31 de jan de 2009

"Lady Kate" é analogia para estilo gerencial (Ronaldo Costa)

O Ronaldo Costa, do Qualiblog, está cada vez melhor nas suas abordagens temáticas voltadas para as questões da Qualidade.
Neste post que reproduzo abaixo, na íntegra, ele faz uma analogia muito bem criada entre o famoso quadro humorístico da "Lady Kate" e o comprometimento das diretorias de empresas com programas de qualidade que elas próprias desenvolvem.
Ficou perfeita a comparação. Eu mesmo já vi acontecer e posso dizer que, como diretor, "estive do lado de cá da mesa" e pude avaliar quando projetos com envolvimento da chamada "alta cúpula" andam para frente e inversamente, se não contam com o interesse dos dirigentes (principalmente dos presidentes), conseguem, no máximo, aquele famoso "vôo da galinha".
Leiam o artigo e podem crer que reflete uma realidade comum no mundo corporativo. Se algum dia você apresentar algum projeto para seu chefe, antes de qualquer atividade, procure mensurar o nível do envolvimento dele com a idéia. Se for tipo "hum, hum...", pode se preparar para - no mínimo - suar a camisa para colocá-lo em prática e alcançar sucesso.
Como um gesto de apreço que tenho pelo Ronaldo tomei a liberdade de publicar também os comentários feitos, no post, pelos seus leitores.
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Lady Kate na direção

"A gestão da Qualidade é uma área fascinante. Quem entra nela com paixão e muita vontade de aprender tem um crescimento pessoal fantástico, pois ela te permite vivenciar diversos aspectos que influenciam a saúde de uma empresa, as relações entre as pessoas e entre os processos que, como um mecanismo que deve ter a precisão de um bom relógio, interagem para alcançar suas metas.

Bem, nem sempre (quase nunca?) esse “relógio” tem todas as peças funcionando em harmonia, e a função do Gestor da Qualidade / RD é descobrir onde está o dente quebrado das engrenagens…

Uma dessas situações, talvez a mais comum e mais difícil de lidar, é quando a Direção da Empresa não possui o menor comprometimento com a Qualidade. Todos sabem que o sucesso da Qualidade está intimamente ligado à sua implementação “top to down”, de cima para baixo; e quanto mais alto no organograma está o tal dente quebrado, menores são as chances de vingarem os programas da qualidade. Ossos do ofício…

E o que a Lady Kate tem a ver com isso? – Bem, outro dia eu estava assistindo ao humorístico que tem esse quadro, aliás, na minha opinião um dos melhores do programa, e comecei a ligar seus personagens aos papéis da Qualidade. Nele, um sujeito que atua como um “personal coach” tenta de todas as formas inserir a nova-rica Lady Kate no convívio das socialytes, dos ricos e famosos, o high society. Mas ela, que apesar de milionária não se dedica a seguir as dicas do coitado, sempre põe tudo a perder. No final, com bom humor e a perseverança característica do brasileiro, solta seu bordão: “A grana eu tenho, só me falta-me o gramour… – Tô pagaaano…”.

Pois é, em muitas empresas a Direção é a Lady Kate, que quer porque quer entrar no high society da Qualidade e contrata um especialista (o Gestor da Qualidade) para conseguir isso. Só que nessas empresas o bordão ficaria assim: “O Certificado ISO eu tenho, só me falta-me o comprometimento…”.

Tá certo que a piada perde a graça se é você que tem que “rebolar” para manter um SGQ funcionando e a Direção não colabora, não se envolve seriamente na questão. Apenas exige que o certificado seja mantido, afinal “Tão pagaaano…”.

Mas, “liga não, titia” – (titia não…) - bola prá frente que um dia você consegue fazer esse pessoal valorizar a Qualidade ou então parte para outro cliente com toda a bagagem que adquiriu nesses desafios que enfrentou."

5 Comentários »

  1. Adorei…. Você é muito criativo msm!!!

    Comentário por Juliana Reis — 28 / Janeiro/ 2009 @ 3:45 pm

  2. kkkkkk. Como sempre fantástico!!

    Comentário por Marjorie — 28 / Janeiro/ 2009 @ 4:44 pm

  3. Excelente Ronaldo!

    Me dê licença pra divulgar esse texto pra alguns amigos.

    Até mais…
    ——————————————————–
    Fique à vontade, Wilson… Depois me diga o que acharam

    Comentário por Wilson Jr. — 28 / Janeiro/ 2009 @ 5:06 pm

  4. Realmente um artigo que ficou bem exemplificado, que é bem a realidade da maioria das empresas, graças a Deus estou conseguindo reverter este quadro para o caminho do “gramour”.
    Abraços.
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    Parabéns, Alan!!! Esta não é uma tarefa fácil…

    Comentário por Alan Fagner — 29 / Janeiro/ 2009 @ 7:17 am

  5. Muito bom! Ótima analogia!

    Abraço,

    Comentário por Jefferson — 30 / Janeiro/ 2009 @ 10:47 am


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