- "Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. [...] Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus menores irmãos, a mim o fizestes." (Mateus 25:35-40).
A MSF proporciona também ações de longo prazo, na ajuda a refugiados, em casos de conflitos prolongados, instabilidade crônica ou após a ocorrência de catástrofes naturais ou provocadas pela ação humana. A organização foi criada com a ideia de que todas as pessoas têm direito a tratamento médico, e que essa necessidade é mais importante do que as fronteiras nacionais (com base na tese do direito de ingerência humanitária).
MSF recebeu o Nobel da Paz de 1999, como reconhecimento do seu combate em favor da ingerência humanitária. Atualmente, a organização atua em mais de 70 países e tem como presidente Joanne Liu. A Carta de MSF indica que as intervenções são realizadas em nome da ética médica universal, e não permite nenhuma discriminação de raça, religião, filosofia ou política. (Para continuar na Wikipédia, clique aqui)
Há 55 anos, Médicos Sem
Fronteiras (MSF) traz o foco para pessoas afetadas por graves crises
humanitárias. Levamos cuidados médicos e sensibilizamos a opinião pública sobre
as dificuldades enfrentadas pelos nossos pacientes.
Independente de gênero, raça,
religião, nacionalidade ou convicção política, quando a vida mais precisa de
cuidados, estaremos lá. Trabalhando com neutralidade e imparcialidade, MSF
reivindica, em nome da ética médica universal e do direito à assistência
humanitária, a liberdade total e completa do exercício de suas atividades.
Em dezembro de 1971, médicos e jornalistas franceses uniram forças para ajudar populações em dificuldade no mundo inteiro e criaram Médicos Sem Fronteiras. Desde então, a organização desenvolveu uma abordagem médico-humanitária, atuando no coração de conflitos e desastres naturais e socorrendo as populações forçadas a fugir.
A série de documentários a seguir, remonta os anos de atuação de Médicos Sem Fronteiras e, para iniciar essa jornada de mais de meio século de ajuda-humanitária, apresentamos, em quatro episódios, “Fragmentos da história: 50 anos em zonas de conflito”:
Independente de gênero, raça, religião, nacionalidade ou convicção política, quando a vida mais precisa de cuidados, estaremos lá. Trabalhando com neutralidade e imparcialidade, MSF reivindica, em nome da ética médica universal e do direito à assistência humanitária, a liberdade total e completa do exercício de suas atividades.
De Ruanda à Bósnia, passando
pelo Iêmen, MSF é testemunha fundamental de crises e conflitos em áreas
remotas. Embora o acesso às zonas de conflito tenha sido tradicionalmente uma
questão crucial, o recente surgimento de grupos radicalmente hostis aos agentes
humanitários parece apresentar um novo nível de complexidade. No Afeganistão ou
nos países do Sahel, a ameaça de ataques ou sequestros contribui para limitar
seu escopo de ação e a compreensão dessas crises.
Para MSF, que trabalha em meio a conflitos há 50
anos, é mais difícil trabalhar em uma zona de guerra hoje? Como podemos cuidar
ou testemunhar, preservando nossa segurança e a de nossos colegas, pacientes e
populações? Como podemos chegar o mais perto possível das populações vítimas da
guerra? Sob que condições se deve ir e que riscos aceitar?
O
trabalho de assistência realizado pelas equipes de Médicos Sem Fronteiras após
a ocorrência de desastres naturais é especialmente vital quando eles causam
danos humanos e materiais consideráveis, ultrapassando a capacidade de resposta
local.
Responder
a desastres naturais tem sido parte do trabalho de MSF por 50 anos. O terremoto
no Peru, em maio de 1970, e o ciclone Bhola em Bangladesh, em novembro do mesmo
ano, juntamente com o conflito armado, levaram à criação de MSF no ano
seguinte. Desde então, as equipes responderam a desastres naturais em diversas
ocasiões: o terremoto da Armênia (1988), o tsunami do sudeste asiático (2004),
o terremoto da Caxemira (2005), o terremoto do Haiti (2010), o tufão Haiyan nas
Filipinas (2013), o terremoto do Paquistão (2015) e o ciclone Idai em
Moçambique (2019). As equipes enfrentaram muitos desafios, que procuraram
solucionar, tanto por meio da inovação como por meio de uma melhor avaliação
das necessidades das populações afetadas.
Desde a
sua criação, MSF tem sido guiada pelo desejo constante de permitir que as
pessoas excluídas do acesso à saúde possam se beneficiar dos avanços médicos.
Nos anos 90, MSF adquiriu ferramentas que fortaleceram sua capacidade de
intervenção e lhe permitiram atuar em muitas áreas, tais como vacinação, acesso
a cuidados primários e cuidados de saúde materno-infantil. No início dos anos
2000, a organização investiu em pesquisas médicas, na implementação de preços
diferenciados de acordo com o país e na adaptação de protocolos para tratar o
maior número de pessoas possível. Mais recentemente, as epidemias de Ebola e
COVID-19 trouxeram novos desafios médicos.
Ao longo de seus cinquenta anos de história, Médicos Sem Fronteiras adquiriu sua legitimidade diretamente dos pacientes. Como organização médico-humanitária, MSF tem lutado pelo acesso à saúde para todos, tornando-se uma força motriz para a inovação.