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Frase

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Hippolyte Léon Denizard Rivail (Lyon, 3 de outubro de 1804 – Paris, 31 de março de 1869) foi um educador, autor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec, notabilizou-se como o codificador do espiritismo (neologismo por ele criado). Foi discípulo do reformador educacional Johann Heinrich Pestalozzi e um dos pioneiros na pesquisa científica sobre fenômenos paranormais (mais notoriamente a mediunidade), assuntos cuja investigação costumava ser considerada inadequada. Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das "mesas girantes", bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal do qual era estudioso. Durante este período, também tomou conhecimento da psicografia. Ele então teria tido contato com um "espírito familiar", que supostamente teria passado a orientar os seus trabalhos. O pseudônimo "Allan Kardec" foi escolhido porque esta entidade teria revelado que ambos haviam vivido juntos, em uma vida passada, entre os druidas do povo celta, na região da Gália (atual França). A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Allan_Kardec)

 

domingo, 4 de janeiro de 2009

A morte de Henfil

Jornal do Brasil: O cartunista Henfil


Henfil foi criador de personagens inesquecíveis de histórias em quadrinhos, como os fradinhos Baixim e Cumprido, a ave Graúna, o bode Orellana, Capitão Zeferino e Ubaldo, o paranóico. Os seus textos mordazes são documentos de uma época sombria e tinham como alvo o regime militar. "As palavras para mim não são gratuitas, não consigo usar nenhuma palavra de forma gratuita", dizia o cartunista, que foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. 

O mineiro Henrique Souza Filho começou a carreira na Revista Alterosa, em Belo Horizonte, em 1964. Lá nasceram os fradinhos e o pseudônimo Henfil. O apelido foi invenção do editor Roberto Drumond, que juntou as primeiras sílabas dos nomes Henrique e Filho. Um ano depois, Henfil foi para o Diário de Minas. Em seguida, para o Jornal dos Sports, além de colaborar com as revistas VisãoRealidadePlacar O Cruzeiro. Em 1969, estreou os fradinhos no semanário O Pasquim. Os personagens neuróticos e passionais fizeram sucesso e chamaram a atenção da censura, que impôs cortes às histórias. Em 1972, ingressou no Jornal do Brasil, onde criou Zeferino e seus amigos da caatinga, Graúna e Orellana. Com esse personagens, o cartunista intensificou a crítica à ditadura. 
De 1977 a 1980, na Revista Isto É, escreveu suas Cartas da Mãe, que comentavam os assuntos mais importantes do momento. Naquela época, estavam em pauta o exílio do irmão Herbert de Souza, o Betinho, e de outros companheiros, a tortura, as greves dos trabalhadores no ABC, o surgimento de Lula como líder sindical, a campanha pela anistia, e a criação do PT. 

Também foi o autor dos livros Hiroxima, meu humorDiário de um cucarachaDiretas Já,Henfil na China, Fradim de libertação, e Como se faz humor político. Foi co- autor da peça A Revista do Henfil, além de escrever, dirigir e atuar no filme Tanga - Deu no New York Times 

Luta contra a aids

A notícia da morte de Henfil chegou durante o show que os amigos faziam em um teatro paulista para arrecadar fundos para custear o caro tratamento contra a aids A doença foi contraída em uma transfusão de sangue. Henfil era hemofílico e tinha saúde precária, assim como seus dois irmãos, Herbert de Sousa, e Francisco Mário, que também morreram de aids. Além dos irmãos, tinha mais cinco irmãs.
Henfil não se deixava abater pelas dificuldades da vida, e dizia: "Se não houver frutos, valeu a beleza das flores, se não houver flores, valeu a sombra das folhas, senão houver folhas, valeu a intenção da semente"
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