aventuras da única menina na ginástica olímpica, apoiou sua mudança para o atletismo, vibrou com as primeiras medalhas, sofreu com a acusação de doping e a viu dar a volta por cima. Os dois sempre foram muito ligados." [...]
[...] "Acredita que tudo na vida se conquista com esforço. Foi assim que superou o trauma da acusação de doping e passou a considerá-lo uma oportunidade de crescimento. "Antes eu me achava muito madura, muito mulher. Hoje sei que não era nada disso. Agora, sim, estou madura e consciente. Sei o que quero da minha vida." Maurren acredita, também, na sorte. Para ajudar nesse quesito, agarra-se a dois amuletos. Um é o cachorro Leão – de pelúcia –, seu grande companheiro de pódio. O outro é Sofia, hoje com 3 anos, que mora com ela e é sua fã número 1. "Ela fala: ‘Mãe, não se esqueça de mim. Traga uma medalha’. Mas prefere a de prata, pois acha mais bonita", diverte-se a saltadora, que, aos 32 anos, cultiva esse doce dilema afirmando que qualquer uma será muito bem-vinda. "A medalha olímpica é a única que não tenho."


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