||| 04 de março DE 2026 ||| 4ª feira ||| dia mundial da obesidade ||| "Acredite em milagres, mas não dependa deles". (Immanuel Kant) |||

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O Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, é uma data voltada à conscientização sobre a obesidade como uma doença crônica, que afeta mais de 2 bilhões de pessoas no mundo. A iniciativa busca ampliar o debate sobre prevenção, tratamento, combate ao preconceito e promoção de hábitos saudáveis. Mais do que falar sobre peso, a data convida à reflexão sobre saúde, qualidade de vida e acesso a cuidados médicos adequados. O que é obesidade? A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, que pode trazer riscos à saúde. Ela é influenciada por diversos fatores, como: Predisposição genética Alimentação inadequada Sedentarismo Fatores hormonais Aspectos emocionais e sociais O diagnóstico costuma ser feito com base no Índice de Massa Corporal (IMC), mas outros fatores também são avaliados por profissionais de saúde. Quais são os riscos da obesidade? A obesidade pode aumentar o risco de diversas doenças, como: Diabetes tipo 2 Hipertensão arterial Doenças cardiovasculares Apneia do sono Problemas nas articulações Alguns tipos de câncer Além dos impactos físicos, a obesidade também pode afetar a saúde mental, especialmente devido ao estigma e à discriminação. Combate ao preconceito Um dos principais objetivos do Dia Mundial da Obesidade é combater a gordofobia e o estigma associado ao peso corporal. A obesidade não deve ser vista como falta de força de vontade, mas como uma condição que envolve múltiplos fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Promover respeito, empatia e acesso ao tratamento adequado é fundamental. [https://www.calendarr.com/brasil/dia-mundial-da-obesidade/]


Charles John Huffam Dickens (Portsmouth, 7 de fevereiro de 1812 – Higham, 9 de junho de 1870) foi o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana. No início de sua atividade literária também adotou o apelido Boz. As suas obras gozaram de uma popularidade sem precedentes ainda durante a sua vida e, durante o século XX, críticos e académicos reconheceram-no como um génio literário. Os seus romances e contos são extensamente lidos ainda nos dias de hoje. Apesar de os seus romances não serem considerados, pelos parâmetros atuais, muito realistas, Dickens contribuiu em grande parte para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Dickens}


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Shinyashiki, de novo, na Oficina de Gerência.



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A origem dos meus sonhos

Trecho extraído do livro: "A origem dos meus sonhos" de Roberto Shinyashiki (Editora Gente).

“Levantei-me do sofá e abri a porta da frente; a fumaça acumulada me carregou para fora como um espírito. No alto, a lua havia desaparecido, restando só o seu brilho ainda visível por entre as nuvens altas. O céu começava a clarear; o ar recendia a orvalho.

Olhe para si mesmo antes de julgar. Não faça outra pessoa limpar a sua sujeira. Isso não é sobre você. Essas eram questões simples, sermões que eu já tinha ouvido mil vezes antes, em todas as suas variações, das comédias de costumes na televisão e dos livros de filosofia, dos meus avôs e de minha mãe. Eu havia parado de ouvir a uma certa altura, eu percebia isso agora; estava tão envolvido com as minhas feridas, tão ansioso para escapar das cartas marcadas que a autoridade branca havia destinado para mim.

Para esse mundo branco, estaria disposto a ceder os valores de minha infância, como se esses valores estivessem de alguma maneira irreversivelmente corrompidos pelas falsidades sem fim que o branco dizia sobre o negro. E agora eu ouvia a mesma coisa das pessoas negras que eu respeitava, pessoas que tinham mais desculpas para a sua amargura do que eu poderia jamais reivindicar para mim. Quem lhe disse que ser honesto era uma coisa branca?, perguntaram-me eles. Quem lhe vendeu essa idéia, de que sua situação o isentava de ser respeitoso ou determinado ou educado, ou essa moralidade tinha uma cor? Você perdeu o seu rumo, irmão. Suas idéias sobre si mesmo — sobre quem você é e quem você poderia se tornar — mostraram-se acanhadas, estreitas, pequenas.

Eu me sentei na soleira da porta e esfreguei a nuca. Como isso havia acontecido?, começava a me perguntar, mas mesmo antes que a pergunta pudesse se formar em minha mente, eu já sabia a resposta. Medo. O mesmo medo que havia me levado a empurrar Coretta na escola. O mesmo medo que havia me levado a ridicularizar Tim perante Marcus e Reggie. O medo constante e paralisante de que eu não era adequado de alguma maneira, que a menos que eu me escondesse e fingisse ser alguma coisa que eu não era, para sempre eu permaneceria um estranho, sempre sujeito ao julgamento do resto do mundo, negro e branco. Assim, Regina tinha razão; tudo era sobre mim. Meu medo. Minhas necessidades.

E agora? Eu imaginava a avó de Regina em algum lugar, suas costas encurvadas, a carne dos seus braços tremendo enquanto esfregava um chão sem fim. Lentamente, a velha senhora erguia a cabeça para olhar diretamente para mim, e em seu rosto flácido vi que o que nos unia ia além da raiva, do desespero ou da piedade. O que ela esperava de mim, então? Determinação, principalmente. A determinação para fazer recuar qualquer poder que a mantivesse curvada em vez de erguida e ereta. A determinação para resistir às facilidades ou às ondescendências.

Do contrário, você poderia ser trancado em um mundo que não fosse o seu próprio, os olhos dela me disseram, mas você ainda teria a consciência de como ele é construído. Você ainda teria responsabilidades. O rosto da velha senhora se dissolveu em minha mente, mas foi substituído por vários outros. O rosto cor de cobre da empregada mexicana, revelando cansaço enquanto ela carregava o lixo para fora. O rosto da mãe de Lolo, abatido pelo sofrimento enquanto ela assistia aos holandeses queimarem sua casa. O rosto de lábios apertados e pele cor de giz de Toot enquanto ela embarcava no ônibus das 6h30 da manhã que a levava para o trabalho.

Só a falta de imaginação, ou um colapso nervoso, fez-me pensar que eu tinha de escolher entre esses rostos. Todos eles esperavam a mesma coisa de mim, eram minhas avós. Minha identidade poderia começar com a realidade da minha raça, mas não deveria, não poderia terminar ali. Pelo menos nisso é que eu preferiria acreditar.”


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