1 de dez de 2008

Max Gehringer - A difícil tarefa de mandar gente embora (Revista Época)

Transcrevo a coluna do mestre Max Gehringer, escrita para a revista Época (clique no logotipo) desta semana.
Ele responde perguntas de leitores e com a sua experiência incontestável, orienta, ensina e tira dúvidas a respeito dos mais variados temas do mundo corporativo. Clique na tag
Textos de Max Gehringer para ler os artigos dele já postados no blog. É leitura rápida e imperdível. Confira.

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A difícil tarefa de mandar gente embora
  • Como lidar com um chefe que me elogia pela frente e me critica pelas costas?S.G.

Seu chefe está terceirizando as críticas. Pode ser por insegurança dele, ou – o que é mais provável – talvez você tenha demonstrado baixa receptividade a críticas em ocasiões anteriores. Mas o fato é que a crítica chegou até você. Se seu chefe não adota o mesmo procedimento em relação a seus colegas, esqueça a forma usada e se concentre na mensagem que foi passada. E, na próxima vez que seu chefe lhe fizer um elogio, peça a ele sugestões para que você possa melhorar ainda mais. Essa atitude poderá restaurar a linha direta de comunicação entre vocês, que foi quebrada em algum momento.

  • Sei que é triste ser vitimado por um corte de pessoal. Mas fui instado a apresentar um programa dessa natureza a meu diretor. Devido à crise, preciso eliminar 10% de meu quadro de subordinados. O que devo levar em consideração para ser justo? - L.B.

Sugiro que você reúna sua equipe antes que os boatos se espalhem, explique sua impossibilidade de contrariar a ordem recebida e apresente o método que você adotará para definir as dispensas. Não use critérios subjetivos, porque, além de difíceis de explicar, eles só vão gerar discussões. Dê preferência a dados numéricos, como produtividade, número de faltas e de atrasos ou qualquer outro fator que seja claramente entendido. Certamente, haverá perguntas. Prepare-se bem para respondê-las racionalmente, sem se alterar. Finda a reunião, não prolongue a agonia da equipe. Comunique a decisão aos escolhidos, individualmente, o mais rápido possível. E, sobretudo, faça o que estiver a seu alcance para conseguir algo extra para os dispensados, como a extensão do convênio médico.

Na hora de definir os cortes, não use critérios subjetivos.
Além de difíceis de explicar, eles vão gerar discussões
  • Estou pensando em cursar Economia. É verdade que a área financeira está em alta?P.Y.J.

Nem em alta nem em baixa. Essa é uma das áreas mais estáveis do mercado de trabalho, porque nenhuma empresa pode abrir mão de setores como Contas a Pagar, Contabilidade e Planejamento Financeiro. Em épocas de crise, como a atual, há áreas que ganham maior importância relativa dentro da empresa, e esse certamente deverá ser o caso de Finanças se a crise se estender. Mas o tamanho físico da área (isto é, o número de vagas) não deverá aumentar por causa disso.

  • Estudo Hotelaria...W.G.

O número de perguntas que recebo sobre o ramo hoteleiro é bem grande. A principal dúvida dos leitores é sobre a formação. Um curso técnico é suficiente? Uma faculdade é desejável? Cursos complementares em nível de pós-graduação são recomendáveis? Para as funções técnicas (cozinheiro, garçom), a demanda vem suprindo razoavelmente a oferta. Mas a maioria das perguntas está vindo de pessoas interessadas em posições como organização de eventos, gestão e relações públicas. Aí a coisa complica, porque passa a existir uma concorrência com formandos em outras faculdades (Comunicação Social e Administração, por exemplo). Nesses casos, está valendo mais o networking que a formação específica.

  • Ao enviar o currículo por e-mail para empresas, o melhor é anexar como documento ou colocar os dados no próprio corpo do e-mail?C.E.D.

É indiferente. Ao despachar um currículo não solicitado para alguém que não conhece você, as chances de que ele venha a ser lido são ínfimas. É melhor mandar antes um e-mail, perguntando se você poderia enviar um currículo para ser avaliado. Se houver uma resposta positiva, capriche numa mensagem explicando por que você quer trabalhar naquela empresa, e só nela.

PALAVRA DA SEMANA:
INÓCUO – INOFENSIVO
. A palavra derivou do verbo latino nocere, “ferir”, “machucar”, precedido pela negação in. Innocuus significava “aquilo que não fere”, mesma origem de “inocente”, innocentis, “aquele que não feriu”. Raramente usadas, as palavras “nócuo” e “nocente” existem em português. São sinônimas de “prejudicial”.
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Max Gehringer é comentarista corporativo, autor de nove livros sobre o mundo empresarial – incluindo Pergunte ao Max (Editora Globo) – e escreve semanalmente em ÉPOCA.Para enviar uma pergunta, acesse a coluna do Max em www.epoca.com.br/max.
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reprodução
o novo livro de Max Gehringer, Emprego de A a Z, é inspirado em seu quadro sobre trabalho no programa Fantástico
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