02 DE janeiro DE 2026 ||| 6ª feira ||| Dia Mundial dos Introvertidos ||| "Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo.” (Carlos Drummond de Andrade) |||

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O dia 2 de janeiro marca uma celebração singular e importante: o Dia Mundial do Introvertido. Este dia é dedicado àqueles que prosperam em ambientes tranquilos, valorizam interações sociais limitadas e encontram felicidade na própria companhia. Estão entre nós aqueles que encontram alegria na solidão e na reflexão interior. Esta celebração global serve como um lembrete de que a introversão não é uma fraqueza, mas uma força, oferecendo ao mundo uma perspectiva mais tranquila e contemplativa. Felicitas Heyne, renomada psicóloga alemã e autora do e-book gratuito "Felizes para Sempre Introvertidos", foi quem idealizou este dia. Em 20 de setembro de 2011, Heyne publicou um post no blog intitulado "Eis por que precisamos de um Dia Mundial do Introvertido" em seu site, iPersonic. Nesse artigo, ela defendeu uma maior conscientização e valorização dos introvertidos, com foco nos desafios únicos e na discriminação que eles frequentemente enfrentam devido à sua natureza reservada. Ela propôs o dia 2 de janeiro como a data ideal para a celebração, marcando o fim da temporada de festas, tão socialmente intensa, e oferecendo aos introvertidos um momento de alívio e reconhecimento compartilhados




segunda-feira, 9 de março de 2009

Uruguai acorda do pesadelo de uma ditadura nefasta e inicia seu retorno sofrido à democracia.

9 de março de 1985 — A volta da democracia uruguaia
Jornal do Brasil: Uruguai
A ditadura uruguaia foi implantada em 1973 e só acabou em 1985, com a eleição de Julio Maria Sanguinetti. Dois meses antes da posse do novo governo, 63 presos políticos foram libertados. Sanguinetti assumiu a presidência com a promessa de que entregaria à Justiça os casos mais graves de corrupção e de atentado aos direitos humanos. O compromisso não foi cumprido, e no fim de seu mandato Sanguinetti sancionou a Lei de Caducidade Punitiva do Estado, que anistiava militares e policiais que torturaram e assassinaram militantes políticos durante a ditadura.

O novo presidente governaria um país devastado por graves problemas financeiros. O Uruguai perdera 15% do seu Produto Interno Bruto - soma de todas as riquezas produzidas no país - em três anos. E, se fosse atender a todos os compromissos da dívida externa, como juros, amortizações etc., gastaria 90% das suas reservas, e só lhe restariam 10% para importar o que o país necessitava. Enquanto os jovens emigravam em massa para outros países em busca de uma vida melhor, o governo tinha de pagar 250 mil aposentadorias e pensões a 188 mil pessoas, isso em um país de 3 milhoes de habitantes. Havia casos em que uma só pessoa recebia quatro ou até cinco benefícios. O efetivo militar era de 70 mil homens, número excessivo para a reduzida população do país. Os militares gozavam de muitos privilégios e estavam infiltrados em todas as áreas da economia. 
Grupos ligados aos direitos humanos acusavam os militares de terem assassinado 32 uruguaios dentro do próprio país e outros 132 fora do Uruguai, durante a Operação Condor – esquema de cooperação firmado entre os militares do Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai, para perseguir opositores aos regimes em toda a América do Sul. 

Lei de Anistia pode ser anulada
O Congresso Nacional uruguaio aprovou por 69 votos contra 2, em fevereiro deste ano, a anulação da anistia concedida aos militares envolvidos em casos de tortura. A última palavra sobre a inconstitucionalidade da lei de anistia será da Suprema Corte de Justiça, que terá 110 dias para se pronunciar.
A discussão sobre a anistia foi reaberta pelo atual presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, que, por meio da Procuradoria da Justiça, pediu a revisão da lei para o caso de uma estudante sequestrada enquanto escrevia a frase "abaixo a ditadura" em um muro. A estudante, que era militante comunista, acabou sendo morta em 1974 em uma unidade militar. 

 

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