||| 04 de novembro DE 2026 ||| 4ª feira ||| dia do inventor ||| Reflexão: "Criatividade é inventar, experimentar, crescer, correr riscos, quebrar regras, cometer erros, e se divertir." --- Mary Lou Cook ) . |||

 

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Celebrado em 4 de novembro, o Dia do Inventor é uma data dedicada às pessoas que usam a criatividade, a curiosidade e o conhecimento para transformar ideias em invenções. É uma oportunidade de reconhecer como a capacidade humana de imaginar soluções contribui para o desenvolvimento da sociedade. De objetos simples do cotidiano a tecnologias que revolucionaram a comunicação, a medicina e os transportes, muitas invenções começaram com uma pergunta: será que existe uma maneira melhor de fazer isso? Qual é a origem do Dia do Inventor? No Brasil, o Dia do Inventor é celebrado em 4 de novembro e divulgado por instituições ligadas à inovação e à valorização dos inventores, como a Associação Nacional dos Inventores (ANI). A comemoração busca dar visibilidade a quem desenvolve novas ideias, produtos e tecnologias, além de incentivar a criatividade e a pesquisa. A data não deve ser confundida com o Dia Nacional do Inventor, celebrado em 12 de novembro e instituído pela Lei nº 12.070, de 29 de outubro de 2009. Inventores que transformaram o mundo A história da humanidade é marcada por pessoas que imaginaram maneiras diferentes de fazer as coisas. Algumas de suas criações mudaram profundamente a sociedade. Conheça alguns nomes: Thomas Edison: inventor e empresário norte-americano, ficou conhecido por aperfeiçoar a lâmpada elétrica incandescente e desenvolver outras tecnologias que contribuíram para a popularização da iluminação elétrica. Alexander Graham Bell: é tradicionalmente associado à invenção do telefone, patenteado em 1876, que revolucionou a comunicação a distância. Santos Dumont: pioneiro da aviação brasileira, entrou para a história com o voo público do 14-Bis, em Paris, em 1906. Marie Curie: cientista pioneira nos estudos sobre radioatividade, foi a primeira mulher a receber um Prêmio Nobel e a primeira pessoa a conquistar o prêmio em duas áreas científicas diferentes. Hedy Lamarr: atriz e inventora austríaca, participou do desenvolvimento de um sistema de comunicação por salto de frequência, uma contribuição importante para tecnologias modernas de comunicação sem fio. Invenções brasileiras que fazem parte do nosso cotidiano O Brasil também tem inventores que desenvolveram soluções criativas e úteis. Algumas dessas criações estão tão presentes na rotina que muita gente nem imagina sua origem brasileira. Escorredor de arroz Uma das invenções brasileiras mais curiosas é o escorredor de arroz, criado em 1959 pela cirurgiã-dentista Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich. Com a ajuda do marido, ela desenvolveu um protótipo de alumínio que facilitava a lavagem e a drenagem do arroz. O utensílio foi apresentado na Feira de Utilidades Domésticas, em 1962. Avião 14-Bis O brasileiro Alberto Santos Dumont desenvolveu o 14-Bis, aeronave que realizou um voo público em Paris, em 23 de outubro de 1906. O feito foi acompanhado por uma comissão oficial e entrou para a história da aviação. O inventor também criou o Demoiselle, um modelo de avião menor e mais leve. Soro antiofídico O médico e cientista Vital Brazil foi responsável por importantes avanços na produção de soros contra venenos de animais peçonhentos. Seus estudos ajudaram a desenvolver tratamentos específicos para acidentes com diferentes tipos de serpentes e contribuíram para a saúde pública brasileira. Curiosidades sobre invenções que você provavelmente não conhece Algumas invenções têm histórias tão surpreendentes quanto sua utilidade. Veja alguns exemplos: O micro-ondas surgiu de uma observação inesperada: em 1945, o engenheiro Percy Spencer percebeu que uma barra de chocolate em seu bolso havia derretido enquanto trabalhava com equipamentos de radar. A observação levou a experimentos que contribuíram para o desenvolvimento do forno de micro-ondas. Os bilhetes adesivos nasceram de uma cola que não deu certo: o cientista Spencer Silver desenvolveu um adesivo menos potente do que pretendia. Anos depois, seu colega Art Fry encontrou uma utilidade para ele: criar marcadores de página que não caíssem dos livros. Assim surgiu a ideia dos famosos Post-it. cientista mulher usando óculos de laboratório em sala escura Qual é a diferença entre invenção, descoberta e inovação? Embora sejam palavras relacionadas, elas não significam exatamente a mesma coisa: Invenção: criação de um produto, dispositivo ou processo que apresenta uma solução nova para determinada necessidade. Descoberta: identificação de algo que já existia na natureza ou no mundo, mas ainda não era conhecido ou compreendido. Inovação: aplicação de uma ideia, descoberta ou invenção de maneira que gere melhorias ou benefícios na prática. Por exemplo, descobrir uma propriedade de determinado material é diferente de inventar um objeto que utiliza essa propriedade. E transformar esse objeto em uma solução útil e acessível pode representar uma inovação.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

"O Cruzeiro" foi lançada no dia 10 de novembro de 1928

No dia 10 de novembro de 1928 nascia "O Cruzeiro" que durante as (muitas) décadas seguinte seria a revista mais influente do Brasil. Praticamente sozinha e sem concorrentes que lhe fizesse sombra, "O Cruzeiro" ditou moda, criou hábitos, construiu e destruiu reputações e revelou toda uma geração de jornalistas e outras personalidades da vida mundana, no Rio de Janeiro e no resto do País.
Faço este post em homenagem a um autêntico ícone da história da imprensa brasileira. Para os companheiros da minha geração, "O Cruzeiro" marcou fortemente muitos períodos de nossas vidas de crianças e adolescentes.
Coloquei abaixo o memorial do primeiro número publicado. Vale como documento. Observem as curiosidades da grafia e das construções de frases, na época.

Depomos nas mãos do leitor a mais moderna revista brasileira. Nossas irmãs mais velhas nasceram por entre as demolições do Rio colonial, através de cujos escombros a civilisação traçou a recta da Avenida Rio Branco: uma recta entre o passado e o futuro. Cruzeiro encontra já, ao nascer, o arranha-céo, a radiotelephonia e o correio aéreo: o esboço de um mundo novo no Novo Mundo. Seu nome é o da constelação que, ha milhões incontaveis de annos, scintila, aparentemente immovel, no céo austral, e o da nova moeda em que resuscitará a circulação do ouro. Nome de luz e de opulencia , idealista e realistico, synonymo de Brasil na linguagem da poesia e dos symbolos.

Timbre de estrellas na bandeira da Patria, o cruzeiro foi, desde o primeiro dia da sua historia, um talisman. Nas solidões do mar, era o fanal nocturno dos navegantes. Vera Cruz, Santa Cruz, foram os nomes sacros que impuzeram á terra nova os nautas-cavalleiros na semana mystica do descobrimento. A armada descobridora apontara á vista dos íncolas attonitos, com as vermelhas cruzes pintadas na pojadura palpitante das vélas. Na terra paradisíaca, por onde Eva andava na verde floresta mais nua do que anda hoje nas praias fulvas de Copacabana, arvorou-se em signal de posse uma cruz, em memoria daquella outra em que um Homem divino fôra crucificado no reinado do lascivo Tiberio. Volvidos quatro seculos, a bandeira nacional recolhia num losangulo de céo a constelação tutelar, restaurando na linguagem dos symbolos o nome do baptísmo de 1500. Cruzeiro é um título que inclue nas suas tres syllabas um programma de patriotismo.

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Uma revista, como um jornal, terá de ter, forçosamente, um caracter e uma moral. De um modo generico: princípios. Dessa obrigação não estão isentas as revistas que se convencionou apelidar de frívolas. A funcção da revista ainda não foi, entre nós, sufficientemente esclarecida e comprehendida. Em paíz da extensão desconforme do Brasil, que é uma amalgama de nações com uma só alma, a revista reune um complexo de possibilidades que, em certo sentido, rivalisam ou ultrapassam as do jornal. O seu raio de acção é incomparavelmente mais amplo no espaço e no tempo. Um jornal está adstricto ás vinte e quatro horas de sua existencia diaria. Cada dia o jornal nasce e fenece, para renascer no dia seguinte. É uma metamorphose consecutiva. O jornal de hontem é já um documento fóra de circulação: um documento de archivo e de bibliotheca. O jornal dura um dia. Essa existencia, tão intensa como breve, difficulta os grandes percursos. É um vôo celere e curto. O jornal é a propria vida. A revista é já um compendio da vida. A sua circulação não está confinada a uma area traçada por um compasso cujo ponteiro movel raro pôde exceder um círculo de raio superior á distancia maxima percorrivel em vinte e quattro horas. A revista circula desde o Amazonas ao Rio Grande do Sul, infiltra-se por todos os municipios, utilisa na sua expansão todos os meios de conducção terrestre, maritima, fluvial e aérea; entra e permanece nos lares; é a leitura da familia e da visinhança. A revista é o estado intermedio entre o jornal e o livro.

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Por isso mesmo que o campo de acção da revista é mais vasto, a sua interpretação dos acontecimentos deve subordinar-se a um criterio muito menos particularista do que o do jornal. Um jornal póde ser um órgão de um partido, de uma facção, de uma doutrina. Uma revista é ums instrumento de educação e de cultura: onde se mostrar a virtude, animá-la; onde se ostentar a belleza, admirá-la; onde se revelar o talento, applaudi-lo; onde se empenhar o progresso, secundá-lo. O jornal dá-nos da vida a sua versão realista, no bem e no mal. A revista redu-la á sua expressão educativa e esthetica. O concurso da imagem é nella um elemento preponderante. A cooperação da gravura e do texto concede á revista o privilegio de poder tornar-se obra de arte. A politica partidaria seria tao incongruente numa revista do modelo de Cruzeiro como num tratado de geometria. Uma revista deve ser como um espelho leal onde se reflecte a vida nos seus aspectos edificantes, attraentes e instructivos. Uma revista deverá ser, antes de tudo, uma escola de bom gosto.

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Porque é a mais nova, Cruzeiro é a mais moderna das revistas. É este o título que, entre todos, se empenhará por merecer e conservar: ser sempre a mais moderna num paiz que cada dia se renova, em que o dia de hontem já mal conhece o dia de amanhã; ser o espelho em que se reflectirá, em periodos semanaes, a civilisação ascensional do Brasil, em todas as suas manifestações; ser o commentario multiplo, instantaneo e fiel dessa viagem de uma nação para o seu grandioso porvir; ser o documento registrador, o vasto annuncio illustrado, o film de cada sete dias de um povo, eis o programma de Cruzeiro.

É pelo habito de modelar o barro que se chega a bem esculpir o marmore. Esta revista será mais perfeita, mais completa, mais moderna amanhã do que é hoje.

O Cruzeiro on line é um trabalho de preservação histórica do site Memória Viva


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N° 1 - 10 de novembro de 1928
N° 2 - 17 de novembro de 1928

“Depomos nas mãos do leitor a mais moderna revista brasileira”. Assim foi apresentada a primeira edição de Cruzeiro (sem o artigo) em 10 de novembro de 1928.

A primeira personalidade a aparecer em uma capa foi o Rei Alberto da Bélgica, no número 2, e a primeira capa utilizando uma foto mostrava Santos Dumont (número 5).

Veja mais curiosidades sobre O Cruzeiro.



N° 3 - 24 de novembro de 1928
N° 4 - 1 de dezembro de 1928
N° 5 - 8 de dezembro de 1928
N° 6 - 15 de dezembro de 1928

N° 7 - 22 de dezembro de 1928
N° 8 - 29 de dezembro de 1928
N° 9 - 5 de janeiro de 1929
N° 10 - 12 de janeiro de 1929

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