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||| 01 de julho DE 2026 ||| 4ª feira ||| Dia internacional da piada ||| *Reflexão: "Melhor lutar por algo do que viver para nada". (Winston Churchill) |||

Bem vindo

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O Dia Internacional da Piada observa-se anualmente a 1 de julho. Trata-se de uma data não oficial, mas que é comemorada por todo o mundo com pompa e circunstância. Os países partilham as suas maiores piadas numa tentativa de dar ao mundo um sorriso de orelha a orelha, afastando toda a tristeza, drama e negatividade logo no abrir da segunda metade do calendário gregoriano. Origem do Dia da Piada A data terá sido criada por Wayne Reinagel em 1994, para promover os seus livros de anedotas. Como o mundo já tem problemas e infelicidades que cheguem, a ideia da data é rir e afastar as insatisfações, começando a segunda metade do ano com uma nova mentalidade.

pensamento dia

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Frase

Frase
Samuel Johnson (Lichfield, 18 de setembro de 1709 — Londres, 13 de dezembro de 1784), conhecido em língua inglesa como Doutor Johnson (Dr Johnson), foi um escritor e pensador inglês conhecido por suas notáveis contribuições à língua inglesa como poeta, ensaísta, moralista, biógrafo, crítico literário e lexicógrafo. Possivelmente, o "mais distinto homem de letras da história da Inglaterra", Johnson é personagem da "mais reconhecida biografia do mundo da literatura", o trabalho Life of Samuel Johnson de James Boswell.

 

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A praga do gerundismo.

Interessante como atualmente proliferam, na rede mundial, artigos sobre o "gerundismo". Desde que me entendo por gerente - lá pelos idos de 1973 - que a aplicação do gerúndio já era sinônimo de "enrolação". Só que naquela época a sensibilidade para esta conceituação não era tão latente. E é assim mesmo. Sem delongas, quem quiser obter resultados positivos liderando ou gerenciando um grupo de trabalho, proiba o uso do gerúndio. Imediatamente. Se não o fizer estará com, pelo menos, metade do seu êxito comprometido.
Será que é assim tão sério? Respondo: é.
O gerundismo não é um simples vício de liguagem. É a expressão de um comportamento, de um hábito, de uma postura corporativa (e social , e familiar também).
Recentemente o governador do Distrito Federal fez publicar um decreto, no diário oficial e tudo, onde decretou a "demissão do gerúndio" de seu governo. Até escrevi um post sobre o fato (Demitindo o Gerúndio... ).
O artigo abaixo, escrito pelo professor Pasquale Cipro Neto, entre os muitos que encontramos na pesquisa, tem uma abordagem excelente sobre o tema. Leia e faça suas reflexões, mas não esqueça, retire o gerúndio da sua gramática, da sua linguagem e do seu comportamento. Ah! E faça o mesmo com seus filhos. Eles, certamente, terão uma vida bem melhor.No mundo moderno, em todas as suas vertentes, não há mais espaço para o gerundismo.
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A praga do gerundismo
(Pasquale Cipro Neto
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Frases como "eu vou estar transferindo a ligação" surgiram no telemarketing. Mas já se instalaram no topo. lá na diretoria.

......"Não acredito no purismo lingüístico, não. Desde que o homem é homem, as culturas e, conseqüentemente, as línguas se interpenetram. Hoje, quem é que reclama da palavra "otorrinolaringologista", todinha grega? Quem é que não usa a palavra "garagem" (ou "garage", tanto faz), que vem do francês? Mas (quase) tudo na vida tem limite. Em se tratando da língua, ou, mais especificamente, dos estrangeirismos, o limite é imposto pelo bom senso. Não vejo o menor sentido, por exemplo, no tosco uso da palavra off, que aparece na porta de algumas lojas. Não se trata de caso que enriquece a língua, que preenche espaço até então vago etc. Trata-se de subdesenvolvimento mesmo. Incurável. Ou, como dizia Nelson Rodrigues, do complexo de vira-lata. No lugar de off, parece conveniente usar a ultraconhecida palavra "desconto", cujo significado qualquer brasileiro conhece.

.......Que me diz o leitor de traduzir "Smoking is not allowed" por ''Fumando não é permitido"? Alguém teria coragem de traduzir smoking por "fumando" nesse caso? Certamente não, mas muita gente traduz ao pé da letra frases como "I will be sending" ou "We will be booking" (por "Vou estar enviando" e "Vamos estar reservando", respectivamente). Como se vê pela mensagem com que se avisa que não é permitido fumar, o gerúndio inglês nem sempre continua gerúndio quando traduzido para o português.

.......Onde estaria a inadequação de frases como "O senhor pode estar anotando o número?" ou ''Um minuto, que eu vou estar transferindo a ligação", que hoje em dia pululam e ecoam nos escritórios, no telemarketing etc.? O problema não está na estrutura - "flexão dos verbos 'ir', 'poder' etc. + estar + gerúndio" -, mas no mau uso que dela se tem feito. Essas construções são da nossa língua há séculos, ou alguém teria peito de dizer que uma frase como ''Eu bem que poderia estar dormindo" é inadequada?

......Qual é o problema então? Vamos lá.
......Quando se diz, por exemplo, "Não me telefone nessa hora, porque eu vou estar almoçando", indica-se um processo (o almoço) que terá certa duração, que estará em curso, mas - santo Deus! -, quando se diz ''Um minuto, que eu vou estar transferindo a ligação", emprega-se a construção "vou estar transferindo" para que se indique um processo que se realiza imediatamente. Quanto tempo se leva para a transferência de uma ligação? Meses ou segundos? O diabo é que, para piorar, "Vou estar transferindo" é uma verdadeira contorção verbal, que substitui, sem nenhuma vantagem, a construção "Vou transferir", mais curta, rápida, direta - e apropriada.
.......A moda do "gerundismo" (essa de "O senhor tem que estar pegando uma senha", "Vamos ter que estar trocando a embreagem do seu carro", "Ela vai precisar estar voltando aqui amanhã", "A empresa vai poder estar fornecendo as peças" e outras ultrachatices semelhantes) só tem uma coisa de bom: o caráter democrático. ......Traduzo: a praga pegou da telefonista ao gerente, da faxineira ao diretor-presidente.
.......E quem começou tudo isso? Não se sabe, mas me atrevo a dizer que nasceu da tradução literal do inglês (de manuais ou assemelhados).
.......Recentemente, um motorista me disse: "Professor, agora o senhor vai ter que estar me dizendo em que rua eu vou ter que estar entrando". Se eu tivesse levado a sério a pergunta dele, deveria ter respondido isto: "Naquela rua, naquela rua, naquela rua, naquela rua, naquela rua, naquela rua, naquela rua, naquela rua..." E, assim que ele entrasse na tal rua, eu deveria exigir que ele parasse o carro, engatasse a ré e ficasse entrando e saindo da rua (ou entrando na rua e saindo dela, como preferem os que amam a sintaxe. rigorosa), até moer a embreagem, os pneus... Até o gerundismo sumir do mapa!
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O autor:
Pasquale Cipro Neto é professor de língua portuguesa. consultor e colunista de diversos órgãos da imprensa e o idealizador e apresentador do programa Nossa Língua Portuguesa, da TV Cultura.
Este seu artigo foi publicado na edição nº1894 da Revista Veja..
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4 comentários:

  1. Excelente artigo sobre o gerundismo Herbert! Este professor Pasquale Cipro Neto é mesmo excelente. Eu sinto arrepios quando as pessoas usam gerundismo exagerado comigo. É irritante! Eu mesma cortei esta mania das vendedoras da loja, enquanto elas não pararam eu não sosseguei rsrsrsrs. Beijos!

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  2. Nem me fale nisso. Costumo chamar essa praga de 'gerundite'. É terrível.
    Beijocas e boa semana.

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  3. Eu li o seu blog e achei um blog muito interessante e útil para mim.Otorrinolaringologista no Distrito Federal

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  4. Gostaria de agradecer pelos esforços que você fez ao escrever este artigo Otorrinolaringologista em Brasilia

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