26 de jan de 2009

Como manter seu emprego durante a crise (parte III)

6 - Reavalie seu sucesso

Se você brilhou em seu emprego nos últimos anos – superando metas, conquistando novos clientes, ganhando prêmios internos e externos, acumulando aumentos salariais polpudos –, parabéns. Mas não pense que isso seja garantia de estabilidade. “Quem está há muito tempo na empresa, contribuiu bastante mas não é mais tão eficiente, e sobrevive da consideração pelo que fez no passado, é candidato a rodar”, diz um grande empresário paulista, que atua nas áreas industrial e financeira – e na atual crise já demitiu cerca de 500 pessoas. Segundo esse empresário (que pediu anonimato para falar livremente sobre assuntos delicados), também estão em risco os profissionais que cuidam de projetos ligados ao futuro. “Este é o primeiro que dança”. E quem foi contratado com salários muito altos, porque soube negociar na fase em que o mercado estava em alta, corre perigo. “Algum tempo atrás estava faltando gente no mercado e contratamos pagando mais do que deveríamos. Agora o mercado vai corrigir”.

O profissional mais velho está mais ameaçado, segundo o empresário. “Ele é mais bem remunerado e, chegando perto dos 50 anos, tem outras prioridades na vida além do trabalho, por isso se dedica menos”. O que alguém com esse perfil deve fazer? “Tem de ser produtivo. Tem de cortar custos, divisar estratégias novas. Em geral, esse cara já é muito bom, mas terá de ser melhor ainda. Não pode se acomodar. Para ficar, vai ter de sacrificar a qualidade de vida”. (Leia o caso de Ademir Bilha abaixo).

RICARDO CORRÊA
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Ele achou um cliente novo
“Não era um simples problema, era uma questão de sobrevivência”, diz Ademir Bilha, de 53 anos, diretor-comercial da CGE, uma fábrica de plásticos no município de Mauá, em São Paulo. Em outubro, ele percebeu que a crise atingira seus principais clientes, as montadoras de carros. E não tardaria a chegar a ele. Bilha havia sido contratado, há dois anos, para otimizar a produção. “De lá para cá, o faturamento da empresa dobrou”, diz Edoardo Campofiorito, dono da CGE. Mas o sucesso anterior não ia adiantar agora. Então, agiu. Conseguiu fechar um bom contrato com uma empresa do ramo eletroeletrônico para fabricar peças para impressoras, scanners e aparelhos multifuncionais. Para a CGE, que sempre via sua receita acompanhar a venda de veículos, o contrato veio em boa hora. Quando a produção de Volkswagen, General Motors e Toyota caiu quase pela metade, em dezembro, a CGE precisou demitir 5% de seus quase 500 funcionários, mas sobreviveu ao pior. “Foi fundamental contarmos com um diretor que usou toda a experiência para mostrar aos novos clientes que realmente somos capazes de fazer um produto diferente”, diz. Bilha ganhou uma comissão sobre o novo negócio – um prêmio inédito na empresa.



7 - Pense como a empresa

Motomura recomenda que o profissional tenha “empatia” com sua empresa. Isso significa tentar viver o que ela vive. “O profissional tem de se treinar para olhar o todo da empresa. Deve incorporar a visão dela, não apenas do cargo que ocupa. Preocupar-se com o todo”, diz. Se você pensa só em seu cargo, é alguém que apenas cumpre tarefas – e, portanto, mais facilmente substituível. Mais difícil é trocar alguém que dá ideias, entende processos, sabe as consequências de suas ações. Porque esse profissional se antecipa às ordens, sabe questionar as políticas sem nexo e pode enxergar coisas a serem melhoradas.



ilustração: Nilson Cardoso
8 - É hora de planejar

Quando a empresa está colhendo bons resultados, a tendência é contentar-se com as rotinas. Se os resultados pioram, começa-se a pensar nas ações estratégicas. O profissional capaz de elaborar planos inovadores de curto, médio e longo prazos será muito mais valorizado nesse momento. Você não precisa ser um alto executivo para pensar estrategicamente. Qualquer que seja sua função, pode pensar nas necessidades da empresa, em como o seu trabalho poderia render mais frutos. Até pelas lições da atual crise, as empresas devem estar mais receptivas aos planos de construção de futuro. “Recompensa rápida, mas sem compromisso com o longo prazo, não é um bom caminho”, diz Vicky Bloch, consultora de carreiras e diretora da Vicky Bloch Associados. “Profissionais que entregavam resultados fantásticos no curto prazo, mas não estavam preocupados com as consequências de longo prazo – pois, provavelmente, não estariam mais na organização –, não terão mais espaço”, diz. Nessas horas, são mais valorizados os profissionais minuciosos e disciplinados, com perfil de auditores e controladores.

RICARDO CORRÊA
Ela investiu nos estudos
Sentindo-se estancada na carreira, após sete anos no mesmo cargo (analista de uma empresa de tabaco), a administradora Marisa Camazano, de 29 anos, decidiu investir nos estudos. Em abril, matriculou-se em um curso de MBA de gestão de negócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo. “Eu queria mudar, mas não tinha coragem para procurar nada porque sentia que minha formação estava devendo”, diz Marisa. Um mês depois, foi contratada pela Comgas, distribuidora de gás natural, com um salário 80% maior e perspectivas de crescimento. “Não existe garantia de que você não seja cortado num momento de crise, mas nada substitui a segurança de ter algum diferencial”, diz Marisa. (continua)

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