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Joaquim José da Silva Xavier (Fazenda do Pombal, então sob jurisdição da Vila de São José del-Rei, batizado em 12 de novembro de 1746 – Rio de Janeiro, 21 de abril de 1792), conhecido como Tiradentes, foi um militar e ativista político do Brasil, notabilizado por sua participação na Inconfidência Mineira, conspiração de caráter separatista contra o domínio de Portugal. Atuante nas capitanias de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, destacou-se como um dos principais propagandistas das ideias emancipacionistas em um contexto marcado pela crise da economia mineradora e pelo aumento da pressão fiscal exercida pela Coroa portuguesa. Preso em 1789, foi julgado por crime de lesa-majestade e executado em 1792. Sua morte, inicialmente concebida como instrumento de repressão exemplar, foi posteriormente reinterpretada, sobretudo a partir da República, quando sua figura passou a ser associada ao martírio cívico e consolidada como símbolo político da nação brasileira. O dia de sua execução, 21 de abril, foi instituído como feriado nacional, e seu nome foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria. Sua trajetória e execução foram posteriormente reinterpretadas pela historiografia e pela memória política brasileira, que o consagraram como um dos principais símbolos da identidade nacional. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Tiradentes}




quinta-feira, 26 de março de 2009

Mercosul, finalmente, é criado oficialmente (1991)

26 de março de 1991 — A criação do Mercosul

Jornal do Brasil: A Criação do Mercosul
Os presidentes Fernando Collor, do Brasil, Carlos Menen, da Argentina, Andrés Perez, do Paraguai, e Alberto Lacalle, do Uruguai, assinaram o Tratado de Assunção, criando o Mercado Comum do Sul (Mercosul). Embora tenha sido criado em 1991, o acordo começou a ser esboçado em 1980, quando Brasil e Argentina assinaram vários tratados com o objetivo de aumentar a integração comercial. Chile, Equador, Colômbia, Peru e Bolívia participam como países associados do Mercosul.
A partir de janeiro de 1995 foi instalada a zona de livre comércio entre os países membros, com o fim das barreiras alfandegárias de cerca de 90% das mercadorias produzidas nos países membros. 
Os produtos que não entraram nesse acordo foram tributados com tarifas diferenciadas por serem considerados estratégicos, ou aguardam que seja elaborada uma legislação especial para cada caso. 

Em julho de 1999 foi dado um passo importante no sentido de ampliar a integração econômica entre os países membros, ao se estabelecer um plano de uniformização de taxas de juros, índice de déficit e taxas de inflação. 

Cogita-se também na adoção de uma moeda única, a exemplo do que fez o Mercado Comum Europeu. 
Ainda há muitos obstáculos a serem superados para a formação de um mercado sem fronteiras na América do Sul. Especialistas comentam que se essa integração econômica for bem sucedida aumentará o desenvolvimento econômico dos países membros, e facilitará as relações comerciais entre o Mercosul e outros blocos econômicos. 

Os conflitos nas relações comerciais 
As relações comerciais entre o Brasil e a Argentina, as duas maiores economias do Mercosul, são conflituosas devido a medidas protecionistas adotadas pela Argentina. 

As barreiras são impostas no setor automobilístico e da linha branca (geladeiras, micro-ondas, fogões) sob a alegação que a livre entrada dos produtos brasileiros é um obstáculo ao crescimento desses setores no país.

Os argentinos argumentam também que o açúcar brasileiro chega ao mercado com um preço muito baixo porque os produtores recebem subsídios do governo. Em 1999 o Brasil teve de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para acabar com as barreiras estabelecidas pela Argentina aos tecidos de algodão e lã produzidos no Brasil. 

A Argentina dificultou também a entrada de calçados brasileiros no país ao exigir um selo de qualidade nos sapatos vindos do Brasil.


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