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Hippolyte Léon Denizard Rivail (Lyon, 3 de outubro de 1804 – Paris, 31 de março de 1869) foi um educador, autor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec, notabilizou-se como o codificador do espiritismo (neologismo por ele criado). Foi discípulo do reformador educacional Johann Heinrich Pestalozzi e um dos pioneiros na pesquisa científica sobre fenômenos paranormais (mais notoriamente a mediunidade), assuntos cuja investigação costumava ser considerada inadequada. Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das "mesas girantes", bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal do qual era estudioso. Durante este período, também tomou conhecimento da psicografia. Ele então teria tido contato com um "espírito familiar", que supostamente teria passado a orientar os seus trabalhos. O pseudônimo "Allan Kardec" foi escolhido porque esta entidade teria revelado que ambos haviam vivido juntos, em uma vida passada, entre os druidas do povo celta, na região da Gália (atual França). A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Allan_Kardec)

 

sábado, 24 de janeiro de 2009

Censura no Brasil começa a afrouxar e libera peça teatral "Calabar" de Chico Buarque após seis anos de proibição.

24/01/1980 - Peça Calabar é liberada pela Censura

Jornal do Brasil: Censura libera Calabar e Z
A peça Calabar, um elogio à traição, foi liberada depois de ficar seis anos proibida pelo Conselho Nacional de Censura. O espetáculo escrito por Chico Buarque e Ruy Guerra, dirigido por Fernando Peixoto, fora suspenso oito dias antes da estreia. O general Antônio Bandeira, da Polícia Federal, sem esclarecer os motivos, proibiu a peça, proibiu o nome Calabar do título e, ainda proibiu que a proibição fosse divulgada.
O empresário Fernando Torres gastou 30 mil dólares na produção, uma das mais caras do teatro brasileiro até então, com 40 atores no elenco e outros 40 profissionais nos bastidores. Torres disse que obtivera três meses antes da proibição a garantia dos órgãos de censura de Brasília de que o texto não seria vetado. 
O prejuízo foi enorme. Para recuperar parte do investimento, o produtor improvisou na época a montagem de outro texto já conhecido do público e liberado pela censura – A torre em concurso. Depois da liberação, Chico Buarque e Ruy Guerra reescreveram o texto original, considerado pelos próprios autores "muito metafórico e obscuro" e a peça entrou em cartaz. 
As músicas que compunham a trilha sonora de Calabar, como BárbaraAna de Amsterdan, Não existe pecado ao sul do Equador e Tatuagem, fizeram sucesso. A história foi publicada em livro e virou um best seller. A saga do comerciante Domingos Fernandes Calabar passava-se no século 17, durante a invasão holandesa em Pernambuco. Calabar preferiu ficar do lado dos invasores e contra a coroa portuguesa e tornou-se um herói.
O diretor da Censura em 1974, Rogério Nunes, esclareceu em ofício que "A peça teatral faz apologia da traição (...) Exalta a figura execrável do traidor Domingos Fernandes Calabar".

O filme Z também é liberado 
No mesmo dia, o Conselho Nacional de Censura liberou para maiores de 14 anos o filme Z, do diretor Costa Gavras, cuja proibição ocorreu em 1975. Zganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1969, com roteiro baseado no livro de Vassili Vassilikos e Yves Montand e Irene Papas no elenco. A história sobre a perseguição e assassinato de um líder de oposição da Grécia chegou às telas brasileiras com mais de 10 anos de atraso. 
Os membros do Conselho também aprovaram uma moção enviada ao então governador do Rio, Chagas Freitas, contra o fechamento do Teatro Opinião.
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