26 de jan de 2009

Emprego e Crise Econômica.(I) - Mantenha o primeiro para atravessar (bem) o período da segunda.

A reportagem de capa da revista Época desta semana tem tudo a ver com a temática do blog.

Não deixaria passar a oportunidade de trazê-la ao conhecimento dos frequentadores da Oficina de Gerência pela sua atualidade, objetividade e ótima didática. Recomendo a leitura e a releitura.

O emprego é o assunto mais preocupante, entre todos, que recheiam a empada da crise econômica que assola o planeta. Em países como os EUA o problema já ultrapassa a piores previsões e a todo o momento os augúrios se tornam mais tenebrosos.

A revista produziu uma excelente matéria que deve ser lida por todos quantos estejam no mercado de trabalho quantos aqueles que planejam ou estejam em busca do emprego e também aqueles outros que o perderam e estão na luta para nova oportunidade.São dezesseis conselhos que especialistas em recursos humanos, convidados pela Época, estão repassando aos leitores e eu aproveito "a carona" para incluir nesta "comunidade". os leitores do blog.

A lista dos conselhos que estão detalhados na matéria é a seguinte:

  • 1 - Não se desespere
  • 2 - Não esqueça seus maiores aliado
  • 3 - Cuide de suas finanças
  • 4 - Saia da zona de conforto
  • 5 - Esteja preparado para mais sacrifícios
  • 6 - Reavalie seu sucesso
  • 7 - Pense como a empresa
  • 8 - É hora de planejar
  • 9 - É hora de voltar às aulas
  • 10 - Estique as antenas
  • 11 - Entre no time das soluções
  • 12 - Aceite o risco
  • 13 - Circule mais, apareça
  • 14 - Cuidado com a politicagem
  • 15 - Fique atento às oportunidades
  • 16 - E se tudo der errado?

Ao final da lista a Época publicou um artigo de Max Gehringer - excelente, como sempre - com o título "Não é uma catástrofe" referindo-se, obviamente, à perda do emprego nesse momento da crise mundial.

Publico a matéria na íntegra - como sempre o faço - procurando facilitar a leitura dos interessados sem a necessidade de clicar no site da origem. Todo os texto está em uma única sequência, praticamente sem divisórias entre os posts. Vale a pena gastar um pouco mais de tempo do que o habitual para conhecer a reportagem.


- Alguns leitores já questionaram o hábito que tenho de publicar reportagens de revistas na íntegra. Acham que devo apenas "fazer uma chamada" e colocar links para quem estiver interessado completar a leitura. Nada contra. Mas não gosto.
Parto do princípio que devo "produzir" o blog "do meu jeito". Soaria meio falso fazer algo que eu não considero do meu agrado. Esta é uma das razões para que eu não "profissionalize" a Oficina de Gerência apesar das várias propostas de parcerias.
Já disse antes e repito que o blog, para mim, é puro divertimento e diletantismo. Faço-o, sim, para interessar às pessoas que tenham afinidade pelos mesmos assuntos
, casos, tópicos e motivos que eu.

Como manter seu emprego durante a crise (parte I)
Dezesseis conselhos de especialistas em recursos humanos para que você consiga proteger seu trabalho da desaceleração da economia mundial
João Caminoto. Com reportagem de Andres Vera e Thaís Ferreira


ilustração: Gerson Mora

"Até o fim de 2008, ainda havia esperanças de que a crise econômica mundial fosse pegar o Brasil apenas de raspão. Mesmo quando a crise saiu do âmbito puramente financeiro (a queda das ações nas Bolsas de Valores) e viram-se os sinais de forte desaquecimento nas exportações, na atividade industrial, na venda de imóveis e no varejo, ainda havia fôlego para tratá-la como uma “marolinha”. Não mais. Na semana passada, o Ministério do Trabalho divulgou que o país perdeu 654.946 empregos de carteira assinada – o pior resultado mensal de toda a história do Brasil, tanto em números absolutos como em termos relativos (a porcentagem de trabalhadores demitidos em relação aos empregados). O desemprego foi mais sentido nos setores da agricultura, indústria alimentícia e construção civil. Na quinta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego recuou para 6,8%, a menor taxa mensal desde 2002. Mas a metodologia do IBGE é indireta: ela leva em conta a contratação de temporários (o número deles costuma ser alto perto do Natal) e não consegue captar o desemprego daqueles que já desistiram de procurar (e em dezembro menos pessoas batem à porta das empresas para procurar emprego). Analistas preveem que os números do IBGE relativos a janeiro já indicarão uma acentuada piora.

O governo deu sinais de que está muito preocupado com o salto do desemprego. Coincidência ou não, o Banco Central anunciou na quarta-feira um corte de 1 ponto porcentual na taxa básica de juros, a Selic, levando-a para 12,75% – uma forma de estimular a economia. No dia seguinte, foi anunciado que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) receberá uma injeção de mais R$ 100 bilhões para financiar investimentos em petróleo e gás, energia elétrica e infraestrutura. E o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quer vincular financiamentos oficiais a garantias das empresas de que não vão demitir. Isso já vale nas negociações para a concessão de alívios fiscais para as empresas. São medidas que estão na contramão da dinâmica natural dos mercados, e portanto têm chances limitadas de surtir efeitos relevantes. Tudo leva a crer que as demissões vão continuar, por algum tempo, aqui e no exterior. Só na semana passada, a Sadia anunciou o corte de 350 profissionais de gerência para cima. Nos Estados Unidos, a Microsoft anunciou a demissão de 5 mil empregados nos próximos 18 meses, em todo o mundo (o Brasil, aparentemente, será poupado). A Vale propôs a seus funcionários licença remunerada com pagamento de metade do salário. Aqueles que aceitarem terão seus empregos garantidos até 31 de maio.

Nesse ambiente, é natural que as pessoas fiquem apreensivas. Por isso, com a ajuda de empresários e especialistas em recursos humanos, preparamos este manual com 16 atitudes que podem ajudar você a garantir seu emprego.

1 - Não se desespere

A crise não vai varrer do mapa todos os empregos. A engrenagem econômica continua operando, apenas num ritmo mais lento. Espante o pânico e pense no futuro, no que fazer desde já para navegar nessas águas turvas. “Ter tranquilidade é fundamental. Aquele que se deixar influenciar pelo nervosismo e pessimismo vai afundar”, diz Marcelo de Lucca, diretor-executivo da Michael Page do Brasil, empresa de recrutamento especializada em executivos para média e alta gerência.

Falar é mais fácil que fazer, é claro. Uma pesquisa que a International Stress Management Association (Isma) deverá publicar em fevereiro revela que o medo do desemprego é a principal causa do estresse para 56% dos executivos brasileiros. A pesquisa foi feita com mil entrevistados de diversos setores. Diante de grandes responsabilidades e cobranças exageradas, é comum ver profissionais de qualquer nível hierárquico dentro de um perigoso ciclo de esgotamento. “O temor acaba consumindo todos os recursos que a pessoa tem para lidar com o problema”, diz a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma Brasil. É um círculo vicioso: a ansiedade paralisa a criatividade e drena as energias que poderiam ser aplicadas no trabalho. Isso atrapalha o desempenho e, como numa profecia autorrealizável, aproxima o ansioso da lista de candidatos à demissão.

O que fazer? Exercícios físicos e encontros com amigos ajudam a controlar a tensão. Mais importante ainda é dar à crise sua devida importância – mas não mais que isso. “A pessoa tem de entender a crise e traçar uma estratégia para superá-la”, diz o psicólogo Esdras Vasconcellos, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo." (continua)

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