||| 11 de junho DE 2026 ||| 5ª feira ||| junho vermelho - doe sangue ||| * Reflexão: “Nunca é tarde demais para ser o que você poderia ter sido.” (George Eliot) |||

Bem vindo

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Campanha - Junho Vermelho # Junho Vermelho é uma campanha de conscientização sobre o ato de doar sangue: um gesto simples, rápido e praticamente indolor. Para quem realiza a ação, as mudanças podem ser pequenas, mas para quem recebe pode significar tudo: mais uma vida salva. Não há nada no mundo que substitua o sangue humano. Por isso, sempre que uma pessoa necessita de uma transfusão, como em acidentes, procedimentos cirúrgicos e algumas doenças, ela depende da boa ação das pessoas que se dispuseram a doar sangue para abastecer os estoques médicos. A doação de sangue é um gesto humanitário de solidariedade, cidadania, amor ao próximo e bem-estar coletivo. Por isso nós apoiamos essa causa, doe sangue você também e salve vidas. #DoeSangueDoeVida#

pensamento dia

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Frase

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Plutarco ou Lúcio Méstrio Plutarco (em latim: Lucius Mestrius Plutarchus Queroneia, 46 d.C. – Delfos, 120 d.C., foi um historiador, biógrafo, ensaísta e filósofo grego, conhecido principalmente por suas obras Vidas Paralelas e Morália. Pertencente a uma família proeminente, nasceu em Queroneia, na Beócia, a cerca de 30 quilômetros a leste de Delfos. Viajou pela Ásia e pelo Egito, viveu algum tempo em Roma e foi sacerdote de Apolo em Delfos em 95. O seu enorme prestígio valeu-lhe a obtenção de direitos de cidadão em Delfos, Atenas e mesmo em Roma (Mestrius Plutarchus). Plutarco morreu entre os anos 119 e 120 em Delfos. [ https://pt.wikipedia.org/wiki/Plutarco]

 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

O espetáculo sequestrado: a bola rola sob a sombra da omissão na Copa 2026





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Em nome do futebol puro: por que não podemos nos calar neste início de Copa
 
A bola começou finalmente a rolar, mas o verdadeiro espetáculo da Copa do Mundo de 2026 corre o risco de acontecer fora das quatro linhas — ou em manifestações explícitas dentro delas. O que estamos presenciando nos bastidores é uma profunda vergonha para qualquer amante do esporte. O governo norte-americano transformou o maior espetáculo da Terra em um cenário de restrições arbitrárias, hostilidade migratória e uso político.

É inexplicável, injustificável e de baixíssimo nível. Delegações inteiras, árbitros e torcedores — que conquistaram o direito legítimo de estar ali, honrando as bandeiras de seus países — estão sendo recebidos com desrespeito na casa que deveria acolhê-los. Vimos coisas deploráveis e toscas neste início de evento, como os problemas com o árbitro somaliano e as restrições impostas à delegação do Irã.

Não estou aqui para protestar contra o governo de Donald Trump em si; as escolhas políticas dos americanos são problema deles. Protesto, sim, porque o esporte mais popular do mundo está sendo vilipendiado justamente na sede principal do torneio, e a dona do show está calada.

O que torna o cenário ainda mais revoltante é o silêncio covarde da FIFA. A federação finge neutralidade enquanto o evento é usado como palanque de sportswashing, mostrando que o dinheiro dos patrocinadores pesa mais do que os direitos humanos. Ao aceitar passivamente os bloqueios de vistos e o clima de intimidação, a liderança da entidade lava as mãos e se recusa a defender a integridade da sua própria competição. Quem garante, por exemplo, que o ICE (serviço de imigração americano) não se posicione nos portões dos estádios caçando torcedores em busca de indocumentados?


Em nome dos amantes do futebol puro, precisa-se de uma Copa sem politicagem. Mas, diante dessa passividade, o tiro da FIFA vai sair pela culatra: o protagonismo vai mudar de mãos. Tudo indica que as partidas serão palcos de protestos massivos e legítimos de jogadores, árbitros e torcedores.

Se essas manifestações acabarem suplantando o objetivo final e o brilho técnico do torneio, a culpa jamais será de quem protesta em nome da dignidade. A culpa será exclusivamente de quem permitiu que o futebol fosse sequestrado e transformado em blindagem ideológica. Essa não será apenas a Copa dos 48 países; será, acima de tudo, a Copa da resistência contra a omissão dos engravatados.

O novo espaço "Oficina na Copa" estará de olho na bola, mas não fechará os olhos para a história. Pelos gramados, pelas bandeiras legítimas e pelo futebol puro: o jogo começou, mas a resistência, pelo menos aqui, também.

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